Questões de Concurso Comentadas sobre acentuação gráfica: proparoxítonas, paroxítonas, oxítonas e hiatos em português

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Q1945801 Português

Pandemia nos faz questionar noção de individualidade
Verlaine Freitas*

    “Quem sou eu em meio ao oceano de pessoas do país e do mundo?” “O que representam bilhões de pessoas do planeta para mim, um mero indivíduo?”
     Essas perguntas, que nos rondam ocasionalmente como meras fantasias existenciais – sem respostas e sem desdobramentos práticos, meros índices das incertezas quanto ao sentido da existência individual e coletiva em um mundo cada vez mais individualista, repentinamente ganharam uma concretude avassaladora.
    A pandemia de COVID-19 nos mostra a densidade urgente, visceral e corpórea do tecido societário, expondo à luz do dia como falácias inadmissíveis os discursos baseados no mero esforço próprio, nas opções individuais, no interesse centrado na maximização do lucro em detrimento do bem-estar coletivo.
   [...]
  Vivemos atualmente um chamamento à concretude radical da negatividade do mundo, muito além da experimentada nas figuras dos vilões nos filmes, nas derrotas esportivas e nas notícias de guerras do outro lado do mundo.
   Ela deverá forjar uma nova consciência do significado dessa vida “em piloto automático”, com este vaivém constante, seguindo o eterno princípio da maior vantagem para si. Tal como toda interrupção do trânsito com objetos de desejo constrange a uma posição crítica sobre o significado deste vínculo, agora também seremos levados a nos perguntar sobre esta colonização expansiva do mundo, cuja marcha inexorável levou a natureza a nos questionar: “Quais seus limites? Qual a racionalidade social disso tudo? Quais os custos ambientais e de vidas humanas vocês estão dispostos a pagar para manter a ilusão de um individualismo exacerbado?”.     
   Naturalmente, o aprendizado dessa experiência negativa será muito diverso, pois alguns grupos sociais lucram com esta crise, outros aferram-se a leituras religiosas fundamentalistas baseando-se no conceito de castigo divino, e alguns tenderão a se fechar mais ainda em seu mundo, isolando-se de toda e qualquer responsabilização social.
    Espero, porém, que a maior parte da sociedade tenha uma visão crítica progressista, cobrando de si e dos outros um comprometimento maior com o bemestar social, percebendo o quanto a vida em sociedade significa, por si, uma dimensão inexpugnável e inelidível da vida individual no sentido mais próprio do termo.
   O isolamento social a que hoje nos vemos forçados pode ser lido como uma metáfora do quanto a negligência para com os serviços públicos de saúde significa o desprezo para com a vida de cada uma e cada um de nós em termos singulares.
  Os filósofos da Escola de Frankfurt, Theodor Adorno e Max Horkheimer, haviam concebido a destruição avassaladora da Segunda Guerra Mundial como um retorno violento da natureza recalcada, reprimida e mutilada. Tal como, segundo a psicanálise, desejos recalcados retornam sob a forma de sofrimento neurótico, todo o complexo natural pareceu retornar, furioso, nas centenas de bombas despejados sobre as metrópoles.
   Agora vemos, mais uma vez, porém de forma menos metafórica, a natureza cobrando um alto preço pelo esquecimento de que somos seres vivos, aliás muito frágeis, muito mais fracos que outros, invisíveis aos nossos olhos, mas muito mais poderosos que nós humanos, demasiadamente humanos.

*Verlaine Freitas é professor da UFMG e pesquisador do CNPq

Disponível em:<https://www.em.com.br/app/noticia/cultura/2020/ 03/28/interna_cultura,1133266/pandemia-nos-faz-questionar-nocao-de-individualidade-diz-filosofo-da.shtml> . Acesso em 28 mar. 2020.
Assinale a alternativa em que as palavras extraídas do texto são acentuadas graficamente pela mesma regra.
Alternativas
Ano: 2022 Banca: VUNESP Órgão: PC-SP Prova: VUNESP - 2022 - PC-SP - Escrivão de Polícia |
Q1945428 Português
Leia o texto, para responder à questão.

   Dizer não com clareza é uma das primeiras habilidades adquiridas pelos seres humanos. No início da vida, muito antes de aprenderem a falar, os bebês já são capazes de deixar claro que estão descontentes com a temperatura da água do banho, ou que já saciaram a fome e não querem mais mamar. Nada disso, no entanto, impede que, quando cresçam, muitas pessoas sejam incapazes de negar um pedido, não importa de onde venha. A maioria, pelo jeito: estudo conduzido pelo departamento de psicologia comportamental da prestigiada Universidade Cornell, nos Estados Unidos, concluiu que as pessoas são mais afeitas a dizer sim do que não. Ao longo de quinze anos, a pesquisadora Vanessa Bohns realizou experimentos sociais com cerca de 15 000 pessoas, seguindo um mesmo roteiro: sua equipe abordava estranhos na rua e pedia que fizessem alguma coisa inesperada.
    A dificuldade de negar ajuda ou pedido tem raízes na pré- -história, quando se percebeu que as chances de sobrevivência eram maiores se as pessoas se organizassem em bandos e colaborassem umas com as outras do que se vagassem sozinhas por ambientes inóspitos e cheios de perigo. “Agindo em conjunto, a humanidade se mostrou capaz de obter ganhos para sua sobrevivência. Por isso, se uma pessoa lhe pede um favor, a reação natural é colaborar com ela”, explica Ariovaldo Silva Júnior, neurocientista da UFMG. Nos tempos modernos, esse condicionamento virou, em algumas pessoas, motivo de enorme angústia, sintoma de um distúrbio conhecido como ansiedade de insinuação. O problema se manifesta cada vez que o indivíduo se vê, de alguma forma, forçado a fazer algo que não quer, apenas para não se sentir rejeitado pelos pares. Albert Einstein, um dos mais brilhantes angustiados, escreveu: “Toda vez que diz sim querendo dizer não, morre um pedaço de você”.

