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Questões de Concurso Comentadas sobre concordância verbal, concordância nominal em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 8.389 questões

Q2727528 Português

Considerando-se a norma padrão escrita da língua portuguesa, assinale a alternativa em que a concordância verbal está correta.

Alternativas
Q2721995 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


As máquinas inteligentes e suas regras


01---------Em 1950, o cientista Alan Turing (1912-1954) criava um experimento que entraria para a

02--história. No famoso Teste de Turing, descrito no artigo Computing Machinery and Intelligence, o

03--britânico propunha que um computador e um humano respondessem ____ mesmas perguntas.

04--Caso o interrogador não conseguisse diferenciá-los, a máquina passava no teste, provando a sua

05--inteligência. Com sua validade questionada pela comunidade científica de hoje, o experimento

06--trouxe ____ tona uma indagação perturbadora: a máquina superará o ser humano? Passadas

07--mais de cinco décadas, a questão ainda ressoa na esfera pública, principalmente devido à

08--automação de atividades cotidianas, do transporte ao cuidado de idosos e crianças.

09---------Entu__iasta dos avanços tecnológicos, o docente do Instituto de Informática da

10--Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Edson Prestes, defende que a revolução robótica em

11--curso trará muitos benefícios. Porém, a sociedade civil precisa estar atenta, zelando pela

12--manutenção dos direitos humanos. É consenso que robôs coe__istirão com os homens nos mais

13--variados ambientes, com as mais variadas funções. Eles impactarão certamente as nossas vidas.

14--A questão que é necessária responder é: de que forma? Se desenvolvermos robôs sem qualquer

15noção ética, certamente o impacto será negativo, ressalta.

16---------O pesquisador integra a Global Initiative for Ethical Considerations in Artificial Intelligence

17--and Autonomous Systems, iniciativa que reúne especialistas de todo o globo para debater os

18--desafios da inteligência artificial. Essa discussão já toma forma com o desenvolvimento dos carros

19--autônomos, que não necessitam de motorista. Nos últimos dez anos, empresas de tecnologia,

20--como o Google e a Apple, e as tradicionais montadoras têm investido no setor, em uma corrida

21--para chegar ao mercado. Mais do que um benefício para quem não gosta de guiar, a promessa é

22--que esses veículos sejam mais seguros. Segundo estudo da consultoria McKinsey & Company, os

23--carros autônomos poderiam reduzir em 90% o número de acidentes, os quais são causados nos

24--dias de hoje principalmente por falhas humanas como e__esso de velocidade, consumo de álcool

25--e fadiga.

26---------Imune _____ distrações, os novos automóveis trariam benefícios inegáveis. No entanto, há

27--um fator que torna a equação um pouco mais complexa: o acaso. Como o veículo agirá se, por

28--exemplo, um pedestre aparecer de repente em seu percurso? Atropelará ____ pessoa ou desviará

29--para outro local pondo a vida do passageiro em risco? Segundo o gerente de estratégia da Ford,

30--Luciano Driemeier, situações como essas exigiriam a criação de normas de conduta. “O código de

31--ética é uma questão de toda a indústria. Precisamos de abordagens e discussões consistentes, e

32--de todas as partes interessadas – incluindo governo, indústria automobilística, suprimentos,

33--companhias de seguros e grupos de defesa dos consumidores”, afirma.

34---------O físico, astrônomo e docente da universidade norte-americana Dartmouth College,

35--Marcelo Gleiser, concorda que o padrão de conduta dos veículos autônomos deve ser discutido por

36--grupos multidisciplinares, incluindo filósofos especializados em ética. “A boa notícia é que, dada a

37--imparcialidade da máquina, muito provavelmente a melhor decisão será salvar o maior número de

38--vidas possível”, comenta. Esse fator também é ressaltado pelo gerente de projetos da BMW,

39--Henrique Miranda. Ele argumenta que, ao contrário do motorista, a máquina não age “por instinto

40--de sobrevivência”. “O objetivo da tecnologia não é escolher entre vidas, mas proteger todas as

41--vidas”, afirma.

42---------Para que esses carros possam ser inseridos no mercado, também será necessário criar

43--novas leis. Atualmente, por exemplo, ainda não há uma definição clara de quem seria

44--responsabilizado a empresa ou o passageiro caso o veículo provoque um acidente.

45--Recentemente, o governo alemão deu o primeiro passo nesse sentido, anunciando uma série de

46--diretrizes relacionadas ao uso de carros autônomos. Outras nações devem seguir o exemplo,

47--e__pandindo a regulamentação para outras áreas. “Diversos grupos em universidades já estão

48--discutindo que regras deveriam guiar o trabalho dos robôs. Afinal, se conseguirmos de fato

49--construir máquinas inteligentes, como garantir que elas seguirão nossas regras e não as delas?”,

50--indaga Gleiser.


(Fonte: Mariana Tessitore – Revista da Cultura – Disponível em:

https://www.livrariacultura.com.br/revistadacultura/reportagens/etica-e-tecnologia - adaptação)

Caso, na linha 49, substituíssemos a palavra “máquinas” por sua forma singular, quantas outras alterações deveriam ser feitas no período a fim de que mantivéssemos as corretas relações de concordância?

Alternativas
Q2720264 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Seu aparelho de ar-condicionado está deixando o planeta mais quente


1 Sol, praia, calor. O Brasil é tipicamente conhecido por suas características tropicais. Apesar

2 disso, pouca gente nega um bom ar-condicionado em dias quentes. No verão do ano passado, a

3 venda desses aparelhos bateu recorde. Temos, atualmente, um total de 139 milhões de unidades

4 funcionando. Mas não é só o brasileiro que ama um friozinho artificial — Estados Unidos e Japão

5 detêm a maior parte dos exemplares mundiais. Porém, de acordo com um relatório divulgado pela

6 Agência Internacional de Energia (IEA), um irônico paradoxo foi confirmado: o aumento na

7 quantidade de aparelhos de ar-condicionado está deixando o mundo mais quente. No mundo, a

8 quantidade de ares-condicionados está concentrada em um pequeno número de países (nos

9 Estados Unidos, 90% das residências possuem). Mas à medida que a renda aumenta e as

10 populações crescem nas nações emergentes, especialmente em regiões quentes, o uso dos

11 aparelhos se torna cada vez mais comum. E as estatísticas provam: o funcionamento de ares-

12 condicionados e ventiladores já representa cerca de um quinto do total da eletricidade gasta em

13 edifícios de todo o mundo — ou 10% do consumo global.

14 Os números ficam cada vez mais exorbitantes: hoje, temos cerca de 1,6 bilhão de

15 aparelhos funcionando. Para 2050, a perspectiva é de impressionantes 5,6 bilhões. Considerando

16 também o crescimento populacional, na metade do século teremos uma estimativa de um ar-

17 condicionado para cada duas pessoas do mundo. E a demanda pelo uso de climatizadores vai

18 mais que triplicar: eles consumirão a mesma quantidade de energia que China e Índia juntas.

19 Ok, você já entendeu que temos muitos ares-condicionados pelo mundo. Mas voltemos à

20 questão principal: como eles estão tornando o planeta mais quente? Para começar, a população

21 usa “errado”. Os consumidores atuais não se preocupam em comprar aparelhos mais eficientes,

22 que gastem menos energia. A competência média dos exemplares comprados hoje é menos da

23 metade do que está normalmente disponível para venda, com cerca de um terço da tecnologia

24 dos mais eficientes. Isso pode se converter no fator econômico: geralmente os mais baratos são

25 mais simples. Mas a questão crucial é, lógico, a influência que esses bilhões de aparelhos exercem

26 na temperatura do planeta. As emissões de gases estufa liberados pelas usinas de carvão e gás

27 natural ao gerar eletricidade para os ares-condicionados quase dobrariam — de 1,25 bilhão de

28 toneladas em 2016 para 2,28 bilhões de toneladas em 2050. Essas emissões impactariam

29 significativamente o aquecimento global — o que aumentaria ainda mais a demanda por ar-

30 condicionado.

31 Sim, é um ciclo vicioso. O conforto tem um preço, e ele é bem alto. E o relatório cita

32 exemplos bem ilustrativos da situação: quanto mais aumenta a renda de uma família, cresce

33 também o número de eletrodomésticos como geladeiras e televisores. Esses aparelhos geram

34 calor, deixando o ambiente mais quente. Solução: comprar um ar-condicionado. E a maioria dos

35 ares-condicionados funcionam, em parte, “jogando” o ar quente para o lado de fora, também

36 tornando a vizinhança mais quente. Segundo estimativas, o aparelho pode elevar a temperatura

37 durante a noite em cerca de um grau Celsius em algumas cidades. Ou seja, se um número

38 suficiente de vizinhos comprar um ar-condicionado, a temperatura da sua casa pode aumentar a

39 ponto de você precisar fazer o mesmo.

40 Apesar do aparente caos cíclico sem solução, o relatório termina esperançoso. Ele fala

41 sobre o “Cenário de Refrigeração Eficiente”, um caminho que se baseia numa forte ação política

42 para limitar o uso de energia com a finalidade de resfriar os espaços. E, principalmente, fala sobre

43 investir em aparelhos mais competentes. Essa simples atitude pode reduzir a demanda futura de

44 energia pela metade — em comparação com as suposições feitas baseadas no consumo atual.

45 Também torna tudo mais barato: seguindo os padrões do Cenário de Refrigeração Eficiente, pode-

46 se reduzir os custos de investimento, combustíveis e outros gastos gerados por essa indústria do

47 frio em três trilhões de dólares até 2050. E, por último, esse cenário reduziria as emissões de

48 gases estufa pela metade. Ele está de acordo com os objetivos climáticos previstos no Acordo de

49 Paris. Então lembre-se, pelo bem do futuro do planeta, quando for comprar um ar-condicionado,

50 tenha certeza de que as especificações de eficiência são as melhores possíveis.


Texto especialmente adaptado para esta prova. Disponível em https://super.abril.com.br/ciencia/seu-aparelho-de-ar-condicionado-esta-deixando-o-planeta-mais-quente/. Acesso em 17 mai. 2018.

Quanto à concordância verbal, considere a validade das seguintes propostas de substituição para o texto, levando-se em conta o respeito à Norma Culta da Língua Portuguesa:


I. Na frase ”E a maioria dos ares-condicionados funcionam, em parte, “jogando” o ar quente para o lado de fora” (l. 34-35), o verbo “funcionar” não poderia ser flexionado para o singular.

II. Na frase “A competência média dos exemplares comprados hoje é menos da metade do que está normalmente disponível para venda” (l. 22-23), o verbo “ser” poderia ser flexionado para o plural.

III. Na frase “As emissões de gases estufa liberados pelas usinas de carvão e gás natural ao gerar eletricidade para os ares-condicionados quase dobrariam” (l. 26-27), o verbo “liberar”, que está empregado no particípio passado e no plural, poderia continuar no plural e ser flexionado para o feminino.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2712307 Português

As questões de 01 a 10 dizem respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de respondê-las.


(Texto)


Os benefícios de se ter acesso a todos os dados do paciente


1 Você já passou dos 50 ou 60 e começa a preencher

um questionário com seus dados de saúde. Ou está

na frente do doutor para uma primeira consulta. Já

pensou quantas vezes teve que repetir as mesmas

5 Informações? Não seria multo melhor se houvesse

um único arquivo que, mediante sua autorização,

pudesse ser acessado e disponibilizasse o histórico

de suas doenças, medicamentos de uso continuo,

hospitalizações e cirurgias? O volume de

10 Informações desperdiçadas são gigantescas: se

trocou de médico, deixou para trás anos de

conversas importantes, de resultados de exames —

coisas das quais nem se lembra mais. Se perdeu o

emprego e ficou sem plano de saúde, também corre

15 o risco de ter que buscar outra rede de especialistas

e começar do zero. Até mesmo se foi atendido num

pronto-socorro, aquele episódio provavelmente vai

se perder, embora faça parte do quebra-cabeça da

sua existência.


(Fonte adaptada http://g1.globo.com>acesso em 05 de novembro de 2018)

Há erro de concordância no seguinte trecho retirado do Texto:

Alternativas
Q2197753 Português
Marque a alternativa que apresenta concordância verbal corretamente.
Alternativas
Q2082442 Português

— A tecnologia não vai substituir o médico e, sim, empoderá-lo. Assim como o paciente, que passa a ser médico dele mesmo. A tecnologia vai resolver as limitações da medicina, que hoje cresce de maneira linear. (ℓ.33-38)

Considere que o fragmento seja reescrito colocando-se as palavras sublinhadas no plural. Com essa alteração, além desses dois substantivos, quantas palavras deverão ser pluralizadas também?
Alternativas
Q2062696 Português

Infolatria tecnofágica: a era do smartphone


A cibercultura e as realidades virtuais estão transformando radicalmente a nossa experiência psicossocial coletiva: a forma como vivemos, nos comportamos, nos sentimos, nos compreendemos e a própria realidade ao nosso redor.


Toda essa cultura cibernético-informacional é, de fato, incrivelmente cômoda, útil, funcional, sedutora, mas, ainda assim, afirmamos que mais informação circulando nas redes e mídias não significa de modo algum mais conhecimento assimilado, educação, cidadania; e que muito menos a tecnologia, por si, seja sinal seguro de mais esclarecimento, humanidade, erudição e desenvolvimento cultural. O que vale dizer que mais disponibilidade – de dados, conteúdos, twitters, posts, zaps e congêneres – não determina, por si só, qualquer tipo de evolução cognitiva e intelectual.


Outro mito muito propalado aos quatro ventos é o de que a tecnologia seria essencial e necessariamente benéfica às coletividades humanas. O que é – diga-se – uma balela. Pois nós – que pesquisamos a referida matéria há quase uma década – chegamos à dura conclusão de que as tecnologias sempre acabam servindo primeiro aos poderes hegemônicos já dominantes e, tardiamente, à sociedade de uma maneira mais ampla. Sim, pois os investidores que apostam nesses projetos só o fazem com vistas – é óbvio – ao retorno financeiro que eles possam proporcionar, e não num altruísmo improvável que não tem lugar no mundo materialista e venal que aí está. Mesmo porque vivemos numa realidade mercantilista, cuja lógica comercial rege grande parte das relações sociais humanas e assim molda a realidade factual, consuma o presente e vai plasmando também o próprio futuro. 


Ipso facto, podemos afirmar que a cibercultura e o ciberespaço seguem as mesmas leis, operam no mesmo meio societal, sob o mesmo regime econômico, e, por isso mesmo, estão sujeitos às mesmas dinâmicas. E essa fixação – que hoje se observa em relação, por exemplo, aos smartphones, seu culto e massiva utilização – reflete exatamente essa exploração das massas por meio das tecnologias e da própria cultura que se cria em torno delas. Em pouquíssimas palavras, a pessoa paga uma verdadeira fortuna para comprar o aparelho, e ainda adquire um custo fixo considerável para o fornecimento de um serviço – frise-se – que é executado, em sua maioria, por máquinas e sequências algorítmicas. Sim, pois mais uma linha telefônica conectada à rede de qualquer operadora significa, na prática, apenas um comando de computador.


QUARESMA, Alexandre.


<http://sociologiacienciaevida.com.br/infolatria-tecnofagica-era-do-smartphone/> Acesso em 27/março/2018. [Adaptado]

Assinale a alternativa correta, com base no texto.
Alternativas
Q2060992 Português
Assinale a alternativa em que a concordância entre as palavras está em conformidade com a norma-padrão.
Alternativas
Q2055473 Português
Assinale a alternativa correta quanto à concordância verbal.
Alternativas
Q2053926 Português
A corrupção como violência e ausência de comportamento moral

Por Lúcia Cavalcanti de Albuquerque Williams e Paula Inez Cunha em 24/01/2018 na edição 972

[P1] Somos professoras universitárias há pelo menos três décadas investigando a origem dos comportamentos violentos, como o do adolescente infrator e do agressor da parceira íntima. Pesquisadoras e cidadãs, observamos que o descalabro revelado pelas investigações dos últimos três anos sobre a corrupção no alto escalão nacional tem deixado o Brasil estarrecido. De fato, a corrupção também pode ser considerada uma modalidade de violência, na qual há um acordo entre pelo menos dois ofensores – o corruptor e o corrompido – para lesar uma terceira parte – no caso, a sociedade brasileira. Como toda violência, a corrupção, se não freada, tende a aumentar significativamente em frequência e intensidade.

