Questões de Concurso Comentadas sobre crase em português

Foram encontradas 6.501 questões

Q963631 Português
Assinale a alternativa que apresenta erro quanto à utilização do sinal indicativo de crase.
Alternativas
Q2803299 Português

Leia atentamente o Texto para responder as questões de 01 a 05.


(Texto)


Sonda da Nasa busca poeira do asteroide Bentu

para estudos; entenda as etapas da missão


1 Nem bem passou a festa pelo sucesso do pouso da

InSight em Marte, já temos outra marca para

comemorar: a chegada da OSIRIS-REx ao

asteroide Bentu. Em setembro de 2016 a NASA

5 lançou a sonsa OSIRIS-REx em parceiria com a

Universidade do Arizona com o objetivo de estudar

o asteroide Bentu. Esse asteroide está na categoria

de Asteroides Potencialmente Perigosos, mas que

não representa nenhum risco real para a Terra. Ao

10 menos nos próximos séculos. Essa classe abrange

os asteroides que atinjam distância igual ou menor

que 20 vezes a distância Terra-Lua quando ele

cruza a órbita do nosso planeta. Então asteroides

dessa categoria são bons alvos porque estão perto

15 e, além de potencialmente perigosos, são também

potencialmente lucrativos! Depois de viajar 2

bilhões de quilômetros, a OSIRIS-REx finalmente

adentrou a 'Esfera de Hills' do asteroide. Essa esfera

representa o ponto onde a força gravitacional de um

20 corpo no espaço, no caso Bentu, se torna mais

intensa que a força gravitacional do Sol. Em outras

palavras, a sonsa foi capturada pelo campo

gravitacional do asteroide. A missão da OSIRIS-

Rex é bem ousada, depois de mapear a superfície

25 do asteroide, irá se aproximar dele e colher uma

amostra do terreno para enviá-la à Terra para

análise.


(Fonte adaptada: https://g1.globo.com>acesso em 07 de dezembro de 2018)

A crase em “[...] enviá-la à Terra para análise.” (linhas 26 e 27) foi empregada, pois:

Alternativas
Q2797200 Português

Assinale a alternativa em que a crase está empregada INCORRETAMENTE:

Alternativas
Q2781644 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Largar as redes sociais?


  1. Apesar das críticas ___ redes sociais e inclusive das campanhas midiáticas para abrir mão
  2. delas, poucos usuários tomam a decisão de apagar suas contas. O Twitter continua com seus
  3. 300 milhões de perfis, o Facebook tem mais de dois bilhões, e o Instagram segue crescendo e
  4. já passa dos 500 milhões. Jaron Lanier, pioneiro da internet e da realidade virtual, considera
  5. que os benefícios dessas redes não compensam os inconvenientes. Em seu último livro, dá
  6. motivos para largar o Twitter, o Facebook e inclusive o WhatsApp e os serviços do Google. Se
  7. pudermos. E mesmo que seja só por uma temporada. Estes são alguns dos motivos que ele
  8. propõe nesse texto escrito a modo de manifesto:
  9. 1. Você está perdendo sua liberdade. As redes sociais, em especial o Facebook,
  10. pretendem guardar registro de todas as nossas ações: o que compartilhamos, o que
  11. comentamos, o que curtimos, aonde vamos. “Agora todos somos animais de laboratório”,
  12. escreve Lanier, e participamos de uma experiência constante para que os anunciantes nos
  13. enviem suas mensagens quando estivermos mais ..................... a elas.
  14. Isso também teve consequências políticas: os grupos que distribuem notícias falsas
  15. encontraram uma “.............. desenhada para ajudar os anunciantes ___ alcançarem seu público
  16. objetivo com mensagens testadas para conseguir sua atenção”. Para o Facebook tanto faz se
  17. estes “anunciantes” são empresas que querem vender produtos, partidos políticos ou difusores
  18. de notícias falsas. O sistema é o mesmo para todos e melhora “quando as pessoas estão
  19. irritadas, obcecadas e divididas”.
  20. 2. Estão lhe deixando infeliz. Lanier cita estudos que mostram que, apesar das
  21. possibilidades de conexão que as redes sociais oferecem, na verdade sofremos “uma sensação
  22. cada vez maior de isolamento” por motivos tão díspares como “os padrões irracionais de beleza
  23. e status, por exemplo”. Os algoritmos, escreve ele, nos colocam em categorias e nos ordenam
  24. segundo nossos amigos, seguidores, o número de curtidas ou retuítes, o muito ou pouco que
  25. publicamos… São critérios que nos parecem pouco significativos, mas que acabam tendo efeitos
  26. na vida real: “Nas notícias que vemos, em quem nos aparece como possível relacionamento
  27. amoroso, em que produtos nos oferecem”. Também podem acabar influenciando em futuros
  28. trabalhos: muitos dos responsáveis por recursos humanos procuram seus candidatos no
  29. Facebook e no Google.
  30. 3. Estão enfraquecendo a verdade. Lanier lembra que as teorias da conspiração mais
  31. loucas (ele dá o exemplo dos antivacinas) frequentemente começam nas redes sociais, onde seu
  32. eco se amplifica, “antes de aparecerem em veículos de comunicação extremamente partidários”.
  33. 4. Estão destruindo sua capacidade de empatia. Com esse argumento, Lanier se refere
  34. principalmente ___ bolha, termo criado por Eli Pariser. No Facebook, por exemplo, as notícias
  35. aparecem na tela de acordo com as pessoas e os veículos de comunicação que seguimos e,
  36. também, dependendo dos conteúdos de que gostamos. A consequência é que nas redes
  37. frequentemente acessamos somente nossa própria bolha, ou seja, tudo aquilo que conhecemos,
  38. com o que estamos de acordo e que nos faz sentir confortáveis. Ou seja, não vemos outras
  39. ideias, recebemos somente suas caricaturas. E, consequentemente, em vez de tentar entender
  40. as razões por ....... de outros pontos de vista, nossas ideias se reforçam e o diálogo é cada vez
  41. mais difícil.
  42. 5. Não querem que você tenha dignidade econômica. Lanier explica que o modelo de
  43. negócio que predomina na Internet é consequência do “dogma” de acreditar que “se o software
  44. não era grátis, não podia ser aberto”. A publicidade foi vista como uma forma de solucionar esse
  45. problema.
  46. Essas são somente algumas das razões expostas por Lanier em um livro que, como o próprio
  47. autor admite, nem mesmo chega a tocar alguns temas que não o afetam tão diretamente, como
  48. “as pressões insustentáveis em pessoas jovens, especialmente mulheres” e como “os algoritmos
  49. podem discriminá-lo por racismo e outras razões horríveis”. Lanier não quer acabar com a
  50. Internet. Pelo contrário: deixar as redes, ainda que somente por um tempo, pode ser uma forma
  51. de saber como estão nos prejudicando e, principalmente, percebermos o que poderiam nos
  52. oferecer.