(Matheus Deccache e Ricardo Ferraz, Palavrinha difícil. Veja, 23.02.2022. Adaptado)
Observe a acentuação das palavras início, bebês, raízes, inóspitos, e assinale a alternativa que apresenta, pela ordem, as palavras acentuadas segundo as mesmas regras de acentuação dessas.
Alternativas
Ano: 2022 Banca: IBADE Órgão: CRC-RO Prova: IBADE - 2022 - CRC-RO - Contador |
Q1944475 Português

Leia o texto a seguir:


[...] Negro, nascido em um bairro pobre da periferia de Salvador, acredita que a cor da pele não pode continuar a ser parâmetro de pobreza e riqueza no Brasil. Baseado em dados do IBGE, Rodrigues diz que a população negra brasileira, de 70 milhões de pessoas, é a segunda maior do planeta, inferior apenas à da Nigéria. [...]

(Ernesto Bernardes. Veja, ed. 1291)


Considerando a indicação da crase no trecho “é a segunda maior do planeta, inferior apenas à da Nigéria.”, marque a alternativa que avalia o uso desse procedimento sintático de maneira pertinente.

Alternativas
Q1942750 Português
Assinale a alternativa em que a palavra deve receber o acento circunflexo, de forma correta:
Alternativas
Q1942225 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Cientistas descobrem espécie de tartaruga-gigante que acreditavam estar extinta há mais de 100 anos

Cientistas confirmaram a existência de uma tartaruga-gigante, espécie que acreditavam estar em extinção há 116 anos. Na ilha Fernandina, em Galápagos, foi descoberta uma fêmea, que recebeu o nome de Fernanda, em homenagem à ilha em que um exemplar da espécie foi encontrado pela última vez.

Avistaram Fernanda pela primeira vez em 2019, mas somente agora os especialistas confirmaram que se tratava de uma tartaruga-gigante ou tartaruga-gigante-fantástica (Chelonoidis phantasticus). Os cientistas sequenciaram o DNA de Fernanda e o de uma tartaruga que estava em um museu, sendo possível fazer uma comparação com outras 13 tartarugas-gigantes.

Os especialistas descobriram que as duas tartarugas são da mesma espécie e diferentes geneticamente de todas as outras. "Por muitos anos, pensou-se que o espécime original coletado em 1906 havia sido transplantado para a ilha, pois era o único de seu tipo. Agora, parece ser um dos poucos que estava vivo há um século", diz Peter Grant, o professor da Universidade de Princeton, ao jornal britânico The Mirror. Ele estuda a evolução das espécies nas Ilhas Galápagos há mais de 40 anos.

Quando Fernanda foi descoberta, muitos ecologistas duvidaram que ela fosse mesmo da espécie de tartaruga nativa da ilha, já que não possui um casco em um formato que lembra uma sela. Os cientistas estimam que a tartaruga tenha muito mais do que 50 anos e explicam que o fato de ser miúda pode ser devido à escassez de vegetação durante seu crescimento.

As tartarugas não podem nadar de uma ilha para outra, mas podem ser transportadas de uma ilha de Galápagos para outra durante furacões ou outras grandes tempestades. Registros históricos também mostram que marinheiros levavam tartarugas de uma ilha para outra. "A descoberta de um espécime vivo dá esperança e também abre novas questões, pois muitos mistérios ainda permanecem", diz a professora Adalgisa Caccone, da Universidade de Yale, nos EUA, autora sênior do estudo.

(Disponível em: Cientistas descobrem espécie de tartaruga-gigante que acreditavam estar extinta há mais de 100 anos; animal foi nomeada "Fernanda" (msn.com).Adaptado.)
Cientistas confirmaram a existência de uma espécie em extinção há 116 anos. Em Galápagos, foi descoberta uma fêmea, que recebeu o nome em homenagem à ilha em que um exemplar da espécie foi encontrado pela última vez.
Assinale a opção CORRETA. 
Alternativas
Q1941743 Português
Texto I

NFTs em luxo e arte digital: até onde podem ir?

O mercado de arte vive um dos seus momentos mais atípicos, mas também um dos mais esperados e evidentes, onde todo o seu potencial especulativo atendeu plenamente às possibilidades do ecossistema digital. Estamos diante de um ponto de virada ou é apenas mais um grito desesperado do capitalismo?

         Um dos principais pilares sobre os quais uma obra de arte ainda repousa e é cobiçada é, além de seu valor e importância dentro de seu contexto e discurso, o significado único que ela possui, ou seja, tudo o que pode fazer uma peça diferente das demais. No entanto, ao longo dos anos, esse elemento foi sendo ampliado, reconfigurado e também desfigurado para especular nos mercados sobre o possível valor, ou ausência de, em uma peça, instalação, arte-objeto e, recentemente, arte digital.

          No ritmo voraz do mercado e das últimas tendências digitais, e mesmo que boa parte da população não conheça bem termos como tokens não fungíveis ou cadeias de blockchain, a tendência NFT se acelerou de forma impensável durante os últimos dois anos, atingindo a arte e os seus mercados.

       Entre os problemas e especulações cada vez mais frequentes sobre pagamentos justos, royalties e detalhes contratuais, o blockchain é projetado como uma ferramenta poderosa e potencial para desenvolver e eliminar intermediários complicados em diferentes indústrias, incluindo luxo, começando pela resolução de conflitos associados a pagamentos e até mesmo para alcançar um maior envolvimento por parte de criadores, produtores e artistas com seus públicos ou consumidores finais. E, embora nem todas as vozes envolvidas sejam a favor dos NFTs, esse instrumento digital demonstrou um poder além de mais uma moda caprichosa dos grandes empórios do mercado.

        Os chamados non-fungible-tokens ou NFTs nada mais são do que tokens criados em um Blockchain específico que possuem conteúdo único e irrepetível (vamos imaginar uma fotografia digital que não pode ser compartilhada, replicada, capturada em tela ou algo do tipo). Essa possibilidade pode ser uma obra de arte, um item ou peça colecionável, poderes em um jogo, a escritura de uma casa real ou praticamente qualquer outra coisa que possamos imaginar.

           Estando hospedados em Blockchains, como as criptomoedas Binance Smart Chain, Bitcoin ou Ethereum, esses tokens não podem ser duplicados ou falsificados, portanto, nossa compra pode ser garantida no que diz respeito ao original.
           E enquanto o experimento era promissor, curioso e fascinante há dois anos, em julho de 2021 alarmou os analistas financeiros, quando durante um leilão na famosa casa de leilões Christie's, remotamente, sem a já icônica cena de uma sala lotada e o golpe final do martelo, um lote de colagens de imagens digitais intitulado Every Day: The First 5,000 Days, arrecadou US$ 69 milhões, pago em equivalente Etherum.

         Foi o mesmo autor da peça, Beeple, que descreveu os NFTs como uma potencial bolha especulativa, pois, assim que trocou seus Ethers por dólares, se surpreendeu com a volatilidade: “Não sou nem remotamente um purista de criptomoedas”, assegurou o artista digital. (...)

      Recentemente, a casa de moda italiana Dolce & Gabbana lançou uma venda NFT muito lucrativa, Collezione Genesi, que arrecadou mais de seis milhões de dólares em um modelo híbrido físico/NFT, composto por nove peças, unindo o aspecto físico da moda e os aspectos metafísicos da NFTs. O que as partes interessadas “realmente” compram? O item físico e o NFT juntos. (...)

         Uma das vozes críticas no âmbito e possíveis cenários em torno da arte e dos NFTs tem sido o músico, produtor e criador de música ambiente britânico, Brian Eno , que vislumbra “um mundo inundado de especuladores e dinheiro fácil, porque os governos mundiais, relutantes em fazer verdadeiras mudanças estruturais que colocam em risco o status quo, decidiram que a solução para qualquer problema é imprimir mais dinheiro. Essa é provavelmente a razão pela qual o mercado de ações dispara quando ocorre uma emergência como a covid, porque os especuladores sabem que uma nova emergência significa mais dinheiro e que muito disso acabará em suas mãos.

        Do primeiro tweet da história, ao meme do gato voador, passando pelas capas icônicas da Time, ou o primeiro álbum do NFT, alguns analistas veem a chegada desse instrumento intangível como o prelúdio da reimaginação do dinheiro, onde os campos semânticos ainda incipientes ao redor o metaverso e as criptomoedas definirão o curso das coisas. (...)

Ricardo Pineda
Disponível em https://elpais.com/america/sociedad/reinterpretar-el-lujo/2022-03-18/nfts-en-el-lujo-y-el-arte-digital-hasta-donde-puedenllegar.html

“Um dos principais pilares sobre os quais uma obra de arte ainda repousa e é cobiçada é, além de seu valor e importância dentro de seu contexto e discurso, o significado único que ela possui...”. Sobre a acentuação das palavras em negrito, é correto afirmar que 


I. “Importância” recebe acento por ser paroxítona terminada em ditongo crescente.


II. “Além” recebe acento por se tratar de uma paroxítona terminada em “em”.


III. “Único” recebe acento pelo mesmo motivo que “inóspito”.


IV. “Único” recebe acento pelo mesmo motivo que “álbum”.

Alternativas
Ano: 2022 Banca: FAU Órgão: CISOP Prova: FAU - 2022 - CISOP - Agente Administrativo |
Q1939564 Português

Aumento da exposição às telas, ampliado pela pandemia, pode prejudicar a visão.


  A pandemia de Covid-19 provocou um aumento da utilização de dispositivos como celulares, tablets e computadores. Com o distanciamento social, os recursos passaram a integrar de forma mais frequente a rotina de trabalho e o contexto escolar, além de já fazer parte das atividades de lazer, segundo especialistas consultados pela CNN.

  No Dia Mundial da Saúde Ocular, 10 de julho, especialistas reforçam que a exposição constante à iluminação artificial dos eletrônicos pode ser nociva e causar danos irreversíveis para a visão. O uso em excesso de equipamentos como celular, tablets e computadores pode provocar danos que vão da saúde ocular ao desenvolvimento cognitivo das crianças. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o tempo de uso diário recomendado varia de acordo com a idade, sendo restrita a utilização por crianças menores de dois anos.

  Segundo o médico Sérgio Fernandes, membro da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, a exposição intensa aos eletrônicos pode levar ao desenvolvimento e agravamento de casos de miopia nas crianças, que podem ser irreversíveis. A miopia é um distúrbio da visão definido principalmente pela dificuldade de enxergar a distância devido a alterações provocadas no globo ocular. “A visão aproximada de telas, como computadores e celulares, a uma distância de cerca de 40 centímetros e por tempo prolongado tem levado a um aumento da miopia. Isso é preocupante, é um fenômeno mundial”, afirma.

   Segundo o especialista, o uso deve ser reduzido e intercalado com outras atividades. “Elas devem ter atividades ao ar livre diante da luz do sol, uma das coisas que inibem o aumento da miopia”, explicou. Um estudo publicado na revista Nature revelou que o ensino em casa durante a pandemia aumentou a taxa de progressão da miopia em crianças, em comparação com os anos anteriores. A pesquisa avaliou 115 crianças e adolescentes de 8 a 17 anos. O aumento está relacionado principalmente à redução do tempo dedicado às atividades ao ar livre. Segundo o artigo, passar 2 horas por dia em uma atividade ao ar livre diminui a progressão da miopia. 

   Já uma pesquisa publicada no periódico científico Lancet mostrou que, entre 2019 e 2020, a progressão da miopia cresceu 40% entre os jovens de 5 a 18 anos, principalmente devido às restrições de circulação impostas pela pandemia. A pesquisa contou com a colaboração de oftalmologistas de países de todas as regiões da América do Sul. A professora da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Delma Simão, alerta que o maior tempo de exposição a telas também pode ocasionar prejuízos ao desenvolvimento cognitivo das crianças. “Uma criança que tem exposição precoce e exagerada às telas, em geral, pode ter atrasos no desenvolvimento de fala, de interação social e coordenação motora”, explica.

   Segundo a especialista, a substituição de atividades de interação familiar e social pelo recurso tecnológico pode comprometer o aprendizado. “Esse tempo de tela exagerado acaba por limitar o desenvolvimento neuropsicomotor como um todo”, acrescentou. A exposição precoce às telas também traz impactos negativos para o desenvolvimento visual e das primeiras estratégias de comunicação das crianças. De acordo com a professora da UFMG, as crianças aprendem a imitar os movimentos faciais dos adultos, incluindo as mais diferentes expressões, como medo, alegria e raiva. O contato com as imagens reproduzidas nas telas, no entanto, pode levar à uma espécie de desorganização do aprendizado dessas expressões. “Brincar de careta, por exemplo, é algo que pedimos para que os pais façam com as crianças exatamente pelo aprendizado. É uma forma de desenvolvimento da comunicação não verbal, que faz com que elas aprendam a emitir melhor as suas emoções”, explica Delma. “A exposição prolongada à tela acaba por desorganizar o processo de comunicação e pode gerar um comportamento inapropriado socialmente, como as birras”, complementa. 

  Os especialistas ressaltam que a exposição das crianças às telas é um problema anterior à pandemia e que a mobilização voltada para a realização de atividades alternativas deve ser constante. Segundo o professor da Faculdade de Educação da UFMG, Rogério Correia, um dos passos para reduzir o uso de computadores e celulares pelas crianças é a criação de rotinas funcionais, como horários regulares para dormir e realizar as atividades ao longo do dia. O especialista recomenda que os pais estimulem o envolvimento dos filhos com as atividades da casa. “É importante para a criança participar das atividades diárias, como cuidar do quarto, organizar os brinquedos, ajudar a arrumar a casa ou a preparar os alimentos, fazer as refeições juntos. Além do tempo para as brincadeiras e para realizar as atividades da escola”, diz. Segundo Correia, até mesmo o tempo diante das telas pode ser utilizado de maneira mais produtiva. “Não dá para afirmar que o tempo de assistir a um desenho animado ou programa televisivo tenha o mesmo valor de uma chamada com parentes que estão confinados em outros espaços, por exemplo. Vale a pena saber escolher aquilo que seja mais interessante”, afirma.


Fonte:https://www.cnnbrasil.com.br/saude/aumento-da-exposicao-as-telasdurante-a-pandemia-pode-prejudicar-a-visao/

Assinale a alternativa na qual as duas palavras sejam proparoxítonas: 
Alternativas
Q1936639 Português

A arte silenciosa e o café


Ia escrever sobre café. Já escrevi algumas vezes sobre esse prazer que hoje me é proibido, por conta de uma esofagite. Queria refletir sobre o motivo de o nome das casas de café, muitas vezes, associarse à arte: Café Sabor & Arte, Café e Arte, Arte do Café, Café, Letras & Arte, etc. Uma amiga me disse que é porque a cafeína conduz a um estado sublime, tal qual a arte. Às vezes, o café pode estar amargo; e a arte também, muitas vezes, tem de ser amarga. Frequentar cafés, os estabelecimentos, não é um hábito tão comum no Brasil quanto na Europa ou nos EUA, onde tem dois cafés a cada quadra. Justo nós que somos seu maior e talvez melhor produtor.


Nos últimos anos, essa moda parece ter crescido. Nas grandes cidades, como aqui em Natal, já há lugares onde se pode sentar sem pressa, pedir um expresso, ler um livro. E há uma profusão de tipos para escolher: tem café orgânico, descafeinado, macchiato … tem até café para quem não quer sentir o gosto do café. Talvez, o café seja artístico porque saber tirar o café seja uma arte; que aliás dá nome a uma profissão que tem curso e sindicato na Itália, é a do barista (o operador de máquinas de café). A gente só descobre a diferença quando toma café tirado por barista, com pó de qualidade, máquina limpa e, sim, arte no tirar.


Sobre tudo isso eu queria escrever e reabilitar a minha paixão pelo café. Mas ontem à noite revi o filme O Rosto, de Bergman, e fui dormir (ou não domir) pensando na condição do artista enquanto escravo da tentativa de agradar. E nessa fase de pandemia em que proliferam lives e mais lives, às vezes, surdas plataformas de exibicionismo, o quanto talvez não caiamos na ilusão de que “somos atraentes quando somos mascarados”, nas palavras do cineasta sueco. O filme também discute fé e ceticismo, misticismo versus ciência, só para agregar mais atualidade a outro tema da película.


A morte, um de seus temas, também está lá, além da procura de Deus, um Deus silencioso que deixou os homens à própria sorte – lembremos que o cineasta era filho de um pastor austero. A solidão da certeza da morte, em muitos de seus filmes, é aliviada apenas pelo amor. Além de O Rosto, vemos isso em Ana e os lobos, Persona, O silêncio, Gritos e Sussurros, Cenas de um casamento e na mais psicanalítica de suas películas, plena de imagens surreais, Morangos Silvestres.


Tinha terminado esta coluna quando soube de uma homenagem ao cineasta italiano Michelangelo Antonioni na Itália. Reabro esse texto, apanho uma xícara de café (não posso, mas para isso existe omeprazol). Me lembro de que os dois morreram no mesmo dia, 30 de julho de 2007. Como esquecer a força que me causou Blow up, fita que vi sozinho, num quarto escuro, e que até hoje tento entender? Nela, com sutileza, sempre sutileza, e objetividade, esgarça o mais tênue limite entre aparência e realidade. Antonioni das mulheres sábias, do diálogo surdo entre Mastroianni e Monica Vitti em A Noite, dos espaços entre as falas para se adivinhar o que pensam as personagens. Antonioni da noite vazia, escura como café.


O que mais assemelha os dois cineastas talvez seja o silêncio, hoje tão raro nesse nosso descartável cinema barulhento. A força do silêncio, na amarga arte dos dois. Se Antonioni foi uma xícara vazia, Bergman foi o café do cinema ocidental.


André Carrico. Disponível em: https://apartamento702.com.br/cronica-arte-silenciosae-o-cafe/

 

Assinale a alternativa que apresenta correta justificativa para o acento gráfico presente no vocábulo “cafeína”, retirado do 1º parágrafo do texto lido:
Alternativas
Ano: 2022 Banca: IBFC Órgão: EBSERH Prova: IBFC - 2022 - EBSERH - Técnico em Contabilidade |
Q1936537 Português

Texto I

O conto do vigário (Joseli Dias) 

  Um conto de réis. Foi esta quantia, enorme para a época, que o velho pároco de Cantanzal perdeu para Pedro Lulu, boa vida cuja única ocupação, além de levar à perdição as mocinhas do lugar, era tocar viola para garantir, de uma casa em outra, o almoço de todos os dias. Nenhum vendeiro, por maior esforço de memória que fizesse, lembraria o dia em que Pedro Lulu tirou do bolso uma nota qualquer para comprar alguma coisa. Sempre vinha com uma conversa maneira, uma lábia enroladora e no final terminava por comprar o que queria, deixando fiado e desaparecendo por vários meses, até achar que o dono do boteco tinha esquecido a dívida, para fazer uma nova por cima. 

  A vida de Pedro Lulu era relativamente boa. Tocava nas festas, ganhava roupas usadas dos amigos e juras de amor de moças solteironas de Cantanzal. A vida mansa, no entanto, terminou quando o Padre Bastião chegou por ali. Homem sisudo, pregava o trabalho como meio único para progredir na vida. Ele mesmo dava exemplo, pegando no batente de manhã cedo, preparando massa de cimento e assentando tijolos da igreja em construção. Quando deu com Pedro Lulu, que só queria sombra e água fresca, iniciou uma verdadeira campanha contra ele. Nos sermões, pregava o trabalho árduo. Pedro Lulu era o exemplo mais formidável que dava aos fiéis. “Não tem família, não tem dinheiro, veste o que lhe dão, vive a cantar e a mendigar comida na mesa alheia”, pregava o padre, diante do rebanho.

  Aos poucos Pedro Lulu foi perdendo amizades valiosas, os almoços oferecidos foram escasseando e até mesmo nas rodas de cantoria era olhado de lado por alguns.

  “Isso tem que acabar”, disse consigo.

  Naquele dia foi até a igreja e prostou-se diante do confessionário. Fingindo ser outra pessoa, pediu ao padre o mais absoluto segredo do que iria contar, porque havia prometido a um amigo que não faria o mesmo diante das maiores dificuldades, mas que vê-lo em tamanha necessidade, tinha resolvido confessar-se passando o segredo adiante.

  O Padre, cujo único defeito era interessar-se pela vida alheia, ficou todo ouvidos. E foi assim que a misteriosa figura contou que Pedro Lulu era, na verdade, riquíssimo, mas que por uma aposta que fez, não podia usufruir de seus bens na capital, que somavam milhares de contos de réis. [...]

O Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa alterou a acentuação de algumas palavras. No entanto, “réis” (1º§) conserva o acento que recebia em função de seu ditongo aberto. Dentre as palavras abaixo, assinale a que apresenta, INDEVIDAMENTE, o acento gráfico. 
Alternativas
Q1936161 Português
Bombeiro que atuou na busca de mulher dada
como morta, mas que apareceu viva horas
depois revela: 'nunca vi algo semelhante'. 

    "Em 20 anos de profissão, nunca vi algo semelhante", afirma o 3° sargento de Polícia Militar Soniel, de 49 anos, que atuou nas buscas pela esteticista Priscilla Pereira da Silva, de 46, que ficou desaparecida por quase 9h na última terça-feira (17) no mar em Peruíbe, no litoral de São Paulo. Ela chegou a ser dada como morta por familiares e amigos. Em entrevista exclusiva, o sargento do Corpo de Bombeiros confessou que nunca havia vivenciado situação semelhante à que foi protagonizada pela esteticista.
    Soniel conta que o grupo de salvamento, formado por seis oficiais, começou o trabalho de buscas por volta das 8h, na Praia do Guaraú. A mulher, no entanto, foi encontrada longe do mar, mais precisamente na beira da estrada, por volta das 16h. Foi uma colega confeiteira quem a resgatou. Segundo o sargento, durante os trabalhos de buscas, a sobrevivente chegou a ser avistada na "Toca do Índio", praia que, segundo ele, fica a aproximadamente três quilômetros da Praia do Guaraú [por mar]. O profissional também contou que socorristas chegaram a utilizar motos aquáticas para procurar a vítima, mas não adiantou.
    Soniel explica que os bombeiros costumam navegar quase 300 metros ao redor da área do desaparecimento. A distância, segundo ele, normalmente é suficiente para localizar vítimas. No caso de Priscilla, porém a estratégia não funcionou. "Uma coisa bem fora do normal", lembra. A sobrevivente relatou que, depois de ter sido arrastada pelo mar para a segunda região de pedras, ela conseguiu subir nas rochas e seguiu por uma trilha.
    O sargento explicou que a trilha, apesar de poder ser utilizada, é pouco movimentada e "difícil de andar". Além disso, demonstrou surpresa pelo fato de a esteticista não saber nadar e ter conseguido se manter na água por horas numa região de mar agitado.

Fonte: https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2022/05/20/bombeiroque-atuou-na-busca-de-mulher-dada-como-morta-mas-que-apareceu-vivahoras-depois-revela-nunca-vi-algo-semelhante.ghtml (adaptado) Acesso em 20 de maio de 2022.
Assinale a alternativa cuja palavra seja proparoxítona: 
Alternativas
Q1935752 Português


Texto para o item.


Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item. 


O acento agudo em “arco-íris” (linha 6) justifica-se por se tratar de paroxítona terminada em –is.

Alternativas
Q1935075 Português
 
ELZA SOARES: a mulher que cantou até o fim. 


        Desde o começo, a música foi uma questão de sobrevivência para Elza Soares. Ela procurou o programa de calouros de Ary Barroso, em 1953, para ganhar dinheiro para cuidar de Carlinhos, seu terceiro filho, que estava doente. Ela já tinha perdido outros dois para a fome. Logo na primeira interação, público e apresentador constrangeram aquela menina negra, magra e pequena. Ela estava no palco com uma roupa emprestada da mãe. Um vestido muito maior do que ela. Quando Barroso perguntou “de que planeta você veio, menina?”, Elza foi certeira, potente e não abaixou a cabeça. Ela respondeu: “Do mesmo planeta que o senhor, Seu Ary. Do planeta fome”.  Essas características se mantiveram firmes em sua personalidade até os 91 anos.

       Elza saiu do palco com todos aplaudindo de pé tamanha a expressividade e potência da apresentação. “Nasce uma estrela”, bradou o apresentador. Era o começo de uma carreira de altos e baixos, pautada pelo suingue, ousadia, revolução, ativismo e, o mais importante, pela meta de cantar até o fim. Elza Gomes da Conceição nasceu na favela carioca Moça Bonita, hoje conhecida como Vila Vintém, em 1930. Filha de uma lavadeira e de um operário, ela foi obrigada a se casar aos 12 anos, virou mãe aos 13 e já era viúva aos 21. O jeito rasgado de cantar é justificado pelas latas d’águas que carregou na infância no trabalho como lavadeira e, depois, em uma fábrica de sabão.

         Depois do programa “Calouros em desfile”, Elza começou a procurar lugares para cantar. Em 1959, lançou o primeiro single “Se Acaso Você Chegasse”. O samba de Lupicínio Rodrigues anunciava o gênero predominante na primeira década de carreira: o sambalanço.

      Mesmo fazendo sucesso na rádio, Elza Soares foi condenada pela imprensa e pela sociedade ao se relacionar com Mané Garrincha quando ele ainda era casado, em 1962. O jogador largou a esposa e assumiu Elza após a Copa do Mundo. Mas o relacionamento foi marcado pela violência doméstica e pelo alcoolismo de Garrincha. Ele morreu de cirrose hepática um ano após a cantora pedir o divórcio, em 1983. Por um acaso do destino, Elza morreu no mesmo dia do jogador, só que 39 anos depois. “Eu sonho muito com o Mané. O maior amor da minha vida foi ele”
disse em entrevista ao programa “Conversa com Bial” em 2018.

        Além dos dois filhos que morreram ainda recém-nascidos, Elza ainda sofreu pela morte de outros dois: Garrinchinha e Gilson. Garrinchinha sofreu um acidente de carro, em 1986, aos nove anos. Gilson morreu aos 59 anos, em 2015, por complicações de uma infecção urinária. Cada porrada que eu levo é como se fosse um beijo. Já me disseram ‘e esse sofrimento seu?’. Eu digo que não foi sofrimento, foi uma escola da vida, eu aprendi muito. É só caindo que você vai se levantar”, afirmou em entrevista ao Roda Vida em 2002. Elza deixa 4 filhos, 8 netos e 6 bisnetos. (...)

        Elza começou os anos 2000 consagrada como a “melhor cantora do milênio”, em homenagem feita pela rádio britânica BBC. Na sequência, gravou o álbum “Do Cóccix até o Pescoço”, com produção de Alê Siqueira, sob a direção artística de José Miguel Wisnik, em 2002. A música “A Carne”, de Marcelo Yuka, Seu Jorge e Wilson Cappallette, se tornou símbolo contra o racismo. O disco foi indicado ao Grammy Latino em 2003, como melhor álbum de MPB, e abriu um novo caminho na carreira de Elza. A cantora diversificou ainda mais a produção musical ao se conectar com a eletrônica e o rap, que ressaltaram o balanço e a voz rasgada. “Sempre quis fazer coisa diferente, não suporto rótulo, não sou refrigerante” afirmou, em 2020, lembrando das gravações da década de 2000. “Tem que acompanhar o tempo. Eu acompanho o tempo, eu não estou quadrada, não tem essa de ficar paradinha aqui não. O negócio é caminhar. Eu caminho sempre junto com o tempo.” 


Fonte: https://especiais.g1.globo.com/pop-arte/musica/2022/elza-soares-amulher-que-cantou-ate-o-fim Acesso em 23 de maio de 2022. 
Assinale a alternativa cuja palavra NÃO seja proparoxítona:
Alternativas
Q1934616 Português
Segundo as regras de acentuação gráfica do português, toda proparoxítona deve ser acentuada. Assinale a alternativa que apresenta duas palavras do texto cujo acento gráfico é justificado por essa regra.
Alternativas
Q1932717 Português
Considerando-se a sílaba tônica, numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:

(1) Oxítona.
(2) Paroxítona.
(3) Proparoxítona.
(  ) Espaço.
(  ) Está.
(  ) Júpiter. 
Alternativas
Q1932597 Português

Texto para o item.






Internet:<http://www.drauziovarella.uol.com.br/>  (com adaptações).

Com relação a aspectos linguísticos do texto, julgue o item.


Os vocábulos “saúde” (linha 5) e “País” (linha 2) são acentuados graficamente de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica. 

Alternativas
Q1932338 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

Por que é tão difícil admitir que estamos errados? A psiquiatria explica



(POLLO, Luiza. Por que é tão difícil admitir que estamos errados? A psiquiatria explica. TAB Uol, 13 jun. 2020. Com adaptações. Disponível em: <
https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2020/06/13/como-neurociencia-e-psiquiatria-explicam-nossa-dificuldade-em-admitir-erros.htm>)

Por ocasião da vigência do Novo Acordo Ortográfico, algumas palavras perderam o acento agudo, a exemplo de ―ideia‖ (linha 03). Dentre as palavras a seguir, a única em que esta alteração NÃO ocorreu e, portanto, está grafada INCORRETAMENTE é: 
Alternativas
Q1932030 Português
Assinale a alternativa que apresenta ambos os vocábulos acentuados pela mesma regra.
Alternativas
Q1931223 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


TERRA: O PLANETA DA VIDA

(1º§) Até o momento, não se conhece nenhum outro lugar do Universo, além da Terra, que reúna condições para a existência de vida. As atividades humanas no nosso planeta, porém, têm reduzido cada vez mais essas condições.

(2º§) O crescimento constante da população e o consequente aumento do consumo vêm causando a destruição progressiva dos recursos disponíveis e modificando rapidamente o ambiente. Incrível! Muita reflexão! Conscientização sempre!

(3º§) A maioria dos seres vivos só se utiliza daquilo que realmente precisa para subsistir. O homem não, pois com seus instrumentos e máquinas é capaz de multiplicar infinitamente o trabalho que seria feito por um só indivíduo.

(4º§) Assim, ele se apropria intensiva e rapidamente dos recursos e rompe o equilíbrio frágil e extremamente complexo da natureza. Desse modo, prejudica os demais seres vivos, ocasionando, muitas vezes, sua total destruição.

(5º§) O número de habitantes do planeta, porém, cresce sem parar, e muitas áreas produtivas da Terra já foram, e continuam sendo, ocupadas sem planejamento e exploradas de modo inadequado. Se continuarmos a agir assim, esgotando os recursos da natureza, em pouco tempo só restarão na Terra ambientes impróprios para vida e sem possibilidade de recuperação.

(6º§) Mas uma espécie como a nossa, capaz de realizações magníficas no campo das artes, das ciências e da filosofia, deverá saber organizar-se e encontrar soluções adequadas para garantir sua permanência na Terra.

(7º§) Pense na riqueza do "Nosso Planeta". Lute pela sua salvação enquanto há tempo!


(MATTOS. Neide Simões de. et al. Nós e o ambiente. Editora Scipione, 1990.In: Atividade e Criatividade - A redação passada a limpo. José de Nicola.Vol.4)
Marque a alternativa com informação CORRETA.
Alternativas
Q1930590 Português
Texto 2 para a questão.

Por
Redação
Data de Publicação
27/04/2020
Editorial
Notícias

Como sou um otimista incorrigível —embora os fatos, muitas vezes, me desmintam—, creio que, após a pandemia, nossa sociedade em particular e o mundo em geral irão emergir mais conscientes da nossa fragilidade. E isso nos encaminhará para um tipo de sociedade mais solidária, respeitosa e cidadã.
O ser humano, quando em contato com o perigo, volta-se para seu interior e, ensimesmado, passa a refletir o quanto o outro lhe é importante e tem valor; e, nesse sentido, o quanto a alteridade precisa ser preservada. Passado o perigo, refazemos nossos laços e buscamos nos aproximar daqueles que se distanciaram, seja por questões físicas, seja por questões, digamos, ideológicas.

Paulo Martins
Professor livre-docente de letras clássicas e vice-diretor da FFLCH-USP
(Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas - Universidade de São Paulo); autor de 'Imagem e Poder' (Edusp), entre outros

Disponível em: https://www.fflch.usp.br/2196. Acesso em 09 de maio de 2022.
No tocante à Acentuação, observe os itens abaixo, atentando sobretudo para os termos sublinhados:
I. "Como sou um otimista incorrigível..." – o acento se justifica uma vez que a tonicidade do termo recai na antepenúltima sílaba.
II. "E isso nos encaminhará para um tipo..." – o termo é acentuado, por se tratar de palavra oxítona terminada em ―a‖.
III. "...um tipo de sociedade mais solidária, respeitosa e cidadã.‖ – acentua-se o termo, por ser palavra paroxítona terminada em ditongo crescente.
IV. "...seja por questões, digamos, ideológicas." – a tonicidade do termo recai na antepenúltima sílaba, justificando, portanto, a existência do acento.

Está CORRETO o que se afirma, apenas, em
Alternativas
Q1930263 Português
A arte

A arte acompanha o ser humano desde sempre. Defini-la, contudo, é tarefa difícil. Sobre ela não existe um conceito universalmente pacífico. Os clássicos buscavam entendê-la. Aristóteles a conceitua como disposição permanente para produzir coisas de um modo racional. Platão, por sua vez, como capacidade de fazer algo por meio da inteligência, através de um aprendizado. A arte para ele tem na capacidade criadora do ser humano seu sentido geral.

O Renascimento proporcionou mudança na mentalidade conceitual da arte ao separá-la dos ofícios e das ciências. À época a poesia, por exemplo, passou a ser considerada arte ao invés de um tipo de filosofia ou mesmo profecia. A partir daí nota-se inclusive uma melhora na percepção e na situação social do artista, pois os nobres e os ricos europeus aguçaram seus interesses pela beleza. A arte consagra-se como um objeto de consumo estético da nobreza e das altas classes sociais.

O romantismo culminou no século 19 com a ideia de que a arte surge espontaneamente do indivíduo, pois a obra artística emerge do interior do artista e de sua própria linguagem natural. Valoriza-se a sensibilidade e a fantasia. Arthur Schopenhauer afirmou que a arte é uma via de escape do estado de infelicidade do próprio homem, já que a arte é a reconciliação entre a vontade e a consciência, entre o objeto e o sujeito, alcançando um estado de contemplação, de felicidade. Finalmente, a arte fala o idioma da intuição, não o da reflexão. É ela uma forma de liberar-se da vontade, de ir além do eu.

O esteticismo de finais do século 19 é uma reação ao materialismo advindo com a Revolução Industrial. Charles Baudelaire aponta vir a beleza da paixão e, como cada indivíduo tem sua própria paixão, também tem seu próprio conceito de beleza. Para ele o artista é o herói da modernidade, cuja qualidade principal é a melancolia, que é o anseio pela beleza ideal.

No Brasil, entre 11 e 18 de fevereiro de 1922, artistas propuseram uma nova visão de arte à luz de uma estética inovadora inspirada na vanguarda europeia, evento esse que, embora nascido em São Paulo, ficou nacionalmente conhecido como a Semana da Arte Moderna: uma manifestação artística cultural que reuniu apresentações de danças, esculturas, músicas, poesias e recitais. Uma ação que impactou e transformou a arte modernista brasileira. Tratou-se, não há dúvidas, de uma emancipação estética patrocinada por artistas, escritores, músicos e pintores.

Se para São Tomás de Aquino a arte é o reto ordenamento da razão, para Pablo Picasso, a arte é a mentira que nos ajuda a ver a verdade. Ambos estarão certos. Quiçá, por isso, se aceita o conceito de arte englobar todas as criações realizadas pelo ser humano para expressar sua visão mais sensível acerca do mundo, seja real ou imaginário. Através da arte o ser humano expressa ideias, emoções, percepções e sensações. Em consequência, a arte liberta e emancipa.

A arte engloba arquitetura, cinema, dança, desenho, escultura, fotografia, literatura, música, pintura, poesia. Hoje em dia, em pleno século 21, até mesmo a televisão, a moda, a publicidade e os videojogos são por muitos considerados como manifestações artísticas. Segundo René Huyghe, a arte e o homem são indissociáveis. Não há arte sem homem, muito menos homem sem arte. O ser isolado ou a civilização que não chega à arte estão ameaçados por uma secreta asfixia espiritual, por uma turbação moral. Para a Unesco, a arte é chave para formar gerações capazes de reinventar o mundo herdado. Ela reforça a vitalidade das identidades culturais e promove a relação com outras comunidades.

A arte é a capacidade humana de criação. É a expressão ou aplicação de habilidades criativas e a imaginação para criar obras que são apreciadas principalmente por sua beleza, intelecto ou poder emocional. Seus resultados são obtidos por distintos meios. A arte de cozinhar, de pintar quadros, de grafitar, as artes plásticas, a arte de compor (poemas e partituras musicais), a gravura, a impressão de livros e, até mesmo, atrelados a um conceito mais severo, meios hoje em dia causadores de grande repulsa social, como a caça e a guerra, podem ser considerados como arte. O ser humano e a arte estão rigorosamente conectados. A arte liberta. E, atualmente, a arte de viver cada vez mais se faz indispensável para a emancipação humana.

Renato Zerbini Ribeiro Leão. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/opini ao/2020/01/26/internas_opiniao,823467/artigo-aarte.shtml (Adaptado)
As palavras abaixo são acentuadas em consonância a uma mesma regra de acentuação gráfica, com EXCEÇÃO do vocábulo:
Alternativas
Respostas
1921: C
1922: B
1923: B
1924: D
1925: A
1926: D
1927: C
1928: C
1929: E
1930: A
1931: C
1932: E
1933: D
1934: C
1935: C
1936: B
1937: D
1938: D
1939: E
1940: D