[P2] Curiosamente a imprensa brasileira não tem feito uma análise diversificada sobre a origem da corrupção, restringindo-se a explicações da ciência política ou sociológica, logo o nosso interesse em mostrar como a psicologia pode contribuir para a compreensão do problema. As consequências nefastas de outras modalidades de violência por nós estudadas sequer podem ser comparadas à extensão dos danos causados pelos atos de corrupção praticados por presidentes, senadores, deputados, governadores, políticos, funcionários públicos, empresários, juristas e tantos outros. Isso porque os efeitos nocivos da corrupção atingem toda a coletividade: na área econômica, com o desemprego; na da saúde, com o adoecimento e mortes, no caso dos hospitais sucateados; na educacional, com universidades sem verba, escolas públicas abandonadas e evasão de alunos, os quais, sem outra opção, adotam trajetórias delituosas. Enfim, restam uma população sem esperanças e o aumento da desigualdade econômica, da qual há tempos somos campeões mundiais. Os corruptos estão tão distantes dos efeitos de suas ações que tampouco são afetados por elas. Apenas percebem algo errado quando são presos, investigados, processados e condenados; assim mesmo, sentem-se indignados e vítimas.

[P3] Frente a cenas reais filmadas, nas quais empresários de firmas consideradas modernas descrevem com candura atos gravíssimos de corrupção ou que revelam a obscenidade de malas robustas com milhões – em moeda nacional ou estrangeira – obtidos criminosamente, como psicólogas nossas perguntas surgiram inevitáveis. Como tais pessoas chegaram a tal ponto? Não aprenderam a diferença entre o certo e o errado? Seus pais não lhes ensinaram valores universais, por exemplo, de “não fazer ao outro o que não gostaria que fizessem a você”? Não lhes ensinaram virtudes, como a honestidade? Não lhes deram modelos de comportamento moral ou ético, como “não se apropriar do que é do outro”? Esses ensinamentos passaram ao largo de sua formação enquanto crianças e adolescentes? As emoções morais da vergonha e da culpa não foram por eles vivenciadas? Seus pais não sabiam que as emoções morais são os mais poderosos inibidores do comportamento violento? Sim, pois pessoas que sentem culpa ou vergonha se arrependem dos seus atos e têm baixa probabilidade de voltar a cometê-los. No entanto, é preciso vivenciar essas emoções, e normalmente são os pais que favorecem tais experiências na infância e adolescência.

[P4] Conhecer a diferença entre o certo e o errado não significa necessariamente ser um indivíduo que adote comportamento moral. Qualquer investigação científica com condenados criminosos mostra que os mesmos a discriminam. Somente aqueles que cometem crimes sem conhecê-la e recebem diagnóstico de problemas de saúde mental podem, se presentes os requisitos legais, ser considerados inimputáveis e cumprem medidas de segurança em Hospital de Custódia recebendo tratamento Psiquiátrico. Não basta, portanto, conhecer o certo e o errado; é preciso que os valores sejam incorporados, vivenciados, e praticados regularmente, até fazerem parte da essência do ser humano.

[P5] A empatia – ato de se colocar no lugar do outro – não parece ser identificável no comportamento desses “cidadãos corruptos”. As pesquisas revelam o aspecto intergeracional da violência, assim pais corruptos têm maior probabilidade de ter filhos também corruptos. Mas aqui é preciso cuidado. Sabemos que apesar da enorme influência dos pais na formação e desenvolvimento saudável do indivíduo, os mesmos jamais podem ser “culpados” por todos os erros dos filhos. Portanto, ainda que não tenha havido negligência no exercício da paternidade quanto ao ensino de valores éticos, há contribuições biológicas nas condutas criminais, como no caso de indivíduos que por condições cerebrais adversas têm dificuldades genuínas de serem empáticos. E mais, há fatores individuais e socioculturais a considerar: algumas pessoas são mais suscetíveis ao poder de persuasão alheio. A cultura brasileira, altamente leniente com a corrupção, favorece racionalizações, normatizando a corrupção, como alguns mantras: “O brasileiro sempre foi corrupto”, “Sempre existiu Caixa Dois”, “Não dá para fazer política de outro jeito”, “Os fins justificam os meios”, “Rouba, mas faz”, e assim por diante.

[P6] Lembramo-nos do filosofo chinês Confúcio, que elaborou, há mais de dois mil anos, um código de conduta em que somente homens com qualidades morais e éticas, alcançadas por rígida formação, poderiam exercer o poder. Para Confúcio, o cerne da degradação humana estava na ausência do comportamento moral. Certamente, se pudéssemos avaliar o comportamento moral de políticos e funcionários públicos envolvidos em corrupção, a grande maioria seria reprovada para o exercício de sua função.

[P7] O Congresso Nacional aprova leis em seu próprio benefício. Sem dúvida. Por que seria diferente? Por que os legisladores abririam mão de seus privilégios e negociatas? Os adolescentes e adultos infratores com os quais trabalhamos também não recusariam o lucro ilícito espontaneamente. O agressor de mulheres não deixa de fazê-lo porque percebe que a companheira sofre.

[P8] Dessa maneira, o adolescente infrator e o agressor da parceira íntima precisam de tratamento para mudar. Haveria tratamento para corruptos? Na ausência de evidências científicas preferimos não especular.

[P9] Melhor mesmo é refundar o Brasil com outro perfil de políticos, funcionários públicos, empresários e demais agentes envolvidos de alguma forma na execução da função pública, e, paralelamente, alterar nossa cultura, a fim de combater e prevenir a corrupção em todas as suas modalidades – a sistêmica, sindrômica e a privada (aqueles atos banais praticados no dia a dia).

[P10] Para que o Brasil se modernize e seja mais igualitário em oportunidades e resultados, concordamos que a luta contra a corrupção deve ser realizada em todos os espaços, a começar pelos lares brasileiros, seguido por nossas escolas e a sociedade em geral. Tal tarefa hercúlea, talvez inédita, não será fácil, requerendo criatividade e esforços sistêmicos. Como se muda um aspecto generalizado e doentio de nossa cultura? Nossa sugestão seria convocar pais brasileiros a refletir sobre seu papel em criar filhos éticos que se comportem moralmente; nossas escolas estimuladas a questionar os impactos de comportamentos que destoem da conduta ética, agindo para preveni-los – algo frontalmente distante daquilo que a ditadura chamou de Educação Moral e Cívica. Para isso teríamos que convocar o apoio das ciências humanas, entre as quais a Psicologia faz uma contribuição marcante na pesquisa de prevenção à violência. Por fim, toda a sociedade precisaria se engajar nesse movimento de refundar o Brasil para nos transformarmos em uma nação menos corrupta e violenta.

Disponível em: <http://observatoriodaimprensa.com.br/interesse-publico/corrupcao-como-violencia-e-ausencia-de-comportamento-moral/>. Acesso: 01 fev. 2018. (Adaptado).
De acordo com as regras de concordância verbal prescritas pela norma padrão escrita, o uso do singular ou do plural para os verbos destacados seria facultativo em: 
Alternativas
Q2050240 Português
O ato de estudar

   
 Tinha chovido muito toda noite. Havia enormes poças de água molhada nas partes baixas do terreno. Em certos lugares, a terra, de tão molhada, tinha virado lama. Às vezes, os pés apenas escorregavam nela. Às vezes, mais do que escorregar, os pés se atolavam na lama até acima dos tornozelos. Era difícil andar. Pedro e Antônio estavam transportando numa caminhoneta cestos cheios de cacau para o sitio onde deveriam secar. Em certa altura, perceberam que a caminhoneta não atravessaria o atoleiro que tinha pela frente. Passaram. Desceram da caminhoneta. Olharam o atoleiro, que era um problema para eles. Atravessaram os dois metros de lama, defendidos por suas botas de cano longo. Sentiram a espessura do lamaçal. Pensaram. Discutiram como resolver o problema. Depois, com a ajuda de algumas pedras e de galhos secos de árvores deram ao terreno a consistência mínima para que as rodas da caminhoneta passassem sem atolar. Pedro e Antônio estudaram. Procuraram resolver e, em seguida, encontraram uma resposta precisa.
    Não se estuda apenas na escola.
    Pedro e Antônio estudaram enquanto trabalhavam. Estudar é assumir uma atitude séria e curiosa diante de um problema.
    Esta atitude séria e curiosa na procura de compreender as coisas e os fatos caracteriza o ato de estudar. Não importa que o estudo seja feito no momento e no lugar do nosso trabalho, como no caso de Pedro e Antônio, que acabamos de ver. Não importa que o estudo seja feito noutro local e noutro momento, como o estudo que fazemos no Círculo de Cultura. Em qualquer caso, o estudo exige sempre esta atitude séria e curiosa na procura de compreender as coisas e os fatos que observamos. Um texto para ser lido é um texto para ser estudado. Um texto para ser estudado é um texto para ser interpretado. Não podemos interpretar um texto se o lemos sem atenção, sem curiosidade; se desistimos da leitura quando encontramos a primeira dificuldade. Que seria da produção de cacau naquela roça se Pedro e Antônio tivessem desistido de prosseguir o trabalho por causa do lamaçal?
    Se um texto às vezes é difícil, insiste em compreendê-lo. Trabalha sobre ele como Antônio e Pedro trabalharam em relação ao problema do lamaçal. Estudar exige disciplina. Estudar não é fácil porque estudar é criar e recriar e não repetir o que os outros dizem. Estudar é um dever revolucionário!

Paulo Freire. A importância do ato de ler
Havia enormes poças de água molhada nas partes baixas do terreno. Sobre o verbo haver, marque a opção CORRETA
Alternativas
Q2048872 Português
No princípio era a fome

   Nosso falar mole e descansado vem conservando, perante a comida, um respeitoso vínculo, profundo e quase umbilical.
   Vítima da miséria secular, a gente brasileira encontrou nas metáforas ligadas à alimentação uma forma genuína de expressar-se, de representar e recriar o mundo.
    Em um país de tanta abundância e tão pouca oportunidade para tantos, sabe-se que apenas alguns estão destinados a ficar por cima da carne seca e tirar a barriga da miséria. Nem nos causa estranheza que nossos ministros sejam fritados ou a liberação de recursos para a saúde e a educação seja eternamente cozinhada em fogo brando e mantida em banho-maria. Aliás, quem é que não sabe que tudo acaba em pizza?
     No Brasil, fast-food e alopatia convivem na boa com a mamadeira, a canjica, os chás de erva-cidreira e erva-doce. Geleia global. Tudo bem que os americanos tenham o seu “piece of cake”, designativo das coisas fáceis de obter. Houve tempo em que eles só souberam da fartura e não sentiram na carne o que é ter de descascar um abacaxi, resolver um pepino, encarar uma batata quente e enfrentar o angu de caroço que é o nosso dia a dia. Afinal, mesmo em crise, eles ainda ganham em dólar. E comem como poucos...
     Essas e outras tantas expressões, todo brasileiro sabe. Conhecê-las faz parte de nossa educação; desconhecê-las é menosprezar as motivações que têm alimentado nossa alma.

(José Paulo Oliveira. https://groups.google.com/forum/#!topic/mensagens-especiais/0TtDv7GSxKA. Acesso em 22.05.2018. Adaptado.)
A expressão destacada no trecho do texto pode ser substituída pela expressão indicada entre parênteses, sem alteração do sentido do texto, na alternativa:
Alternativas
Q2048870 Português
No princípio era a fome

   Nosso falar mole e descansado vem conservando, perante a comida, um respeitoso vínculo, profundo e quase umbilical.
   Vítima da miséria secular, a gente brasileira encontrou nas metáforas ligadas à alimentação uma forma genuína de expressar-se, de representar e recriar o mundo.
    Em um país de tanta abundância e tão pouca oportunidade para tantos, sabe-se que apenas alguns estão destinados a ficar por cima da carne seca e tirar a barriga da miséria. Nem nos causa estranheza que nossos ministros sejam fritados ou a liberação de recursos para a saúde e a educação seja eternamente cozinhada em fogo brando e mantida em banho-maria. Aliás, quem é que não sabe que tudo acaba em pizza?
     No Brasil, fast-food e alopatia convivem na boa com a mamadeira, a canjica, os chás de erva-cidreira e erva-doce. Geleia global. Tudo bem que os americanos tenham o seu “piece of cake”, designativo das coisas fáceis de obter. Houve tempo em que eles só souberam da fartura e não sentiram na carne o que é ter de descascar um abacaxi, resolver um pepino, encarar uma batata quente e enfrentar o angu de caroço que é o nosso dia a dia. Afinal, mesmo em crise, eles ainda ganham em dólar. E comem como poucos...
     Essas e outras tantas expressões, todo brasileiro sabe. Conhecê-las faz parte de nossa educação; desconhecê-las é menosprezar as motivações que têm alimentado nossa alma.

(José Paulo Oliveira. https://groups.google.com/forum/#!topic/mensagens-especiais/0TtDv7GSxKA. Acesso em 22.05.2018. Adaptado.)
Considere a frase elaborada a partir das ideias do texto.
O nosso dia a dia, _______ em um país com tanta fartura, é marcado pela luta pela sobrevivência, _______ muitos os brasileiros sem acesso às riquezas produzidas no país.
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, as lacunas dessa frase devem ser preenchidas, respectivamente, por:
Alternativas
Q2048869 Português
No princípio era a fome

   Nosso falar mole e descansado vem conservando, perante a comida, um respeitoso vínculo, profundo e quase umbilical.
   Vítima da miséria secular, a gente brasileira encontrou nas metáforas ligadas à alimentação uma forma genuína de expressar-se, de representar e recriar o mundo.
    Em um país de tanta abundância e tão pouca oportunidade para tantos, sabe-se que apenas alguns estão destinados a ficar por cima da carne seca e tirar a barriga da miséria. Nem nos causa estranheza que nossos ministros sejam fritados ou a liberação de recursos para a saúde e a educação seja eternamente cozinhada em fogo brando e mantida em banho-maria. Aliás, quem é que não sabe que tudo acaba em pizza?
     No Brasil, fast-food e alopatia convivem na boa com a mamadeira, a canjica, os chás de erva-cidreira e erva-doce. Geleia global. Tudo bem que os americanos tenham o seu “piece of cake”, designativo das coisas fáceis de obter. Houve tempo em que eles só souberam da fartura e não sentiram na carne o que é ter de descascar um abacaxi, resolver um pepino, encarar uma batata quente e enfrentar o angu de caroço que é o nosso dia a dia. Afinal, mesmo em crise, eles ainda ganham em dólar. E comem como poucos...
     Essas e outras tantas expressões, todo brasileiro sabe. Conhecê-las faz parte de nossa educação; desconhecê-las é menosprezar as motivações que têm alimentado nossa alma.

(José Paulo Oliveira. https://groups.google.com/forum/#!topic/mensagens-especiais/0TtDv7GSxKA. Acesso em 22.05.2018. Adaptado.)
Assinale a alternativa correta a respeito das expressões adverbiais destacadas. 
Alternativas
Q2047569 Português
As aventuras de Pi
(Fragmento)

    A história do meu nome não acaba com ele. Quando alguém se chama Bob, ninguém lhe pergunta “Como é que se escreve?”. Não é o que acontece com Piscine Molitor Patel.
    Alguns achavam que era P. Singh; deduziam que eu fosse *sique e ficavam se perguntando por que não estaria usando um turbante.
    Na época da faculdade, fui uma vez a Montreal com uns amigos. Certa noite, eu é que tive de pedir as pizzas.
    Já não aguentava mais aquela gente que falava francês cair na gargalhada ao ouvir o meu nome, portanto, quando o sujeito ao telefone perguntou “O seu nome, por favor?”, respondi “Sou quem sou”. Meia hora mais tarde, chegaram duas pizzas para um tal de “Soul Ken Soul...
    É verdade que as pessoas que conhecemos podem nos modificar, e, às vezes, de uma forma tão profunda que, depois disso, não somos mais os mesmos, nem com relação ao nosso nome. O apóstolo Simão que passa a se chamar Pedro; Mateus, também chamado Levi; Nataniel que é também Bartolomeu; Judas, não o Iscariotes, que assumiu o nome de Tadeu; Simeão que ficou conhecido como o negro; Saulo que passou a ser Paulo.
    O meu soldado romano estava parado no pátio da escola, uma manhã, quando eu tinha doze anos. Eu tinha acabado de chegar. Ele me viu e um lampejo de gênio do mal se acendeu na sua mente estúpida. Erguendo o braço, apontou para mim e, aos berros, gritou meu nome acentuando a primeira sílaba em vez da segunda, como na palavra francesa:
     -Olha aí o Piscine Patel!
    Resultado: o que se ouviu foi pissing, “mijando” em inglês, a língua que todos falávamos ali.
     Num segundo, todo mundo estava rindo. Fiquei para trás quando fizemos fila para ir para a sala. Fui o último a entrar, envergando a minha coroa de espinhos.
     [,..]0 meu plano era melhor que isso.
    Resolvi botá-lo em prática já no meu primeiro dia de colégio, e na primeira aula. Ali na sala, havia outros ex-alunos do St. Joseph. A aula começou como todas elas começam: pela apresentação, íamos dizendo o nosso nome do nosso lugar, seguindo a ordem das carteiras em que estávamos sentados.
     [...]
    Tinha chegado a minha vez [...] Medina, me aguarde...
    Levantei do meu lugar e fui direto ao quadro-negro. Antes que o professor pudesse dizer uma palavra que fosse, peguei um giz e fui dizendo, enquanto escrevia:
     O meu nome é Piscine Molitor Patel conhecido como (sublinhei duas vezes as duas primeiras letras do meu nome) Pi Patel.
    Só por precaução, acrescentei π =3,14 e tracei um grande círculo que, depois, dividi em dois com a linha de diâmetro, para evocar a lição mais elementar da geometria.
     O silêncio foi total. O professor ficou olhando para o quadro. Eu prendi a respiração. Então, ele disse:
    -Tudo bem, Pi. Pode ir se sentar. Da próxima vez, peça permissão para sair da sua carteira.
-Sim, senhor.
MARTEL, Yann. As aventuras de Pi. Extraído do site: www.maismac.net/yannmartel_-_as_aventuras_de_pi.pdf.

