Questões de Concurso
Comentadas sobre adjetivos em português
Foram encontradas 3.181 questões
Primeira coluna: classes gramaticais
1.Adjetivo (locução)
2.Advérbio
3.Pronome indefinido
Segunda coluna: expressões
(__)Fale com os demais antes de tomar qualquer decisão.
(__)Que pessoa legal, ela acolhe demais!
(__)Como há candidatos de mais e poucas vagas, o processo de seleção será mais longo.
(__)Vírgulas de mais atrapalham a coesão textual.
(__)Fuja de pessoas que falam demais e ouvem de menos.
(__)Trouxe as demais para devolver. Não precisarei dessas fotografias.
Assinale a alternativa que indica a correta associação entre as colunas:
I.Nem uma nem outra justificativa é válida porque você sempre mente.
II.Elas próprias fizeram o roteiro da viagem e planejaram a travessia de barco da costa brasileira à costa africana.
III.Dado a circunstância meteorológica, adiaram a saída do porto por dois dias.
Está correta a concordância nominal em:
I. O vocábulo 'poucos' determina o substantivo 'recursos', exprimindo ideia de quantidade indefinida e reduzida, o que denota escassez. Em outros contextos, o vocábulo pode ocorrer de forma invariável, assumindo função adverbial, como em 'Por favor, me dê um pouco de pudim', indicando pouca quantidade de algo.
II. Em razão da evolução histórica da língua, os substantivos terminados em '-ão', não seguem uma única regra de formação do plural, podendo apresentar três desinências distintas. No caso de 'seleção', admite-se apenas o plural 'seleções', ao passo que o vocábulo 'vilão' admite as formas 'vilãos', 'vilões' e 'vilães'.
III. A forma verbal 'acreditava' ao ser transportada para o pretérito perfeito do indicativo resultará em 'acreditou'. Do mesmo modo, o verbo 'intervir' assume, nesse mesmo tempo e modo verbal, a forma 'interviu', como em 'A professora interviu no caso'.
IV. A palavra 'jovem' exemplifica que qualquer vocábulo, quando empregado de forma material, pode ser substantivado, passando a submeter-se às regras de flexão e de derivação próprias dos substantivos; o mesmo observa-se em 'Os nãos já temos'.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão
CNPq 75 anos: uma jornada estratégica para o Brasil
A criação do CNPq, em 1951, foi um dos movimentos mais visionários da história do Brasil. Em um contexto em que o sistema científico nacional ainda era incipiente, a decisão de instituir uma agência dedicada à ciência e à tecnologia revelou a compreensão de que o conhecimento seria essencial ao desenvolvimento.
Idealizado pelo almirante Álvaro Alberto, com apoio da comunidade científica, o então Conselho Nacional de Pesquisas nasceu vinculado à presidência da República, com a missão de formar recursos humanos, apoiar a pesquisa e estruturar a ciência no país.
Ao longo de 75 anos, o CNPq consolidou-se como um dos pilares do sistema nacional de ciência e tecnologia. Milhares de estudantes foram formados por meio de suas bolsas, da iniciação científica ao pós-doutorado, e gerações de pesquisadores tiveram suas trajetórias viabilizadas pela agência, contribuindo para a expansão e qualificação da produção científica brasileira.
Seu impacto ultrapassa o financiamento individual. O CNPq foi decisivo na consolidação da pós graduação, no fortalecimento de instituições estratégicas e na articulação de programas estruturantes em diversas áreas do conhecimento.
Também teve papel relevante na promoção da cooperação internacional, estabelecendo parcerias com instituições de dezenas de países e inserindo o Brasil em redes globais de pesquisa. O apoio à formação no exterior teve efeito multiplicador, com o retorno de cientistas que criaram novos grupos e ampliaram a capilaridade do sistema científico.
Programas como o Pronex, os Institutos do Milênio e os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) consolidaram redes de excelência. A Plataforma Lattes tornou-se ferramenta central para organização e avaliação da atividade científica no país.
Mesmo diante de restrições orçamentárias, o CNPq manteve sua atuação graças ao compromisso de seu corpo técnico e da comunidade científica. O sistema de avaliação por pares assegurou que mérito e relevância permanecessem critérios fundamentais na concessão de apoio.
Celebrar os 75 anos do CNPq é reconhecer que não há desenvolvimento sustentável sem investimento contínuo em ciência, tecnologia e educação. Em um mundo cada vez mais orientado pelo conhecimento, a estabilidade do financiamento científico é condição estratégica para inovar, competir e enfrentar desafios econômicos, sociais e ambientais. A inovação, em suas diversas dimensões, nasce desse ecossistema, convertendo conhecimento em soluções e desenvolvimento.
Nós, que tivemos a honra de presidir o CNPq em diferentes momentos de sua história, testemunhamos de perto o impacto transformador dessa instituição. Sabemos que seus resultados não se constroem no curto prazo, mas ao longo de décadas, com continuidade de políticas públicas, compromisso institucional e confiança na ciência.
O CNPq foi, é e continuará sendo uma instituição essencial para o Brasil. Seu impacto se constrói ao longo do tempo, com continuidade de políticas públicas e visão de longo prazo —bases indispensáveis para que a ciência siga contribuindo para o futuro do país.
"A criação do CNPq, em 1951, foi um dos movimentos mais visionários da história do Brasil. Em um contexto em que o sistema científico nacional ainda era incipiente, a decisão de instituir uma agência dedicada à ciência e à tecnologia revelou a compreensão de que o conhecimento seria essencial ao desenvolvimento".
De acordo com o trecho, avalie as assertivas que se seguem no que diz respeito à gramática normativa vigente.
I.Em relação à norma-padrão, há um desvio ortográfico no emprego da palavra "incipiente", uma vez que, no contexto utilizado, o termo deveria ter sido substituído por "insipiente", já que apresenta valor semântico de "inicial", embora isso em nada prejudique a consolidação comunicativa.
II.No segmento "Em um contexto em que", o termo "em que" é constituído por conjunção integrante acompanhada de preposição e pode ser substituído, sem prejuízo sintático-semântico, pelo termo "onde", segundo a norma-padrão.
III.A forma verbal "revelou" encontra-se no pretérito perfeito do modo indicativo, uma vez que aponta uma ação concluída no passado, tomada como fato certo no eixo da enunciação, e apresenta como núcleo do sujeito o termo "decisão".
IV.A última oração do trecho classifica-se como oração subordinada substantiva completiva nominal.
Acerca das assertivas acima, assinale a alternativa CORRETA.
TEXTO 1
Em tempos de fórmulas, roteiros e dicas demais sobre como conquistar alguém, vou na direção contrária e evito qualquer coisa que pregue joguinhos, métodos baseados em frieza e desinteresse, chá de sumiço e essa baboseira toda.
Sou dos que simplificam tudo, mesmo as relações humanas sendo tão complexas.
Digo com todas as letras o que sinto.
Demonstro com todas as atitudes necessárias.
Mostro, comprovo, deixo completamente entendido.
Vai soar emocionado demais? Não ligo.
Vai parecer que sou fraco e vão tentar se aproveitar do que sinto?
Amadureci o bastante para saber identificar sinais e me proteger.
Vão fugir de mim, porque, hoje em dia, muita gente não sabe lidar com essa coragem? Livramento meu.
Ou vivo algo bacana, ou me poupo de viver algo que não vai me trazer o que mereço.
Ser fiel àquilo que sou é sempre um excelente jeito de resolver as coisas. Recomendo.
Fernandes, Victor. Pra você que é emocionado. São Paulo: Planeta do Brasil, 2024.
Julgue o seguinte item, relativo à classificação do texto anterior, às suas ideias e aos seus aspectos linguísticos.
No trecho "O que ainda gerava debate era se eles poderiam ser considerados viciantes ― e um novo estudo, publicado em uma revista norte-americana, traz fortes evidências de que sim" (segundo período do segundo parágrafo), os vocábulos "novo" e "fortes" classificam-se gramaticalmente como adjetivos e qualificam, respectivamente, "estudo" e "evidências".
Marque a alternativa que apresenta a classe gramatical das palavras nessa oração respectivamente:
Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.
