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Questões de Concurso Comentadas sobre concordância verbal, concordância nominal em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 8.398 questões

Q3016147 Português
Em qual alternativa a concordância verbal apresenta-se correta em todos os seus enunciados:
Alternativas
Q3015929 Português
Observa atentamente as orações e responde ao que se pede a continuação:

(1) Na frase: “Desejo que vocês sejam felizes”. Há uma oração subordinada substantiva objetiva indireta.
(2) Na frase: “O vereador da cidade”. É um exemplo de tautologia.
(3) Na frase: "Faz dez dias que não faço exercícios físicos." Há erros de concordância verbal.
(4) Na frase: “Ele tem olhos castanhos-escuro”. O plural das cores está correto.
(5) Na frase: “Segundo os integrantes da bancada governista, não é aconselhável votar o texto às pressas”. O uso de crase está adequado.
(6) Na frase: “Maria nasceu há dez dias atrás”. Há uma redundância.


A sequência com todas as proposições corretas são: 
Alternativas
Q3015160 Português
Assinale a alternativa correta quanto à concordância verbal: 
Alternativas
Q3014216 Português
Quanto à concordância verbal, assinale (V) verdadeiro ou (F) falso e marque a alternativa correta.

( ) O sujeito sendo uma dessas expressões um e outro, nem um nem outro, o verbo concorda, de preferência, no plural.
( ) O verbo concorda no singular com o sujeito um ou outro.
( ) Quando, em orações adjetivas restritivas, o pronome que vem antecedido de um dos, ou expressão análoga, o verbo da oração adjetiva flexiona-se, em regra, no plural.
( ) Mais de um, o verbo concorda, em regra, no singular. O plural será de rigor se o verbo exprimir reciprocidade, ou se o numeral for superior a um.
( ) Sendo o sujeito um dos pronomes interrogativos quais? quantos? ou um dos indefinidos alguns, muitos, poucos, etc., seguidos dos pronomes nós ou vós, o verbo concordará, por atração, com estes últimos, ou, o que é mais lógico, na 3ª pessoa do plural.
Alternativas
Q3010824 Português
Em todas as frases a concordância se fez corretamente, EXCETO em: 
Alternativas
Q3009344 Português
Leia as frases:

I. O homem vestia casaco e calça amarela.
II. O professor agiu com coragem e paciência admirável.
III. Encontramos na rua estranhos homens e mulheres.
IV. O quintal e a casinha estavam sujos.

Em relação à CONCORDÂNCIA entre os termos, está CORRETA:
Alternativas
Q3007810 Português

Visão do Correio: Lei Maria da Penha completa 18 anos sem comemoração

O país registrou alta de 0,8% no número de feminicídios em 2023, ante o total de 2022. As tentativas desse tipo de crime aumentaram em proporção ainda maior no mesmo período: 7,1%

Postado em 07/08/2024 06:00 

1 Completando 18 anos de sua sanção hoje, a Lei Maria da Penha é um inquestionável marco no enfrentamento à violência doméstica contra a mulher no Brasil, seja ela física, psicológica, sexual, patrimonial e/ou moral. Logo em seu primeiro título, o texto de 2006 ressalta que "cabe à família, à sociedade e ao poder público criar as condições necessárias para o efetivo exercício dos direitos enunciados" na legislação.

2 Os 18 anos da lei, no entanto, convivem com um cenário ainda muito cruel contra a mulher. De acordo com o mais recente Anuário Brasileiro de Segurança Pública, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e publicado no mês passado, o país registrou alta de 0,8% no número de feminicídios em 2023, ante o total de 2022. As tentativas desse tipo de crime aumentaram em proporção ainda maior no mesmo período: 7,1%.

