Questões de Concurso
Comentadas sobre adjetivos em português
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Julgue o próximo item, relativo a aspectos linguísticos do texto precedente.
No segmento “entusiasmado com a arte e a literatura da América Latina e da África” (quinto período), a relação entre os constituintes que nomeiam os continentes pode ser feita corretamente com adjetivos da seguinte forma: entusiasmado com a arte e literatura latino-americanas e africanas.
Julgue o próximo item, em relação às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente.
Em “A eclosão da mal chamada Inconfidência Mineira deveria ter lugar em 1789” (quinto período), o vocábulo “mal” está empregado como adjetivo.
No último parágrafo, os termos “plenamente” (primeiro período) e “digitalmente” (penúltimo período) exercem a função sintática de adjunto adverbial, referindo-se o primeiro a um verbo — “aproveitar” — e o segundo, a um adjetivo — “qualificada”.
Leia o texto a seguir para responder a questão.
Você é um número
Se você não tomar cuidado vira número até para si mesmo. Porque a partir do instante em que você nasce classificam-no com um número. Sua identidade no Félix Pacheco é um número. O registro civil é um número. Seu título de eleitor é um número. Profissionalmente falando você também é. Para ser motorista, tem carteira com número e chapa de carro. No Imposto de Renda, o contribuinte é identificado com um número. Seu prédio, seu telefone, seu número de apartamento – tudo é número.
Se é dos que abrem crediário, para eles você é um número. Se tem propriedade, também. Se é sócio de um clube, tem um número. Se é imortal da Academia Brasileira de Letras, tem o número da cadeira.
É por isso que vou tomar aulas particulares de matemática. Preciso saber das coisas. Ou aulas de física. Não estou brincando: vou mesmo tomar aulas de matemática, preciso saber alguma coisa sobre cálculo integral.
Se você é comerciante, seu alvará de localização o classifica também.
Se é contribuinte de qualquer obra de beneficência, também é solicitado por um número. Se faz viagem de passeio ou de turismo ou de negócio, recebe um número. Para tomar um avião, dão-lhe um número. Se possui ações, também recebe um, como acionista de uma companhia. É claro que você é um número no recenseamento. Se é católico, recebe número de batismo. No registro civil ou religioso você é numerado. Se possui personalidade jurídica, tem. E quando a gente morre, no jazigo, tem um número. E a certidão de óbito também.
Nós não somos ninguém? Protesto. Aliás é inútil o protesto. E vai ver meu protesto também é número. Uma amiga minha contou que no Alto Sertão de Pernambuco uma mulher estava com o filho doente, desidratado, foi ao posto de saúde. E recebeu a ficha de número dez. Mas dentro do horário previsto pelo médico a criança não pôde ser atendida porque só atenderam até o número nove. A criança morreu por causa de um número. Nós somos culpados.
Se há uma guerra, nós somos classificados por um número. Numa pulseira com placa metálica, se não me engano. Ou numa corrente de pescoço, metálica.
Nós vamos lutar contra isso. Cada um é um, sem número. O si-mesmo é apenas o si-mesmo.
E Deus não é número.
Vamos ser gente, por favor. Nossa sociedade está nos deixando secos como um número seco, como um osso branco seco posto ao sol. Meu número íntimo é nove. Só. Oito. Só. Sete. Só. Sem somá-los nem transformá-los em 987. Estou me classificando com um número? Não, a intimidade não deixa. Vejam, tentei várias vezes na vida não ter número e não escapei. O que faz com que precisemos de muito carinho, de nome próprio, de genuinidade. Vamos amar que amor não tem número. Ou tem?
LISPECTOR, C. Você é um número. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro, 1984, p. 572-573. Disponível em < https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/12336/vocee-um-numero>.

Coluna 1
1. Adjetivo.
2. Advérbio.
3. Pronome.
4. Substantivo.
Coluna 2
( ) “demanda” (l. 01).
( ) “esta” (l. 02).
( ) “suficientes” (l. 03).
( ) “não” (l. 05).
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Morrer de câncer deve se tornar algo cada vez menos frequente
As vacinas baseadas em mRNA (RNA mensageiro) surgiram como uma nova e promissora abordagem na medicina. Desenvolvidas nos anos 1990, essas vacinas ganharam destaque na pandemia de covid-19, quando demonstraram sua eficácia e segurança na prevenção da doença.
O princípio das vacinas de mRNA é simples: elas utilizam um fragmento do código genético do vírus ou de células tumorais para estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos específicos. Diferentemente das vacinas tradicionais, que utilizam vírus atenuados ou inativados, as vacinas de mRNA não contêm o patógeno em si, tornando-as mais seguras e fáceis de produzir.