Adaptado de: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/08/28/tecnologia/1535463505_331615.html

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 01, 15 e 34, considerando a necessidade do uso da crase.

Alternativas
Q2779270 Português

Atenção: Leia o texto abaixo para responder às questões de 31 a 43.

Para assegurar a pertinência da dominação produtiva industrial, do modo de pensar e de fazer que a gera e que ela induz, é preciso fazer romper a alteridade em múltiplas facetas de exotismo. É preciso também fazer aparecer as sociedades ainda diferentes como caminhos sem saída, erros, ausências ou inacabados no curso de uma progressão histórica inelutável. Na melhor das hipóteses, poder-se-ia considerá-los como traços de fases anteriores na construção da cidade humana universal. As sociedades que a exploração descobre, tornam-se imagens fotográficas e depois cinematográficas suscetíveis de ser transportadas, editadas, montadas, referidas e, sobretudo, comentadas em relação a um espectador cuja centralidade e o caráter de referencialidade essencial não são postos em questão. Trata-se de tentativas de levantamentos sistemáticos de desvios e de etapas no que será a elaboração de uma humanidade alocada sob a chancela universal do darwinismo.

A melhora das condições técnicas da exploração do mundo (transporte e comunicação se aperfeiçoam com a máquina a vapor, a eletricidade e o telégrafo) fornecia a essas intenções meios cada vez mais performativos. O cinema completa a panóplia dos instrumentos para essa coleta generalizada, fundindo a ambição do olhar à objetividade pela supressão dos obstáculos do espaço e do tempo. A imagem animada capta o transitório da duração, supera a subjetividade do testemunho duvidoso dos viajantes de longa distância, suprime os desvios especiosos da memória: os momentos fugidios da vivência, as singularidades e as diferenças do Outro tornam-se transportáveis e, portanto, observáveis à vontade, como o obelisco de Luxor, as múmias do Egito ou os afrescos do Partenon.

A etnografia iniciada por Franz Boas, e que fará da pesquisa de campo seu “laboratório” indispensável, emergindo dos limbos da reflexão teórica e frequentemente ética sobre as origens e as etapas das sociedades humanas, se tornará, do mesmo modo, um instrumento dessa coleção de realidades do mundo e de uma “objetivação” no mesmo sentido do olhar. A apresentação de uma observação dinâmica e totalizante, a passagem “pelo campo” e, portanto, a experimentação, fazem do cinema e da etnografia irmãos gêmeos de um empreendimento comum de descoberta, de identificação, de apropriação e talvez de absorção e de assimilação do mundo e de suas histórias.

Ao extremo da distância/diferença constatada, nas regiões mais remotas, no seio das sociedades mais exóticas, se – isto é, este anônimo genérico e referencial que se considera o homem branco – identificavam, com um fervor receoso, primitivismos nos limites de um inquietante estado de natureza, canibalismos “selvagens” marcando aparentemente o que devia ser o salto qualitativo em direção à cultura ou antes em direção à Civilização com sua maiúscula. Com essas designações, essas estigmatizações fascinadas, o homem ocidental decerto mastigava, como em uma denegação analítica, sua própria bulimia, sua necessidade incessante de apropriação, de dominação, projetando finalmente no outro seu próprio desejo de consumo, de devoração...! A gravação por imagem e som, assim como o empreendimento de categorização etnográfica, contribuem para os mesmos efeitos: absorver a distância material do outro e reduzi-lo a imagem e a conceitos de que se alimentam meu olhar e minha mente

(Adaptado de: PIAULT, Marc. Antropologia e Cinema. São Paulo, Editora Unifesp, 2018)

Quanto à ocorrência de crase é correto afirmar:

Alternativas
Q2777931 Português

Marque a opção em que emprego do acento grave indicativo de crase está INCORRETO.