3 A efeméride e os números deixam claro que a Lei Maria da Penha ainda é muito recente — mesmo que reconhecida internacionalmente por sua ampla redação. Chama a atenção como um problema social tão grave da sociedade brasileira só foi alvo de prevenção por meio de uma política pública específica há menos de duas décadas. Essa morosidade até a criação da legislação evidencia uma população que ainda mata ou tenta matar uma mulher a cada duas horas, simplesmente pela questão de gênero, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

4 A mudança da cultura violenta da sociedade brasileira, sobretudo dos homens, deve passar por uma transformação drástica de comportamento e pela intensificação do debate social sobre o tema, até mesmo promovendo atualizações constantes na Maria da Penha. Desde que foi criada, a lei recebeu adendos importantes, como a medida protetiva de urgência sem a necessidade de registro de boletim de ocorrência ou abertura de inquérito e o acompanhamento psicossocial do agressor.

5 Essas atualizações, na toada do "antes tarde do que nunca", são peças-chave do complexo quebra-cabeça da violência contra a mulher no Brasil. O fato de o descumprimento de medida protetiva se tornar crime no país somente em 2018 é representativo para o cenário. A morosidade do Legislativo para discutir e aprovar as necessárias atualizações da Maria da Penha e criar novas políticas públicas sobre o tema tem como fator principal a predominância de homens no Congresso Nacional. Apesar de formarem 48,52% da população nacional, conforme o Censo de 2022, eles ocupam 85% das cadeiras da Câmara dos Deputados e 81% das vagas do Senado Federal, segundo dados das próprias casas.

6 Toda jovialidade da Maria da Penha, representada por sua maioridade completada hoje, é refletida na sociedade. Parte dela ainda não entendeu que todos têm o dever, como deixa claro o primeiro título da legislação em vigor desde 2006, de combater a violência contra a mulher. É fundamental reafirmar mais uma vez que em briga de homem e mulher é preciso, sim, meter a colher.

7 Os indicadores acompanhados pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública destacam a necessidade de mudança comportamental da população brasileira — especialmente dos homens — para além dos 46 artigos da Lei Maria da Penha. Entre 2022 e 2023, o total de mulheres estupradas cresceu 5,5%; as ameaças contra elas aumentaram 16,5%; e as lesões corporais se intensificaram em cerca de 10%.

8 Se há crescimento nos mais diferentes indicadores de violência contra a mulher, é preciso refletir o papel da sociedade, não só do poder público, nesse contexto. Torna-se urgente o combate a cada flagrante e a denúncia a cada suspeita, independentemente de vínculos familiares, para o Brasil poder, de fato, ter o que comemorar no enfrentamento a esse tipo de crime.

Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/08/6914867-visao-do-correio-lei-maria-da-penha-completa-18-anos-sem-comemoracao.html

A relação harmônica entre os termos da oração contribui para a compreensão das ideias. Diante dos termos em destaque abaixo, os que apresentam uma relação de concordância nominal, entre si, estão na seguinte alternativa: 
Alternativas
Q3006953 Português
Assinale a alternativa correta quanto à concordância verbal.
Alternativas
Q3005903 Português
Menino que devolveu celular perdido para Polícia Militar ganha aparelho novo.

    Lucca Gabriel, de apenas 10 anos, encontrou um celular na rua em uma quintafeira, dia 7 de março, e na mesma hora procurou a Polícia Militar para devolver o aparelho. O caso aconteceu na cidade de Pato de Minas e a honestidade da criança comoveu a comunidade local.
    Segundo o 15º Batalhão da PM, que atende o município na região do Alto do Parnaíba, Lucca encontrou o objeto no chão, em frente a um ponto de ônibus no centro da cidade. Os agentes que receberam o menino no batalhão gravaram um vídeo ao lado dele, em que questionam o motivo da devolução. “Porque é provável de entregar”, respondeu Lucca explicando que assim o celular poderia voltar para o dono. “É o certo a se fazer”, finaliza sorrindo para a sargento Lorrane Neves, que fez as imagens.
    A agente falou sobre o momento e explicou o motivo da filmagem. “Quando o Lucca Gabriel se aproximou e disse querer entregar um celular que encontrou, naquele momento vi que era uma ação muito valorosa e que ela precisava ser difundida. A minha primeira intenção foi gravar essa ação para que atingisse o maior número de pessoas e servisse de exemplo, principalmente, para as crianças. Sou mãe há um ano e desejo que meu filho proceda da mesma forma que ele”, disse. 
    O caso repercutiu na internet e comoveu os moradores da cidade, que se voluntariaram para presenteá-lo pela ação. Uma escola estadual da cidade, onde o menino cursa o 5º ano do ensino fundamental, organizou uma cerimônia em sua homenagem, com participação dos policiais militares que presenciaram o momento. A mãe do menino também participou.
    Na ocasião, ele ganhou uma medalha simbólica de honra ao mérito, um celular novo doado pela paróquia do município e doces. “Mais positivo do que ele receber um aparelho celular, é ele entender que sua atitude é de um bom cidadão e que será referência para a comunidade escolar. Os demais colegas vão se espelhar no seu gesto”, afirmou o sargento Danilo Braga. 

