Questões de Concurso
Comentadas sobre concordância verbal, concordância nominal em português
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Beijos, beliscos e pisadelas
As incríveis histórias dos gestos de amor
Algumas práticas amorosas do passado continuam fazendo sucesso até hoje. É o caso do French kiss, o beijo de língua, que ganhou esse nome dos ingleses no século 17. Na época, os puritanos da Inglaterra ficaram impressionados com o grau de libertinagem que caracterizava o beijo em terras gaulesas e batizaram o voluptuoso gesto de beijo francês. O curioso é que, na França, ele ficou conhecido como English Kiss – os franceses associavam a palavra à importância que os ingleses davam àquela carícia labial, que para eles, franceses, era tão comum. No Japão o beijo é chamado de kissu (importado do inglês kiss) e só começou a ser feito em público pelos casais nas últimas décadas, com a influência norte-americana no país. Outros gestos não fariam sucesso hoje. É o caso das pisadelas e dos beliscões, práticas trazidas de Portugal que se tornaram populares no Brasil no século 19. “Tratava-se de pisadelas no pé e beliscões que deixavam uma marca roxa no braço da amada”, diz a historiadora Mary Del Priore.
Outra prática comum era esmigalhar limões de cheiro no corpo da dama. “Não faltaram pedidos de casamento que tiveram como motivo um limão de cheiro comprimido contra um braço benfeito”, afirma Mary Del Priore.
[...]
HAMA,Lia. Aventuras na História. São Paulo: Abril, maio 2006
Considerando-se o fragmento:
“No Japão o beijo é chamado de Kissu (importado do inglês kiss) e só começou a ser feito em público pelos casais nas últimas décadas, com a influência da cultura norte-americana no país. Outros gestos não fariam sucesso hoje. É o caso das pisadelas e dos beliscões , práticas trazidas de Portugal que se tornaram populares no Brasil no século 19”
O vocábulo destacado encontra-se flexionado em razão de uma regra gramatical de:
Leia o texto a seguir para responder a questão.
Estudantes da rede pública de Teixeira de Freitas são premiados na Olimpíada Brasileira de Matemática
Estudantes da rede pública municipal de Teixeira de Freitas deram um show de estudo e foram campeões na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), edição 2014. Os vencedores receberam as medalhas na última segunda-feira (14/12/15), em cerimônia acontecida na capital baiana.
Kézia Santos Silva, da Escola Municipal Rachel de Queiroz, Rafael Marques dos Santos, da Escola Municipal Solidariedade, e Ítalo Vieira Silva, da Escola Municipal João Mendonça, foram premiados em nível regional com a medalha de prata, e Jaime José, da Escola Municipal Igualdade e Justiça, com a de bronze.
A OBMEP é uma realização do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e tem como objetivo estimular o estudo da matemática. A premiação revela alguns dos talentos teixeirenses e reforça o patamar de qualidade da educação pública municipal em Teixeira de Freitas.
Disponível em:<http://educacao.teixeiradefreitas.ba.gov.br/>. Acesso em: 18 dez. 2015, fragmento.
Leia o texto abaixo para responder à questão:
São considerados resilientes as pessoas que mantêm boa capacidade de recuperação após passarem por dificuldades.
A palavra Resiliência vem do Latim: Resilire, que significa recusar, voltar atrás. Na psicologia, significa voltar ao estado anterior. Em física, Resiliência se refere à capacidade que um material tem de suportar grandes impactos de temperatura e pressão, deformar-se ao extremo, mas pouco a pouco conseguir se recuperar e voltar à sua forma anterior.
Ou seja, resiliência é a capacidade que um material tem de se deformar inteirinho, quase “morrer”, para então conseguir ir voltando ao que era antes e se refazer e se reconstruir
Esse termo passou por uma adaptação nas ciências humanas e hoje representa a capacidade de um ser humano de sobreviver a um trauma.
(Disponível em:
http://www.marisapsicologa.com.br/res
iliencia.html acesso em 07/06/2016
texto transcrito em sua forma original)
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder a questão.
Educação profissional e a lição que os jovens ensinam ao Brasil
RAFAEL LUCCHESI
O dado de que emprego e profissão desejados lideram a lista de aspirações dos jovens brasileiros revela um novo Brasil em construção. Pesquisa recente publicada pelo Instituto Datafolha indica uma preocupação da juventude com o próprio futuro. Outra pesquisa, Transições da escola para o mercado de trabalho de mulheres e homens jovens no Brasil, da OIT, avalia que os jovens brasileiros são trabalhadores e parte significativa deles tem se esforçado para combinar trabalho e estudo.
Com menos experiência e, em geral, pouca qualificação profissional, eles são os que sofrem primeiro quando o mercado de trabalho piora. Essa maior dificuldade para colocar em prática projetos de vida parece ter ensinado ao Brasil uma lição: é preciso estar mais bem preparado para o mundo do trabalho. O impacto coletivo dessa mudança de percepção pode ser visto também com a nova cara dos estudantes do ensino médio.
A maior chance de conquistar um emprego e um bom salário aumentou o interesse dos estudantes em relação ao ensino técnico de nível médio. Dados do Censo da Educação Básica, analisados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), mostram aumento de 55,3% no número de matrículas nesses cursos, passando de 927.978 em 2008 para 1.441.051 em 2013.
Historicamente, a procura por cursos de formação profissional segue uma lógica anticíclica: a procura cresce mais quando o mercado de trabalho não apresentava bom desempenho. Os trabalhadores buscavam se qualificar para manter ou conseguir novo emprego, ou seja, pela necessidade de elevar/manter a sua empregabilidade.
Na última década, quando foram registrados baixos índices de desemprego no Brasil, essa dinâmica parece ter sido rompida, uma vez que a sociedade brasileira começou a mudar a sua percepção sobre a educação profissional, entendendo que ela pode ser o caminho mais curto para a inserção, com qualidade, no mercado de trabalho.
Em outras palavras, mesmo com o mercado de trabalho ativo, houve expansão significativa da procura por cursos, motivada principalmente pela falta de mão de obra especializada e pela necessidade de atualização tecnológica, além ─ é claro ─ do entendimento de que o trabalho abre a perspectiva da mobilidade social.
O aumento do interesse na educação profissional é importante e aponta que estamos no caminho certo da valorização da educação profissional, mas ainda é pouco se comparado a outras nações.
Países da União Europeia, em 2010, segundo o Centro Europeu para o Desenvolvimento da Educação Profissional, tinham em média 49,9% dos estudantes do ensino secundário também matriculados na educação profissional.
Na Áustria, por exemplo, que registra o índice mais alto, 76,8% dos estudantes do secundário fazem ensino técnico. Finlândia vem em seguida com 69,7% e Alemanha com 51,5%. No Brasil, esse índice alcançou os 7,8% em 2013.
A educação profissional melhora o ambiente de negócios, podendo ser um parâmetro importante para decisão de novos investimentos por empresários. Na perspectiva do trabalhador, a qualificação pode reduzir o risco de desemprego ou, ao menos, reduzir o tempo de permanência fora do mercado de trabalho.
Em um momento de arrefecimento do mercado de trabalho, como o atual, não se pode abrir mão da qualificação de trabalhadores, estejam eles empregados ou não. Essa é, inclusive, uma estratégia para facilitar a retomada de crescimento do país.
Um técnico que será contratado para preencher uma vaga em 2017, por exemplo, deve começar a se qualificar hoje. Os jovens já têm nos dado o exemplo. Agora, cabe à geração madura do Brasil nos governos e setores produtivos seguir seu exemplo e fazer a aposta correta.
LUCCHESI, Rafael. Educação profissional e a lição que os jovens ensinam ao Brasil. Folha de S.Paulo. São Paulo. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2015/07/1661561-educacao-profissional-a-licao-que-os-jovens-ensinam-ao-brasil.shtml>
Acesso em: 7 set. 2015 (Adaptação).
Leia o período a seguir.
“Países da União Europeia, em 2010, segundo o Centro Europeu para o Desenvolvimento da Educação Profissional, tinham em média 49,9% dos estudantes do ensino secundário também matriculados na educação profissional.” (7º parágrafo)
Analise as afirmativas a seguir.
I. No período em análise, o termo em destaque exprime ideia de conformidade.
II. Os termos “da União Europeia” e “em 2010” desempenham função adverbial.
III. A forma verbal “tinham” estabelece concordância com o termo “Países da União Europeia”.
Estão CORRETAS as afirmativas
Identifique qual a palavra, entre parênteses, adequada, observando a concordância verbal ou nominal.
1. Neste setor é (probido/proibida) a entrada.
2. Aquele jogador está (quite/quites) com seus credores.
3. (Haviam/Havia) meses que o time não ganhava uma partida.
4. (Deram/Deu) 10 horas o relógio da empresa.
5. (Fez/ Fizeram) dias quentes neste inverno.
6. Vossa Excelência não (deveis/devia) se preocupar com isso, agora.
Assinale a alternativa que indica corretamente as
palavras adequadas.
Se a cidade______________ares de roça, talvez não fosse tão procurada pelos turistas.
TEXTO 1
Importância da pesquisa
Sem pesquisa não há ciência, muito menos tecnologia. Todas as grandes empresas do mundo atual possuem departamentos chamados “Pesquisa e Desenvolvimento” (P&D).
Os Departamentos de P&D estão sempre tentando dar um passo à frente para obtenção de novos produtos que respondam melhor às exigências cada vez maiores dos consumidores ou, simplesmente, que permitam vencer a concorrência das empresas.
As indústrias farmacêuticas vivem à procura de novos medicamentos mais eficazes contra doenças velhas e novas (e rezamos para que consigam!). As montadoras de automóveis querem produzir carros mais econômicos, menos poluentes, mais seguros. A informática não para de nos assustar com seus computadores cada dia mais rápidos, com maior capacidade de memória, com programas mais eficientes.
Uma porcentagem significativa dos lucros dessas empresas é destinada à pesquisa. Nesses departamentos, existem laboratórios ultramodernos, pistas de testes (quando é o caso), campos de aplicação experimental, oficinas para montagem de protótipos etc. Neles, trabalham técnicos e cientistas altamente especializados.
Se não houvesse pesquisa, todas as grandes invenções e descobertas científicas não teriam acontecido.
(Marcos Bagno. Pesquisa na escola: o que é e como se faz. São Paulo: Edições Loyola, 1998, p. 19).
Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
Os azulejos de São Luís compõem um dos patrimônios culturais mais belos da cidade. Eles são encontrados nas fachadas das casas antigas, bem como foram e ainda são utilizados em igrejas e na decoração interna de casarões.
Foi no século XVIII, período colonial, que os azulejos lusitanos começaram a chegar à capital maranhense, em um contexto de crescimento urbano, para enriquecer a estética das casas e dos prédios comerciais.
O Museu Histórico e Artístico do Maranhão (Museu de Artes Visuais) contém o maior acervo de azulejos em exposição. Todos são provenientes de doações. Lá é possível confirmar com historiadores que o patrimônio azulejar maranhense é em sua maior parte proveniente de Portugal, mas também possui influência da França.
Os portugueses se dedicaram à produção de azulejos, utilizando técnicas diferenciadas e trabalho manual. Eles também trabalharam em prol de uma construção visual, de forma que um painel com o mesmo azulejo colocado em determinadas posições possa ser visto de várias formas.
Portugal fez de São Luís a mais lusitana das capitais brasileiras. Por isso, a cidade preserva o maior aglomerado urbano de azulejos dos séculos XVIII e XIX, em toda a América Latina. Eles assumem importância no contexto universal da criação artística, pela longevidade de seu uso, sem interrupção durante cinco séculos, resistindo a tempos chuvosos e amenizando o calor do verão, devido aos matizes de branco que refletem os raios solares.
Assim, essa cultura material ludovicense, respeitada mundialmente, evoca a identidade e a memória do povo maranhense.
O elemento que justifica a flexão do verbo em destaque é: