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Questões de Concurso Comentadas sobre crase em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 6.701 questões

Ano: 2026 Banca: FAFIPA Órgão: CRC-PR Prova: FAFIPA - 2026 - CRC-PR - Advogado |
Q4025877 Português
Assinale a alternativa em que o emprego do sinal indicativo de crase está CORRETO, de acordo com a norma-padrão.
Alternativas
Q4025763 Português
“Daqui ___ pouco, ___ visitas estarão aqui ___ disposição de todos vocês para darem início ___ tão esperada reunião.”
Assinale a alternativa cujos elementos preenchem corretamente os espaços em branco acima, na mesma ordem. 
Alternativas
Q4025548 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Os 'espelhos com IA' que estão mudando como cegos se veem



Lucy Edwards, criadora de conteúdo cega conhecida por falar sobre beleza e estilo, afirma que, durante muito tempo, pessoas cegas ouviram que não podiam se ver e que bastava serem bonitas por dentro. "De repente, temos acesso a informações sobre nós mesmas e sobre o mundo. Isso muda nossas vidas." A inteligência artificial, por meio de reconhecimento de imagens e processamento avançado, não apenas descreve ambientes, como também avalia, compara e sugere ajustes na aparência. Essa possibilidade altera a forma como pessoas cegas se percebem.


"Certa manhã, após enviar uma foto, recebi a resposta de que minha pele estava hidratada, mas distante do padrão de perfeição exibido em anúncios de beleza", disse uma entrevistada. "Pela primeira vez em muito tempo, senti minha insatisfação com a aparência de forma concreta." Helena Lewis-Smith, pesquisadora da Universidade de Bristol, explica que pessoas que buscam constantemente retorno sobre o corpo tendem a apresentar menor satisfação com a própria imagem. A IA agora amplia essa prática entre pessoas cegas.


A evolução é recente. Em 2017, segundo Karthik Mahadevan, CEO da Envision, as descrições geradas eram curtas e básicas. A empresa começou oferecendo leitura de textos impressos e passou a integrar modelos de IA em óculos inteligentes e assistentes digitais. Embora muitos usuários recorram à tecnologia para tarefas como ler cartas ou fazer compras, um número significativo a utiliza para se maquiar ou combinar roupas. A pergunta frequente é simples: "Como eu aparento?"


Hoje, diversos aplicativos avaliam usuários com base em padrões tradicionais de beleza, comparando-os a outras pessoas e sugerindo mudanças. Para Lucy Edwards, essa experiência é libertadora: depois de doze anos sem enxergar, ela passou a pedir detalhes ou até uma nota sobre sua aparência. No entanto, especialistas alertam que os impactos podem ser ambíguos. Sistemas de IA frequentemente reproduzem padrões de beleza ocidentais, refletindo os dados com que foram treinados.


Lewis-Smith observa que a comparação constante aumenta a pressão sobre o corpo e pode elevar os índices de ansiedade, depressão e busca por intervenções estéticas. Para pessoas cegas, o desafio é maior, pois as descrições recebidas tornam-se referência central, sem a possibilidade de conferência visual direta. Além disso, o algoritmo não considera subjetividade nem individualidade.


Em busca de respostas, uma entrevistada enviou diversas fotos à versão mais recente do ChatGPT, na tentativa de compreender como o aplicativo analisava os padrões de beleza. As respostas, porém, revelaram limites: conceitos como "maxilar longo" permaneciam difíceis de interpretar sem contexto.


Meryl Alper, pesquisadora da Northeastern University, lembra que a imagem corporal envolve múltiplos fatores, como contexto, experiências e capacidades do corpo, elementos que a IA não capta de forma plena. Historicamente, modelos de inteligência artificial privilegiaram corpos magros, hipersexualizados e eurocêntricos, reforçando padrões restritos. Como descrevem tudo em termos estritamente visuais, podem gerar insatisfação quando falta contextualização.


Há, contudo, certo grau de controle. O modo como a pergunta é formulada altera a resposta. Mahadevan afirma que a IA aprende preferências e ajusta informações conforme o que a pessoa deseja receber. Edwards reconhece que descrições poéticas ou breves transformam sentimentos sobre si mesma, mas também admite que a ferramenta pode reforçar inseguranças ao sugerir mudanças específicas.


Outro risco são as chamadas "alucinações", quando a IA apresenta informações imprecisas como verdadeiras. Usuários relatam descrições equivocadas sobre cor de cabelo ou expressões faciais, o que pode gerar insegurança. Alguns serviços, como o Aira Explorer, oferecem verificação por agentes humanos, mas, na maioria dos casos, o "espelho textual" continua sendo produzido exclusivamente pela máquina.


Pesquisadores ressaltam que ainda há poucas investigações de grande escala sobre os impactos emocionais dessas tecnologias. Para muitas pessoas cegas, a experiência é simultaneamente empoderadora e desorientadora. Ainda assim, os ganhos são claros: a possibilidade de obter descrições detalhadas de fotos pessoais ou da internet amplia a autonomia e a sensação de pertencimento. Para o bem ou para o mal, o espelho chegou. Agora, pessoas cegas precisam aprender a conviver com aquilo que ele revela e com as implicações de ver a si mesmas por meio da inteligência artificial.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgxpe0z4nwo.adaptado.

Em busca de respostas, uma entrevistada enviou diversas fotos "à" versão mais recente do ChatGPT, na tentativa de compreender como o aplicativo analisava os padrões de beleza.



