Questões de Concurso Comentadas sobre acentuação gráfica: proparoxítonas, paroxítonas, oxítonas e hiatos em português

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Q2473245 Português
       Se eu morrer antes de você, faça-me um favor. Chore o quanto quiser, mas não brigue com Deus por Ele haver me levado. Se não quiser chorar, não chore. Se não conseguir chorar, não se preocupe. Se tiver vontade de rir, ria. Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito, ouça e acrescente sua versão.
Se me elogiarem demais, corrija o exagero. Se me criticarem demais, defenda-me. Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostre que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de ser o santo que me pintam. Se me quiserem fazer um demônio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demônio, mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo. Se falarem mais de mim do que de Jesus Cristo, chame a atenção deles. Se sentir saudade e quiser falar comigo, fale com Jesus e eu ouvirei. Espero estar com Ele o suficiente para continuar sendo útil a você, lá onde estiver. E se tiver vontade de escrever alguma coisa sobre mim, diga apenas uma frase: “Foi meu amigo, acreditou em mim e me quis mais perto de Deus!”.
       Aí, então, derrame uma lágrima. Eu não estarei presente para enxugá-la, mas não faz mal. Outros amigos farão isso no meu lugar. E, vendo-me bem substituído, irei cuidar de minha nova tarefa no céu. Mas, de vez em quando, dê uma espiadinha na direção de Deus. Você não me verá, mas eu ficarei muito feliz vendo você olhar para Ele. E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai, aí, sem nenhum véu a separar a gente, vamos viver, em Deus, a amizade que aqui nos preparou para Ele. Você acredita nessas coisas? Sim? Então ore para que nós dois vivamos como quem sabe que vai morrer um dia, e que morramos como quem soube viver direito.
       Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu começo. Eu não vou estranhar o céu... Sabe por que? Porque ser seu amigo já é um pedaço dele!
(Recanto das Letras. Vinicius de Moraes.)
“Se eu morrer antes de você, faça-me um favor.” (1º§) A mesma regra de acentuação que equivale para “você” vale também para:
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Q2472196 Português
Leia o Texto 1 para responder à questão.

Texto 1

Assistir mais de uma vez a um conteúdo de que gostamos pode ser um grande alívio em situações de estresse e ansiedade, dizem os especialistas. Só que buscar sempre o mesmo local de conforto para superar momentos difíceis pode ser um sinal de alerta. "Esse comportamento traz conforto por conta de vários aspectos psicológicos e emocionais, pois ativa uma área do cérebro responsável pela sensação de bem-estar e segurança", explica a neuropsicóloga Tammy Marchiori, formada em neurociência por Harvard.
Essa região cerebral tem nome: circuito límbico. "Ele é predisposto a responder de forma positiva aos estímulos que já nos fizeram bem, por isso sentimos essa sensação de bem-estar", explica o neurologista Samir Magalhães, médico neurofisiologista clínico do Hospital Universitário Walter Cantídio, no Ceará.

Disponível em:
<https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2024/02/28/seus-filmespreferidos-podem-ajudar-a-melhorar-sua-ansiedade-entenda.htm>. Acesso
em: 29 fev. 2024. [Adaptado].

A acentuação gráfica da palavra ‘conteúdo’ indica a presença de


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Q2471463 Português
Texto 1 - SOBRE AMAR E OUVIR
Rubem Alves

        Amamos não a pessoa que fala bonito, mas a pessoa que escuta bonito... A arte de amar e a arte de ouvir estão intimamente ligadas. Não é possível amar uma pessoa que não sabe ouvir. Os falantes que julgam que por sua fala bonita serão amados são uns tolos. Estão condenados à solidão.
        Quem só fala e não sabe ouvir é um chato... O ato de falar é um ato masculino. Fala é falus: algo que sai, se alonga e procura um orifício onde entrar, o ouvido... Já o ato de ouvir é feminino: o ouvido é um vazio que se permite ser penetrado.
        Não me entenda mal. Não disse que fala é coisa de homem e ouvir é coisa de mulher. Todos nós somos masculinos e femininos ao mesmo tempo. Xerazade, quando contava as estórias das 1001 noites para o sultão, estava carinhosamente penetrando os vazios femininos do machão. E foi dessa escuta feminina do sultão que surgiu o amor. Não há amor que resista ao falatório.

