Questões de Concurso Comentadas sobre crase em português

Foram encontradas 7.100 questões

Q510761 Português
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas da frase a seguir, no que se refere à ocorrência do acento indicativo de crase.

Compete ______Secretaria Escolar arquivar os documentos de alunos ativos e egressos, que já deixaram _______ escola. Além disso, a Secretaria presta auxílio _______ Direção com ________ expedição de documentos.
Alternativas
Q510690 Português
Assinale a alternativa em que o emprego do sinal indicativo de crase e a concordância, nominal e verbal, estão de acordo com a norma-padrão
Alternativas
Q510649 Português
Assinale a alternativa em que o emprego da crase e a concordância das palavras estão de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Q510559 Português
Assinale a alternativa em que a pontuação e o acento que indica a crase estão de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Q505678 Português
      Em 1936, Tomie Ohtake desembarcou no Brasil, vinda de Kyoto, no Japão. E quase 20 anos depois começou a pintar. Nos anos 70, teve um dos momentos mais prestigiosos de sua carreira, quando expôs suas gravuras na Bienal de Veneza de 1972, dividindo as paredes com artistas de renome. Segundo a análise de Miguel Chaia, “usufruir uma obra de Tomie Ohtake propicia uma dupla experiência – incita a reflexão, num movimento primordial de subjetivação, e estimula os sentidos, em direção às coisas externas do universo. Mais interessante ainda é que as obras desta artista antecipam, pela intuição artística, imagens do espaço cósmico obtidas por instrumentos de observação de alta tecnologia, como, por exemplo, o telescópio Hubble. A poética de recriação do cosmo pela artista, que para a sua elaboração prescinde da intencionalidade, e a crescente utilização de recursos tecnológicos para fotografar ou ilustrar pontos do universo formam um instigante material para aprofundar questões referentes à sincronicidade entre arte e ciência".

(Adaptado de: MESTIERI, Gabriel. Disponível em: entretenimento.uol.com.bre CHAIA, Miguel. Disponível em: institutotomieohtake.org.br)

Atente para as afirmativas abaixo.

I. No segmento para aprofundar questões referentes à sincronicidade entre arte e ciência, o sinal indicativo de crase deverá ser suprimido caso se substitua o elemento sublinhado por “sincronização".

II. Sem prejuízo para a correção e o sentido, o sinal de travessão pode ser substituído por dois-pontos no segmento “usufruir uma obra de Tomie Ohtake propicia uma dupla experiência – incita a reflexão...

III. O segmento sublinhado em  que para a sua elaboração prescinde da intencionalidade  pode ser isolado por vírgulas, sem prejuízo da correção.

Está correto o que se afirma APENAS em
Alternativas
Q505672 Português
      Numa definição solta, a floresta tropical é um tapete multicolorido, estruturado e vivo, extremamente rico. Uma colônia extravagante de organismos que saíram do oceano há 400 milhões de anos e vieram para a terra. Dentro das folhas ainda existem condições semelhantes às da primordial vida marinha. Funciona assim como um mar suspenso, que contém uma miríade de células vivas, muito elaborado e adaptado. Em temperatura ambiente, usando mecanismos bioquímicos de complexidade quase inacessível, processam-se átomos e moléculas, determinando e regulando fluxos de substâncias e energias.
      A mítica floresta amazônica vai muito além de um museu geográfico de espécies ameaçadas e representa muito mais do que um simples depósito de carbono. Evoluída nos últimos 50 milhões de anos, a floresta amazônica é o maior parque tecnológico que a Terra já conheceu, porque cada organismo seu, entre trilhões, é uma maravilha de miniaturização e automação. Qualquer apelo que se faça pela valorização da floresta precisa recuperar esse valor intrínseco.
      Cada nova iniciativa em defesa da floresta tem trilhado os mesmos caminhos e pressionado as mesmas teclas. Neste comportamento, identificamos o que Einstein definiu como a própria insanidade: “fazer a mesma coisa, de novo, esperando resultados diferentes".
      Análises abrangentes mostram numerosas oportunidades para a harmonização dos interesses da sociedade contemporânea com uma Amazônia viva e vigorosa. Para chegarmos lá, é preciso compenetração, modéstia, dedicação e compromisso com a vida. Com os recursos tecnológicos disponíveis, podemos agregar inteligência à ocupação, otimizando um novo uso do solo, que abra espaço para a reconstrução ecológica da floresta. Podemos também revelar muitos outros segredos ainda bem guardados da resiliente biologia tropical e, com isso, ir muito além de compreender seus mecanismos.
      A maioria dos problemas atuais podem se resolver por meio dos diversos princípios que guiam o funcionamento da natureza. Uma lista curta desses princípios, arrolados pela escritora Janine Benyus, constata que a natureza é propelida pela luz solar; utiliza somente a energia de que necessita; recicla todas as coisas; aposta na diversidade; demanda conhecimento local; limita os excessos internamente; e aproveita o poder dos limites.


                                            (Adaptado de: NOBRE, Antônio Donato.O Futuro Climático da Amazônia.
                                                                                                               Disponível em: www.ccst.inpe.br)

Considerando o contexto, afirma-se corretamente:
Alternativas
Q505398 Português
imagem-003.jpg
Idem, ibidem.

Em relação às ideias e às estruturas linguísticas do fragmento de texto acima, julgue o item que se segue.

O acento indicativo de crase em “às injunções” ( l.12) justifica-se pela regência de “independência” ( l.11), que exige complemento regido pela preposição “a”, e pela presença de artigo definido feminino plural antes de “injunções”.
Alternativas
Q505390 Português
imagem-001.jpg

Julgue o item a seguir, relativo à tipologia e aos aspectos linguísticos do texto acima.

Estaria também correto o emprego de sinal indicativo de crase em “a cada” (l. 4 e 5).
Alternativas
Q504590 Português
Com relação à ocorrência da crase, assinale a alternativa que completa corretamente a frase a seguir.

Mario Quintana faz referência
Alternativas
Ano: 2015 Banca: VUNESP Órgão: TJ-SP Prova: VUNESP - 2015 - TJ-SP - Contador Judiciário |
Q503420 Português
Leia a charge para responder à questão.

imagem-002.jpg

(Gazeta do Povo, 04.02.2015)

De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, as lacunas da fala da personagem devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Alternativas
Q502264 Português
O termo entre parênteses preenche corretamente a lacuna da frase em:
Alternativas
Q502199 Português
TEXTO 2
                                                  RECADOS
                                                                            José Miguel Wisnik

       O Cerrado é o Matusalém dos biomas. Enquanto  a Amazônia tem três mil anos de formada, e a Mata  Atlântica, sete mil, o Cerrado tem quarenta milhões. É, ou chegou a ser, o maior viveiro de espécies florais do planeta. Ali, em sua lentidão ancestral, um  buriti de vinte e cinco ou trinta metros de altura tem a  idade do Brasil. Nas suas áreas planas, a água das  chuvas é absorvida pela vegetação nativa, tendo  esta a maior parte da sua estrutura dentro da terra,  como uma verdadeira floresta invertida. Por suas raízes são alimentados os lençóis freáticos e os lençóis  artesianos dos aquíferos, cuja carga interna afora,  por sua vez, na forma das nascentes dos rios (ou,  para dizer como Guimarães Rosa, “rebrotam desengolidos num bilo-bilo fácil").
       Essa respiração hídrica veio sendo sufocada, no  entanto, pela introdução de gramíneas para o pastoreio, pela expansão da fronteira agrícola com a soja  e o algodão, cujas raízes são superficiais, pela ação  dos fertilizantes, pela devastação dos insetos e animais polinizadores, impedindo a renovação da vegetação nativa, ditadas todas pela ocupação desenfreada que o agronegócio impôs ao Cerrado desde os  anos 1970. Aparentemente, teríamos aí apenas uma  mudança de paisagem, e a substituição da flora anciã pelas inovações progressistas das monoculturas, junto com o império do eucalipto a ser convertido em  carvão. Mas, [...] o processo envolve uma devastação invisível de grandes consequências estruturais:  é a floresta subterrânea das raízes que desaparece  junto com a vegetação nativa, com ela o bioma de  milhões de anos e o sistema que alimenta e realimenta os   aquíferos.
       Assim, dezenas de pequenos rios vêm desaparecendo, enquanto as nascentes dos grandes rios  estão secando ou migrando para áreas mais baixas,  à medida que o lençol que as abastece vai sendo  também rebaixado. O esvaziamento a olhos nus das  represas que abastecem São Paulo teria seu correspondente literalmente mais profundo no esgotamento  invisível dos reservatórios subterrâneos, que deu seu  sinal emblemático, faz poucos dias, com o estancamento da nascente do São Francisco. As chuvas que  sobrevierem, quando vierem, não têm a mesma capacidade de nutrir, na falta da vegetação mediadora,  os enfraquecidos reservatórios ocultos. O Brasil não  pode mais ser visto, senão irresponsavelmente, como  o paraíso dos mananciais inesgotáveis.