Considerando o emprego do sinal indicativo de crase no trecho destacado, é CORRETO afirmar que: 

Alternativas
Q4024832 Português
Assinale a alternativa cujos elementos preenchem corretamente as lacunas abaixo, na mesma ordem:
- ___ depender do que você precisa, estou sempre ___ disposição.
- De leste ___ oeste, pretendemos passar por toda ___ Europa.
- Daqui ___ algumas horas pode me esperar para nos dedicarmos ___ árdua tarefa. 
Alternativas
Q4024725 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


QUANDO MORDI A MINHA LÍNGUA


O que sentimos ou deixamos de sentir está impresso nos mínimos gestos.

Você pode ser uma pedra, não falar nada, mas até a pedra um dia será amaciada pelo musgo.

Não adianta sonegar emoções, traficar amores, camuflar problemas, porque será descoberto. Entregará o que vem lhe preocupando pela aparência. Somos horóscopos ambulantes, biscoitos da sorte prestes a serem quebrados por uma mensagem.

No fim do Ensino Médio, eu vivia brigando com os meus colegas, desafiando os professores, respondendo desaforado aos pais. Óbvio que fui forçado a visitar a psicóloga da escola. Prometi a mim mesmo que lacraria a boca, ficaria calado durante a consulta inteira, faria terrorismo com a quietude. Não achava justo ser obrigado a me analisar e ainda mais numa época em que a terapia estava vinculada preconceituosamente à loucura.

Eu me ajeitei na poltrona com o meu estojo e caderno de aula debaixo do braço e a indisposição macabra de silenciar a cada pergunta. Mas a psicanalista não questionou nada, e o seu silêncio inesperado foi me enervando. Ela me observava com interesse, e eu querendo cada vez mais me esconder. Quando alguém permanece quieto muito tempo em nossa frente é como encarar um espelho e o tamanho de nossas dúvidas. Ela me provocava não me provocando, ela me emparedava abrindo todas as portas. Aquela liberdade assustadora de não ser cobrado a participar me aprisionava.

Mexi em meu estojo para me distrair.

Ela perguntou se eu poderia emprestar uma caneta.

Alcancei uma Bic azul. Ela viu que a tampa estava mordida. Olhou com carinho e comentou:

− Enquanto não morder o tubo, está tudo bem.

Eu ri de nervoso e demonstrei curiosidade.

− Morder a tampa significa alguma coisa?

− Significa que não fecha as conversas, que foge das discussões com medo de dizer a verdade, que reprime o desejo e vira as costas remoendo sozinho as suas frustrações e decepções, jamais repartindo a sua verdadeira opinião com ninguém, nem com seus melhores amigos.

Não revelei coisa alguma durante uma hora do encontro, mas ela me decifrou inteiramente apenas analisando a tampinha mordida da caneta. Uma mera, idiota e banal tampinha iluminou o meu comportamento.

A partir daquele dia, nunca mais subestimei a psicanálise e cuidei para morder somente a insossa borracha nos momentos de maior ansiedade.


(Carpinejar. Amizade é também amor. 6. ed. Bertrand Brasil: 2017, p. 205)
O acento grave em: "(...) estava vinculada preconceituosamente à loucura." assinala:
Alternativas
Q4024421 Português
Assinale a alternativa cujos elementos preenchem corretamente as lacunas abaixo, na mesma ordem:
- ___ princípio, tudo deverá acontecer conforme ___ programação prevista.
- ___ julgar pelas aparências, você se submeteu ___ chantagens da chefia.
- Espere-me daqui ___ pouco, exatamente ___ uma hora da tarde.
Alternativas
Q4024342 Português
Assinale a alternativa cujos elementos preenchem as lacunas corretamente, na mesma ordem.
- Estou disposto ___ muitos sacrifícios.
- Fiz o convite ___ você e sua família.
- Queremos ___ sua presença de qualquer jeito.
- Viemos ___ custa de muito esforço. 
Alternativas
Q4024305 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os temas mais importantes de 2026 para a educação


Com o início do ano letivo, o planejamento escolar se renova. Para além dos conteúdos previstos nos currículos, acontecimentos do cenário nacional e internacional passam a integrar debates e experiências de aprendizagem. Em 2026, grandes eventos globais e mudanças nas políticas educacionais oferecem oportunidades de reflexão articuladas à formação cidadã.

A Copa do Mundo, realizada nos Estados Unidos, no Canadá e no México, inaugura novo formato, com ampliação do número de seleções e três países-sede. O evento mobiliza investimentos em infraestrutura e logística, ao mesmo tempo que expõe desafios relacionados à segurança, ao impacto ambiental, às políticas migratórias e às tensões geopolíticas. A competição permite abordar questões de território, clima, identidade cultural, racismo, estatística e história do esporte.

No plano ambiental, a Conferência do Clima das Nações Unidas mantém as mudanças climáticas no centro das discussões globais. As negociações sobre redução do uso de combustíveis fósseis e compromissos internacionais criam condições para debates sobre justiça climática, sustentabilidade e políticas públicas, favorecendo projetos interdisciplinares que integrem ciência, geografia e cidadania.

As eleições nacionais, previstas para outubro, ampliam o campo de discussão sobre democracia, representação e funcionamento do Estado. Em um contexto marcado por desinformação e polarização, compreender os mecanismos de votação, apuração e organização dos poderes públicos fortalece a educação para a participação social e o exercício crítico da cidadania.

Outro eixo central é a regulação da inteligência artificial. A expansão das tecnologias generativas intensifica debates sobre ética, autoria, segurança e impactos no trabalho e na cultura. Cabe à escola promover letramento digital e pensamento crítico, preparando estudantes para analisar como essas ferramentas interferem na produção de conhecimento e nas relações sociais.

No campo das políticas públicas, o novo Plano Nacional de Educação, vigente de 2024 a 2034, redefine metas e estratégias para a educação básica na próxima década. O documento amplia diretrizes, detalha mecanismos de acompanhamento e reforça a valorização docente, inclusive quanto à formação em nível superior e à estruturação de carreiras.

Também a partir de 2026, o componente de Computação previsto na Base Nacional Comum Curricular torna-se obrigatório em toda a educação básica. Organizado em torno do pensamento computacional, do mundo digital e da cultura digital, o currículo busca desenvolver resolução de problemas, raciocínio lógico e reflexão ética sobre os usos da tecnologia.

A saúde mental consolida-se como pauta permanente. Pesquisas apontam que sete em cada dez professores apresentam sinais de ansiedade ou depressão, e parcela significativa declara esgotamento emocional diante de jornadas intensas e múltiplas demandas. O cuidado deve alcançar também os estudantes, sobretudo diante de situações de sofrimento psíquico, exigindo investimento contínuo em clima escolar saudável.

A atualização do Estatuto da Criança e do Adolescente para o ambiente digital responde à realidade de uma infância amplamente conectada. O crescimento do acesso à internet entre crianças e adolescentes amplia riscos de exposição e violência online, o que reforça a responsabilidade das plataformas e da escola na promoção do uso seguro das tecnologias.

A educação antirracista permanece como compromisso legal e ético. O ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena deve ocorrer de forma transversal, integrando diferentes áreas do conhecimento e contribuindo para o enfrentamento do racismo estrutural.

Por fim, a nova Política Nacional de Educação Especial Inclusiva reafirma o direito à educação para pessoas com deficiência, transtorno do espectro autista, altas habilidades e superdotação. O crescimento das matrículas na educação especial nos últimos anos evidencia a necessidade de formação continuada e fortalecimento do atendimento educacional especializado.

Em 2026, decisões políticas, transformações tecnológicas e eventos globais dialogam diretamente com o cotidiano escolar. Ao integrar esses temas ao currículo, a escola amplia a capacidade crítica dos estudantes e reforça seu compromisso com a formação integral e democrática.


https://porvir.org/temas-2026-educacao/.adaptado. 
O documento amplia diretrizes, detalha mecanismos de acompanhamento e reforça a valorização docente, inclusive quanto "à formação" em nível superior e "à estruturação" de carreiras.

Assinale a alternativa CORRETA quanto ao emprego do sinal indicativo de crase nos trechos destacados.
Alternativas
Q4023617 Português

Considerando o emprego do acento grave, assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE.



I. __ medida que foi indicada pelo engenheiro estava errada.


II. Todos iremos __ procura da felicidade.


III. Não sabia se Paulo tinha devoção __ Nossa Senhora.


IV. __ direita da rua, está o melhor cafezinho. 

Alternativas
Q4023343 Português
Com base na regência verbal e nas regras de uso do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas nas linhas 03, 16 e 25 do texto.
Alternativas
Q4023084 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que acontece no cérebro quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta


Ouvir uma opinião contrária à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também está relacionada ao funcionamento do cérebro.

A neurociência explica por que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma defensiva.

Quando somos expostos a uma opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior (CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos entre respostas ou entre crenças.

Estudos indicam que o córtex cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.

Outras regiões cerebrais também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou a encerrar rapidamente a conversa.

Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação mais refletida da situação.

Aceitar um ponto de vista diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada. 

Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista contrário.

Além disso, diversas crenças estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais. Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.

Outro elemento importante nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição, diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre argumentos diferentes torna-se mais difícil.

Apesar dessas dificuldades, há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.

A dificuldade de ouvir opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo, especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas, como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e deterioração do clima emocional.

Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.

Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo necessário para ampliar a compreensão da situação.

Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas, claras e conscientes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.
 A amígdala está relacionada "às respostas" "a ameaças", enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar.
Em relação ao emprego do acento indicativo de crase nos trechos destacados, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4022888 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O setor têxtil pressiona os recursos hídricos e acelera a mudança.

A tecnologia ganha papel estratégico na redução do consumo.

A pressão sobre os recursos hídricos tem acelerado a adoção de tecnologias voltadas à eficiência produtiva. Empresas dos setores têxtil e de impressão vêm investindo em soluções que reduzem etapas, insumos e desperdícios ao longo da cadeia produtiva.
A empresa japonesa Epson faz parte desse movimento com sistemas de impressão digital desenvolvidos para substituir processos tradicionais de tingimento, que dependem de grandes volumes de água e múltiplas etapas químicas.
Nos métodos convencionais, o tingimento envolve pré-tratamento do tecido, aplicação de corantes, fixação a vapor e sucessivos ciclos de lavagem para remoção de resíduos. Já nas soluções digitais, como as impressoras da série Monna Lisa, desenvolvidas pela Epson, o uso de tintas pigmentadas permite a aplicação direta da cor na superfície do tecido, com fixação por calor, reduzindo — e, em alguns modelos, eliminando — processos intensivos em água, como lavagem e vaporização.
Segundo dados da empresa, esse tipo de tecnologia pode reduzir o consumo de água em até 97% em comparação com processos tradicionais. A simplificação do fluxo produtivo também contribui para a redução de efluentes e da carga química associada ao tratamento posterior.
A incorporação da impressão digital também altera a lógica industrial do setor da moda. Em vez de grandes volumes produzidos antecipadamente, o modelo passa a permitir a produção sob demanda, com tiragens menores e maior precisão no uso de matérias-primas.
Esse formato reduz perdas associadas à superprodução, prática comum em cadeias tradicionais, e melhora a eficiência no uso de recursos naturais e insumos.
Outro efeito é a descentralização da produção. Equipamentos mais compactos possibilitam a instalação próxima aos centros de consumo, encurtando as cadeias logísticas, reduzindo o transporte e contribuindo para um menor impacto ambiental ao longo da cadeia de valor.
A economia circular também vem ganhando espaço como resposta estrutural aos desafios ambientais do setor. Tecnologias de reciclagem têxtil têm ampliado a capacidade de reaproveitamento de resíduos e peças descartadas.
Entre essas soluções está a tecnologia Dry Fiber, desenvolvida pela Epson, que permite desfibrar roupas usadas e sobras industriais para a produção de novos materiais sem o uso intensivo de água. 
O processo atua em duas frentes críticas da indústria: ao reduzir a necessidade de novas fibras e diminuir o consumo de água associado à produção têxtil. A proposta também está alinhada aos princípios da economia circular, que buscam prolongar o ciclo de vida dos materiais e reduzir o descarte.
A aplicação dessas soluções já alcança segmentos de maior valor agregado. O designer japonês Yuima Nakazato utilizou materiais produzidos com essa tecnologia em coleções apresentadas na Semana de Alta Costura de Paris, demonstrando a viabilidade técnica e criativa do modelo.

https://www.cnnbrasil.com.br/branded-content/nacional/o-setor-textil-pr essiona-os-recursos-hidricos-e-acelera-a-mudanca/ fragmento
Esse formato reduz perdas associadas à superprodução, prática comum em cadeias tradicionais, e melhora a eficiência no uso de recursos naturais e insumos. A crase depende da regência do termo que vem antes e também da palavra que vem após, conforme regras específicas. No período acima, o sinal indicativo de crase foi empregado corretamente. Analise se o uso ou não da crase nas frases a seguir está conforme a norma-padrão.
I. Irei à Brasília na semana que vem para uma conferência sobre os recursos hídricos.
II. O garoto sempre obedecia a Joana, mas, de uns tempos para cá, não o faz mais.
III. Não me refiro àquela casa da esquerda, mas à da direita.
IV. Fiz referência a Vossa Excelência em meu relatório sobre o caso.
V. Entreguei o trabalho àquele professor exigente.
Após a análise, assinale a alternativa que apresenta apenas as frases CORRETAS quanto ao emprego da crase.
Alternativas
Q4022841 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O setor têxtil pressiona os recursos hídricos e acelera a mudança.

A tecnologia ganha papel estratégico na redução do consumo.

A pressão sobre os recursos hídricos tem acelerado a adoção de tecnologias voltadas à eficiência produtiva. Empresas dos setores têxtil e de impressão vêm investindo em soluções que reduzem etapas, insumos e desperdícios ao longo da cadeia produtiva.
A empresa japonesa Epson faz parte desse movimento com sistemas de impressão digital desenvolvidos para substituir processos tradicionais de tingimento, que dependem de grandes volumes de água e múltiplas etapas químicas.
Nos métodos convencionais, o tingimento envolve pré-tratamento do tecido, aplicação de corantes, fixação a vapor e sucessivos ciclos de lavagem para remoção de resíduos. Já nas soluções digitais, como as impressoras da série Monna Lisa, desenvolvidas pela Epson, o uso de tintas pigmentadas permite a aplicação direta da cor na superfície do tecido, com fixação por calor, reduzindo — e, em alguns modelos, eliminando — processos intensivos em água, como lavagem e vaporização.
Segundo dados da empresa, esse tipo de tecnologia pode reduzir o consumo de água em até 97% em comparação com processos tradicionais. A simplificação do fluxo produtivo também contribui para a redução de efluentes e da carga química associada ao tratamento posterior.
A incorporação da impressão digital também altera a lógica industrial do setor da moda. Em vez de grandes volumes produzidos antecipadamente, o modelo passa a permitir a produção sob demanda, com tiragens menores e maior precisão no uso de matérias-primas.
Esse formato reduz perdas associadas à superprodução, prática comum em cadeias tradicionais, e melhora a eficiência no uso de recursos naturais e insumos.
Outro efeito é a descentralização da produção. Equipamentos mais compactos possibilitam a instalação próxima aos centros de consumo, encurtando as cadeias logísticas, reduzindo o transporte e contribuindo para um menor impacto ambiental ao longo da cadeia de valor.
A economia circular também vem ganhando espaço como resposta estrutural aos desafios ambientais do setor. Tecnologias de reciclagem têxtil têm ampliado a capacidade de reaproveitamento de resíduos e peças descartadas.
Entre essas soluções está a tecnologia Dry Fiber, desenvolvida pela Epson, que permite desfibrar roupas usadas e sobras industriais para a produção de novos materiais sem o uso intensivo de água. 
O processo atua em duas frentes críticas da indústria: ao reduzir a necessidade de novas fibras e diminuir o consumo de água associado à produção têxtil. A proposta também está alinhada aos princípios da economia circular, que buscam prolongar o ciclo de vida dos materiais e reduzir o descarte.
A aplicação dessas soluções já alcança segmentos de maior valor agregado. O designer japonês Yuima Nakazato utilizou materiais produzidos com essa tecnologia em coleções apresentadas na Semana de Alta Costura de Paris, demonstrando a viabilidade técnica e criativa do modelo.

https://www.cnnbrasil.com.br/branded-content/nacional/o-setor-textil-pr essiona-os-recursos-hidricos-e-acelera-a-mudanca/ fragmento
Esse formato reduz perdas associadas à superprodução, prática comum em cadeias tradicionais, e melhora a eficiência no uso de recursos naturais e insumos.
A crase depende da regência do termo que vem antes e também da palavra que vem após, conforme regras específicas. No período acima, o sinal indicativo de crase foi empregado corretamente. Analise se o uso ou não da crase nas frases a seguir está conforme a norma-padrão.
I. Irei à Brasília na semana que vem para uma conferência sobre os recursos hídricos.
II. O garoto sempre obedecia a Joana, mas, de uns tempos para cá, não o faz mais.
III. Não me refiro àquela casa da esquerda, mas à da direita.
IV. Fiz referência a Vossa Excelência em meu relatório sobre o caso.
V. Entreguei o trabalho àquele professor exigente.
Após a análise, assinale a alternativa que apresenta apenas as frases CORRETAS quanto ao emprego da crase.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: INAZ do Pará Órgão: Prefeitura de Mazagão - AP Provas: INAZ do Pará - 2026 - Prefeitura de Mazagão - AP - Analista Administrativo | INAZ do Pará - 2026 - Prefeitura de Mazagão - AP - Contador | INAZ do Pará - 2026 - Prefeitura de Mazagão - AP - Economista | INAZ do Pará - 2026 - Prefeitura de Mazagão - AP - Educador Físico | INAZ do Pará - 2026 - Prefeitura de Mazagão - AP - Enfermeiro | INAZ do Pará - 2026 - Prefeitura de Mazagão - AP - Engenheiro Agrônomo | INAZ do Pará - 2026 - Prefeitura de Mazagão - AP - Administrador | INAZ do Pará - 2026 - Prefeitura de Mazagão - AP - Professor de Língua Portuguesa | INAZ do Pará - 2026 - Prefeitura de Mazagão - AP - Arquiteto | INAZ do Pará - 2026 - Prefeitura de Mazagão - AP - Professor de Matemática | INAZ do Pará - 2026 - Prefeitura de Mazagão - AP - Psicólogo | INAZ do Pará - 2026 - Prefeitura de Mazagão - AP - Psicopedagogo | INAZ do Pará - 2026 - Prefeitura de Mazagão - AP - Pedagogo - Educação Inclusiva Especial | INAZ do Pará - 2026 - Prefeitura de Mazagão - AP - Assessor Jurídico | INAZ do Pará - 2026 - Prefeitura de Mazagão - AP - Professor de Educação Física | INAZ do Pará - 2026 - Prefeitura de Mazagão - AP - Professor de Educação Infantil | INAZ do Pará - 2026 - Prefeitura de Mazagão - AP - Geógrafo | INAZ do Pará - 2026 - Prefeitura de Mazagão - AP - Professor de Ensino Fundamental | INAZ do Pará - 2026 - Prefeitura de Mazagão - AP - Nutricionista | INAZ do Pará - 2026 - Prefeitura de Mazagão - AP - Neuropsicólogo | INAZ do Pará - 2026 - Prefeitura de Mazagão - AP - Pedagogo | INAZ do Pará - 2026 - Prefeitura de Mazagão - AP - Engenheiro Ambiental | INAZ do Pará - 2026 - Prefeitura de Mazagão - AP - Engenheiro Civil | INAZ do Pará - 2026 - Prefeitura de Mazagão - AP - Engenheiro de Pesca | INAZ do Pará - 2026 - Prefeitura de Mazagão - AP - Engenheiro Florestal | INAZ do Pará - 2026 - Prefeitura de Mazagão - AP - Farmacêutico | INAZ do Pará - 2026 - Prefeitura de Mazagão - AP - Fisioterapeuta | INAZ do Pará - 2026 - Prefeitura de Mazagão - AP - Assistente Social | INAZ do Pará - 2026 - Prefeitura de Mazagão - AP - Auditor Fiscal |
Q4022116 Português
Assinale a alternativa que preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas do texto abaixo, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa quanto à regência, à crase e à colocação pronominal.

"O relator do projeto de lei orçamentária apresentou ______ comissão ______ emendas que ______ propostas durante a audiência pública, garantindo que ______ analisaria com a devida atenção."
Alternativas
Q4022060 Português
Theia: o planeta que a Terra pode ter engolido, ajudando a formar a Lua


Na próxima vez que você observar uma Lua cheia, vale lembrar de Theia. Esse é o nome dado a um planeta hipotético que pode ter colidido com a Terra ainda jovem há cerca de quatro bilhões e quinhentos milhões de anos, liberando material que deu origem à Lua. Segundo os cientistas, sem esse evento, o satélite natural permanente da Terra talvez não existisse, o que poderia ter alterado profundamente a história da vida no planeta.

A explicação mais aceita para esse processo é a hipótese do impacto gigante. De acordo com ela, um corpo com tamanho aproximado ao de Marte colidiu com a Terra, lançando detritos suficientes para que, ao se aglomerarem, formassem a Lua. Esse acontecimento teve consequências duradouras, pois a presença do satélite ajudou a estabilizar a rotação da Terra ao longo de bilhões de anos, favorecendo a manutenção de um clima relativamente estável. Sem essa influência gravitacional, as condições climáticas e meteorológicas seriam muito mais extremas, dificultando o desenvolvimento da vida.

Estudos recentes reforçaram essa hipótese ao comparar a composição química da Terra e da Lua. Pesquisas publicadas no ano passado indicam que ambos os corpos se formaram em regiões próximas durante um período caótico da formação do Sistema Solar, o que explicaria suas semelhanças químicas. Essas conclusões foram possíveis graças à análise detalhada de amostras lunares e ao avanço das técnicas de modelagem computacional.

Antes dessas descobertas, outras teorias tentaram explicar a origem da Lua. Algumas defendiam que ela se desprendeu da Terra, enquanto outras sugeriam que foi capturada pela gravidade terrestre ou que ambos os corpos se formaram juntos. As missões espaciais que trouxeram amostras da Lua, porém, mostraram que as rochas lunares apresentam sinais de formação sob calor extremo e perda de elementos voláteis, reforçando a ideia de um impacto massivo.

Um dos principais mistérios ainda sem resposta é o destino de Theia. Ao contrário de outros impactos conhecidos, esse planeta não deixou uma cratera evidente. A explicação mais provável é que ele tivesse cerca de dez por cento da massa da Terra e tenha sido amplamente absorvido após a colisão, com parte de seu material integrando a Lua. A ausência de uma assinatura química clara de Theia pode ser explicada pelo fato de ele e a Terra terem composições muito semelhantes, por suas formações na mesma região do Sistema Solar.

Apesar dos avanços, muitas perguntas permanecem. Novas missões espaciais pretendem explorar regiões pouco estudadas da Lua e trazer amostras de áreas diferentes das já analisadas, ampliando o conhecimento sobre sua origem e evolução. Assim, embora ainda haja incertezas, a ciência indica que a Lua e a própria estabilidade do planeta devem muito a Theia e ao impacto que marcou profundamente a história do Sistema Solar.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg19kzkje2o .adaptado.
[...] Terra ainda jovem há cerca de quatro bilhões e quinhentos milhões de anos, liberando material que deu origem "à" Lua.
Assinale a alternativa CORRETA em relação ao sinal indicativo de crase:
Alternativas
Q4022000 Português
Considerando as regras de regência nominal e verbal e o uso do sinal indicativo de crase, assinale a alternativa em que o emprego desse sinal está CORRETAMENTE justificado.
Alternativas
Q4021315 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Levei 20 minutos para enganar ChatGPT e Gemini − e os fiz contar mentiras sobre mim


Talvez você já tenha ouvido que chatbots de inteligência artificial, como ChatGPT e Gemini, às vezes inventam informações. Isso é preocupante. Mas existe um problema menos conhecido e potencialmente mais grave: a facilidade com que essas ferramentas são levadas a repetir conteúdos falsos, com efeitos sobre a busca por informação confiável e até sobre a segurança das pessoas.


Um número crescente de usuários descobriu um método simples para fazer sistemas de IA dizerem quase qualquer coisa. Essa estratégia interfere no que algumas das principais inteligências artificiais do mundo dizem sobre temas delicados, como saúde, finanças pessoais e reputação. Informações enviesadas influenciam decisões importantes, como escolhas de consumo, posicionamentos políticos e questões médicas.


Para demonstrar esse risco, um repórter realizou um experimento incomum: conseguiu fazer o ChatGPT, o Gemini e recursos de busca com IA do Google afirmarem que ele seria extraordinariamente habilidoso em comer cachorros-quentes. A experiência mostrou que alterar o que essas ferramentas dizem a outras pessoas é tão simples quanto publicar um único texto aparentemente informativo na internet.


O método explora fragilidades dos sistemas usados pelos chatbots. Especialistas alertam que as empresas de IA avançam mais rápido do que sua capacidade de controlar a precisão das respostas, o que amplia os riscos. As empresas afirmam utilizar mecanismos para reduzir manipulações e manter resultados confiáveis, mas o problema ainda está longe de ser totalmente resolvido. Entre as possíveis consequências estão golpes, destruição de reputações e até situações que provoquem danos às pessoas.


Quando alguém conversa com um chatbot, parte da resposta vem do material usado no treinamento do modelo. Em outros casos, porém, a ferramenta consulta a internet para complementar a informação. É nesse momento que ela se torna mais vulnerável a conteúdos manipulados.


Foi justamente essa brecha que permitiu o experimento. O repórter escreveu, em seu próprio site, um artigo afirmando que havia um ranking dos melhores jornalistas de tecnologia em competições de cachorro-quente. Ele inventou um campeonato inexistente e colocou a si mesmo em primeiro lugar. Em menos de um dia, os principais chatbots já reproduziam a história absurda como se fosse verdadeira.


Ao perguntar quem seriam os melhores jornalistas de tecnologia em comer cachorros-quentes, as ferramentas passaram a repetir o conteúdo publicado. Em alguns casos, os sistemas sugeriam que aquilo poderia ser uma piada. Então, o autor alterou o texto para afirmar que não se tratava de sátira, e por algum tempo as IAs passaram a tratar o conteúdo com mais seriedade.


O problema, porém, não se limita a experiências curiosas. Pessoas usam esse mesmo mecanismo para influenciar respostas de IA sobre temas muito mais sensíveis. Muitas vezes, os sistemas indicam caminhos (links) para a fonte, mas raramente deixam claro que a informação pode vir de um único texto ou de uma fonte interessada no assunto.


Especialistas afirmam que qualquer pessoa pode produzir esse efeito com relativa facilidade, bastando publicar um conteúdo aparentemente confiável. Há décadas, mecanismos de busca enfrentam tentativas de manipulação, mas vários analistas consideram que a nova fase da IA reabriu espaço para práticas que lembram os primeiros tempos do spam na internet.


A situação se agrava porque os usuários tendem a confiar mais na resposta sintetizada pela IA do que nos resultados tradicionais de busca. Antes, era preciso acessar um site e avaliar seu conteúdo. Agora, a informação aparece diretamente na resposta da ferramenta, com tom de autoridade. Mesmo quando há indicação de fonte, as pessoas se mostram menos propensas a verificar o material original.


Chatbots funcionam relativamente bem em temas de conhecimento consolidado. O risco aumenta quando o assunto envolve controvérsia, atualização constante ou consequências práticas importantes. Por isso, essas ferramentas não devem ser tratadas como fonte suficiente para orientações médicas, jurídicas ou decisões que afetem diretamente a vida das pessoas.


Diante disso, é importante buscar informações complementares e observar se a IA apresenta fontes confiáveis. É essencial lembrar que essas ferramentas apresentam mentiras com o mesmo tom de segurança com que apresentam fatos. Se antes os mecanismos de busca obrigavam o usuário a avaliar as informações por conta própria, agora a IA faz isso em seu lugar. Por isso, não se deve abandonar o pensamento crítico.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy4w88ew21jo.adaptado.

Entre as possíveis consequências estão golpes, destruição de reputações e até situações que provoquem danos "às" pessoas.


Em relação ao emprego do acento indicativo de crase no trecho destacado, assinale a alternativa CORRETA. 

Alternativas
Q4020984 Português
Como a inteligência artificial já consegue ler pensamentos


A mulher estava imóvel, exceto pelas subidas e descidas da sua respiração. Seus olhos estavam fixos e concentrados e as mãos fechadas como em um soco. Palavras se formavam em uma tela à sua frente e se reuniam lentamente, formando frases inteiras, que ela não conseguia dizer em voz alta.


Ela tem 52 anos de idade e ficou paralisada por um AVC 19 anos antes, sem poder falar com clareza. Mas, agora, seu monólogo interno aparecia em frente aos seus olhos.


Identificada apenas como participante T16, a mulher recebeu um minúsculo feixe de eletrodos, inserido cirurgicamente em um lóbulo na frente do cérebro.


Agora, um computador, alimentado por uma forma de inteligência artificial, decodifica os sinais produzidos pelos seus neurônios enquanto ela imagina dizer palavras. O sistema traduz os sinais em texto e mostra em uma tela.


Ela fez parte de um estudo da Universidade de Stanford, no Estado americano da Califórnia, ao lado de três outros pacientes com a doença neurodegenerativa esclerose lateral amiotrófica (ELA). O objetivo é testar uma técnica capaz de traduzir pensamentos em texto, em tempo real.


Foi o mais próximo que os cientistas já chegaram de uma forma de "ler pensamentos".


Os pesquisadores publicaram suas realizações em agosto de 2025. Alguns meses depois, pesquisadores japoneses revelaram uma técnica de "legendar a mente", capaz de gerar descrições precisas e detalhadas do que uma pessoa está observando ou imaginando.


Ela combina três ferramentas de IA diferentes com imagens cerebrais não invasivas para traduzir a atividade cerebral da pessoa.


Estes dois estudos são os mais recentes de uma série de inovações que vêm oferecendo aos neurocientistas uma nova visão do funcionamento interno do cérebro humano e fornecendo oportunidades de ajudar pessoas incapazes de se comunicar de outra maneira.


Algum dia, estes avanços poderão transformar radicalmente a forma como todos nós interagimos com o mundo à nossa volta e até entre nós mesmos.


"Nos próximos anos, começaremos a ver essas tecnologias sendo comercializadas e implementadas em escala", afirma a neuroengenheira Maitreyee Wairagkar, que desenvolve interfaces entre o cérebro e computadores no laboratório de neuropróteses da Universidade da Califórnia em Davis, nos Estados Unidos. 


Diversas empresas, incluindo a Neuralink, de Elon Musk, já procuram produzir chips cerebrais comerciais que trarão esta tecnologia do laboratório para o mundo real.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg59xg4zego
"Algum dia, estes avanços poderão transformar radicalmente a forma como todos nós interagimos com o mundo à nossa volta."
A expressão 'à nossa volta' constitui uma locução adverbial feminina, o que justifica o uso da crase. Considerando as regras de emprego da crase, analise as frases a seguir quanto à presença ou ausência do sinal indicativo.

I. Só haverá consulta após às dez horas segundo o médico de plantão.
II. Diga a Maria que irei vê-la à uma hora, portanto, peça que não saia de casa.
III. Falei à Dona Margarida, informando que estava muito preocupada com a sua saúde.
IV. Referiu-se àquele que estava do seu lado durante a palestra.

Considerando o uso da crase, identifique a alternativa que apresenta apenas as frases CORRETAS. 
Alternativas
Q4020693 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

Não foi sempre azul: como a cor do céu mudou 'dramaticamente' no planeta Terra.

 

A maioria das pessoas acha que o céu azul é algo garantido. Mas essa cor já pode ter sido bem diferente ao longo da história da Terra, e cientistas dizem que ela pode mudar outra vez.

 

Existem dois fatores principais que fazem o céu parecer azul durante o dia, segundo Finn Burridge, divulgador científico do Observatório Real de Greenwich (Reino Unido).

 

"O primeiro é o Sol", explica. "A luz solar normal é branca, o que significa que contém todas as cores do arco-íris: vermelhos, amarelos, verdes e azuis."

 

O segundo fator é a composição da atmosfera. O céu contém enormes quantidades de partículas minúsculas, como nitrogênio, além de oxigênio e vapor d'água, que espalham a luz em todas as direções, afirma Burridge.

 

A luz azul tem comprimento de onda menor do que a maioria das outras cores e é mais dispersada, preenchendo o céu com essa tonalidade.

 

Esse processo é conhecido como dispersão de Rayleigh, em referência a Lord Rayleigh (1842−1919), físico britânico que desenvolveu a teoria na década de 1870.

 

Ao nascer e ao pôr do Sol, a luz solar precisa atravessar uma porção muito maior da atmosfera, porque o Sol está mais baixo no horizonte.

 

A luz azul é então dispersada com tanta intensidade que é desviada para longe de nós. Restam os tons de vermelho e laranja, menos dispersados, que alcançam nossos olhos e produzem os céus que vemos.

 

O céu azul brilhante da Terra é único no Sistema Solar, afirma Burridge, do Observatório Real de Greenwich.

 

Embora alguns planetas, como Júpiter, sejam considerados como tendo uma camada superior levemente azulada semelhante à da Terra, a tonalidade é muito menos intensa.

 

Por estar mais distante do Sol, Júpiter recebe apenas cerca de 4% da luz solar que chega à Terra. "Por isso, não se tem aquele azul forte e bonito que vemos aqui", explica Burridge.

 

Em outros planetas, o cenário é completamente diferente.

 

Marte tem uma atmosfera fina, o que faz com que a dispersão de Rayleigh ocorra de forma limitada. Em vez disso, as numerosas partículas de poeira, maiores do que o nitrogênio e o oxigênio presentes na atmosfera terrestre, espalham a luz de outra maneira.

 

Esse fenômeno é chamado de "espalhamento Mie" e resulta em um céu avermelhado ou amarelado, com pores de sol azulados.

 

O céu azul que conhecemos hoje é um fenômeno relativamente recente na longa história da Terra.

 

Embora não seja possível saber com certeza como era o céu no passado, cientistas estimam que sua cor pode ter variado conforme os gases presentes na atmosfera em cada período.

 

Quando a Terra se formou, há cerca de 4,5 bilhões de anos, a sua superfície era em grande parte composta por material fundido. À medida que o planeta esfriou, uma hipótese indica que a atmosfera primitiva era formada principalmente por gases liberados por erupções vulcânicas e outras atividades geológicas — como dióxido de carbono e nitrogênio, além de pequenas quantidades de metano, com pouquíssimo oxigênio presente.

 

Com o tempo, a vida surgiu na forma de bactérias ancestrais, que passaram a liberar grandes quantidades de metano na atmosfera. A luz solar que incidia sobre esse metano o transformava em compostos orgânicos mais complexos, formando névoas alaranjadas no céu, semelhantes à poluição atmosférica.

 

Uma mudança significativa ocorreu há cerca de 2,4 bilhões de anos, durante o chamado "Grande Evento da Oxidação", quando os organismos primitivos conhecidos como cianobactérias passaram a realizar fotossíntese, convertendo a luz solar em energia e liberando grandes quantidades de oxigênio.

 

O oxigênio começou a se acumular em níveis relevantes na atmosfera, eliminando gradualmente as névoas de metano. Com a consolidação de uma atmosfera semelhante à atual, o céu passou a apresentar a coloração azul observada hoje.

 

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg125pxgq0ohtt

"A luz solar que incidia sobre esse metano o transformava em compostos orgânicos mais complexos, formando névoas alaranjadas no céu, semelhantes à poluição atmosférica."
Com base na regência dos verbos presentes no texto, julgue as afirmativas:
I. O pronome 'o' exerce função de objeto direto exigido pela regência do verbo 'incidir' que indica 'converter algo em outra coisa'.
II. O verbo 'incidir' estabelece relação de regência com a preposição 'sobre', introduzindo complemento que indica o alvo da ação verbal.
III. O verbo 'transformar' atua, neste contexto, apenas como transitivo indireto, sendo a expressão 'em compostos orgânicos mais complexos' o seu complemento indireto.
IV. O uso da crase em 'à poluição atmosférica' ocorre devido à presença de um adjetivo que estabelece relação semântica de comparação e rege a preposição 'a', a qual se combina com o artigo feminino do substantivo 'poluição'.
Após análise das afirmativas, identifique a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4020581 Português

___________ plataforma de streaming “Tela Brasil”, um serviço gratuito voltado exclusivamente __________ exibição de produções audiovisuais nacionais, será lançada ainda no primeiro trimestre de 2026.


O projeto é resultado de uma parceria entre o Ministério da Cultura e a Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e funcionará como um serviço de vídeo _____________ demanda do público, reunindo centenas de conteúdos brasileiros, incluindo curtas, médias e longas-metragens, além de séries, documentários e animações. Todo o catálogo pode ser acessado __________  custos pelo público. A proposta é estimular o consumo da produção audiovisual nacional, especialmente em um momento de destaque do cinema brasileiro no cenário internacional.


(Dora Arai. “Tela Brasil: streaming gratuito do Governo Federal será lançado neste ano”. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento. 18.01.2026. Adaptado)

Assinale a alternativa que preenche, respectivamente, as lacunas, conforme a norma-padrão da língua portuguesa e o sentido do texto.
Alternativas
Respostas
241: A
242: B
243: B
244: D
245: A
246: B
247: A
248: A
249: A
250: A
251: A
252: D
253: A
254: A
255: B
256: A
257: C
258: E
259: E
260: D