No trecho “Trazer essa temática à tona é de grande importância”, o termo “de grande importância” exerce a função de complemento nominal do verbo “ser”, motivo pelo qual a substituição do adjetivo “grande” por grandiosa manteria a correção gramatical e a função sintática original.
Morfologicamente, os termos destacados, nesta frase, são, respectivamente:
Geração Cristal
Por Gilmar Marcílio

Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/gilmar-marcilio/noticia/2026/01/geracaocristal-cmkr9xweb028901682mf8fayh.html – texto adaptado especialmente para esta prova.
“Há muito tempo trabalho com (1) estudantes nesta faixa etária (2) e percebo uma diminuição de interesse (3)”.
Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o seguinte item.
No início do segundo parágrafo, o emprego da preposição em “À pergunta” justifica-se por sua função de complemento dos termos adjetivos “inédita e simples”.
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Chupeta e dedo: o que diz a Odontopediatria?
A sucção é um reflexo essencial para recém-nascidos, sendo fundamental para a alimentação e desenvolvimento orofacial, além de contribuir para fortalecer o vínculo materno. Por outro lado, o uso de bicos artificiais é desaconselhado, pois pode promover o desmame precoce, privando a criança de todos os benefícios do aleitamento materno.
Muitas crianças acabam substituindo a sucção no seio materno por chupetas, quando estas são oferecidas pelos pais ou responsáveis, ou por chupar dedo. Embora tenham o efeito de acalmar os bebês, esses hábitos são deletérios, ou seja, comportamentos repetitivos que podem causar danos à saúde bucal das crianças.
Por isso, o Sistema Conselhos de Odontologia, composto pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO) e os 27 Conselhos Regionais de Odontologia de todo país, faz um alerta, através do programa CFO Esclarece, para que pais e cuidadores se atentem aos prejuízos da utilização de chupetas e do hábito de chupar dedo, sendo fundamental que observem o momento ideal para intervenções.
A professora e vice-presidente da Associação Brasileira de Odontopediatria Nacional (ABOPED), Letícia Vieira Pereira, destaca que a primeira infância é um período decisivo para o desenvolvimento bucal, exigindo atenção especial aos hábitos que podem influenciar a saúde oral das crianças.
A cirurgiã-dentista e professora universitária Elisa Maria Rosa de Barros Coelho, especialista, mestre e doutora em Odontopediatria, explica que o uso precoce da chupeta pode reduzir o tempo do aleitamento materno das crianças e favorecer o estabelecimento de padrões respiratórios inadequados, como a respiração bucal.
O uso prolongado interfere no desenvolvimento da musculatura orofacial e no crescimento da face, podendo levar à mordida aberta anterior, mordida cruzada posterior e posicionamento incorreto da língua, com impacto direto na função e harmonia orofacial da criança.
Já o hábito de chupar o dedo pode causar alterações semelhantes às provocadas pela chupeta, mas a principal diferença é que o comportamento costuma ser mais difícil de cessar, pois o dedo faz parte do próprio corpo da criança e, portanto, está sempre disponível.
Embora sejam completamente contraindicados, os comportamentos de chupar dedos ou de usar chupeta devem ser desestimulados pela família até, no máximo, os três anos de vida da criança. Essa medida pode minimizar os impactos do hábito deletério, reduzindo o risco de alterações da arcada.
Fonte: https://website.cfo.org.br (adaptado).
Leia o texto para responder a questão.
Especialista em relações internacionais analisa vitória de
Trump na eleição presidencial dos EUA e diz que tom das
relações diplomáticas com o Brasil ainda não é claro
Por Renato Coelho
O político Republicano Donald Trump venceu a eleição presidencial dos Estados Unidos, ocorrida na terça feira (5/11/2024), ao conquistar a maioria dos 538 votos no Colégio Eleitoral e derrotar a candidata democrata, a vice-presidente Kamala Harris. A vitória foi anunciada a partir de projeções da imprensa norte-americana. Até a manhã desta sexta-feira (8), o número de votos no Colégio Eleitoral alcançado por Trump chegava a 301 delegados, e o de Harris, 226.
Trump venceu em mais da metade dos 50 estados do país, inclusive entre estados-pêndulo, grupo que inclui Carolina do Norte, Geórgia, Pensilvânia e Wisconsin. A apuração dos votos continua. Aos 78 anos, ele chega para seu segundo e último mandato na Casa Branca. Nos EUA, diferentemente do Brasil, a Constituição dos EUA impede que uma pessoa assuma a presidência por mais de duas vezes, mesmo que não consecutivas. Essa regra foi estabelecida na 22ª emenda, promulgada em 1951, depois de o democrata Franklin D. Roosevelt cumprir 4 mandatos consecutivos (1933-1945). Primeiro presidente eleito condenado judicialmente
A vitória traz o bilionário de volta à cadeira presidencial após ter protagonizado um mandato repleto de polêmicas e escândalos (2016-2020). Ele também será o primeiro presidente na história do país a assumir o cargo após receber uma condenação judicial. Em junho, ele foi condenado por 34 acusações de irregularidades cometidas envolvendo pagamentos para silenciar a ex-atriz pornô Stormy Daniel antes das eleições de 2016. Trump ainda enfrenta outros processos judiciais, incluindo um por incitar a invasão ao Capitólio em 2020, acontecimento que marcou o fim do seu mandato.
Apoiado pela ala mais conservadora do Partido Republicano e por figuras controversas como o bilionário Elon Musk (dono da rede social X, da Tesla e da SpaceX), Trump conduziu sua campanha apostando em um discurso agressivo contra a imigração e martelando os problemas econômicos que os EUA enfrentaram nos últimos anos.
Na véspera da eleição, o republicano voltou a mencionar uma possível fraude eleitoral, o que suscitou temores de que não reconheceria o resultado em caso de derrota, como fez em 2020 após ser derrotado por Joe Biden.
Em 13 de julho, Trump sobreviveu a uma tentativa de assassinato durante um comício na cidade de Butler, no estado da Pensilvânia. Ele ficou ferido na orelha direita, ao ser alvejado por tiros disparados por um homem que estava em um terraço. Após algumas semanas, ele retornou a Butler para um grande comício ao lado de Musk.
Neusa Maria Pereira Bojikian, especialista em política econômica e internacional dos EUA, doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas ligado ao IPPRI – Instituto de Políticas Públicas e Relações Internacionais da Unesp e pesquisadora e integrante Coordenação do INCT-INEU, analisa o cenário político dos EUA e os fatores que culminaram na vitória de Donald Trump.
“Ë preciso destacar que, além da vitória de Trump, os Republicanos também ganharam o controle do Senado. Por enquanto, a Câmara ainda não tem a liderança definida, mas há a possibilidade de que isso também venha a acontecer. De forma geral, Trump venceu graças a uma combinação de fatores estratégicos e contextuais. Ele fez uma campanha muito bem feita, a partir de uma operação política mais disciplinada e mais organizada do que as campanhas dele do passado. Ele usou um tom apelativo ao projetar cenários econômicos e imigratórios catastróficos. E atacou Kamala, depreciando sua capacidade de administrar o país. Ele acionou a alavanca do medo, e fez uma campanha no corpo a corpo para arrastar os eleitores às urnas. Também apoiou-se no uso muito intenso das mídias sociais, aproveitando-se de seus apoiadores, em especial o Elon Musk, e de grupos engajados”, analisa.
Neusa ressalta também a virada do eleitorado latino, que mostrou uma maior tendência de apoio aos Republicanos. “Essa mudança de padrão revela a importância de não tratar esse grupo demográfico como monolítico. Trump conseguiu reconhecer as complexidades e as variações internas e, portanto, a necessidade de customizar mais as campanhas. A essa nova tendência de crescimento junto aos latinos se somou à perda de apoio da classe trabalhadora aos Democratas. E o senador Bernie Sanders, que é independente, mas apoiou Harris e o Partido Democrata, já tinha chamado a atenção para isso. Ele criticou os Democratas, dizendo que não estavam em sintonia com as aspirações da maioria dos cidadãos. Ele disse que não seria nenhuma surpresa se o Partido Democrata, que abandonou a classe trabalhadora, viesse a descobrir que a classe trabalhadora também o abandonou. Isso acabou se concretizando”, diz. [...]
Adaptado de https://jornal.unesp.br/2024/11/08/especialista-em-relacoes-
internacionais-analisa-vitoria-de-trump-na-eleicao-presidencial-dos-eua-e-diz-
que-tom-das-relacoes-diplomaticas-com-o-brasil-ainda-nao-e-claro/
Leia o texto a seguir e responda à questão.
Fiu-fiu
(Luis Fernando Veríssimo)
Existe coisa mais melancólica do que uma mesa de quatro pessoas, num restaurante, em que três estão dedilhando seus smartphones e uma está falando sozinha?
Lançaram agora um celular à prova d’água, que você pode usar no chuveiro. Ou em qualquer outro lugar embaixo d’água. No mar, por exemplo.
— Bem, não me espere para o jantar...
— Onde você está?
— Sabe a nossa pesca submarina?
— O que houve?
— Pensei que fosse uma garoupa e era um tubarão. E ele está vindo na minha direção.
— Você ainda está embaixo d’água?!
— Estou.
— E o seu arpão?
— O tubarão engoliu!
— Ligue para a Guarda Costeira!
São cada vez mais raros os lugares em que você pode se ver livre de celulares, e agora nem as piscinas estão seguras.
Os celulares são práticos e se tornaram indispensáveis, eu sei, mas empobreceram a vida social. Existe coisa mais melancólica do que uma mesa de quatro pessoas, num restaurante, em que três estão dedilhando seus smartphones e uma está falando sozinha? Ou um casal em outra mesa, os dois mergulhados nos respectivos celulares sem nem se olharem, o que dirá se falarem — a não ser que estejam trocando mensagens silenciosas entre si, o que é ainda mais triste?
Os celulares podem ser perigosos de várias maneiras, mesmo que não derretam o cérebro, como se andou espalhando há algum tempo. Imagino uma velhinha que ganhou um celular dos netos sem que estes se dessem ao trabalho de explicar seu funcionamento para a vovó. Não contaram, por exemplo, que o celular dado assobia quando recebe uma mensagem. É um assovio humano, um nítido fiu-fiu avisando que alguém ligou, e que pode soar a qualquer hora do dia ou da noite. E imagino a vovó, que mora sozinha, dormindo e, de repente, acordando com o assovio. Um fiu-fiu no meio da noite! A vovó, se não morrer imediatamente do coração, pode ficar apavorada. Quem está lá? Um ladrão ou um fantasma assoviador? E o assovio tem algo de galante. A vovó pode muito bem sair da cama, sem saber se está acordada ou sonhando, e caminhar na direção do fiu-fiu sedutor, como se tivessem vindo buscá-la. Alguém pensou nas vovós solitárias quando inventou o assovio?
O fato é que não há mais refúgio. Nem castelos antismartphones com um fosso em volta. Eles agora podem atravessar o fosso.
Disponível em: https://oglobo.globo.com/opiniao/fiu-fiu-13464128
Leia o texto a seguir.
O Brasil vive tragédias cotidianas no trânsito. Mais de 40 mil pessoas morrem por ano e cerca de 1 milhão ficam feridas, sendo 200 mil com sequelas irreversíveis. Três fatores explicam esse excesso de violência no trânsito: infraestrutura precária e mal sinalizada, veículos inseguros — especialmente motocicletas utilizadas por populações de baixa renda — e, sobretudo, o comportamento dos condutores que negligenciam riscos e desobedecem às regras básicas de segurança. Dirigir é uma habilidade que consiste em pelo menos 1.500 sub-habilidades e impõe tarefas complexas que exigem o reconhecimento de objetos, o entendimento de como se movem e se relacionam, além da estimativa de velocidades e previsão do cenário futuro.
LIMA, David Duarte. A obrigatoriedade de aulas em autoescola
para obter a CNH deve acabar? Folha de S. Paulo. Debates.
1º ago. 2025. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/
opiniao/2025/08/a-obrigatoriedade-de-aulas-em-autoescola-para-
obter-a-cnh-deve-acabar-nao.shtml. Acesso em: 4 ago. 2025.