                                                                                                                             O Globo, 25, out. 2014
Assinale a alternativa em que o uso do sinal indicativo de crase está de acordo com a modalidade escrita formal da Língua Portuguesa.
Alternativas
Q501247 Português
Leia o texto disposto a seguir e responda a questão.

    Diante da Lei está um porteiro. Um homem que  vem do campo acerca-se dele e pede para entrar na  Lei. O porteiro, porém, responde que naquele momento não pode deixá-lo entrar. O homem medita e pergunta se mais tarde terá autorização para entrar. “É possível", responde o porteiro, “mas agora não  pode ser". Como o portão que dá acesso à Lei se encontra, como sempre, aberto, e o porteiro se afasta  um pouco para o lado, o homem inclina-se a fim de  olhar para o interior. Assim que o porteiro percebe isso, desata a rir e diz: “se te sentes tão atraído, experimenta entrar, apesar da minha proibição. Contudo, repara: sou forte. E ainda assim sou o mais ínfimo  dos porteiros. De sala para sala, há outros sentinelas,  cada um mais forte que o outro. Eu não posso sequer  suportar o olhar do terceiro."
     O camponês não esperava encontrar tais dificuldades, “a Lei devia ser sempre acessível a toda a
gente
", pensa ele. Porém, ao observar melhor o porteiro envolto no seu capote de peles, o seu grande
nariz afilado, a longa barba rala e negra à tártaros,  acha que é melhor esperar até lhe darem autorização  para entrar. O porteiro dá ao jovem um banquinho e o  faz sentar-se a um lado, frente à porta. Durante anos  ele permanece sentado. Faz diversas diligências para  entrar e fatiga o porteiro com os seus pedidos. Às  vezes, o sentinela o submetia a pequenos interrogatórios sobre a sua terra e muitas outras coisas, mas  de uma maneira indiferente, como fazem os grandes  senhores, e no fim, diz-lhe sempre que ainda não pode deixá-lo entrar. O homem, que se provera bem  para a viagem, emprega tudo, por mais valioso que  fosse, para subornar o porteiro. Este aceita tudo, mas  diz: “só aceito o que me dás para que te convenças  de que nada omitiste."
     Durante todos aqueles longos anos, o homem olha  quase ininterruptamente para o porteiro. Esquece-se  dos outros porteiros; parece-lhe que o porteiro é o único obstáculo que se opõe à sua entrada na Lei. Amaldiçoa em voz alta o infeliz acaso dos primeiros anos;  mais tarde, à medida que envelhece, já não faz outra  coisa senão resmungar. Torna-se acriançado e, como  durante anos a fio estudou o porteiro, acaba também  por conhecer as pulgas da gola do seu capote; assim,  pede-lhes que o ajudem a demover o porteiro. Por  fim, a sua vista torna-se tão fraca que já nem sabe se  escurece realmente à sua volta ou se é apenas ilusão  dos seus olhos. Agora, em meio às trevas, percebe  um raio de luz inextinguível através da porta da Lei. Mas ele já não tem muito tempo de vida.
     Antes de morrer, todas as experiências por que  passara durante esse tempo convergem para uma pergunta que, até essa altura, ainda não formulara. Faz  um sinal ao porteiro para que se aproxime, pois não  podia mover o seu corpo já arrefecido. O porteiro tem  de curvar-se profundamente, visto que a diferença das  estaturas se modificara bastante. “Que queres tu ainda  saber?", pergunta o porteiro. “És insaciável." “Se todos  aspiram à Lei", diz o homem, “como é que, durante todos esses anos,  ninguém mais, além de mim, pediu  para entrar?" O porteiro percebe que o homem já está  às portas da morte, de modo que para alcançar o seu  ouvido moribundo, berra: “Aqui, ninguém, a não ser tu,
podia entrar, pois esta entrada era apenas destinada a  ti. Agora, vou-me embora e a fecho
."

                                                                           KAFKA, F. O Processo. Biblioteca Visão. p. 152-153.
                                                                                 Tradução Gervásio Álvaro. (Fragmento adaptado)
O emprego da crase está corretamente justificado em:
Alternativas
Ano: 2015 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2015 - UNESP - Bibliotecário |
Q499747 Português
Leia o texto para responder a questão.

          O Arquivo da Academia Brasileira de Letras (ABL) possui uma grande variedade de documentos textuais e iconográficos. É composto por correspondências, discursos,  originais de obras literárias, fotografias e periódicos. Esses documentos, acumulados pela Academia desde a sua fundação, em  1897, recebem tratamento de acordo com as normas arquivísticas contemporâneas.
          O Arquivo é composto por duas linhas de acervo: o  Arquivo dos Acadêmicos, com a documentação pessoal dos  membros efetivos, patronos e sócios correspondentes, e o  Arquivo Institucional, com a documentação administrativa e  funcional. Notícias e textos literários publicados em jornais  e revistas formam a Hemeroteca, outra valiosa fonte de pesquisa sobre os Acadêmicos e a Academia.

                                                             (www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.h.... Adaptado)
Assinale a alternativa que completa corretamente a frase, no que se refere ao uso do acento indicativo de crase:
Quem visitar o Arquivo da ABL terá acesso
Alternativas
Q499623 Português
Texto 1

Carteira de Vacinação na Promoção da Saúde Bucal Infantil¹

            Um projeto desenvolvido na Prefeitura de Ponta Grossa, no Paraná, encontrou um jeito inusitado - e muito efetivo - de garantir o acompanhamento odontológico desde os primeiros anos de vida. Veja só: logo após serem vacinados em um posto de saúde da cidade, os pequenos são encaminhados para um dentista do local. E a consulta, assim como o agendamento do retorno, fica registrada na carteira nacional de vacinação. As anotações servem como lembrete para os pais sobre a importância da saúde bucal de seus pequenos e, de quebra, facilitam o controle das visitas futuras ao odontologista, que passam a ser feitas com regularidade. Iniciada em 2007, a ação acarretou resultados incontestáveis. Quando as crianças monitoradas chegaram à idade escolar, 70% estavam livres de cárie e as outras 30% apresentavam apenas um estágio inicial da doença.

                                                                              Fonte: ¹www.premiosaúde.com.br - acesso em 06/01/2015- Autor: Geraldo Stocco

Assinale alternativa correta quanto ao uso da crase:
Alternativas
Q498393 Português
Leia o texto para responder a questão.


          Em sua essência, empresas como o Google e o  Facebook estão no mesmo ramo de negócio que a Agência de Segurança Nacional (NSA) do governo dos EUA. Elas  coletam uma grande quantidade de informações sobre os usuários, armazenam, integram e utilizam essas informações  para prever o comportamento individual e de um grupo, e depois as vendem para anunciantes e outros mais. Essa  semelhança gerou parceiros naturais para a NSA, e é por isso que eles foram abordados para fazer parte do PRISM, o programa de vigilância secreta da internet. Ao contrário de agências de inteligência, que espionam linhas de telecomunicações internacionais, o complexo de vigilância comercial atrai bilhões de seres humanos com a promessa de “serviços gratuitos". Seu modelo de negócio é a destruição industrial da privacidade. E mesmo os maiores críticos da  vigilância da NSA não parecem estar pedindo o fim do Google e do Facebook.
           Considerando-se que, em 1945, grande parte do mundo   passou a enfrentar meio século da tirania em consequência   da bomba atômica, em 2015 enfrentaremos a propagação   inexorável da vigilância em massa invasiva e a transferência  de poder para aqueles conectados às suas superestruturas.  É muito cedo para dizer se o lado “democrático" ou o lado  “tirânico" da internet finalmente vencerá. Mas reconhecê-los  – e percebê-los como o campo de luta – é o primeiro passo  para se posicionar efetivamente junto com a grande maioria  das pessoas.
           A humanidade agora não pode mais rejeitar a internet,  mas também não pode se render a ela. Ao contrário, temos  que lutar por ela. Assim como os primórdios das armas  atômicas inauguraram a Guerra Fria, a lógica da internet é  a chave para entender a iminente guerra em prol do centro  intelectual da nossa civilização.
                                                                                      (http://noticias.uol.com.br, 16.12.2014. Adaptado)
______os parceiros naturais para que______ parte do PRISM devido_______ entre eles e a NSA no que tange______ utilização dos dados.
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, as lacunas da frase são preenchidas, respectivamente, com:
Alternativas
Ano: 2015 Banca: INSTITUTO AOCP Órgão: EBSERH Provas: INSTITUTO AOCP - 2015 - EBSERH - Enfermeiro (Nacional) | INSTITUTO AOCP - 2015 - EBSERH - Médico - Cardiologia | AOCP - 2015 - EBSERH - Fisioterapeuta | INSTITUTO AOCP - 2015 - EBSERH - Enfermeiro - Auditoria e Pesquisa | INSTITUTO AOCP - 2015 - EBSERH - Enfermeiro - Saúde da Mulher | INSTITUTO AOCP - 2015 - EBSERH - Médico - Cirurgia Pediátrica | INSTITUTO AOCP - 2015 - EBSERH - Médico - Clínica Médica | INSTITUTO AOCP - 2015 - EBSERH - Médico - Dermatologia | AOCP - 2015 - EBSERH - Médico - Geriatria | INSTITUTO AOCP - 2015 - EBSERH - Médico - Ginecologia e Obstetrícia | INSTITUTO AOCP - 2015 - EBSERH - Médico - Mamografia | INSTITUTO AOCP - 2015 - EBSERH - Enfermeiro - Saúde da Mulher - Obstetrícia | AOCP - 2015 - EBSERH - Enfermeiro - Oncologia | INSTITUTO AOCP - 2015 - EBSERH - Enfermeiro - Centro Cirúrgico | INSTITUTO AOCP - 2015 - EBSERH - Enfermeiro - Hemoterapia | INSTITUTO AOCP - 2015 - EBSERH - Enfermeiro - Infecção Hospitalar | AOCP - 2015 - EBSERH - Enfermeiro - Terapia Intensiva | INSTITUTO AOCP - 2015 - EBSERH - Enfermeiro - Saúde da Criança e do Adolescente - Neonatologia | AOCP - 2015 - EBSERH - Fisioterapeuta - Respiratória | INSTITUTO AOCP - 2015 - EBSERH - Fisioterapeuta - Saúde da Mulher | INSTITUTO AOCP - 2015 - EBSERH - Fisioterapeuta - Terapia Intensiva (Nacional) | INSTITUTO AOCP - 2015 - EBSERH - Enfermeiro - Vigilância Epidemiológica | INSTITUTO AOCP - 2015 - EBSERH - Enfermeiro - Vigilância - Sanitária | AOCP - 2015 - EBSERH - Enfermeiro - Nefrologia | INSTITUTO AOCP - 2015 - EBSERH - Enfermeiro - Cardiologia - Perfusionista |
Q496001 Português
Em “O gostar que nos define está ligado às entranhas de alguém...", a crase ocorreu
Alternativas
Q494701 Português
Culto do espelho

Um dos produtos mais curiosos da indústria cultural digital é a chamada selfie, autorretrato feito com celular que virou mania geral. Em lugares públicos e privados, o usuário, como quem porta um espelho, vira a câmera do telefone para o próprio rosto e, “espelho, espelho meu", descobre por meio das redes sociais que não existe no mundo ninguém mais bonito do que “eu".

O autorretrato foi prática comum na história da pintura e da fotografia. Hoje em dia ele é hábito de quem tem um celular à mão. Em qualquer dos casos, a ação de autorretratar-se diz respeito a um exercício de autoimagem no tempo histórico em que técnicas tradicionais como o óleo, a gravura, o desenho foram a base das representações de si. Hoje ele depende das novas tecnologias que, no mundo dos dispositivos, estão ao nosso alcance de forma mais simples.

Não se pode dizer que a invenção da fotografia digital tenha intensificado apenas quantitativamente a arte de autorretratar-se. Selfie não é fotografia pura e simplesmente, não é autorretrato como os outros. A selfie põe em questão uma diferença qualitativa. Ela diz respeito a um fenômeno social relacionado à mediação da própria imagem pelas tecnologias, em específico, o telefone celular. De certo modo, o aparelho celular constitui hoje tanto a democratização quanto a banalização da máquina de fotografar; sobretudo, do gesto de fotografar.

O celular tornou-se, além de tudo o que ele já era, enquanto meio de comunicação e de subjetivação, um espelho. Nosso rosto é o que jamais veremos senão por meio do espelho. Mas é o rosto do outro que é nosso primeiro espelho. O conhecimento de nosso próprio rosto surge muito depois do encontro com o rosto do outro. Em nossa época, contudo, cada um compraz-se mais com o próprio rosto do que com o alheio. O espelho, em seu sentido técnico, apenas nos dá a dimensão da imagem do que somos, não do que podemos ser. Ora, no tempo das novas tecnologias que tanto democratizam como banalizam a maior parte de nossas experiências, talvez a experiência atual com o rosto seja a de sua banalização.

O autorretrato do tipo selfie não seria possível sem o dispositivo dos celulares e suas câmeras fotográficas capazes de inverter o foco na direção do próprio autor da foto. Celular como espelho, a prática da selfie precisa ser pensada em relação à atual experiência com a imagem de si. Ora, a autoimagem foi, desde sempre, fascinante. Daí o verdadeiro culto que temos com os espelhos. Assim é que Narciso é o personagem da autoadmiração, que em um grau de desmesura, destrói o todo da vida. Representante da vaidade como amor à máscara que todos necessariamente usamos para apresentarmo-nos uns diante dos outros, Narciso foi frágil diante de si mesmo. Não escaparemos dessa máscara e de seus efeitos perigosos se não meditarmos no sentido do próprio fato de “aparecer" em nosso tempo. Por trás da máscara deveria haver um rosto. Mas não é esse que o espelho captura.

Um julgamento de valor no caso da hiperexposição dos rostos seria mero moralismo se não colocasse em jogo um dos valores mais importantes de nossa época, o que Walter Benjamin chamou de “valor de exposição". Somos vítimas e reprodutores de sua lógica. No tempo da exposição total criamos a dialética perversa entre amar a própria imagem, sermos vistos e acreditarmos que isso assegura, de algum modo, nosso existir. No tempo da existência submetida à aparência, em que falar de algo como “essência" tem algo de bizarro, talvez que, com a selfie fique claro que somos todos máscaras sem rosto e que este modo de aparecer seja o nosso novo modo de ser.

(Marcia Tiburi. Coluna CULT, Culto do espelho. Disponível em: http: http://revistacult.uol.com.br/home/2014/11/culto-do-espelho//.)

A presença do acento grave, indicativo de crase, em “relacionado à mediação" pode ser justificada, pois,
Alternativas
Q492933 Português
                        Chove Chuva

            Água, água e mais água. É tudo o que eu tenho a oferecer. Escrevero maior número de vezes a palavra mágica, na certeza de que águas passadas não movem moinhos, mas podem, de tanto serem sugeridas, sensibilizar os céus e fazer com que elas desabem sobre nós. E que depois se faga o arco-íris. Que depois apareça, toda de branco, toda molhada e despenteada, que maravilha!, a coisa linda que é o meu amor,
            Eu gostaria de repetir a dança da chuva, a coreografia provocativa dos Cheyennes, tantas vezes vista nos filmes. Falta-me o requebro. Temo também que o ridículo da cena faça o feitiço ir água abaixo. Eu gostaria de subir aos ares, como urn Santos Dumont tardio, bombardear as nuvens com cloreto de sódio. Se não desse certo, pelo menos chegaria perto do ouvido de São Pedro e, com piadas do tipo “afogar o ganso” e “molhar o biscoito” , faria com que o santo relaxasse e abrisse as torneiras.
            De nada disso, no entanto, sou capaz. Fico aqui, no limite do meu oceano, jacaré no seco anda, escrevendo e evocando as águas que passaram pela ponte da memória. Lembro, vizinha à minha casa, na Vila da Penha dos rios transbordantes, a compositora Zilda do Zé, de “As águas vão rolar” . A sua força ancestral, grande sambista, eu evoco agora, mesmo sabendo que a letra da música se refere à água que passarinho não bebe.
            Todas as águas devem ser provocadas nesta imensa onda de pensamento positivo, e eu agora molho reverente os pés do balcão com o primeiro gole para o santo. Finjo-me pau d’água e sigo em frente. Nem ai para os incréus, nem ai para os que zombam da fé, esses insensatos. A todos peço que leiam na minha camisa e não desistam:" Água mole em pedra dura tanto bate até que fura".
            [...]
            O sonho acabou há tempo, e la se foi John Lennon morto. Agora chegou a nostalgia da água, de torcer pelo volume morto e sentir saudade de ver urn arco-íris emoldurando o Pão de Açúcar depois da pancada de verão. Como explicar a uma criança que sol é chuva e casamento de viúva? Como explicar a deliciosa aflição de dormir se perguntando “será que vai dar praia?” , se agora todo dia é dia de sol?
            A propósito, eu li o grande poeta sentado no banco da praia e sei que a sede é infinita, que na nossa secura de amar é preciso buscar a água implicita, o beijo tacito - mas acho que e poesia demais para uma hora dessas. Urge, como queria Benjor, que chova chuva. Canivetes. Gatos e cachorros. Se Joseph Conrad traduziu a guerra com “o horror, o horror, o horror” , chegou a vez de resumir o nosso tempo com “a seca, a seca, a seca” - e bater os tambores na direção contraria. Saúdo para que se faça nuvem, e a todos cubra com o seu divino manto liquido, a saudosa Maria, a santa carioca que a incomparável Marlene viu subindo o morro com a lata d'água na cabeça.
            2015 promete serterrível, mas há quern ache bom negócio refletir sobre os valores básicos da sobrevivência, o que o homem está fazendo com o meio ambiente. Vai ser o ano de valorizar como bem de consumo insuperável não o Chanel n° 5, mas o cheiro da terra molhada depois do toró de fim de tarde. Que assim seja. Que se cumpra a felicidade de ouvirTom Jobim ao piano, tecla portecla, gota a gota, celebrando a cena real de, lá fora, estar chovendo na roseira.
            Ah, quern me dera ligar o rádio e escutar o formidável português ruim da edição extraordinária. Aumentar o som para deixar o locutor gritar - os clichês boiando molhadinhos pelo tesão da notícia - que chove a cântaros em todos os quadrantes da Cidade Maravilhosa.

                                                                              (SANTOS, Joaquim Ferreira dos. Chove chuva. In: O Globo, 26/01/2015.)


Considerando as passagens “Lembro, vizinha a minha casa, na Vila da Penha..." e “ ... a letra da música se refere à água que passarinho não bebe." , pode-se dizer, sobre o sinal indicativo de crase, que é:
Alternativas
Q492749 Português
Em meio às suas rotinas de consumo,as pessoas têm cada vez mais dificuldade em perceber o que é necessário e o que é supérfluo e avaliar o tamanho do seu consumo." (3º§) No excerto anterior, a ocorrência da crase se dá porque está precedendo um 
Alternativas
Respostas
5901: A
5902: E
5903: D
5904: A
5905: B
5906: D
5907: E
5908: E
5909: D
5910: B
5911: D
5912: B
5913: E
5914: D
5915: A
5916: A
5917: D
5918: D
5919: C
5920: B