Alternativas
Q2775245 Português

Todas as alternativas abaixo estão corretas quanto ao emprego do acento grave indicador de crase, EXCETO:

Alternativas
Q2752695 Português

Um artigo de um jornal chinês, em meados de 1986, descreveu a prisão de um cidadão francês pelos policiais chineses, em plena Praça Tiananmen, em Pequim. Ele estava descontrolado, berrando e fazendo gestos ofensivos aos transeuntes ao redor. As autoridades chinesas processaram-no e enviaram-no de volta ao seu país de origem. Ao chegar em Paris, seu diagnóstico foi síndrome de esgotamento nervoso. Internado numa clínica de repouso, ele levou alguns meses antes de se recuperar e ser liberado. Esse homem se chamava Jacques Pierre. Tinha sido enviado à China, como executivo da Petrofuture International, para negociar um contrato de aproximadamente US$ 500 milhões, e a implementação de uma refinaria petroquímica na China. No dia anterior de sua crise nervosa e deportação para a França, ele estava festejando o difícil acordo do seu negócio. Sem dúvida, o tempo que passou negociando com os chineses foi difícil, tenso e muito confuso. Estava sozinho numa terra de costumes diferentes e de pessoas e relacionamentos totalmente imprevisíveis, usando táticas negociais totalmente inesperadas e desconhecidas. Mas, enfim, o contrato foi finalmente assinado com grandes expectativas de bons lucros para a empresa representada por ele. Mais feliz estava ele por achar que nunca mais teria de voltar para negociar com as maneiras estranhas e enervantes dos chineses. No entanto, havia mais uma pequena nuvem no horizonte. Um senhor chamado Li, um alto funcionário do Ministério das Relações Econômicas e Comerciais do Exterior, telefonou-lhe para marcar uma reunião logo à tarde no seu hotel. Jacques começou a sentir um ódio feroz contra tudo que era de origem chinesa. Os negociadores, a comida, o país, os hotéis e a vida miserável e indeterminada que levava em Pequim. Certa vez, um banqueiro francês o aconselhou: “Na China, você deve saber quando parar ou irá perder tudo, incluindo sua sanidade mental e física”. (CHUNG, Tom. Negociando com a China. São Paulo: Novo Século, 2005, p. 16).

Sobre o uso da crase, assinale a alternativa INCORRETA:

Alternativas
Q2746368 Português

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto:


Mariane chegou _____ oito horas da noite ao evento. Pouco tempo depois, saiu ______ francesa, pois viajaria ______ Fortaleza na manhã seguinte.

Alternativas
Ano: 2018 Banca: IBADE Órgão: CAERN Prova: IBADE - 2018 - CAERN - Economista |
Q2744540 Português

O ZELADOR DO LABIRINTO


Tem também a história do zelador do labirinto. Todos os dias ele saía de casa cedo, com sua marmita, e entrava no labirinto. Seu trabalho era percorrer todo o labirinto, inspecionando as paredes e o chão, vendo onde precisava um retoque, talvez uma mão de tinta, etc.

Era um homem metódico. Pela manhã, fazia a ronda do labirinto, anotando tudo que havia para ser consertado, depois saía do labirinto, almoçava, descansava um pouquinho, e entrava de novo no labirinto, agora com o material que necessitaria para seu trabalho. Quando não havia nada para ser consertado, ele apenas varria todo o labirinto e, ao anoitecer, ia para casa. Um dia, enquanto fazia a sua ronda , o zelador encontrou um grupo de pessoas apavoradas. Queriam saber como sair dali. O zelador não entendeu bem.

- Como, sair?

- A saída! Onde fica a saída?

- É por ali - apontou o zelador, achando estranha a agitação do grupo.

Mais tarde, no mesmo dia, enquanto varria um dos corredores, o zelador encontrou o mesmo grupo. Não tinham encontrado a saída. Estavam ainda mais apavorados. Alguns choravam. Alguém precisava lhes mostrar a saída! Com uma certa impaciência, o zelador começou a dar a direção. Era fácil.

- Saiam por ali e virem à esquerda. Depois à direita, depois à esquerda outra vez, direita, direita, esquerda .... - Espere! - gritou alguém. - Ponha isso num papel.

Sacudindo a cabeça com divertida resignação, o zelador pegou seu caderno de notas e toco de lápis e começou a escrever.

- Deixa eu ver. Esquerda, direita, esquerda, esquerda ... Hesitou.

- Não, direita. É isso. Direita, direita, esquerda ... Ou direita outra vez?

O zelador atirou o papel e o lápis no chão como se estivesse pegando fogo. Saiu correndo, com todo o grupo atrás. Também estava apavorado. Aquilo era terrível. Ele nunca tinha se dado conta de como aquilo era terrível. Corredores davam para corredores que davam para corredores que davam numa parede. Era preciso voltar pelos mesmos corredores, mas como saber se eram os mesmos corredores? A saída! Onde fica a saída?

A administração do labirinto teve que procurar um novo zelador, depois que o desaparecimento do outro completou um mês. Podia adivinhar o que tinha acontecido. O novo zelador não devia ter muita imaginação. Era preferível que nem soubesse ler e escrever. E em hipótese alguma devia falar com estranhos.


