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Questões de Concurso Comentadas sobre concordância verbal, concordância nominal em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 8.352 questões

Q85343 Português
A média universal do Índice de Desenvolvimento Humano
aumentou 18% desde 1990. Mas a melhora estatística está
longe de animar os autores do Relatório de 2010. Eles argumentam
que, embora os números reflitam avanços em determinadas
áreas, o mundo continua a conviver com problemas
graves, que exigem uma nova perspectiva política.

O cenário apresentado pelo Relatório não é animador. O
documento adverte que, nestes 20 anos, parte dos países enfrentou
sérios problemas, sobretudo na saúde, anulando em alguns
anos os ganhos de várias décadas. Além disso, o crescimento
econômico tem sido desigual. Os padrões de produção
e consumo atuais são considerados inadequados.

Embora não queira apresentar receitas prontas, o Relatório
traça caminhos possíveis. Entre eles, o reconhecimento da
ação pública na regulação da economia para proteger grupos
mais vulneráveis. Outro aspecto ressaltado é a necessidade de
considerar pobreza, crescimento e desigualdade como temas
interligados. "Crescimento rápido não deve ser o único objetivo
político, porque ignora a distribuição do rendimento e negligencia
a sustentabilidade do crescimento", informa o texto.

Um aspecto importante revelado pelo Relatório é que
muitas das ações para melhoria da saúde e da educação não
necessitam de grande investimento financeiro. Isso está mais
presente sobretudo onde os indicadores são ruins. "Numa
primeira etapa, medidas simples como inclusão do soro caseiro
e lavagem das mãos já trazem impacto relevante", avalia Flávio
Comim, economista do Programa das Nações Unidas para o
Desenvolvimento.


(Adaptado de Lígia Formenti. O Estado de S. Paulo, A30 Vida,
5 de novembro de 2010)

A frase em que a concordância verbal e nominal está inteiramente respeitada é:
Alternativas
Q85092 Português
                          Leis religiosas e leis civis


     As leis religiosas têm mais sublimidade; as leis civis  dispõem de mais extensão.
     As leis de perfeição, extraídas da religião, têm por objeto  mais a bondade do homem que as segue do que a da sociedade  na qual são observadas; ao contrário, as leis civis versam  mais sobre a bondade moral dos homens em geral do que  sobre a dos indivíduos.
     Deste modo, por respeitáveis que sejam os ideais que  nascem imediatamente da religião, não devem sempre servir de  princípio às leis civis, porque é outro o princípio destas, que é o  bem geral da sociedade.

                                                                                                         (Montesquieu, Do espírito das leis)

O verbo indicado entre parênteses deverá ser flexionado numa forma do plural para preencher de modo correto a lacuna da frase:
Alternativas
Q85083 Português
                                       Pensando os blogs


        Há não muito tempo, falava-se em imprensa escrita,  falada e televisada quando se desejava abarcar todas as possibilidades da comunicação jornalística. Os jornais e as  revistas, o rádio e a televisão constituíam o pleno espaço público das informações. Tinham em comum o que se pode chamar de "autoria institucional": dizia-se, por exemplo, que tal notícia "deu no Diário Popular", ou "foi ouvida na rádio Cacique", ou "passou no telejornal da TV Excelsior". Funcionava  como prova de veracidade do fato.
       Hoje a autoria institucional enfrenta séria concorrência  dos autores anônimos, ou semi-anônimos, que se valem dos  recursos da internet, entre eles os incontáveis blogs. Considerados uma espécie de cadernos pessoais abertos, os blogs  possibilitam intervenção imediata do público e exploram em seu
espaço virtual as mais distintas formas de linguagem: textos, desenhos, gravuras, fotos, músicas, vídeos, ilustrações, reportagens, entrevistas, arquivos importados etc. etc. A novidade maior dos blogs está nessa imediata conexão que podem realizar entre o que seria essencialmente privado e o que seria  essencialmente público. Até mesmo alguns velhos jornalistas mantêm com regularidade esses espaços abertos da internet, sem prejuízo para suas colunas nos jornais tradicionais. A diferença é que, em seus blogs, eles se permitem  depoimentos subjetivos e apreciações pessoais que não teriam
lugar numa Folha de S. Paulo ou num O Globo, por exemplo. São capazes de narrar a cerimônia de posse do presidente da República incluindo os apartes e as impressões dos filhos  pequenos que também acompanhavam e comentavam o evento.
      Qualquer cidadão pode resolver sair da casca e dizer ao  mundo o que pensa da seleção brasileira, ou da mulher que o abandonou, ou da falta de oportunidades no seu ramo de negócio. Artistas plásticos trocam figurinhas em seus blogs diante de um largo público de espectadores, escritores adiantam um capítulo do próximo romance, um músico resolve divulgar sua nova canção já  acompanhada de cifras para acompanhamento no violão. É só abrir um espaço na internet.
      Outro dia, num blog de algum sucesso, o autor gabava-se de promover democraticamente, entre os incontáveis seguidores seus, uma discussão sobre as mesmas questões que preocupavam a roda fechada e cerimoniosa dos filósofos companheiros de Platão. Isso sim, argumentava ele, é que é um
diálogo verdadeiro. Tal atrevimento supõe que quantidade implicaria qualidade, e que democracia é uma soma infinita das impressões e opiniões de todo mundo...
      Não importa a extensão das descobertas tecnológicas, sempre será imprescindível a atuação do nosso espírito crítico diante de cada fato novo que se imponha à nossa atenção.


