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Questões de Concurso Comentadas sobre concordância verbal, concordância nominal em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 8.399 questões

Q3172207 Português
Analise as expressões abaixo, destaque os termos que as completam corretamente. Marque a alternativa correspondente.

I - ________________ dez horas que meu celular não toca. (Faz / Fazem)
II – Envie _______________ as duplicatas correspondentes. (anexa / anexas)
III – É ________________ permanência no campo de futebol. (proibida / proibido)
IV – Já há ______________ enfeites na festa. (bastante / bastantes)
Alternativas
Q3172126 Português
Assinale a alternativa que apresenta erro de concordância.
Alternativas
Q3171686 Português
A internet está cada vez mais parecida com aquelas cidades do Velho Oeste

Por Cláudia Laitano


 (Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/claudia-laitano/noticia/2024/09– texto adaptado especialmente para esta prova). 
Caso a expressão “a maioria de” (l. 02) fosse suprimida, quantas outras alterações deveriam ser feitas visando manter a correta concordância no período? 
Alternativas
Q3169675 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A descoberta do Gondwanax pode revelar a origem dos primeiros dinossauros

Você, provavelmente, já ouviu falar do grande meteoro que levou os dinossauros à extinção no final do Período Cretáceo, há cerca de 66 milhões de anos. O término do reinado dos dinossauros é um dos temas mais estudados pelos paleontólogos. Mas como começaram a história desses répteis? Já se fez essa pergunta?

As pistas sobre a origem dos dinossauros estão enterradas em alguns poucos locais do mundo. Felizmente, um desses lugares é o Sul do Brasil, especificamente a região central do estado do Rio Grande do Sul. Achados em rochas datadas de 230 milhões de anos têm revelado detalhes fascinantes sobre as características do esqueleto e o comportamento dos primeiros dinossauros.

Essas descobertas levaram paleontólogos a direcionar seus esforços para rochas ainda mais antigas, com cerca de 237 milhões de anos. Nessas formações, esperavam encontrar fósseis dos animais que viviam antes dos primeiros dinossauros. Foi assim que o Gondwanax paraisensis foi descoberto!


(https://chc.org.br/artigo/pequenino-misterioso/)
Considerando a relação de número e pessoa entre o verbo e o sujeito dos enunciados extraídos do texto, identifique a alternativa que apresenta concordância INCORRETA:
Alternativas
Q3167930 Português
Assinale a alternativa incorreta, segundo o padrão culto da Língua Portuguesa: 
Alternativas
Q3165864 Português
        Analisando-se a literatura produzida sobre justiça restaurativa desde o final da década de 70 do século passado, verifica-se que há diferentes abordagens, produzidas por estudiosos dos mais diversos campos do conhecimento (filosofia, psicologia social, antropologia, ciências jurídicas, pedagogia, assistência social, entre outros), incluídos acadêmicos, facilitadores de justiça restaurativa, servidores públicos e entusiastas da justiça restaurativa que buscam disseminar e fortalecer a sua implementação em nível institucional.

         Dada essa pluralidade de abordagens, surgiram diversas definições de justiça restaurativa na literatura ao longo das últimas décadas, razão pela qual alguns autores atuais apontam que o conceito de justiça restaurativa ainda estaria “em aberto”. Contudo, parece haver na literatura certo consenso de que tal pluralidade seria algo positivo, por possibilitar a adaptação do conceito a diferentes contextos culturais. Alguns autores também sugerem que a justiça restaurativa seria um conceito “guarda-chuva”, ou seja, um conceito que abarca uma vasta gama de formulações, desde que sejam conservados os elementos essenciais da justiça restaurativa.

Fernanda Carvalho Dias de Oliveira Silva. A experiência e o saber da experiência da justiça restaurativa no Brasil: práticas, discursos e desafios. São Paulo: Blucher, 2021, p. 37-38 (com adaptações). 

A respeito das ideias e de aspectos discursivos e linguísticos do texto precedente, julgue o item subsecutivo.


A substituição da forma verbal “há” (primeiro parágrafo) por existe preservaria a correção gramatical e os sentidos do texto.

Alternativas
Q3164308 Português
As lições das escolas do Reino Unido que baniram celulares: 'Crianças deixaram de ser zumbis'

As crianças ficam grudadas em seus telefones celulares e nem sequer percebem nada ao seu redor. Elas mais parecem zumbis.

Quem diz isso é o diretor de uma escola em Sheffield, cidade no norte da Inglaterra, que recentemente proibiu o uso de smartphones, smartwatches (relógios com acesso à internet) ou fones de ouvido em suas dependências.

Qualquer aluno pego usando algum desses itens precisa entregá-los à direção da escola. Os aparelhos ficam na escola e só são devolvidos no dia seguinte.

Os alunos da escola, a Forge Valley School, disseram que demoraram um pouco para se acostumar com a ideia — mas que passaram a interagir muito mais com os demais colegas na ausência dos telefones.

Um novo ano escolar começou no mês passado no Reino Unido e diversos alunos e pais estão sendo surpreendidos com escolas que passaram a banir telefones celulares. A proibição não é uma política nacional — ela tem partido das próprias escolas, que reclamam do impacto negativo que diversos aparelhos têm no desenvolvimento acadêmico e no convívio social dos alunos.

No início deste ano, o Departamento de Educação emitiu orientações sobre como limitar o uso de celulares durante o turno escolar e para "minimizar a interrupção e melhorar o comportamento nas salas de aula".