O Zelador do Labirinto. Revista lcaro, 230, RMC Editora, Setembro de 2003, p. 34.Questão 01

"- Saiam por ali e virem à esquerda. Depois à direita, depois à esquerda outra vez, direita, direita, esquerda .... - Espere! - gritou alguém. - Ponha isso num papel."


No trecho, o autor faz uso corretamente do sinal indicativo de crase. Assinale a opção que preenche , correta e respectivamente, as lacunas do período:


Para evitar ___ evasão escolar, ___ escolas não punem os alunos que faltam ___ aulas. Espera-se que daqui ___ alguns anos tudo esteja mudado.

Alternativas
Q2738336 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Os processos decisórios do ser


01---------Ana acorda todos os dias às 7 horas da manhã, toma seu café acompanhado de algumas

02--torradas com requeijão, checa a previsão do tempo, se veste de acordo com a temperatura, olha

03--como está o trânsito – se a avenida principal de sua cidade está parada, não é uma boa ir de

04--carro hoje. Pega o metrô, para em um restaurante para o seu segundo café do dia, entra no

05--prédio onde trabalha, sobe pela escada porque hoje não vai dar tempo de ir ____ academia,

06--senta ao computador, abre a página de notícias, se desespera com a violência na cidade (talvez

07--seja melhor se mudar para um lugar mais tranquilo). Envia alguns e-mails, responde alguns

08--outros. Chega a hora do almoço, hoje ela está com vontade de comida japonesa. Vai ao

09--restaurante mais gostoso, porque o vale-refeição caiu nessa mesma semana. Parte para o terceiro

10--café do dia. Tem reunião ___ tarde, é melhor reservar alguns minutos antes para se preparar. A

11--reunião corre sonolenta, mas alguns pontos são resolvidos. Ana vê as redes sociais e faz alguns

12--testes do Buzzfeed. Ela volta ___ responder alguns e-mails e depois foca na grande apresentação

13--que tem de fazer na próxima semana. Os amigos da faculdade mandam mensagens no WhatsApp,

14--ela responde na hora. O que vão fazer neste fim de semana? Chega o final do dia, o trânsito está

15--mais tranquilo, Ana pede um Uber para casa, já que o metrô está caótico. Chega, alimenta os

16--gatos, liga a televisão, fica 30 minutos procurando o que assistir na Netflix, vê alguns episódios

17--daquela série que a chefe recomendou. Não gosta muito, mas é bom ter assunto com a chefia. É

18--melhor ir dormir para não perder a hora amanhã. Corre a mão pelo feed do Facebook. Sua prima

19--se casou. Agora é melhor ir dormir mesmo. Bota o celular para despertar às 7 horas.

20---------Identificou-se com Ana? Provavelmente há vários pontos em seu dia que são comuns aos

21--dela. Mas tem uma coisa que se repete durante toda a rotina de Ana, assim como na sua e na

22--minha, e que de tão intrínseco nem todos percebem: a necessidade constante de tomar decisões.

23--Sim, desde o acordar até a hora de ir dormir, desde o seu nascimento até o fim de sua vida. Tudo

24--isso é feito e construído por meio das suas decisões, sejam elas grandes ou pequenas,

25--conscientes ou inconscientes. Mas não se assuste ou se deixe levar pela ansiedade. “Cada vez,

26--cada dia, nós tomamos decisões. E em nossa mente acontece um verdadeiro conflito entre lógica,

27--intuição e racionalidade. Todas as nossas ações são distintas, caracterizadas por esse

28--acontecimento”, revela o psiquiatra e filósofo italiano Mauro Maldonato.

29---------Claro que, senão todas, muitas dessas decisões do cotidiano acontecem no âmbito de

30--nosso inconsciente, ou seja, não estamos o tempo inteiro refletindo sobre cada ação que devemos

31--tomar, o que acarretaria um fluxo insano de informações ___ mente. “Quando tomamos uma

32--decisão, muitas vezes acreditamos que estamos fazendo algo consciente, quando na verdade é

33--totalmente inconsciente. Todo esse processo ocorre numa camada abaixo do consciente. O que

34--acontece é que nesse momento o seu cérebro começa a calcular muitas coisas e possibilidades e

35--você não está nem ciente de toda essa atividade que está acontecendo nele”, descreve o

36--neurocientista argentino Mariano Sigman.

37---------Segundo ele, apesar de não acompanharmos esse processo na íntegra, nosso corpo nos

38--comunica sobre o momento decisório: “Toda essa atividade de nossa mente, tudo isso manda um

39--sinal para o seu corpo, o batimento cardíaco aumenta, a pele começa a suar. Enfim, é como se o

40--seu cérebro estivesse preparando o seu corpo para alguma coisa, algum acontecimento”.

41---------É interessante notar, como atesta o professor de filosofia da USP Roberto Bolzani Filho,

42--que as “deliberações que preparam tomadas de decisões resultam da maneira como vemos o

43--mundo e os valores que encontramos nele, ao mesmo tempo em que, inevitavelmente, levamos

44--em conta, de forma prioritária, nossos interesses pessoais”.

45---------É nessa conjuntura que formamos uma bagagem emocional e psíquica acerca de nossas

46--escolhas, as quais se acumulam e crescem, dando sentido à trajetória de vida. Assim como nos

47--conhecermos como indivíduos frente aos problemas e questões que a vida nos propõe. “A tomada

48--de decisões faz com que entendamos o modo como lidamos com situações cotidianas. Se somos

49--mais impulsivos e tomamos decisões mais rapidamente, somos considerados mais ativos perante

50--a vida, do contrário, somos mais conservadores em nosso modo de reagir e considerados mais

51--passivos. No entanto, essas características não são estanques e podem mudar de acordo com as

52--situações que passamos. O ser humano é sempre capaz de se adaptar e se transformar, e os

53--processos decisórios nos indicam o quanto podemos ser diferentes em cada situação”, finaliza

54--Clarice Paulon, psicologa membro do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo.


(Fonte: Renata Volmério – Revista da C+ultura – disponível em:

https://www.livrariacultura.com.br/revistadacultura/reportagens/decisoes – adaptação)

Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas das linhas 05, 10, 12 e 31.

Alternativas
Q2729486 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Famílias postiças contra a sigilosa epidemia da solidão


  1. Rosa enviuvou em agosto e desde então carrega nos ombros um pesado silêncio. Só o
  2. telefonema de uma amiga todos os dias ___ nove da noite diminui um pouco o seu vazio. Rosa
  3. vive na Galícia, uma região chuvosa no norte da Espanha, onde impera o caráter introspectivo
  4. e estoico. Além disso, ela mora em uma aldeia, em Betanzos (província de A Coruña) que há
  5. anos não para de perder população. Esse telefonema é praticamente o único momento em que
  6. se comunica com alguém. “Conversamos durante meia hora. Não criticamos ninguém, mas
  7. comentamos coisas e a faço rir”, conta Pilar, a voz amiga de Rosa e uma das colaboradoras do
  8. projeto de iniciativa da ordem religiosa dos franciscanos na Galícia para combater a epidemia
  9. silenciosa da solidão, que se estende sem freio nos lares ocidentais.
  10. Enquanto no Reino Unido o Governo acaba de criar uma Secretaria de Estado contra a
  11. Solidão, em Betanzos foi colocado ___ disposição o convento de San Francisco de Betanzos –
  12. sem vida desde que ...... dois anos as últimas freiras residentes cruzaram a porta – para criar
  13. uma família com pessoas “que estejam ou se sintam sozinhas”. Os participantes passariam o
  14. dia nas instalações, tomando café da manhã, almoçando e jantando, compartilhando a
  15. lavanderia e os gastos, fazendo companhia uns aos outros.
  16. “Não se trata de uma unidade de atendimento ___ terceira idade nem de beneficência,
  17. nem de um local social, mas de um espaço de autogestão que não se financia com subvenções
  18. e no qual queremos imitar o ambiente de uma família qualquer, com liberdade para entrar e
  19. sair sem compromisso e sem exigências de vínculo religioso”, explica o frei Enrique Roberto
  20. Lista sobre um projeto aberto ___ moradores de qualquer prefeitura e cujos responsáveis
  21. gostariam de estender no futuro a outros edifícios eclesiásticos vazios, como as casas
  22. sacerdotais das paróquias.
  23. Se no Brasil o número de pessoas que vivem sós duplicou entre 2005 e 2015, sobretudo
  24. entre as com mais de 60 anos, segundo o IBGE, na Espanha a situação não é melhor. Ali vivem
  25. sozinhas cerca de 4,5 milhões de pessoas, segundo os dados apresentados pelos franciscanos.
  26. Mais de 70% das almas que habitam esses lares sofrem de solidão, um problema que afeta
  27. igualmente mais da metade de quem tem companhia em suas casas.
  28. O projeto começou a ser posto em prática em Betanzos com nove mulheres e, conforme
  29. explica a trabalhadora social Antía Leira, vem enfrentando dificuldades para superar “o estigma
  30. da solidão, a vergonha”. “É difícil para as pessoas que a sofrem reconhecer a situação e até
  31. mesmo identificá-la porque muitas vezes convivem com alguém”, afirma Leira. “É uma
  32. necessidade oculta: todo mundo admite o problema, e as notícias de idosos que morrem sem
  33. que ninguém fique sabendo se multiplicam, mas custa dar o passo para combatê-la.”
  34. Uma solidão mais uma solidão é companhia, o remédio para o problema está nas pessoas
  35. que sofrem esse ......”, observa o frei Lista, criador do projeto, enquanto no refeitório deste
  36. convento do século XIV os primeiros membros passam um ao outro a cafeteira e as bandejas
  37. de biscoitos e bolos. A amiga de Pilar que se sente tão sozinha ainda não deu o passo para se
  38. integrar ___ essa família postiça: “É desconfiada e retraída, e isso lhe custa, mas eu digo que
  39. isto seria fantástico para ela se oxigenar.”
  40. A tristeza pelo isolamento social não é um achaque só da idade. “Há pessoas muito jovens
  41. que também estão sós”, diz Adriana García, colaboradora do projeto. “Esta sociedade te
  42. empurra para a solidão. Há menos filhos, a família se dispersa, por um lado as tecnologias te
  43. conectam, mas por outro te levam a se fechar. E ...... jornadas de trabalho que não te deixam
  44. tempo para a amizade e a família. Racionalizar os horários seria uma grande contribuição para
  45. combater isso.”


(Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/02/02/internacional/1517571336_119656.html – Texto adaptado)

A respeito do uso do acento de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 02, 11, 16, 20 e 38.

Alternativas
Q2725153 Português

Leia o texto e responda às questões de números 08 a 14.


Comandante aposentado não deixa o cockpit


Shigekazu Miyazaki está usando o tempo livre de sua aposentadoria a 25 mil pés. Ele foi piloto da maior companhia aérea japonesa por quatro décadas, mas deixou o posto ano passado, ao completar 65 anos, idade-limite para voar pela empresa.

Mas, em vez de jogar golfe ou pescar, agora Miyazaki é piloto de uma companhia regional do Japão. “Nunca pensei que ainda estaria voando aos 65 anos, mas eu continuo saudável, amo voar, então, enquanto eu puder, por que não?”

O envelhecimento dos trabalhadores está forçando um questionamento sobre a trajetória profissional e também sobre a sustentação da Previdência no Japão. O país tem a maior expectativa de vida do mundo, pouca imigração e uma minguante população de jovens trabalhadores, reflexo de décadas de queda na taxa de natalidade.

Isso torna os trabalhadores mais velhos ainda mais importantes para a economia. Mais da metade dos homens japoneses com mais de 65 anos executa algum tipo de trabalho remunerado, comparado com um terço dos americanos e 10% em alguns países da Europa.

A economia japonesa está começando a se recuperar graças à demanda das exportações, mas a escassez de trabalhadores pode limitar esse crescimento. A taxa de desemprego é de 2,8%.

Ao mesmo tempo, a geração que começa a se aposentar pressiona a Previdência Social e força o governo a estudar o aumento da idade mínima para conceder o benefício.

Os trabalhadores mais velhos também ajudam a explicar a estagnação da renda no Japão. Os mais velhos costumam receber muito menos do que o salário do pico de suas carreiras. Essa queda acaba reduzindo os aumentos que um jovem recebe ao longo do crescimento profissional.

Para Miyazaki, por exemplo, a escolha de continuar voando é um luxo. No novo emprego, recebe um terço do salário de antes de se aposentar.

(New York Times. Publicado pela Folha de S.Paulo em 30.07.2017. Adaptado)

O sinal indicativo de crase está corretamente empregado em:

Alternativas
Ano: 2018 Banca: CEPS-UFPA Órgão: UNIFESSPA Prova: CEPS-UFPA - 2018 - UNIFESSPA - Redator |
Q2723080 Português

“A crase não foi feita para humilhar ninguém”

(Ferreira Gullar, 2011, em artigo no jornal Folha de S. Paulo).


Quanto ao uso da crase, marque a frase correta.

Alternativas
Q2721992 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


As máquinas inteligentes e suas regras


01---------Em 1950, o cientista Alan Turing (1912-1954) criava um experimento que entraria para a

02--história. No famoso Teste de Turing, descrito no artigo Computing Machinery and Intelligence, o

03--britânico propunha que um computador e um humano respondessem ____ mesmas perguntas.

04--Caso o interrogador não conseguisse diferenciá-los, a máquina passava no teste, provando a sua

05--inteligência. Com sua validade questionada pela comunidade científica de hoje, o experimento

06--trouxe ____ tona uma indagação perturbadora: a máquina superará o ser humano? Passadas

07--mais de cinco décadas, a questão ainda ressoa na esfera pública, principalmente devido à

08--automação de atividades cotidianas, do transporte ao cuidado de idosos e crianças.

09---------Entu__iasta dos avanços tecnológicos, o docente do Instituto de Informática da

10--Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Edson Prestes, defende que a revolução robótica em

11--curso trará muitos benefícios. Porém, a sociedade civil precisa estar atenta, zelando pela

12--manutenção dos direitos humanos. “É consenso que robôs coe__istirão com os homens nos mais

13--variados ambientes, com as mais variadas funções. Eles impactarão certamente as nossas vidas.

14--A questão que é necessária responder é: de que forma? Se desenvolvermos robôs sem qualquer

15noção ética, certamente o impacto será negativo”, ressalta.

16---------O pesquisador integra a Global Initiative for Ethical Considerations in Artificial Intelligence

17--and Autonomous Systems, iniciativa que reúne especialistas de todo o globo para debater os

18--desafios da inteligência artificial. Essa discussão já toma forma com o desenvolvimento dos carros

19--autônomos, que não necessitam de motorista. Nos últimos dez anos, empresas de tecnologia,

20--como o Google e a Apple, e as tradicionais montadoras têm investido no setor, em uma corrida

21--para chegar ao mercado. Mais do que um benefício para quem não gosta de guiar, a promessa é

22--que esses veículos sejam mais seguros. Segundo estudo da consultoria McKinsey & Company, os

23--carros autônomos poderiam reduzir em 90% o número de acidentes, os quais são causados nos

24--dias de hoje principalmente por falhas humanas como e__esso de velocidade, consumo de álcool

25--e fadiga.

26---------Imune _____ distrações, os novos automóveis trariam benefícios inegáveis. No entanto, há

27--um fator que torna a equação um pouco mais complexa: o acaso. Como o veículo agirá se, por

28--exemplo, um pedestre aparecer de repente em seu percurso? Atropelará ____ pessoa ou desviará

29--para outro local pondo a vida do passageiro em risco? Segundo o gerente de estratégia da Ford,

30--Luciano Driemeier, situações como essas exigiriam a criação de normas de conduta. “O código de

31--ética é uma questão de toda a indústria. Precisamos de abordagens e discussões consistentes, e

32--de todas as partes interessadas – incluindo governo, indústria automobilística, suprimentos,

33--companhias de seguros e grupos de defesa dos consumidores”, afirma.