                                                                                                                    (Belarmino Braga, inédito)

As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas na frase:
Alternativas
Q85031 Português
Embora pudesse estar estampada na primeira página de um jornal, a manchete fictícia que traz deslize quanto à concordância verbal é:
Alternativas
Q84670 Português
Até alguns anos atrás, a palavra biodiversidade era
quase incompreensível para a maioria das pessoas. Hoje, se
ainda não chega a ser um tema que se discuta nos bares, vem
se incorporando cada vez mais na sociedade em geral. Tudo
indica que a variedade de espécies de plantas, animais e
insetos de uma determinada área começa a ser uma
preocupação geral ? a ponto de a ONU considerar 2010 o Ano
Internacional da Biodiversidade.
Mas, ainda que seja um assunto cada vez mais popular,
convencer governos e sociedades de que a biodiversidade tem
importância fundamental para a espécie humana e para o
próprio planeta é uma perspectiva remota. Afinal, a quantidade
de espécies aparentemente não influencia a vida profissional,
social e econômica de quem está mergulhado nas decisões
mais prosaicas do dia a dia.
Como diz Ahmed Djoghlaf, secretário-executivo da 10a
Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade
Biológica, o objetivo desse encontro é "desenvolver um novo
plano estratégico para as próximas décadas, incluindo uma
visão para 2050 e uma missão para a biodiversidade em 2020."
Talvez seja um discurso um pouco vago devido à
urgência dos fatos: nunca, na história do planeta, registrou-se
um número tão grande de espécies ameaçadas. Diariamente,
100 delas entram em processo de extinção e calcula-se que nos
próximos 20 anos mais de 500 mil serão varridas definitivamente
do globo. Tudo isso ocorre, na maior parte, graças à
intervenção humana.
Nessas espécies encontra-se um vasto e generoso
banco genético, cuja exploração ainda engatinha, capaz de
fornecer as mais diferentes soluções para questões humanas
eminentes. Esse fato poderia constituir argumento suficiente
para a preservação das espécies e das áreas em que elas se
encontram. No entanto, o raciocínio conservacionista tem sido
puramente contábil: quanto vale a biodiversidade, qual é o
prejuízo que representa sua diminuição e que investimento é
necessário para mantê-la. Nessa contabilidade, o que entra é
um valor atribuído aos "serviços" ambientais que os biomas
oferecem - como a purificação do ar e da água, o fornecimento
de água doce e de madeira, a regulação climática, a proteção a
desastres naturais, o controle da erosão e até a recreação. E a
ONU avisa: mais de 60% desses serviços estão sofrendo
degradação ou sendo consumidos mais depressa do que
podem ser recuperados.

(Roberto Amado. Revista do Brasil, outubro de 2010, pp. 28-
30, com adaptações)

Com a substituição do segmento grifado pela expressão entre parênteses no final da transcrição, o verbo que deverá ser mantido no singular está em:
Alternativas
Q83602 Português

Os fragmentos contidos no item seguinte, na ordem em que são apresentados, são trechos sucessivos e adaptados do livro Visão do Paraíso, de Sérgio Buarque de Holanda (São Paulo: Brasiliense, 2000, p. 315-25). Julgue-o quanto à correção gramatical.


Logo que a notícia chegou aos navios, foi como se uma verdadeira graça dos céus caísse sobre aqueles homens, nem faltou quem se sentisse curado só com ver as frutas.

Alternativas
Q83601 Português

Os fragmentos contidos nos itens seguintes, na ordem em que são apresentados, são trechos sucessivos e adaptados do livro Visão do Paraíso, de Sérgio Buarque de Holanda (São Paulo: Brasiliense, 2000, p. 315-25). Julgue-os quanto à correção gramatical.


Só mesmo o apelo ao sobrenatural pode justificar o dom com que parecem dotados aqui os ares e os astros de extirparem um mal tão danado.

Alternativas
Q83600 Português

Os fragmentos contidos nos itens seguintes, na ordem em que são apresentados, são trechos sucessivos e adaptados do livro Visão do Paraíso, de Sérgio Buarque de Holanda (São Paulo: Brasiliense, 2000, p. 315-25). Julgue-os quanto à correção gramatical.


Bons céus, constelações felizes, são atributos, esses, tão inevitáveis quanto os dos bons ares das narrativas elogiosas que os viajantes devotavam às terras ignotas.

Alternativas
Q83599 Português

Os fragmentos contidos nos itens seguintes, na ordem em que são apresentados, são trechos sucessivos e adaptados do livro Visão do Paraíso, de Sérgio Buarque de Holanda (São Paulo: Brasiliense, 2000, p. 315-25). Julgue-os quanto à correção gramatical.


Era coisa sabida que a ausência de tais enfermidades revelava não achar-se o ar corrupto nestes lugares pela ação da humidade e da podridão.

Alternativas
Ano: 2010 Banca: IF-PR Órgão: IF-PR Prova: IF-PR - 2010 - IF-PR - Assistente Administrativo |
Q3005588 Português

Assinale a alternativa que está de acordo com as regras de concordância da língua padrão.

Alternativas
Ano: 2010 Banca: FUNDATEC Órgão: CRA-RS Prova: FUNDATEC - 2010 - CRA-RS - Fiscal |
Q2969900 Português

Instrução: As questões de números 01 a 12 referem-se ao texto abaixo.


A teoria da incomodação zero


01 Os homens se distinguem dos animais, não porque ____ consciência, já afirmavam teorias

02 sociológicas do fim do século 19, mas porque produzem as condições de sua própria existência. Estas

03 condições são, em grande parte, oriundas do trabalho, que sempre fez parte da vida humana. Contudo,

04 desde que surge a propriedade privada capitalista, a relação de trabalho estabelecida entre empregador e

05 empregado passou por muitas transformações. O trabalho consistia em sinônimo de segurança, de um

06 ambiente ordenado, regular, confiável e duradouro. Em uma época não tão distante, o imediatismo não

07 figurava como valor maior, e a lógica do trabalho se assemelhava a uma construção: tijolo __ tijolo, andar

08 __ andar, no trabalho lento, que findava com uma obra sólida e firme – a carreira.

09 Mas hoje o status do trabalho parece estar subvertido ou, ao menos, tem se revestido de

10 características muito distintas das de outrora. O sociólogo polonês Zigmunt Bauman nos revela que o novo

11 perfil do trabalhador, buscado pelas empresas, não é mais exatamente aquele que prima por um sujeito

12 íntegro, enraizado em valores, com princípios e tradições sólidas. O mais novo filtro utilizado nesta

13 escolha é de outra natureza. De acordo com Bauman, desde 1997, usa-se nos EUA uma expressão que

14 designa o perfil de trabalhador que o mercado procura, o chamado “chateação zero”. A expressão cômica,

15 mas extremamente reveladora, nos mostra que o trabalhador que possuir menos fatores potenciais para

16 chatear ou incomodar a empresa durante o seu labor será aquele com maior chance de conseguir a vaga.

17 Por exemplo, um sujeito dotado de família e filhos tem o seu nível de chateação elevado, pois

18 provavelmente não terá tanta flexibilidade para aceitar tarefas em qualquer horário ou local.

19 Ora, se você é um empregado que ousa questionar as relações e que procura cumprir as suas

20 obrigações, cobrando dos demais o mínimo de responsabilidade, saiba que você possui um nível de

21 chateação elevadíssimo. Vantajoso é ser alguém descomprometido com a realidade social, com laços

22 afetivos frágeis e que possa estar sempre à disposição. A preferência é por “empregados ‘flutuantes’,

23 acríticos, descomprometidos, flexíveis, ‘generalistas’ e, em última instância, descartáveis (do tipo ‘pau

24 pra toda obra’, em vez de especializados e submetidos a um treinamento estritamente focalizado)”,

25 afirma Bauman. O mercado de trabalhadores é também um mercado de produtos.

26 Neste ambiente “líquido-moderno”, estendemos o retrato da prática do consumo para as demais

27 instâncias da vida, como parece ocorrer com as atividades do trabalho. Uma predileção pela facilidade,

28 desprendimento e individualização. Um produto é comprado, usado até perder o valor e depois

29 descartado, pois uma imensidão de outros estará __ disposição. O trabalhador assume, enfim, o status de

30 descartável. Incomodando zero, disponível sempre e criticando nunca.


(Salbego, Solange. Zero Hora, 21-02-2010 – adaptação)

Em relação ao preenchimento da lacuna da linha 01 pelo verbo ter, são feitas as seguintes afirmações:


I. Poderia ser preenchida pela forma verbal têm, atendendo a regras de concordância verbal.

II. Para manter a correção do período, o verbo assumiria a forma tem.

III. Visando manter a correta relação com as demais frases do período, deveria ser flexionado no presente do indicativo.

IV. Considerando as demais frases que compõem o período, deveria ser flexionado no pretérito imperfeito do indicativo.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2943555 Português

RECOMEÇOS PASSADOS E PRESENTES


01 ____ Em 2010 completam-se 100 anos da morte de Joaquim Nabuco e Brasília faz cinquenta anos. São duas efemérides

02 que dizem dos destinos da pátria de forma semelhante – ambas têm a ver com recomeços, ou tentativas de recomeço. Lembrar

03 de Nabuco é lembrar da abolição da escravatura, movimento do qual ele foi talvez o principal dos agentes, e com certeza o

04 mais elegante. Com a abolição pretendeu-se um recomeço. Com Brasília, 72 anos depois da abolição, pretendeu-se outro. Era a

05 aurora de um país destemido, porque avançava por sertões ignotos; dinâmico, porque ousara um empreendimento que só em

06 sonho outros ousariam; justo, porque na nova capital as diferenças de classe e de hierarquia se dissolveriam na homogeneidade

07 das superquadras e das vias expressas; e moderno, porque os terrenos baldios daquele naco do Planalto Central seriam

08 preenchidos por uma arquitetura de riscos deslumbrantemente avançados.

09 ____ Joaquim Nabuco (1849-1910) forma, com José Bonifácio, o Patriarca da Independência (1763-1838), a dupla de

10 maiores estadistas da história do Brasil. Eles merecem esse título não só pelo que fizeram, mas também pela ideia geral que os

11 movia – a ideia rara, lúcida e generosa de construção de uma nação. José Bonifácio está fora das datas redondas que serão

12 lembradas neste ano, mas é outro que personifica um recomeço – merece uma carona neste texto, por isso. Ele personifica a

13 independência, assim como Nabuco personifica a abolição. Ambos venceram, no sentido de que, em grande parte pelas

14 manobras de Bonifácio, o Brasil em 1822 se tornou independente, assim como, em grande parte pela pregação de Nabuco, a

15 escravidão foi legalmente abolida em 1888. Ambos perderam, porém, no que propunham como sequência necessária de tais

16 objetivos.

17 ____ Bonifácio ousou querer dotar o jovem estado brasileiro de um povo. Ora, um povo não podia ser formado por uma

18 sociedade dividida entre senhores e escravos. Daí que, três gerações antes de Nabuco, ele já propusesse a abolição da

19 escravidão. Falaram mais alto os interesses dos traficantes e dos senhores de escravos. Nabuco, se pegou a fortaleza escravista

20 já mais desgastada, pronta para o assalto final, não teve êxito na segunda parte de sua pregação: a distribuição de terras entre os

21 antigos escravos (ele dizia que a questão da “democratização do solo” era inseparável da emancipação) e o investimento num

22 sistema de educação abrangente o bastante para abrigá-los. Tal qual o de José Bonifácio, o recomeço pretendido por Nabuco

23 ficou pela metade.

24 ____ Que dizer do recomeço representado por Brasília? Há versões segundo as quais, entre os motivos que levaram o

25 presidente Juscelino Kubitschek a projetá-la, estaria a estratégia de fugir da pressão popular presente numa metrópole como o

26 Rio de Janeiro. Uma espúria síndrome de Versalhes contaminaria, desse modo, as nobres razões oficiais para a mudança da

27 capital. Mais perverso que a eventual mancha de origem, no entanto, é o destino que estava reservado à “capital da esperança”.

28 Meros quatro anos depois de inaugurada, ela viraria, com seu isolamento dos grandes centros e suas avenidas tão propícias à

29 investida dos tanques, a capital dos sonhos da ditadura militar. Hoje, é identificada com a corrupção e a tramoia. Pode ser

30 injusto. Falta demonstrar que, em outra cidade, a corrupção e a tramoia teriam curso menos desimpedido. Não importa. Para a

31 desgraça de Brasília, o estigma grudou-lhe na pele.

32 ____ “Falo, falo, e não digo o essencial”, costumava escrever Nelson Rodrigues. O essencial é o seguinte: nunca antes neste

33 país houve um governo tão imbuído da ideia de que veio para recomeçar a história. Embalado por um lado em seus próprios

34 mitos, e por outro em festivos, se não interesseiros, louvores internacionais, chega a esta quadra acreditando que preside a uma

35 inédita mudança de estruturas, na ordem interna, ao mesmo tempo em que é premiado com uma promoção pela comunidade

36 internacional. Assim como ocorreu pelo menos duas vezes, em décadas recentes – com o “desenvolvimentismo” de JK e com o

37 “milagre econômico” dos militares –, propaga-se a ideia de que “desta vez vai”. A noção de que se está reinaugurando o país

38 traz o duplo prejuízo de poder ser interpretada como um embuste, de um lado, e induzir ao autoengano, de outro. Não há

39 refundação possível. Raras são as oportunidades de recomeço. O poder das continuidades é sempre maior.

40 ____ P.S.: É ano novo. Bom recomeço, para quem acredita neles.


TOLEDO, R. P. Recomeços Passados e Presentes. Veja. São Paulo, ed. 2146, ano 43, n. 1, p. 102, 06 jan. 2010.

Na frase “Falaram mais alto os interesses dos traficantes e dos senhores de escravos” (𝓁. 19), a concordância é considerada aceitável pela gramática normativa porque:

Alternativas
Ano: 2010 Banca: FCC Órgão: MPE-SE Prova: FCC - 2010 - MPE-SE - Analista - Biblioteconomia |
Q2933572 Português
not valid statement found

Há uma transgressão das normas de concordância verbal na frase:

Alternativas
Q2904463 Português

Levando em consideração a concordância nominal, assinale a alternativa que está INCORRETA:

Alternativas
Q2891000 Português

Leia o texto a seguir e responda às questões de nº 01 a 10.


Língua PORTUGUESA: MODO DE USAR


Há muito tempo me fascina a língua portuguesa falada e es-

crita nos hospitais, por médicos, enfermeiros, pacientes, ajudan-

tes diversos, visitas. Em 2006, publiquei um artigo sobre as bulas,

onde dizia: "As bulas de remédios são inúteis para os consumido-

5 res. Além de trazerem informações desnecessárias e assustado-

ras; vêm carregadas de advertências· confusas, que podem aba-

lar a confiança que os clientes têm nos médicos. O objetivo é for-

necer argumentos aos advogados dos laboratórios' em eventuais

ações judiciais. Os consumidores que se danem". E acrescenta-

10 va, então, que "a bula deveria prestar informações indispensáveis

aos consumidores. Mas não o faz com eficiência. A primeira difi-

culdade é o tamanho das letras. Quem lê as bulas? Quase sem-

pre pessoas mais velhas. Ou porque tomam aqueles remédios ou

porque vão administrá-los a quem, mesmo sabendo ler, não en-

15 tenderia o que ali vai escrito. Os laboratórios não pensaram nisso

ao escolher letras tão pequeninas; Ou pensaram e quiseram eco-

nomizar papel. Seus cons􀌳ltores diriam "otimizar recursos".

Pois agora a Agência Nacional de Saúde (Anvisa) definiu um

novo modelo para as bulas. A resolução prescreve que deverão

20 ser impressas em letras Times New Roman, corpo 10, isto é, qua

se o dobro do atualmente usado. E terão um tipo de informações

para os pacientes e outra para os profissionais. Foram incluídas

também nove perguntas respondidas·, que explicam quais as indi-

cações do remédio e quais os males que ele pode causar.

25___Um remédio que tomo com frequência vem com o seguinte avi-

so: "Atenção fenilcetonúricos: contém fenilalanina".A maioria dos di-

donários comete o mesmo erro das bulas: tudo é explicado, nada é

entendido. "É uma doença devida a um defeito congênito do metabo-

lismo da fenilalanina, ou seja, digestão inadequada de um dos ele-

30 mentos da proteína do leite. Também se chama idiotia fenilpirúvica".

Assim diz a melhor explicação dos dicionáriós que consultei. Quanto

à Anvisa, está de parabéns, o que, aliás, negou a este professor e

escritor, um dos primeiros a se insurgir, na mídia, contra o descaso

que os laboratórios têm com os cidadãos que tomam remédios. Ali-

35 ás, os marqueteiros diriam clientes para os primeiros e produtos para

os segundos. Os eufemismos imperam em todo o meio. Em vez de

"este remédio pode matar" lemos "o produto pode causar óbito".

(Deonísio da Silva, Jornal do Brasil, 18 de setembro de 2009, adaptado)

"Há muito tempo me fascina a língua portuguesa falada e escrita nos hospitais..." (l.1/2) quanto à concordância e em relação ao emprego do verbo fazer, está incorreta a frase:

Alternativas
Q2888681 Português

TEXTO: asdasdasdasdasdasdasdasdasdasdasdasdasdsasdasdasdasdadsasd


a Convivas de boa memória


sdaHá dessas reminiscências que não descansam antes que a pena ou a língua as publique. Um antigo dizia arrenegar de conviva que tem boa memória. A vida é cheia de tais convivas, e eu sou acaso um deles, conquanto a prova de ter a memória fraca seja exatamente não me acudir agora o nome de tal antigo; mas era um antigo, e basta.

sdaNão, não, a minha memória não é boa. Ao contrário, é comparável a alguém que tivesse vivido por hospedarias, sem guardar delas nem caras nem nomes, e somente raras circunstâncias. A quem passe a vida na mesma casa de família, com os seus eternos móveis e costumes, pessoas e afeições, é que se lhe grava tudo pela continuidade e repetição. Como eu invejo os que não esqueceram a cor das primeiras calças que vestiram! Eu não atino com a das que enfiei ontem. Juro só que não eram amarelas porque execro essa cor; mas isso mesmo pode ser olvido e confusão.

sdaE antes seja olvido que confusão; explico-me. Nada se emenda bem nos livros confusos, mas tudo se pode meter nos livros omissos. Eu, quando leio algum desta outra casta, não me aflijo nunca. O que faço, em chegando ao fim, é cerrar os olhos e evocar todas as coisas que não achei nele. Quantas ideias finas me acodem então! Que de reflexões profundas! Os rios, as montanhas, as igrejas que não vi nas folhas lidas, todos me aparecem agora com as suas águas, as suas árvores, os seus altares, e os generais sacam das espadas que tinham ficado na bainha, e os clarins soltam as notas que dormiam no metal, e tudo marcha com uma alma imprevista.

sdaÉ que tudo se acha fora de um livro falho, leitor amigo. Assim preencho as lacunas alheias; assim podes também preencher as minhas.


(Assis, de Machado. Dom Casmurro – Editora Scipione – 1994 – pág. 65)

Na construção de uma das opções abaixo foi empregada uma forma verbal que segue o mesmo tipo de uso do verbo “haver” em “Há dessas reminiscências que não descansam...” (1º§). Assinale-a:

Alternativas
Q2882634 Português

SINGRANDO OS ARES

01 Esta vida airada de saltimbanco das letras ainda me mata.

02 Quando comecei a perpetrar meus livros, os escritores apenas escreviam. Hoje - é o que penso resignadamente, enquanto

03 afivelo o cinto e observo os letreiros de "não fumar" -, há períodos em que o escritor trabalha como funcionário do

04 departamento de vendas da editora e, nesse esforçado mister, às vezes viaja tanto que volta e meia, ao despertar num aposento

05 estranho, leva um certo tempo para descobrir em que cidade está. E eis-me de volta a um avião.

06 Nada como este avião, para lembrar como sou antigo. Tenho a impressão de que, se contasse o que eram as viagens de avião

07 dos velhos tempos, ia ser tido na conta de mentiroso. Escolha de menus na classe econômica, talheres de metal, pratos de

08 louça, refeições quentinhas, precedidas por aperitivos e acompanhadas por vinhos [...].

09 Ninguém pensava em problemas de segurança, não havia a revista e a inspeção a que hoje os passageiros têm de submeter-se.

10 Lembro com um arrepio o dia em que, por eu me encaixar à perfeição num tal perfil do terrorista que algum órgão de

11 segurança americano criou, quiseram me levar em cana em Chicago e quase levam mesmo, tendo os orixás me salvado pelo

12 gongo. E, desse tempo para cá, as coisas só fizeram piorar. Inevitável avaliar as pessoas que embarcaram comigo.

13 O de bigodinho que acaba de se sentar parece um pouco nervoso. Terá inserido em si um supositório explosivo, como agora

14 dizem que é a nova onda, em matéria de terrorismo? Quem vê cara não vê supositório. Só saberei, ou não, depois de chegarmos

15 ao destino.

16 Encaixei-me no que cinicamente chamam de poltrona e pressagiei o dia em que os comissários de bordo empregarão pés-de-

17 cabra para socar nos assentos os passageiros mais graudinhos. Isso com certeza será trombeteado como mais um serviço para

18 maior conforto do passageiro. Não há por que duvidar dessa possibilidade, pois é o mesmo tipo de argumento que vi faz pouco,

19 num comercial de tevê ou num anúncio de revista. Uma empresa agora não dá mais nada aos passageiros, com a possível

20 exceção de um copo de água de torneira. O resto é vendido, mas ela se gaba disso, enquanto anuncia um cardápio baratinho,

21 para os que tiverem uma queda de curva glicêmica durante o voo e precisarem comer alguma coisa. O que antes era incluído

22 no preço agora é cobrado à parte e isso é qualificado como vantagem para o passageiro.

23 Mas talvez a situação no Brasil não seja tão ruim. Já li sobre diversas novidades em matéria de viagem aérea que espero que

24 não sejam adotadas aqui. Uma delas é a cobrança pelo uso do banheiro do avião. Fico imaginando um passageiro sem um

25 vintém no bolso e sem cartão de crédito. Se o problema for xixi, menos mal, talvez. Pode dar para pedir aos demais que olhem

26 para o outro lado, enquanto a questão é resolvida da melhor forma viável, a necessidade é a mãe da invenção. Em casos mais

27 graves, quero crer que, movidos não tanto pela solidariedade quanto pelo instinto de sobrevivência, os passageiros nas

28 proximidades da vítima da infausta premência farão uma vaquinha para pagar o banheiro dela. Nada que, com boa vontade,

29 não possa ser resolvido e, como sempre, o mercado encontrará soluções.

30 Em outro exemplo, a companhia aérea cobra dobrado, se o traseiro do passageiro ultrapassa determinadas proporções. Isso

31 provavelmente é divulgado como um serviço espontâneo em prol da saúde pública, por incentivar a manutenção de um corpo

32 esbelto, sem enxúndias que façam mal ao organismo e ao bolso. No início, acredito que os gordinhos terão os fundilhos

33 medidos por funcionários especializados ou por nadegômetros eletrônicos, mas logo essa tarefa, por acarretar custos quiçá

34 onerosos, será repassada ao consumidor, que, ao comprar a passagem, terá de informar suas medidas posteriores, aceitando ter

35 de tomá-las novamente no check-in, nos casos em que houver a suspeita de que as declaradas não correspondam à realidade.

36 Não existe razão para crer que as mudanças vão parar aí. Não haverá de ser tão impossível assim que, ao menos em viagens

37 curtas como as entre o Rio e São Paulo, passem a ser aceitos passageiros em pé, como nos ônibus e trens urbanos. A preços

38 baixos, essas viagens talvez tivessem uma freguesia apreciável.

39 Quem sabe se, para quem more em Congonhas e se veja surpreendido em Guarulhos pela Mãe de Todos os Engarrafamentos,

40 não seria uma opção prática para voltar para casa antes da meia-noite. Mas chega de mau humor e caturrice, o avião já

41 aterrissou. Ligeiro sobressalto, depois que um comissário fez um pequeno discurso sobre a limpeza da aeronave para os

42 próximos passageiros. Seremos solicitados a realizar essa tarefa? Não, ainda não chegamos lá. Mas, dentro em breve, acho que

43 podemos esperar que nos cobrem uma porcentagem do valor do bilhete como taxa de faxina - mais um serviço de nossa

44 companhia aérea favorita.

RIBEIRO, João Ubaldo. Singrando os ares. O Globo, Domingo, 25 out. 2009.

Observe a concordância nominal no trecho: "O de bigodinho que acaba de se sentar parece um pouco nervoso" (e. 13) e assinale a alternativa em que a concordância NÃO é aconselhável, do ponto de vista da norma culta.

Alternativas
Q2882629 Português

SINGRANDO OS ARES

01 Esta vida airada de saltimbanco das letras ainda me mata.

02 Quando comecei a perpetrar meus livros, os escritores apenas escreviam. Hoje - é o que penso resignadamente, enquanto

03 afivelo o cinto e observo os letreiros de "não fumar" -, há períodos em que o escritor trabalha como funcionário do

04 departamento de vendas da editora e, nesse esforçado mister, às vezes viaja tanto que volta e meia, ao despertar num aposento

05 estranho, leva um certo tempo para descobrir em que cidade está. E eis-me de volta a um avião.

06 Nada como este avião, para lembrar como sou antigo. Tenho a impressão de que, se contasse o que eram as viagens de avião

07 dos velhos tempos, ia ser tido na conta de mentiroso. Escolha de menus na classe econômica, talheres de metal, pratos de

08 louça, refeições quentinhas, precedidas por aperitivos e acompanhadas por vinhos [...].

09 Ninguém pensava em problemas de segurança, não havia a revista e a inspeção a que hoje os passageiros têm de submeter-se.

10 Lembro com um arrepio o dia em que, por eu me encaixar à perfeição num tal perfil do terrorista que algum órgão de

11 segurança americano criou, quiseram me levar em cana em Chicago e quase levam mesmo, tendo os orixás me salvado pelo

12 gongo. E, desse tempo para cá, as coisas só fizeram piorar. Inevitável avaliar as pessoas que embarcaram comigo.

13 O de bigodinho que acaba de se sentar parece um pouco nervoso. Terá inserido em si um supositório explosivo, como agora

14 dizem que é a nova onda, em matéria de terrorismo? Quem vê cara não vê supositório. Só saberei, ou não, depois de chegarmos

15 ao destino.

16 Encaixei-me no que cinicamente chamam de poltrona e pressagiei o dia em que os comissários de bordo empregarão pés-de-

17 cabra para socar nos assentos os passageiros mais graudinhos. Isso com certeza será trombeteado como mais um serviço para

18 maior conforto do passageiro. Não há por que duvidar dessa possibilidade, pois é o mesmo tipo de argumento que vi faz pouco,

19 num comercial de tevê ou num anúncio de revista. Uma empresa agora não dá mais nada aos passageiros, com a possível

20 exceção de um copo de água de torneira. O resto é vendido, mas ela se gaba disso, enquanto anuncia um cardápio baratinho,

21 para os que tiverem uma queda de curva glicêmica durante o voo e precisarem comer alguma coisa. O que antes era incluído

22 no preço agora é cobrado à parte e isso é qualificado como vantagem para o passageiro.

23 Mas talvez a situação no Brasil não seja tão ruim. Já li sobre diversas novidades em matéria de viagem aérea que espero que

24 não sejam adotadas aqui. Uma delas é a cobrança pelo uso do banheiro do avião. Fico imaginando um passageiro sem um

25 vintém no bolso e sem cartão de crédito. Se o problema for xixi, menos mal, talvez. Pode dar para pedir aos demais que olhem

26 para o outro lado, enquanto a questão é resolvida da melhor forma viável, a necessidade é a mãe da invenção. Em casos mais

27 graves, quero crer que, movidos não tanto pela solidariedade quanto pelo instinto de sobrevivência, os passageiros nas

28 proximidades da vítima da infausta premência farão uma vaquinha para pagar o banheiro dela. Nada que, com boa vontade,

29 não possa ser resolvido e, como sempre, o mercado encontrará soluções.

30 Em outro exemplo, a companhia aérea cobra dobrado, se o traseiro do passageiro ultrapassa determinadas proporções. Isso

31 provavelmente é divulgado como um serviço espontâneo em prol da saúde pública, por incentivar a manutenção de um corpo

32 esbelto, sem enxúndias que façam mal ao organismo e ao bolso. No início, acredito que os gordinhos terão os fundilhos

33 medidos por funcionários especializados ou por nadegômetros eletrônicos, mas logo essa tarefa, por acarretar custos quiçá

34 onerosos, será repassada ao consumidor, que, ao comprar a passagem, terá de informar suas medidas posteriores, aceitando ter

35 de tomá-las novamente no check-in, nos casos em que houver a suspeita de que as declaradas não correspondam à realidade.

36 Não existe razão para crer que as mudanças vão parar aí. Não haverá de ser tão impossível assim que, ao menos em viagens

37 curtas como as entre o Rio e São Paulo, passem a ser aceitos passageiros em pé, como nos ônibus e trens urbanos. A preços

38 baixos, essas viagens talvez tivessem uma freguesia apreciável.

39 Quem sabe se, para quem more em Congonhas e se veja surpreendido em Guarulhos pela Mãe de Todos os Engarrafamentos,

40 não seria uma opção prática para voltar para casa antes da meia-noite. Mas chega de mau humor e caturrice, o avião já

41 aterrissou. Ligeiro sobressalto, depois que um comissário fez um pequeno discurso sobre a limpeza da aeronave para os

42 próximos passageiros. Seremos solicitados a realizar essa tarefa? Não, ainda não chegamos lá. Mas, dentro em breve, acho que

43 podemos esperar que nos cobrem uma porcentagem do valor do bilhete como taxa de faxina - mais um serviço de nossa

44 companhia aérea favorita.

RIBEIRO, João Ubaldo. Singrando os ares. O Globo, Domingo, 25 out. 2009.

Considerando a concordância verbal no trecho: "...não havia a revista e a inspeção a que hoje os passageiros têm de submeter-se" (e. 9), assinale a alternativa que justifica o emprego do infinitivo pessoal flexionado.

Alternativas
Q2872718 Português

TEXTO 04 para as questões de 16 a 19.


Suape , ao contrário do que muita gente pensa, não é uma sigla. Ele remonta à língua dos índios Caetés da tribo tupi-guarani da região, que usava a palavra para designar os “caminhos sinuosos” da região, atravessada pelos rios Massangana, Ipojuca e Tatuoca.

Os atrativos que fazem do porto algo viável para os investidores nacionais e estrangeiros são inúmeros. A localização privilegiada permite às empresas escoarem e receberem produtos através das rotas que levam a mais de 160 portos no mundo todo, sem falar nos investimentos em pesquisas, promovidas pelas universidades da região, que buscam o desenvolvimento e a modernização da produção.


Disponível no site www.pe360graus.globo.com

“Ele remonta à língua dos índios Caetés da tribo tupi-guarani da região, que usava a palavra...”. Sobre o verbo sublinhado no trecho, é CORRETO afirmar que

Alternativas
Q2785220 Português
not valid statement found

Assinale a frase cujo verbo tem a mesma regência de Vem (L.01):

Alternativas
Respostas
7481: C
7482: C
7483: D
7484: C
7485: A
7486: C
7487: E
7488: C
7489: E
7490: D
7491: B
7492: C
7493: B
7494: D
7495: A
7496: C
7497: C
7498: D
7499: B
7500: B