Questões de Concurso
Comentadas sobre adjetivos em português
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Texto 7
Cultura visual e texto literário: variações
No início dos anos noventa, num programa matinal da TV Globo dirigido ao público infantil, crianças entravam em disputa por um objeto qualquer, e a que apresentava o pior desempenho recebia, ou melhor, era castigada com um livro. O exemplo dispensa comentários ao estigmatizar a leitura como algo penoso e impertinente, enquanto fortalece uma reserva de mercado para a televisão entre os pixotes. Parece também concordar com a Bíblia, onde se lê no Eclesiastes 12.12: “E de se fazerem livros não há fim. E muita devoção a eles é fadiga para a carne”. E dá sua contribuição à velha guerra dos meios - o cinema acabaria com o teatro, a televisão liquidaria o teatro e o cinema, o CD Rom aposentaria o livro etc. - profecias com as quais os fatos se divertem, pois, na verdade, os veículos se reacomodam uns em relação aos outros, suas linguagens se entre mesclam na mais ora criativa, ora espúria intersemio-se. Pensemos no videogame, que é quadrinho, televisão, arte gráfica, computação, e não exterminou, aparentemente, sequer uma cantiga de roda até agora!
O que o exemplo não explicita, porém, é seu desejo de impor uma temporalidade vazia. Para o entretenimento é preciso que o tempo passe sem ser notado, sem resistência, macio como o fluir gozoso do consumo. Assiste-se ao Domingão do Faustão para matar o tempo, mas lê-se Grande sertão: veredas para saborear melhor o tempo, enriquecendo-o com outros tempos. É inegável: o entretenimento dessensibiliza, ao passo que a boa literatura sobre-sensibiliza nossa inerência ao tempo, apondo-lhe pelo prazer uma nova qualidade.
SANTOS, Jair Ferreira dos. Breve, o pós-humano: ensaios
contemporâneos. 2a. ed. Rio de Janeiro: Editora Francisco Alves, 2003.
“A sociedade livre enfrentará, daqui por diante, uma longa, difícil e perigosa jornada”.
O discente daquela escola, é para mim o mais estudioso da turma.
I – pertence à Classe Gramatical dos substantivos II – pertence à Classe Gramatical dos advérbios III – pertence à Classe Gramatical dos adjetivos IV – é sinônimo de aceito
Estão corretos os itens:
Como as aranhas fazem suas teias? As aranhas têm 2 (dois), 4(quatro) ou 6(seis) tubinhos no abdômen, chamados fiandeiras. Para fazer as teias, o líquido que sai das fiandeiras endurece, adquirindo a forma de fios, como naquela máquina que faz algodão doce. As teias funcionam como armadilhas para os insetos, dos quais as aranhas se alimentam. (CEREJA e MAGALHÃES, 2009, p. 87)
Veja as afirmativas: I – todas as palavras em destaque são adjetivos II – nenhuma das palavras em destaque é adjetivo III – todas as palavras em destaque são substantivos IV – algodão doce é um adjetivo qualificativo
Estão corretos os itens:
Texto I
Um dia dois viajantes deram de cara com um urso. O primeiro se salvou escalando uma árvore, mas o outro, sabendo que não ia conseguir vencer sozinho o urso, se jogou no chão e finge-se de morto. O urso se aproximou dele e começou a cheirar sua orelha, mas, convencido de que estava morto, foi embora. O amigo começou a descer da árvore e perguntou:
- O que o urso estava cochichando em seu ouvido?
- Ora, ele só me disse para pensar duas vezes antes de sair por aí viajando com gente que abandona os amigos na hora do perigo.
Moral da história: Adesgraça põe à prova a sinceridade e a amizade.
(Disponível em: >http://pensador.uol.com.br/textos_de_amizade/<. Data da consulta: 15/05/2015.)
Texto II
A Lista (Oswaldo Montenegro).
Faça uma lista de grandes amigos,
quem você mais via há dez anos atrás...
Quantos você ainda vê todo dia ?
Quantos você já não encontra mais?
Faça uma lista dos sonhos que tinha...
Quantos você desistiu de sonhar?
Quantos amores jurados pra sempre...
Quantos você conseguiu preservar?
Onde você ainda se reconhece,
na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora...
(Fragmento de texto poético). Disponível em: >http://pensador.uol.com.br/textos_de_amizade/<. Data consulta: 15/05/2015.
Os vocábulos sublinhados na sentença “Faça uma lista de grandes amigos, quem você mais via há dez anos atrás...” (Texto II acima) classificam-se morfologicamente, na sequência em que aparecem na oração, como:
Lya Luft
O ser humano é um animal que deu errado em várias coisas. A maioria das pessoas que conheço, se fizesse uma terapia, ainda que breve, haveria de viver melhor. Os problemas podiam continuar ali, mas elas aprenderiam a lidar com eles. Sem querer fazer uma interpretação barata ou subir além do chinelo: como qualquer pessoa que tenha lido Freud e companhia, não raro penso nas rasteiras que o inconsciente nos passa e em quanto nos atrapalhamos por achar que merecemos pouco. Pessoalmente, acho que merecemos muito: nascemos para ser bem mais felizes do que somos, mas nossa cultura, nossa sociedade, nossa família não nos contaram essa história direito. Fomos onerados com contos de ogros sobre culpa, dívida, deveres e… mais culpa. Um psicanalista me disse um dia: – Minha profissão ajuda as pessoas a manter a cabeça à tona d‟água. Milagres ninguém faz. Nessa tona das águas da vida, por cima da qual nossa cabeça espia – se não naufragamos de vez, somos assediados por pensamentos nem sempre muito inteligentes ou positivos sobre nós mesmos. As armadilhas do inconsciente, que é onde nosso pé derrapa, talvez nos façam vislumbrar nessa fenda obscura um letreiro que diz: “Eu não mereço ser feliz. Quem sou eu para estar bem, ter saúde, ter alguma segurança e alegria? Não mereço uma boa família, afetos razoavelmente seguros, felicidade em meio aos dissabores”. Nada disso. Não nos ensinaram que “Deus faz sofrer a quem ama”? Portanto, se algo começa a ir muito bem, possivelmente daremos um jeito de que desmorone – a não ser que tenhamos aprendido a nos valorizar. Vivemos o efeito de muita raiva acumulada, muito mal-entendido nunca explicado, mágoas infantis, obrigações excessivas e imaginárias. Somos ofuscados pelo danoso mito da mãe santa e da esposa imaculada e do homem poderoso, pela miragem dos filhos mais que perfeitos, do patrão infalível e do governo sempre confiável. Sofremos sob o peso de quanto “devemos” a todas essas entidades inventadas, pois, afinal, por trás delas existe apenas gente, tão frágil quanto nós. Esses fantasmas nos questionam, mãos na cintura, sobrancelhas iradas: – Ué, você está quase se livrando das drogas, está quase conquistando a pessoa amada, está quase equilibrando sua relação com a família, está quase obtendo sucesso, vive com alguma tranquilidade financeira… será que você merece? Veja lá! Ouvindo isso, assustados réus, num ato nada falho tiramos o tapete de nós mesmos e damos um jeito de nos boicotar – coisa que aliás fazemos demais nesta curta vida. Escolhemos a droga em lugar da lucidez e da saúde; nos fechamos para os afetos em lugar de lhes abrir espaço; corremos atarantados em busca de mais dinheiro do que precisaríamos; se vamos bem em uma atividade, ficamos inquietos e queremos trocar; se uma relação floresce, viramos críticos mordazes ou traímos o outro, dando um jeito de podar carinho, confiança ou sensualidade. Se a gente pudesse mudar um pouco essa perspectiva, e não encarar drogas, bebida em excesso, mentira, egoísmo e isolamento como “proibidos”, mas como uma opção burra e destrutiva, quem sabe poderíamos escolher coisas que nos favorecessem. E não passar uma vida inteira afastando o que poderia nos dar alegria, prazer, conforto ou serenidade. No conflitado e obscuro território do inconsciente, que o velho sábio Freud nos ensinaria a arejar e iluminar, ainda nos consideramos maus meninos e meninas, crianças malcomportadas que merecem castigo, privação, desperdício de vida. Bom, isso também somos nós: estranho animal que nasceu precisando urgente de conserto. Alguém sabe o endereço de uma oficina boa, barata, perto de casa – ah, e que não lide com notas frias?
Disponível em: http://reginavolpato.com.br/blog/2008/01/22/quanto-nos-merecemos-texto-lya-luft/. Acesso em: 25 de maio de 2015
Na oração “Não nos ensinaram que Deus faz sofrer a quem ama”? O termo destacado se classifica como:
As provas do Enem 2015 (Exame Nacional do Ensino Médio) foram marcadas por jovens que foram aos locais de prova se divertir com os candidatos atrasados, pela polêmica sobre questões que tratavam da luta pelos direitos das mulheres e por provas exigentes para os quase 6 milhões de candidatos que fizeram o exame.
Com uma ponta de sadismo, jovens foram para frente dos locais de prova em Curitiba, Belo Horizonte e no Rio com cervejas e energético nas mãos apenas para ver o desespero dos candidatos que se atrasaram para o Enem. "Vim ver o show de horrores, a desgraça alheia, antes de ir para uma festa de cerveja", disse sorrindo Natália Cristina Borges, 30, na porta da PUC-MG (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais).
Os portões foram fechados às 13h (horário de Brasília) e poucos minutos depois a hashtag #ShowDosAtrasados já era usada em redes sociais para fazer gozação com quem perdeu a prova. Apesar de toda a torcida contra, o percentual de participantes que perderam a prova este ano foi o menor desde 2009, segundo o MEC (Ministério da Educação). O índice de abstenção foi de 25,5%. E apenas 743 candidatos foram eliminados nos dois dias de prova, seja por estarem com objetos proibidos pelo edital, como celular, boné e lápis, seja por deixarem a sala antes do período mínimo de duas horas.
Os alunos que estavam inscritos no exame em Rio do Sul (SC) e Taió (SC) tiveram a prova cancelada. As cidades foram alagadas devido às fortes chuvas que atingiram o Estado de Santa Catarina no final da semana passada. No Pará, os candidatos que faziam a prova em uma escola de Marituba tiveram o exame suspenso por falta de energia elétrica. Todos eles terão a chance de fazer as provas nos dias 1° e 2 de dezembro, mesmo período em que participam do exame os detentos.
No primeiro dia de provas, uma questão sobre um excerto da escritora feminista Simone de Beauvoir pedia que o candidato soubesse qual era a marca desse movimento social da década de 1960. A cobrança causou fervor nas redes sociais, com postagens de apoio e de crítica. A rixa que já estava posta no sábado aumentou no domingo após a divulgação do tema da redação do Enem: "A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira". A escolha foi comemorada por grupos feministas: "A realidade é muito dura, pois neste momento em que milhares de pessoas estão refletindo sobre o tema para fazer a redação, muitas mulheres estão sendo violentadas, agredidas, estupradas", postou um grupo.
No domingo à noite, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, rebateu as críticas ao tema da redação e a uma suposta "doutrinação" nas questões da prova. "O debate pedagógico e político é próprio desse tipo de exame", disse. "Quem sabe se conseguirmos discutir com transparência essa questão possamos reduzir a violência contra as mulheres."
E além de todas essas polêmicas, os milhões de participantes do Enem enfrentaram provas difíceis, que exigiram dos alunos conteúdo e rapidez na resolução das provas, na avaliação de professores.
No primeiro dia, o aluno precisava ler e interpretar bem, saber os conteúdos e estar antenado em assuntos recentes, como Estado Islâmico, selfies e a economia da China.
"Foi uma prova bem elaborada, com temas amplos, diversidade de tema, exigiu não só leitura de texto, o aluno tinha que saber o conteúdo para interpretar, ler gráficos e tabelas", explicou Paulo Moraes, diretor de ensino do Anglo Vestibulares. Cobrou-se do aluno que ele soubesse autores em filosofia e conceitos em biologia e física para que respondesse às questões.
Já no domingo, os professores consideraram os textos da prova de linguagens longos demais e as questões de matemática trabalhosas, o que reduzia o tempo do candidato para fazer a prova. "Tanto os professores de português quanto os de matemática disseram que o tempo foi insuficiente para responder todas as questões. É preciso rever isso para o ano que vem", disse Vera Lúcia Antunes, coordenadora do Curso e Colégio Objetivo.
O gabarito oficial do Enem será divulgado pelo MEC na próxima quarta-feira (28). O ministro prometeu para a primeira semana de janeiro de 2016 a divulgação das notas do exame.
Disponível em: http://educacao.uol.com.br/noticias/
Assinale a alternativa CORRETA, observando os itens destacados em cada trecho do texto de referência:
Signo: etimologia
Pelo menos hipoteticamente, a palavra signo do latim signum, vem do étimo grego secnom, raiz do verbo “cortar”, “extrair uma parte de” (naquele idioma), e que deu em português, por exemplo, secção, seccionar, sectário, seita e, possivelmente, século (em espanhol siglo) e sigla. Do derivado latino são numerosas, e expressivas, as palavras que se compuseram em nossa língua: sinal, sina, senha, sineta, insígnia, insigne, desígnio, desenho, aceno, significar etc.
A raiz primitiva parece indicar que um signo seria algo que se referisse a uma coisa maior do qual foi extraído: uma folha em relação a uma árvore, um dente em relação a um bicho etc. Nessa acepção, signo apresentaria um estreito vínculo com duas das mais usuais dentro das chamadas figuras de retórica: a metonímia (pela qual se designa um objeto por uma palavra designativa de outro: “Dez velas singravam a baía”) e a sinédoque (pela qual se emprega a parte pelo todo, o todo pela parte: “Vi passarem por mim dois olhos maravilhosos”). Claro que as figuras de retórica são aplicáveis também às linguagens não verbais: na publicidade, na dança, na decoração, no cinema, na televisão etc.
Mas o que me parecem tentadoras são as relações que podem se estabelecer entre desenho, desígnio (tão patentes na palavra inglesa design) e significado, pois essas relações parecem confluir para o entendimento do signo como “projeto significante”, como “projeto que visa a um fim significante”. (…)
De qualquer forma, convém reter a ideia de signo enquanto alguma coisa que substitui outra. Assim procede Charles Morris, um dos estudiosos da linguagem ao nível do comportamento, baseado nas experiências de Pavlov sobre os reflexos condicionados. Assim como o toque de uma sineta, paulatinamente, vai provocando, num cachorro, uma sequência de reações semelhantes à que antes lhe provocara a visão do alimento (ao qual o toque fora condicionado), assim um signo pode ser definido como toda coisa que substitui outra, de modo a desencadear (em relação a um terceiro) um complexo análogo de reações. Ou ainda, para adotar a definição do fundador da Semiótica, Charles Sanders Pierce (1839 – 1914): signo, ou “representante”, é toda coisa que substitui outra, representando-a para alguém, sob certos aspectos e em certa medida.
Décio Pignatari. Informação, Linguagem e Comunicação. São Paulo, Cultrix, 1993
Considere a frase extraída do texto.
Mas o que me parecem tentadoras são as relações que podem se estabelecer entre desenho, desígnio (tão patentes na palavra inglesa design) e significado, pois essas relações parecem confluir para o entendimento do signo como “projeto significante”, como “projeto que visa a um fim significante”.
Sob o aspecto sintático e morfológico, é correto afirmar:
1. As palavras sublinhadas são pronomes relativos.
2. Se omitirmos o “a” depois do verbo visar, a frase mantém sua correção gramatical.
3. A vírgula antes de “pois” é obrigatória, usada para separar oração coordenada sindética.
4. A palavra “significante”, nas duas vezes em que aparece, é um adjetivo e tem a função de adjunto adnominal no contexto em que está inserida.
5. A expressão “a um fim significante” é um objeto indireto.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Todos os termos do período estão corretamente classificados, morfologicamente, exceto em:
Uma corrida no parque ou ficar deitado no sofá da sala? Se você preferiu a segunda opção, não tema: saiba que um estudo feito por pesquisadores da Universidade Simon Fraser, no Canadá, sugere que os humanos são biologicamente "programados" para serem preguiçosos. A pesquisa mostrou que o sistema nervoso reprograma padrões de movimentos como andar em uma busca constante para gastar o mínimo de energia possível. "E isso é uma notícia ruim para quem come muito", afirmou o professor de fisiologia Max Donelan, que é co-autor do estudo. Durante o estudo, pesquisadores pediram a nove voluntários que usassem um tipo de aparelho ortopédico, que dificultasse o ato de caminhar. Após alguns minutos, todos os voluntários já haviam modificado seu modo habitual de caminhar para usar menos energia, ou seja, queimar menos calorias. Segundo os pesquisadores, o sistema nervoso continuou a aprimorar os movimentos do andar das pessoas para manter um baixo gasto de energia. Eles afirmam que as conclusões da pesquisa, divulgada na publicação "Current Biology", se encaixam na "tendência" de usar o menor esforço possível nas tarefas físicas. "Fornecemos uma base psicológica para essa preguiça ao demonstrarmos que mesmo em um movimento bem comum como andar, o sistema nervoso monitora, de maneira subconsciente, a energia usada e vai, continuamente, aprimorando e reaprimorando os padrões, em um exercício constante para se mover com menos gasto calórico possível." Mesmo quando as pessoas optaram por correr, seus cérebros trabalhavam para que isso fosse feito da maneira mais eficiente possível. Segundo Donelan, mais pesquisas são necessárias para ampliar o estudo e se ter uma compreensão melhor de como os milhares de músculos e nervos trabalhavam juntos para conseguir esse feito.
Disponível em: http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias
Na frase: “E isso é uma notícia ruim para quem come muito”, o adjetivo “ruim” está-se referindo à palavra: