Questões de Concurso
Comentadas sobre crase em português
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I. Em “Desconto em compras a prazo”, não há o emprego do acento indicativo da crase no “a” que antecede “prazo” por ser esta ser uma palavra masculina.
II. Em “Ele fez um gol à Cristiano Ronaldo”, o acento indicativo da crase no “a” que antecede “Cristiano Ronaldo” encontra-se mal-empregado, já que, por se tratar de um nome próprio masculino, não há condição para o uso da crase.
III. Em “Fui à terra de Mario Quintana”, o que justifica o emprego da crase no “a” que antecede a palavra “terra” é o fato de essa palavra estar especificada, ou seja, não se trata de uma terra qualquer, mas da “terra de Mario Quintana”.
IV. No caso de expressões formadas por palavras repetidas, o “a” que as liga deve, obrigatoriamente, receber o acento indicativo da crase.
Estão CORRETOS:
Julgue o item subsequente.
A utilização da crase é facultativa antes de nomes
próprios femininos, por exemplo, “João entregou o
presente à/a Maria” e, também, antes de pronomes
possessivos que estejam acompanhados de palavras
femininas de sentido definido, como ocorre na frase “A
professora informou as notas à/a sua turma”.
Julgue o item que se segue.
A crase deve ser utilizada, por exemplo: antes de palavras
femininas que aceitam artigo definido; quando a
preposição “a” se encontra com os pronomes “aquele”,
“aquela” e “aquilo”; antes de palavras masculinas, quando
há palavra feminina subentendida antes da masculina.
A importância da ciência, tecnologia e inovação para a sociedade
Por Benigno Nuñez Novo


(Disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/artigos/a-importancia-da-ciencia-tecnologia-e-inovacao-paraa-sociedade/845978281 – texto adaptado especialmente para esta prova).


Internet:<www.exame.com>
Em relação à estrutura linguística e ao vocabulário do texto, julgue o item.
O emprego do sinal indicativo de crase é facultativo no
“a” presente na expressão “a gasolina” (linha 26).
Julgue o item que se segue.
A crase é indicada pelo acento grave e pode ser descrita
como a contração da preposição “a” com outro “a”, que
pode ser artigo definido, pronome demonstrativo ou,
ainda, o “a” inicial dos pronomes "aquela", "aquele",
"aquilo"
Julgue o item que se segue.
Há alguns casos em que a crase não deve ser utilizada,
dentre eles, é possível citar: antes de verbos no infinitivo;
antes de palavras masculinas; antes de pronomes
pessoais e expressões de tratamento; antes dos
pronomes relativos “que”, “quem” e “cuja”; antes de
palavras de sentido indefinido.
Julgue o item a seguir.
Na língua portuguesa, o fenômeno que ocorre quando
existe a contração do artigo feminino “a” com a
preposição “a”, nas circunstâncias em que o verbo exige a
preposição “a” e o substantivo pede o artigo definido
feminino “a”, é chamado de “derivação gráfica”.
Texto 03 para a questão.
Eu levo isso para o lado pessoal
Nunca acreditei que as mulheres são superiores aos homens nem que o mundo será melhor se as mulheres tiverem mais poder do que os homens. Acho que a dominação masculina é prejudicial à sociedade porque qualquer dominação é ruim: significa que a sociedade é governada por uma hierarquia falsa em que poder e oportunidade subordinam-se a gênero, idade, riqueza e privilégios – e não, à capacidade, esforço, talento ou realizações. A quebra de uma cultura de dominação ativa o poder em todos nós. Assim, para mim o objetivo não é a ascensão das mulheres e a queda dos homens. É a ascensão de homens e mulheres, evoluindo da luta pelo domínio em direção a uma condição de parceria.
GATES, Melinda. O momento de voar. Sextante. 2019. p.133.
Sobre o uso da Crase, analise os itens abaixo:

Está CORRETO o que se afirma em
O emprego do acento indicativo de crase está plenamente adequado às regras da norma-padrão da língua portuguesa em:
“Os acentos são notações léxicas empregadas sobre algumas vogais para indicar a sílaba tônica ou para indicar a fusão entre elas (...)”.
(Bezerra, 2015, p. 60)
Texto 1
Gestão social
I. Em: “É possível compreender a gestão social como aquela exercida por coletivos para coletivos”, o trecho destacado, “possível compreender”, trata-se de uma locução verbal, cujo verbo principal é “compreender”.
II. Em: “Ela é pautada, por exemplo, pelo combate à pobreza [...]”, o verbo “combate” está regendo o substantivo “pobreza”, por isso a necessidade de crase em “à”.
III. Em: “Ela é um espaço privilegiado de interação social e de busca de ações solidárias.”, o trecho destacado possui um verbo de ligação e um predicativo do sujeito, sendo, portanto, um predicado nominal.
Marque a alternativa correta:
É facultativo o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “a” em “perante a sociedade” (segundo período do segundo parágrafo).
Nem sempre __ nossa racionalidade funciona como deveria; __ vezes, somos tomados por sentimentos confusos e inexplicáveis __ ponto de nos fazer incapazes de reagir __ alguma situação e resolver problemas aparentemente fáceis e comuns.
Leia o texto a seguir para responder a questão.
Entre as décadas de 1920 e 30, artistas, intelectuais e literatos se uniram para criar uma identidade regional que incentivasse o sentimento de pertencimento, o que era ser um paranaense e quais eram os elementos do estado. Com um olhar voltado mais para a natureza surgiram os símbolos paranistas, que permanecem em nosso imaginário e cotidiano: a araucária e o pinhão, principalmente, mas a gralha-azul e a erva-mate também são alguns exemplos. Essa criação de tradições regionais e até representações políticas não foi algo exclusivo do Paraná. Após o surgimento da República, em 1889, existia todo um movimento no país em busca de uma linguagem que definisse o que era ser brasileiro. Aqui, no Paraná, o que ajudou a favorecer foi o ciclo econômico provocado pela erva-mate, um terreno fértil para modernização de Curitiba e um cenário para uma efervescência cultural. O termo “Paranismo” surgiu em 1927, em um manifesto publicado pelo político, historiador e jornalista Romário Martins, um dos líderes do Paranismo, pelo qual procurou definir o que era o movimento paranista.
No entanto, o termo “paranista” foi criado bem antes, em 1906, pelo poeta Domingos Nascimento, que em uma viagem ao norte do estado teria chamado os paulistas que viviam lá de “paranistas”, já que não eram paranaenses. A denominação acabou sendo adquirida pelo movimento já que conseguia traduzir essa sensação de pertencimento a todos que viviam no estado, mas não tinha nascido aqui – ainda mais em uma época de intensa imigração, principalmente de europeus.
(Texto adaptado. Camile Triska. Curitiba de graça. 22/01/2021. Disponível em: https://curitibadegraca.com.br/curitiba-e-arte-o-que-foi-omovimento-paranista/)