Questões de Concurso
Comentadas sobre acentuação gráfica: proparoxítonas, paroxítonas, oxítonas e hiatos em português
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O bicho e o homem
A domesticação de animais começou há milhares de anos, durante o período neolítico, quando os seres humanos começaram a desenvolver práticas agrícolas e se estabelecer em comunidades permanentes, como conta o livro "Sapiens: uma breve história da humanidade" de Yuval Noah Harari. Domesticá-los era importante para que nós, humanos, pudéssemos controlar fontes de alimento, transporte e trabalho.
Quando pensamos em animais domesticados há muito tempo, o cavalo pode ser o primeiro que surge em nossa mente, já que ele serviu de meio de transporte por muitos anos. Mas muito provavelmente os cães foram os primeiros. Porém, não há um consenso sobre a "data" específica dessa transição. A maioria dos estudos apontam para 12 mil anos atrás como o começo desse processo.
Outros variam entre 15 mil a 30 mil anos atrás. Para se ter uma ideia, cientistas encontraram o crânio de um cão domesticado 33.000 anos atrás nas montanhas Altai, na Sibéria, que apresenta algumas das características de cães modernos, como contou esse artigo da revista Veja. Isso indicaria um estágio muito preliminar de domesticação − e está longe de determinar se, naquele período, a lealdade do homem era recíproca, como aponta o texto.
A teoria mais aceita de fato aponta para uma aproximação mais intensa há cerca de 11.000 anos, junto com a agricultura, como comentamos anteriormente. Ao aprender a cultivar a terra, o homem do Neolítico aprendeu também a criar animais como reserva alimentar, como explica esse artigo da Revista Superinteressante.
Os lobos, que são constantemente apontados como os primeiros ancestrais dos cachorros - mas não há também um consenso entre os pesquisadores sobre isso -, foram atraídos possivelmente pelo lixo e restos de comida deixados pelos caçadores.
Com o tempo, eles foram gradualmente selecionados por características desejáveis, como comportamento amigável e obediência, o que nos levou à criação de uma ampla variedade de raças caninas. Cada uma possuía características específicas para tarefas específicas: uns caçavam, outros protegiam e outros só faziam companhia.
A relação era vantajosa para ambas as partes: os lobos ganharam ao conviver com o homem proteção contra predadores, comida sem precisar disputá-la com outros carnívoros e até o abrigo aconchegante do calor das fogueiras. Com o passar do tempo, esses animais começaram a ser verdadeiramente venerados por sociedades antigas - e até pela nossa moderna, convenhamos. Se a mente humana acreditava estar inferiorizando outra espécie, pois bem, estavam muito enganados.
Os benefícios para nós também foram visíveis: os animais domesticados se tornaram sustento e força para guarda dos assentamentos, além de trabalho e transporte. Eles eram capazes de ver e ouvir o que não podíamos, e antecipar-se para a defesa. Isso porque não só os cães foram domesticados: depois deles vieram ovelhas, cabras, gatos, porcos, os cavalos que mencionamos anteriormente e muitos outros. Para se ter uma ideia, os gatos - que foram domesticados bem depois, há cerca de 9.000 anos - ajudavam a controlar pragas em áreas agrícolas.
(https://plenae.com/para-inspirar/quando-comecou-a-relacao-do-ser-hu mano-com-a-domesticacao/)
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O gigantesco experimento com árvores antigas que renova esperança no combate às mudanças climáticas
O gigantesco experimento com árvores antigas que renova esperança no combate às mudanças climáticas Cientistas da Universidade de Birmingham, na Inglaterra, concluíram que árvores mais antigas se adapitam e respondem ao ambiente. Em um estudo com carvalhos ingleses de 180 anos expostos a altos níveis de dióxido de carbono por sete anos, os pesquisadores observaram que os carvalhos aumentaram a produção de madeira em quase 10%, contribuindo para a retenção de gases de efeito estufa e ajudando a combater o aquecimento global. O estudo, publicado na revista científica Nature Climate Change, destaca a importância de proteger e preservar florestas maduras para enfrentar as mudanças climáticas. Atualmente, o mundo perde o equivalente a um campo de futebol de floresta primária a cada seis segundos. "É uma prova de que a gestão cuidadosa das florestas existentes é crucial. As florestas antigas estão fazendo um grande trabalho para nós. O que não devemos fazer é derrubá-las." Os resultados são parte do experimento FACE (Free-Air Carbon Enrichment), conduzido pela Universidade de Birmingham desde 2016 em um bosque de 21 hectares em Staffordshire. O objetivo do FACE é entender em tempo real o impacto das mudanças climáticas sobre as florestas. No experimento, tubulações foram instaladas entre os carvalhos para liberar dióxido de carbono (CO2),simulando as condições que o planeta pode enfrentar se não reduzirmos as emissões de gases. Após sete anos, a equipe de pesquisadores descobriu que os carvalhos aumentaram sua produção de madeira, retendo CO2 por mais tempo e evitando seu efeito de aquecimento na atmosfera. Os carvalhos usaram o CO2 para produzir novas folhas, raízes e biomassa lenhosa. Embora novas folhas e raízes sejam depósitos temporários de CO2, a maior parte do gás foi convertida em formas que podem ser armazenadas por várias décadas. Estudos anteriores mostraram que árvores mais jovens podem aumentar a absorção de CO2, mas acreditava-se que as florestas maduras não eram tão adapitáveis. "É crucial entender o comportamento das árvores mais velhas, pois elas compõem a maior parte da cobertura florestal mundial", disse MacKenzie à BBC. Apesar dos resultados promissores, ele alertou que isso não é uma solução para o problema das emissões de combustíveis fósseis. "Não podemos simplesmente criar florestas suficientes para continuar queimando combustíveis fósseis como fazemos agora", afirmou. O experimento foi estendido até 2031 para continuar monitorando os carvalhos e verificar se o aumento na produção de madeira persiste. Richard Norby, professor da Universidade de Tennessee e autor do estudo, destacou a importância de manter o experimento por mais tempo para obter um registro mais longo e confiável. Os pesquisadores também esperam observar como os níveis elevados de CO2 afetam a longevidade das árvores e a biodiversidade local, como os insetos. Durante o estudo, notaram um aumento em algumas espécies de insetos, possivelmente devido às mudanças nas condições do ar.
(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd6yn6970pzo#:~:text=Ap%C 3%B3s%20sete%20anos adaptado)
I. 'concluíram' é acentuada pela mesma regra de 'raízes'.
II. Quanto à posição da sílaba tônica, 'também' é uma oxítona, da mesma forma que 'farol' e 'depois'.
III.' árvores' é acentuada por ser proparoxítona, pela mesma regra, a palavra 'filantropo' deverá ser acentuada.
IV. 'nós ' possui uma única sílaba, assim como 'mais'.
Estão corretas:
(__) Tem o mesmo plural que 'adaptações', o substantivo 'cidadão'.
(__) Em 'saúde fragilizada' , 'fragilizada' é um substantivo no feminino, assim como 'fragilidade'.
(__) 'térmicos' e 'diuréticos' são proparoxítonas.
(__) 'saúde' é paroxítona , assim como 'macio'.
(__) 'remédios' tem a mesma regra de acentuação que 'diárias'.
(__) 'reação' tem o mesmo plural que 'alemão'.
A alternativa que preenche os espaços CORRETAMENTE é:
Disponível em: www.todamateria.com.br.
Sabendo disso, assinale a única das palavras a seguir cuja acentuação gráfica está correta e se explica com base na regra de acentuação mencionada neste enunciado.
Leia o texto para responder à quetão.
Um vento engraçado
Publicado em 11/12/2023 | Paulo Pestana | Crônica
Muitas vezes ele sai em silêncio, mas ainda assim o pum faz barulho. A flatulência é uma reação digestiva normal e democrática – reis e súditos soltam bufas – mas provoca a imaginação popular, quase sempre seguida de risos, desde tempos imemoriais. Porque ninguém sabe, mas, dos casos e piadas, vieram livros. O primeiro, De Flatibus, de 1582, escrito pelo médico Jean Fyens, seguido por De Peditu, do erudito alemão Gaspard Dornau, de 1628, e pelo mais escatológico de todos, de 1751, A Arte de Peidar, atribuído a Pierre-ThomasNicolas Hurtaud.
Antes que alguém levante suspeitas fedorentas, quero dizer que não sou especialista em gases. Nem nos nobres, muito menos nos plebeus. Mas, andando pelos corredores da Feira do Livro, plantada num estranho e feioso barraco na Esplanada dos Ministérios, fui atraído por um estande que expunha cordéis. E eis que, no meio daquelas miúdas e MAL / MAU impressas publicações, havia praticamente uma SEÇÃO / SESSÃO / CESSÃO dedicada aos traques: “O ABC do Peido”, “O Peido que Acabou com um Casamento”, “O Que o Peido pode Fazer”, “O Prazer que o Peido Dá”, “Antologia do Peido”, “As Consequência do Peido”, “O Que o Peido Pode Fazer”, e muitos outros títulos, de diversos autores e procedências. Fico pensando que tipo de inspiração bate na cabeça dos cordelistas para caprichar nas rimas e nos casos, mas certamente o público quer saber mais sobre o fute. Por quê? Qual a graça de uma ventosidade, barulhenta ou não, que cheira MAL / MAU e causa desconforto em quem produz e em quem recebe?
Há algum tempo, o cronista Danilo Gomes me enviou um exemplar de A Arte de Peidar, que se apresenta assim: “Ensaio teórico-físico e metódico para o uso das pessoas constipadas, das pessoas graves e austeras, das senhoras melancólicas e de todos que insistem em permanecer escravos do preconceito”. É um opúsculo que faria sucesso se adotado para discussão na quinta série do primeiro grau; tido como clássico da literatura cômica e pseudomédica, o texto começa mostrando as diferenças entre pum e arroto – mas não explica por que um é considerado tão engraçado enquanto o outro, também difícil de segurar, é tido como falta de educação mesmo. Há também a afirmação que são 62 os tipos de sons musicais que acompanham a lufada – incluindo o plenivocal-pleno, que seria o tom mais alto. No final, o autor relaciona tipos de ventosidades que seriam agradáveis, uma sucessão escatológica que nos leva aos cordéis nordestinos que elegem o cheiroso como tema e que também costuma mostrar as diferenças.
O mistério persiste. É uma espécie universal de piada, que causa frouxos (epa!) de riso em quem solta e em quem está próximo, mas, afinal, qual é a graça?
Em 2008 tentaram acabar com a farra. Os jornais publicaram a notícia de que uma empresa da Califórnia estava lançando um filtro para neutralizar o odor da flatulência a partir de carvão ativado e que deveria ser instalado na cueca. Uma embalagem com cinco filtros custaria US$ 9,95, mais ou menos uns R$ 50,00.
Eu prefiro distância. Preferi inclusive comprar outros cordéis, com temas de menor fedentina.
PESTANA, Paulo. Um vento engraçado. Correio Braziliense, 11 de dezembro de 2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/paulopestana/umvento-engracado/. Acesso em: 17 dez. 2023. Adaptado.
Glossário:
- escatológico: relativo a excrementos ou à excreção.
- opúsculo: livro pequeno sobre artes.
- fute: (brasileirismo) diabo, demônio.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
As redes sociais te afastam do que você realmente gosta
O excesso de tempo livre que você tem sem as redes sociais traz um confronto com a pergunta "Do que eu realmente gosto?" Para muitos, o primeiro passo natural seria retornar a hobbies antigos ou negligenciados — seja ler, ouvir música ou fazer trabalhos manuais. No entanto, ao revisitá-los, você pode perceber os efeitos mencionados de declínio cognitivo e aprendizado mais lento. Ou seja, esses hobbies podem não parecer tão fáceis ou gratificantes quanto antes.
Resultados de um estudo de 2016 da revista acadêmica Computers in Human Behavior ajudam a entender essa percepção. A anedonia — a perda de prazer em atividades ou hobbies que antes eram prazerosos — foi fortemente associada ao vício em internet e o tempo excessivo de tela.
É comum não perceber o quanto as redes sociais e a internet ativam o sistema de recompensa do cérebro. Elas fazem isso de maneira imediata e superficial: oferecem pequenas doses de prazer que não exige muito esforço ou envolvimento.
Se você tem um tempo excessivo de tela, a experiência com o detox digital pode mostrar o quanto você se tornou dependente da gratificação instantânea que as redes proporcionam. Com o tempo, essa dependência pode tornar outras atividades — especialmente as que exigem paciência e esforço — menos recompensadoras.
Ler um livro longo, tentar tocar músicas que você já sabia de cor ou trabalhar em um projeto manual pode parecer tedioso e chato. Após tentar esses hobbies, você pode instintivamente fazer uma pausa e pegar o celular — pois o que você costuma fazer online pode parecer mais recompensador do que seus hobbies antigos offline.
Isso não é um reflexo dos hobbies em si, nem de você. Quanto mais dependemos das atividades online para obter pequenas doses de dopamina, mais difícil se torna encontrar alegria nas experiências offline — mesmo que você saiba que esses hobbies já foram uma grande fonte de alegria. A realidade é que as redes sociais nos distraem do que realmente gostamos; é mais fácil rolar a tela com o dedo para obter recompensas imediatas do que usar as duas mãos para algo que pode ser mais gratificante a longo prazo.
(https://forbes.com.br/forbessaude/2024/11/3-motivos-para-fazer-detoxdigital-redes-sociais/ adaptado)
I.A palavra Lâmpada é acentuada por ser uma proparoxítona.
II.A separação correta da palavra até é "A - TÉ".
III.A palavra Previlégio está corretamente escrita.
Está CORRETO o que se afirma em:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Cachorros nos Fazem Relaxar Mais do Que Amigos, Dizem Estudos
Eu e minha mulher, pais de quatro filhos e agora avós de dois netos, que, logicamente, não moram mais conosco, passamos a compartilhar a nossa casa com o Franc. Como geralmente acordo antes da minha mulher, ele costuma ser o primeiro com quem converso quando desperto. Quando saio para dar uma caminhada pelo bairro, é ele que tenho como companhia. É com ele também que divido muitas das minhas angústias decorrentes da vida puxada que levo e dos casos complicados que atendo.
Sabe aquela frase que diz que o cachorro é o melhor amigo do homem? De fato, ele também está entre os meus melhores amigos. Acredito que muitos dos que me leem agora têm com seus cães relação parecida com a que eu tenho com o Franc.
Que os cachorros nos fazem bem, todos sabemos. A novidade é que cada vez mais pesquisas vêm constatando que nem sempre precisamos ouvir uma palavra amiga para nos sentirmos confortados e mais calmos. Os cães conseguem gerar esse bem-estar em seus tutores com a sua simples presença.
O tal amor incondicional de que sempre falo e que descobri haver na minha relação com o Franc gera enorme impacto psicológico positivo em nós, humanos, nos dá segurança. Diferentemente do que mesmo os nossos melhores amigos humanos conseguem fazer, os nossos cãezinhos são incapazes de críticas e julgamentos. E isso nos traz calma e conforto.
Justamente por eles não nos censurarem e não nos interromperem quando desabafamos, muitos tutores se sentem mais "à vontade" para expressar suas inquietações para seus animais. Um estudo de 2018, por exemplo, mostrou que tutores estão mais dispostos a falar com seus cães do que com amigos sobre temas espinhosos para eles, como medos, ciúme e até depressão.
Nós, do campo da saúde mental, sabemos que quando expressamos em palavras a um outro algo que nos atormenta, isso tem o poder de nos tranquilizar. Verbalizar os nossos problemas tem grande efeito terapêutico.
Por fim, ao contrário do que acontece com muitos humanos com quem interagimos ao longo de nossos dias, nossos cães são capazes de "ler" as nossas microexpressões faciais e nosso comportamento, chegando mais próximos, por exemplo, quando estamos mais chateados ou tristes.
Não à toa, eles vêm sendo usados há muitos anos no que chamamos de terapia assistida por animais (TAA), da qual os cães são uma das ferramentas. Por todos esses benefícios trazidos ao homem, eles são usados para melhorar o estado geral de pessoas que estão em cuidados intensivos, de idosos com demência, de crianças com autismo ou câncer e, mais recentemente, de pacientes com dependência de álcool e drogas, especialmente daqueles que já estão em cuidados paliativos.
O Instituto Perdizes, do Hospital das Clínicas de São Paulo, organização que lidero e especializado nos cuidados de dependentes químicos, tem como o seu primeiro voluntário para auxiliar esses pacientes ninguém menos do que o meu Franc. Além de me dar suporte todos os dias, agora ele vai poder ajudar a quem tanto precisa.
https://forbes.com.br/forbessaude/2024/10/arthur-guerra-cachorros-nos -fazem-relaxar-mais-do-que-amigos-dizem-estudos/
De acordo com as regras de acentuação, é correto afirmar que:
O alívio de um diagnóstico de TDAH na vida adulta
O TDAH é um transtorno crônico do
neurodesenvolvimento cujos principais sintomas incluem
hiperatividade, impulsividade e desatenção. A estimativa
é de que afete cerca de três por cento dos adultos.
Há uma série de razões pelas quais o TDAH é amplamente subdiagnosticado, especialmente em adultos. O transtorno geralmente é diagnosticado na infância e a descoberta precoce leva a melhores resultados.
É comum que adultos com TDAH não diagnosticado passem a vida inteira mascarando seus comportamentos. E a maioria das pessoas com esse sintoma também apresenta outros transtornos de neurodesenvolvimento ou mentais, o que dificulta o diagnóstico.
O subdiagnóstico é provável especialmente no caso de
meninas, mulheres e minorias raciais, por razões que
incluem rótulos inadequados que acompanham os
estereótipos.
"A maior parte das pesquisas sobre TDAH é feita em homens", diz Annette Björk, professora de ciências da saúde da Universidade de Londres, com formação em enfermagem voltada para saúde mental.
Mudanças de vida podem desencadear a consciência do TDAH em adultos. Um exemplo é a gravidez com seus desequilíbrios hormonais e estresse. Às vezes, os pais cujos filhos são diagnosticados com TDAH percebem que eles próprios apresentam sintomas do transtorno, diz Björk. No entanto, eles podem não se sentir prejudicados por isso.
Em geral, pacientes e pesquisadores enfatizam os vários
benefícios de um diagnóstico preciso de TDAH na vida
adulta.
Adultos recém-diagnosticados mencionam a retirada de um peso enorme das costas, e como o tratamento facilita as atividades cotidianas.
Björk trabalhou com pacientes que só foram
diagnosticados com TDAH após os cinquenta anos. Ela
afirma que até mesmo indivíduos em idade avançada
obtêm um autoconhecimento valioso a partir de um
diagnóstico de TDAH.
A professora observou que a compreensão e o apoio voltado a adultos com TDAH salvam vidas. Pessoas com esse transtorno têm menor expectativa de vida devido a suicídios, acidentes, uso de substâncias e outros problemas de saúde.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwyl6gzrn06o.adaptado.
De acordo com as regras de acentuação, é correto afirmar que:
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Carmim de cochonilha: a história do pigmento feito de insetos moídos
A palavra “vermelho” vem do latim vermiculus, que significa “verme”. O motivo é que, por muito tempo, um pigmento vermelho comum na Europa vinha de um inseto minúsculo de nome científico Kermes vermilio. Esse bichinho excreta um composto químico batizado de ácido quermésico, que já dava cor a roupas, cerâmicas e quadros em Roma. Civilizações antigas das Américas, como astecas e maias, eram fãs de um ácido colorido similar – o ácido carmínico, presente no inseto Dactylopius coccus, a cochonilha.
No século 15, por exemplo, Montezuma, o imperador asteca, exigiu tributo na forma de cochonilha de onze cidades conquistadas. Até hoje, o Peru e o México estão entre os maiores produtores desse pigmento. Os insetos são criados em cactos, que eles adoram parasitar.
Para obter meio quilo de pó de carmim, é necessário pulverizar 70 mil cochonilhas secas. Até 20% do corpo do inseto de 0,5 cm consiste nesse ácido de cor vibrante, mas elas pesam frações de grama cada uma. Não rende.
O pó escarlate se tornaria um dos produtos mais importantes da balança comercial do México colonial: só não movimentava mais dinheiro que a prata. Sua importância era tamanha que essa substância era negociada em bolsas de valores na Europa – como soja e minério de ferro são hoje, por exemplo –, e foi essencial para que a Espanha se tornasse uma potência econômica.
Essa commodity fez muito sucesso nos retratos e cenas cristãs dramáticas do barroco. Caravaggio, o pintor italiano, utilizava frequentemente sua tonalidade cor de sangue. Quando os tintureiros europeus começaram a experimentar com o pigmento americano em tecidos, ficaram deslumbrados com sua vivacidade e concentração: o vermelho era muito mais bonito que o gerado pelos insetos do Velho Mundo.
A Revolução Industrial e a ascensão dos corantes sintéticos no século 19, como a alizarina, mudaram o cenário. A indústria da cochonilha entrou em crise, e muitas fábricas fecharam: criar e triturar insetos aos milhões não era uma solução tão lucrativa ou escalável quanto usar pigmentos artificiais.
O carmim de cochonilha só voltou a ser viável economicamente nas últimas décadas: embora tenha saído de cena nas artes, na construção civil e na indústria têxtil, ele ainda é uma opção biologicamente inofensiva para colorir comida e cosméticos, aprovada por agências de vigilância sanitária mundo afora. Aparece em iogurtes, balas e outras coisas sabor morango, bem como no bolo red velvet e em quase todo batom.
No futuro, é possível que o corante passe a ser secretado por microrganismos geneticamente modificados, eliminando a preocupação dos veganos com a matança de artrópodes.
MOURÃO, M. Carmim de cochonilha: a história do pigmento feito de insetos moídos. Revista Superinteressante. (Adaptado). Disponível em
<https://super.abril.com.br/historia/carmim-de- cochonilha-a-historia-do-pigmento-feito-de-insetos- moidos>.
Diego Garcia, uma ilha remota no Oceano Índico, é um paraíso de vegetação exuberante e praias de areia branca, cercadas por águas azuis cristalinas.
Mas não é um destino turístico.
A ilha abriga uma base militar altamente secreta do Reino Unido e dos EUA, envolta em rumores e mistérios por décadas — estritamente fora do alcance da maioria da população civil.
Administrada a partir de Londres, a ilha está no centro uma longa disputa territorial entre o Reino Unido e as Ilhas Maurício, e as negociações se intensificaram nas últimas semanas.
É o inimigo", brinca um agente de segurança particular quando volto para meu quarto uma noite em Diego Garcia, com meu nome destacado em amarelo em uma lista que ele está segurando. A BBC lutou durante meses para ter acesso à ilha — a maior do Arquipélago de Chagos, no Oceano Índico.
Queríamos cobrir um julgamento histórico que está sendo realizado sobre o tratamento dado aos tâmeis do Sri Lanka, as primeiras pessoas a solicitar asilo na ilha, que estão sendo mantidas lá há três anos. Foram travadas batalhas judiciais complexas sobre seu destino, e uma sentença vai determinar, em breve, se elas foram ocupadas e mantidas ilegalmente.
Até este momento, só podíamos cobrir a história remotamente.
Diego Garcia, que fica a cerca de 1.600 km da massa terrestre mais próxima, aparece nas listas das ilhas mais remotas do mundo. Não há voos c
são concedidas para as ilhas periféricas do arquipélago e para permitir a passagem segura pelo Oceano Índico.
Para entrar na ilha, é necessário obter uma autorização, concedida apenas a pessoas ligadas à instalação militar ou à autoridade britânica que administra o território. Os jornalistas têm sido historicamente barrados.
Os advogados do governo do Reino Unido entraram com uma ação judicial para tentar impedir que a BBC participasse da audiência e, mesmo quando a permissão foi concedida após uma decisão da Suprema Corte do território, os EUA se opuseram posteriormente, dizendo que não forneceriam alimentação, transporte ou acomodação àqueles que tentassem chegar à ilha para o julgamento, incluindo o juiz e os advogados
(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cje3y4gxq5xo trecho adaptado)
Em relação à acentuação gráfica, analise as afirmativas a seguir:
I. O vocábulo 'queríamos' tem a mesma regra de acentuação de 'juízes'.
II. Embora não apresentem a mesma regra de acentuação, 'tâmeis' é uma paroxítona, assim como 'baía'.
III. 'até' é oxítona acentuada, assim como 'café'.
IV. 'fácil' é acentuada , pois é uma oxítona terminada em 'l'.
V. A palavra 'audiência' pode ser considerada tanto paroxítona quanto proparoxítona.
Estão corretas:
Em relação às regras ortográficas e às de acentuação, assinale com V(verdadeiro) ou com F(falso) para as afirmativas a seguir:
I. O advérbio 'bem', ao contrário de 'mal', pode não se aglutinar com o segundo elemento quando ele começa por consoante: bem-nascido, malnascido, mas, em muitos compostos, 'bem' aglutina-se com o segundo elemento: benfeito, benquerença.
II. Emprega-se o hífen nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal pela qual começa o segundo elemento como: anti-inflacionário e sobre-edificar.
III. Não se emprega o hífen nas formações com os prefixos tônicos 'pós' e 'pré', como nos exemplos: pósgraduação e próafricano.
IV. Acentuam-se todas as proparoxítonas, incluem-se neste preceito os vocábulos terminados em encontros vocálicos que costumam ser pronunciados como ditongos crescentes: área, espontâneo, ignorância, mágoa.
V. Recebem acento as palavras paroxítonas quando as vogais 'i' e 'u' ocorrem na sílaba tônica precedidas de ditongo, como: 'baiúca', 'teiú' e 'saúde'.
Estão corretas: