Questões de Concurso Comentadas sobre concordância verbal, concordância nominal em português

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Q3653902 Português
Em “meio-dia e ___”, “portas ___ abertas” e “___-palavras”, as lacunas podem ser preenchidas corretamente, nessa mesma ordem, por:
Alternativas
Q3610583 Português
Na metade do século passado, as recomendações de atividade física para melhorar o condicionamento físico e ter benefícios à saúde foram embasadas em comparações sistemáticas dos efeitos de diferentes protocolos de exercícios.

        Em 1978, foi publicado o posicionamento do Colégio Americano de Medicina Esportiva (ACSM, na sigla em inglês) intitulado “A quantidade e a qualidade dos exercícios para o desenvolvimento e a manutenção do condicionamento em adultos saudáveis”, que estabelecia os exercícios necessários para que os adultos saudáveis mantivessem ou melhorassem a aptidão cardiorrespiratória e a composição corporal. Eram recomendadas atividades aeróbicas, como caminhadas, corridas, ciclismo, realizadas na frequência de 3 a 5 dias por semana, e duração de 15 a 60 minutos.

        Apesar de essas recomendações terem sido reformuladas em 1990, com a inclusão dos exercícios de força e resistência muscular, com o passar do tempo, o interesse em melhorar o estado geral de saúde – e não apenas a aptidão cardiorrespiratória, muscular e(ou) a composição corporal das pessoas – despertou maior atenção dos pesquisadores para o fato de que o volume de atividades, e não necessariamente a intensidade dos esforços, seria mais importante na promoção da saúde. 

        Assim, em 1995, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e o ACMS criaram uma recomendação populacional que preconizava que todos os indivíduos deveriam realizar atividades físicas de moderada intensidade, contínuas ou acumuladas, em todos ou na maioria dos dias da semana, totalizando, aproximadamente, 150 minutos por semana ou 200 Kcal por sessão. Tal recomendação, apoiada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde (MS) do Brasil, é preconizada atualmente para a prevenção de algumas doenças crônicas, e foi criada na tentativa de aumentar o reconhecimento tanto profissional quanto público dos benefícios à saúde, associados às atividades físicas moderadas, e de chamar a atenção para a quantidade e a intensidade mínima de atividade física necessária para atingir esses benefícios e encorajar as pessoas a se tornar mais ativas, e não necessariamente mais condicionadas, permitindo a inclusão de programas mais flexíveis em suas vidas cotidianas.

Internet:<www.scielo.br>  (com adaptações).

A respeito da estruturação linguístico‑gramatical do texto, julgue o item seguinte. 


No trecho “e foi criada na tentativa de aumentar o reconhecimento tanto profissional quanto público dos benefícios à saúde, associados às atividades físicas moderadas”, sem prejuízo para a correção gramatical e para os sentidos originais do texto, a forma “associados” poderia ser flexionada como associado, caso em que passaria a se referir a “reconhecimento”. 

Alternativas
Q3610573 Português
Na metade do século passado, as recomendações de atividade física para melhorar o condicionamento físico e ter benefícios à saúde foram embasadas em comparações sistemáticas dos efeitos de diferentes protocolos de exercícios.

        Em 1978, foi publicado o posicionamento do Colégio Americano de Medicina Esportiva (ACSM, na sigla em inglês) intitulado “A quantidade e a qualidade dos exercícios para o desenvolvimento e a manutenção do condicionamento em adultos saudáveis”, que estabelecia os exercícios necessários para que os adultos saudáveis mantivessem ou melhorassem a aptidão cardiorrespiratória e a composição corporal. Eram recomendadas atividades aeróbicas, como caminhadas, corridas, ciclismo, realizadas na frequência de 3 a 5 dias por semana, e duração de 15 a 60 minutos.

        Apesar de essas recomendações terem sido reformuladas em 1990, com a inclusão dos exercícios de força e resistência muscular, com o passar do tempo, o interesse em melhorar o estado geral de saúde – e não apenas a aptidão cardiorrespiratória, muscular e(ou) a composição corporal das pessoas – despertou maior atenção dos pesquisadores para o fato de que o volume de atividades, e não necessariamente a intensidade dos esforços, seria mais importante na promoção da saúde. 

        Assim, em 1995, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e o ACMS criaram uma recomendação populacional que preconizava que todos os indivíduos deveriam realizar atividades físicas de moderada intensidade, contínuas ou acumuladas, em todos ou na maioria dos dias da semana, totalizando, aproximadamente, 150 minutos por semana ou 200 Kcal por sessão. Tal recomendação, apoiada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde (MS) do Brasil, é preconizada atualmente para a prevenção de algumas doenças crônicas, e foi criada na tentativa de aumentar o reconhecimento tanto profissional quanto público dos benefícios à saúde, associados às atividades físicas moderadas, e de chamar a atenção para a quantidade e a intensidade mínima de atividade física necessária para atingir esses benefícios e encorajar as pessoas a se tornar mais ativas, e não necessariamente mais condicionadas, permitindo a inclusão de programas mais flexíveis em suas vidas cotidianas.

Internet:<www.scielo.br>  (com adaptações).

A respeito da estruturação linguístico‑gramatical do texto, julgue o item seguinte. 


Ficam mantidas a correção gramatical e a coerência textual caso a palavra “aeróbicas”, na sentença “Eram recomendadas atividades aeróbicas” fosse substituída por aeróbias.

Alternativas
Q3610572 Português
Na metade do século passado, as recomendações de atividade física para melhorar o condicionamento físico e ter benefícios à saúde foram embasadas em comparações sistemáticas dos efeitos de diferentes protocolos de exercícios.

        Em 1978, foi publicado o posicionamento do Colégio Americano de Medicina Esportiva (ACSM, na sigla em inglês) intitulado “A quantidade e a qualidade dos exercícios para o desenvolvimento e a manutenção do condicionamento em adultos saudáveis”, que estabelecia os exercícios necessários para que os adultos saudáveis mantivessem ou melhorassem a aptidão cardiorrespiratória e a composição corporal. Eram recomendadas atividades aeróbicas, como caminhadas, corridas, ciclismo, realizadas na frequência de 3 a 5 dias por semana, e duração de 15 a 60 minutos.

        Apesar de essas recomendações terem sido reformuladas em 1990, com a inclusão dos exercícios de força e resistência muscular, com o passar do tempo, o interesse em melhorar o estado geral de saúde – e não apenas a aptidão cardiorrespiratória, muscular e(ou) a composição corporal das pessoas – despertou maior atenção dos pesquisadores para o fato de que o volume de atividades, e não necessariamente a intensidade dos esforços, seria mais importante na promoção da saúde. 

        Assim, em 1995, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e o ACMS criaram uma recomendação populacional que preconizava que todos os indivíduos deveriam realizar atividades físicas de moderada intensidade, contínuas ou acumuladas, em todos ou na maioria dos dias da semana, totalizando, aproximadamente, 150 minutos por semana ou 200 Kcal por sessão. Tal recomendação, apoiada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde (MS) do Brasil, é preconizada atualmente para a prevenção de algumas doenças crônicas, e foi criada na tentativa de aumentar o reconhecimento tanto profissional quanto público dos benefícios à saúde, associados às atividades físicas moderadas, e de chamar a atenção para a quantidade e a intensidade mínima de atividade física necessária para atingir esses benefícios e encorajar as pessoas a se tornar mais ativas, e não necessariamente mais condicionadas, permitindo a inclusão de programas mais flexíveis em suas vidas cotidianas.

Internet:<www.scielo.br>  (com adaptações).

A respeito da estruturação linguístico‑gramatical do texto, julgue o item seguinte. 


No trecho “‘A quantidade e a qualidade dos exercícios para o desenvolvimento e a manutenção do condicionamento em adultos saudáveis’”, ficaria gramaticalmente correta a inserção da palavra “físicas” antes de “para”.

Alternativas
Q3604749 Português
        Uma em cada oito pessoas vive com alguma doença ou transtorno mental no mundo. Ansiedade e depressão são os mais comuns e chegam a representar 60% dos casos. Os jovens estão especialmente sujeitos à ansiedade, já os mais velhos convivem mais com depressão, segundo dados do Relatório sobre Saúde Mental no Mundo, publicado em 2023 pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

        As consequências do adoecimento mental envolvem desde o aumento dos gastos com saúde e a queda na produtividade econômica, em razão de afastamentos do trabalho, até a perda de vidas. O suicídio é estatisticamente responsável por mais de uma em cada 100 mortes no mundo.

        Saúde mental é um direito básico de todo indivíduo e condição, tanto quanto a saúde física, para o desenvolvimento pessoal e, em última instância, da sociedade. Em linhas gerais, refere‑se à condição de bem‑estar em que a pessoa é capaz de lidar com situações e emoções cotidianas, ter satisfação em viver, compartilhar e se relacionar com os outros, manter‑se produtiva, enfrentar adversidades e contribuir para a comunidade em que vive. Fica claro, portanto, que a saúde mental é uma condição não apenas complexa, mas dinâmica ao longo da vida.

        De forma geral, o adoecimento mental se manifesta a partir da associação de múltiplas causas, que podem incluir hereditariedade, desequilíbrio neuroquímico, exposição a condições estressantes (sociais, econômicas e culturais), dificuldade em lidar com emoções, uso de drogas lícitas ou ilícitas e vivência de traumas.

        O médico psiquiatra Leonardo Takeda explica que situações naturais do cotidiano da vida adulta, tais como as demandas pessoais e de trabalho, representam desafios para boa parte dos indivíduos, mas podem resultar em sobrecarga para outros. Eventualmente, somam‑se a elas projetos pessoais desafiadores, como buscar um novo emprego ou uma melhor moradia. Os sinais de que as exigências estão demasiadas muitas vezes se manifestam no corpo. Tremor, suor, coração acelerado, boca seca e sono prejudicado são alguns deles.

        Takeda comenta que esses são os sintomas de ansiedade que normalmente levam as pessoas a buscar atendimento médico em momentos críticos. Ele afirma que a ansiedade fisiológica é um dos motivadores para a ação diante da vida e que ela é natural e positiva para o ser humano. O adoecimento acontece quando a ansiedade se torna generalizada e causa prejuízos físicos e emocionais.


Internet:<senado.leg.br>  (com adaptações).

Em relação à estrutura linguística e ao vocabulário empregados no texto, julgue o item seguinte.


Em “Eventualmente, somam‑se a elas projetos pessoais desafiadores”, a substituição da expressão “somam‑se” por soma‑se manteria o sentido original do texto e a sua correção gramatical.  

Alternativas
Q3601039 Português
Analise o texto abaixo e responda à questão.


https://br.images.search.yahoo.com/search/images?p=niquel+tirinhas
No segundo quadrinho há uma locução verbal “quero ver”, em que:
Alternativas
Q3598784 Português
Atenção: Leia o texto para responder à questão.


    A "caixa de Pandora· é uma metáfora usada para caracterizar ações que, menosprezando o principio da precaução, desencadeiam consequências/as maléficas, terríveis e irreversíveis. O mito de Pandora origina-se nos poemas épicos de Hesíodo (a Teogonia), escritos durante o século VII a.C.e considerados uma das mais antigas versões sobre a origem do Universo.

    Zeus deu a Pandora, como presente de casamento, uma caixa (na Grécia antiga, um jarro), mas avisou-a para nunca a abrir, pois seria melhor deixá-la intocada. A vontade de abri-la superou qualquer precaução: coisas horríveis voaram para fora, incluindo ganância, inveja, ódio, dor, doença, fome, pobreza, guerra e morte.

    Hoje em dia, a caixa de Pandora continua sendo aberta, não por pessoas desavisadas, mas por personagens que prestam serviços em nome da ciência, da política e da economia.

    Aí estão os agravos à saúde da população, à biodiversidade, ao habitat dos demais seres vivos, à preservação dos ecossistemas, à própria Terra como um todo. A confiança na tecnologia como panaceia para todos os mates resultou em considerar a "inteligência artificial' como opção para o declínio da "inteligência natural".

    Efeitos adversos relativos ao ultraprocessamento dos alimentos, às transformações genéticas, ás radiações eletromagnéticas continuam ainda pouco explorados. Entidades diversas subsidiam pesquisas científicas, desde que seus resultados respaldem, a priori, o que afirmam sobre seus métodos, produtos e ações.

    Jornalistas, influenciadores e meios de comunicação social teriam que destacar os objetivos desejáveis e colocar em debate os caminhos para alcançá-los.

    O resgate da Terra e o resgate da humanidade são aspectos complementares e devem ser tratados simultaneamente. no espaço e no tempo, para seu apoio mútuo.

    A questão é que as mudanças dependem da adoção de novas formas de estar no mundo. Elas implicam o apoio de dimensões interdependentes: Intima (mundo pessoal); interativa (relações grupais/; social (política, econômica); e biofísica (condições ambientais).

    Existe uma sinergia entre todas essas dimensões: elas podem se congregar em tomo de objetivos comuns (ecossistemas), ou se repelirem (ruptura e caos).

    Eis aqui a caixa de Pandora.


(Adaptado de: André Francisco Pilon. Disponível em: https://jomal.usp.br. Acesso em 06/2025)
A redação alternativa de um comentário baseado em trecho do texto, em que se mantém a correção gramatical, está em: 
Alternativas
Q3594476 Português
Leia o texto para responder à questão:


Ciclismo e transporte urbano no Brasil


    Cada vez mais, pedalar é uma escolha comum mundo afora, seja como meio de transporte, lazer, esporte, ou seja, como forma de socialização. O interesse aumentou tanto que rendeu uma data comemorativa, o Dia Mundial da Bicicleta, instituído em 3 de junho pela Organização das Nações Unidas (ONU). No Brasil, o incentivo ao uso desse modal sustentável também é crescente, mas diversas questões barram o avanço da prática. Mesmo diante de amplos benefícios, a falta de segurança pesa e afasta os brasileiros das bikes.

    Segundo dados do Ministério da Saúde, com base em outras fontes legítimas, o país registrou cerca de 15 mil mortes de ciclistas no trânsito entre os anos de 2014 e 2024. Esse cenário assusta ainda mais quando se pensa sobre a quantidade de acidentes sem óbitos, mas com marcas profundas, que acontecem diariamente pelo território nacional.

  O ciclismo urbano carrega na garupa os problemas da mobilidade no ambiente das cidades: desrespeito às regras e à convivência, descuido, falta de infraestrutura adequada, ausência de planejamento e de modernização.

   No caso do transporte em duas rodas, o restrito investimento em ciclovias e ciclofaixas agrava o quadro uma vez que, como não há espaços ideais, os ciclistas se arriscam em asfaltos irregulares e esburacados, potencializando a ocorrência de tragédias. Isso quando não precisam enfrentar vias destinadas às “magrelas” vandalizadas ou invadidas por veículos e pedestres, num quadro de perigo iminente.

   Fato é que o Brasil, diante de tantas dificuldades para implantar alternativas viáveis de locomoção, não pode ignorar o potencial das bicicletas nessa busca por soluções, muito menos fechar os olhos para o crescimento das mortes de ciclistas.

   A cultura do transporte motorizado vem perdendo força diante dos problemas do mundo moderno, como a necessidade de reduzir os índices de poluição. Fazer do ciclismo um meio de transporte eficiente e seguro é um desafio, mas as cidades que encontrarem o caminho vão dar um passo significativo rumo à qualidade de vida.


(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 07.07.2025. Adaptado)
Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de concordância verbal e concordância nominal. 
Alternativas
Q3582555 Português
Texto CG1A1

No momento em que realizamos uma leitura, ativamos circuitos cerebrais que nós, seres humanos, levamos milhares de anos para desenvolver: os da leitura. Decodificar letras, símbolos e significados transformou o nosso cérebro e nossa sociedade, e criou algo que não existia quando a nossa espécie surgiu.

        De acordo com Maryanne Wolf, cientista cognitiva, professora da Universidade da Califórnia em Los Angeles, “Nós pensamos na linguagem como algo natural, e deduzimos que o domínio da língua escrita é algo natural também. Mas não é, nem um pouco.” Ela completa: “E, quanto mais você lê, mais esse sistema molda o cérebro, de modo cumulativo. Dá a ele todo um conhecimento, toda uma construção de processos que eu chamo de habilidade de leitura profunda.”

        Wolf, no entanto, adverte que a habilidade de leitura profunda está sob risco, por causa dos hábitos digitais modernos, como o de apenas “passar os olhos” em textos online. A pesquisadora explica que um cérebro neurotípico já nasce com os circuitos que permitem que nossos olhos enxerguem e que as nossas cordas vocais produzam os sons da fala. Mas ele não nasce com um circuito projetado para a leitura.

  O processo provavelmente começou por volta do ano 3300 a.C., com o povo sumério, na Mesopotâmia, onde hoje fica o Iraque. Os sumérios criaram o sistema cuneiforme, de cunhar símbolos em argila — embora existam debates entre alguns cientistas de que os precursores da escrita possam ter sido os egípcios, com seus hieróglifos.

        De qualquer modo, decifrar símbolos passou a exigir mais do cérebro do que apenas enxergar. Era preciso associar aquele símbolo a algum objeto, conceito ou emoção, e também a algum som. Wolf explica: “Os símbolos de escrita começaram a surgir mais ou menos 6 mil anos atrás. E exigiram uma mudança no cérebro, em que um símbolo visual passou a representar um conceito e ser expressado por linguagem.” Ela acrescenta, ainda, que os cientistas acreditam que os nossos ancestrais “reciclaram” para a leitura circuitos antes usados para o reconhecimento de objetos.

        Em 1989, um grupo de pesquisadores acompanhou a atividade cerebral de pessoas enquanto elas olhavam uma série de caracteres — alguns deles com significado e outros aleatórios, que não significavam nada em particular. E, quando as pessoas olhavam para os caracteres que tinham significado real — ou seja, eram uma palavra de um idioma —, ativavam-se áreas muito mais amplas da visão e também células específicas que a nossa espécie desenvolveu para processar o sentido de letras, palavras e sons. Uma única palavra é capaz de despertar no cérebro todo um acervo de conceitos relacionados. Como exemplo, Wolf cita um experimento feito anos atrás pelo cientista cognitivo David Swinney. Os participantes do estudo, quando liam a palavra inglesa bug, pensavam não só no significado básico do termo — inseto —, como também em “bugs de informática” e até mesmo no carro Fusca (que em inglês se chama beetle, nome de um inseto).

Internet:<www.bbc.com>  (com adaptações).  

Julgue o item que se segue, relativo a aspectos linguísticos do texto CG1A1 e ao vocabulário nele empregado.  


A correção gramatical do texto seria mantida caso se substituísse “existam” (segundo período do quarto parágrafo) por hajam.  

Alternativas
Q3577272 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Chuvas e constelações


    Um tema pouco veiculado na literatura etnológica brasileira é o calendário das atividades de subsistência de um grupo indígena – os Desâna, do rio Tiquié –, determinado pelo aparecimento de certas constelações. O conhecimento empírico dos Desâna divide o clima da região em certo número de “verões”, alguns muito curtos, outros mais longos, entremeados por chuvas, estas anunciadas pelas constelações. A ambas – constelações e chuvas – estão associados os ciclos econômicos naturais: início, amadurecimento e término das safras de frutas; ocorrência de piracemas; safras de insetos, como a maniuara e a saúva, de grande importância alimentar. Às referidas mudanças climáticas vincula-se também o ciclo agrícola, pois a queima das roças é feita nas estiagens. 

    O ano dos indígenas Desâna começa em outubro, quando surge no poente a constelação “Iluminação da jararaca” (añá siñoliru). A pesada chuva que ela anuncia também tem esse nome. Logo surgem, uma em seguida à outra, as constelações que completam a figura da cobra: a “Cabeça de jararaca” (añá dihpuro puiró) e o “Corpo de jararaca” (añá dëhpë puiro). É época de fazer a limpeza do solo e a derrubada das árvores para abrir novas roças.

    Em janeiro vem o “verão do abiu” (kané were: abiu, verão), que dura cinco dias. É quando essa fruta começa a escassear. Vem em seguida o “verão do ingá” (mené were: ingá, verão), também assinalado pelo término da safra dessa fruta de vagem comprida. Esse verão dura de oito a 15 dias, tempo dedicado à queima da roça aberta na mata virgem derrubada em outubro. Quando acaba esse verão, no fim de janeiro, começa a chuva “Fêmur de tatu”, anunciada pela constelação do mesmo nome (pamo ngoá dëhka).

    As observações climáticas dos Desâna contradizem a noção de que, na região, há apenas duas estações: seca e chuvosa, ou “verão” e “inverno”. Também superam outra classificação simplista, que só distingue no solo amazônico a terra firme, a campina e a várzea. Disso se conclui que o conhecimento indígena dos fenômenos climáticos deve ser considerado para a compreensão da etnoecologia da Amazônia.


(Berta Ribeiro e Tolamãn Kenhíri. Chuvas e Constelações: Calendário econômico dos índios Desâna. Disponível em: https://revistacienciaecultura.org.br/?artigos=chuvas-e-constelacoes)
Está reescrita em conformidade com a norma-padrão de concordância a frase: 
Alternativas
Q3538787 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo. 

Escolha ética do sujeito

        Afirma o psiquiatra e terapeuta suíço Carl Gustav Jung, em seu livro Memórias, sonhos e reflexões: "Quando se toca no mal, corre-se o risco iminente de se sucumbira ele. O homem, de um modo geral, não deve sucumbir nem mesmo ao bem. Um pretenso bem ao qual se sucumbe perde seu caráter moral, não porque tenha se tornado um mal em si, mas porque simplesmente se sucumbiu a ele."

        Nessa passagem Jung faz compreendera condicionante decisiva desse especial e mais grave "sucumbir"que nos vitima: nossa submissão sem volta a um campo de julgamento em que os valores já estão firmados e cristalizados em polarizações mecânicas.

        Para Jung, o bem e o mal "constituem, juntamente, um todo paradoxal". E continua: "o indivíduo [...) procura ansiosamente as regras e as leis exteriores às quais possa ater-se cegamente nos momentos de perplexidade". E lembra ele que é comum atribuir a essas regras e leis exterioresaqualificação definitiva de "fatos", antes mesmo de qualquer busca de comprovação.

        Pode parecer-nos oportuno abandonar, por exemplo, a complexidade dos desafios do nosso tempo para nos submetermos à ideologia mais confortável e simplificadora, à qual passamos a nos agarrar sem sombra de reflexão mais séria. Escolhemos aquilo que nos parece mais natural, mais fácil. No entanto, antes dejulgar o valor da específica escolha adotada no cardápio vicioso de valores já assentados, Jung considera, assim, o maleficio fundamental do nosso acatamento irrefletido de uma escolha que, a rigor, sequer chegamosa escolher.

 (Silvério Tárrega, a editar)
As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:
Alternativas
Q3538736 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

Nosso cérebro e os sistemas digitais

    O cérebro humano não opera comо ит сотрutador digital, mas isso não impede que esses nossos computadores orgânicos sejam programados por sinais externos. Muito pelo contrário! E preciso considerar os graves riscos que a humanidade enfrentará nos próximos anos, em decorréncia da nossa interação e da nossa dependência cada vez maior em relação aos sistemas digitais, estabelecendo uma verdadeira simbiose que pode afetar profundamente o cérebro, por meio do fenômeno da plasticidade neural.
   Basicamente, a convivência contínua com computadores pode afetar a forma como o cérebro funciona e, no limite, nos transformar em meros zumbis orgânicos. De acordo com a minha estimativa, essa transformação pode ocorrer muito mais depressa do que imaginamos. Esse cenário se manifestará quão mais rapidamente o nosso cérebro for ludibriado, convencendo-se de que recompensas maiores seriam auferidas se ele cessasse de expressar os atributos mais celebrados e únicos da condição humana.
    Que atributos seriam esses? Eles incluem a imensa criatividade e a intuição, a inteligéncia bem como a compaixão, a empatia pelo próximo e a busca de um fim benéfico comum. Em troca, o cérebro optaria pela produção de comportamentos mais eficientes e produtivos, seguindo as rígidas normas impostas pela modernidade, que nos condenariam a uma existência primordialmente virtual onde -de acordo com a falsa utopia dominante dos nossos tempos - poderíamos nos defender melhor das frustrações e das dores cotidianas advindas do mundo real.
  Na verdade, esse seria o caminho mais rápido para nos transformarmos em simples autômatos controlados por um sistema ditatorial e por um tipo de economia divorciada da promoção do bem-estar geral. 

(Adaptado de: NICOLELIS, Miguel. O verdadeiro criador de tudo. São Paulo: Planeta, 2020, p. 21)
As normas de concordância verbal encontram-se bem observadas na frase:
Alternativas
Q3532788 Português

Considerando as regras de concordância nominal na norma culta, analise o trecho a seguir:


"Os documentos _____ (1) devem ser enviados _____ (2) à diretoria, pois as informações estão _____ (3) atualizadas. Ressaltamos que versões incompletas ou desatualizadas serão rejeitadas imediatamente."


Assinale a alternativa que preenche correta e sequencialmente as lacunas, justificando sua escolha com base nas relações sintáticas e semânticas entre os termos:

Alternativas
Q3530052 Português
    A inteligência artificial (IA) tem desempenhado papel cada vez mais importante nos últimos anos. Máquinas não se limitam mais a executar tarefas físicas, pois também desempenham funções intelectuais que exigem o que se considera inteligência.

    Inicialmente, a IA foi aplicada principalmente na solução de problemas do mundo real por meio da programação do conhecimento de especialistas em programas de computador. Esses programas, chamados de sistemas especialistas ou sistemas baseados em conhecimento, foram desenvolvidos com base em entrevistas com especialistas em determinadas áreas. No entanto, havia limitações, como subjetividade e falta de cooperação dos especialistas.

    Atualmente é grande o entusiasmo em relação aos potenciais benefícios da IA, de forma que máquinas estão aprendendo a dirigir carros independentes e tradutores automáticos estão se tornando cada vez mais precisos. Além disso, a IA está presente em tarefas cotidianas como ler emails, lavar roupas e recomendar filmes em plataformas de streaming.

    O rápido desenvolvimento de tecnologias para processamento e armazenamento de dados tem impulsionado o crescimento da IA e, à medida que os problemas se tornam mais complexos e a quantidade de dados aumenta, é necessário desenvolver ferramentas computacionais avançadas e personalizadas, baseadas no aprendizado de máquina, que dependem cada vez menos da intervenção humana. No entanto, esse desenvolvimento vem acompanhado de preocupações, principalmente em relação à ética e ao impacto na sociedade, considerando-se questões legais e de responsabilidade, para garantir que a IA seja benéfica e justa.


Jhadson Silva Leonel, Camila Ferreira Silva Leonel, Jonas Byk, Silvania da Conceição Furtado. Inteligência artificial: desafios éticos e futuros. Revista Bioética, 32, 2024 (com adaptações).  
A respeito do texto precedente, de suas ideias e de seus aspectos linguísticos, julgue o item subsequente. 

No primeiro período do último parágrafo, a flexão da forma verbal “tem” no plural — têm — prejudicaria a correção gramatical do texto. 
Alternativas
Q3527311 Português

Ao pluralizar a palavra sublinhada abaixo, quantas outras palavras deverão ser alteradas para fins de concordância?



Se a escola não inclui a Internet na educação das novas gerações, está na contramão da história, alheia ao espírito do tempo.

Alternativas
Q3522106 Português
Por que se apavora o falante apavorado?


Escrevendo profissionalmente sobre a língua portuguesa brasileira já faz um quarto de século, esbarrei muitas vezes com a figura do falante apavorado.

O falante apavorado trata a língua como se ela fosse uma cristaleira cara que, herdada dos avós, decora o salão onde seus filhos jogam futebol. Vive em sobressalto, o coitado, à espera do chute forte que vai estilhaçar seu tesouro.

Um elitismo confuso, misturado a bastante ignorância linguística, pode até levá-lo a mover uma acusação de lusocídio contra quem escreve brasilidades como “Se oriente, rapaz” ou “Tinha uma pedra no meio do caminho”.

Imagino que sejam uma minoria pequena, mas não sei. O fato é que de vez em quando um deles me acusa de ser um vândalo que ensina a fuzilar a concordância e a escrever gato com jota.

Embora a acusação seja vazia, não vou negar que magoa um pouco. Logo eu, pô, que desde pequeno arrasto uma asa bandeirosa pela tal de língua portuguesa.

Eu que decorei poemas ribombantes para recitar na escola, bestificado com a sinfonia das palavras, e nunca mais os esqueci – embora tenha renegado aquilo um milhão de vezes pela vida.

Sempre que trato da atualização normativa do português brasileiro, tarefa cívica para a qual nossa linguística está madura, vem um falante apavorado me chamar de destruidor do idioma.

Você aponta alguma aresta que pode ser aparada na relação entre uma norma culta idealizada e a norma culta praticada de fato no país. Sugestão, pensando bem, bastante modesta.

Um exemplo da semana passada: minha crítica à regra brasileira de separar, por escrito, preposição e artigo em frases como “a hora de a onça beber água” ou “o fato de a noite ser fria”.

A regra é besta, mas merece mais algumas palavras. Mesmo relativizada por nossos melhores gramáticos tradicionais, perdura nos meios editoriais, jurídicos, acadêmicos e jornalísticos do país.

Não é que seja especialmente idiota – embora seja um pouco – escrever “de o” em vez de contraí-lo em “do”, como fazemos todos os lusófonos ao falar. Idiota mesmo é afirmar que só pode ser assim.

Ah, mas não tem como ser diferente, se apavora ainda mais o falante apavorado. Diz ele que o fato da (opa) onça ser sujeito de uma nova oração impede a contração. Por quê? Não faz sentido. A onça não deixa de sentir sede porque alguém juntou duas palavras.

Os portugueses não perdem tempo com isso. Eu sei, nós não ligamos para o que os portugueses pensam da nossa língua. Só que neste caso eles têm razão.

Num idioma saudável, pruridos pedantes como esse não são base legítima para um divórcio tão desastroso e desnecessário entre forma e expressão.

O conservadorismo do falante apavorado é mais político do que linguístico. É preciso haver marcas, selos, carimbos para separar os falantes do alto e os falantes do baixo português. Nada melhor para isso do que certas pegadinhas, confere?

Passou da hora da gente se livrar de entulhos como esse, tornando nosso português escrito menos hostil aos milhões de brasileiros que lutam para dominá-lo nos bancos escolares.

(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. Acesso em: junho de 2025.)
A silepse é um tipo de concordância que não se estabelece com a forma das palavras, mas sim com a ideia que se pretende veicular ou com termos implícitos no enunciado. Por isso, também é conhecida como concordância ideológica. Nesse sentido, assinale a alternativa a seguir relacionada em que há um caso de silepse.
Alternativas
Q3519050 Português
Qual das orações abaixo apresenta erro de concordância verbal?
Alternativas
Q3517723 Português
        Após as experiências históricas do século passado, na psicanálise, no estruturalismo lévi-straussiano, na semiologia e no pós-estruturalismo, não há mais plausibilidade para se pensar em um humano típico do século XIX. Um ser volitivo e racional, plenamente consciente de suas necessidades materiais e que age movido por suas decisões voluntariosas com a finalidade de atender a essas necessidades. Tudo muito coerente, porém ficcional. A pessoa que pensamos desde o final do século XX é bem diversa. Muito mais ambígua e inconsistente em seu agir no mundo, um agir reativo ao seu meio em confronto com suas vivências culturais. Atende a necessidades materiais e a “necessidades” simbólicas, isto é, a desejos. Pensamos a pessoa como um animal simbólico e desejante, uma estrutura movida por algo bem mais complexo do que aquela simples e plena consciência racional. Movimenta-se por algo que vai além de suas necessidades biológicas. O desejo abarca a necessidade.

         Cada pessoa é uma entidade eminentemente simbólica, deseja por meio do simbólico. Movimenta-se por seus desejos, fala seus desejos, deseja mediante a expressão simbólica. Fala por significações desejantes. Trata-se de um ente constituído na e pela linguagem, enlaçado socialmente pela linguagem. Não uma linguagem como mera transmissão de ideias que já estariam na consciência individual. Não uma linguagem como um simples produto da mente racional e intencional que estaria meramente expressando e comunicando pensamentos que a antecedem, mas linguagem como produção, como processo de produção de ideias desejantes. Uma linguagem considerada como laço societário. Como aquilo que une um humano a outro, que os faz humanos e, assim, os torna pessoas simbólico-desejantes. São sujeitos sujeitados à linguagem. Cada pessoa fala seus desejos e se torna sujeito desses desejos que a sujeitam.

Carlos Alvarez Maia. História, ciência e linguagem: o dilema do relativismo-realismo.
Rio de Janeiro: Mauad Editora, 2015, p. 11.  

Em relação às ideias e a aspectos linguísticos e textuais do texto precedente, julgue o seguinte item. 


No segundo parágrafo, está elíptico o sujeito das orações “Fala por significações desejantes” e “Trata-se de um ente constituído na e pela linguagem”, sendo o sujeito de referência de ambas o termo “Cada pessoa”, que introduz o parágrafo.  

Alternativas
Q3516792 Português
A frase que está em conformidade com a norma-padrão de concordância é:
Alternativas
Q3512699 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

MANGUEZAIS

O projeto BlueShore − Florestas de Carbono Azul, vinculado ao Centro de Pesquisa para Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI/USP), visa quantificar a capacidade de sequestro de carbono dos manguezais brasileiros, ecossistemas costeiros que acumulam de três a cinco vezes mais carbono por hectare do que a Floresta Amazônica. Com aproximadamente 1 milhão de hectares, os manguezais brasileiros constituem a segunda maior extensão global desse tipo de floresta.

A pesquisa realiza coletas ao longo de todo o litoral nacional, considerando variáveis climáticas, geomorfológicas e geoquímicas que influenciam a dinâmica de armazenamento de carbono, majoritariamente concentrado nos solos (mais de 80%). O projeto também analisa o impacto antrópico regional sobre esses ecossistemas, como a urbanização, a expansão da carcinicultura e a conversão para pastagens, além de avaliar a biodiversidade local frente a concentrações elevadas de CO2.

Entre os objetivos específicos estão: desenvolver um índice de saúde do solo, caracterizar os mecanismos de estabilização do carbono nos sedimentos e identificar estratégias para integrar os manguezais ao mercado de créditos de carbono. Apesar da alta resiliência ecológica, esses ecossistemas apresentam vulnerabilidade à degradação decorrente da alteração no uso da terra, o que compromete sua função como sumidouro de carbono.

Fonte: Jornal da USP (disponível em https://jornal.usp.br - texto adaptado). 
Assinale a alternativa em que a concordância verbal está CORRETA, de acordo com a norma padrão da Língua Portuguesa:
Alternativas
Respostas
41: E
42: E
43: C
44: E
45: E
46: A
47: B
48: A
49: E
50: B
51: E
52: D
53: C
54: C
55: B
56: A
57: B
58: E
59: D
60: D