34---------O físico, astrônomo e docente da universidade norte-americana Dartmouth College,

35--Marcelo Gleiser, concorda que o padrão de conduta dos veículos autônomos deve ser discutido por

36--grupos multidisciplinares, incluindo filósofos especializados em ética. “A boa notícia é que, dada a

37--imparcialidade da máquina, muito provavelmente a melhor decisão será salvar o maior número de

38--vidas possível”, comenta. Esse fator também é ressaltado pelo gerente de projetos da BMW,

39--Henrique Miranda. Ele argumenta que, ao contrário do motorista, a máquina não age “por instinto

40--de sobrevivência”. “O objetivo da tecnologia não é escolher entre vidas, mas proteger todas as

41--vidas”, afirma.

42---------Para que esses carros possam ser inseridos no mercado, também será necessário criar

43--novas leis. Atualmente, por exemplo, ainda não há uma definição clara de quem seria

44--responsabilizado – a empresa ou o passageiro – caso o veículo provoque um acidente.

45--Recentemente, o governo alemão deu o primeiro passo nesse sentido, anunciando uma série de

46--diretrizes relacionadas ao uso de carros autônomos. Outras nações devem seguir o exemplo,

47--e__pandindo a regulamentação para outras áreas. “Diversos grupos em universidades já estão

48--discutindo que regras deveriam guiar o trabalho dos robôs. Afinal, se conseguirmos de fato

49--construir máquinas inteligentes, como garantir que elas seguirão nossas regras e não as delas?”,

50--indaga Gleiser.


(Fonte: Mariana Tessitore – Revista da Cultura – Disponível em:

https://www.livrariacultura.com.br/revistadacultura/reportagens/etica-e-tecnologia - adaptação)

Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas presentes nas linhas 03, 06, 26 e 28.

Alternativas
Q2720260 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Seu aparelho de ar-condicionado está deixando o planeta mais quente


1 Sol, praia, calor. O Brasil é tipicamente conhecido por suas características tropicais. Apesar

2 disso, pouca gente nega um bom ar-condicionado em dias quentes. No verão do ano passado, a

3 venda desses aparelhos bateu recorde. Temos, atualmente, um total de 139 milhões de unidades

4 funcionando. Mas não é só o brasileiro que ama um friozinho artificial — Estados Unidos e Japão

5 detêm a maior parte dos exemplares mundiais. Porém, de acordo com um relatório divulgado pela

6 Agência Internacional de Energia (IEA), um irônico paradoxo foi confirmado: o aumento na

7 quantidade de aparelhos de ar-condicionado está deixando o mundo mais quente. No mundo, a

8 quantidade de ares-condicionados está concentrada em um pequeno número de países (nos

9 Estados Unidos, 90% das residências possuem). Mas à medida que a renda aumenta e as

10 populações crescem nas nações emergentes, especialmente em regiões quentes, o uso dos

11 aparelhos se torna cada vez mais comum. E as estatísticas provam: o funcionamento de ares-

12 condicionados e ventiladores já representa cerca de um quinto do total da eletricidade gasta em

13 edifícios de todo o mundo — ou 10% do consumo global.

14 Os números ficam cada vez mais exorbitantes: hoje, temos cerca de 1,6 bilhão de

15 aparelhos funcionando. Para 2050, a perspectiva é de impressionantes 5,6 bilhões. Considerando

16 também o crescimento populacional, na metade do século teremos uma estimativa de um ar-

17 condicionado para cada duas pessoas do mundo. E a demanda pelo uso de climatizadores vai

18 mais que triplicar: eles consumirão a mesma quantidade de energia que China e Índia juntas.

19 Ok, você já entendeu que temos muitos ares-condicionados pelo mundo. Mas voltemos à

20 questão principal: como eles estão tornando o planeta mais quente? Para começar, a população

21 usa “errado”. Os consumidores atuais não se preocupam em comprar aparelhos mais eficientes,

22 que gastem menos energia. A competência média dos exemplares comprados hoje é menos da

23 metade do que está normalmente disponível para venda, com cerca de um terço da tecnologia

24 dos mais eficientes. Isso pode se converter no fator econômico: geralmente os mais baratos são

25 mais simples. Mas a questão crucial é, lógico, a influência que esses bilhões de aparelhos exercem

26 na temperatura do planeta. As emissões de gases estufa liberados pelas usinas de carvão e gás

27 natural ao gerar eletricidade para os ares-condicionados quase dobrariam — de 1,25 bilhão de

28 toneladas em 2016 para 2,28 bilhões de toneladas em 2050. Essas emissões impactariam

29 significativamente o aquecimento global — o que aumentaria ainda mais a demanda por ar-

30 condicionado.

31 Sim, é um ciclo vicioso. O conforto tem um preço, e ele é bem alto. E o relatório cita

32 exemplos bem ilustrativos da situação: quanto mais aumenta a renda de uma família, cresce

33 também o número de eletrodomésticos como geladeiras e televisores. Esses aparelhos geram

34 calor, deixando o ambiente mais quente. Solução: comprar um ar-condicionado. E a maioria dos

35 ares-condicionados funcionam, em parte, “jogando” o ar quente para o lado de fora, também

36 tornando a vizinhança mais quente. Segundo estimativas, o aparelho pode elevar a temperatura

37 durante a noite em cerca de um grau Celsius em algumas cidades. Ou seja, se um número

38 suficiente de vizinhos comprar um ar-condicionado, a temperatura da sua casa pode aumentar a

39 ponto de você precisar fazer o mesmo.

