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Comentadas sobre crase em português
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A coruja e a águia
Coruja e águia, depois de muita briga resolveram fazer as pazes.
— Basta de guerra — disse a coruja.
— O mundo é grande, e tolice maior que o mundo é andarmos a comer os filhotes uma da outra.
— Perfeitamente — respondeu a águia.
— Também eu não quero outra coisa.
— Nesse caso combinemos isso: de agora em diante não comerás nunca os meus filhotes.
— Muito bem. Mas como posso distinguir os teus filhotes?
— Coisa fácil. Sempre que encontrares uns borrachos lindos, bem feitinhos de corpo, alegres, cheios de uma graça especial, que não existe em filhote de nenhuma outra ave, já sabes, são os meus.
— Está feito! — concluiu a águia.
Dias depois, andando à caça, a águia encontrou um ninho com três monstrengos dentro, que piavam de bico muito aberto.
— Horríveis bichos! — disse ela. — Vê-se logo que não são os filhos da coruja.
E comeu-os.
Mas eram os filhos da coruja. Ao regressar à toca a triste mãe chorou amargamente o desastre e foi ajustar contas com a rainha das aves.
— Quê? — disse esta admirada. — Eram teus filhos aqueles monstrenguinhos? Pois, olha não se pareciam nada com o retrato que deles me fizeste…
Moral da história: Para retrato de filho ninguém acredite em pintor pai. Já diz o ditado: quem ama o feio, bonito lhe parece.
( Monteiro Lobato)Mario Quintana

(Maurício de Sousa. Chico Bento: histórias de pescador. Porto Alegre, L&PM, 2016. Adaptado)
Marque a alternativa que justifica o uso da crase na frase acima.
A bandeira holandesa estivera hasteada sobre as Índias Orientais por três séculos. Como o arquipélago indonésio era rico em petróleo e borracha, tinha importância vital para a economia holandesa. Terminada a guerra, o governo da Holanda pretendia seriamente resgatar aquele território assim que os japoneses se retirassem. A dúvida era se disporia de força militar suficiente para derrotar os indonésios e sua crescente resistência.
O líder dos indonésios, o enérgico presidente Sukarno, estava decidido. Para os milhares de indivíduos que ouviam seus discursos, ele parecia um mágico. Tal como Gandhi, era um tanto teatral, mas nada tinha de contemplativo ou melancólico. Sem abrir mão dos prazeres, era capaz de trabalhar duro e de cuidar dos detalhes, desde que os considerasse importantes. Dominava vários idiomas, inclusive três nativos da Indonésia: javanês, sundanês e balinês – sua mãe era de Bali. Graduado em Engenharia Civil, criou a reputação de agitador político contra os holandeses, e sua bravura o levou à prisão e ao exílio em um porto isolado. Quando os japoneses tomaram as Índias Orientais Neerlandesas, em 1942, ele se tornou o braço direito dos invasores, mas não um servo obediente. Após o súbito fim da ocupação, em agosto de 1945, Sukarno declarou o surgimento da nova nação da Indonésia. Sua base estava na sagrada cidade javanesa de Jogiakarta, perto do antigo templo de Borobodur. Nos três anos seguintes, o território sob seu controle se estenderia por metade da ilha de Java e a maior parte de Sumatra. Outros arquipélagos holandeses ficaram fora de seu controle direto. Em dezembro de 1949, a Indonésia se tornou uma nação.
(BLAINEY, Geoffrey. Uma breve história do século XX. São Paulo: Fundamento, 2011, p. 87).


L. R. Paranhos et al. Implicações éticas e legais do marketing na
Odontologia. In: RSBO – Revista Sul Brasileira de Odontologia,
v. 8, n.º 2, p. 219‐24, 2011 (com adaptações).
No que concerne à estruturação linguístico‐gramatical do texto, julgue o item.
A supressão do acento indicativo de crase em “às”
(linha 23) mantém a correção gramatical e os sentidos
originais do texto.

Julgue o item no que se refere às estruturas linguístico‐gramaticais do texto.
Mantém a correção gramatical a inserção de acento grave indicativo de crase no “a” que integra o segmento
“para dar lugar a” (linha 13).
Leia a tira para responder à questão.

(André Dahmer. Malvados – número 1555. www.malvados.com.br)
Leia a tirinha a seguir.

Disponível em: <https://tinyurl.com/yy8j9nwl>. Acesso em: 25 abr. 2019.
A respeito do uso da crase nesse texto, é incorreto afirmar:
Considere as afirmativas a seguir:
I. Na frase “Ela trabalha de segunda à sexta-feira”, está correto o emprego do acento indicativo de crase, porque sempre ocorre crase antes de dias da semana.
II. Na frase “A construção das pirâmides egípcias envolveram milhares de trabalhadores e técnicas sofisticadas”, há erro quanto à concordância verbal, porque o verbo envolver deveria estar na terceira pessoa do singular.
III. Tanto na palavra saúde quanto na palavra açaí, o acento gráfico sinaliza a existência de hiato.
IV. Na frase “A primeira cirurgia, transcorreu sem maiores problemas”, está correta a pontuação, uma vez que se deve separar com vírgula o sujeito do verbo.
V. Está correta a concordância nominal na frase “Ela comprou óculos e bolsa caríssimos”, porque o adjetivo se refere a ambos os substantivos.
Assinale a alternativa CORRETA.
Leia o texto.
Eu te amo, bicho.
Qual é o melhor amigo do homem? Apesar de o ditado popular ter consagrado o cachorro como dono desse título, esse é o tipo de questão que depende da preferência de cada um. Mas, quando falamos do nosso amigo mais antigo, não cabe discussão: o primeiro animal a ser domesticado foi mesmo o cão. Ou, para ser mais preciso, um ancestral comum dos lobos e cachorros atuais. A relação começou na pré-história, há cerca de 30 mil anos, em diferentes partes do mundo – como China, Europa e América do Norte. Era uma troca: os cachorros ganhavam comida e os humanos, proteção. Com o tempo, o vínculo se aprofundou e se estendeu às várias outras espécies de animais de estimação.
Hoje, no Brasil, é mais comum ter bichos do que filhos. De cada 100 famílias, 62 abrigam algum animalzinho, enquanto só 36 têm crianças, segundo os dados mais recentes do IBGE, de 2013. E essa relação traz uma série de benefícios para o corpo e a mente: “O convívio com animais produz um efeito contra o estresse, fortalece o sistema imunológico e aumenta as chances de sobrevida para quem tem problemas cardíacos. Além disso, eleva as possibilidades de interação social”, explica a pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), Carine Redígolo, estudiosa do comportamento animal.
A ligação entre os humanos e os bichos é tão poderosa que chega a interferir nos nossos hormônios. Pesquisadores da Universidade de Azabu, no Japão, descobriram que basta uma simples troca de olhares entre o cão e o dono para aumentar o nível da ocitocina – a substância que ajuda a formar os laços entre mães e filhos.
Se você gosta de animais, conhece na prática essas descobertas da ciência. Interagir com essas criaturas amorosas enche nossa rotina de alegria, das mais variadas formas.
Revista Todos – A vida é feita de histórias. Qual é a sua?
– Outubro/Novembro, p.14.