Questões de Concurso Comentadas sobre crase em português

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Q2733842 Português

Questões de 01 a 05

Texto para as questões de 01 a 05

O Coração Roubado

Eu cursava o último ano do primário e como já estava com o diplominha garantido, meu pai me deu um presente muito cobiçado: O coração, famoso livro do escritor italiano Edmondo de Amicis, Best-seller mundial do gênero infanto-juvenil. Na página de abertura lá estava a dedicatória do velho, com sua inconfundível letra esparramada. Como todos os garotos da época, apaixonei-me por aquela obra-prima, é tanto que a levava ao grupo escolar da Barra Funda para reler trechos do recreio.

Justamente no último dia de aula, o das despedidas, depois da festinha de formatura, voltei para a classe a fim de reunir meus cadernos e objetos escolares, antes do adeus. Mas onde estava O coração? Onde? Desaparecera. Tremendo choque. Algum colega na certa o furtara. Não teria coragem de aparecer em cfasa sem ele. Ia informar a diretoria quando, passando pelas carteiras, vi a lombada do livro, bem escondido sob uma pasta escolar. Mas... era lá que se sentava o Plínio, não era? Plínio, o primeiro da classe em aplicação e comportamento, o exemplo para todos nós. Inclusive o mais limpinho, o mais bem penteadinho, o mais tudo. Confesso, hesitei. Desmascarar um ídolo? Podia ser até que não acreditassem em mim. Muitos invejavam o Plínio. Peguei o exemplar e o guardei em minha pasta. Caladão. Sem revelar a ninguém o acontecido. Lembro do abraço que Plínio me deu à saída. Parecia estar segurando as lágrimas. Balbuciou algumas palavras emocionadas. Mal pude retribuir, meus braços se recusavam a apertar o cínico.

Chegando em casa minha mãe estranhou que eu não estivesse muito feliz. Não, eu amargava minha primeira decepção. Afinal, Plínio era um colega que devíamos imitar pela vida afora, como costumava dizer a professora. Seria mais difícil sobreviver sem o seu exemplo. Por outro lado, considerava se não errara em não delatá-lo. “Vocês estão todos enganados, e a senhora também, sobre o caráter de Plínio. Ele roubou meu livro e depois ainda foi me abraçar...”

Passados muitos anos reconheci o retrato de Plínio num jornal. Advogado, fazia rápida carreira na Justiça. Recebia cumprimentos. Brrr. Magistrado de futuro o tal que furtara meu presente de fim de ano! Que toldara muito cedo minha crença na humanidade! Decidi falar a verdade. Caso alguém se referisse a ele, o que passou a acontecer, eu garantia que se tratava de um ladrão. Se roubava já no curso primário, imaginem agora... Sempre que o rumo de uma conversa levava às grandes decepções, aos enganos de falsas amizades, eu contava, a quem quisesse ouvir, o episódio do embusteiro do Grupo Escolar Conselheiro Antônio Prado, em breve desembargador ou secretário de Justiça.

– Não piche assim o homem – advertiu-me minha mulher.

– Por que não? É um ladrão!

– Mas quando pegou seu livro era criança.

– O menino é o pai do homem – rebatia, vigorosamente.

Plínio fixara-se como um marco para mim. Toda vez que o procedimento de alguém me surpreendia, a face oculta de uma pessoa era revelada, lembrava-me irremediavelmente dele. Limpinho. Penteadinho. E com a mão de gato se apoderando de meu livro.

Certa vez tomaram a sua defesa:

– Plínio, um ladrão? Calúnia! Retire-se da minha presença!

Quando o desembargador Plínio já estava aposentado, mudei-me para meu endereço atual. Durante a mudança alguns livros despencaram de uma estante improvisada. Um deles O coração, de Amicis. Saudades. Havia quantos anos que não o abria? Quarenta ou mais? Lembrei da dedicatória de meu falecido pai. Ele tinha boa letra. Procurei-a na página de rosto. Não a encontrei. Teria a tinta se apagado? Na página seguinte havia uma dedicatória. Mas não reconheci a caligrafia paterna:

“Ao meu querido filho Plínio, com todo amor e carinho de seu pai.”

In: REY, Marcos. O coração roubado e outras crônicas. Ática: São Paulo, 1994.

O emprego da crase em “Lembro do abraço que Plínio me deu à saída.” segue a mesma regra presente em

Alternativas
Q2731369 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.



Contar mentirinhas vicia o cérebro, revela estudo


Por Felipe Germano Bruno Garattoni

01 Mentir não faz o nariz crescer – mas pode ............, de outra forma, com o seu corpo. De

02 acordo com um novo estudo realizado pela Universidade de Londres, contar mentirinhas leves

03 provoca alterações físicas no cérebro, que se torna mais propenso __ optar por mentiras em

04 momentos importantes.

05 Quando contam alguma mentira, as pessoas geralmente se sentem um pouco mal. Essa

06 reação é provocada pela amígdala, uma região cerebral que também é ligada __ sensações de

07 medo, e funciona como uma espécie de freio natural, limitando a quantidade de mentiras que as

08 pessoas contam. Mas os cientistas descobriram que, se você contar uma sequência de pequenas

09 mentiras, sem muita importância (na linha ‘o seu penteado ficou ótimo’ ou ‘não vi o email’), esse

10 freio vai ficando mais fraco.

11 Para calcular isso, os pesquisadores reuniram 80 voluntários e escanearam o cérebro deles

12 enquanto eles jogavam um jogo. A brincadeira consistia em adivinhar quantas moedas havia em

13 um pote e transmitir, por meio de um computador, a estimativa a outra pessoa. O jogo tinha

14 várias modalidades. Numa delas, você era estimulado a dar uma ‘mentidinha’, superestimando a

15 quantidade de moedas do pote, ............ isso fazia você ganhar mais pontos, e a outra pessoa

16 menos. Conforme o jogo avançava, os voluntários eram estimulados a mentir cada vez mais – e a

17 atividade na amígdala se tornava cada vez menor. Era como se o cérebro estivesse se adaptando

18 ao ato de mentir.

19 “A amígdala limita a ................ do quanto mentimos”, diz a psicóloga Tali Sharot, líder do

20 estudo. “Mas essa resposta vai diminuindo conforme as mentiras ficam maiores. Isso pode levar a

21 uma reação em cadeia, em que pequenos atos de desonestidade acabam levando a mentiras

22 maiores”, acredita.

23 Para os pesquisadores, a capacidade que o cérebro tem de se acostumar não se aplica

24 apenas __ mentiras. “Nós só testamos a desonestidade das pessoas nesse experimento, mas o

25 mesmo princípio talvez seja aplicável a outras ações, como se expor __ riscos ou ter

26 comportamentos violentos”, afirma o cientista Neil Garrett, coautor do estudo.


(http://super.abril.com.br/comportamento/contar-mentirinhas-vicia-o-cerebro-revela-estudo/– Adaptação)

Considerando o contexto de ocorrências do vocábulo ‘a’ no texto, as lacunas tracejadas das linhas 03, 06, 24 e 25 devem ser preenchidas, correta e respectivamente, por:

Alternativas
Q2730954 Português

Em qual dos casos abaixo o emprego do acento grave é facultativo?

Alternativas
Q2724287 Português

Analise as frases abaixo quanto ao uso correto da crase:

I. Ele esteve aqui às 8h, mas foi embora porque não te encontrou.

II. Obedecemos à norma.

III. Fui à cidade.

IV. Dirigia-se à Bahia e depois a Pernambuco.


Assinale a alternativa que indica todas as frases corretas quanto ao uso da crase:

Alternativas
Q2724164 Português

São Paulo Olímpica: tocha chega _____ capital paulista neste domingo e passa por seus lugares mais emblemáticos


Personagens ligados ao esporte, _____ cultura e _____ diversidade farão parte do revezamento da chama pela cidade.


Disponível em: <https://www.rio2016.com/noticias/>. Acesso em: 23 jul. 2016.


Os vocábulos que preenchem, correta e respectivamente, as lacunas do texto são

Alternativas
Q2723139 Português

A crase é o fenômeno sintático definido como fusão de duas vogais iguais. A ocorrência da crase é marcada com o uso do acento grave, sendo assim assinale a alternativa que apresente o uso CORRETO da mesma.

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Q2722767 Português

Um ambiente arrumado traz grandes mudanças às vidas das pessoas, o que pode incluir relacionamentos e âmbito profissional.