40 Apesar do aparente caos cíclico sem solução, o relatório termina esperançoso. Ele fala

41 sobre o “Cenário de Refrigeração Eficiente”, um caminho que se baseia numa forte ação política

42 para limitar o uso de energia com a finalidade de resfriar os espaços. E, principalmente, fala sobre

43 investir em aparelhos mais competentes. Essa simples atitude pode reduzir a demanda futura de

44 energia pela metade — em comparação com as suposições feitas baseadas no consumo atual.

45 Também torna tudo mais barato: seguindo os padrões do Cenário de Refrigeração Eficiente, pode-

46 se reduzir os custos de investimento, combustíveis e outros gastos gerados por essa indústria do

47 frio em três trilhões de dólares até 2050. E, por último, esse cenário reduziria as emissões de

48 gases estufa pela metade. Ele está de acordo com os objetivos climáticos previstos no Acordo de

49 Paris. Então lembre-se, pelo bem do futuro do planeta, quando for comprar um ar-condicionado,

50 tenha certeza de que as especificações de eficiência são as melhores possíveis.


Texto especialmente adaptado para esta prova. Disponível em https://super.abril.com.br/ciencia/seu-aparelho-de-ar-condicionado-esta-deixando-o-planeta-mais-quente/. Acesso em 17 mai. 2018.

Analise as seguintes proposições relacionadas ao emprego do acento indicativo de crase:


I. Na frase “à medida que a renda aumenta e as populações crescem nas nações emergentes” (l. 09-10), a crase está corretamente empregada, assim como ocorre com a locução adverbial “à jusante”.

II. Se na frase “mas voltemos à questão principal” (l. 19-20) a palavra “voltemos” fosse substituída por “retomemos”, a crase deveria ser mantida.

III. Se na frase “Essa simples atitude pode reduzir a demanda futura de energia pela metade” (l. 43-44) o verbo “reduzir” fosse substituído por “diminuir”, não haveria, igualmente, utilização de crase.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2712312 Português

As questões de 01 a 10 dizem respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de respondê-las.


(Texto)


Os benefícios de se ter acesso a todos os dados do paciente


1 Você já passou dos 50 ou 60 e começa a preencher

um questionário com seus dados de saúde. Ou está

na frente do doutor para uma primeira consulta. Já

pensou quantas vezes teve que repetir as mesmas

5 Informações? Não seria multo melhor se houvesse

um único arquivo que, mediante sua autorização,

pudesse ser acessado e disponibilizasse o histórico

de suas doenças, medicamentos de uso continuo,

hospitalizações e cirurgias? O volume de

10 Informações desperdiçadas são gigantescas: se

trocou de médico, deixou para trás anos de

conversas importantes, de resultados de exames —

coisas das quais nem se lembra mais. Se perdeu o

emprego e ficou sem plano de saúde, também corre

15 o risco de ter que buscar outra rede de especialistas

e começar do zero. Até mesmo se foi atendido num

pronto-socorro, aquele episódio provavelmente vai

se perder, embora faça parte do quebra-cabeça da

sua existência.


(Fonte adaptada http://g1.globo.com>acesso em 05 de novembro de 2018)

“Você já passou dos 50 ou 60 e começa a preencher [...]” (linha 1). Assinale a alternativa que justifica corretamente o porquê de o termo destacado não ter sido craseado:

Alternativas
Q2061007 Português
Assinale a alternativa que completa a frase de modo a garantir o emprego correto do sinal indicativo da crase, de acordo com a norma-padrão.

O autor fez referência à
Alternativas
Q2053044 Português

TEXTO I 


Retratando...


Somos todos frustrados neste mundo;

uns são mais, outros menos, mas ninguém 

pode gabar-se de não ter no fundo 

recalques, pois, de sobra, todos têm!


Um poço de mistérios, bem profundo, 

possui em seu recesso todo alguém...

Mas a tara só vem à luz, segundo 

o interesse animal que nos convém! 


Embuçado no véu da hipocrisia, 

ou preso a preconceitos, já sem fé, 

todo homem se empenha noite e dia, 


nessa inglória tarefa de querer

insistir em mostrar o que não é, 

e o que deseja, mas não pode ser! 


Rubens de Castro. Disponível em: <http://www.academiadeletrasmt.com.br/revista-aml/obras-digitalizadas/262-antologia-poetica-mato-grossense>


Na passagem: "Mas a tara só vem à luz, segundo..." (2ª estrofe, verso 3), há o uso adequado de crase. O mesmo não se pode afirmar em: 
Alternativas
Q2050249 Português
Nas afirmativas a seguir marque a opção CORRETA quanto ao uso ou não da crase.
Alternativas
Respostas
4181: E
4182: A
4183: B
4184: A
4185: C
4186: B
4187: A
4188: D
4189: A
4190: C
4191: B
4192: E
4193: C
4194: C
4195: A
4196: C
4197: D
4198: A
4199: B
4200: B