Questões de Concurso
Comentadas sobre acentuação gráfica: proparoxítonas, paroxítonas, oxítonas e hiatos em português
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Texto 01
Toda cidade tem suas histórias, segredos, folclores e lendas. E, em se tratando de Olinda, isso só tende a se potencializar. Patrimônio Histórico e Cultural pela Unesco, Olinda é uma cidade que respira hábitos próprios, não só no Carnaval mas em todos os outros dias do ano.
Tanta vivacidade está presente que seu nome já virou até verbo. “Olindar” é palavra fácil para aqueles que querem curtir seus casarões históricos, caminhar pelas suas ladeiras, comer uma tapioca no Alto da Sé ou bebericar uma cerveja em um dos vários bares e botecos do sítio histórico.
E, para traduzir um pouco dessa magia, seguem abaixo algumas curiosidades que você provavelmente não sabia sobre Olinda.
O primeiro cometa a ser observado na América Latina foi identificado em 1860 pelo astrônomo francês Emmanuel Liais no Observatório Meteorológico de Olinda localizado no Alto da Sé, que não se encontra mais em funcionamento. Até hoje é o único cometa descoberto no Brasil.
Esqueça Tiradentes! Antes do movimento inconfidente de Minas Gerais, o sargento-mor Bernardo Vieira de Melo deu o primeiro grito em prol da independência nacional no Senado da Câmara de Olinda, no dia 10 de novembro de 1710, quase 80 anos antes dos mineiros.
Fundada em 11 de agosto de 1827, a Faculdade de Direito de Olinda foi a primeira do gênero no Brasil. Todavia, há simultaneidade de criação de duas históricas instituições, porque a de São Paulo também foi criada em 1827. Entretanto, reconhece-se que ambas as faculdades, a de Olinda e a do Largo de São Francisco (São Paulo), são as mais antigas. Não é à toa que se comemora o Dia do Advogado na data de fundação do curso da instituição. Mais tarde, em 1854, a faculdade passou para a capital, Recife.
O centro histórico da cidade já foi abastecido por uma caixa d’água, que hoje serve de mirante, localizada no Alto da Sé. A obra em questão teve a assinatura do engenheiro Joaquim Cardoso, o mesmo que assinou vários projetos de Oscar Niemeyer (incluindo boa parte de Brasília) e, por isso, surgiu uma lenda de que o projeto da caixa d’água foi um rabisco descartado pelo arquiteto e que foi aproveitado pelo engenheiro.
Disponível em: https://www.juntandomochilas.com/2016/03/curiosidades-olinda-pernambuco.html. Acesso em 21/09/2024
1. Proparoxítona 2. Paroxítona 3. Oxítona
( ) “Olinda é uma cidade que respira HÁBITOS próprios...”
( ) “...que seu nome virou ATÉ verbo.”
( ) “Olindar” é palavra FÁCIL para aqueles que querem curtir...”
( ) “...identificado em 1860 pelo ASTRÔNOMO francês...”
( ) “Até hoje é o ÚNICO cometa descoberto no Brasil.”
( ) “...algumas curiosidades que VOCÊ provavelmente não sabia...”
Assinale a alternativa que indica a sequência CORRETA.
As palavras
Eu ainda não sabia ler, mas já era bastante esnobe para exigir meus livros. Meu avô foi ao patife de seu editor e conseguiu de presente. Os contos do poeta Maurice Bouchor, narrativas extraídas do folclore e adaptadas ao gosto da infância por um homem que conservava, dizia ele, olhos de criança. Eu quis começar na mesma hora as cerimônias de apropriação. Peguei os dois volumezinhos, cheirei-os, apalpei-os, abri-os negligentemente na “página certa”, fazendo-os estalar. Debalde: eu não tinha a sensação de possuí-los. Tentei sem maior êxito tratá-los como bonecas, acalentá-los, beijá-los, surrá-los. Quase em lágrimas, acabei por depô-los sobre os joelhos de minha mãe. Ela levantou os olhos de seu trabalho: “O que queres que eu te leia, querido? As Fadas?”. Perguntei, incrédulo: “As Fadas estão aí dentro?”. A história me era familiar: minha mãe contava-a com frequência, quando me lavava, interrompendo-se para me friccionar com água-de-colônia, para apanhar debaixo da banheira o sabão que lhe escorregara das mãos, e eu ouvia distraidamente o relato bem conhecido; eu só tinha olhos para Anne-Marie, a moça de todas as minhas manhãs; eu só tinha ouvidos para a sua voz perturbada pela servidão; eu me comprazia com suas frases inacabadas, com suas palavras sempre atrasadas, com sua brusca segurança, vivamente desfeita, e que descambava em derrota, para desaparecer em melodioso desfiamento e se recompor após um silêncio. A história era coisa que vinha por acréscimo: era o elo de seus solilóquios. Durante o tempo todo em que falava, ficávamos sós e clandestinos, longe dos homens, dos deuses e dos sacerdotes, duas corças no bosque, com outras corças, as Fadas; eu não conseguia acreditar que se houvesse composto um livro a fim de incluir nele este episódio de nossa vida profana, que recendia a sabão e a água-de-colônia.
Anne-Marie fez-me sentar à sua frente, em minha cadeirinha; inclinou-se, baixou as pálpebras e adormeceu. Daquele rosto de estátua saiu uma voz de gesso. Perdi a cabeça: quem estava contando? o quê? e a quem? Minha mãe ausentara-se: nenhum sorriso, nenhum sinal de conivência, eu estava no exílio. Além disso, eu não reconhecia sua linguagem. Onde é que arranjava aquela segurança? Ao cabo de um instante, compreendi: era o livro que falava. Dele saíam frases que me causavam medo: eram verdadeiras centopeias, formigavam de sílabas e letras, estiravam seus ditongos, faziam vibrar as consoantes duplas: cantantes, nasais, entrecortadas de pausas e suspiros, ricas em palavras desconhecidas, encantavam-se por si próprias e com seus meandros, sem se preocupar comigo: às vezes desapareciam antes que eu pudesse compreendê-las, outras vezes eu compreendia de antemão e elas continuavam a rolar nobremente para o seu fim sem me conceder a graça de uma vírgula. Seguramente, o discurso não me era destinado. Quanto à história, endomingara-se: o lenhador, a lenhadora e suas filhas, a fada, todas essas criaturinhas, nossos semelhantes, tinham adquirido majestade, falava-se de seus farrapos com magnificência; as palavras largavam a sua cor sobre as coisas, transformando as ações em ritos e os acontecimentos em cerimônias. Alguém se pôs a fazer perguntas: o editor de meu avô, especializado na publicação de obras escolares, não perdia a ocasião de exercitar a jovem inteligência de seus leitores. Pareceu-me que uma criança era interrogada: no lugar do lenhador, o que faria? Qual das duas irmãs preferiria? Por quê? Aprovava o castigo de Babette? Mas essa criança não era absolutamente eu, e fiquei com medo de responder. Respondi no entanto: minha débil voz perdeu-se e senti tornar-me outro. Anne-Marie, também, era outra, com seu ar de cega superlúcida: parecia-me que eu era filho de todas as mães, que ela era mãe de todos os filhos. Quando parou de ler, retomei-lhe vivamente os livros e saí com eles debaixo do braço sem dizer-lhe obrigado.
(SARTRE, Jean-Paul. As palavras. Trad. J. Guinsburg. 6ª ed. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1984. p. 33-5. Adaptado.)
I. “...já conhecíamos a CARACTERÍSTICA relativa do tempo.” II. “... nos MÓVEIS da família...” III. “... e para exercitar a sua FÉ.” IV. “...para a atividade FÍSICA e para exercitar a sua fé.”
Em que item(ns), a tonicidade do termo (s) destacado(s) recai na penúltima sílaba?
Observe o fragmento de texto abaixo e os termos nele destacados:
“Tudo isso gerou um sentimento forte de identificação, afirmação IDENTITÁRIA(1) um bairrismo que virou CARACTERÍSTICA”(2) .
Em que alternativa abaixo, a dupla de termos é acentuada seguindo as mesmas regras gramaticais dos termos acima destacados?
Leia atentamente o texto abaixo.
Caráter e cidadania
Saber identificar e expressar sentimentos é uma habilidade que deveria ser ensinada desde a infância – e faz muito bem .............. saúde da criançada. É o que mostra uma pesquisa brasileira que foi feita ao longo de um ano letivo, com estudantes de 3 a 6 anos do estado do Rio de Janeiro. Eles exercitaram .............. forma como eles lidavam com ............... próprias emoções e tratavam os colegas. As atividades realizadas em sala de aula com este objetivo reduziram problemas comportamentais em 50%. Aceitar diferenças e ter apreço pela própria comunidade é essencial para que as crianças construam laços e emoções desde cedo. ................ medida que tivermos mais crianças emocionalmente inteligentes, teremos uma sociedade melhor.
VejaSAÚDE, Editora Abril. São Paulo, no 496, adaptado.
• Adoro de morango! • Ele sente muito do seu carro. • Nosso foi muito tranquilo.
Assinale a alternativa que completa corretamente aslacunas do texto.
Alçou um longo ......................... no céu ....................... de anil. Estava muito longe de casa, sua ................................. não era mais a mesma desde que teve a ......................... de voar rumo ao sul.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
Pai não entende nada
— Um biquíni novo?
— É, pai.
— Você comprou um no ano passado!
— Não serve mais, pai. Eu cresci.
— Como não serve? No ano passado você tinha 14 anos, este ano tem 15. Não cresceu tanto assim.
— Não serve, pai.
— Está bem. Toma o dinheiro. Compra um biquíni maior.
— Maior não, pai. Menor.
Aquele pai, também, não entendia nada.
Fonte: VERÍSSIMO, Luis Fernando. Comédias da vida privada: 101 crônicas escolhidas. Porto Alegre: L&PM, 1995. p. 255.
Com base no texto e na variedade padrão da língua escrita, assinale a alternativa correta.
Apesar de as tecnologias em saúde estarem comumente associadas à incorporação de equipamentos e novos medicamentos em hospitais, salienta-se, conforme definição do Ministério da Saúde, serem tecnologias em saúde “todas as formas de conhecimento que podem ser aplicadas para a solução ou a redução dos problemas de saúde de indivíduos ou populações”.
Assinale a alternativa correta sobre a frase.