Questões de Concurso Comentadas sobre acentuação gráfica: proparoxítonas, paroxítonas, oxítonas e hiatos em português

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Q3796960 Português
“Será genuína sabedoria de vida de quem possui algo de justo em si mesmo, se, em caso de necessidade, souber limitar as próprias carências, a fim de preservar ou ampliar a sua liberdade, isto é, se souber contentar-se com o menos possível para a sua pessoa nas relações inevitáveis com o universo humano.”
Arthur Schopenhauer
De acordo com a leitura do texto acima, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q3794465 Português
O que fazer em viagens longas?

    As redes sociais não entregam mais nada interessante, as paisagens ficaram ___________ e o sono não vem. Ainda faltam horas para o destino, e a mente e o corpo imploram por atividade, mas o que fazer nesse espaço apertado? Como lidar com os pensamentos que insistem em correr?

    Segundo a psicóloga e professora Júlia Murta, o desafio começa porque nos desacostumamos a lidar com o tempo livre. “A rotina atual exige produtividade constante. Quando o tempo se alonga, como em uma viagem, somos convidados a encarar um tipo de silêncio interno e externo que normalmente abafamos”, explica.

    Júlia destaca que a associação entre tédio e negatividade é fruto de um mal-estar contemporâneo: “O tédio pode ser um sintoma da dependência de produtividade para nos sentirmos válidos. Ele incomoda, mas também pode ser revelador”. 

    Para ela, o tédio não surge da falta de estímulos, mas do enfrentamento do vazio — e viajar também é autodescoberta. Encarar o tempo livre como autocuidado, porém, requer processo.

    “Leituras leves, anotações pessoais, escutar músicas ou podcasts com temas subjetivos podem ajudar a atravessar o tempo sem cair na aceleração compulsiva da mente. Não se trata de preencher, mas de sustentar a presença”.  

    Além do cuidado com a mente, o corpo também precisa de atenção: passar horas na mesma posição é prejudicial em qualquer lugar, especialmente em viagens, quando o espaço é limitado.

    A especialista também diferencia as dores comuns das que são um alerta — de acordo com ela, desconfortos no pescoço, na lombar e nas pernas são normais, afinal, a coluna é sobrecarregada ao se posicionar sentado.  

    No entanto, dores musculares e articulares, formigamentos e dormência são indícios de risco para o corpo. 

                                                                                                                                          Fonte: Revista Bom Voyage. Adaptado. 
Assinalar a alternativa que preenche a lacuna no texto CORRETAMENTE.
Alternativas
Q3793684 Português
Assinale a alternativa que apresenta uma expressão que está grafada de acordo com as normas vigente em Língua Portuguesa.
Alternativas
Q3782633 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO ABAIXO.


O que fica


    Dizem que as janelas das casas abandonadas encaram quem ousa olhar demais. Toda casa guarda o eco do último passo. E, numa rua que um dia foi habitada, agora só restam esqueletos de concreto.


    As ruínas respiram. Mesmo cobertas de mato, ainda respiram. Há uma memória vegetal crescendo por entre os tijolos. Se parede sonhasse, sonharia em ser morada de novo. Quando o reboco cai, aparecem histórias. As cidades também têm rugas, esquinas que não se refazem.


    No caminho diário, encontro casas e prédios que já foram habitados e hoje sobrevivem em silêncio. Alguns parecem querer contar o que foram; outros apenas lembram que a memória das coisas resiste mesmo depois que o tempo as desabitou.


    Há um esforço quase teimoso de quem tenta preservar essas construções que carregam a história do cotidiano. Gente que acredita que uma parede antiga vale mais do que um terreno limpo. Que memória é uma forma de moradia, mesmo quando já não cabe gente dentro.


    Quem sabe o que chamamos de ruína seja apenas resistência: o modo que as construções encontram de permanecer, mesmo quando tudo ao redor insiste em esquecer. Preservar é reconhecer, nas paredes antigas, não só ruínas, mas testemunhas, lugares que devolvem presença, passado e futuro ao mesmo tempo.


Autora: Helô Bacichette - GZH (adaptado).

As palavras da Língua Portuguesa podem ser classificadas, quanto à posição da sílaba tônica, em oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas. Considerando palavras retiradas do texto, assinale a alternativa em que a palavra é proparoxítona. 
Alternativas
Q3780832 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O meio do caminho tinha um sapo, uma serpente, um lagarto...


É preciso proteger os animais nas estradas. E essa frase só faz sentido quando sabemos que a natureza é um sistema que conecta todas as espécies. Isso mostra que todas as formas de vida têm importância, incluindo os destaques deste texto: os anfíbios e os répteis! Entender o papel que eles têm no ambiente e descobrir outras informações a seu respeito nos sensibiliza a querer protegê-los.

Você sabia, por exemplo, que os sapos se alimentam de insetos e de outros pequenos invertebrados, colaborando no controle do tamanho da população desses animais? E faz ideia de que as serpentes se alimentam de sapos, contribuindo para que a população desses anfíbios também não cresça exageradamente? Isso é uma amostra da conexão entre as espécies!

A classe dos anfíbios inclui sapos, rãs, pererecas, salamandras e cecílias. Eles são animais craniados, ou seja, têm crânio e coluna vertebral. E mais: a maioria tem uma dupla vida, passando uma parte na água, quando jovens, e outra na terra, quando adultos. Eles também têm a pele úmida, fina e lisa. Aliás, é pela pele que eles absorvem água e também parte do oxigênio da sua respiração!

Já os répteis − classe das tartarugas, lagartos, serpentes jacarés e crocodilos − são animais bem adaptados ao ambiente terrestre, apesar de alguns gostarem de viver na água. Entre eles existem os que têm o corpo coberto de escamas (lagartos e serpentes), os que têm placas dérmicas, que são estruturas ósseas embutidas na pele (jacarés), ou aqueles com carapaças (jabutis, tartarugas e cágados). Todos depositam seus ovos na terra, portanto não precisam da água para reprodução.


https://chc.org.br/artigo/no-meio-do-caminho-tinha-um-sapo-uma-serpe nte-um-lagarto/ adaptado
"Entre eles existem os que têm o corpo coberto de escamas (lagartos e serpentes), os que têm placas dérmicas, que são estruturas ósseas embutidas na pele (jacarés), ou aqueles com carapaças (jabutis, tartarugas e cágados). Todos depositam seus ovos na terra, portanto não precisam da água para reprodução."

Com base nas regras de acentuação dos vocábulos presentes no trecho, analise as afirmativas a seguir e identifique a INCORRETA.
Alternativas
Q3774576 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Com celular e redes sociais, sofrimento e bullying perseguem adolescentes por onde quer que vão

Nesta reportagem da série da BBC News Brasil dedicada à saúde mental, o foco recai sobre o cuidado profissional do sofrimento na adolescência, etapa marcada por transformações profundas e determinantes para a passagem à vida adulta.

O debate ganhou força após a estreia da série Adolescência, da Netflix, que acompanha a história de Jaime, de treze anos, acusado de esfaquear uma colega. Fora da ficção, adolescentes buscam apoio terapêutico por diversas razões, sendo o amor um tema recorrente, conforme aponta a psicanalista Diana Lichtenstein Corso, coautora de Adolescência em cartaz: psicanálise e filmes para entendê-la. Segundo ela, o sentimento deve ser levado a sério desde cedo, pois toda conquista é vivida como uma grande aventura e cada ruptura como uma catástrofe.

Conflitos nas amizades e dilemas éticos também são frequentes, assim como a timidez, que o adolescente enxerga como falha grave. Em uma era de hiperexposição, qualquer recuo natural pode ser sentido como incapacidade pessoal. Diana defende que se debata a pressão para se mostrar nas redes, bem como os padrões superficiais impostos nesse ambiente.

Nesse contexto, a escola desempenha papel central. Longe de ser neutra, reproduz desigualdades sociais e, ao mesmo tempo, oferece espaço de acolhimento. Pressões acadêmicas e exclusões se somam a formas de violência explícitas ou simbólicas. O psicanalista Alexandre Patrício de Almeida sugere que docentes recebam preparo para lidar com a saúde mental de alunos e que também sejam cuidados, com espaços regulares de escuta. Já o psicanalista Mário Corso alerta que, diante da busca dos pais por instituições rigorosas e competitivas, a escola deveria funcionar como escudo contra cobranças excessivas, focando no presente do aluno, reduzindo a ansiedade em torno de desempenho e fortalecendo a socialização.

O cuidado clínico começa com a nomeação da dor. Almeida explica que o processo terapêutico ajuda o adolescente a reconhecer sentimentos e a refletir sobre formas de enfrentamento, preferencialmente em perspectiva coletiva que envolva família, escola e comunidade. Ele ressalta a importância de fortalecer estruturas como os CAPS Infanto-Juvenis do SUS.

Para a psicanalista Rosa Maria Marini, as narrativas dos jovens — seja em diários, seja nas redes sociais — oferecem acesso ao mundo interno, cabendo ao analista ajudá-los a elaborar essas experiências. A adolescência é um período de separação dos pais e de construção de uma intimidade própria, como ressalta a psicanalista Adela Stoppel de Gueller. Por isso, o sigilo e a confiança são fundamentais, tornando o psicanalista um interlocutor adulto que não exerce o papel de autoridade familiar.

Outro desafio é a influência digital. A psicanalista Diana Lichtenstein Corso compara a formação da identidade a uma colcha de retalhos construída a partir de múltiplas referências sociais, culturais e familiares. A internet, porém, multiplica essas referências e as troca de forma incessante, produzindo instabilidade semelhante às imagens de um caleidoscópio. Essa dinâmica compromete a organização do pensamento e intensifica fragilidades psíquicas.

Para Mário Corso, não é coincidência que o aumento de sofrimento mental entre adolescentes acompanhe a disseminação de smartphones e redes sociais. O bullying, antes restrito ao espaço escolar, hoje invade a vida do jovem a qualquer hora do dia. Nesse sentido, ele considera positiva a lei que proíbe o uso de celulares em escolas públicas e privadas do Brasil, embora reconheça que o desafio permanece dentro de casa, já que muitos pais também se tornaram dependentes dos aparelhos.

Assim, em meio a cobranças sociais, pressões acadêmicas e influências digitais, a adolescência revela-se um período de intensas vulnerabilidades, em que o cuidado profissional, aliado ao apoio familiar, escolar e comunitário, torna-se essencial para preservar a saúde mental e oferecer aos jovens um caminho de construção de identidade, dignidade e pertencimento.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgr66y4gg1o.ADAPTADO.
Pressões acadêmicas e exclusões se somam a formas de violência explícitas ou simbólicas. O psicanalista Alexandre sugere que docentes recebam preparo para lidar com a saúde mental [...].

De acordo com as regras de acentuação, é correto afirmar que há: 
Alternativas
Q3771034 Português
O Mistério e o Gato


Certa vez, por volta das 18 horas, Tony, o gato da família Stones, se encontrava em um dilema: quando ele deixava de beber o leite que seus donos colocavam para ele no piso da cozinha, algo horrível acontecia. O leite ficava com um cheiro e aparência estranha, de maneira que intrigava Tony.

Havia um mistério a ser solucionado. Tony percebe que quando ele bebe o leite na hora que os donos colocam em seu pote, tudo está perfeitamente bem. Porém, se ele espera algumas horas, seu leite volta a apresentar aquelas estranhas características.

Após alguns dias, cansado de tanto investigar, Tony deita no chão da sala para descansar. Em seguida, seus donos sentam-se no sofá da sala e ligam a televisão. Algo chama a atenção de Tony, um homem do documentário assistido pela família Stones diz a seguinte frase: "Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma".

Finalmente Tony conseguiria descrever o que acontecia com seu leite? Seria apenas uma transformação? Bom... Apesar de não ser exatamente a resposta esperada, agora o belo gatinho branco começara a entender um pouquinho de tudo o que acontecia com o mundo ao seu redor.


SCHROEDER, Bruna Letícia Dreis. O mistério e o gato. In: Fundação Indaialense de Cultura. 80 contos: volume 4. Indaial: FIC, 2021. Disponível em: https://www.ficindaial.com.br/fundacao/wp-content/uploads/2021/10/E-B OOK-80-CONTOS-4.pdf . Acesso em: 16 nov. 2025.
Com base nas frases baseadas no texto "O Mistério e o Gato" e nas normas ortográficas atuais da Língua Portuguesa, assinale a alternativa que apresenta uma palavra cuja grafia foi modificada pelo Novo Acordo Ortográfico.
Alternativas
Q3760573 Português
Assinale a alternativa em que a sílaba tônica da palavra, ou seja, a sílaba “mais forte”, esteja corretamente sublinhada.  
Alternativas
Q3758473 Português
Assinale a alternativa em que NÃO ocorre desvio ortográfico, de norma ou de pontuação.

Fonte: https://butantan.gov.br/ (texto publicado em 19/04/2023) – COM ALTERAÇÕES 
Alternativas
Q3754126 Português
Marque a alternativa cuja sequência de palavras apresente a classificação correta quanto a posição da sílaba tônica: oxítona, paroxítona e proparoxítona, respectivamente:
Alternativas
Q3750024 Português
Referindo-se à acentuação tônica, assinale a alternativa onde as palavras são paroxítonas.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Quadrix Órgão: CORE-SP Prova: Quadrix - 2025 - CORE-SP - Office Boy |
Q3748749 Português
        Enzo. A nova geração. Nomofóbico (não confunda!). Ignorou a advertência (“Vallentyna vai fazer pra mim, em troca de um lanche…”). Curtiu praia, cinema, futebol com os amigos, enquanto o sujeito esperava. O sujeito, os objetos e os adjuntos... No dia do teste, viu Vallentyna e Aretuza, a professora, chorando. Não entendeu lhufas. Então, a lágrima no olho da professora foi virando lentamente uma gargalhada na cara da amiga, que estudou. A professora esclareceu: “O Seu Lindolfo está no hospital. A cantina não vai abrir hoje”.

Internet:<folhadabaixada.com.br>  (com adaptações).
Assinale a opção que apresenta um vocábulo oxítono.
Alternativas
Q3747816 Português
Sobre as regras de acentuação, assinalar a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q3745995 Português
As palavras podem estabelecer diversas formas de associação. Quando essa relação se dá por meio do sentido, constitui-se um campo semântico. Nesse caso, não se trata de sinônimos ou antônimos, mas de uma proximidade de significado dentro de determinado contexto.
Com base nisso, analise as afirmativas a seguir:

I.A polissemia ocorre quando uma mesma forma apresenta mais de um significado, cada um pertencente a diferentes campos semânticos. Assim, não se deve entender a polissemia como imprecisão de sentido, pois cada significado é definido e específico. Um exemplo é o verbo 'andar', que possui diversos significados na língua portuguesa.
II.As palavras 'flor', 'jardim' e 'perfume' constituem campo semântico, pois embora não pertençam a um grupo delimitado, a associação entre elas é evidente.
III.A sinonímia ocorre quando duas ou mais palavras têm o significado idêntico ao outro, podendo ser utilizada uma em substituição da outra, sem que haja alteração de sentido, independentemente do contexto.
IV.A homonímia é a propriedade de duas ou mais formas, inteiramente distintas pela significação ou função, terem a mesma estrutura fonológica, os mesmos fonemas, dispostos na mesma ordem e subordinados ao mesmo tipo de acentuação.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3731414 Português
Leia este trecho de crônica e responda à questão.


Meio-dia e meia


    Acho muito simpática a maneira de a Rádio Nacional anunciar a hora: "onze e meia" no lugar de "vinte e três e trinta" [...]. Mas confesso minha implicância com aquele "meio-dia e meia".

    Sei que "meio-dia e meio" está errado; "meio" se refere a hora e tem de ficar no feminino. Sim, "meiodia e meia". Mas a língua é como a mulher de César: não lhe basta ser honesta, convém que o pareça. Aquele "meia" me dá ideia de teste de colégio para pegar estudante distraído. Para que fazer da nossa língua um alçapão?

     Lembrando um conselho que me deu certa vez um amigo boêmio quando lhe perguntei se certa frase estava certa ("Olhe, Rubem, faça como eu, não tope parada com a gramática: dê uma voltinha e diga a mesma coisa de outro jeito") [...] Aliás, a língua da gente não tem apenas regras: tem um espírito, um jeito, uma pequena alma que aquele "meio-dia e meia" faz sofrer. E, ainda que seja errado, gosto da moça que diz: "Estou meia triste..." Aí, sim, pelo gênio da língua, o "meia" está certo.


BRAGA, Rubem. Recado de primavera. Rio de Janeiro: Record, 1984. p. 58.
“Na literatura, nas telas do cinema deparamos com suposições futurísticas que chegamos a duvidar ou até criticar.” As palavras destacadas, são respectivamente:
Alternativas
Q3731228 Português
Como são chamadas as palavras cuja sílaba tônica está na última posição:
Alternativas
Q3657351 Português
Tratando-se de acentuação tônica, assinale a alternativa onde só há palavras paroxítonas. 
Alternativas
Q3656348 Português

Leia o texto e atente para a tonicidade das palavras.



Devia ter amado mais

Ter chorado mais

Ter visto o Sol nascer

Devia ter arriscado mais

E até errado mais

Ter feito o que eu queria fazer


Queria ter aceitado

As pessoas como elas são

Cada um sabe a alegria

E a dor que traz no coração


O acaso vai me proteger

Enquanto eu andar distraído

O acaso vai me proteger

Enquanto eu andar



BRITTO, Sérgio. Epitáfio, 2001. Fonte: https://www.letras.mus.br/ titas/48968/ acesso 18 Ago 2025 (Adaptado)



Considerando a tonicidade das palavras em destaque no texto, a classificação dessas palavras, respectivamente, é:

Alternativas
Q3653910 Português
Assinale a alternativa que se apresenta totalmente de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.
Alternativas
Q3649074 Português
Dentre as palavras a seguir, é oxítona apenas:
Alternativas
Respostas
41: A
42: B
43: D
44: D
45: A
46: C
47: C
48: E
49: C
50: E
51: C
52: E
53: C
54: D
55: A
56: A
57: A
58: B
59: E
60: C