Questões de Concurso Comentadas sobre adjetivos em português

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Q1343527 Português
Quando no futuro eles olharem para nós

    Vivemos numa época assustadora, em que é difícil imaginar os seres humanos como criaturas racionais. Onde quer que estejamos, deparamo-nos com a brutalidade e a estupidez, a tal ponto que nada mais há para se ver: retornamos ao barbarismo, processo que somos incapazes de deter. Contudo, embora isso seja real, creio que se deu um agravamento generalizado; e, exatamente porque as coisas estão tão assustadoras, ficamos paralisados, e não percebemos – ou, se percebemos, não lhes damos a devida atenção – as forças igualmente poderosas que existem do outro lado: a razão, a sanidade e a civilidade.
    Creio que, quando a futura humanidade olhar para o nosso tempo, ficará espantada, particularmente, com o fato de que nos conhecemos mais agora do que nossos ancestrais se conheciam. Mas muito pouco do que sabemos foi posto em prática. Houve uma explosão de informações a nosso respeito, informações resultantes da capacidade ainda infantil da humanidade de se observar objetivamente. Isso diz respeito aos nossos padrões de comportamento. As ciências em questão são às vezes chamadas de ciências do comportamento e estudam como nos comportamos como indivíduos e em grupo, e não como imaginamos que nos comportamos e, agimos. Estudam nosso comportamento da mesma maneira que estudamos, imparcialmente, o comportamento de outras espécies. Essas ciências sociais ou comportamentais são precisamente o resultado de nossa capacidade de agirmos de maneira imparcial em relação a nós mesmos. Uma enorme gama de novas informações é obtida através de universidades, institutos de pesquisa e talentosos diletantes. Entretanto, nossa maneira de nos governarmos não se modificou.
    Nossa mão esquerda não sabe – não quer saber – o que faz a direita.
    Creio que essa seja a coisa mais extraordinária que há para ser estudada a nosso respeito, como espécie. E a humanidade do futuro irá se admirar disso, assim como nos admiramos da cegueira e da inflexibilidade de nossos ancestrais.

LESSING, Doris. Prisões que escolhemos para viver. Trad. Jacqueline K. G. Gama. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1996. Adaptado
No fragmento Nossa mão esquerda não sabe [...], a palavra esquerda assume, morfologicamente, um valor
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Q1337296 Português
Leia o texto abaixo para responder a questão

HINO DE VOTORANTIM

Minha terra tem encantos
tem belezas naturais,
tem jardins, fluviais recantos
e riquezas minerais...
Nas indústrias tem potência;
tem igrejas para os fiéis,
tem escolas, luz da ciência,
nos esportes tem lauréis
O seu solo é um manancial
fonte de riquezas mil,
o seu clima é tropical
é um pedaço do Brasil,
e por isso com fervor
hei de amar até o fim
essa terra de esplendor
este meu Votorantim
Sons de máquinas, usinas
e de águas a rolar.
em sussurros de surdinas
pelo espaço a reboar;
são acordes de vitória
num arcano musical,
proclamando a sua glória
e pujança sem igual
Chaminés que, fumegantes
estão sempre a evidenciar
as indústrias operantes
que engrandecem o lugar,
onde um povo exuberante
que labuta sem cessar,
construiu esse gigante
portentoso e singular.



Letra e música: Lecy de Campos 
Na frase: “essa terra de esplendor”, a palavra grifada é:
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Q1321944 Português
Assinale a alternativa cujo termo destacado seja um adjetivo derivado.
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Ano: 2016 Banca: CIEE Órgão: TJ-DFT Prova: CIEE - 2016 - TJ-DFT - Estágio - Direito |
Q1321916 Português
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e com a gramática normativa, assinale a alternativa que apresenta um adjetivo no grau comparativo de igualdade.
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Ano: 2016 Banca: CIEE Órgão: TJ-DFT Prova: CIEE - 2016 - TJ-DFT - Estágio - Direito |
Q1321910 Português
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e com a gramática normativa, assinale a alternativa que apresenta um adjetivo no grau absoluto sintético.
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Ano: 2016 Banca: CIEE Órgão: TJ-DFT Prova: CIEE - 2016 - TJ-DFT - Estágio - Nível Médio |
Q1321021 Português
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e com a gramática normativa, assinale a alternativa cujo adjetivo pátrio esteja corretamente grafado.
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Ano: 2016 Banca: CIEE Órgão: TJ-DFT Prova: CIEE - 2016 - TJ-DFT - Estágio - Nível Médio |
Q1321013 Português

Observe a frase abaixo e, em seguida, assinale a alternativa cuja palavra seja classificada como adjetivo.


Aquele homem bondoso ajudou a reerguer minha empresa.

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Q1218139 Português
A frase abaixo em que o vocábulo bem exemplifica a classe gramatical dos adjetivos é:
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Q1217886 Português

Por que alguns animais comem pedra?


Alguns animais têm hábitos que podemos considerar curiosos… Os gatos, por exemplo, se lambem para limpar o pelo. Já os cachorros procuram comer certas ervas quando sentem algum mal-estar. Mas tem bicho com hábitos ainda mais intrigantes, como comer pedras! E olha que, em vez de fazê-los passar mal, as pedras exercem funções úteis dentro do organismo.

Crocodilo, pinguim, foca e leão-marinho, entre outros animais aquáticos, estão na lista dos engolidores de pedras. Elas ficam armazenadas no estômago desses animais e ajudam a triturar os alimentos e a limpar as paredes estomacais. Também aliviam a sensação de fome e funcionam como lastro, ajudando o animal a afundar.

É preciso dizer que as pedras não ficam no corpo do animal pra sempre. O corpo começa a dar sinais de desconforto. Então, o animal provoca vômito, botando algumas pedras para fora até se sentir bem.

Adaptado de: http://cienciahoje.uol.com.br/controlPanel/materia/ view/1932

Todas as palavras citadas a seguir são adjetivos retirados do texto, exceto:
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Q1215483 Português
TEXTO

PREFÁCIO DE O ADMIRÁVEL MUNDO NOVO
Aldous Huxley

   Todos os moralistas estão de acordo com que o remorso crônico é um sentimento dos mais indesejáveis. Se uma pessoa procedeu mal, arrependa-se, faça as reparações que puder e trate de comportar-se melhor na próxima vez. Não deve, de modo nenhum, pôr-se a remoer suas más ações. Espojar-se na lama não é a melhor maneira de ficar limpo.
“...faça as reparações que puder...”; nesse segmento, a oração adjetiva sublinhada equivale ao seguinte adjetivo:
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Q1214848 Português
Associando os graus de adjetivos com os exemplos, podemos afirmar que a ordem correta está na alternativa:
1. Comparativo de inferioridade 2. Comparativo de superioridade analítico 3. Comparativo de superioridade sintético 4. Superlativo absoluto analítico 5. Superlativo absoluto sintético 6. Superlativo relativo de inferioridade
( ) Não aprecio as pessoas excessivamente delicadas. ( ) Este carro é menos confortável que aquele. ( ) As crianças são mais imprudentes que os adultos. ( ) Este tecido é melhor que o outro. ( ) Ele era o menos falante de todos. ( ) O mar estava agitadíssimo.
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Q1214847 Português
Nas alternativas a seguir temos palavras destacadas escritas em maiúsculo. Podemos afirmar que a ÚNICA que não corresponde a um adjetivo é a encontrada em:
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Ano: 2016 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Criciúma - SC
Q1209517 Português
Leia o texto.
A criação de pneu
A borracha cheia de ar comprimido tornou o carro possível. E o avião também (não tente pousar o seu sem pneus no trem de pouso). Mas a estreia dela foi na bicicleta.
Jonh Dunlop, o escocês que criou o pneu, instalou os primeiros da história na bicicleta de seu filho em 1887, porque a trepidação das rodas de madeira deixava o garotinho com dor de cabeça.
Superinteressante, no 288. In Cereja, Wiliam Roberto.
Leia a frase que segue.
A sua vida era uma vida desfeita, inútil. Faltava-lhe um osso duro, áspero e forte, contra o qual ninguém pudesse nada. (Clarice Lispector-adaptada)
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) em relação ao texto.
( ) Há um adjetivo feminino.
( ) Há dois adjetivos masculinos. ( ) Há um adjetivo repetido. ( ) A palavra sublinhada é um adjetivo simples. ( ) Todos os adjetivos do texto estão no singular.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
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Ano: 2016 Banca: IOPLAN Órgão: Prefeitura de Constantina - RS
Q1189081 Português
“Duas casas maravilhosas foram demolidas na rua em que moro.”. A concordância nominal é o acordo entre o substantivo e seus modificadores.  Assinale a alternativa que apresenta apenas modificadores do substantivo “casas” na frase acima:
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Ano: 2016 Banca: CONPASS Órgão: Prefeitura de Brejinho - RN
Q1187980 Português
No verso “um latido e um céu limpidíssimo”, o adjetivo destacado encontra-se no grau:
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Ano: 2016 Banca: IBFC Órgão: HUAP-UFF
Q1186929 Português
“as cigarras calam, se eriçam as águas da lagoa e as casuarinas, que se balançavam indolentes, imobilizam-se na rigidez morta e reta dos ciprestes.”(1º§)
O termo em destaque é uma locução adjetiva que se relaciona, por dependência sintática, com o seguinte vocábulo: 
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Q1181052 Português
Entre as frases de Machado de Assis a seguir, assinale a aquela em que a locução adjetiva sublinhada mostra uma substituição inadequada.
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Q1180684 Português

A formação de advérbios em -mente é feita com o acréscimo desse sufixo à forma feminina do adjetivo.


Assinale a opção que indica a frase em que o advérbio não mostra claramente essa formação.

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Q1117513 Português
Até quando deixaremos milhões de brasileiros sem água e saneamento?

    O Brasil viveu um “apagão” no setor sanitário de pelo menos duas décadas; a falta dessa infraestrutura se tornou ainda pior nas megalópoles como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, entre outras onde esgotos foram sistematicamente lançados em rios e no mar tomando-se ícones do despreparo. Bairros famosos foram construídos sem redes de coleta de esgoto, consequentemente também sem as estações de tratamento. Regiões muito importantes para o turismo, como o Norte e Nordeste, atualmente são as que possuem os maiores desafios. Menos de 10% da população do Norte têm coleta de esgoto. Já no Nordeste, um pouco mais de 25% da população têm coleta de esgoto.
    A falta de serviços regulares de saneamento básico, portanto, está por toda parte, dos bairros mais nobres às favelas mais carentes. Mas é certo que a maior indefinição esteja nas áreas mais pobres e nas milhares de áreas irregulares espalhadas pelas cidades do país. Apesar do crescimento econômico e da transferência de renda que vivemos nos últimos anos, os dados do Censo 2010 do IBGE mostram que no Brasil ainda temos mais de 11 milhões de pessoas morando somente nestas áreas irregulares, sendo que os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pará, Bahia e Pernambuco concentram as maiores populações nessa situação. Somente esses 5 estados respondem por quase 8 milhões dos brasileiros vivendo em aglomerados subnormais (cerca de 70% do total).
    Se olharmos a perda de água potável nos sistemas de distribuição, por motivo de fraudes no sistema, erros de leitura dos hidrômetros ou vazamentos, veremos que no Brasil está na média de 37%, então é bom ver cidades como Limeira e Campinas, em São Paulo, que sistematicamente desenvolvem ações de combate às perdas, tais como a redução da pressão nas redes, investimentos na troca de redes, automatização na detecção de vazamentos, educação da população para o uso racional.
    A realidade ainda é mais assustadora quando vemos que no Brasil há mais escolas conectadas à internet do que dotadas de sistema de coleta de esgoto. A cobertura das escolas com rede de esgoto, entre 2010 e 2014, cresceu meros 5 pontos percentuais, de 42% para 47%, enquanto o de escolas com internet saltou de 47% para 61 %. Os dados são do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e mostram como o saneamento está atrasado no País.
    A boa notícia é que nos últimos anos o Brasil viveu um momento mais favorável ao saneamento, especialmente após a Lei nº 11.445 de 2007, o lançamento do PAC Saneamento, a criação do Ministério das Cidades e consequentemente a Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental. O país voltou a ter investimentos regulares, de 2007 a 2014, e entre os 100 maiores municípios, o Brasil tem umas 20 cidades que ostentam indicadores invejáveis de saneamento e que não ficam a dever aos países do primeiro mundo. Essas cidades, em contraste com a maioria dos municípios brasileiros, inclusive capitais, estão mais próximas da universalização dos serviços.
     Os recursos do PAC Saneamento ajudaram no avanço, mas infelizmente não conseguiram gerar todo o potencial de progresso que se esperava. Levantamentos do Instituto Trata Brasil feitos de 2009 a dezembro de 2014, envolvendo 330 obras de água e esgotos em cidades acima de 500 mil habitantes, mostram que mais de 40% das obras não cumprem o cronograma por estarem atrasadas, paralisadas ou não iniciadas.
    O cenário do saneamento básico mostra que independentemente do país contar com recursos públicos ou parcerias público-privadas, é essencial que exista vontade política e planejamento para resolver o problema. Como as crises geram oportunidades, talvez esse momento de escassez hídrica, que traz sofrimento à sociedade, desperte o desafio de usar melhor a água disponível e resolver definitivamente o problema dos esgotos. O fato da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016 tratar do saneamento básico mostra que os esforços da sociedade começam a se congregar em busca de soluções mais realistas; cabe agora às autoridades entrarem na mesma sintonia.

(Por Édison Carlos – Presidente do Instituto Trata Brasil (Extraído da Revista O Ouro do Terceiro Milênio – Água, Guia Mundo em Foco Extra, Capítulo 3, Riscos e Ameaças – Análise, págs. 36 e 37, OnLine Editora, Março/2016.)
O segmento a seguir que apresenta adjetivo sem variação de grau é:
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Q1114940 Português

Paciência de Jó

Nesses tempos modernos, andamos muito impacientes.

    Durante os anos que passei fora do Brasil, comunicava-me por cartas. Toda noite, sentava na minha escrivaninha e colocava a correspondência em dia. Ia até altas horas respondendo uma a uma, aquelas cartas que chegavam em envelopes verde-amarelos.

     Depois de colocada no correio, uma carta levava de sete a dez dias pra chegar ao Brasil. Se a pessoa respondesse na hora, eram mais sete a dez dias pra chegar até Paris. E eu esperava, pacientemente.

     Todo dia, acordava de madrugada para ir trabalhar. Meu trabalho era preparar o café da manhã para um batalhão de estudantes num restaurante universitário. Quando voltava pra casa, a primeira coisa que fazia era bater os olhos na caixa de cartas que ficava na portaria do meu prédio. Ela tinha quatro furos na parte inferior e, de longe, já dava pra enxergar se haviam chegado envelopes verde-amarelos.

      Era um tempo em que não havia internet, não havia Skype, não havia WhatsApp, e-mail e um telefonema DDD custava os olhos da cara.

       Lembro-me bem que quando o meu primeiro filho nasceu, poucas horas depois dei a primeira clicada no seu rostinho com uma Pentax Trip 33. Levei o filme pra revelar numa loja que ficava na Rue Soufflot e esperei cinco dias úteis para que as fotos ficassem prontas.

      Fotografias na mão, coloquei dentro de um envelope pardo e despachei, pelo correio, pros meus pais, em Belo Horizonte. Quando eles abriram e viram o Julião pela primeira vez, o menino já tinha mais de vinte dias. Eles esperaram pacientemente a hora de ver a carinha do neto francês, uma grande novidade na família.

       O meu pai vivia dizendo que, para levar a vida, era preciso ter uma paciência de Jó. Um dia, fui lá na Bíblia da minha mãe saber quem era o tal Jó.

       Fiquei sabendo que, além de ser o mais paciente da turma, Jó tinha sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de boi e quinhentas jumentas. Imagine que só pra contar essa bicharada, é preciso mesmo ter uma paciência de Jó.

       Ninguém tem mais paciência pra nada nesses tempos modernos. Se nos anos 70 eu esperava vinte dias a resposta de uma carta, hoje, se alguém não me responde um e-mail em segundos, já começo a perder a paciência.

       Aqui em casa, a nossa empregada coloca qualquer coisa 30 segundos no micro-ondas, e fica lá com a mão na porta, impaciente, contando nos dedos a hora de apitar. No elevador do meu prédio, os moradores apertam o botão, a luzinha acende mas, mesmo assim, eles voltam lá umas três vezes e apertam de novo, impacientes.

      Sem contar o carro de trás que sempre buzina assim que o sinal fica verde, o motorista que começa a acelerar quando percebe que já passaram os minutos e que o sinal já vai sair do vermelho e aquele que passa na sua frente e enfia o carro na vaga do shopping porque não tem paciência de ficar procurando um lugar pra estacionar.

        Isso, sem contar que, no restaurante, quando alguém pede uma coca ao garçom e ele demora mais de um minuto, a gente sempre ouve um... “acho que ele esqueceu!”

       Sinto que muitas pessoas não têm mais paciência pra ler um texto com mais de cinco linhas. Se você chegou até aqui, considero uma vitória!

        Já percebeu que ninguém tem mais paciência de sentar-se na poltrona para ouvir música, pra procurar as três Marias no céu, pra plantar um grão de feijão no algodão e esperar ele crescer. Ninguém tem saco nem mesmo pra jogar paciência.

       Já se foi o tempo em que tínhamos paciência até para decorar latim. Quem não se lembra do famoso Quo usque tandem abutere, Catilina, patientia mostra? Que, em bom português, quer dizer Até quando abusarás, Catilina, da nossa paciência?

(Alberto Villas. Carta Capital, 24 de abril de 2016.)

Considerando o predomínio do uso da norma padrão da língua no texto, considere os comentários referentes ao 1º§ do texto “Durante os anos que passei fora do Brasil, comunicava-me por cartas. Toda noite, sentava na minha escrivaninha e colocava a correspondência em dia. Ia até altas horas respondendo uma a uma, aquelas cartas que chegavam em envelopes verde-amarelos.” e assinale o verdadeiro.
Alternativas
Respostas
2541: A
2542: D
2543: B
2544: D
2545: C
2546: B
2547: B
2548: A
2549: E
2550: C
2551: B
2552: A
2553: A
2554: A
2555: D
2556: A
2557: B
2558: D
2559: A
2560: B