A pandemia de covid-19 acelerou o desenvolvimento e a aplicação das vacinas de mRNA. Em tempo recorde, pesquisadores conseguiram criar vacinas altamente eficazes contra o vírus Sars-CoV-2, demonstrando o potencial dessa tecnologia.
No Brasil, o desenvolvimento de vacinas baseadas em mRNA também tem avançado. Instituições como a Fiocruz e o Instituto Butantan têm investido em pesquisas nessa área, buscando não apenas a produção de vacinas contra a covid-19 mas também a aplicação da tecnologia em outras áreas, como o tratamento do câncer.
Dominar a tecnologia de vacinas de mRNA é crucial para a sociedade brasileira por várias razões. Primeiro, permite uma resposta mais rápida e eficaz a futuras pandemias e surtos de doenças infecciosas. Segundo, impulsiona a capacidade do país em inovar na área da biotecnologia, promovendo avanços não apenas na vacinação mas em tratamentos personalizados para doenças complexas, como o câncer. Por fim, fortalece a economia e a soberania nacional ao reduzir a dependência de tecnologias estrangeiras.
Além da prevenção de doenças infecciosas, as vacinas de mRNA têm se mostrado promissoras no tratamento do câncer. Pesquisadores estão desenvolvendo vacinas personalizadas que utilizam o mRNA de células tumorais específicas de cada paciente. Essas vacinas têm como objetivo estimular o sistema imunológico a reconhecer e combater as células cancerígenas, sem afetar as células saudáveis.
Estudos clínicos iniciais têm mostrado resultados encorajadores no uso de vacinas de mRNA para o tratamento de diversos tipos de câncer, como melanoma, câncer de pulmão e câncer de próstata. Embora ainda não estejam amplamente disponíveis na rotina clínica, essas vacinas representam uma nova esperança para pacientes com câncer, especialmente àqueles que não respondem bem às terapias convencionais.
As vacinas de mRNA fazem parte de uma revolução mais ampla no tratamento do câncer, impulsionada pelos avanços na imunoterapia e na genômica. A imunoterapia busca fortalecer o sistema imunológico do paciente para combater o câncer, enquanto a genômica permite a identificação de mutações específicas nas células tumorais, possibilitando tratamentos mais precisos e personalizados.
Apesar dos avanços promissores, ainda existem desafios a serem superados para viabilizar as vacinas de mRNA para pacientes com câncer. Um dos principais obstáculos é a identificação precisa dos antígenos tumorais específicos de cada paciente, essenciais para o desenvolvimento de vacinas personalizadas.
Além disso, é necessário aprimorar a eficácia das vacinas, garantindo uma resposta imunológica robusta e duradoura contra as células cancerígenas. Em uma perspectiva futura, é possível vislumbrar um cenário em que a combinação de vacinas de mRNA, imunoterapia e outras abordagens inovadoras transformem o câncer numa doença controlável e até mesmo curável. Com o avanço da medicina personalizada e o aprimoramento contínuo das terapias, é plausível imaginar que, nas próximas décadas, morrer de câncer se torne algo cada vez menos frequente, permitindo que milhões de pessoas tenham uma vida mais longa e saudável.
Com o avanço das pesquisas e o aprimoramento da tecnologia, essas vacinas poderão ser adaptadas para tratar uma ampla gama de tipos de câncer, oferecendo uma abordagem mais eficaz e menos tóxica em comparação às terapias convencionais.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/
Com o avanço (1) das pesquisas e o aprimoramento da tecnologia, essas (2) vacinas poderão ser adaptadas (3) para tratar uma ampla gama de tipos de câncer, oferecendo uma abordagem mais eficaz e menos (4) tóxica em comparação às terapias convencionais.
Assinale a alternativa em que esteja corretamente indicado, em relação ao período acima, um vocábulo que esteja exercendo papel adjetivo.
Assinale o vocábulo que exerce a função de adjetivo:
Leia o texto para responder a questão.
Máscara em mosaico e outros tesouros são encontrados em tumba de rei maia
O auge da civilização maia ocorreu entre 250 d.C. e 900 d.C. Apesar da grande importância histórica, existem poucos resquícios desse período devido ao saqueamento de sítios arqueológicos. Mas, recentemente, um trabalho da Universidade Tulane, nos EUA, conseguiu recuperar raros tesouros da época.
Liderado pelo arqueólogo Francisco EstradaBelli, o time de pesquisadores fez investigações no sítio de Chochkitam, localizado na Guatemala, em uma região próxima das fronteiras dos atuais países México e Belize. Em 2022, a equipe encontrou a tumba de um rei maia, datada em 1.700 anos.
A descoberta foi possível graças à tecnologia LIDAR, que utilizou um avião para direcionar raios laser para o chão e, assim, fazer um mapeamento da área. “É como tirar raio-X do solo da floresta”, explica Estrada-Belli, em nota. “Isso revolucionou o nosso campo. Agora podemos ver aonde estamos indo, em vez de simplesmente fazer uma expedição na floresta esperando achar alguma coisa”, diz.
A tumba contém oferendas funer·rias consideradas extraordinárias. Há uma máscara de jade em mosaico, raras conchas de ostra e escritos em ossos humanos. Estima-se que as relíquias sejam de 350 d.C.
A expectativa é que elas contribuam para a compreens„o de elementos da cultura maia, como a religião e a linhagem real. As conchas, por exemplo, eram utilizadas pela realeza como joias e moedas, além de servirem para oferendas religiosas e de sacrifício. Os escritos em ossos humanos, por sua vez, foram feitos em pedaços de fêmur. Um deles retrata um homem que seria um rei — até então desconhecido — segurando uma máscara de jade similar à encontrada na tumba. Os pesquisadores suspeitam que os hieróglifos vistos no material possam identificar o pai e o avó do líder, conectando-o a outros estados maias, como Tikal e Teotihuacan.
“Uma descoberta como essa é um pouco como ganhar na loteria, em termos de informação”, constata o arqueólogo Estrada-Belli. “Ela abre uma janela para um tempo obscuro sobre o qual temos pouquíssimos textos.”
Revista Galileu. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/ciencia/arqueo logia/noticia/2024/02/mascara-em-mosaico-eoutros-tesouros-sao-encontrados-em-tumbade-rei-maia.ghtml
Considere o excerto a seguir para responder a questão:
“Uma descoberta como essa é um pouco como ganhar na loteria, em termos de informação”, constata o arqueólogo Estrada-Belli. “Ela abre uma janela para um tempo obscuro sobre o qual temos pouquíssimos textos.”
O adjetivo “pouquíssimos”, que ocorre no excerto apresentado, exprime sua qualidade no grau:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Resorts de esqui estocam neve para compensar falta no inverno
Na estação de esqui de Ruka, na Finlândia, a neve normalmente derrete em abril. No início de maio, seus vinte e dois teleféricos não funcionam temporariamente. E, como todos os anos, suas quarenta e uma pistas de esqui ficam verdes, transformando as encostas em um destino para apaixonados por trilhas e ciclistas de montanha, não para esquiadores.
Mas cinco das pistas são marcadas por dois montes de neve cobertos por mantas brancas de poliestireno. Cada monte contém cerca de trinta mil metros cúbicos de neve. Eles ficam lá durante todo o verão.
Quando estes montes forem descobertos em outubro, haverá ainda cerca de 80% a 90% da neve, o suficiente para ser espalhado por três ou quatro encostas, além do parque de neve.
Para uma estação de esqui de baixa altitude como Ruka, que não chega a atingir 500 metros, isso não é apenas conveniente. É um divisor de águas, especialmente no início da temporada de esqui, quando tanto a neve quanto as temperaturas variam bastante.
O fato de a neve ser armazenada o ano todo parece surpreendente, mas a prática remonta há séculos. Antes da refrigeração, as pessoas armazenavam gelo e neve no subsolo durante o verão, permitindo que conservassem os alimentos por exemplo.
Nas últimas décadas, à medida que a indústria do esqui testava maneiras de conservar a neve para permitir a realização de eventos no outono ou início do inverno, os resorts empilhavam a neve, e depois cobriam as pilhas com um material orgânico como serragem, lascas de madeira ou palha.
Estes métodos são surpreendentemente eficazes: uma pesquisa mostrou que eles preservam entre 72% e 85% da massa de neve durante o verão.
Hoje, no entanto, a tecnologia é muito mais avançada. O sistema da empresa finlandesa Snow Secure inclui mantas brancas de poliestireno, com 50mm ou 70 mm de espessura, projetadas para se ajustarem com precisão a montes de neve com formato geométrico.
De acordo com testes da própria empresa, o sistema funciona mesmo nas temperaturas mais altas. Ao longo de uma semana de junho de 2023 em Vihti, na Finlândia, a temperatura no topo da manta que cobre a neve armazenada chegou a 44°C, segundo as medições realizadas. E abaixo da manta? A temperatura atingiu apenas 2,5°C.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cg3lqg0vrpjo
E, como todos os anos, suas quarenta e uma pistas de esqui ficam verdes, transformando as encostas em um destino para apaixonados por trilhas e ciclistas de montanha, não para esquiadores.
Assinale a opção em que todos os vocábulos pertençam à mesma classe gramatical.
Leia o trecho abaixo e responda à questão:
"Ela é muito inteligente e dedicada."
Assinale a alternativa que classifica corretamente as palavras "inteligente" e "dedicada".
O céu estrelado à noite é sempre uma visão magnífica.