No Brasil, alguns municípios e estados criaram leis proibindo o uso de celulares e outros aparelhos. Recentemente, na terça-feira (12/11), a Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou um projeto que proíbe celulares em escolas públicas e privadas. A proposta aguarda sanção do governador.

Tramita na Câmara um projeto semelhante, apoiado pelo governo federal.

Enquanto isso, no Reino Unido, cada vez mais escolas estão criando políticas próprias desse tipo.

No norte de Londres, 60 escolas estão revisando suas políticas sobre uso de telefones na escola após uma campanha da Smartphone Free Childhood (SFC), uma entidade que faz campanha para reduzir o uso de celulares entre crianças.

A entidade está pedindo aos pais que adiem a compra de smartphones até que seus filhos tenham pelo menos 14 anos. E também pede que acesso a mídias sociais só seja dado após os 16 anos.

A SFC também estimula que os pais comprem outros tipos de telefones que não são smartphones, e que só permitem chamadas e mensagens de texto. Alguns modelos têm jogos básicos (como Tetris) e têm acesso a podcasts e músicas, mas não à internet e redes sociais.

Segundo a SFC, em todo o Reino Unido, centenas de milhares de pais estão aderindo ao movimento. Só no norte de Londres, mais de 2,5 mil pais de quase 200 escolas apoiam a causa.

Ainda não' em vez de 'nunca'

A líder regional da SFC para o norte de Londres, Nova Eden, disse que o objetivo da campanha é fazer as crianças aprenderem a priorizar melhor sua curta infância, por exemplo passando tempo com a família ou aprendendo novas habilidades.

"O que estamos defendendo não é 'nunca', mas simplesmente 'ainda não'", ela disse.

"Enquanto os cérebros das crianças ainda estão se desenvolvendo, é muito mais saudável para elas aproveitarem a infância brincando, em vez de ficarem grudadas em smartphones e mídias sociais", diz a ativista.

"Nossa campanha não está sugerindo que as crianças não tenham telefone algum. Em vez disso, estamos sugerindo um telefone antigo que permite chamadas e mensagens, mas sem os perigos de ter a internet no bolso de uma criança por 12 horas por dia, onde estranhos podem entrar em contato com elas."

"As crianças não precisam de smartphones, as crianças precisam de uma infância."

Na escola Boston Grammar School, que proibiu smartphones, o vice-diretor disse que "onde antes você via alunos olhando para seus celulares, agora você vê interações".

"Nós queríamos remover essa toxicidade do nosso turno escolar. O que descobrimos foi uma redução significativa na quantidade de incidentes normais que teriam sido piorados por celulares."

A diretora de uma escola em Devon (sudoeste da Inglaterra) que proibiu o uso de celulares há cinco anos diz que os professores notaram melhorias no desempenho escolar e na vida social.

A UTC Plymouth permite que os alunos levem seus celulares para a escola, mas eles têm que entregá-los à direção no início do dia. A diretora Jo Ware disse que a política ajudou a elevar os padrões da escola.

Phoebe, uma aluna da Sacred Heart Catholic Academy em Liverpool, disse que a política de sua escola para smartphones ajuda os alunos a se concentrarem no trabalho.

"Se a regra não existisse, acho que as crianças usariam muito mais seus celulares", disse ela. "Isso ensina disciplina para as crianças não usarem seus celulares e realmente se concentrarem nas aulas."

(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cly245xq03xo)
"Alguns modelos têm jogos básicos (como Tetris) e têm acesso a podcasts e músicas, mas não à internet e redes sociais."
O verbo 'ter' foi empregado corretamente com acento 'têm', pois apresenta um sujeito no plural 'Alguns Modelos'.
Em relação aos verbos empregados nos enunciados a seguir, identifique aquele em que não apresenta concordância adequada:
Alternativas
Q3164215 Português
Amuleto encontrado na Alemanha pode reescrever história do cristianismo; entenda


Descoberta arqueológica pode transformar entendimento sobre a expansão do cristianismo durante o Império Romano

Um pequeno amuleto de prata descoberto por arqueólogos na Alemanha pode transformar nossa compreensão sobre como o cristianismo se espalhou durante o Império Romano, segundo especialistas.

O minúsculo artefato, que mede pouco mais de três centímetros de comprimento, foi descoberto em 2018, em uma sepultura romana do século 3, nas proximidades de Frankfurt. Os arqueólogos o encontraram no esqueleto de um homem enterrado em um cemitério na cidade romana de Nida, um dos maiores e mais importantes sítios no estado central alemão de Hesse.

No entanto, só agora os pesquisadores conseguiram examinar uma fina folha de prata encontrada em seu interior. Junto com outros artefatos na sepultura, como um queimador de incenso e um jarro de barro, o amuleto foi encontrado sob o queixo do esqueleto. Também conhecido como filactério, provavelmente era usado em uma fita ao redor do pescoço do homem para fornecer proteção espiritual.

A folha "fina como um fio de cabelo" dentro do amuleto era tão frágil que teria simplesmente se desintegrado se os pesquisadores tivessem tentado desenrolá-la. No entanto, exames microscópicos e raios-x realizados em 2019 mostraram que havia palavras gravadas nela.

Foram necessários mais cinco anos antes que a equipe do Museu Arqueológico de Frankfurt descobrisse uma maneira de decifrar o que diziam. O avanço ocorreu em maio deste ano, quando pesquisadores do Centro Leibniz de Arqueologia em Mainz (Leiza) usaram scanners de tomografia computadorizada para analisar a folha.

Ivan Calandra, chefe do laboratório de imagem do Leiza, explicou o processo em um comunicado à imprensa: "O desafio na análise era que a folha de prata estava enrolada, mas após cerca de 1.800 anos, estava naturalmente também amassada e pressionada. Usando tomografia computadorizada, conseguimos escaneá-la em uma resolução muito alta e criar um modelo 3D."

Foi apenas através deste processo de desenrolar digitalmente a folha que o texto completo se tornou visível e pôde então ser decifrado. O que os pesquisadores descobriram os surpreendeu.

Evidência mais antiga do cristianismo

Na folha havia 18 linhas de texto em latim que faziam referências repetidas a Jesus Cristo, bem como a São Tito, um discípulo e confidente de São Paulo Apóstolo.

Como a sepultura onde o amuleto foi encontrado data de algum momento entre 230 e 270 d.C., o amuleto surge como a evidência mais antiga do cristianismo na Europa ao norte dos Alpes. Todas as descobertas anteriores são de pelo menos 50 anos depois disso, segundo o comunicado.

Na época do sepultamento, o cristianismo estava se tornando uma seita cada vez mais popular, mas identificar-se como cristão ainda era arriscado. Claramente, o homem enterrado, que se acredita ter entre 35 e 45 anos, sentia sua fé tão fortemente que a levou consigo para o túmulo.

Markus Scholz, arqueólogo e especialista em inscrições latinas e professor da Universidade Goethe de Frankfurt, decifrou meticulosamente o texto da "Inscrição Prateada de Frankfurt", como ficou conhecida. Descrevendo o processo complicado no comunicado, ele disse: "Às vezes levava semanas, até meses, para eu ter a próxima ideia. Consultei especialistas da história da teologia, entre outros, e pouco a pouco trabalhamos juntos para abordar o texto e finalmente decifrá-lo."

"Isso é incomum para este período. Normalmente, tais inscrições em amuletos eram escritas em grego ou hebraico", falou.


(https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/amuleto-encontrado-na-alema nha-pode-reescrever-historia-do-cristianismo-entenda/)
"Foram necessários mais cinco anos antes que a equipe do Museu Arqueológico de Frankfurt descobrisse uma maneira de decifrar o que diziam."
A concordância nominal de expressões como 'é preciso', 'é necessário', 'é permitido' e 'é proibido' pode ser flexível, variando conforme o contexto de uso, ou permanecer invariável.
No trecho, a expressão 'necessários' foi empregada corretamente como variável, concordando com a expressão 'mais cinco anos'. Identifique, nos enunciados a seguir, qual apresenta o emprego INCORRETO de uma dessas expressões mencionadas:
Alternativas
Q3164045 Português
Ler sem livros

   Nas sociedades do mundo digital todos leem e sempre se lê, para comunicar, informar-se, jogar. Porém, essas leituras que fazemos no cotidiano são cada vez menos leituras de livros. Se apropriam sobretudo dos textos breves das redes sociais. Esta observação inspirou a conferência que pronunciei na Casa do Saber de São Paulo no dia 2 de setembro de 2019. Meu texto discute as três dimensões do “ler sem livros”. Na perspectiva da extensão da definição da leitura significa que ler é também apoderar-se de textos que, muitas vezes, não são nem escritos, nem verbais. Como uma metáfora, o ler sem livros indica, paradoxalmente, não a identidade entre textos e imagens, mas a sua irredutibilidade. E, a partir de minha memória pessoal, enfatiza as leituras das infâncias sem biblioteca. Estas observações, biográficas, históricas e teóricas, podem ajudar, talvez, a entender as leituras sem livros de hoje, tornadas ainda mais frequentes pela pandemia do Covid-19.

   Há três anos a revista eletrônica espanhola Alabe me pediu para escrever um breve artigo sobre minhas lembranças de leitor e os livros que havia lido quando era criança e adolescente. Meu testemunho devia localizar-se em uma série de textos escritos por escritores, intelectuais ou professores que haviam aceitado o mesmo pedido. Devo dizer que a tarefa se tornou mais complexa e mais problemática do que pensavam os colegas que publicam esta excelente revista. Em primeiro lugar, como leitor de Pierre Bourdieu, conheço bem as seduções e enganos da ilusão biográfica. Escrever lembranças pessoais é sempre produzir (conscientemente ou não) uma representação de si mesmo que constrói um passado imaginado, desejado, que não corresponde necessariamente ao que aconteceu realmente. Não se trata de desmascarar mentiras ou falsificações intencionais, mas de localizar as imprecisas recordações do passado na imagem que cada um tem de si mesmo ou quer que os outros tenham dele ou dela. A “ego-história” está sempre ameaçada pelas rememorações das experiências, não como foram, mas como deviam ter sido para adequar-se ao presente do indivíduo.

(CHARTIER, Roger. Ler sem livros. In: Um mundo sem livros e sem livrarias? 1ª ed. São Paulo: Letraviva, 2020.)
Em: ”Há três anos a revista eletrônica espanhola Alabe me pediu para escrever um breve artigo...” No uso do verbo haver, a alternativa reescrita CORRETAMENTE sem prejuízo de grafia e concordância é: 
Alternativas
Q3163047 Português
Envelhecer no Brasil não é igual para todo mundo

Questões sociais, de raça e de gênero têm um grande impacto no processo de envelhecimento.


    O envelhecimento é um processo natural que envolve alterações fisiológicas, estruturais e químicas nas células das pessoas. Mas essa mudança biológica inerente à vida não é igual para todo mundo. Além das questões físicas, o gênero, o contexto social e a raça têm um peso enorme nesse processo, principalmente em países subdesenvolvidos como o Brasil, repleto de desigualdades e com um racismo estrutural que permeia a cultura.


    O primeiro dado que mostra a realidade do cenário local é a relação entre expectativa de vida e riqueza. Em Santa Catarina, estado com uma das maiores rendas médias per capita do Brasil, uma pessoa vivia em média 79,9 anos em 2019, segundo a última pesquisa sobre o assunto divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, no Maranhão, cuja renda é a menor do Brasil, a expectativa média de vida naquele ano foi de 71,4 anos.


    “O envelhecimento não é igual para pobres e para ricos, não é igual para alfabetizados e letrados, assim como também envelhecer na região Nordeste, por exemplo, não é a mesma coisa que envelhecer no Sul”, explicou Adelaide Paredes Moreira, professora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e coordenadora do mestrado profissional em gerontologia da mesma instituição.


    De acordo com Adelaide, estudos mostram que pessoas nascidas em lugares mais pobres tendem a ter de 10 a 20 anos a menos de expectativa de vida do que aquelas nascidas em locais mais ricos ou com situações econômicas melhores. O Mapa da Desigualdade da Capital Paulista de 2021, divulgado pela Rede Nossa São Paulo, mostra essa realidade dentro da maior cidade do país. No Jardim Paulista, bairro da região central de São Paulo, a média de vida dos moradores é de 80 anos, enquanto no Iguatemi, na zona leste, é de 60 anos – uma diferença gritante de 20 anos.


    “O Brasil tem uma desigualdade social muito presente, e isso vai refletir diretamente na esperança de vida dessas pessoas”, disse Adelaide. (...)


    Envelhecimento ativo para todos?


    A população mundial está ficando cada vez mais velha, e o Brasil, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), será a sexta nação do mundo com o maior número de idosos até 2025. Prevendo esse cenário global, a entidade adotou no final dos anos 1990 o termo “envelhecimento ativo”. O conceito diz que para o processo se tornar uma experiência positiva, a vida deve ser acompanhada de oportunidades contínuas de saúde, participação (social) e segurança. Dessa forma, o idoso pode passar dos 60 anos com autonomia, independência, qualidade de vida e saúde.


    As desigualdades sociais e raciais, no entanto, dificultam o envelhecer ativo e saudável para alguns grupos. “As pessoas idosas negras, atualmente, são aquelas que menos aprenderam a ter vida social, porque elas são aquelas que menos recebem pessoas em casa, que menos frequentam a casa das pessoas, ou seja, elas só trabalham – e em um trabalho de baixa qualidade. E não dá para falar que a pessoa não quis se preparar para envelhecer. Ela até pensou nisso, mas tinha que pagar contas, acordar cedo, trabalhar mais tempo para o filho viver um pouquinho melhor”, falou Silva.


    Os próprios espaços com maior concentração de negros e pardos, como favelas, por exemplo, não facilitam um envelhecimento ativo prático, e ainda criam uma espécie de “segregação residencial”, disse Silva. “Você já foi em um local que tem muitas pessoas negras? Você percebe que o território não é bom para se viver, a qualidade e o acesso dos serviços não são bons, então as pessoas – tanto negras quanto brancas – que envelhecem nesses espaços não têm muitas possibilidades.” (...)


Longevidade e políticas públicas


    O Brasil tem políticas públicas robustas para o envelhecimento, que abordam capacitação, garantia de acesso à rede de serviços de saúde, acolhimento, entre outros pontos. Uma das principais legislações é o Estatuto da Pessoa Idosa, instituído em outubro de 2003 por meio da Lei nº 10.741. O grande problema desse arcabouço jurídico, no entanto, é que ele muitas vezes não é colocado em prática pela sociedade, segundo Adelaide.


    “O estatuto do idoso é realmente um dos principais instrumentos que veio dar suporte à política nacional de atenção à pessoa idosa. Eu acho que o que falta é a sociedade realmente tornar essa política algo efetivo, não só na saúde, mas também na educação, na habitação, na segurança social, e em políticas que garantam que a pessoa chegue à velhice e que, ao chegar lá, possa usufruir, nessa fase, de uma vida mais plena, de uma vida digna, e de uma vida feliz”, falou.


    De acordo com a professora, a promoção e a efetivação de políticas públicas são poderosas ferramentas para aumentar a longevidade. Uma vida longeva, ainda de acordo com Adelaide, também está relacionada com alimentação saudável, prática de exercícios físicos, leituras, jogos e, principalmente, relações sociais – com familiares, amigos e a comunidade no geral.


Sobre o autor: Lucas Gabriel Marins é jornalista e futuro biólogo. Disponível em https://drauziovarella.uol.com.br/60mais/envelhecer-bem/envelhecer-no-brasil-nao-e-igual-para-todo-mundo/. Com adaptações.


    


    
Em relação à concordância verbal, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3162617 Português
Entre as frases abaixo, há uma em que foi mal-feita a concordância do termo sublinhado; assinale essa frase.
Alternativas
Q3162561 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O sono dos bichos

O sono tem um papel vital para a saúde, e não só dos seres humanos: os outros animais também precisam dormir! Mas nem todos dormem como nós... Enquanto humanos − e os macacos − têm um sono "pesado", que envolve desconexão total dos estímulos externos, as aves, por exemplo, conseguem dormir com um olho aberto e outro fechado. Elas mantêm metade do cérebro em alerta para vigiar o ambiente à sua volta! Já os tubarões entram em estado de repouso sem que atinjam um sono profundo, o que permite que eles nadem mesmo enquanto descansam.

A duração do sono entre os grupos de animais também varia e ainda é pouco compreendida pela ciência. Girafas descansam poucas horas por dia, enquanto os bichos-preguiça fazem jus ao nome e podem dormir até 18 horas diariamente! Essas adaptações ajudam cada espécie a equilibrar o descanso e a segurança no seu ambiente natural.


(https://chc.org.br/artigo/mundo-de-curiosidades-361/ adaptado)
"Elas mantêm metade do cérebro em alerta para vigiar o ambiente à sua volta! Já os tubarões entram em estado de repouso sem que atinjam um sono profundo, o que permite que eles nadem mesmo enquanto descansam."
Em relação à concordância verbal e nominal do trecho, identifique a afirmação CORRETA:
Alternativas
Q3162497 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Por que o mar é salgado se é alimentado principalmente por rios de água doce?

Por que o mar é salgado?

À primeira vista pode parecer estranho, principalmente quando consideramos que a água que chega ao oceano vem de rios e córregos, que são de água doce. A resposta a esta pergunta nos leva a estudar complexos processos naturais que moldaram o nosso planeta durante milhões de anos.

A água doce que chega ao oceano não é totalmente livre de sais e minerais. Estes se dissolvem nas rochas terrestres, processo que começa com a chuva, que contém pequenas quantidades de dióxido de carbono do ar, gerando um ácido fraco.

Quando esta chuva cai sobre as rochas, o ácido dissolve pequenas partículas de minerais e sais, que são transportados por rios e riachos, levando-os finalmente ao oceano.

Porém, não notamos sabor salgado em rios, córregos e lagos. Isso ocorre porque a água doce, sendo constantemente renovada pela chuva, dilui as quantidades de sais dissolvidos. O volume de água doce é muito maior que o de minerais dissolvidos.

Quando a água doce dos rios flui para o oceano, ela carrega consigo esses minerais. Mas o oceano, ao contrário dos lagos e rios, é um sistema cumulativo.

O sal e os minerais não são facilmente removidos e se acumulam com o tempo. Além disso, existe outro processo fundamental que adiciona minerais ao oceano: as fontes hidrotermais no fundo do mar.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/c70889eyk4no)
"O sal e os minerais não são facilmente removidos e se acumulam com o tempo."
No trecho, o verbo 'ser' encontra-se no plural para concordar com o sujeito composto 'o sal e os minerais'. Nos enunciados abaixo, a concordância verbal também está adequada, EXCETO:
Alternativas
Q3162256 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão. 

A tarde 

Desde cedo soprara tão forte o noroeste com seu cheiro de mar, com seu ímpeto de espumas e de cavalos empinados, mas ele amainou antes do fim da tarde, e a tarde de repente ficou mansa. Tão mansa que as pessoas mais distraídas que iam pelas ruas tiveram a impressão de ouvir, no meio de todos os ruídos urbanos, um pequeno silêncio – que era um sinal de sossego. As nuvens começaram a se mover devagar, e eram leves e brancas, e era como se a tarde tivesse pena da cidade e de sua aflição e quisesse dizer aos homens: “eu sou vossa mãe e vossa irmã e estou aqui; tende calma”. Então me deu uma grande calma, porque eu ouvi essa mansa voz da tarde; ouvi e obedeci. Passaram dois homens discutindo, um gesticulava, o outro tinha a cara vermelha; também a mim me acontece andar com outro homem na rua, e discutir; entretanto, eles me pareceram absurdos, e tive tanta pena porque estavam nervosos que pensei em lhes dizer: “Desculpe interrompê-los, cavalheiros”. Um deles deteria o gesto que fazia com a mão que tinha um jornal; o outro me olharia por sobre os óculos; e então me sentiria tímido para dar o meu recado, e talvez dissesse: “desculpem, eu me enganei”. Mas quando eles fossem se afastando e o de jornal começasse a dizer ao outro: “olhe só uma coisa…” é possível que eu tomasse coragem, e dissesse: “Por favor, eu queria lhes dar uma informação…”. Então, o de óculos, tendo ouvido mal, talvez me perguntasse um pouco irritado: “qual é a informação que o senhor deseja?”; e eu diria que não queria ter, mas sim dar uma informação. “Dar uma informação?”, perguntaria quase asperamente ou, quem sabe, asperamente, o de jornal na mão. E eu então diria baixo: “a tarde chegou”. –“Quem chegou?” – perguntaria o de óculos, pensando talvez em Ademar (de Barros?), talvez em Carmem (Miranda). – A tarde. Eles me olhariam estupefatos. Mas, olhando suas caras, eu veria que nelas próprias já ia se refletindo a mansa luz da tarde pálida; e naquele instante em que as caras ficassem imóveis me olhando, a tarde, mãe de todos, faria um pequeno carinho com sua mão de luz pálida e de leve brisa, uma carícia de mãe e de irmã. Vendo isso eu sorriria um instante; e, muito embaraçado, me afastaria depressa. Eles me olhariam e começariam a rir de mim, mas depois de rir se sentiriam mais mansos e quase amigos e quase felizes, na doçura da tarde. BRAGA, R. A tarde. Correio da Manhã. Disponível em <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/10109/a tarde>.

Em Passaram dois homens discutindo”, o verbo que concorda com o sujeito está anteposto a ele. A concordância verbal se estabelece exatamente da mesma forma em: 
Alternativas
Q3162089 Português
A concordância verbal está incorreta apenas em: 
Alternativas
Q3160727 Português
   Em um vídeo publicado no blog da Meta na terça-feira (7/1), o presidente-executivo da empresa de tecnologia, Mark Zuckerberg, anunciou que está abandonando o uso de checagem independente de fatos no Facebook e no Instagram.

   A checagem de fatos conduzida por especialistas e jornalistas nas plataformas será substituída por "notas da comunidade", um sistema aberto aos usuários, em um modelo semelhante ao do X.

  O anúncio foi celebrado por defensores da liberdade de expressão absoluta e por apoiadores do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, que classificaram a medida como um esforço para "reduzir a censura" no Facebook e Instagram.

  Em sua declaração, Zuckerberg disse que os moderadores profissionais utilizados até agora são "muito tendenciosos politicamente" e que era "hora de voltar às nossas raízes, em torno da liberdade de expressão".

  Ao mesmo tempo, ativistas contra o discurso de ódio na internet e organizações de jornalismo e checagem de fatos receberam as mudanças com grande preocupação.

   Analistas políticos e especialistas na área de tecnologia também viram na medida motivações políticas no momento em que as empresas de tecnologia e seus executivos se preparam para a posse de Trump, marcada para 20 de janeiro.

   Entre os críticos da mudança, muitos sugeriram que ela seria motivada justamente pela intenção de Zuckerberg de se aproximar do próximo presidente americano.

   "O anúncio de Zuckerberg é uma tentativa flagrante de agradar a próxima administração Trump — com implicações prejudiciais", disse Ava Lee, do Global Witness, grupo que se descreve como dedicado a cobrar a responsabilização das grandes empresas de tecnologia por seus atos.

    Já Kate Klonick, professora associada da Faculdade de Direito da Universidade de St John, afirmou à BBC que as mudanças refletem uma tendência "que parecia inevitável nos últimos anos, especialmente desde a aquisição do X por [Elon] Musk".

    "A gestão privada do discurso nestas plataformas tornou-se cada vez mais um ponto político".

   Donald MacKenzie, sociólogo da Ciência e Tecnologia e professor da Universidade de Edimburgo, afirma que o momento é de readequação, com as grandes corporações americanas se preparando para o segundo mandato de Trump, que promete ser um período de transformação ainda maior do que o primeiro.

Julia Braun, da BBC Brasil em Londres
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5y4ymrpp43o
[Questão Inédita] Identifique a alternativa correta quanto à concordância verbal:
Alternativas
Q3159143 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Ruth Rocha, de 'Marcelo, Marmelo, Martelo', fecha contrato até 108 anos: 'Não aguento fazer muita coisa, mas gosto muito de escrever'

Obra atravessada pela ditadura e pela covid-19


Em dezembro de 2023, Ruth lançou O Grande Livro dos Macacos, com curiosidades sobre esses animais e sobre a Teoria da Evolução de Charles Darwin.


Foi, diz a filha Mariana, uma forma de se contrapor ao negacionismo da ciência que angustiava a escritora durante a pandemia de covid-19 — ela dedicou o livro aos cientistas.


Duas das páginas trazem desenhos de Miguel, neto de Ruth, que é designer. "Ele não faz esse tipo de desenho, fez porque eu pedi", diz a avó, orgulhosa.


A indignação com questões políticas e sociais foi ponto de partida para as histórias de Ruth em outros momentos de sua carreira.


Livros como O Reizinho Mandão, por exemplo, criticavam o autoritarismo em plena ditadura militar, mas não chamavam a atenção dos órgãos de censura.


"Ninguém levava muito a sério literatura infantil, achavam que era bobagem", diz Ruth.


Ela lembra de quando, ainda na ditadura, recebeu um prêmio diretamente das mãos de um ministro da Educação por outra obra que tocava em assuntos como poder e democracia: O rei que não sabia de nada.


Se os livros sobre governantes autoritários enganaram os censores, não passaram batido pelas crianças.


Ruth conta que em uma ocasião, após contar a história de O Reizinho Mandão, um pequeno leitor disse a ela: "Mas esse é o presidente da República!".


Ela tentou disfarçar. "Eu falei: 'Não, imagina, é um irmão mandão, um pai mandão'. Aí ele perguntou: 'Você não tem medo da polícia?' Respondi que sim, tinha muito medo."


Formada em Ciências Políticas e Sociais pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo, Ruth começou a escrever histórias infantis a pedido de uma amiga, Sonia Robatto, diretora da Recreio — revista da editora Abril que a própria Ruth dirigiu posteriormente.


A sugestão de Sonia foi bastante veemente.


"Ela queria que eu fizesse uma história. Eu falava: eu conto histórias para a Mariana, mas eu não sei contar outras histórias. Ela ficava: conta, conta, conta, conta. Até que um dia, ela me trancou na casa dela. E eu sentei e escrevi", lembra Ruth.


Essa primeira história que Ruth publicou, até hoje muito conhecida dos leitores, é sua versão do clássico Romeu e Julieta com duas borboletas como personagens: uma azul e uma amarela, que não podiam brincar juntas por terem cores diferentes.


Era, segundo ela, uma forma de abordar o preconceito sem perder a fantasia e a ludicidade de uma boa história infantil, característica que acompanhou a escrita da autora ao longo de sua carreira.


"Os livros dela agradam demais aos professores, são adotados em massa pelas escolas e às vezes as pessoas querem colocar como educativo", diz Mariana.


"É um trabalho que inspira conhecimento e transformação, mas ela sempre fala: minha obra não é didática."


Ruth afirma que sua intenção é despertar nas crianças o mesmo prazer pela literatura que ela tem desde sua infância, quando ouvia histórias contadas por seus pais e avós e pegava livros emprestados toda semana em uma biblioteca.


"A vida inteira eu tinha muitas ideias. Eu estava escrevendo uma história e já saía com três ideias para escrever, ficava com aquilo na cabeça", conta.


De suas 218 obras, ela diz que não tem uma favorita, mas admite que algumas são especiais, citando Marcelo, Marmelo, Martelo, Quando eu comecei a crescer e Um cantinho só pra mim.


Esses dois últimos têm um forte teor autobiográfico, segundo Mariana.


"Minha mãe é muito faladeira e sociável, mas ela curte muito também ficar sozinha, ter momentos de quietude, no mundo dela, pensando na vida", aponta a filha de Ruth.


"Acho que isso também propiciou a criação, a imersão no mundo da Imaginação."


Mariana conta que recebe muitas manifestações de carinho de leitores de diferentes gerações.


"Minha mãe fez parte da infância e do crescimento de muita gente. Pessoas falam que a literatura dela transformou suas vidas, porque mostrou uma amplitude de possibilidades para o ser humano se desenvolver", diz Mariana.


"Tem gente que chora e eu choro junto. É muito bonito."


Apesar das mudanças trazidas pela velhice, Ruth continua escrevendo — à mão, em pranchetas.


Ela acabou de terminar uma obra que chamou de Histórias pequeninas de gente pequenina e está trabalhando em um texto com uma nova versão do conto de Cinderela.


"Não aguento fazer muita coisa, mas eu gosto muito [de escrever]. É a minha vida."


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd6ve1zv5n1o)
"Esses dois últimos têm um forte teor autobiográfico, segundo Mariana."

Nos trechos abaixo, a concordância está corretamente estabelecida, assim como no enunciado acima, EXCETO:
Alternativas
Q3158610 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Agronegócio e Expectativa de Vida: A Revolução Silenciosa


Entenda como o agro tem contribuído para que possamos viver mais, mas é raramente reconhecido por isso


O agro não promete vida eterna, mas tem um papel essencial para que possamos viver mais e com mais saúde. Afinal, o agro, tão presente no nosso dia a dia, raramente é reconhecido como protagonista no aumento da expectativa de vida. Contudo, ao observarmos os números e as transformações do último século no Brasil, uma verdade inspiradora se revela: a produção de alimentos é tão vital quanto qualquer avanço científico ou sanitário.


Vamos voltar no tempo. Imagine viver em um país onde chegar aos 40 anos já era quase um milagre. Essa era a realidade dos nossos avós e bisavós em 1920, quando a expectativa de vida do brasileiro era de apenas 35,2 anos. Isso mesmo, boa parte de nós já teria encerrado sua jornada. Mas algo mudou drasticamente. Hoje, vivemos, em média, 76,4 anos — mais do que o dobro, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)


É claro que houve avanços em saúde pública, saneamento e tecnologia, mas seria injusto ignorar o papel do agronegócio. A revolução silenciosa no campo brasileiro colocou alimentos mais nutritivos, acessíveis e variados no prato de milhões, transformando a realidade de uma nação que, um dia, dependia da importação para sobreviver.


A criação da EMBRAPA e os investimentos em pesquisa e tecnologia não só aumentaram a produtividade, mas também permitiram que regiões antes improdutivas florescessem. O resultado? Um salto monumental na produção de grãos: de 50 milhões de toneladas nos anos 1970 para mais de 300 milhões de toneladas em 2023.


Mas o impacto vai além dos números: alimentos mais acessíveis significam mesas mais fartas e saudáveis, algo essencial para a qualidade de vida. Por que isso é tão importante? Em 2050, segundo o IBGE, 29% da população brasileira será composta por idosos — 66 milhões de pessoas. E viver mais não basta; é preciso viver melhor.


Para isso, a nutrição é fundamental. Felizmente, o Brasil tem tudo para cumprir essa missão, com uma agricultura diversificada e sustentável que, mais do que quantidade, foca na qualidade. A diversidade de culturas permitem uma alimentação balanceada, essencial para todas as idades, especialmente para os idosos, em quem deficiências nutricionais são comuns.


Quer um exemplo de impacto direto? O agrião, um humilde vegetal, foi coroado pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC), uma agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, como o alimento mais nutritivo do planeta. Rico em vitaminas e minerais, ele simboliza a potência de uma agricultura focada não apenas em alimentar, mas em nutrir.


No entanto, celebrar o agro brasileiro não se resume a destacar suas conquistas; é também reconhecer os desafios que ainda enfrentamos — e lembrar que não podemos baixar a guarda. Mudanças climáticas, desmatamento ilegal, desperdício de alimentos, insegurança jurídica e barreiras logísticas são algumas das pedras no caminho.


Apesar disso, o setor continua inovando e se adaptando, guiado por um propósito maior: garantir que o Brasil permaneça não só um celeiro de alimentos, mas também uma fonte de saúde e longevidade para todos. E você, já parou para pensar? A cada refeição, a cada prato colorido que você saboreia, há uma imensa cadeia de trabalho e dedicação silenciosa por trás.


O agro não promete vida eterna, mas, sem dúvida, tem contribuído para que possamos viver mais e melhor. Por isso, saúde e vida longa — a você, ao agro e ao futuro que estamos semeando juntos.


(https://forbes.com.br/colunas/2024/12/forbesmulher-agro-agronegocio)
Em um dos trechos retirados do texto, há uma falha de concordância verbal. Identifique-o.
Alternativas
Q3158601 Português
A concordância verbal acontece quando as relações de número e pessoa se estabelecem entre o verbo e o sujeito a ele relacionado. Com essa informação, analise os trechos retirados da BBC News Brasil e identifique aquele que apresenta um desvio de concordância.
Alternativas
Q3158587 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que crianças pequenas gostam de ver os mesmos desenhos e ler os mesmos livros


É um sentimento familiar para muitos pais. Não importa o que você sugira, seu filho em idade pré-escolar só quer assistir aquele episódio de Bluey de novo, e não importa que ele tenha acabado de assistir. E, na hora de dormir, tem que ser um livro que você tenha lido com frequência suficiente para ter desenvolvido um repertório de vozes específicas para cada personagem.


Estes interesses profundos e repetitivos em um determinado episódio de desenho animado, jogo ou tema podem ser frustrantes para os pais que querem apenas assistir a algo diferente. Mas esta repetição, na verdade, oferece grandes benefícios para o aprendizado e o bem-estar das crianças.


Uma razão para isso é o que podemos chamar de "efeito input", que não é um conceito novo na ciência cognitiva.


Em busca de padrões


Pense no cérebro como um órgão que faz seu melhor para descobrir o que é normal em nossas vidas — o que faz parte de um padrão regular, e o que não faz. Os pesquisadores descobriram um fenômeno conhecido como "aprendizagem estatística". De acordo com esta ideia, as crianças são muito sensíveis à ocorrência de regularidades e padrões em suas vidas.


É interessante notar que os bebês são particularmente hábeis em compreender certos tipos de informação, como a probabilidade de certos sons na fala que dirigimos a eles. Mas eles precisam ser expostos a muitos exemplos disso para detectar regularidades.


Por exemplo, em todas as línguas, e o inglês não é exceção, os sons incluídos nas palavras tendem a seguir determinados padrões. Por exemplo, algumas das combinações mais comuns de três letras em inglês são "the", "and" e "ing". Faz sentido que o cérebro das crianças busque a repetição — neste exemplo, isso vai ajudá-las a aprender o idioma.


Portanto, quando as crianças pequenas voltam a assistir ao mesmo programa, o que elas estão fazendo, quer saibam ou não, é motivado pelo desejo de detectar e consolidar os padrões do que estão assistindo, ouvindo ou lendo.


Conforto familiar


Além de apoiar o aprendizado, a repetição também oferece benefícios para as emoções das crianças, no que estamos chamando aqui de "efeito de bem-estar".


A principal tarefa da infância é o aprendizado, e isso significa buscar ativamente novas experiências e estímulos. No entanto, ter que processar e se adaptar a coisas novas pode ser exaustivo, mesmo para uma criança pequena com energia inesgotável.


O mundo também pode ser um lugar mais estranho e estressante para as crianças do que para os adultos. Como adulto, você terá aprendido o que esperar e como se comportar em determinados contextos, mas as crianças estão constantemente se deparando com situações novas pela primeira vez.


Estímulos bem conhecidos, como aquele episódio de desenho animado que elas já assistiram inúmeras vezes, podem proporcionar uma fonte de conforto e segurança que protege contra esse estresse e incerteza.


Interesses profundos em uma atividade específica também podem proporcionar benefícios de bem-estar por meio de uma sensação de controle e domínio.


As crianças estão constantemente sendo desafiadas em relação ao que sabem e entendem na creche, na escola e em outros lugares. Isso é fundamental para o aprendizado, mas também representa uma ameaça aos seus sentimentos de competência.


A capacidade de relaxar durante uma atividade na qual se sentem bem, como um jogo favorito, atende a essas necessidades de competência.


Além disso, o fato de poderem optar por uma atividade de que gostam permite que tenham um senso de autonomia e controle sobre suas vidas, que, de outra forma, podem se resumir a serem levadas para lá e para cá pelos pais.


É claro que nem todas as crianças têm a mesma probabilidade de desenvolver estes tipos de interesses repetitivos. Por exemplo, crianças com autismo geralmente apresentam interesses particularmente específicos.


A repetição tem um valor enorme em termos de aprendizado e bem-estar. Portanto, embora você não deva forçá-las a assistir novamente aos programas, também não precisa se preocupar se isso for algo que elas próprias estão buscando.


No entanto, pode se tornar problemático se afetar a capacidade da criança de se envolver em outros aspectos importantes da sua vida, como sair de casa na hora certa, interagir com outras pessoas ou praticar exercícios físicos.


É claro que não existe uma regra de ouro que possa ser aplicada a todas as crianças em todos os contextos.


Como pais, só podemos ficar atentos à situação e tomar uma decisão. Mas, ao colocar Frozen mais uma vez, pense nos efeitos de input e bem-estar, e tente deixar de lado a preocupação de que seu filho deveria estar fazendo algo — qualquer outra coisa! — diferente.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0lg061w184o
"Mas eles precisam ser expostos a muitos exemplos disso para detectar regularidades."

No período acima, os vocábulos 'expostos' e 'muitos' estabeleceram concordância adequadamente com os vocábulos 'eles' e 'exemplos', respectivamente. Nos trechos a seguir, observa-se também a concordância adequada, EXCETO:
Alternativas
Respostas
681: C
682: B
683: D
684: A
685: B
686: E
687: C
688: D
689: B
690: D
691: B
692: B
693: D
694: E
695: D
696: D
697: C
698: D
699: B
700: D