Questões de Concurso Comentadas sobre concordância verbal, concordância nominal em português

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Q1119661 Português

 Felicidade bioquímica  

         Os biólogos sustentam que nosso mundo mental e emocional é governado por mecanismos bioquímicos definidos por milhões de anos de evolução. Como todos os outros estados mentais, nosso bem-estar não é determinado por parâmetros externos como salário, relações sociais ou direitos políticos. Em vez disso, é determinado por um complexo sistema de nervos, neurônios, sinapses e várias substâncias bioquímicas como serotonina, dopamina e oxitocina.

      Ninguém fica feliz por ganhar na loteria, comprar uma casa, obter uma promoção ou encontrar o amor verdadeiro. As pessoas ficam felizes por um único motivo: sensações agradáveis em seu corpo. Uma pessoa que acabou de ganhar na loteria e pula de alegria não está reagindo ao dinheiro; está reagindo a vários hormônios que inundam sua corrente sanguínea e à tempestade de sinais elétricos pipocando em diferentes partes de seu cérebro.

      A felicidade e a infelicidade exercem um papel na evolução somente na medida em que encorajam ou desencorajam a sobrevivência e a reprodução. Talvez não cause surpresa, então, que a evolução tenha nos moldado para sermos nem felizes demais, nem infelizes demais. Ela nos permite sentir um ímpeto momentâneo de sensações agradáveis, mas estas nunca duram para sempre. Mais cedo ou mais tarde, diminuem e dão lugar a sensações desagradáveis de carência e insatisfação. Tão logo consigamos o que desejamos, não parecemos mais felizes, isso em nada muda a nossa bioquímica. Pode estimulá-la por um breve tempo, mas voltamos ao ponto inicial de expectativa de felicidade.

(Adaptado de: HARARI, Yuval Noah. Sapiens. Uma breve história da humanidade. Trad. Janaína Marcoantonio. 38. ed. Porto Alegre, RS: L&PM, 2018, 396-398, passim)

Há ocorrência de flexão verbal na voz passiva e pleno respeito às normas de concordância na frase:
Alternativas
Q1118722 Português
Assinale a afirmativa INCORRETA, segundo as regras de concordância verbal.
Alternativas
Q1118721 Português
Tendo em vista as regras de concordância, assinale a única afirmativa grafada INCORRETAMENTE.
Alternativas
Q1117315 Português

            Emojis estão confundindo juízes sobre intenções dos réus nos EUA


      Enviar um emoji de faca ou arma constitui ameaça? E corações e rostinhos se beijando significam assédio? Mais emoticons* estão aparecendo em processos judiciais e, embora o contexto em que foram utilizados diga muito sobre as intenções (e atos) de quem está por trás das mensagens, a justiça está penando para lidar com a nova forma de comunicação.

          Em uma reportagem sobre o assunto, a CNN revelou que juízes dos Estados Unidos têm se confundido com a utilização dos símbolos. O número de casos com mensagens de texto contendo emojis foi de 33 em 2017 para 53 em 2018, e quase 50 casos apenas no primeiro semestre de 2019.

      Como conta Eric Goldman, professor de Direito na Universidade de Santa Clara, na Califórnia, não há diretrizes judiciais sobre como abordar o tópico. Às vezes, um juiz pode descrever o emoji em questão para os jurados, em vez de permitir que eles o vejam e interpretem por si mesmos, ou até omiti-los de todas as evidências.

      Outra questão relevante é que, embora emojis sejam comumente usados para trazer leveza às conversas (e os tribunais reconheçam o humor das “carinhas”), não é novidade para juízes que acusados tentem disfarçar ameaças dizendo que “estavam apenas brincando”. Por isso, a justiça está se tornando cada vez mais cética sobre essa defesa em casos criminais, já que o destinatário não tem como saber precisamente se o emoticon foi enviado com o intuito de ser engraçado.

      “Há muita coisa que poderia se perder na tradução. Foi uma piada? Ou era sério? Ou a pessoa estava apenas usando o emoji para se proteger, para depois argumentar que não era sério?”, questionou Karen S. Elliott, advogada que já trabalhou em casos do tipo. Para a profissional é essencial desenvolver estudos sobre o assunto e exigir que advogados, juízes e juris obtenham a representação exata do que foi enviado e recebido em mensagens trocadas: “As palavras podem não descrever adequadamente o significado preciso dos emojis”.

                           (Galileu. 12.07.2019. https://revistagalileu.globo.com. Adaptado)


* Emojis e emoticons são imagens usadas na comunicação em redes sociais e mensagens instantâneas para expressar emoção, atitude ou estado de espírito.

Assinale a alternativa em que o trecho do texto está reescrito em conformidade com a norma-padrão da língua, com a expressão destacada em negrito flexionada no plural.
Alternativas
Q1115250 Português
O TRABALHO ENOBRECE

"Empregada doméstica. Dois anos de experiência em carteira. Para lavar, passar e cozinhar." Roteiro de empregos (num dia qualquer).
    Ela nunca lia os anúncios classificados. Não precisava: casada com um rico empresário, não sabia o que era procurar emprego. Mas um dia em que estava particularmente entediada, caiu-lhe nas mãos aquela seção do jornal e, por pura curiosidade, começou a percorrer os anúncios que pediam empregada doméstica.
    De repente, a surpresa: no meio daquelas frases secas, convencionais, algo lhe chamou a atenção: um número de telefone. Era de sua amiga Zélia. Que estava, ela sabia, sem empregada.
   De imediato, uma ideia lhe ocorreu: oferecer-se para a vaga de doméstica na casa de Zélia. Pegou o telefone e ligou. Ocupado. Claro, com esse desemprego... Pensou em desistir, mas agora que começara, iria até o fim. Continuou discando, até que, por fim, alguém atendeu. "Pronto", disse, do outro lado, uma impaciente Zélia.
    - É aí que estão procurando empregada? - perguntou, disfarçando a voz. Seu prévio treinamento como atriz amadora ajudava, mas mesmo assim estava em dúvida: funcionaria? Funcionou. Sem nada desconfiar, Zélia respondeu que sim, estava procurando doméstica. E começou a fazer perguntas. As perguntas habituais neste caso: "Você tem referências? De quanto tempo? Você cozinha bem? Você é casada? Tem filhos?".
    Ela ia respondendo. No começo, animada, com muita facilidade. Sim, tinha boas referências, vários patrões poderiam dar testemunho de sua conduta irrepreensível. Sim, cozinhava muito bem. Não, não era casada. Não, não tinha filhos (o que era verdade).
    Por alguma razão a conversa se prolongou e, à medida que se prolongava, a angústia dela ia aumentando. Uma angústia inexplicável - afinal, era uma brincadeira - mas avassaladora. Ao mesmo tempo, não conseguia interromper aquele inexorável fluxo de perguntas e respostas. Por alguma misteriosa razão, tinha introjetado o papel. O espírito de alguma doméstica nela se incorporara - e não saía. E quando Zélia perguntou se era branca, começou a chorar e bateu o telefone.
    Chorou por muito tempo. Finalmente levantou-se, enxugou as lágrimas. Tinha tomado uma decisão e a cumpriu: no mesmo dia, despediu a empregada. 
(SCLIAR, Moacyr. Acesso em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0105200010.htm)

“Uma angústia inexplicável - afinal, era uma brincadeira - mas avassaladora.”

Sobre o trecho destacado é correto afirmar que:

Alternativas
Ano: 2019 Banca: IBFC Órgão: MGS Prova: IBFC - 2019 - MGS - Jardineiro |
Q1113327 Português
A concordância verbal ocorre quando o verbo se flexiona para concordar com o sujeito gramatical. Com base nesta regra, assinale a alternativa que apresenta erro de concordância verbal.
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Q1113238 Português
As concordâncias com pronomes de tratamento apresentam particularidades de acordo com o padrão culto de linguagem. Assinale a estrutura que atente às regras oficiais de redação.
Alternativas
Q1107275 Português

A fotografia está morrendo?

De tempos em tempos temos algum artigo apocalíptico dizendo que algo está morrendo, ou simplesmente vai acabar. Até hoje estamos esperando a morte do rádio ou o fim do papel. Mas, alguns destes artigos nos trazem coisas para pensarmos. É o caso do texto intitulado “The Death of Photography: are camera phones destroying an artform?” (Em português: “A morte da fotografia: as câmeras de celular estão destruindo uma forma de arte?”) publicado no The Guardian por Stuart Jeffries em 13 de dezembro. Ele parte de uma pergunta simples: estaria a massificação da fotografia destruindo a arte? Pergunta complicada. Em vez de expressar unicamente sua opinião, o jornalista procurou alguns grandes fotógrafos e os fez pensar sobre o assunto.

O primeiro a ser questionado foi Antonio Olmos, fotógrafo mexicano que vive em Londres. Segundo ele, nunca houve tantas fotografias tiradas no mundo, mas ao mesmo tempo a fotografia está morrendo. Para o fotógrafo isso se deve justamente pela massificação. Para falar a verdade, a reportagem toda foi motivada por dois acontecimentos da semana passada. O primeiro foi flagrante do autorretrato em que participou o Presidente dos Estados Unidos Barack Obama na cerimônia em memória a Nelson Mandela. Segundo a reportagem ela mostra toda a natureza narcisista que cerca a nova fotografia executada com celulares. O segundo fato foi a divulgação de uma pesquisa feita por psicólogos onde foi demonstrado que o atual comportamento que nos leva a fotografar tudo o que vemos tem por consequência o fato de não vivermos intensamente o momento, levando a sua não assimilação total dos fatos. Ou seja, quanto mais você fotografa o seu cotidiano, menos capacidade de se lembrar dele você tem.

É nesse segundo ponto que Olmos bate mais forte: “As pessoas que tomam fotografias de sua comida em um restaurante em vez de comê-la. As pessoas que tomam fotografias da Mona Lisa, em vez de olhar para ela. Acho que o iPhone está levando as pessoas para longe de suas experiências.” O argumento do fotógrafo também passa pela história do surgimento da fotografia, na qual os pintores perderam o filão de retratos de família para os fotógrafos. Agora, os profissionais estão perdendo o seu espaço para as fotografias feitas pelo cidadão comum. Entendo o argumento do fotógrafo, mas sinto aqui também um pouco de amargura. Sabemos que o ramo do fotojornalismo, a área de Olmos, está em crise. Antigamente era necessário enviar um profissional para uma zona de conflito. Hoje é possível encontrar diversas fotos desses conflitos feitas por quem está vivendo o acontecimento. Imagens feitas com celulares e postadas em redes sociais. Complicado competir com esse tipo de interatividade.

Por outro lado, o fotógrafo Eamonn McCabe tem uma visão um pouco diferente. Para ele, a massificação da tecnologia digital está deixando os fotógrafos cada vez mais preguiçosos. Antes uma sessão fotográfica era feita com dois rolos de filme de 24 poses. Hoje pode-se fazer mil fotos em uma sessão e todos os defeitos são corrigidos no pós processamento. Sem dizer que tamanha quantidade de fotos nos tira a capacidade de apreciar uma imagem. Por isso que sempre digo que ninguém vai querer ver as 2 mil fotos de suas férias. Faça uma seleção de 20 fotos e vai ser um sucesso. “As pessoas estão fazendo um monte de fotos, mas ninguém está olhando para elas”.

 E, no final do artigo, temos a voz da razão na pessoa do fotógrafo Nick Knight, que já publicou um livro e fez uma campanha de moda utilizando apenas o iPhone. Para ele, o iPhone trouxe uma liberdade que só tem paralelo com os anos 60, quando deixou-se de utilizar tripé nas sessões de moda com a utilização de câmeras 35mm em detrimento das de médio formato. Segundo Nick, “O que importa, artisticamente, não é quantos pixels elas tem, mas se as imagens funcionam. A máquina com que você cria sua arte é irrelevante.”

O artigo é muito mais denso e merece uma leitura detalhada. Mas, qual minha opinião? A arte sempre vai estar morrendo, segundo a opinião de alguém. Além do mais, a fotografia não é arte. É uma forma de comunicação que pode ser utilizada como arte. Esta utilização é que se encontra em baixa ultimamente e é de difícil acesso para o público comum. Até mesmo para os fotógrafos que investiram milhares de Reais em seu equipamento. Vejo muita foto feita com câmeras caras, lentes soberbas, conhecimento técnico e pós processamento exorbitante que são, apenas, bonitinhas. Expressões máximas da frase “sua fotografia é tão boa quanto seu equipamento”. A fotografia, como expressão da arte, não está morrendo. Ela continua existindo no mesmo nicho que sempre existiu. Talvez agora um pouco mais escondida por conta da massificação, mas ela está lá, vivendo bem.

Disponível em: <https://meiobit.com/274065/fotografia-esta

morrendo/>. Acesso em: 31 jul. 2019 (Adaptação)

Analise os trechos a seguir.

I. “Sem dizer que tamanha quantidade de fotos nos tira a capacidade de apreciar uma imagem.”

II. “O que importa, artisticamente, não é quantos pixels elas tem, mas se as imagens funcionam.”

III. “Segundo ele, nunca houve tantas fotografias tiradas no mundo, mas ao mesmo tempo a fotografia está morrendo.”

Há desvio da norma-padrão no que diz respeito à concordância verbal no(s) trecho(s)

Alternativas
Q1105818 Português
Analise o trecho a seguir. “Eu quero que risque o meu nome da sua agenda Esqueça o meu telefone, não me ligue mais Porque já estou cansado de ser o remédio Pra curar o seu tédio, quando seus amores não lhe satisfaz” Telefone Mudo – João Batista De Oliveira / Manoel Pereira.
O trecho em questão apresenta um desvio da norma-padrão da língua portuguesa, corretamente identificado em
Alternativas
Q1105011 Português
Assinale a alternativa correta no que diz respeito à concordância nominal e verbal.
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Ano: 2019 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: Prefeitura de Uberlândia - MG Provas: FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Assistente Social | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Engenheiro Químico | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Geógrafo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Engenheiro Mecânico | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Engenheiro Eletricista | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Engenheiro Civil | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Arquiteto | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Zootecnista | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Psicólogo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Programador Visual | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Profissional de Educação Física | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Nutricionista | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Engenheiro de Segurança do Trabalho | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Engenheiro Ambiental | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Professor - Libras | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Médico Veterinário | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Intérprete Educacional | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Músico Regente | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Auditor Fiscal Tributário | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Conservador - Restaurador | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Biólogo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Bibliotecário | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Arquivista | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Farmacêutico - Bioquímico | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Fisioterapeuta | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Analista Cultural - Teatro | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Contador | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Economista | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Engenheiro Agrônomo |
Q1102797 Português

Analise a tirinha a seguir.


Imagem associada para resolução da questão


O motivo pelo qual a personagem sentiu-se “vingada”, em relação à fala “tenho bebido menas coca-cola” está corretamente justificado em:

Alternativas
Q1101441 Português

A comunicação animal 

              “Como hoje frequentemente se afirma que a linguagem é exclusiva do homem, é atividade puramente humana e o elemento que o distingue dos seres inferiores pois o homem pode ser definido como um animal que fala, não seria demais fazermos algumas rápidas considerações sobre a comunicação animal por meio de gritos, justamente para contrapô-la à linguagem humana.

            Em primeiro lugar, não será necessário levar em conta que certos animais (alguns tipos de macacos e aves) são capazes de reproduzir palavras ouvidas ou outros sons como também são capazes de entender certas ordens. Convenhamos que, nesta “aprendizagem”, não há nenhuma operação mental que permita aos “aprendizes” reter o conceito dos conjuntos sonoros emitidos. Não nos consta que dois papagaios conversem entre si em linguagem humana aprendida. (...)

            Embora certos gritos, pios e cantos correspondam a estados gerais de alegria, espanto, dor ou apetite e possam ser quase traduzidos em linguagem humana (como no português, por exemplo, onde há verbos especiais para traduzir os diversos gritos do cão – ladrar, uivar, ganir), os animais não emitem frases nem fazem variar seus gritos como nós o fazemos com nossas palavras, que podem ser substituídas no enunciado comunicativo. (...)

           Por isso, o grito animal é instintivo e não aprendido, não está sujeito a transformações como a linguagem humana. Que é instintivo, facilmente se observa. Isolando-se um gatinho do convívio de seus semelhantes, fatalmente ele acabaria miando. E o homem não nasce falando. Que não se transforma também é fácil verificar. O ladrar do cão teria sido, em eras remotas, diferente do que é hoje?”

 (BORBA, Francisco da Silva. Op. Cit., p. 40-1.)

Dentre as opções a seguir, somente uma está incorreta quanto à concordância verbal em conformidade com a norma padrão da língua. Marque-a.
Alternativas
Q1101362 Português

TEXTO 1

                 “Todo mundo quem?”: um perfil de brasileiros que não usam redes sociais


No ano passado, uma mobilização de jovens no Reino Unido e nos Estados Unidos chamou a atenção para o impacto das redes sociais no cotidiano dos usuários. Com um movimento nomeado Logged Off Generation, o grupo promoveu, em poucos meses, uma evasão em massa do Facebook e estimulou a debandada dos usuários de outras redes sociais, como Instagram, WhatsApp e Snapchat.

A tendência, que parecia se limitar a sociedades com índices elevados de desenvolvimento e acesso democrático à internet, não demorou a se espalhar para outros países, como o Brasil.

Mesmo com a influência da internet nas eleições presidenciais do ano passado, da oferta de vagas de emprego e das publicidades estarem todas voltadas ao digital hoje em dia, ainda há uma parcela de brasileiros que escolheu não ter acesso a essas informações.

Divulgamos, aqui, os resultados da pesquisa investigativa “Todo Mundo Quem?”, que traça um novo perfil de quem decidiu abandonar o uso das redes sociais para se dedicar ao “olho a olho”. O estudo identificou um novo perfil emergente de brasileiros, que foram chamados de “Nativos Sociais”. São as pessoas que não enfrentam as barreiras de acesso à internet, relacionadas à má distribuição de renda, ineficiência do sistema educacional e ao analfabetismo digital, mas optam por ficar fora das redes sociais.

Os dados revelam que quatro em cada dez não usuários de redes sociais estão abaixo dos 45 anos. Além disso, cinco em cada dez são da classe social C (com renda mensal entre 4 e 10 salários mínimos). Esse último resultado mostra como o senso comum, de que pessoas com rendas menores não têm acesso à internet nos grandes centros urbanos, está equivocado.

Um dos entrevistados para a pesquisa, de 31 anos e morador de Salvador, relatou que se incomoda com quem sempre está mexendo no celular. “Se eu estou num lugar e as pessoas estão o tempo inteiro de cabeça baixa dividindo espaço contigo, eu sempre pontuo, porque realmente me incomoda. Porque de fato é um desrespeito. Cria uma ilusão de conexão”, afirmou.

O estudo entrevistou mais de 11 mil pessoas, entre 16 e 79 anos, em grandes regiões metropolitanas do país, com o objetivo de mapear o fenômeno comportamental daqueles que não usam nenhuma forma moderna de comunicação. “Queríamos dar visibilidade a quem não participa de canais oficiais nas redes, porque desde as ações de empresas privadas até as agendas da sociedade civil e dos estados estão sendo pautadas pela internet. Não estamos conversando com os 209 milhões de brasileiros”, explica um dos coordenadores do estudo.

Durante as entrevistas, os pesquisadores questionaram os não usuários das redes sociais se havia o sentimento de desinformação. A resposta, segundo eles, foi geral: “o que for importante passará na televisão ou no rádio”. De acordo com o estudo, oito em cada dez entrevistados assistem televisão diariamente e a usam como fonte de informação. Em relação ao rádio, a parcela é de cinco em cada dez não usuários das redes.

Para Luiza Futuro, uma das coordenadoras do estudo, as redes sociais devem se tornar um espaço dinâmico, porque a tendência é que cada vez mais brasileiros deixem de usá-las. “Precisamos ter em mente que existem lugares importantes para crescimento, como o YouTube, o Spotify e o Airbnb. Todas elas são consideradas redes sociais, que têm normas e tendências comprometidas com a qualidade do serviço. A queda do Facebook já está acontecendo e uma onda de conscientização está tomando conta dos usuários”, afirma.

Disponível em: https://exame.abril.com.br/brasil/todo-mundo-quem-um-perfil-de-brasileiros-que-nao-usam-redes-sociais. Acesso em 09/09/2019. Adaptado.

Assinale a alternativa na qual a concordância (verbal e nominal) está de acordo com a norma culta da língua.
Alternativas
Q1101167 Português
Considerando o texto e seus aspectos linguísticos, julgue o item.
Na linha 20, estaria mantida a correção gramatical do texto caso a forma verbal “haviam implantado” estivesse flexionada na terceira pessoa do singular, dada a possibilidade de concordância com a expressão percentual “50%”.
Alternativas
Q1100070 Português

Leia as afirmativas a seguir:


I. Pronomes são palavras que expressam qualidades ou características dos seres.

II. O vocábulo variável é aquele que não se submete aos processos de flexão. O vocábulo invariável, por outro lado, é aquele que se submete aos processos de flexão nominal e verbal.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1097877 Português

                 

Na linha 47, o vocábulo “ocorrem”
Alternativas
Q1097872 Português

                 

No texto, os termos “ranqueada” (linha 22) e “posicionada” (linha 24) são empregados em concordância direta com
Alternativas
Q1097768 Português
Estariam mantidas a correção, a coerência e as ideias do texto caso se substituísse
Alternativas
Q1093839 Português
Leia trecho da crônica de Luís Fernando Veríssimo para responder à questão.

    Vá entender.___________, que depois dos 7 a 1 o torcedor brasileiro, desencantado, passaria _______ badminton, balé aquático ou outro esporte que não envolvesse bola ou qualquer coisa vagamente esférica. O desastre na Copa de 2014 não só _______ não éramos mais o país do futebol como fomentaria nosso ódio pelo futebol. O futebol seria para nós como a História para Stephen Dedalus, aquele personagem do James Joyce: um pesadelo do qual estaríamos tentando acordar. Mas não. Assimilamos a derrota até com certa resignação filosófica. Depois da derrota para o Uruguai em 1950, correram boatos de suicídios em massa, de torcedores ateando fogo _______ vestes, do Bigode engolindo formicida e do Barbosa pedindo asilo numa embaixada estrangeira. Depois dos 7 a 1 não houve nada parecido, nem boatos de coisa parecida. Foi uma desilusão dolorida, não foi uma tragédia.

(Luis Fernando Veríssimo [org. Adriana Falcão e Isabel Falcão],
“O bum”. Ironias do tempo, 2018. Adaptado.)
Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Alternativas
Q1093837 Português
No calor da hora

    Os impactos climáticos são mais agressivos e acelerados do que se supunha há uma década. A temperatura global entre 2015 e 2019, por exemplo, será mais alta que em qualquer período equivalente já registrado. “Ondas de calor disseminadas e duradouras, recordes de incêndios e outros eventos devastadores como ciclones tropicais, enchentes e secas têm impactos imensos no desenvolvimento socioeconômico e ambiental”, afirma o relatório das Nações Unidas publicado por ocasião do debate anual da Assembleia-Geral. O estudo, sugestivamente denominado Unidos na Ciência, foi produzido pelo Grupo Consultivo de Ciências da Cúpula da Ação Climática e compila de maneira altamente sintética as descobertas científicas decisivas mais recentes no domínio das pesquisas sobre mudanças climáticas.
    Estima-se que a temperatura global esteja hoje 1,1 grau Celsius acima da era pré-industrial (1850-1900) e 0,2 grau acima da média da temperatura global entre 2011 e 2015. Como resultado, a ascensão do nível do mar está acelerando e a água já se tornou 26% mais ácida do que no início da era industrial, com grande prejuízo para a vida marinha. Nos últimos 40 anos, a extensão de gelo ártico no mar declinou aproximadamente 12% por década. Entre 1979 e 2018 a perda anual de gelo do lençol glacial antártico sextuplicou. As ondas de calor aumentaram os índices de letalidade ambiental nos últimos cinco anos. No verão de 2019, os incêndios florestais na região ártica cresceram sem precedentes. Só em junho as queimadas emitiram 50 megatons de dióxido de carbono na atmosfera, mais do que a soma de todas as emissões no mesmo mês entre 2010 e 2018.
    Estima-se que, para atingir a meta dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável de limitar o aumento da temperatura em relação à era pré-industrial a 2 graus, os esforços atuais precisam ser triplicados. No caso da meta ideal de limitar esse aumento a 1,5 grau, esses esforços precisariam ser quintuplicados. Tecnicamente, dizem os pesquisadores, isso ainda é possível, mas demandará ações urgentes de intensificação e replicação das políticas mais bem-sucedidas.
    Em resumo, os crescentes impactos climáticos intensificam o risco de cruzar limites irreversíveis. Os pesquisadores apontam três setores que precisam investir diretamente na descarbonização: finanças, energia e indústria. Além disso, outras três áreas são decisivas: soluções baseadas na natureza, ações locais e urbanas e o incremento da resiliência e adaptação às mudanças climáticas, especialmente nos países mais vulneráveis.
(https://opiniao.estadao.com.br. Adaptado)

Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de concordância.
Alternativas
Respostas
3621: B
3622: B
3623: B
3624: E
3625: A
3626: B
3627: D
3628: B
3629: B
3630: E
3631: C
3632: C
3633: A
3634: E
3635: D
3636: B
3637: A
3638: A
3639: E
3640: E