O autor empregou “às” de acordo com a seguinte regra:

Alternativas
Q2719419 Português

O emprego do acento grave indicativo de crase está correto em:

Alternativas
Q2718629 Português

Texto para as questões de 01 a 10


Sobre vacas, bernes e política


ERA UMA vez uma vaca feliz, saudável e bonita. Mas nem tudo é perfeito. A vaca tinha hóspedes. Alguns bernes se hospedaram nela e alimentavam-se da sua carne. Mas os bernes eram poucos e pequenos... A vaca e os bernes viviam em paz.

Aconteceu, entretanto, que os bernes começaram a se multiplicar. Os bernes aumentavam, mas a vaca não aumentava, confirmando a lei de Malthus que disse que os alimentos crescem em razão aritmética enquanto as bocas crescem em razão geométrica. O couro da vaca se encheu de calombos que indicavam a presença dos bernes.

Mesmo assim a vaca continuava saudável. Ela tinha muita carne de sobra. Foi então que uma coisa inesperada aconteceu: alguns bernes sofreram uma mutação genética e passaram a crescer em tamanho. Foram crescendo, ficando cada vez maiores, e com uma voracidade também cada vez maior.

Os vermes magrelas ficaram com inveja dos vermes grandes e trataram de tomar providências para que eles crescessem também. O corpo da pobre vaca passou a ser uma orgia de crescimento. Os bernes só falavam numa coisa: "É preciso crescer!" Mas a vaca não crescia. Ficava do mesmo tamanho. De tanto ser comida pelos bernes, a vaca ficou doente. Emagreceu. Mas os bernes nada sabiam sobre a vaca em que moravam. Para ver a vaca seria preciso que eles estivessem fora da vaca. Mas os bernes estavam dentro da vaca. Assim, não percebiam que sua voracidade estava matando a vaca.

A vaca morreu. E com ela morreram os bernes. Fizeram autópsia da vaca. O relatório do legista observou que os bernes mortos eram excepcionalmente grandes, bem nutridos, muitos deles chegando à obesidade.

James Lovelock é um cientista que sugeriu que a nossa Terra é um organismo vivo, como a vaca da parábola. Sendo uma coisa viva ela pode ter saúde ou ficar doente. Sua conclusão é que nós, os bernes, já estragamos a Terra, nossa vaca, além de qualquer possibilidade de cura. A Terra está doente. O crescimento das nações está provocando profundas mudanças climáticas irreversíveis: a atmosfera está se aquecendo, as geleiras estão derretendo, a poluição do meio ambiente aumenta, acontecem catástrofes naturais numa intensidade desconhecida. Esses são os sintomas dos estertores da nossa Terra destruída pela voracidade dos bernes. "E o pior está por acontecer", ele diz. "Ecossistemas inteiros serão extintos, e os sobreviventes terão de se adaptar a um clima infernal...”


(RUBEM ALVES - Folha de S.Paulo, caderno Mais, 22/ 01/06, pág. 9).

Analise as proposições abaixo, adaptadas do texto:


I. A voracidade dos bernes foi prejudicial ______ nações.

II. Alguns bernes criaram condições próprias _______ sua mutação genética

III. As transformações dos bernes magrelas foram rapidamente se assemelhando ________ que os bernes bem nutridos passaram.

IV. Conhecia muito bem aquelas nações _______ que tanto se referiam.


Em relação ao uso do sinal indicador da crase, assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA, que completa as lacunas de cima para baixo, de acordo com a norma culta da gramática da língua portuguesa.

Alternativas
Q2716777 Português

As escolas deveriam ensinar os alunos a falhar

Até os erros têm sua função: ensinar às crianças

como lidar com desafios e dificuldades.


Será que só tirar notas dez na escola é garantia de sucesso na vida adulta?

Você sabe como funciona a escola: tire notas boas e todos os professores vão gostar de você, te elogiar e exclamar o tempo todo que você tem um futuro brilhante. Agora, tire notas ruins ou ande um pouco fora da linha. Automaticamente, você vira o baderneiro da turma, o desatento que nunca será ninguém na vida.

Será mesmo?

Tony Little, especialista em educação e ex-diretor de uma das escolas particulares mais famosas do Reino Unido (a Eton, que já formou 19 primeiros-ministros e membros da família real), pensa justamente o contrário. Segundo ele, alunos precisam passar por experiências de falha na escola, para que tenham mais chances de se reerguer em situações mais delicadas na vida adulta. “Não é só ter a experiência de falhar, mas de poder fazê-lo em um ambiente seguro, para que a experiência possa ensinar algo”, disse o ex-diretor no Fórum Global de Educação e Habilidades, em Dubai.

