Questões de Concurso Comentadas sobre análise sintática em português

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Q2772561 Português

CONSOADA


Quando a Indesejada das gentes chegar

(Não sei se dura ou caroável),

Talvez eu tenha medo.

Talvez sorria, ou diga:

- Alô, iniludível!

O meu dia foi bom, pode a noite descer.

(A noite com os seus sortilégios.)

Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,

A mesa posta, Com cada coisa em seu lugar.


(Manuel Bandeira. Disponível em: www.poesiaspoemaseversos.com.br)

Com base no texto 'CONSOADA', leia as afirmativas a seguir:


I. No verso “Quando a Indesejada das gentes chegar”, o conectivo “quando” inicia uma relação semântica de tempo.

II. O primeiro e o terceiro versos conferem ao texto um caráter sorumbático.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q2772560 Português

CONSOADA


Quando a Indesejada das gentes chegar

(Não sei se dura ou caroável),

Talvez eu tenha medo.

Talvez sorria, ou diga:

- Alô, iniludível!

O meu dia foi bom, pode a noite descer.

(A noite com os seus sortilégios.)

Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,

A mesa posta, Com cada coisa em seu lugar.


(Manuel Bandeira. Disponível em: www.poesiaspoemaseversos.com.br)

Com base no texto 'CONSOADA', leia as afirmativas a seguir:


I. No verso “Talvez eu tenha medo”, o advérbio “talvez” exprime a dúvida do eu-poético.

II. No verso “- Alô, iniludível!”, o vocábulo “alô” funciona como pronome demonstrativo e retoma termos anteriores.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q2772534 Português

CONSOADA


Quando a Indesejada das gentes chegar

(Não sei se dura ou caroável),

Talvez eu tenha medo.

Talvez sorria, ou diga:

- Alô, iniludível!

O meu dia foi bom, pode a noite descer.

(A noite com os seus sortilégios.)

Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,

A mesa posta, Com cada coisa em seu lugar.


(Manuel Bandeira. Disponível em: www.poesiaspoemaseversos.com.br)

Com base no texto 'CONSOADA', leia as afirmativas a seguir:


I. O vocábulo "chegar" é um verbo.

II. A subjetividade do eu-poético é marcada também no texto pelas formas de primeira pessoa.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q2772078 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


A questão da leitura no Brasil


  1. Sabemos que ler traz muitos benefícios a quem o pratica de modo correto. A leitura
  2. desenvolve e aumenta o repertório geral, auxilia para que o indivíduo tenha senso crítico, amplia
  3. o vocabulário, estimula a criatividade e, finalmente, facilita a escrita. _________ carregue
  4. consigo grandes benefícios, é preciso tomar cuidado e selecionar bem o que se lê. Segundo Valdir
  5. Heitor Barzotto, professor da Faculdade de Educação da USP, “vivemos em um momento em que
  6. há excesso de material disponível, o que também pode ser prejudicial, pois uma pessoa pode ler
  7. coisas que não são, necessariamente, de uma fonte confiável. É uma novidade do tempo
  8. contemporâneo. Existe muito acesso ao texto, mas não ao conhecimento”. A grande quantidade
  9. de informação disponível foi propiciada, _________, pelo avanço da tecnologia, em especial o
  10. da internet.
  11. Além disso, outro grande problema do panorama da leitura e da escrita no País é a questão
  12. da interpretação. Alunos com 14 anos ainda têm dificuldades em identificar informações que
  13. estão tanto explícitas quanto implícitas em um texto. Este déficit transcende a disciplina de
  14. português e atinge matérias como matemática, no momento de interpretar enunciados-problema,
  15. e história, para compreender as relações entre os fatos. Nesse sentido, é importante
  16. lembrar o papel de uma educação de boa qualidade, pois é necessário, primeiramente,
  17. ultrapassar a barreira da dificuldade da leitura para que o poder de interpretação seja facilitado.
  18. Na busca pela melhoria do incentivo à leitura e à escrita no País, há três perspectivas para
  19. as quais devemos tornar os nossos olhares: o governo, a escola e o próprio lar. Esses três
  20. constituem os principais pilares e não acontecem separadamente. Do poder público é preciso
  21. cobrar uma melhor administração dos recursos destinados a levar as pessoas a ler. Para o
  22. professor Barzotto, isso se reflete, principalmente, nas bibliotecas escolares que, além de
  23. estarem bem aparelhadas, também devem contar com bons funcionários especializados em
  24. leitura. “O governo precisa garantir uma estrutura mínima em que seja possível ler”, afirma.
  25. No que diz respeito às funções da escola, é necessário que se construa uma autonomia
  26. dentro de cada uma. Hoje, muito do que é reproduzido em sala de aula parte de pesquisas
  27. advindas das universidades, como investigações sobre leitura, escrita e aprendizado. Cria-se
  28. então uma relação de dependência, quando, na verdade, a universidade deveria funcionar como
  29. uma parceira. “Por mais que saibamos que o Estado controla como se deve fazer, ele não está
  30. todos os dias na escola.”
  31. Em casa, o professor Barzotto diz que é indispensável que haja material de leitura
  32. disponível, mas ressalta que quantidade nem sempre é qualidade. O importante é que,
  33. primeiramente, não se force o hábito de leitura na família como uma obrigação, mas sim como
  34. um prazer. É muito mais produtivo que a família converse e discuta sobre o que leu.

(Fonte: http://www5.usp.br/84357/especialistas-comentam-desafios-para-a-pratica-da-leitura-no-brasil/ – Texto adaptado especialmente para esta prova.)

Assinale V, se verdadeiros, ou F, se falsos sobre elementos mórficos de palavras do texto.


( ) indispensável, indivíduo e informação contêm prefixos.

( ) necessariamente tem sufixo formador de advérbio; já confiável tem sufixo formador de adjetivo.

( ) controla tem radical e vogal temática, mas não tem desinência número-pessoal nem modo-temporal.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q2772077 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


A questão da leitura no Brasil


  1. Sabemos que ler traz muitos benefícios a quem o pratica de modo correto. A leitura
  2. desenvolve e aumenta o repertório geral, auxilia para que o indivíduo tenha senso crítico, amplia
  3. o vocabulário, estimula a criatividade e, finalmente, facilita a escrita. _________ carregue
  4. consigo grandes benefícios, é preciso tomar cuidado e selecionar bem o que se lê. Segundo Valdir
  5. Heitor Barzotto, professor da Faculdade de Educação da USP, “vivemos em um momento em que
  6. há excesso de material disponível, o que também pode ser prejudicial, pois uma pessoa pode ler
  7. coisas que não são, necessariamente, de uma fonte confiável. É uma novidade do tempo
  8. contemporâneo. Existe muito acesso ao texto, mas não ao conhecimento”. A grande quantidade
  9. de informação disponível foi propiciada, _________, pelo avanço da tecnologia, em especial o
  10. da internet.
  11. Além disso, outro grande problema do panorama da leitura e da escrita no País é a questão
  12. da interpretação. Alunos com 14 anos ainda têm dificuldades em identificar informações que
  13. estão tanto explícitas quanto implícitas em um texto. Este déficit transcende a disciplina de
  14. português e atinge matérias como matemática, no momento de interpretar enunciados-problema,
  15. e história, para compreender as relações entre os fatos. Nesse sentido, é importante
  16. lembrar o papel de uma educação de boa qualidade, pois é necessário, primeiramente,
  17. ultrapassar a barreira da dificuldade da leitura para que o poder de interpretação seja facilitado.
  18. Na busca pela melhoria do incentivo à leitura e à escrita no País, há três perspectivas para
  19. as quais devemos tornar os nossos olhares: o governo, a escola e o próprio lar. Esses três
  20. constituem os principais pilares e não acontecem separadamente. Do poder público é preciso
  21. cobrar uma melhor administração dos recursos destinados a levar as pessoas a ler. Para o
  22. professor Barzotto, isso se reflete, principalmente, nas bibliotecas escolares que, além de
  23. estarem bem aparelhadas, também devem contar com bons funcionários especializados em
  24. leitura. “O governo precisa garantir uma estrutura mínima em que seja possível ler”, afirma.
  25. No que diz respeito às funções da escola, é necessário que se construa uma autonomia
  26. dentro de cada uma. Hoje, muito do que é reproduzido em sala de aula parte de pesquisas
  27. advindas das universidades, como investigações sobre leitura, escrita e aprendizado. Cria-se
  28. então uma relação de dependência, quando, na verdade, a universidade deveria funcionar como
  29. uma parceira. “Por mais que saibamos que o Estado controla como se deve fazer, ele não está
  30. todos os dias na escola.”
  31. Em casa, o professor Barzotto diz que é indispensável que haja material de leitura
  32. disponível, mas ressalta que quantidade nem sempre é qualidade. O importante é que,
  33. primeiramente, não se force o hábito de leitura na família como uma obrigação, mas sim como
  34. um prazer. É muito mais produtivo que a família converse e discuta sobre o que leu.

(Fonte: http://www5.usp.br/84357/especialistas-comentam-desafios-para-a-pratica-da-leitura-no-brasil/ – Texto adaptado especialmente para esta prova.)

Considere o que se afirma sobre os termos do seguinte período do texto:


Em casa, o professor Barzotto diz que é indispensável que haja material de leitura disponível, mas ressalta que quantidade nem sempre é qualidade.


I. Os três verbos destacados têm o mesmo sujeito.

II. O complemento de diz é uma oração subordinada (que se encadeia, por sua vez, a outra oração subordinada).

III. O termo qualidade é um predicativo do sujeito.


Quais estão corretas?

Alternativas
Ano: 2018 Banca: IBADE Órgão: CAERN Prova: IBADE - 2018 - CAERN - Analista de Sistemas |
Q2765702 Português

O ZELADOR DO LABIRINTO


Tem também a história do zelador do labirinto. Todos os dias ele saía de casa cedo, com sua marmita, e entrava no labirinto. Seu trabalho era percorrer todo o labirinto, inspecionando as paredes e o chão, vendo onde precisava um retoque, talvez uma mão de tinta, etc.

Era um homem metódico. Pela manhã, fazia a ronda do labirinto, anotando tudo que havia para ser consertado, depois saía do labirinto, almoçava, descansava um pouquinho, e entrava de novo no labirinto, agora com o material que necessitaria para seu trabalho. Quando não havia nada para ser consertado, ele apenas varria todo o labirinto e, ao anoitecer, ia para casa. Um dia, enquanto fazia a sua ronda , o zelador encontrou um grupo de pessoas apavoradas. Queriam saber como sair dali. O zelador não entendeu bem.

- Como, sair?

- A saída! Onde fica a saída?

- É por ali - apontou o zelador, achando estranha a agitação do grupo.

Mais tarde, no mesmo dia, enquanto varria um dos corredores, o zelador encontrou o mesmo grupo. Não tinham encontrado a saída. Estavam ainda mais apavorados. Alguns choravam. Alguém precisava lhes mostrar a saída! Com uma certa impaciência, o zelador começou a dar a direção. Era fácil.

- Saiam por ali e virem à esquerda. Depois à direita, depois à esquerda outra vez, direita, direita, esquerda .... - Espere! - gritou alguém. - Ponha isso num papel.

Sacudindo a cabeça com divertida resignação, o zelador pegou seu caderno de notas e toco de lápis e começou a escrever.

- Deixa eu ver. Esquerda, direita, esquerda, esquerda ...

Hesitou.

- Não, direita. É isso. Direita, direita, esquerda ... Ou direita outra vez?

O zelador atirou o papel e o lápis no chão como se estivesse pegando fogo. Saiu correndo, com todo o grupo atrás. Também estava apavorado. Aquilo era terrível. Ele nunca tinha se dado conta de como aquilo era terrível. Corredores davam para corredores que davam para corredores que davam numa parede. Era preciso voltar pelos mesmos corredores, mas como saber se eram os mesmos corredores? A saída! Onde fica a saída?

A administração do labirinto teve que procurar um novo zelador, depois que o desaparecimento do outro completou um mês. Podia adivinhar o que tinha acontecido. O novo zelador não devia ter muita imaginação. Era preferível que nem soubesse ler e escrever. E em hipótese alguma devia falar com estranhos.



O Zelador do Labirinto. Revista lcaro, 230, RMC Editora, Setembro de 2003, p. 34.Questão 01

"Corredores davam para corredores que davam para corredores que davam numa parede."


No trecho acima, o autor faz uso de um recurso linguístico denominado RECURSIVIDADE que é caracterizado por encaixar frases em frases. Para tal recurso o autor faz uso de:

Alternativas
Ano: 2018 Banca: IBADE Órgão: CAERN Prova: IBADE - 2018 - CAERN - Analista de Sistemas |
Q2765693 Português

O ZELADOR DO LABIRINTO


Tem também a história do zelador do labirinto. Todos os dias ele saía de casa cedo, com sua marmita, e entrava no labirinto. Seu trabalho era percorrer todo o labirinto, inspecionando as paredes e o chão, vendo onde precisava um retoque, talvez uma mão de tinta, etc.

Era um homem metódico. Pela manhã, fazia a ronda do labirinto, anotando tudo que havia para ser consertado, depois saía do labirinto, almoçava, descansava um pouquinho, e entrava de novo no labirinto, agora com o material que necessitaria para seu trabalho. Quando não havia nada para ser consertado, ele apenas varria todo o labirinto e, ao anoitecer, ia para casa. Um dia, enquanto fazia a sua ronda , o zelador encontrou um grupo de pessoas apavoradas. Queriam saber como sair dali. O zelador não entendeu bem.

- Como, sair?

- A saída! Onde fica a saída?

- É por ali - apontou o zelador, achando estranha a agitação do grupo.

Mais tarde, no mesmo dia, enquanto varria um dos corredores, o zelador encontrou o mesmo grupo. Não tinham encontrado a saída. Estavam ainda mais apavorados. Alguns choravam. Alguém precisava lhes mostrar a saída! Com uma certa impaciência, o zelador começou a dar a direção. Era fácil.

- Saiam por ali e virem à esquerda. Depois à direita, depois à esquerda outra vez, direita, direita, esquerda .... - Espere! - gritou alguém. - Ponha isso num papel.

Sacudindo a cabeça com divertida resignação, o zelador pegou seu caderno de notas e toco de lápis e começou a escrever.

- Deixa eu ver. Esquerda, direita, esquerda, esquerda ...

Hesitou.

- Não, direita. É isso. Direita, direita, esquerda ... Ou direita outra vez?

O zelador atirou o papel e o lápis no chão como se estivesse pegando fogo. Saiu correndo, com todo o grupo atrás. Também estava apavorado. Aquilo era terrível. Ele nunca tinha se dado conta de como aquilo era terrível. Corredores davam para corredores que davam para corredores que davam numa parede. Era preciso voltar pelos mesmos corredores, mas como saber se eram os mesmos corredores? A saída! Onde fica a saída?

A administração do labirinto teve que procurar um novo zelador, depois que o desaparecimento do outro completou um mês. Podia adivinhar o que tinha acontecido. O novo zelador não devia ter muita imaginação. Era preferível que nem soubesse ler e escrever. E em hipótese alguma devia falar com estranhos.



O Zelador do Labirinto. Revista lcaro, 230, RMC Editora, Setembro de 2003, p. 34.Questão 01

"Alguém precisava LHES mostrar a saída!"


O pronome oblíquo em destaque no trecho acima exerce a função sintática de:

Alternativas
Q2758815 Português

A violência em Roraima é contra a imagem no espelho


Os venezuelanos encarnam o pesadelo real de que toda estabilidade é provisória e o pertencimento é sempre precário


Eliane Brum


  1. Não se compreende a violência dos brasileiros
  2. contra os venezuelanos sem entender o que é
  3. estar na fronteira e se saber à beira do mapa,
  4. a borda como o precipício que lembra a quem
  5. se agarra ao lado de cá que há uma fera
  6. rosnando no desconhecido. Com exceção dos
  7. povos indígenas, a população não indígena de
  8. Roraima é formada por migrantes recentes, a
  9. maioria da segunda metade do século XX. E
  10. sempre chegando de um outro lugar em que o
  11. chão se tornou movediço embaixo dos pés.
  12. Muitos não desembarcaram em Roraima
  13. diretamente do lugar em que nasceram, mas
  14. antes tentaram pertencer a outros pontos do
  15. mapa e não puderam se fixar por falta de
  16. trabalho ou outras faltas. Quem alcança um
  17. estado como Roraima vindo das regiões mais
  18. pobres do Brasil — ou das porções mais
  19. pobres dos estados rico s— sabe que alcançou
  20. uma espécie de território limite. Dali pra
  21. frente não há mais para onde andar. Talvez o
  22. que um brasileiro de Roraima vislumbre num
  23. venezuelano desesperado e sem lugar seja o
  24. retrato de si mesmo. Uma velha foto bem
  25. conhecida empurrada para o fundo de uma
  26. gaveta da qual ninguém quer lembrar, mas
  27. que nunca pôde ser totalmente esquecida.
  28. Diante dos venezuelanos famintos, doentes e
  29. assustados, desejando desesperadamente
  30. entrar, a imagem se materializa como um
  31. espelho que é preciso destruir. O que
  32. destroem no corpo do outro é a imagem de si
  33. mesmos cujo retorno não podem aceitar.
  34. A angústia de não pertencer rugia dentro da
  35. maioria das pessoas que entrevistei em
  36. Roraima, em diferentes momentos. Mas isso
  37. jamais era admitido. Ao contrário. Como
  38. costuma acontecer neste tipo de fenômeno,
  39. ela se expressava como uma identidade feroz,
  40. a de ser o único cidadão legítimo, o único com
  41. o direito de estar ali, o único que trabalha e
  42. quer progredir. Isso se manifestava em três
  43. comportamentos clássicos: a hostilidade
  44. contra estrangeiros de outra língua,
  45. especialmente americanos, a desconfiança
  46. com relação a brasileiros não migrantes, o
  47. desejo de apagar as populações nativas,
  48. ainda que pela assimilação ou pela supressão
  49. de direitos. (...)
  50. A identidade roraimense é fomentada na
  51. população por velhas e novas elites locais a
  52. partir da ideia de que o Brasil é contra eles
  53. (ou os ignora ou só aparece para se meter
  54. onde não devia, como na atual disputa pelo
  55. fechamento da fronteira com a Venezuela), os
  56. “gringos” querem tomar a Amazônia de seus
  57. legítimos donos e os indígenas impedem o
  58. progresso do estado e também de cada
  59. indivíduo que ali chegou com o sonho de fazer
  60. história, fortuna e, principalmente casa —
  61. lugar de pertencimento para quem tanto
  62. peregrinou pelo mapa do Brasil até finalmente
  63. alcançar a sua borda. Essa é sempre a
  64. condição de fronteira entre aqueles que as
  65. disputam. (...) A fronteira é um espaço de
  66. sobreviventes, que já conheceram o pior de
  67. vários mundos, sofreram estigmas,
  68. preconceitos e indignidades, e estão lutando
  69. por um lugar e sabem muito bem o porquê.
  70. (...)
  71. A imagem dos venezuelanos entrando e
  72. entrando, desesperados, miseráveis e
  73. famintos, é a imagem que um migrante mais
  74. teme para si mesmo. É também a prova de
  75. que a estabilidade é sempre provisória, de
  76. que é possível perder tudo mais uma vez. É a
  77. evidência viva, encarnada, de que não há
  78. lugar seguro, de que o pertencimento é
  79. sempre precário. De que do outro lado da
  80. borda, o abismo espreita com olhos injetados
  81. de sangue. Quem viveu escorregando de
  82. todos os mapas sente a dor dessa experiência
  83. no corpo.


Fonte:

https://brasil.elpais.com/brasil/2018/08/27/opinion.html

Acesso em 06/09/2018. Adaptação.

Em “A violência em Roraima é contra a imagem no espelho”, os termos sublinhados são classificados sintaticamente como

Alternativas
Q2757946 Português

Examine a oração a seguir.


Por fim, um galo canta, mas nada disso parece ser mais importante


Identificado o artigo indefinido acima, é correto classificá-lo como:

Alternativas
Q2757945 Português

Analise o fragmento a seguir.


[...] a torcida tem feito o seu papel no estádio, agora a nós nos cabe maior doação em campo.


Está correto classificar o item sublinhada como:

Alternativas
Q2753878 Português

Texto 1


  1. ESTRANGEIRO: – Pois bem: nas ciências teóricas
  2. nós começamos por distinguir uma parte diretiva, e
  3. nesta, uma divisão a que chamamos, por analogia,
  4. autodirigente. A criação dos animais foi, por sua vez,
  5. considerada como uma das divisões da ciência auto-
  6. diretiva, da qual é um gênero e certamente não o
  7. menor; a criação de animais nos deu a espécie da
  8. criação em rebanho, e a criação em rebanho, por
  9. sua vez, deu-nos a arte de criar os animais pedes-
  10. tres; e a seguir, esta arte de criar os animais pedes-
  11. tres nos deu, como seção principal, a arte que cria
  12. raça de animais sem chifres; e, ainda, esta raça de
  13. animais sem chifres inclui uma parte que só poderá
  14. ser compreendida por um único termo pela adição
  15. necessária de três nomes; ela se chamará: “a arte
  16. de criar raças que não se cruzam”. Por fim, a última
  17. subdivisão restante, nos rebanhos bípedes, será a
  18. arte de dirigir os homens. É precisamente o que pro-
  19. curamos; a arte que se honra por dois nomes: políti-
  20. ca e real.


PLATÃO. Diálogos – Fédon, Sofista, Político. Trad. Jorge Paleikat; João Cruz Costa. Rio de Janeiro: Ediouro, s.d. p. 177.



Releia o Texto 1 e leia o Texto 2 para responder às questões de 06 a 10.


Texto 2


Admirável gado novo


  1. Vocês que fazem parte dessa massa
  2. Que passa nos projetos do futuro
  3. É duro tanto ter que caminhar
  4. E dar muito mais do que receber
  5. E ter que demonstrar sua coragem
  6. À margem do que possa parecer
  7. E ver que toda essa engrenagem
  8. Já sente a ferrugem lhe comer
  9. Êh, ôô, vida de gado
  10. Povo marcado
  11. Êh, povo feliz!
  12. Lá fora faz um tempo confortável
  13. A vigilância cuida do normal
  14. Os automóveis ouvem a notícia
  15. Os homens a publicam no jornal
  16. E correm através da madrugada
  17. A única velhice que chegou
  18. Demoram-se na beira da estrada
  19. E passam a contar o que sobrou!
  20. Êh, ôô, vida de gado
  21. Povo marcado
  22. Êh, povo feliz!
  23. O povo foge da ignorância
  24. Apesar de viver tão perto dela
  25. E sonham com melhores tempos idos
  26. Contemplam esta vida numa cela
  27. Esperam nova possibilidade
  28. De verem esse mundo se acabar
  29. A arca de Noé, o dirigível,
  30. Não voam, nem se pode flutuar
  31. Êh, ôô, vida de gado
  32. Povo marcado
  33. Êh, povo feliz!

RAMALHO, Zé. Zé Ramalho da Paraíba. Discobertas. © Avohai Editora (EMI) BRSME9700721, 2008. Disponível em: <http://www.zeramalho.com.-br/sec_discografia_view.php?id=65>. Acesso em: 15 fev. 2018.

No Texto 2, em “A arca de Noé, o dirigível/ Não voam, nem se pode flutuar”, a expressão “o dirigível” tem função

Alternativas
Q2753043 Português

Leia o texto para responder às questões de números 01 a 08.


Eu 2018


Ontem à noite, impelido pela desolação, me pus a refletir sobre os rumos da pátria, deixando-me levar pelas águas cristalinas que brotam do lamaçal da embriaguez, decidi me lançar candidato a presidente. A ideia ainda é nova, falta criar um programa de governo, mas já adianto aqui algumas propostas, nascidas do conluio quase sempre profícuo entre o lúpulo e a divagação.

Reforma tributária. É sabido que nossa engenharia tributária é velha, injusta e ineficiente. Desestimula a economia e encoraja a sonegação. Temos que pensar nos impostos com a cabeça no século 22, não no 19. Por isso minha primeira proposta é uma ideia roubada do brilhante pensador Daniel Bramatti: a taxação de selfies. Digamos, R$ 0,10 por selfie. Se houver pau de selfie envolvido, R$ 1. Foto de comida terá que pagar 5% do valor do prato mais os 10% do serviço.

Reforma previdenciária. Só um doido nega o rombo na Previdência. Temos cada vez menos filhos e a medicina nos conserva até o último centavo. Acontece que esse pequeno número de jovens tira muito mais selfie e foto de comida do que os seus avós, de modo que a minha reforma tributária já garante a aposentadoria de todo mundo, sem mexer em direitos (a não ser que você considere selfie um direito. Selfie não é direito. Selfie é errado).

Controle de fronteiras. É muita terra abandonada por onde entram armas e drogas. Minha proposta é cavar um fosso do Oiapoque ao Chuí, encher de água e transformar em pesque e pague. A construção do maior parque pesqueiro do mundo vai reativar as nossas combalidas empreiteiras, vai dificultar a entrada de armas e drogas e alegrar a vida do idoso, não só pelos quilos de lambaris pescados (com o dinheiro das selfies dos netos) como pelo sentimento de utilidade ao ver-se patrulheiro de nossas fronteiras.

Entrega Brasília pro Mauricio de Sousa fazer um parque da Mônica. Troca o hino nacional por “Aquarela do Brasil”. Coloca “Amor” antes de “Ordem e Progresso” na nossa bandeira. Acaba com a CBF. Arena volta a se chamar estádio. Jorge Benjor volta a se chamar Jorge Ben. Lanche volta a se chamar sanduíche. E a tomada volta a ter dois pinos. Chega de mamata! Vote Antonio Prata!


(Antonio Prata. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/ 2018/03/eu-2018.shtml. Acesso em 04.04.2018. Adaptado)

A expressão em destaque na frase “... de modo que a minha reforma tributária já garante a aposentadoria de todo mundo...” estabelece, no texto, relação com sentido de

Alternativas
Q2752892 Português

Texto 1


NIEMEYER


Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares

Filho, mais conhecido como Oscar Niemeyer, nasceu

em 15 de dezembro de 1907 no bairro das Laranjeiras,

no Rio de Janeiro, e durante anos morou na casa de

5 seu avô, Ribeiro de Almeida, em Maricá. Casou-se em

1928 com Annita Baldo. Dessa relação teve Anna

Maria, sua única filha.

Aos 23 anos foi estudar na Escola Nacional de

Belas Artes. Estagiou no escritório de Lúcio Costa,

10 onde participou do projeto do Ministério da Educação.

Niemeyer ganhou o mundo com projetos ousados e

revolucionários. Itália, França, Argélia e até a ONU

conheceram os traços desse ousado brasileiro. É autor

de vários projetos importantes no Brasil como Brasília,

15 o conjunto da Pampulha e o Sambódromo do Rio.

“Minha família vinha de Maricá. Meu avô Ribeiro

de Almeida nasceu lá. Já meu avô Niemeyer não o

conheci. Sempre morei com esse avô Ribeiro de

Almeida. Ele foi juiz de direito em Maricá e depois foi

20 para o Rio. Ele chegou a ministro do Supremo, e a casa

era muito frequentada. Ele era um sujeito correto. De

modo que, em tempos de esculhambação, a lembrança

dele é muito boa.


CASA DE MARICÁ


A Casa de Maricá foi um presente de Horácio

25 de Carvalho, jornalista e dono do Diário Popular.

Amigos desde a juventude, frequentavam o café

Lamas, o bilhar, os cabarés da cidade e as noites do

Rio de Janeiro. (...) Certo dia, Horácio ligou para

Niemeyer e disse: “A casa é sua. Só você pode

30 consertá-la...”. (...)

“É uma bela casa. A varanda larga a completar

as salas, convidando-nos a nela ficar com frequência.

Dentro, são oito quartos, separados pelas salas,

amplas, sem a disciplina e a lógica funcional que os

35 projetos de hoje apresentam (uma das características

das casas coloniais). E o telhado a descer com seu

galeio natural, adaptando-se à capela que surge no

conjunto dominadora, como uma verdadeira igreja.”


Texto editado. Disponível em: https://leisecamarica.com.br/maricaense-oscar-niemeyer-e-sua-historia-com-a-cidade/

A regência verbal observada em “...adaptando-se à capela...” (linha 37) é a mesma de:

Alternativas
Q2752694 Português

Um artigo de um jornal chinês, em meados de 1986, descreveu a prisão de um cidadão francês pelos policiais chineses, em plena Praça Tiananmen, em Pequim. Ele estava descontrolado, berrando e fazendo gestos ofensivos aos transeuntes ao redor. As autoridades chinesas processaram-no e enviaram-no de volta ao seu país de origem. Ao chegar em Paris, seu diagnóstico foi síndrome de esgotamento nervoso. Internado numa clínica de repouso, ele levou alguns meses antes de se recuperar e ser liberado. Esse homem se chamava Jacques Pierre. Tinha sido enviado à China, como executivo da Petrofuture International, para negociar um contrato de aproximadamente US$ 500 milhões, e a implementação de uma refinaria petroquímica na China. No dia anterior de sua crise nervosa e deportação para a França, ele estava festejando o difícil acordo do seu negócio. Sem dúvida, o tempo que passou negociando com os chineses foi difícil, tenso e muito confuso. Estava sozinho numa terra de costumes diferentes e de pessoas e relacionamentos totalmente imprevisíveis, usando táticas negociais totalmente inesperadas e desconhecidas. Mas, enfim, o contrato foi finalmente assinado com grandes expectativas de bons lucros para a empresa representada por ele. Mais feliz estava ele por achar que nunca mais teria de voltar para negociar com as maneiras estranhas e enervantes dos chineses. No entanto, havia mais uma pequena nuvem no horizonte. Um senhor chamado Li, um alto funcionário do Ministério das Relações Econômicas e Comerciais do Exterior, telefonou-lhe para marcar uma reunião logo à tarde no seu hotel. Jacques começou a sentir um ódio feroz contra tudo que era de origem chinesa. Os negociadores, a comida, o país, os hotéis e a vida miserável e indeterminada que levava em Pequim. Certa vez, um banqueiro francês o aconselhou: “Na China, você deve saber quando parar ou irá perder tudo, incluindo sua sanidade mental e física”. (CHUNG, Tom. Negociando com a China. São Paulo: Novo Século, 2005, p. 16).

Observe a seguinte oração:

João enfrentou congestionamento no trânsito e perdeu o início da reunião.

Pode-se afirmar que as duas orações estão unidas pela _______ “e”.

Alternativas
Ano: 2018 Banca: UTFPR Órgão: UTFPR Prova: UTFPR - 2018 - UTFPR - Médico Veterinário |
Q2752389 Português

Consumo e consumismo: pela consciência em primeiro lugar

Desirée Ruas


Não há como fugir do consumo. Ele representa nossa sobrevivência e não é possível passar um único dia sem praticá-lo. Precisamos adquirir bens para suprir nossas necessidades de alimentação, vestuário, lazer, educação, abrigo.

Associada ao termo consumo sempre surge a ideia do consumismo e cuja diferenciação não é tão simples quanto parece. Muito mais do que pessoas que compram muito e adquirem bens que não precisam, o consumismo é um retrato do modelo atual de sociedade, do desperdício e dos valores que imperam. O consumismo refere-se a um modo de vida orientado por uma crescente busca pelo consumo de bens ou serviços e sua relação simbólica com prazer, sucesso, felicidade, que todos os seres humanos almejam, e frequentemente é observado nas mensagens comerciais dos meios de comunicação de massa.

Em meio às suas rotinas de consumo, as pessoas têm cada vez mais dificuldade em perceber o que é necessário e o que é supérfluo e avaliar o tamanho do seu consumo. E é natural que o que é essencial para uma pessoa seja dispensável para outra devido à complexidade e à diversidade do ser humano. Qual é, afinal, o consumo ideal para uma pessoa ou uma família? Podemos mensurar as necessidades do outro? E seus desejos? Mais do que focar nos consumidores, podemos ter a percepção do tamanho do consumismo observando o culto ao consumo que impera em todos os meios. O nosso sistema de produção e toda a engrenagem que alimenta o sistema capitalista são impulsionados pelo consumo excessivo. Basta verificarmos como produzimos bens para serem pouco usados e logo descartados, com enorme impacto ambiental, gasto de água, recursos, energia e trabalho humano, para sentirmos como nossos processos não são sustentáveis, por mais que tentem pintá-los de verde. Enquanto convivermos com o bombardeio publicitário incentivando o consumismo, com a obsolescência programada não apenas de produtos tecnológicos mas também de pessoas, suas roupas e demais objetos, e um modelo de produção linear, que produz grande volume de resíduos, estamos vivenciando o consumismo.


Indução ao consumo


Comerciais abusivos que falam direto para as crianças, promoções que nos ofertam brindes e descontos tipo leve 6 e pague 5, campanhas sedutoras e estratégias de venda com profundo conhecimento do comportamento humano. Armadilhas para um mundo consumista. Conseguir se desvencilhar deste grande emaranhado de recursos que induzem ao consumismo é hoje uma tarefa que exige um redescobrir do que é o ser humano, do nosso papel, e da nossa condição acima de “sujeitosmercadorias”, como coloca o escritor Zygmunt Bauman. Será que conseguimos? Um desafio que engloba uma tomada de consciência, uma nova comunicação midiática, mudança de valores, educação ambiental e para o consumo e, sobretudo, uma educação para a vida.


In.: http://conscienciaeconsumo.com.br/artigos/

consumo-e-consumismo-pela-consciencia-em-primei-

ro-lugar/ Acesso 20/03/2018.


Assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2746371 Português

Assinale a alternativa que apresenta erro de regência nominal:

Alternativas
Q2744703 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões de 3 a 10.


Nossas cidades têm passados (e presentes) negros


[...]

Existe aquele bairro que surgiu por causa de um grande produtor de café, açúcar ou milho, aquele outro que apareceu quando uma indústria europeia chegou no Brasil e construiu uma pequena vila operária, ou ainda um formado por imigrantes alemães, italianos ou japoneses que chegaram durante ou após as duas Guerras Mundiais. Porém, você já ouviu falar de algum bairro da sua cidade que começou com a população negra após a abolição da escravidão (ou mesmo antes dela)? Não? Mas não existiam negros por aí durante a época das grandes fazendas, da indústria estrangeira ou das Guerras Mundiais?

Provavelmente existiam, mas você não ouviu falar de bairros iniciados por negros e negras porque essa parte da história precisou ser apagada, infelizmente. Isso faz parte da tentativa de embranquecimento da população brasileira e de esquecimento do período mais sombrio da nossa história. Esse apagamento da história preta faz com que muitas vezes negros e negras não se sintam pertencentes a suas cidades, mesmo que seus bisavós, avós e pais tenham construído esses municípios tanto quanto operários europeus e camponeses orientais.

Falando especificamente de São Paulo, os bairros nos quais isso fica mais evidente são o Bixiga e a Liberdade. O primeiro fica bem próximo ao centro da cidade e hoje é conhecido pelos descendentes de imigrantes italianos que ali habitam, além das festas e inúmeros restaurantes de comida típica de várias regiões da Itália existentes por lá. Contudo, quase ninguém sabe que anteriormente esse bairro era chamado de Saracura, uma parte de várzea de um córrego com o mesmo nome, que frequentemente transbordava e gerava alagamentos. No século 19, existiam tantos negros naquela área que o bairro era chamado de “Pequena África”. Já o bairro da Liberdade, atualmente conhecido pela forte cultura oriental em suas ruas e pelos restaurantes japoneses, foi uma grande zona de tortura e cemitério de escravos. E foi por serem regiões com terrenos de baixo custo que, posteriormente, os imigrantes europeus e orientais se alojaram por lá, sendo os cortiços comuns nesses bairros.

O preconceito e a especulação imobiliária após o desenvolvimento de maior infraestrutura nestas regiões afastaram as famílias negras desses espaços centrais, o que as levaram a ocupar as zonas periféricas da cidade, já que a percepção social sobre a população negra não foi modificada, diferentemente do que ocorreu com os imigrantes europeus e orientais, de modo que nunca teve as mesmas oportunidades de exercer funções melhores remuneradas.

Atualmente os bairros com a maior população negra da capital paulistana ficam no extremo de suas zonas leste e sul ou nas pequenas cidades ao redor do município, que formam a chamada zona metropolitana e costumam ser cidades dormitórios. Essa situação não é exclusiva de São Paulo, acontecendo também no Rio de Janeiro, em Brasília e em várias outras cidades do país. É claro que nas periferias ou nas cidades dormitórios moram brancos, mas o fato de existir uma maioria negra nessas localidades não é coincidência.

Desta forma, ao falarmos de esquecimento de bairros negros, podemos falar sob duas perspectivas: o apagamento de negros da construção histórica de bairros tradicionais das mais diversas cidades do Brasil ou da falta de infraestrutura e da aparente falta de memória de alguns governantes quanto a serviços básicos, como saneamento, educação e saúde, nas periferias. Em ambos os casos, o direito de negros e negras em participar ativamente de suas cidades e terem orgulho delas é podado.

Portanto, relembrar as histórias dos bairros construídos por negros em nossas cidades, reconhecendo a importância de pretos e pretas na urbanização e produção de espaços, é uma forma de resistir à lógica racista e dar força aos movimentos que lutam pelo direito de ocupação da cidade por todos os seus cidadãos e reivindicam que os “novos bairros negros” sejam parte integral dos planos das cidades, de forma que não seja negada a eles a infraestrutura e o direito à moradia digna.

[...]

BORGES, Ester. Revista Capitolina. Disponível em: < https://bit.ly/2IJ03zv >. Acesso em: 24 maio 2018 (Fragmento adaptado).

Releia o trecho a seguir.

“[...] os imigrantes europeus e orientais se alojaram por lá [...]”

O termo destacado é

Alternativas
Q2744698 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões de 3 a 10.


Nossas cidades têm passados (e presentes) negros


[...]

Existe aquele bairro que surgiu por causa de um grande produtor de café, açúcar ou milho, aquele outro que apareceu quando uma indústria europeia chegou no Brasil e construiu uma pequena vila operária, ou ainda um formado por imigrantes alemães, italianos ou japoneses que chegaram durante ou após as duas Guerras Mundiais. Porém, você já ouviu falar de algum bairro da sua cidade que começou com a população negra após a abolição da escravidão (ou mesmo antes dela)? Não? Mas não existiam negros por aí durante a época das grandes fazendas, da indústria estrangeira ou das Guerras Mundiais?

Provavelmente existiam, mas você não ouviu falar de bairros iniciados por negros e negras porque essa parte da história precisou ser apagada, infelizmente. Isso faz parte da tentativa de embranquecimento da população brasileira e de esquecimento do período mais sombrio da nossa história. Esse apagamento da história preta faz com que muitas vezes negros e negras não se sintam pertencentes a suas cidades, mesmo que seus bisavós, avós e pais tenham construído esses municípios tanto quanto operários europeus e camponeses orientais.

Falando especificamente de São Paulo, os bairros nos quais isso fica mais evidente são o Bixiga e a Liberdade. O primeiro fica bem próximo ao centro da cidade e hoje é conhecido pelos descendentes de imigrantes italianos que ali habitam, além das festas e inúmeros restaurantes de comida típica de várias regiões da Itália existentes por lá. Contudo, quase ninguém sabe que anteriormente esse bairro era chamado de Saracura, uma parte de várzea de um córrego com o mesmo nome, que frequentemente transbordava e gerava alagamentos. No século 19, existiam tantos negros naquela área que o bairro era chamado de “Pequena África”. Já o bairro da Liberdade, atualmente conhecido pela forte cultura oriental em suas ruas e pelos restaurantes japoneses, foi uma grande zona de tortura e cemitério de escravos. E foi por serem regiões com terrenos de baixo custo que, posteriormente, os imigrantes europeus e orientais se alojaram por lá, sendo os cortiços comuns nesses bairros.

O preconceito e a especulação imobiliária após o desenvolvimento de maior infraestrutura nestas regiões afastaram as famílias negras desses espaços centrais, o que as levaram a ocupar as zonas periféricas da cidade, já que a percepção social sobre a população negra não foi modificada, diferentemente do que ocorreu com os imigrantes europeus e orientais, de modo que nunca teve as mesmas oportunidades de exercer funções melhores remuneradas.

Atualmente os bairros com a maior população negra da capital paulistana ficam no extremo de suas zonas leste e sul ou nas pequenas cidades ao redor do município, que formam a chamada zona metropolitana e costumam ser cidades dormitórios. Essa situação não é exclusiva de São Paulo, acontecendo também no Rio de Janeiro, em Brasília e em várias outras cidades do país. É claro que nas periferias ou nas cidades dormitórios moram brancos, mas o fato de existir uma maioria negra nessas localidades não é coincidência.

Desta forma, ao falarmos de esquecimento de bairros negros, podemos falar sob duas perspectivas: o apagamento de negros da construção histórica de bairros tradicionais das mais diversas cidades do Brasil ou da falta de infraestrutura e da aparente falta de memória de alguns governantes quanto a serviços básicos, como saneamento, educação e saúde, nas periferias. Em ambos os casos, o direito de negros e negras em participar ativamente de suas cidades e terem orgulho delas é podado.

Portanto, relembrar as histórias dos bairros construídos por negros em nossas cidades, reconhecendo a importância de pretos e pretas na urbanização e produção de espaços, é uma forma de resistir à lógica racista e dar força aos movimentos que lutam pelo direito de ocupação da cidade por todos os seus cidadãos e reivindicam que os “novos bairros negros” sejam parte integral dos planos das cidades, de forma que não seja negada a eles a infraestrutura e o direito à moradia digna.

[...]

BORGES, Ester. Revista Capitolina. Disponível em: < https://bit.ly/2IJ03zv >. Acesso em: 24 maio 2018 (Fragmento adaptado).

Releia o trecho a seguir.

“O primeiro fica bem próximo ao centro da cidade e hoje é conhecido pelos descendentes de imigrantes italianos que ali habitam, além das festas e inúmeros restaurantes de comida típica de várias regiões da Itália existentes por lá. Contudo, quase ninguém sabe que anteriormente esse bairro era chamado de Saracura, uma parte de várzea de um córrego com o mesmo nome, que frequentemente transbordava e gerava alagamentos.”


A relação existente entre a segunda frase e a primeira é de

Alternativas
Q2742647 Português

Na oração “A vida é bastante delicada”, o termo sublinhado é classificado como:

Alternativas
Q2738983 Português

Trecho para as questões 09 e 10.


Entreveros familiares sempre existiram e existirão, mas, na atualidade, os laços familiares andam frágeis, porque qualquer motivo à toa já basta para que surjam picuinhas, hostilidades, distanciamento, raiva, mágoa etc. Será que estamos a assumir que, de fato, "parente é serpente"?

Considerando o aspecto que diz respeito às relações sintáticas, assinale a opção que apresenta uma afirmação INCORRETA em relação ao termo em destaque.

Alternativas
Respostas
3561: A
3562: B
3563: A
3564: B
3565: D
3566: A
3567: C
3568: B
3569: A
3570: D
3571: D
3572: E
3573: B
3574: A
3575: C
3576: A
3577: C
3578: D
3579: D
3580: B