Questões de Concurso
Comentadas sobre colocação pronominal em português
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I. Lhe chamou para uma importante reunião. II. Nunca me faltou com respeito.
Excerto para a questão:
“É importante saber que fugir do problema não o fará sumir. É necessário olhar de frente para ele e se mostrar maior.”
Leia a crônica de Marcos Rey para responder à questão.
Salas de espera
Texto para o item.

Ana Maria H. Baptista. Do impresso ao digital. In: Conhecimento
Prático Língua Portuguesa e Literatura, ano 8, ed. 83,
Editora Escala, 2020 (com adaptações).
Considerando os aspectos gramaticais do texto apresentado,
julgue o item.
Leia o texto, considere cada linha um verso.
Valsinha
Um dia ele chegou tão diferente
Do seu jeito de sempre chegar.
Olhou-a de um jeito muito mais quente
Do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto
Quanto era seu jeito de sempre falar.
E nem deixou-a só num canto
Pra seu grande espanto
Convidou-a pra rodar.
Então ela se fez bonita
Como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado
Cheirando a guardado
De tanto esperar.
Depois os dois deram-se os braços
Como há muito tempo
Não se usava dar
E cheios de ternura e graça
Foram para a praça
E começaram a se abraçar.
E ali dançaram tanta dança
Que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade
Que toda a cidade se iluminou
E foram tantos beijos loucos
Tantos gritos roucos como não se ouviam mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu em paz.
(Chico Buarque de Holanda)
Considere a frase:
“Tantos gritos roucos como não se ouviam mais”.
Assinale a alternativa correta.
Leia o texto, considere cada linha um verso.
Valsinha
Um dia ele chegou tão diferente
Do seu jeito de sempre chegar.
Olhou-a de um jeito muito mais quente
Do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto
Quanto era seu jeito de sempre falar.
E nem deixou-a só num canto
Pra seu grande espanto
Convidou-a pra rodar.
Então ela se fez bonita
Como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado
Cheirando a guardado
De tanto esperar.
Depois os dois deram-se os braços
Como há muito tempo
Não se usava dar
E cheios de ternura e graça
Foram para a praça
E começaram a se abraçar.
E ali dançaram tanta dança
Que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade
Que toda a cidade se iluminou
E foram tantos beijos loucos
Tantos gritos roucos como não se ouviam mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu em paz.
(Chico Buarque de Holanda)
( ) No texto, há uma inadequação de colocação pronominal, se considerada a norma culta da língua. ( ) O verbo “amanhecer”, no texto, é impessoal e não tem sujeito já que indica um fenômeno da natureza.
( ) Na expressão “beijos loucos”, a palavra “loucos” é um adjunto adnominal, considerada a sua função sintática no texto. ( ) A oração: “Que a vizinhança toda despertou” é classificada como subordinada adverbial consecutiva, a partir da ideia que denota no contexto. ( ) O verbo do primeiro verso encerra em si mesmo seu significado; assim, é classificado como intransitivo quanto à sua predicação verbal.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
No que se refere aos aspectos gramaticais e aos sentidos do texto, julgue o item.
A presença da palavra negativa “Ninguém” (linha 3) é o
que justifica a próclise pronominal tanto em
“se admire” (linhas 3 e 4) quanto em “se faziam” (linha 4).
Relacionamento com o dinheiro

BANCO CENTRAL DO BRASIL. Caderno de Educação
Financeira – Gestão de Finanças Pessoais. Brasília: BCB,
2013. p. 12. Adaptado.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
ESTRATÉGIA
Dizem que, certa vez, estava um cego sentado no passeio, com um boné em seus pés e um pedaço de madeira que, escrito com giz branco, dizia: "POR FAVOR! AJUDEM-ME, SOU CEGO".
Um criador de publicidade que passava por ele, parou e observou umas poucas moedas no boné. Sem lhe pedir permissão, pegou o cartaz, deu volta, pegou um giz e escreveu outro anúncio. Voltou a colocar o pedaço de madeira sobre os pés do cego e se foi.
Pela tarde, o publicitário voltou a passar em frente ao cego que pedia esmolas, e seu boné estava cheio de notas e moedas. O cego reconheceu seus passos e lhe perguntou se tinha sido ele que escreveu seu cartaz e sobretudo, o que ele tinha escrito. O publicitário lhe respondeu:
- Nada que não esteja certo com seu anúncio, mas com outras palavras. Sorriu e seguiu seu caminho.
O novo cartaz dizia: "HOJE É PRIMAVERA, E NÃO POSSO VÊ-LA!"
Mudemos de estratégia, quando as coisas não nos saem bem, e veremos que o resultado poderá ser diferente.
Fonte: https://www.contandohistorias.com.br/html/contan
dohistorias.html - Modificado
Para uma companheira inseparável
Em Gramado, o Festival de Cinema; em Passo Fundo, a Jornada de Literatura: uma semana de festas no Rio Grande do Sul. Não para mim, que não fui convidado para nenhuma das duas (talvez pensem que já morri?), e mesmo que fosse, quase certamente não poderia ir. É que, embora continue vivo, arrumei uma inimiga poderosa. A Tosse, eu a chamo, assim mesmo, com maiúsculas merecidas, pois já dura uns quatro meses e não tem nada, absolutamente nada, que a cure.
Começou, que eu me lembre, lá por maio. Foi logo depois de uma gripe e tão generalizada que tinha também um pouco de sinusite, rinite, otite e se outros ites existem no aparelho respiratório, essa gripe certamente também tinha. Tudo foi passando aos poucos. Ela, a Tosse, não.
Traiçoeira, inadequada, vem principalmente à noite. Tarde da noite, como entidade do mal que é, lá pelas quatro, cinco da manhã, quando faz tanto frio que seria suicídio sair da cama. E não passa.
Meu médico diz que a causa é uma só – chama-se Porto Alegre, talvez uma das cidades com um dos piores climas do país. Principalmente em agosto, quando as paredes vertem água de tanta umidade, não há sol, o mofo se infiltra e as casas geladas transformam-se numa espécie de Disneyworld de ácaros. Trata-se, portanto, de atravessar agosto. Falta pouco. Prometo ser forte.
(Caio Fernando de Abreu. Pequenas epifanias, 2014. Adaptado)
Para responder à questão, considere o trecho do segundo parágrafo:
Foi logo depois de uma gripe e tão generalizada que tinha também um pouco de sinusite, rinite, otite e se outros ites existem no aparelho respiratório, essa gripe certamente também tinha.
No contexto em que está empregada, a oração destacada
no trecho pode ser corretamente substituída por:
Escritório
Aluguei um escritório. Minha senhoria é a Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência – o que quer dizer que começo bem, sob a égide de um santo de minha particular devoção. Espero que ele me assista nesta grave emergência.
Grave, porque assumi compromisso, com contrato registrado e sacramentado, de cumprir fielmente o regulamento do prédio na minha nova condição de inquilino. Não posso, por exemplo, colocar pregos que danifiquem as paredes.
Mas escritório de quê? Advocacia? A tanto não ousaria, sendo certo que minha qualidade de bacharel nunca me animou sequer a ir buscar o diploma na Faculdade (onde, confio, esteja ainda bem guardado à minha espera, se dele precisar para qualquer eventualidade: a de ser inesperadamente convocado à vida pública, por exemplo, com uma honrosa nomeação, sacrifício a que seria difícil esquivar-me). Pelo que, não ousariam a esta altura da minha vida, iniciar-me na profissão a que o dito diploma presumivelmente me habilita. Além do mais, eu não poderia mesmo colocar o prego para dependurá-lo na parede.
Fica sendo então escritório, tão-somente. Nem mesmo de literatura: apenas um local onde possa acender diariamente o forno (no sentido figurado, apresso-me a tranquilizar o condomínio) desta padaria literária de cujo produto cotidiano, fresco ou requentado, vou vivendo como São Francisco é servido. Levo para o meu novo covil uma mesa, uma cadeira, a máquina de escrever – e me instalo, à espera de meus costumeiros clientes.
Estranhos clientes estes, que entram pela janela, pelas paredes, pelo teto, trazidos pelas vozes de antigamente, vindos numa página de jornal, ou num simples ruído familiar: projeção de mim mesmo, ecos de pensamento, fantasmas que se movem apenas na lembrança, figuras feitas de ar e imaginação.
(Fernando Sabino. A mulher do vizinho. Adaptado)
Furto em Flor
Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava e eu furtei a flor.
Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.
Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.
Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me:
— Que ideia a sua vir jogar lixo de sua casa neste jardim!
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos Plausíveis.
In: ANDRADE, Carlos Drummond de. Prosa e Poesia, 8. ed.
Rio de Janeiro: Nova Aguiar, 1992. p. 1266.
Obs.: As questões se apoiam em frases do discurso
publicitário ou de propaganda.
Segundo a gramática tradicional, na formulação desse texto há um erro gramatical. Assinale a opção que o apresenta.
Texto para a questão.

Internet: <medicina.ufmg.br> (com adaptações).