Ou seja, ser sempre popular, só tirar notas boas e nunca sofrer na escola não ajuda ninguém a crescer de verdade. Sem ter de lidar com derrotas, eles não desenvolvem a habilidade para enfrentar dificuldades. “Eles nunca tiveram nada significante para combater”, disse Little.

A declaração de Little, na verdade, já foi cientificamente comprovada. Em 2014, um estudo americano concluiu que determinação e força de vontade, em momentos de dificuldade, ajudam a encarar desafios.

Outro experimento, dessa vez de pesquisadores de Singapura, dividiu 75 adolescentes: o primeiro grupo teve aulas normais com a fala de um professor e terminava com exercícios; já o segundo precisou resolver, em grupos pequenos e sem muita ajuda do professor, problemas bem mais complexos. O segundo grupo, depois de muitos erros, recebia orientação de um professor e, surpresa: tiveram resultados muito melhores do que a outra turma.

O estudo concluiu que, ao falhar, os alunos ativam uma parte do cérebro que possibilita um aprendizado mais profundo. É que eles precisam organizar e analisar mentalmente três coisas: o que já sabem, as limitações daquele conhecimento e, principalmente, o que não sabem. Ou seja: errar, além de ser humano, é muito mais eficaz no processo de aprendizagem.


POR Helô D’Angelo ATUALIZADO EM 17/03/2016 Fonte: http://super.abril.com.br/cotidiano/as-escolas-deveriam-ensinar-os-alunos-a-falhar-1

Assinale a alternativa em que a crase foi empregada corretamente.

Alternativas
Q2714232 Português

A alternativa que preenche, corretamente, as lacunas com os usos de À e HÁ:


I – “A oferta de bem falantes, hoje, é inferior _____ demanda.”

II – “A solicitação de transporte foi feita ______mais de um mês.”

III – “Por isso, resolveu, de manhã, telefonar _____ criatura amada”.

Alternativas
Q2714194 Português

Considere o seguinte texto:


Além disso, os jovens são estimulados _____ serem agressivos e mal-educados como forma de exercer seu “direito psicológico” _____ liberdade do sujeito que não quer ser reprimido (basicamente não quer arcar com o peso de ser educado com os outros e suportar _____ tensões da vida adulta).


Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas acima, na ordem em que aparecem no texto.

Alternativas
Q2714026 Português

Aposentados que são voluntários sofrem menos de depressão

Um quinto da população de idosos do planeta sofre de depressão, segundo estatísticas da Organização Mundial da Saúde (OMS). A doença costuma se manifestar, na maioria dos casos, pouco depois da aposentadoria, quando as pessoas passam a acreditar que já não são mais úteis à sociedade, mesmo que isso não seja verdade. No Brasil, este índice é um pouco inferior - 15% dos idosos - , porém, de qualquer forma, é uma triste realidade para muitas pessoas. Embora sejam os fatores biológicos, sociais e psicológicos os maiores responsáveis pelo desencadeamento dos casos de depressão, dizem os médicos, a propensão aumenta nesta faixa etária porque, ao parar de trabalhar, muitas vezes os aposentados deixam de fazer qualquer outra atividade e acabam perdendo o interesse pela vida.

Repassar conhecimentos, doar este tempo que está sobrando e descobrir novas potencialidades podem ser grandes e surpreendentes experiências para quem está na terceira idade. Os problemas relacionados à solidão, tristeza, decepção e até a própria depressão, tão comuns nessa fase da vida, têm grandes chances de serem solucionadas (ou pelo menos minimizados) se o tempo livre for utilizado, por exemplo, para a realização de trabalhos voluntários. É muito comum recém-aposentados queixarem-se da falta do que fazer, e para quem trabalhou a vida toda isso não é muito fácil de lidar. Os médicos normalmente recomendam a prática de atividades ocupacionais, como artesanato, exercícios, aulas de dança e informática, dentre outras coisas que os agrade. Mesmo assim, às vezes estas atividades ainda não são suficientes, pois o que prevalece é o sentimento de não serem mais úteis à sociedade.

Dentro deste contexto, a psicóloga Danielle Sá, da Sociedade Brasileira de Arte, Cultura e Cidadania, aconselha aos aposentados realizarem algum tipo de trabalho voluntário, uma prática que só traz benefícios - tanto para quem atua quanto para aquele que recebe a atenção. Para os idosos, o primeiro benefício é quase instantâneo: a recuperação da autoestima e a satisfação de sentir-se importante para o outro, o que diminui muito os índices de ansiedade e estresse. O voluntariado é, sem dúvida, uma excelente oportunidade para o aposentado demonstrar suas habilidades, conhecer novas pessoas, dedicar-se a uma causa nobre e ainda exercitar novas competências, diz a especialista. Enfim, uma grande motivação para não entregar-se ao pijama e ao sofá pelo resto da vida.

Viviane Bevilacqua, Diário Catarinense, 15/02/2016- 21h46min, atualizada em 15/02/2016- 21h48min

Os problemas relacionados à solidão, tristeza, decepção e até a própria depressão, tão comuns nessa fase da vida, têm grandes chances de serem solucionadas (ou pelo menos minimizados) se o tempo livre for utilizado, por exemplo, para a realização de trabalhos voluntários.

O autor empregou “à” na primeira linha do período acima porque está de acordo com a seguinte regra:

Alternativas
Q2080540 Português
TEXTO 01

A falta de água começa aqui

Notícia - 9 - abr – 2015

        O Greenpeace protestou hoje pelo fim do desmatamento em uma área recém-destruída no sul de Roraima (ver mapa abaixo). Pelo menos 4 mil hectares foram desmatados no Estado nos últimos seis meses. Enquanto a floresta cai, o sudeste do Brasil passa pelo mais grave colapso hídrico da história, com os reservatórios registrando níveis muito abaixo da média para a estação chuvosa. A mensagem "A falta de água começa aqui", colocada em uma área do tamanho de 504 campos de futebol de mata queimada e destruída, é uma lembrança importante de que as florestas são fundamentais para assegurar o equilíbrio do clima e parte vital do ciclo da água. Sem floresta não tem água.

        Em expedições de monitoramento da paisagem a partir da análise de alertas do desmatamento do SAD (Sistema de Alerta de Desmatamento) do Imazon, o Greenpeace comprovou a derrubada de grandes extensões de floresta na região da BR-174, que liga Manaus, no Amazonas, a Boa Vista, em Roraima, além de queimadas e muita extração de madeira. A retirada de madeira costuma ser o primeiro passo no ciclo de destruição da floresta. Geralmente, o que acontece depois é a remoção da mata por completo para abrir espaço para outras atividades econômicas, como pecuária e soja.

        A situação em Roraima é tão caótica que chega a ser pitoresca. Investigações da Polícia Federal revelaram um esquema criminoso de exploração de madeira envolvendo empresas, proprietários rurais, servidores públicos e engenheiros florestais. Entre as principais irregularidades estão fraudes no sistema de controle e transporte irregular de madeira – como um caminhão que consegue transportar madeira para duas áreas diferentes ao mesmo tempo ou uma super-motocicleta de 250 cilindradas capaz de transportar 41 metros cúbicos de madeira – o equivalente a 41 caixas d'água de mil litros cheias!

        Uma das empresas investigadas, a RR Madeiras, tem forte atuação na região e apresenta um longo histórico de irregularidades ambientais. A empresa já foi multada pelo IBAMA em R$ 1,3 milhão por exploração e transporte ilegal de madeira. A RR Madeiras teve suas operações suspensas duas vezes – em 2012 e 2014. Seu proprietário, José Dalmo Zani, foi preso em 2012 durante a operação Salmo 96:12 da Polícia Federal por participar de uma "vasta rede criminosa envolvendo atividades de extração, comércio e transporte de produtos florestais".

        (...)
        Cerca de 19% da floresta amazônica foram destruídos nos últimos 40 anos. Os impactos do desmatamento já podem ser sentidos para muito além das fronteiras da floresta. Mais e mais estudos apontam para a relação entre floresta e a produção de chuva. Só a Amazônia transpira, diariamente, 20 bilhões de toneladas de vapor de água para a atmosfera – volume superior à vazão do rio Amazonas. Toda essa umidade forma os "rios voadores" que são levados, com o vento, para outras regiões do País, irrigando plantações e enchendo reservatórios de água. Ao desmatar a Amazônia, interferimos de forma extremamente negativa no ciclo da água.

    "Eventos extremos, como episódios de seca – muito parecidos com a crise enfrentada pelo Sudeste – se tornarão cada vez mais frequentes e mais intensos com as mudanças do clima. Manter a floresta em pé é o nosso passaporte para o futuro, um estoque de fichas para amenizar os efeitos severos das mudanças climáticas", diz Cristiane Mazzetti, da campanha Amazônia do Greenpeace. "Ao proteger as florestas, garantimos qualidade de vida. Com floresta, tem água, tem comida, tem clima ameno".

(http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticias/Desmatamento-A-falta-de-agua-comeca- qui/?gclid=CIn405aVmc8CFYcGkQodPsIEYA) 
O acento grave em “volume superior à vazão do rio Amazonas” se dá pela exigência da preposição pelo adjetivo ‘superior’ (superior a) e pela presença do artigo ‘a’ do substantivo ‘vazão’. O acento grave está corretamente empregado em: 
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Q2058808 Português
    Com uma inusitada mistura de compostos orgânicos que “não estava em seus planos”, a empresa chilena Grupo Avance garante ter descoberto uma inovadora fórmula de detergente que funciona como repelente do mosquito Aedes aegypti, portador do Zika vírus e da dengue, entre outras doenças. “Chegamos ______ isso por meio de uma convergência de trabalhos, nunca buscamos uma solução para o Zika. Tínhamos grafeno, pó de cobre, lactona e os juntamos. Isso é tudo”, afirmou ______ Agência Efe o gerente geral do Grupo Avance, o bioquímico Mario Reyes.
       Reyes assegura que uma lavagem de roupa com esse detergente é suficiente para evitar a picada do inseto que nos últimos meses mantém em alerta as regiões tropicais da América Latina.
      O químico explicou que a ideia foi criar um “bioaditivo” que, ao ser adicionado ao detergente tradicional, ____________ as peças de roupa das pessoas que moram ou viajam às áreas afetadas pela presença do mosquito portador. “Produzimos lactona, um inseticida natural não tóxico; desenvolvemos grafeno, que impede a passagem do mosquito, e pó de cobre, um antibacteriano por excelência”, detalhou o especialista ao explicar como aconteceu essa descoberta inusitada.
     Se for comprovada cientificamente, essa descoberta poderia ser de grande ajuda perante a propagação do Zika em países como México, Paraguai, Uruguai e Brasil. Segundo Mario Reyes, a “barreira biológica” causada pelo uso generalizado do detergente poderia evitar a massificação do contágio, ao cortar o ciclo de reprodução dos mosquitos. “Para pôr ovos, as fêmeas necessitam de sangue de mamíferos. Se não tem, diminui a população. Essa é a estratégia de controle”, comentou. 
     O laboratório do Grupo Avance, localizado em uma zona industrial ao norte de Santiago, __________ muito dos complexos centros de experimentação, e seus cientistas sequer utilizam luvas ou óculos protetores. Reyes declarou que isso é porque os mais de 20 produtos distribuídos por sua companhia e elaborados por sua equipe de trabalho “são inofensivos para os seres humanos”.
     “Todos os relatórios toxicológicos ______________ a inocuidade de nossos produtos”, garantiu. Ao falar da comercialização do repelente do mosquito Aedes aegypti, o bioquímico chileno assegurou que seu preço “não superaria o de um detergente comum, porque a quantidade utilizada por lavagem é baixíssima”. Mesmo assim, descartou a distribuição em massa do produto, devido a que o foco de seu laboratório está em “desenvolver tecnologias”. “Nosso músculo comercial é frágil. Só testamos tecnologias e as entregamos. Isso fazemos muito bem”, ressaltou. “É possível que hoje não possamos chegar ao mercado com esse detergente, mas o vírus sempre estará presente; portanto, há um mercado”, concluiu o químico, que define a si mesmo como um “marginal da ciência”.

http://saude.terra.com.br/... - adaptado.
Assinalar a alternativa que preenche as lacunas do primeiro parágrafo do texto CORRETAMENTE:
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Q2056478 Português
A crase, apesar do que muitos pensam, não é o sinal grave presente em certas palavras, mas o processo de união de dois fonemas iguais. Acerca do sinal indicativo da crase, assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas: “Obedecer ___ Deus é o princípio das religiões monoteístas e, ___ vésperas de uma das grandes festas cristãs, ___ Páscoa, é comum ___ todos os que creem na Ressurreição, ___ alegria e a vontade de fazer a caridade ___ pessoas mais necessitadas”: 
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Q2053010 Português
Texto 1 - Que país é este?

Imagine um país onde as pessoas só se preocupam com as aparências e escolhem suas profissões não por vocação ou pelo desejo de ser úteis à coletividade, mas apenas pelas vantagens pessoais e “pelo brilho do uniforme”. 
Imagine que lá os bacharéis em Direito, Medicina e Engenharia têm direito à prisão especial, mesmo que cometam os crimes mais repugnantes. E ninguém reclama, porque o povo tem um respeito quase religioso pelos nobres bacharéis. 
Trata-se de um país essencialmente agrícola; mas, paradoxalmente, não há de fato agricultura, porque tudo ali está baseado em latifúndio, monocultura e trabalho quase escravo.
Lá, a pobreza no campo é geral. A população vive oprimida por chefões políticos inúteis e por latifundiários que preferem viver nas cidades a trabalhar nas fazendas para produzir riquezas que possam ser compartilhadas com os trabalhadores.
Ainda que aquele país tenha uma população numerosa e miserável, os políticos incentivam a imigração em massa, em vez de investirem na população local e dividirem a riqueza do país com quem já vive nele. 
Grande parte dos fazendeiros vive à custa do café, que é a maior riqueza daquele país, mas também sua maior pobreza. Isso porque o preço do café é artificialmente controlado pelo governo, que desembolsa fortunas do dinheiro público para que o negócio das oligarquias se mantenha sempre lucrativo.
Os habitantes de lá sonham em viver fora do país, de modo que, como Robson Crusoé, a maioria se concentra no litoral, à espera de um navio que os carregue para terras melhores.
Os poderosos de lá, imaginem! Querem mais ser admirados nos países estrangeiros do que dentro do próprio país. E desprezam grande parte da população, até por preconceito de cor.
Naquele país ninguém vota em quem quer, mas em quem os poderosos mandam. E – coisa assombrosa – até os votos mortos votam.

(Hélio Seixas Guimarães. In: Os Bruzungangas. Lima
Barreto. São Paulo: FTD, 2013)
I. Imagine que lá os bacharéis em Direito, Medicina e Engenharia têm direito à prisão especial. II. Grande parte dos fazendeiros vive à custa do café, que é a maior riqueza daquele país. III. Os habitantes de lá sonham em viver fora do país, de modo que, como Robson Crusoé, a maioria se concentra no litoral, à espera de um navio que os carregue para terras melhores.
Nesse segmento do texto há três ocorrências do acento grave indicativo da crase; sobre esse emprego pode-se afirmar com correção que 
Alternativas
Q2047837 Português
Preencha as lacunas corretamente:
Não dedicamos esta homenagem____ uma só pessoa, mas ___ todas que se empenharam no projeto. ___ que se dedicarem ____releitura se surpreenderão ___ cada capítulo.
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Q2042827 Português
Analise, no fragmento de texto abaixo transcrito, extraído da parte introdutória da entrevista com o presidente interino Michel Temer (Veja, 06/07/16), todas as situações de emprego da crase:
“De segunda à sexta, o peemedebista continua morando no Jaburu, o belo palácio que Oscar Niemeyer projetou para parecer “uma casa de fazenda”, e que lembra mesmo uma, mais ainda quando as galinhas que ciscam à beira do lago comparecem de surpresa às reuniões que o presidente em exercício faz na sala envidraçada voltada para o jardim. Lá, em entrevista a Veja, ele defendeu as privatizações de tudo “o que for possível”, revelou ser contrário à criação de normas para “disciplinar” as delações premiadas, mas [...]”. Ao comentar a possibilidade de o deputado Eduardo Cunha renunciar à presidência da Câmara, contou que o aconselhou a “meditar a respeito”.
Assinale a alternativa em que o uso da crase ocorre pelo mesmo motivo do uso feito na pergunta presente no Texto 1: O senhor é favorável à redução do tempo de aposentadoria entre homens e mulheres? 
Alternativas
Q2040404 Português

Analise as afirmativas a seguir.

I. Um homem encapuzado passou rente ____ parede.

II. Estou solidário ____ você.

III. Pendentes ___ teto, oscilavam as lâmpadas.

IV. O velho era pouco afeito ___ vida social.

Marque a opção que completa, CORRETA e respectivamente, as lacunas das frases.

Alternativas
Respostas
4821: C
4822: A
4823: A
4824: E
4825: E
4826: D
4827: A
4828: D
4829: E
4830: E
4831: A
4832: E
4833: B
4834: A
4835: B
4836: D
4837: A
4838: A
4839: D
4840: A