Questões de Concurso
Comentadas sobre acentuação gráfica: proparoxítonas, paroxítonas, oxítonas e hiatos em português
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A palavra “ninguém” de acordo com as regras de acentuação gráfica, é:
I. “em “Mas, infelizmente, não pude responder sua cartinha, porque você não colocou seu endereço.”, a palavra destacada poderia ser substituída por “pois”.
II. Em “O Brasil precisa muito de você, Olivia.”, o vocábulo destacado possui função sintática de aposto.
III. Levando-se em consideração a sílaba tônica do nome da interlocutora, conforme foi escrito pelo autor do texto, é correto afirmar que se trata de palavra paroxítona.
Está CORRETO o que se afirma em:
A luz do Sol, ao chegar à atmosfera, possui coloração branca, porém, essa luz se movimenta por meio de ondas que permanecem espalhadas de maneira imperceptível aos olhos. Por causa do oxigênio e do nitrogênio presentes na atmosfera, a luz solar sofre algumas alterações relacionadas à cor, pois, apesar de ser branca aos olhos, é, na verdade, um misto de várias cores, que podem ser vistas, por exemplo, quando ocorre a formação de um arco-íris. Cada cor possui uma onda com tamanho diferente. A onda correspondente à cor azul possui um dos menores comprimentos visíveis, e o maior pertence à cor vermelha. Quando a luz solar, influenciada pelos gases atmosféricos, chega à percepção humana, ocorre um fenômeno físico nomeado espalhamento Rayleigh, que provoca a dispersão dessa luz ao passar por determinadas partículas de ar. Esse cruzamento entre a luz e as partículas de ar apresenta um reflexo da luz que possui absorção de parte de sua energia, de modo que suas cargas vibrem, emitindo mais radiação. Como a cor azul possui menor comprimento, as pequenas partículas de ar presentes na atmosfera encontram compatibilidade com elas, absorvendo-a. Ao absorver o azul, as partículas de ar liberam essa coloração por todo o espaço, dando a impressão de que o céu é azul. Quando o Sol chega ao ocaso, sua luz se distancia da atmosfera, fazendo com que o azul seja diluído. A partir daí, consegue-se perceber o tom avermelhado no céu por causa da onda de maior comprimento dessa cor. O aparecimento do vermelho se deve à necessidade de uma onda se espalhar menos pela atmosfera por causa da distância entre ela e o astro. Adaptado de: <http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/curiosidades/por-queceu-azul.htm>.
Em qual das palavras abaixo o acento agudo foi empregado INCORRETAMENTE:
No mundo moderno, somos livres como jamais fomos. Podemos fazer quase tudo que queremos e com um simples toque no mouse, somos capazes de comprar, fazer amizades e encontrar a nossa "alma gêmea". Nos sites de relacionamento, escolhemos a pessoa amada através de uma simples foto com vários efeitos especiais. Não podemos generalizar, mas podemos afirmar que não temos mais a oportunidade de conhecer as pessoas internamente, contamos muito com a beleza física do outro e simplesmente esquecemos de ver os indivíduos por dentro. Preferimos "falar" sobre tudo pelas mensagens de texto. Quem nunca falou sobre sexo, intimidade ou futuro? As redes sociais unem e, ao mesmo tempo, afastam as pessoas. Quando amigos virtuais se encontram pela primeira vez, sentem-se completamente envergonhados ou sem assunto. Podemos ter as redes sociais "bombando", fotos com mil curtidas por segundo, milhares de compartilhamentos. Mas o que ganhamos com isso, além de uma autoestima mais elevada? Parece brincadeira, mas trocamos nossas famílias, nossos domingos em que todos comiam juntos, não passeamos mais na praça nos finais de tarde e muito menos sentimos a mão suada e coração palpitando em ver a pessoa amada. Trocamos nossas vidas, nossos sentimentos e nos apegamos a um simples objeto. Uns custam caros, outros baratos, mas não deixam de ser um telefone celular. Como diz nosso amigo e inteligentíssimo Bauman: "É um erro acreditar que a experiência de se relacionar superficialmente irá gerar experiência para um relacionamento duradouro". Creio que nunca fomos tão fúteis e solitários como nos dias atuais. A cada dia que passa, mais pessoas estão com a tão temida depressão, ansiedade e o terror chamado síndrome do pânico. Espero que não sejamos escravos da tecnologia - ou já somos?
http://noticias.uol.com.br/opiniao/coluna/
“Beleza física”, a palavra em destaque recebe, obrigatoriamente, acento gráfico, devido a uma regra gramatical específica. O mesmo ocorre com a palavra:
... que constrói casa, mas é o único animal que precisa de fechadura ... que foge dos outros, mas é o único que chama de retirada estratégica ... que se ajoelha, mas é o único que faz isto voluntariamente ... que trai, polui a aterroriza, mas é o único que se justifica depois ... que engole sapo, mas é o único que não faz isso pelo valor nutricional ... que faz sexo, mas é o único que precisa de manual de instruções. **Luis Fernando Verissimo (** Poesia numa hora dessas?. Porto Alegre: L&PM. p.19)
Sobre a parta gramatical do poema, analise com atenção as afirmativas seguintes:
I. “Constrói” é uma palavra oxítona, porém acentuada pela regra dos ditongos orais abertos. II. Com a Nova Ortografia da Língua Portuguesa, a palavra “constrói” não sofre alteração, não perdendo, portanto, o acento gráfico. III. O pronome relativo QUE, no início de cada verso, exerce a função sintática de sujeito. IV. A conjunção MAS, que estabelece a coesão do texto, tem sentido de oposição. V. A conjunção MAS é classificada como Coordenativa Sindética Adversativa.
Agora, assinale a alternativa que contém a resposta CORRETA:
Neste domingo (10), as 18h30, sera apresentado o documentario “Belem 400 anos, a influencia francesa na capital paraense”. A exibição vai ate o dia 14 de julho e a sessão tem entrada gratuita no Cinema Olympia, em Belem.
Texto adaptado. Disponível em <http://g1 .globo.com/pa/>. Acesso em 10 jul 2016.
(Texto 01)
São incalculáveis os resultados que os mais diversos grupos de interesse setorial já amealharam para si no Brasil. É tamanho o sucesso desses grupos que passam a ser referência para aqueles que ainda lutam de forma determinada para conseguir estabelecer uma prática semelhante, visando também conquistar suas benesses específicas.
A diversidade de iniciativas em torno da “defesa dos interesses”, no entanto, não deveria avançar para além de limites que caracterizam uma conquista legítima. Não faz qualquer sentido a concessão de uma melhor condição a um determinado setor se esta gerar um prejuízo relevante e não justificável a terceiros, ou mesmo para todo o conjunto da sociedade.
Nada mais atual que comprovar o rápido desmonte de nosso patrimônio natural em troca da permissividade que representa a exploração excessiva dos solos e a sua sistemática degradação, em muito curto prazo. A perda de produtividade de amplas áreas utilizadas para a agricultura nacional e o avanço do desmatamento em todos os pontos do país são temas de interesse e responsabilidade de toda a sociedade e deveriam ser amparados por políticas públicas nesse sentido.
(Adaptado da Gazeta do Povo, 13/04/2016)
Vereador é suspeito de exercício ilegal da odontologia, no AM
De 2014 até maio de 2015, o Conselho Regional de Odontologia do Amazonas (CRO-AM) emitiu 361 notificações por diversos tipos de irregularidades na área de odontologia. Dentre elas está o Exercício Ilegal da profissão.
Uma das ocorrências registradas nos primeiros meses de 2015 foi a de um vereador flagrado exercendo a atividade de forma ilegal. [...]
O presidente do órgão, João Franco, disse que o vereador fazia atendimentos odontológicos em um consultório na cidade de Uairini. Segundo Franco, o parlamentar não tem qualquer formação na área e não poderia estar atendendo pacientes. Ele já havia sido notificado durante fiscalização anterior por atuar como falso dentista.
"Ele já respondia pelo exercício ilegal. Ele foi flagrado atendendo sem nenhum equipamento de segurança", disse o presidente.
Dos casos registrados em 2014, 12 correspondem ao exercício ilegal da profissão de dentista. Nenhuma das pessoas tinha registro no Conselho, conforme o CRO. Neste ano, já foram registradas nove notificações.
O presidente João Franco disse ainda que 81 clínicas foram flagradas funcionando no ano passado sem qualquer registro no Conselho. Ao todo, 38 clínicas sem registro foram notificadas em 2015.
Ainda há casos de exercício da atividade ilegal de produção de prótese. Neste ano, foram registrados três casos de pessoas que faziam o serviço sem autorização. No ano passado, houve seis casos.
João Franco destacou que o Conselho cumpre um cronograma de fiscalizações na capital e no interior do estado. Novo Airão, Manacapuru, Careiro da Várzea, Iranduba e Rio Preto da Eva estão entre os municípios que receberam a ação nas últimas semanas.
O diretor observou que a programação de blitzes está dentro prazo, mas disse que as distâncias entre as cidades prejudicam o trabalho das equipes.
"Não é uma realidade apenas do Amazonas. Nossas ações visam impedir que pessoas sem formação atendam e coloquem em risco a saúde da população", disse.
Segundo o CRO, o paciente pode ajudar no combate à atividade ilegal, caso identifique um local que não possui condições apropriadas para atendimentos. Denúncias podem ser feitas no Conselho ou ainda nos distritos de polícia de Manaus.
João Franco alertou para o risco de contaminação. "A prática ilegal pode resultar em complicações graves com a contaminação de doenças, como herpes, HIV, hepatite e infecções bacterianas ocasionadas pela falta de higiene ou esterilização inadequada de alimentos", disse.
(g1.globo.com)
Considerações sobre a loucura
Ferreira Gullar
Ouço frequentemente pessoas opinarem sobre tratamento psiquiátrico sem na verdade conhecerem o problema. É bacana ser contra internação. Por isso mesmo traçam um retrato equivocado de como os pacientes eram tratados no passado em manicômios infernais por médicos que só pensavam em torturá-los com choques elétricos, camisas de força e metê-los em solitárias.
Por isso mesmo exaltam o movimento antimanicomial, que se opõe à internação dos doentes mentais. Segundo eles, os pacientes são metidos em hospitais psiquiátricos porque a família quer se ver livre deles. Só pode fazer tal afirmação quem nunca teve que conviver com um doente mental e, por isso, ignora o tormento que tal situação pode implicar.
Nada mais doloroso para uma mãe ou um pai do que ter de admitir que seu filho é esquizofrênico e ser, por isso, obrigado a interná-lo. Há certamente pais que se negam a fazê-lo, mas ao custo de ser por ele agredido ou vê-lo por fim à própria vida, jogando-se da janela do apartamento.
Como aquelas pessoas não enfrentam tais situações, inventam que os hospitais psiquiátricos, ainda hoje, são locais de tortura. Ignoram que as clínicas atuais, em sua maioria, graças aos remédios neuroléticos, nada têm dos manicômios do passado.
Recentemente, num desses programas de televisão, ouvi pessoas afirmarem que o verdadeiro tratamento psiquiátrico foi inventado pela médica Nise da Silveira, que curava os doentes com atividades artísticas. Trata-se de um equívoco. A terapia ocupacional, artística ou não, jamais curou algum doente.
Trata-se, graças a Nise, de uma ocupação que lhe dá prazer e, por mantê-lo ocupado, alivia-lhe as tensões psíquicas. Quando o doente é, apesar de louco, um artista talentoso, como Emygdio de Barros ou Arthur Bispo do Rosário, realiza-se artisticamente e encontra assim um modo de ser feliz.
Graças à atividade dos internados no Centro Psiquiátrico Nacional, do Engenho de Dentro, no Estado do Rio, criou-se o Museu de Imagens do Inconsciente, que muito contribuiu para o reconhecimento do valor estético dos artistas doentes mentais. Mas é bom entender que não é a loucura que torna alguém artista; de fato, ele é artístico apesar de louco.
Tanto isso é verdade que, das dezenas de pacientes que trabalharam no ateliê do Centro Psiquiátrico, apenas quatro ou cinco criaram obras de arte. Deve-se reconhecer, também, que conforme a personalidade de cada um seu estado mental compõe a expressão estética que produz.
No tal programa de TV, alguém afirmou que, graças a Nise da Silveira, o tratamento psiquiátrico tornou-se o que é hoje. Não é verdade, isso se deve à invenção dos remédios neurolépticos que possibilitam o controle do surto psíquico.
É também graças a essa medicação que as internações se tornaram menos frequentes e, quando necessárias, duram pouco tempo – o tempo necessário ao controle do surto por medicação mais forte. Superada a crise, o paciente volta para casa e continua tomando as doses necessárias à manutenção da estabilidade mental.
Não pretendo com esses argumentos diminuir a extraordinária contribuição dada pela médica Nise da Silveira ao tratamento dos doentes mentais no Brasil. Fui amigo dela e acompanhei de perto, juntamente com Mário Pedrosa, o seu trabalho no Centro Psiquiátrico Nacional.
Uma das qualidades dela era o seu afeto pelas pessoas e particularmente pelo doente mental. Eis um exemplo: como o Natal se aproximava, ela perguntou aos pacientes o que queriam de presente. Emygdio respondeu: um guarda-chuva.
Como dentro do hospital naturalmente não chovia, ela concluiu que ele queria ir embora para casa. E era. Ela providenciou para que levasse consigo tinta e tela, a fim de que não parasse de pintar.
Ele se foi, mas, passado algum tempo, alguém toca a campainha do gabinete da médica. Ela abre a porta, era o Emygdio, de paletó, gravata e maleta na mão. “Voltei para continuar pintando, porque lá em casa não dava pé.” E ficou pintando ali até completar 80 anos, quando, por lei, teve que deixar o hospital e ir para um abrigo de idosos, onde morreu anos depois.
(Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ferreiragullar/2016/02/174 1258-consideracoes-sobre-a-loucura.shtml)
Considerações sobre a loucura
Ferreira Gullar
Ouço frequentemente pessoas opinarem sobre tratamento psiquiátrico sem na verdade conhecerem o problema. É bacana ser contra internação. Por isso mesmo traçam um retrato equivocado de como os pacientes eram tratados no passado em manicômios infernais por médicos que só pensavam em torturá-los com choques elétricos, camisas de força e metê-los em solitárias.
Por isso mesmo exaltam o movimento antimanicomial, que se opõe à internação dos doentes mentais. Segundo eles, os pacientes são metidos em hospitais psiquiátricos porque a família quer se ver livre deles. Só pode fazer tal afirmação quem nunca teve que conviver com um doente mental e, por isso, ignora o tormento que tal situação pode implicar.
Nada mais doloroso para uma mãe ou um pai do que ter de admitir que seu filho é esquizofrênico e ser, por isso, obrigado a interná-lo. Há certamente pais que se negam a fazê-lo, mas ao custo de ser por ele agredido ou vê-lo por fim à própria vida, jogando-se da janela do apartamento.
Como aquelas pessoas não enfrentam tais situações, inventam que os hospitais psiquiátricos, ainda hoje, são locais de tortura. Ignoram que as clínicas atuais, em sua maioria, graças aos remédios neuroléticos, nada têm dos manicômios do passado.
Recentemente, num desses programas de televisão, ouvi pessoas afirmarem que o verdadeiro tratamento psiquiátrico foi inventado pela médica Nise da Silveira, que curava os doentes com atividades artísticas. Trata-se de um equívoco. A terapia ocupacional, artística ou não, jamais curou algum doente.
Trata-se, graças a Nise, de uma ocupação que lhe dá prazer e, por mantê-lo ocupado, alivia-lhe as tensões psíquicas. Quando o doente é, apesar de louco, um artista talentoso, como Emygdio de Barros ou Arthur Bispo do Rosário, realiza-se artisticamente e encontra assim um modo de ser feliz.
Graças à atividade dos internados no Centro Psiquiátrico Nacional, do Engenho de Dentro, no Estado do Rio, criou-se o Museu de Imagens do Inconsciente, que muito contribuiu para o reconhecimento do valor estético dos artistas doentes mentais. Mas é bom entender que não é a loucura que torna alguém artista; de fato, ele é artístico apesar de louco.
Tanto isso é verdade que, das dezenas de pacientes que trabalharam no ateliê do Centro Psiquiátrico, apenas quatro ou cinco criaram obras de arte. Deve-se reconhecer, também, que conforme a personalidade de cada um seu estado mental compõe a expressão estética que produz.
No tal programa de TV, alguém afirmou que, graças a Nise da Silveira, o tratamento psiquiátrico tornou-se o que é hoje. Não é verdade, isso se deve à invenção dos remédios neurolépticos que possibilitam o controle do surto psíquico.
É também graças a essa medicação que as internações se tornaram menos frequentes e, quando necessárias, duram pouco tempo – o tempo necessário ao controle do surto por medicação mais forte. Superada a crise, o paciente volta para casa e continua tomando as doses necessárias à manutenção da estabilidade mental.
Não pretendo com esses argumentos diminuir a extraordinária contribuição dada pela médica Nise da Silveira ao tratamento dos doentes mentais no Brasil. Fui amigo dela e acompanhei de perto, juntamente com Mário Pedrosa, o seu trabalho no Centro Psiquiátrico Nacional.
Uma das qualidades dela era o seu afeto pelas pessoas e particularmente pelo doente mental. Eis um exemplo: como o Natal se aproximava, ela perguntou aos pacientes o que queriam de presente. Emygdio respondeu: um guarda-chuva.
Como dentro do hospital naturalmente não chovia, ela concluiu que ele queria ir embora para casa. E era. Ela providenciou para que levasse consigo tinta e tela, a fim de que não parasse de pintar.
Ele se foi, mas, passado algum tempo, alguém toca a campainha do gabinete da médica. Ela abre a porta, era o Emygdio, de paletó, gravata e maleta na mão. “Voltei para continuar pintando, porque lá em casa não dava pé.” E ficou pintando ali até completar 80 anos, quando, por lei, teve que deixar o hospital e ir para um abrigo de idosos, onde morreu anos depois.
(Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ferreiragullar/2016/02/174 1258-consideracoes-sobre-a-loucura.shtml)