Disponível em https://www.pensador.com/cronicas_curtas/ acesso em 17 de mar. De 2024.
Todas as palavras, quanto à sílaba tônica, são oxítonas em: 
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Q2470493 Português
RUTH GUIMARÃES: CENTENÁRIO DE UMA PIONEIRA

Joaquim Maria Botelho

        “Mulher, negra, pobre e caipira – eis as minhas credenciais”, disse Ruth Guimarães num discurso na Bienal Nestlé de Literatura, em 1983. Ruth tinha plena consciência de sua condição humana e de sua vocação para a literatura quando, jovenzinha de 26 anos, lançou Água funda (1946), romance que causou frisson na crítica literária da época e se tornou um marco da literatura regionalista.
        Ao lado de Antonio Candido – que publicou crítica elogiosa no jornal Correio Paulistano –, Érico Veríssimo foi um dos primeiros a comentarem a obra muito favoravelmente, num texto que a própria Editora Livraria do Globo passou a usar nas propagandas do livro de Ruth: “Há muito que não leio prosa brasileira tão rica de contactos com a terra e com a vida, tão fresca, tão natural e tão gostosa”. O romancista gaúcho tinha sido gerente do departamento editorial da Livraria do Globo e várias vezes se encontrou com a escritora em suas visitas à sucursal de São Paulo, dirigida por Edgard Cavalheiro. Ficaram amigos, mas seguiram caminhos diferentes e ficaram muito tempo sem se ver.
        Ruth passou a infância na fazenda Campestre, que o pai administrava, local hoje pertencente ao município de Pedralva, no sul de Minas Gerais. Ali, conviveu com as famílias de peões e colonos, e recolheu muitas histórias. Com a avó, aprendeu as tradições dos índios e dos negros. Já em São Paulo, decidiu recontar essas histórias, segura de que tinha em mãos o tesouro da tradição oral do povo que amava. Jovem atrevida, reuniu os racontos de assombração, duendes e pequenos demônios como o saci, a mula sem cabeça e o lobisomem, e foi procurar Mário de Andrade.
        O mestre a recebeu, elogiou, corrigiu e orientou-a nas técnicas de pesquisa folclórica, entre 1942 e 1944. Mário de Andrade não viu o livro pronto porque morreu em 1945 e a obra saiu depois de Água funda, em 1950, com o título de Os filhos do medo. Ampla pesquisa folclórica sobre o diabo e todas as manifestações demoníacas no imaginário do homem do Vale do Paraíba, a publicação lhe valeu um verbete na Enciclópédie Française de la Pléiade, publicada pela editora Gallimard, fazendo de Ruth Guimarães a única escritora latinoamericana a receber essa distinção.
        O autor é jornalista, escritor e mestre em literatura e crítica literária pela PUC-SP.
 Adaptado do site:
https://revistacult.uol.com.br/home/cult-301-ruth-guimaraes/ , acesso em 22 de março de 2024.
Todas as palavras são acentuadas pela mesma regra de acentuação em: 
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Q2470425 Português
CLARICE LISPECTOR: A TEIA SUTIL DE UMA POÉTICA FEMINISTA

Rita Terezinha Schmidt
(03 de janeiro de 2024)


        Assim como Clarice sempre resistiu a qualquer tentativa de enquadramento e manifestava publicamente sua falta de interesse em produzir “literatura” – termo ao qual atribuía o peso de uma instituição, um fardo que nunca cogitou carregar porque se considerava uma amadora, e não uma “profissional” –, também nunca mencionou o termo “feminista”, seja na sua vida pública, seja na sua produção ficcional. Talvez porque na época circulava o clichê de que feministas eram mulheres mal-amadas e desejavam se igualar aos homens, noções distorcidas e disseminadas por segmentos conservadores que não admitiam a agenda da luta por direitos, foco das reivindicações dos movimentos de mulheres que começaram a ganhar vulto a partir da década de 1950.
        Nesse período e nas décadas seguintes, o impacto da obra O segundo sexo (1949), de Simone de Beauvoir, foi explosivo, particularmente pela afirmação de que a mulher “feminina”, nos termos do binarismo de gênero na cultura patriarcal, é caracterizada pela passividade e que é nessa condição que ela se torna um ser para o outro, uma alteridade institucionalizada.
        Com vivências em países europeus e nos Estados Unidos, Clarice certamente tomou conhecimento das passeatas de mulheres que ganhavam, na época, ampla cobertura nos jornais e em noticiários na televisão. Também foi leitora de escritoras inglesas como Emily Brontë, Katherine Mansfield e Virginia Woolf, que abordaram questões relativas à condição feminina, definida como “o problema que não tem nome” por Betty Friedan, em seu A mística feminina (1963). Woolf, além de inovadora na prosa de ficção, em Um teto todo seu (1929) foi pioneira na denúncia da opressão econômica, intelectual e criativa das mulheres: ao tentar fazer uma pesquisa sobre o tema mulher e ficção na biblioteca de Oxbridge (nome fictício para as duas mais tradicionais universidades da Inglaterra, Cambridge e Oxford), teve sua entrada barrada por não estar acompanhada de um homem nem levar uma carta de apresentação. Ao retornar devidamente acompanhada, levantou informações que referendaram o que observara de forma empírica, isto é, que a tradição literária era pautada, exclusivamente, na genealogia pais/filhos.
        Em tempos de questionamentos e de transformações sociais, não surpreende que na singularidade composicional de suas obras Clarice articulasse um feminismo latente de outra genealogia, a de mãe/filhas, presente nos alinhamentos entre narradora, autora implícita e personagens femininas, tramados em diferentes graus de cumplicidade. Trata-se de uma teia na qual a relação da narradora com suas personagens conflui em fios de discurso/fios de pensamento que deslizam de uma obra a outra, produzindo ressonâncias e superposições na construção de elos intersubjetivos. Se o fio, no mito de Ariadne, é símbolo de salvação de um enredamento mortal, na obra de Clarice seu arquétipo tece um imaginário que fecunda subjetividades/identificações declinadas pelo pertencimento feminino e que entrelaçam vida e ficção numa economia de afetos que não deixa de evocar o lema feminista de nossa época, “o pessoal é político”.
        Talvez nenhuma outra escritora brasileira, ao longo de sua obra, tenha sido capaz de captar e sustentar com perspicácia e constância a problemática de personagens femininas, circunscritas por injunções de uma estrutura patriarcal que contamina o espaço familiar. Suas trajetórias oscilam em movimentos de resistência, de submissão e de transgressão, num aprendizado doloroso de autoconsciência e de percepção do mundo à sua volta. Isso não significa dizer que Clarice reduzia a literatura ao compromisso verossímil de um realismo ingênuo, mas, sim, que seu viés feminista estava presente na construção das experiências vividas por suas personagens e produzia, de forma subjacente, uma crítica social pertinente a seu tempo e lugar.
        A pergunta “quem sou eu?”, implícita ou explícita, que percorre os fios de sua teia ganha expressão em Joana, Ana, Lucrécia, Laura, Virgínia, G. H., Ângela, personagens que figuram a condição da mulher brasileira de classe média dos anos 1940 a 1960 – condição essa que transcende limites geográficos e temporais. Em diferentes graus de sensibilidade quanto à realidade, todas essas personagens passam por sensações de vazio e de impotência, um desconforto com um cotidiano regulado por rituais domésticos e padrões preestabelecidos que dão um falso equilíbrio às suas existências e distorcem as percepções de si próprias e da vida. Por isso, em momentos de devaneios, vertigens ou revelações, todas são assaltadas por certo mal-estar, um desejo confuso, pela falta de algo que não sabem definir o que é, mas que sentem ser necessário descobrir. Esse momento é o das horas perigosas, quando algo reprimido emerge à superfície para romper a normalidade das aparências e desestabilizar, mesmo que momentaneamente, a estrutura engessada de suas vidas. [...]
        As obras de Clarice são declinadas no feminino sob um viés feminista, não somente pelo protagonismo de suas personagens mulheres e pelos laços de cumplicidade entre elas e a narradora, mas pelo agenciamento da escritora que intervém, de forma eloquente, no sistema de representação da cultura patriarcal. Não por acaso, o último fio de sua teia culmina no caudal de Água viva, pura imersão na energia originária de um feminino cósmico que vem “das trevas de um passado remoto”. Assim, tecida por muitos fios, a poética feminista de Clarice inscreve seu posicionamento social e político no contexto da cultura de seu tempo e projeta uma ética da diferença, inscrita no potencial criativo e subversivo das mulheres, que se reinventam para poder se imaginar outras, e umas com as outras, na literatura e na vida. 

Texto publicado originalmente na Cult 264, de dezembro de 2020.
A autora do texto é doutora em literatura, professora titular de literatura e convidada do Programa de PósGraduação em Letras da UFRGS. Adaptado de https://revistacult.uol.com.br/home/cult-301-claricelispector/ , acesso em 21 de mar de 2024.

As palavras são acentuadas por serem proparoxítonas em:
Alternativas
Q2470228 Português
Em relação à acentuação gráfica, analise as assertivas abaixo:
I. A palavra “sau-dá-vel” está separada corretamente e é considerada uma paroxítona.
II. A palavra “automático” é acentuada conforme a regra das paroxítonas.
III. A acentuação conforme a regra dos hiatos pode ser aplicada em palavras como “a-cen-tú-ar”.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q2469813 Português
Assinale a alternativa que apresenta uma palavra acentuada corretamente.
Alternativas
Q2468936 Português
Leia o texto a seguir:


Nasa adia missões para enviar astronautas à Lua


Viagem à órbita do satélite passa para 2025 e tentativa de
pouso, para 2026




Com parceiros enfrentando desafios para o desenvolvimento de espaçonaves, a Nasa anunciou nesta terça-feira (9) a mudança das datas das próximas duas missões com astronautas à Lua.


Ambas foram adiadas quase um ano para dar mais tempo às equipes da Artemis para trabalharem, segundo o administrador da agência espacial americana, Bill Nelson.


A nova programação "reconhece os desafios reais de desenvolvimento que foram enfrentados por nossos parceiros da indústria", acrescentou Amit Kshatriya, chefe da estratégia de exploração da Lua e de Marte.


A Artemis 2, antes planejada para o final deste ano, ficou para setembro de 2025. A missão prevê um voo na cápsula Orion, construída pela Lockheed, ao redor do satélite.


A missão deve ser comandada por Reid Wiseman, engenheiro de sistemas e piloto de provas, e ter como piloto Victor Glover, engenheiro de sistemas. Os outros dois tripulantes são a engenheira elétrica Christina Koch e o mestrando em física Jeremy Hansen, o único canadense.


Essa deve ser a primeira vez que quatro pessoas voam para o satélite. Nas missões do programa Apollo, eram três.


Artemis 3, por sua vez, passou de final de 2025 para setembro de 2026. Nesta, o objetivo é fazer uma alunissagem no polo sul.


De acordo com a Nasa, após o pouso, a primeira missão da tripulação será checar se todos os sistemas estão adequados para a permanência no solo lunar. Caso esteja tudo funcionando, o grupo terá algumas horas para comer e descansar antes de iniciar uma série de experimentos.


Durante as caminhadas no satélite, estão previstas captação de fotos e vídeos, pesquisa geológica e coleta de amostras.



Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2024/01/nasa-adia-missoes-comastronautas-a-lua.shtml. Acesso em: 21 mar. 2024.



Em “A missão prevê um voo na cápsula Orion, construída pela Lockheed, ao redor do satélite” (4.º parágrafo), as duas palavras grifadas foram acentuadas porque são:
Alternativas
Q2467904 Português
De acordo com os estudos de Cegalla, analise as assertivas que seguem sobre ortografia:
I. Em português utilizam-se, na expressão escrita, letras, sinais discríticos e sinais de pontuação. O sistema ortográfico que está vigente é o de 1989, elaborado em virtude de necessidades apresentadas pela comunicação dentro do espaço geográfico brasileiro.
II. O novo Acordo Ortográfico teve como principal objetivo a unificação ortográfica da Língua Portuguesa falada na comunidade lusófona.
III. Para os brasileiros, as alterações ortográficas introduzidas na língua pelo novo sistema são superficiais, visto que se restringem ao uso dos sinais diacríticos (acentos gráficos, trema, hífen, apóstrofo).

Quais estão corretas?
Alternativas
Q2467542 Português

Julgue o item subsequente.


Se caracterizam como paroxítonas palavras que possuem a sílaba tônica estabelecida na penúltima sílaba. Ex: "céu" e "cidade".

Alternativas
Q2467534 Português

Julgue o item subsequente.


Se caracterizam como oxítonas palavras que possuem a sílaba tônica estabelecida na última sílaba. Ex: "avô" e "café".

Alternativas
Q2467299 Português
Assinale a opção em que as duas palavras nela apresentadas recebem acento gráfico corretamente. 
Alternativas
Q2467146 Português
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO A SEGUIR.

Devir Espantalho
Produzindo um espantalho

            Fazer o outro dizer o que ele não disse, criar um personagem em cima de uma pessoa real e agir como se esse ente imaginário estivesse presente – é disso que se trata na falácia do espantalho, uma das mais famosas na arte de vencer debates sem precisar ter razão.
           Baseada na criação de um duplo, é esse personagem ficcional que deve ser atacado no lugar da pessoa real. É essa pessoa, cujo corpo e cuja presença são como que jogados fora, que é transformada em um boneco num jogo de argumentos. O ônus por ter sido transformada em espantalho é totalmente dela. O arguidor torna-se um embusteiro no momento em que refuta a posição do duplo, ou seja, atacando uma posição que não é defendida pela pessoa real. A falácia não é simplesmente o argumento, mas toda a situação do argumento, como vemos acontecer hoje com as fake News, verdadeira era da desinformação planificada.
         O truque da falácia do “homem de palha” está em se bater num suposto argumento fraco, deixando de lado a complexidade do argumento realmente dito que, em geral, não seria fácil de refutar.
           Assim como se coloca palha dentro de uma roupa para simular a presença de um ser humano, a falácia do espantalho surge quando palavras são colocadas na boca de alguém. Esse alguém continua ali, mas uma presença espectral vem à tona. O devir espantalho deixa a distância processos de subjetivação, esvaziando pensamento, sensibilidade e capacidade de agir. Num mundo sem ética, em que a subjetividade não é respeitada nem em seus dizeres, a espantalhificação é o destino.

Revista Cult, ano 26, ed. 297, set. 2023, p.41. Adaptado.
Leia o trecho a seguir.

“O ônus por ter sido transformada em espantalho é totalmente dela.”

As palavras que foram corretamente acentuadas pelo mesmo motivo que a palavra “ônus” são: 
Alternativas
Q2466235 Português

Leia o panfleto.


Q13.png (433×432)


Disponível em: <https://www.saovalentimdosul.rs.gov.br/

noticias/alerta-sobre-a-dengue>. Acesso em: 22 de março

de 2024.



De acordo com a posição da sílaba tônica, as palavras: “alerta”, “criadouros”, “médica” e necessária”, presentes no panfleto, podem ser classificadas respectivamente como: 


Alternativas
Q2466233 Português

Leia o texto para responder à questão.


Inmet emite alerta de chuvas intensas para todas as cidades da Paraíba

Previsão de chuvas de 100 milímetros por dia e ventos intensos, entre 60 km/h e 100 km/h, e válida até as 10h deste domingo (31).


Por g1 PB

30/03/2024 11h23 Atualizada há 7 horas


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, neste sábado (30), um alerta laranja de chuvas intensas para todas as 223 cidades da Paraíba. O aviso vai até as 10h deste domingo (31).


Para o alerta laranja, a previsão é de chuvas entre 30 e 60 milímetros por hora ou 100 milímetros por dia e ventos intensos, entre 60 km/h e 100 km/h, com risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas.


Em caso de rajadas de vento, o Inmet recomenda que não se abrigue debaixo de árvores e se possível, desligue aparelhos elétricos e quadro geral de energia.


Disponível em: <https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2024/03/30/

inmet-emite-alerta-de-chuvas-intensas-para-todas-as-cidades-daparaiba.ghtml>. Acesso em: 06 de Abril de 2024.

Na frase extraída do texto: “Inmete emite alerta de chuvas intensas para todas as cidades da Paraíba”, a entonação das sílabas muda de acordo com a sua intensidade na pronuncia.
Marque a alternativa em que todas as sílabas destacadas são tônicas.
Alternativas
Q2464018 Português

Texto 04 para a questão.


Apesar de todos os medos, escolho a ousadia. Apesar dos ferros, construo a dura liberdade.

Prefiro a loucura à realidade e um par de asas tortas aos limites da comprovação e da segurança.

Eu, (..........), sou assim.

Pelo menos assim quero fazer: a que explode o ponto e arqueia a linha e traça o contorno que ela mesma há de romper.

A máscara do Arlequim não serve apenas para o proteger quando espreita a vida, mas concede-lhe o espaço de a reinventar.

Desculpem, mas preciso lhes dizer: EU quero o delírio.

(Lya Luft)

Observe os itens abaixo:

I. “...que ela mesma de romper...”
II. “A MÁSCARA do Arlequim não serve apenas...”
III. “EU quero o DELÍRIO.”

Sobre os termos destacados em maiúscula e negrito, em relação aos acentos nele existentes, está CORRETO o que se afirma em
Alternativas
Q2462999 Português

Texto 06 para a questão.


O amor nos tira o sono, nos tira do sério, tira o tapete debaixo dos nossos pés, faz com que nos defrontemos com medos e fraquezas aparentemente superados, mas também com insuspeita audácia e generosidade. E como habitualmente tem um fim - que é dor - complica a vida. Por outro lado, é um maravilhoso ladrão da nossa arrogância.

Quem nos quiser amar agora terá de vir com calma, terá de vir com jeito. Somos um território mais difícil de invadir, porque levantamos muros, inseguros de nossas forças, disfarçamos a fragilidade com altas torres e ares imponentes.

A maturidade me permite olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranquilidade, querer com mais doçura.

Às vezes, é preciso recolher-se.


Lya Luft Disponível em: https://www.pensador.com/lya_luft_textos/ Acesso em 05 de março de 2024. 

Em qual alternativa abaixo, a tonicidade do termo destacado em MAIÚSCULA recai na penúltima sílaba?
Alternativas
Q2462984 Português
Texto 01 para a questão.

Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz. E, quando você errar o caminho, recomece. Pois assim você descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita. Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Usar as perdas para refinar a paciência. Usar as falhas para lapidar o prazer. Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.

Augusto Cury Disponível em https://www.pensador.com/melhores_frases_de_reflexao_sobre_a_vida/ Acesso em : 03 de março de 2024.
Sobre Acentuação, assinale a alternativa que apresenta uma justificativa INCORRETA para o uso do acento do termo destacado em maiúscula.
Alternativas
Q2462357 Português
O retratista fiel

        Folhear álbuns de fotografias antigas, sejam elas em papel ou digitais vem me causando um certo estranhamento, uma sensação de que os ambientes, as pessoas, as fisionomias não eram assim como estão retratadas.
         Pela foto do aniversário de 15 anos o vestido que, à época, me fez sentir uma princesa, mais parecia aquele tule de cobrir bolo – difícil acreditar que eu tinha escolhido essa roupa, que em nada me valorizava. 
         Na varanda da casa onde morei com os filhos pequenos que, aos meus olhos, conseguia abrigar a família inteira, pela foto mal cabia quatro cadeiras... e elas não tinham nada a ver com os móveis charmosos de jardim que tinha comprado.
        Meu bolo de aniversário com cobertura de chocolate, que brilhava à luz das velas acesas no parabéns, pareceu seco, simples demais para a importância que aquela comemoração teve para mim.
       Minha maneira de lidar com isso, inicialmente, foi pensar que as fotos não foram bem captadas: a iluminação não devia estar boa, elas ficaram distorcidas porque foram tiradas a pouca ou muita distância, ou mesmo que o dia estava nublado por isso as cores ficaram mais mortas.
       Aos poucos fui percebendo que não eram as fotos que me traiam e sim minha memória, minha lente afetiva que guardou lembranças que vão muito além dos flagrantes retratados por uma máquina, seja ela qual for.
      Minha memória afetiva registrou aquilo que foi captado pelos sentidos, e pode ter sido o olhar de admiração que percebi em quem eu gostava e me fez feliz naquele vestido, o som das risadas gostosas na varanda que ficaram nos meus ouvidos e ampliaram o espaço, o gosto de chocolate do beijo depois do bolo que inundou minha boa e a fez brilhar.
        Como cantou Roberto Carlos...
         Antes de dormir você procura o meu retrato
        Mas da moldura não sou eu quem lhe sorri
        Mas você vê o meu sorriso mesmo assim
     Prefiro, desde então, confiar no que em mim ficou registrado, pois a memória é o mais generoso dos  retratistas.
(Ana Helena Reis. Pincel de Crônicas, 2019.)
O termo “época”, presente no segundo parágrafo do texto, foi acentuado pelo mesmo motivo que o vocábulo: 
Alternativas
Respostas
1001: B
1002: A
1003: C
1004: D
1005: C
1006: A
1007: A
1008: A
1009: D
1010: E
1011: C
1012: D
1013: C
1014: E
1015: B
1016: C
1017: C
1018: B
1019: E
1020: C