Questões de Concurso
Comentadas sobre análise sintática em português
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I. O pronome relativo “que”, quando precedido da preposição necessária, pode exercer as funções de sujeito e predicativo.
II. O pronome “quem”, sempre em referência a pessoas ou coisas personificadas, só se emprega precedido de preposição, e exerce as funções sintáticas de objeto indireto, objeto direto, complemento relativo, adjunto adverbial e agente da passiva.
III. Os pronomes “cujo(s)” e “cuja(s)”, precedidos ou não de preposição, valem sempre “do qual”, “da qual”, “dos quais”, “das quais” (caso em que a preposição “de” tem sentido de posse) e funcionam como adjunto adnominal do substantivo seguinte com o qual concordam em gênero e número.
Quais estão corretas?
Leia o Texto I para responder à questão:
Texto I
O governo agora é obrigado a escrever bem. Por lei.
O que não significa, é claro, que os jargões e o juridiquês vão desaparecer do setor público brasileiro da noite para o dia. Entenda as origens psicológicas e históricas da má comunicação.
Em novembro de 2025, o governo federal aprovou a Política Nacional de Linguagem Simples. Ela obriga os órgãos públicos a escrever de maneira clara e concisa em formulários, contratos, portais de internet, apps e outros textos que o cidadão precisa entender para, por exemplo, marcar um exame no SUS, matricular uma criança na escola ou pagar a conta de luz. A norma recomenda evitar termos estrangeiros que não sejam de uso corrente, começar os textos com a informação mais importante, sem enrolação, e preferir a voz ativa (por exemplo: “Collor confiscou as poupanças” em vez de “as poupanças foram confiscadas por Collor”). Outras orientações são escolher palavras comuns, de uso cotidiano, evitar jargões e juridiquês e redigir frases curtas, em ordem direta: opte por “as margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heroico” em vez do original “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas / De um povo heroico o brado retumbante”.
Uma máquina pública que se expressa com clareza é um pré-requisito para uma democracia saudável. 29% da população brasileira acima de 15 anos é analfabeta funcional: até sabe ler e escrever, mas não consegue, de fato, interpretar um texto.
Mundo afora, há esforços parecidos. Em junho de 2023, a Organização Internacional de Normalização (ISO) – aquela que emite a certificação ISO 9001 – publicou a primeira norma internacional de Linguagem Simples. A Colômbia aprovou sua legislação sobre o tema em 2014. Nos EUA, em que uma norma desse tipo vigora desde 2010, uma ONG chamada Centro para Linguagem Simples organiza um concurso anual de redação em repartições públicas.
Infelizmente, tudo que esses conselhos têm de velhos eles têm de ignorados. Só nos EUA, falhas de comunicação custam US$ 1,2 trilhão por ano às empresas. Em um levantamento com 251 gestores, eles estimaram que suas equipes perdem, em média, 7,47 horas por semana por causa de falhas de comunicação. Um outro estudo, feito no Reino Unido, concluiu que o trabalhador médio torra cinco horas por semana esclarecendo o conteúdo de e-mails e mensagens. Uma enquete com 547 empresários revelou que 54% se incomodam com os jargões em suas leituras cotidianas.
O que torna esses dados preocupantes é que, em geral, ninguém escreve com o objetivo de não se fazer entender. Se todo mundo tenta ser claro, por que existem textos ruins por toda parte? A resposta tem duas camadas. A primeira é psicológica: nós temos vieses cognitivos – bugs de percepção e raciocínio – que nos tornam propensos a escrever mal. Asegunda é social: como o vizir egípcio já sabia, falar “bonito” e rebuscado é uma forma de a elite se diferenciar do povo, e esse preconceito deixou uma herança estilística.
Nem só de boas intenções, porém, nascem os textos ruins. Às vezes, eles são herméticos por escolha. Vide o Hino Nacional, já citado acima. A letra é obra de Osório Duque-Estrada, um poeta parnasiano e bacharel de Direito da USP. Ele pertencia à elite que fundou a República – e era o tipo de brasileiro que, no começo do século 20, escrevia rebuscado de propósito. Em 1907, quando mais de 70% da população brasileira era analfabeta, Osório se opôs a uma reforma ortográfica que ajudaria no ensino do português dizendo que “a corrente erudita há de reagir sempre contra o elemento popular e inconsciente e perturbador da pureza e das boas normas da linguagem”.
Diante de um histórico desses, é uma boa não depositar muitas esperanças na Lei Nacional de Linguagem Simples. Ela é um texto, não um milagre. Eliminar os vícios de linguagem do governo brasileiro exigiria uma equipe de redatores grande, caríssima e com paciência essencialmente infinita para dialogar com todos os burocratas. Porém, o simples fato de que essa norma existe é um passo na direção certa. Com algumas décadas de incentivo à boa escrita em Brasília, talvez seja possível espantar o fantasma parnasiano. E tornar o Brasil mais democrático não só na prática, mas também no discurso.
Fonte: VAIANO, Bruno. Superinteressante. 15 de maio de 2026. Página 6. Disponível em: https://www.pressreader.com/brazil/superinteressante/20260515/page/6 . Acesso em: 11 jun. 2026 [Adaptado].
TEXTO II
O Dilema do Algoritmo e a Essência Humana
Vivemos um momento de transição sem precedentes. A ascensão vertiginosa da Inteligência Artificial (IA) Generativa não é apenas uma evolução tecnológica, mas um divisor de águas que nos obriga a redefinir o conceito de trabalho e, talvez, de humanidade. Enquanto entusiastas celebram a eficiência robótica, críticos alertam para a erosão da subjetividade.
O problema central não reside na ferramenta em si, mas naquilo a que nos propomos enquanto sociedade: estamos substituindo o esforço criativo pela conveniência do comando automatizado. Quando delegamos a escrita de um poema ou a criação de uma arte a um código, perdemos o processo, o erro e a angústia — elementos que são, essencialmente, a alma da produção humana.
Ademais, a regência de nossas vidas parece estar sendo entregue a algoritmos opacos. É urgente que as instituições públicas e privadas assistam ao desenvolvimento dessa tecnologia com olhar atento e ético. Não podemos permitir que a busca pelo lucro desenfreado silencie a voz humana. Afinal, a máquina pode processar dados, mas nunca sentirá a satisfação de uma descoberta genuína. Este é o desafio da nossa era: domar a técnica sem se deixar domesticar por ela.
(Autor desconhecido)
TEXTO II
O Dilema do Algoritmo e a Essência Humana
Vivemos um momento de transição sem precedentes. A ascensão vertiginosa da Inteligência Artificial (IA) Generativa não é apenas uma evolução tecnológica, mas um divisor de águas que nos obriga a redefinir o conceito de trabalho e, talvez, de humanidade. Enquanto entusiastas celebram a eficiência robótica, críticos alertam para a erosão da subjetividade.
O problema central não reside na ferramenta em si, mas naquilo a que nos propomos enquanto sociedade: estamos substituindo o esforço criativo pela conveniência do comando automatizado. Quando delegamos a escrita de um poema ou a criação de uma arte a um código, perdemos o processo, o erro e a angústia — elementos que são, essencialmente, a alma da produção humana.
Ademais, a regência de nossas vidas parece estar sendo entregue a algoritmos opacos. É urgente que as instituições públicas e privadas assistam ao desenvolvimento dessa tecnologia com olhar atento e ético. Não podemos permitir que a busca pelo lucro desenfreado silencie a voz humana. Afinal, a máquina pode processar dados, mas nunca sentirá a satisfação de uma descoberta genuína. Este é o desafio da nossa era: domar a técnica sem se deixar domesticar por ela.
(Autor desconhecido)
TEXTO I
A Bela e a Fera
A Fera era uma Fera mesmo. Tão feia que, quando olhava no espelho, o espelho quebrava de susto. Morava num castelo imenso, cercado de espinhos e solidão. Certo dia, um velho mercador se perdeu na floresta e acabou colhendo uma rosa no jardim da Fera. A Fera, surgindo do nada com um rugido de tremer as estruturas, disse: "Vou te matar! A menos que você me traga sua filha mais bela para morar comigo".
O velho, apavorado, levou a Bela. No começo, ela chorava muito, achando que seria devorada no jantar. Mas a Fera era um doce. Tratava a moça com as melhores iguarias, dava-lhe joias, lia poesia (embora com aquela voz de britadeira) e nunca, jamais, tentou qualquer gracinha. Com o tempo, Bela foi se acostumando. Começou a achar que a feiura da Fera era apenas uma "característica exótica".
Um dia, Bela pediu para visitar o pai doente. A Fera, com o coração na mão (figuradamente, claro), deixou: "Mas volte em uma semana, ou eu morrerei de tristeza". Bela foi, se distraiu com as irmãs invejosas e demorou dez dias. Quando voltou, encontrou a Fera estirada no jardim, quase morta. Chorando, Bela abraçou o monstro e disse: "Eu te amo, Fera! Case comigo!".
Nesse momento, uma explosão de luz! A Fera se transformou num Príncipe lindo, loiro, de olhos azuis e roupas de seda. Bela olhou para ele de cima a baixo, deu um passo atrás e disse:
— Ah, não! Assim não serve.
— Por que? — perguntou o Príncipe, chocado.
— Eu sou lindo!— Pois é — respondeu Bela, fazendo as malas.
— O que eu gostava em você era o contraste. Agora você é igual a todos os outros. E foi embora, deixando o Príncipe sozinho com sua beleza e sua perplexidade.
(Versão de Millor Fernandes)
Leia o texto a seguir:
"Embora a tecnologia tenha ampliado o acesso à informação, muitos indivíduos ainda enfrentam dificuldades para selecionar conteúdos confiáveis. Por isso, a formação de leitores críticos torna-se cada vez mais necessária." Com base nas classes de palavras e seus empregos no texto, analise as afirmativas abaixo:
I - A palavra embora exerce a função de conjunção e introduz uma ideia de concessão.
II - A palavra muitos é um pronome indefinido que acompanha o substantivo "indivíduos".
III - A palavra ainda é um advérbio que expressa circunstância de tempo.
IV - A expressão por isso atua como uma preposição responsável por indicar finalidade.
É CORRETO o que se afirma em:
Texto CG1A1
Um dos
temas correntes da psicologia dos preços é que as avaliações de valor monetário
têm muito em comum com julgamentos sensoriais, como os relativos a peso,
brilho, altura, calor, frio ou intensidade de odores. O estudo das percepções
sensoriais é conhecido como psicofísica. Nos anos 1800, os psicofísicos
mostraram que as pessoas são muito sensíveis às diferenças e não tão sensíveis
a valores absolutos. Digamos que você esteja diante de duas maletas idênticas,
uma com 12 kg e outra com 13 kg; nesse caso, basta levantá-las para saber qual
é a mais pesada. Porém, sem uma balança, é difícil saber se qualquer uma das
malas atenderia ao limite de 16 kg de uma companhia aérea.
O mesmo
tipo de desconhecimento se aplica em relação aos preços. Este fato
importantíssimo passa quase despercebido. Isso acontece porque vivemos nossas
vidas sob uma nuvem midiática de preços e valores de mercado. Como nos
lembramos do que as coisas “deveriam” custar, somos induzidos a pensar que
temos um sentido infalível de valor. Os consumidores são como uma pessoa com
problemas de visão que consegue se virar em um ambiente familiar porque
memorizou onde estão os móveis. Isso é uma compensação; nada tem a ver com
acuidade visual.
De vez
em quando, recebemos alguma dica do quanto o sentido do preço é míope. Qualquer
um que já tenha vendido artigos pessoais sabe como é difícil atribuir um preço
justo a produtos usados. “Este CD antigo da Tribe Called Quest deve valer o
dobro deste da Alanis Morissette. Só não sei se o CD da Tribe deveria ser
vendido por US$ 10 ou US$ 0,10”.
Em um
artigo de 2003, os economistas Dan Ariely, George Loewenstein e Drazen Prelec
chamaram esta curiosa combinação de “convicção e incerteza de arbitrariedade
coerente”. As avaliações relativas são estáveis e coerentes, enquanto os
valores em dólares podem ser descontroladamente arbitrários. A venda de artigos
pessoais revela uma verdade que talvez não tenhamos coragem de admitir em
transações comerciais: os preços são números inventados que nem sempre envolvem
muita convicção.
Os
números que fazem nosso mundo girar não são tão sólidos, imutáveis e
logicamente fundamentados quanto aparentam. Na nova psicologia dos preços, os
valores são escorregadios e incertos, tão fluidos quanto os reflexos nos
espelhos de um parque de diversões.
William Poundstone. Preço: o mito do valor justo e como tirar vantagem disso. Tradução:
Adriana Rieche. 1.ª ed. Rio de
Janeiro: Best Business, 2015 [recurso digital] (com adaptações).
Texto CG1A1
Um dos
temas correntes da psicologia dos preços é que as avaliações de valor monetário
têm muito em comum com julgamentos sensoriais, como os relativos a peso,
brilho, altura, calor, frio ou intensidade de odores. O estudo das percepções
sensoriais é conhecido como psicofísica. Nos anos 1800, os psicofísicos
mostraram que as pessoas são muito sensíveis às diferenças e não tão sensíveis
a valores absolutos. Digamos que você esteja diante de duas maletas idênticas,
uma com 12 kg e outra com 13 kg; nesse caso, basta levantá-las para saber qual
é a mais pesada. Porém, sem uma balança, é difícil saber se qualquer uma das
malas atenderia ao limite de 16 kg de uma companhia aérea.
O mesmo
tipo de desconhecimento se aplica em relação aos preços. Este fato
importantíssimo passa quase despercebido. Isso acontece porque vivemos nossas
vidas sob uma nuvem midiática de preços e valores de mercado. Como nos
lembramos do que as coisas “deveriam” custar, somos induzidos a pensar que
temos um sentido infalível de valor. Os consumidores são como uma pessoa com
problemas de visão que consegue se virar em um ambiente familiar porque
memorizou onde estão os móveis. Isso é uma compensação; nada tem a ver com
acuidade visual.
De vez
em quando, recebemos alguma dica do quanto o sentido do preço é míope. Qualquer
um que já tenha vendido artigos pessoais sabe como é difícil atribuir um preço
justo a produtos usados. “Este CD antigo da Tribe Called Quest deve valer o
dobro deste da Alanis Morissette. Só não sei se o CD da Tribe deveria ser
vendido por US$ 10 ou US$ 0,10”.
Em um
artigo de 2003, os economistas Dan Ariely, George Loewenstein e Drazen Prelec
chamaram esta curiosa combinação de “convicção e incerteza de arbitrariedade
coerente”. As avaliações relativas são estáveis e coerentes, enquanto os
valores em dólares podem ser descontroladamente arbitrários. A venda de artigos
pessoais revela uma verdade que talvez não tenhamos coragem de admitir em
transações comerciais: os preços são números inventados que nem sempre envolvem
muita convicção.
Os
números que fazem nosso mundo girar não são tão sólidos, imutáveis e
logicamente fundamentados quanto aparentam. Na nova psicologia dos preços, os
valores são escorregadios e incertos, tão fluidos quanto os reflexos nos
espelhos de um parque de diversões.
William Poundstone. Preço: o mito do valor justo e como tirar vantagem disso. Tradução:
Adriana Rieche. 1.ª ed. Rio de
Janeiro: Best Business, 2015 [recurso digital] (com adaptações).
Texto CG1A1
Um dos
temas correntes da psicologia dos preços é que as avaliações de valor monetário
têm muito em comum com julgamentos sensoriais, como os relativos a peso,
brilho, altura, calor, frio ou intensidade de odores. O estudo das percepções
sensoriais é conhecido como psicofísica. Nos anos 1800, os psicofísicos
mostraram que as pessoas são muito sensíveis às diferenças e não tão sensíveis
a valores absolutos. Digamos que você esteja diante de duas maletas idênticas,
uma com 12 kg e outra com 13 kg; nesse caso, basta levantá-las para saber qual
é a mais pesada. Porém, sem uma balança, é difícil saber se qualquer uma das
malas atenderia ao limite de 16 kg de uma companhia aérea.