Fonte: Menino que devolveu celular perdido para Polícia Militar ganha aparelho novo | CNN Brasil
Assinale a alternativa correta, com todas as mudanças necessárias, se passarmos o termo agente para o plural no período: A agente falou sobre o momento e explicou o motivo da filmagem.
Alternativas
Q2762317 Português
Considere as frases a seguir.
I. Férias é o periodo do ano que eu mais espero. II. Nem meu irmão nem minha irmã veio para a festa de aniversário. III. Fazem dias que eu trabalho sem qualquer pausa. IV. Mais de um jogador foi expulso da partida. V. Ex-chefes, familiares e amigos, ninguém conseguiu convencê-lo do contrário.
Há erro de concordância verbal APENAS em
Alternativas
Q2705916 Português
Texto II


Os perfumes da terra



Já falei do perfume de jasmim? Já falei do cheiro do mar. A terra é perfumada. E eu me perfumo para intensificar o que sou. Por isso não posso usar perfumes que me contrariem. Perfumar-se é uma sabedoria instintiva. E como toda arte, exige algum conhecimento de si própria. Uso um perfume cujo nome não digo: é meu, sou eu. Duas amigas já me perguntaram o nome, eu disse, elas compraram. E deram-me de volta: simplesmente não eram elas. Não digo o nome também por segredo: é bom perfumar-se em segredo.

Fonte: LISPECTOR, Clarice. Os perfumes da terra In : VASQUEZ, Pedro Karp (Org.). Todas as crônicas. Rio de Janeiro: Rocco, 2018. p. 140.
Substituindo a expressão em destaque em “Duas amigas já me perguntaram o nome, eu disse, elas compraram” por “uma amiga”, as  regras de concordância verbal são plenamente atendidas em:
Alternativas
Q2705908 Português
Texto I


O menino e o homem


       Quando chovia, no meu tempo de menino, a casa virava um festival de goteiras. Eram pingos do teto ensopando o soalho de todas as salas e quartos. Seguia-se um corre-corre dos diabos, todo mundo levando e trazendo baldes, bacias, panelas, penicos e o que mais houvesse para aparar a água que caía e para que os vazamentos não se transformassem numa inundação. [...]

        Naquele dia, assim que a chuva passou, fui como sempre brincar no quintal. Descalço, pouco me incomodando com a lama em que meus pés se afundavam, gostava de abrir regos para que as poças d'água, como pequeninos lagos, escorressem pelo declive do terreiro, formando o que para mim era um caudaloso rio. E me distraía fazendo descer por ele barquinhos de papel, que eram grandes caravelas de piratas. Desta vez, o que me distraiu a atenção foi uma fila de formigas a caminho do formigueiro, lá perto do bambuzal, e que o rio aberto por mim havia interrompido. As formiguinhas iam até a margem e, atarantadas, ficavam por ali procurando um jeito de atravessar. Encostavam a cabeça umas nas outras, trocando idéias, iam e vinham, sem saber o que fazer. Algumas acabavam tão desorientadas com o imprevisto obstáculo à sua frente que recuavam caminho, atropelando as que vinham atrás e estabelecendo na fila a maior confusão.

          Do outro lado, entre as que já haviam passado, reinava também certa confusão. Enquanto as que iam mais à frente prosseguiam a caminhada até o formigueiro, sem perceber o que acontecia à retaguarda, as ainda próximas do rio ficavam indecisas, indo e vindo por ali, junto à margem, pintando uma forma qualquer de ajudar as outras a atravessar.

            Resolvi colaborar, apelando para os meus conhecimentos de engenharia. Em poucos instantes construí uma ponte com um pedaço de bambu aberto ao meio, e procurei orientar para ela, com um pauzinho, a fila de formigas. Estava empenhado nisso, quando senti que havia alguém em pé atrás de mim. Uma voz de homem, que soou familiar aos meus ouvidos, perguntou:

          – Que é que você está fazendo?

         Sem me voltar, tão entretido estava com as formigas, expliquei o que se passava. Logo consegui restabelecer o tráfego delas, recompondo a fila através da ponte. O homem se agachou a meu lado, dizendo que várias formigas seguiam por um caminho, uma na frente de duas, uma atrás de duas, uma no meio de duas. E perguntou:

          – Quantas formigas eram?

        Pensei um pouco, fazendo cálculos. Naquele tempo eu achava que era bom em aritmética: uma na frente de duas faziam três; uma atrás de duas eram mais três; uma no meio de duas, mais três.

            – Nove! – exclamei, triunfante.

          Ele começou a rir e sacudiu a cabeça, dizendo que não: eram apenas três, pois formiga só anda em fila, uma atrás da outra.

           Então perguntei a ele o que é que cai em pé e corre deitado.

            – Cobra? – ele arriscou, enrugando a testa, intrigado.

            Foi a minha vez de achar graça:

           – Que cobra que nada! É a chuva – e comecei a rir também.

         – Você sabe o que é que caindo no chão não quebra e caindo n'água quebra?

          – Sei: papel.

          Gostei daquele homem: ele sabia uma porção de coisas que eu também sabia. Ficamos conversando um tempão, sentados na beirada da caixa de areia, como dois amigos, embora ele fosse cinquenta anos mais velho do que eu, segundo me disse. Não parecia. Eu também lhe contei uma porção de coisas. [...]

         – Fernando! – berrou o papagaio, imitando mamãe: – Vem pra dentro, menino! Olha o sereno! [...]

        O homem disse que tinha de ir embora – antes queria me ensinar uma coisa muito importante:

         – Você quer conhecer o segredo de ser um menino feliz para o resto da sua vida?

         – Quero – respondi.

        O segredo se resumia em três palavras, que ele pronunciou com intensidade, mãos nos meus ombros e olhos nos meus olhos:

          – Pense nos outros.

        Na hora achei esse segredo meio sem graça. Só bem mais tarde vim a entender o conselho que tantas vezes na vida deixei de cumprir. Mas que sempre deu certo quando me lembrei de segui-lo, fazendo-me feliz como um menino.

         O homem se curvou para me beijar na testa, se despedindo: –
       
        Quem é você? – perguntei ainda.

        Ele se limitou a sorrir, depois disse adeus com um aceno e foi-se embora para sempre.



SABINO, Fernando. Disponível em: O menino e o homem. https://ima-rs.com.br/wp-content/uploads/2018/11/7o.-ano-O-Menino-no-Espelho-Fernando-Sabino.pdf. Acesso em: 22 mar. 2024, com adaptações.
No fragmento “O homem se agachou a meu lado, dizendo que várias formigas seguiam por um caminho, uma na frente de duas, uma atrás de duas, uma no meio de duas”, a flexão do verbo em destaque se justifica pela concordância com:
Alternativas
Q2687106 Português
O texto a seguir contextualiza a questão. Leia-o atentamente.

Avançar na leitura e na cidadania

    Se é verdade que “nada está no intelecto sem antes ter passado pelos sentidos” (Aristóteles), a maioria dos alunos brasileiros está deixando de absorver conhecimento por meio da leitura.
    No Brasil, 66% dos estudantes de 15 e 16 anos não leem textos com mais de dez páginas, segundo levantamento do Centro de Pesquisas em Educação, Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede).
    O baixo índice está ligado a diversos fatores pedagógicos e socioeconômicos, que não propiciam ambiente nem tempo hábil para se dedicar aos livros. Falta ainda estímulo por parte das famílias e das escolas, o que é reforçado pelo sucateamento das bibliotecas em instituições públicas de ensino.
    Enquanto a máxima aristotélica que abre este texto se concentra no conhecimento individual, uma frase de Monteiro Lobato coloca a leitura no contexto da coletividade: “Uma nação se faz com homens e livros”. Nesse sentido, o Brasil tem muito a avançar. O mesmo levantamento do Iede aponta que, no Chile, o normal é os alunos lerem mais de cem páginas por ano, em média.
    Tais ideias do filósofo grego e do escritor brasileiro merecem ser reacendidas para enfrentarmos o desafio de estimular o hábito da leitura mais densa em um mundo conectado. As faixas etárias usadas como base para a pesquisa do Iede correspondem à dos nativos digitais, que praticamente nasceram com um dispositivo que tem acesso à internet nas mãos.
    O estímulo à leitura só pode ser feito por meio de políticas consistentes de acesso nas escolas e comunidades, incentivo a bibliotecas e promoção de eventos literários. A própria internet pode ser usada como ferramenta para despertar o interesse pelos livros.
    Ler é ampliar o vocabulário, a fluência verbal e a cultura geral, aproximando o indivíduo das possibilidades do mundo acadêmico e do mercado de trabalho.
    Mas o mais nobre benefício está na promoção da cidadania, a partir do momento em que o leitor conhece seus direitos. Tudo aquilo que estruturas rígidas de poder querem manter sob as sombras, em códigos que poucos podem decifrar.

(Disponível em: https://www.otempo.com.br. Acesso em: 04/03/2024.)
Sobre a concordância verbal no seguinte trecho “[...] a maioria dos alunos brasileiros está deixando de absorver conhecimento por meio da leitura.” (1º§), assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q2675102 Português

No cartaz da empresa “Algodão Doce”, percebe-se um erro de concordância do verbo “admite-se”. Aponte a alternativa que também apresenta um ERRO de concordância verbal.

Alternativas
Q2665282 Português
Texto para a questão.






Internet: <desenvolvimentosocial.sp.gov.br> (com adaptações).
Assinale a alternativa correta em relação aos aspectos linguísticos do texto. 
Alternativas
Q2657993 Português
A AMEAÇA DOS ULTRAPROCESSADOS


Eles já correspondem a um quarto das calorias que comemos. Estão relacionados a diversas doenças, como ansiedade, depressão e 25 tipos de câncer. E matam 57 mil pessoas por ano só no Brasil. Entenda como a indústria alimentícia manipula nosso paladar e nos vicia em produtos nocivos.


Por Tiago Cordeiro e Bruno Garattoni


Atualizado em 28 de maio de 2024, às 19h27. Publicado em 17 de maio de 2024, às 10h00


          Qual foi a última coisa que você comeu? Há boas chances de que tenha sido algo ultraprocessado – ou seja, que é o resultado de uma sequência de técnicas industriais, com a adição de ingredientes artificiais, substâncias que modificam o sabor e processos que alteram as propriedades físicas e químicas do alimento.

       Os ultraprocessados já correspondem a 25% de todas as calorias consumidas no Brasil, de acordo com um estudo do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens) da USP.

        É bastante coisa, e está aumentando: há apenas seis anos, 19,6% das calorias que ingerimos vinham dos ultraprocessados. Em outros países, o cenário é ainda mais impressionante: nos EUA, 55,5% das calorias consumidas pela população vêm de ultraprocessados; na Inglaterra, são 56,8% e no Canadá, 48%.

       Os ultraprocessados conquistaram o mundo porque custam pouco e, embora não sejam exatamente deliciosos, costumam ter altos níveis de sal, açúcar e gordura, três ingredientes extremamente atraentes para o paladar humano. Mas eles também têm outro lado: podem estar relacionados a uma série de doenças.

         O consumo de ultraprocessados está associado a maior risco de 25 tipos de câncer, como descreveu um levantamento que acompanhou 521 mil pessoas, de 10 países europeus, ao longo de uma década.

    Esse (mau) hábito alimentar também está relacionado a depressão, ansiedade e declínio cognitivo, como apontou um relatório produzido pela ONG americana Sapien Labs.

        Ao avaliar a rotina alimentar e o estado de saúde de quase 300 mil pessoas em 70 países, ela concluiu que 53% das pessoas que se alimentam de ultraprocessados várias vezes ao dia relatam sofrer de problemas relacionados à saúde mental – contra 18% dos entrevistados que raramente procuram por esse tipo de comida.

      Os danos são generalizados. “No geral, foram encontradas associações diretas entre a exposição a alimentos ultraprocessados e 32 parâmetros de saúde que abrangem mortalidade, câncer e resultados de saúde mental, respiratório, cardiovascular, gastrointestinal e metabólico”, resumem especialistas de diversas instituições importantes, incluindo a Universidade Johns Hopkins, a Universidade de Sydney, e a Universidade de Sorbonne, em um trabalho que avaliou 45 outros estudos sobre alimentos ultraprocessados, envolvendo 9,9 milhões de pessoas ao todo.

         Essa análise apontou que a maior ingestão de ultraprocessados está associada a um aumento de 50% no risco de morte por doenças cardiovasculares, de 48% a 53% mais risco de desenvolver transtornos mentais, e 12% mais probabilidade de sofrer diabetes tipo 2.

      Tem mais. Os ultraprocessados causam 57 mil mortes prematuras por ano no Brasil, como estima um estudo elaborado por pesquisadores das USP, da Fiocruz, da Unifesp e da Universidade de Santiago (Chile).

        É isso mesmo. Eles matam mais gente, a cada ano, do que os acidentes de trânsito (que vitimam em torno de 30 mil pessoas), ou os homicídios (39.500 mortes no ano passado).

[...] 


Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/a-ameaca-dos-ultraprocessados/. Acesso em: 11 jun. 2024.

Do ponto de vista dos processos de formação de palavras, da pontuação e da concordância, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q2657398 Português
Observe os períodos a seguir, quanto à concordância verbal e nominal e identifique o único que respeita os preceitos de norma culta.
Alternativas
Q2654563 Português
Concordância verbal é o mecanismo sintático que determina como o verbo deve alterar sua forma para se ajustar ao sujeito da oração, bem como certas regras específicas de concordância.
Analise e identifique a única alternativa em que a concordância verbal segue os preceitos gramaticais de norma culta.
Alternativas
Q2649906 Português

Texto para responder à questão.


Saúde Mental


      A saúde mental não se limita apenas ao que sentimos individualmente. Ela é uma rede de fatores relacionados. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Saúde Mental pode ser considerada um estado de bem-estar vivido pelo indivíduo, que possibilita o desenvolvimento de suas habilidades pessoais para responder aos desafios da vida e contribuir com a comunidade.

      O bem-estar de uma pessoa não depende apenas do aspecto psicológico e emocional, mas também de condições fundamentais, como saúde física, apoio social, condições de vida. Além dos aspectos individuais, a saúde mental é também determinada pelos aspectos sociais, ambientais e econômicos.

      A saúde mental não é algo isolado, é também influenciada pelo ambiente ao nosso redor. Isso significa que deve-se considerar que a saúde mental resulta da interação de fatores biológicos, psicológicos e sociais. Pode-se afirmar que a saúde mental tem características biopsicossociais.

      Entender a saúde mental como algo que envolve o corpo, as emoções e a forma como interagimos ajuda a ver que todos têm um papel importante em cuidar do bem-estar de todos, cuidando de nós mesmos e apoiando uns aos outros.


(Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-mental.) 

Considere a frase: "A saúde mental não é algo isolado, é também influenciada pelo ambiente ao nosso redor". Analise as seguintes reescritas da frase original e identifique a que mantém a correta concordância, coesão e estrutura semântica: 
Alternativas
Q2649860 Português
Assinale a alternativa que apresenta concordância nominal correta. 
Alternativas
Respostas
1101: A
1102: B
1103: B
1104: B
1105: B
1106: C
1107: C
1108: B
1109: A
1110: C
1111: D
1112: A
1113: D
1114: B
1115: B
1116: E
1117: A
1118: C
1119: B
1120: A