*Sique: que ou quem segue o siquismo (religião monoteísta da índia). 
Considere as seguintes afirmações sobre aspectos da construção do texto:
I. Na frase “Ali na sala, havia outros EX-ALUNOS do St. Joseph.”, o termo destacado, pela nova ortografia, deveria ter sido escrito sem hífen: “EXALUNOS". II. Atentando para o uso do sinal indicativo de crase, o A destacado, no segmento “gritou meu nome acentuando Aprimeira sílaba em vez da segunda, como na palavra francesa”, deveria ser acentuado se estivesse no plural. III. Na frase “dividi em dois com a linha de diâmetro, PARA evocar a lição mais elementar da geometria.”, a palavra destacada poderia ser substituída por A FIM DE, fazendo-se as modificações necessárias.
Está correto apenas o que se afirma em:
Alternativas
Q2043850 Português
Analise as afirmativas e marque a opção CORRETA quanto à conjugação verbal.
Alternativas
Q2042456 Português
As Boas Coisas da Vida
Rubem Braga

Uma revista mais ou menos frívola pediu a várias pessoas para dizer as “dez coisas que fazem a vida valer a pena”. Sem pensar demasiado, fiz esta pequena lista:

- Esbarrar às vezes com certas comidas da infância, por exemplo: aipim cozido, ainda quente, com melado de cana que vem numa garrafa cuja rolha é um sabugo de milho. O sabugo dará um certo gosto ao melado? Dá: gosto de infância, de tarde na fazenda.

- Tomar um banho excelente num bom hotel, vestir uma roupa confortável e sair pela primeira vez pelas ruas de uma cidade estranha, achando que ali vão acontecer coisas surpreendentes e lindas. E acontecerem.

- Quando você vai andando por um lugar e há um bate-bola, sentir que a bola vem para o seu lado e, de repente, dar um chute perfeito – e ser aplaudido pelos serventes de pedreiro.

- Ler pela primeira vez um poema realmente bom. Ou um pedaço de prosa, daqueles que dão inveja na gente e vontade de reler.

- Aquele momento em que você sente que de um velho amor ficou uma grande amizade – ou que uma grande amizade está virando, de repente, amor. - Sentir que você deixou de gostar de uma mulher que, afinal, para você, era apenas aflição de espírito e frustração da carne – essa amaldiçoada.
- Viajar, partir…
- Voltar.

- Quando se vive na Europa, voltar para Paris, quando se vive no Brasil, voltar para o Rio. - Pensar que, por pior que estejam as coisas, há sempre uma solução, a morte – o assim chamado descanso eterno.

Texto adaptado de BRAGA, R., As Boas Coisas da Vida, 1988. 
Observe as correspondências entre os tempos do verbo manter.
Como usei a rolha de sabugo, a garrafa ____ um sabor de infância. Se eu não usasse o sabugo, ela não _____ o sabor de infância. Vou adorar, se ela ______ o sabor da infância.

A opção que completa, corretamente, as três lacunas é: 
Alternativas
Q2041692 Português
            Aprendam a brigar do jeito certo

           Casais _______ e casais infelizes brigam. Não dá para compartilhar seu dia a dia com alguém sem nunca ter brigado com essa pessoa. A questão é saber lidar com os conflitos do ______ certo. Segundo o psicólogo e pesquisador John Gottman, ofender seu parceiro, culpá-lo por ações suas, colocá-lo para baixo e até mesmo fugir das brigas ignorando o que ele diz são atitudes comuns entre casais mais propensos ao divórcio.

           Em vez disso, tenha o cuidado de nunca insultar seu parceiro, por mais bravo que esteja. Não ressuscite brigas anteriores e desencane do impulso de querer estar sempre certo. Não adianta nada “ganhar” uma discussão se a pessoa que você ama sai se sentindo para baixo ou não amada. E, embora seja importante sair para respirar um pouco se as coisas ficarem muito pesadas, não fuja das brigas. É preciso ter conversas desconfortáveis e estar aberto para ouvir coisas que você não gostaria de ouvir – mas tendo sempre o objetivo de resolver a situação.


https://super.abril.com.br/...- adaptado.
Quanto à concordância verbal, analisar as sentenças apresentadas nos itens abaixo:
I - O jardim era lindo, e haviam flores por toda parte. II - Nenhum de nós devemos tentar falar com ele no momento.
Alternativas
Q2041359 Português
SUS 

Considerado um dos maiores e melhores sistemas de saúde públicos do mundo, o SUS beneficia cerca de 180 milhões de brasileiros e realiza por ano cerca de 2,8 bilhões de atendimentos, desde procedimentos ambulatoriais simples a atendimentos de alta complexidade, como transplantes de órgãos. Os desafios, no entanto, são muitos, cabendo ao Governo e à sociedade civil a atenção para estratégias de solução de problemas diversos, identificados, por exemplo, na gestão do sistema e também no subfinancimento da saúde (falta de recursos).

(Disponível em: pensesus.fiocruz.br, com adaptações) 
Com base no texto 'SUS', leia as afirmativas a seguir:
I. De acordo com o texto, o SUS atende exclusivamente aos brasileiros de baixa renda através de procedimentos ambulatoriais simples. II. No trecho "Os desafios, no entanto, são muitos", o vocábulo "são" é um verbo e está no plural, concordando com o termo "desafios".
Marque a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q2040275 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO

Guia alerta sobre consumo precoce de bebidas alcoólicas entre jovens

       A ingestão precoce de álcool é a principal causa de morte de jovens de 15 a 24 anos de idade em todas as regiões do mundo. O dado está no Guia Prático de Orientação sobre o impacto das bebidas alcoólicas para a saúde da criança e do adolescente, lançado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
     Às vésperas do carnaval, período em que há forte estímulo para a ingestão de bebidas alcoólicas, o principal objetivo do documento é alertar pediatras, pais, professores e os próprios adolescentes para os prejuízos do consumo precoce. A iniciativa é do Departamento de Adolescência da SBP, que pretende mobilizar entidades, educadores, familiares que atuam com crianças e adolescentes na prevenção do uso de álcool na fase de desenvolvimento e promover hábitos saudáveis entre os jovens.
       “Estamos agora, antes do carnaval, lançando esse manual de orientação, mostrando os danos do uso precoce do álcool. De fato, as crianças e os adolescentes precisam de orientações seguras para melhorar a qualidade de vida e seus hábitos, porque sabemos que há uma exposição prejudicial deles ao álcool e às drogas”, explica a pediatra Luciana Silva, presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria.
      Segundo estudos científicos citados no guia, quase 40% dos adolescentes brasileiros experimentaram álcool pela primeira vez entre 12 e 13 anos, em casa. A maioria deles bebe entre familiares e amigos, estimulados por conhecidos que já bebem ou usam drogas. Entre adolescentes de 12 a 18 anos que estudam nas redes pública e privada de ensino, 60,5% declararam já ter consumido álcool.
      As pesquisas mostram que o tipo de bebida mais consumida entre os jovens varia de acordo com a região. No Norte e Nordeste do país, a preferência é pela cerveja, seguida do vinho, enquanto no Centro-Oeste, Sudeste e Sul há consumo maior de destilados, como vodca, rum e tequila. Essas últimas, geralmente, são mais consumidas em “baladas”, onde é comum a mistura de álcool a outras bebidas não alcoólicas, como refrigerantes ou sucos.
    Consequências
  Os médicos ressaltam que quanto menor a idade de início da ingestão de bebida alcoólica, maiores as possibilidades de se tornar um usuário dependente ao longo da vida. De acordo com pesquisas, o consumo antes dos 16 anos aumenta significativamente o risco de beber em excesso na idade adulta. “O indivíduo adolescente está numa idade em que parte do cérebro ainda está se formando e que o comportamento impulsivo é muito grande. Quem bebe precocemente tem muita chance de usar o álcool de forma abusiva na vida adulta”, explicou Luciana Silva.
   Para especialistas, o consumo precoce pode levar a uma série de consequências nocivas. Os adolescentes que se expõem ao uso excessivo de álcool podem ter sequelas neuroquímicas, emocionais, déficit de memória, perda de rendimento escolar, retardo no aprendizado e no desenvolvimento de habilidades, entre outros problemas.
    O custo social do uso abusivo de álcool também é elevado. Os adolescentes ficam mais expostos a situações de violência sexual e tendem a apresentar comportamento de risco, como praticar atividade sexual sem proteção, o que pode levar à gravidez precoce e à exposição a doenças sexualmente transmissíveis.
     O alcoolismo entre 12 e 19 anos também eleva a probabilidade de envolvimento dos jovens em acidentes de trânsito, homicídios, suicídios e incidentes com armas de fogo. “A mortalidade nessa faixa etária está intimamente ligada ao consumo precoce do álcool”, alerta a pediatra.
     Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 2,5 milhões de pessoas morrem a cada ano no mundo devido ao consumo excessivo de álcool. O índice chega a 4% do total da mortalidade mundial e é maior do que as mortes registradas em decorrência da AIDS ou tuberculose.
     O guia traz ainda dados de pesquisas internacionais que mostram que nos Estados Unidos, a bebida alcoólica está mais associada à morte do que todas as substâncias psicoativas ilícitas, em conjunto. Segundo o manual, os acidentes automobilísticos associados ao álcool são a principal causa de morte entre jovens de 16 a 20 anos, mais que o dobro da prevalência entre os maiores de 21 anos.
     (...)

Disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-02/guia-alerta-sobre-consumo-precoce-de-bebidas-alcoolicas-entre-jovens
Quanto à concordância dos termos grifados em “Entre adolescentes de 12 a 18 anos que estudam nas redes pública e privada de ensino, 60,5% declararam já ter consumido álcool”, esta:
Alternativas
Respostas
4281: A
4282: B
4283: B
4284: D
4285: B
4286: E
4287: A
4288: D
4289: C
4290: A
4291: E
4292: E
4293: D
4294: A
4295: D
4296: C
4297: D
4298: D
4299: C
4300: E