O mesmo
tipo de desconhecimento se aplica em relação aos preços. Este fato
importantíssimo passa quase despercebido. Isso acontece porque vivemos nossas
vidas sob uma nuvem midiática de preços e valores de mercado. Como nos
lembramos do que as coisas “deveriam” custar, somos induzidos a pensar que
temos um sentido infalível de valor. Os consumidores são como uma pessoa com
problemas de visão que consegue se virar em um ambiente familiar porque
memorizou onde estão os móveis. Isso é uma compensação; nada tem a ver com
acuidade visual.
De vez
em quando, recebemos alguma dica do quanto o sentido do preço é míope. Qualquer
um que já tenha vendido artigos pessoais sabe como é difícil atribuir um preço
justo a produtos usados. “Este CD antigo da Tribe Called Quest deve valer o
dobro deste da Alanis Morissette. Só não sei se o CD da Tribe deveria ser
vendido por US$ 10 ou US$ 0,10”.
Em um
artigo de 2003, os economistas Dan Ariely, George Loewenstein e Drazen Prelec
chamaram esta curiosa combinação de “convicção e incerteza de arbitrariedade
coerente”. As avaliações relativas são estáveis e coerentes, enquanto os
valores em dólares podem ser descontroladamente arbitrários. A venda de artigos
pessoais revela uma verdade que talvez não tenhamos coragem de admitir em
transações comerciais: os preços são números inventados que nem sempre envolvem
muita convicção.
Os
números que fazem nosso mundo girar não são tão sólidos, imutáveis e
logicamente fundamentados quanto aparentam. Na nova psicologia dos preços, os
valores são escorregadios e incertos, tão fluidos quanto os reflexos nos
espelhos de um parque de diversões.
William Poundstone. Preço: o mito do valor justo e como tirar vantagem disso. Tradução:
Adriana Rieche. 1.ª ed. Rio de
Janeiro: Best Business, 2015 [recurso digital] (com adaptações).
Texto CG1A1
Um dos
temas correntes da psicologia dos preços é que as avaliações de valor monetário
têm muito em comum com julgamentos sensoriais, como os relativos a peso,
brilho, altura, calor, frio ou intensidade de odores. O estudo das percepções
sensoriais é conhecido como psicofísica. Nos anos 1800, os psicofísicos
mostraram que as pessoas são muito sensíveis às diferenças e não tão sensíveis
a valores absolutos. Digamos que você esteja diante de duas maletas idênticas,
uma com 12 kg e outra com 13 kg; nesse caso, basta levantá-las para saber qual
é a mais pesada. Porém, sem uma balança, é difícil saber se qualquer uma das
malas atenderia ao limite de 16 kg de uma companhia aérea.
O mesmo
tipo de desconhecimento se aplica em relação aos preços. Este fato
importantíssimo passa quase despercebido. Isso acontece porque vivemos nossas
vidas sob uma nuvem midiática de preços e valores de mercado. Como nos
lembramos do que as coisas “deveriam” custar, somos induzidos a pensar que
temos um sentido infalível de valor. Os consumidores são como uma pessoa com
problemas de visão que consegue se virar em um ambiente familiar porque
memorizou onde estão os móveis. Isso é uma compensação; nada tem a ver com
acuidade visual.
De vez
em quando, recebemos alguma dica do quanto o sentido do preço é míope. Qualquer
um que já tenha vendido artigos pessoais sabe como é difícil atribuir um preço
justo a produtos usados. “Este CD antigo da Tribe Called Quest deve valer o
dobro deste da Alanis Morissette. Só não sei se o CD da Tribe deveria ser
vendido por US$ 10 ou US$ 0,10”.
Em um
artigo de 2003, os economistas Dan Ariely, George Loewenstein e Drazen Prelec
chamaram esta curiosa combinação de “convicção e incerteza de arbitrariedade
coerente”. As avaliações relativas são estáveis e coerentes, enquanto os
valores em dólares podem ser descontroladamente arbitrários. A venda de artigos
pessoais revela uma verdade que talvez não tenhamos coragem de admitir em
transações comerciais: os preços são números inventados que nem sempre envolvem
muita convicção.
Os
números que fazem nosso mundo girar não são tão sólidos, imutáveis e
logicamente fundamentados quanto aparentam. Na nova psicologia dos preços, os
valores são escorregadios e incertos, tão fluidos quanto os reflexos nos
espelhos de um parque de diversões.
William Poundstone. Preço: o mito do valor justo e como tirar vantagem disso. Tradução:
Adriana Rieche. 1.ª ed. Rio de
Janeiro: Best Business, 2015 [recurso digital] (com adaptações).
Em relação a aspectos sintáticos e coesivos do segundo parágrafo do texto CG1A1, julgue os itens a seguir.
I No trecho “O mesmo tipo de desconhecimento se aplica em relação aos preços”, o emprego da preposição em “aos preços” deve-se à regência verbal de “aplica”.
II No trecho “uma pessoa com problemas de visão que consegue se virar em um ambiente familiar porque memorizou onde estão os móveis”, o termo “onde” retoma “ambiente familiar”.
III Em “um sentido infalível de valor”, o emprego da preposição “de” deve-se à regência de “infalível”.
Assinale a opção correta.
Texto CG1A1
Com o objetivo de promover a transformação digital e atender diretamente a população, o governo de Rondônia inovou com o lançamento da primeira assistente virtual baseada em inteligência artificial (IA) no Portal da Transparência do estado. A assistente, denominada Clara, foi apresentada durante o 2.º Encontro de Controles Internos, nos dias 27 e 28 de junho de 2024, no Instituto Federal em Porto Velho.
A iniciativa fez parte de um trabalho desenvolvido pela Superintendência Estadual de Tecnologia da Informação e Comunicação (SETIC), em parceria com a Controladoria Geral do Estado (CGE), em acordo com o eixo de gestão estratégica governamental. Ela surgiu da necessidade de simplificar a relação do poder público com a sociedade, e a IA foi escolhida por sua capacidade de adaptação com base em novos treinamentos.
Para o governo de Rondônia, a Clara representa um avanço para o estado, reforçando os investimentos da gestão estadual em modernização, eficiência e qualidade das iniciativas.
O governo de Rondônia está em primeiro lugar entre os Poderes Executivos estaduais no Programa Nacional de Transparência Pública. Para alcançar essa posição, é necessário obter um nível de transparência entre 95% e 100%, e Rondônia atingiu 99,29%. A Clara é fruto da continuidade desse trabalho e do compromisso do estado com a transformação digital.
Segundo o coordenador de análise de dados da SETIC, Pedro Gomes, o uso de IA está revolucionando o mundo e a administração pública. “Apenas acompanhar e replicar tendências não é suficiente para contribuir para a modernização de serviços. Por isso é importante analisar e escolher as melhores soluções para solucionar problemas e proporcionar melhorias de processos dentro da administração pública”, destacou.
De acordo com o superintendente da SETIC, Delner Freire, a adoção de IA no setor público traz uma série de benefícios, que incluem: automatização de processos, análise de dados para tomadas de decisão, atendimentos mais eficientes e redução de custos. “Esses benefícios podem se converter em sistemas de atendimento ao cidadão e ferramentas de análise para políticas públicas. Ao contrário de outras tecnologias, a IA tem a capacidade de aprender e se adaptar continuamente, melhorando sua eficácia ao longo do tempo”, explicou.
Internet: <rondonia.ro.gov.br> (com adaptações).
I O trecho “Para alcançar essa posição” expressa uma finalidade relacionada apenas ao conteúdo apresentado na oração imediatamente subsequente no período.
II A transposição do trecho “Para alcançar essa posição” para o final do período, desde que feitos os devidos ajustes de maiúsculas e minúsculas, não comprometeria a correção gramatical nem a coerência textual.
III A oração “Rondônia atingiu 99,29%” não se subordina sintaticamente à oração imediatamente anterior, mas elas se articulam semanticamente.
Assinale a opção correta.
Analise o processo de formação do período acima e julgue as afirmativas.
I.O período é simples, formado por uma única oração, uma vez que apresenta apenas um verbo que indica ação.
II.O período acima constitui uma frase e também uma oração com verbo de ligação, pois apresenta um enunciado completo com verbo que liga o sujeito a uma característica.
III.O período apresenta uma frase, mas não constitui oração, uma vez que o verbo não indica ação.
Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições corretas.
A expressão 'Em um estudo' exerce a função sintática de: