Questões de Concurso
Comentadas sobre acentuação gráfica: proparoxítonas, paroxítonas, oxítonas e hiatos em português
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Texto para o item.

Considerando o texto e seus aspectos linguísticos, julgue o item.
As palavras “órgãos”, “sanguínea” e “responsáveis” são acentuadas graficamente de acordo com a mesma regra de
acentuação gráfica.
Olhar o vizinho é o primeiro passo
Não é preciso ser filósofo na atualidade, para perceber que o “bom” e o “bem” não prevalecem tanto quanto desejamos. Sob a égide de uma moral individualista, o consumo e a concentração de renda despontam como metas pessoais e fazem muitos de nós nos esquecermos do outro, do irmão, do próximo. Passamos muito tempo olhando para nossos próprios umbigos ou mergulhados em nossas crises existenciais e não reparamos nos pedidos de ajuda de quem está ao nosso lado. É difícil tirar os óculos escuros da indiferença e estender a mão, não para dar uma esmola à criança que faz malabarismo no sinal, para ganhar um trocado simpático, mas para tentar mudar uma situação adversa, fazer a diferença. O que as pessoas que ajudam outras nos mostram é que basta querer, para mudar o mundo. Não é preciso ser milionário para fazer uma doação. Se não há dinheiro, o trabalho também é bem-vindo. Doar um pouco de conhecimento ou expertise, para fazer o bem a outros que não têm acesso a esses serviços, é mais que caridade: é senso de responsabilidade. Basta ter disposição e sentimento e fazer um trabalho de formiguinha, pois, como diz o ditado, é a união que faz a força! Graças a esses filósofos da prática, ainda podemos colocar fé na humanidade. Eles nos mostram que fazer o bem é bom e seguem esse caminho por puro amor, vocação e humanismo.
(Diário do Nordeste. Abril 2008. Com adaptações.)
Vida útil dos produtos está cada vez mais curta
com a obsolescência programada
Por Luiza Ester
Eletrodomésticos, eletrônicos, eletroeletrônicos e dispositivos digitais são, invariavelmente, descartados depois de algum tempo. Isso ocorre, muitas vezes, pelo desgaste do produto ou pela vontade do consumidor de adquirir novas versões daquele objeto de desejo. O que muitas pessoas não sabem é que esses objetos podem ser feitos pelos próprios fabricantes para não funcionar depois de um tempo programado, caracterizando a obsolescência programada.
O produto acaba se tornando ultrapassado ou não-funcional propositalmente, com o intuito de forçar a compra das suas novas gerações, fazendo aumentar a circulação e o consumo de produtos. Por isso, mais da metade dos aparelhos móveis e domésticos são substituídos em um curto período de tempo.
80% dos brasileiros não buscam assistência técnica e 46% preferem comprar novos aparelhos a consertar os velhos. De acordo com estudo, dentre os aparelhos mais usados pelos brasileiros, o celular é o que tem menor durabilidade, com uma vida útil de, em média, três anos.
[...]
Mas como os fabricantes conseguem diminuir a vida útil dos aparelhos? Segundo o professor Geneflides Silva, 48, mestre em Informática Aplicada, a transformação provém da crescente evolução tecnológica e, consequentemente, da busca por inovação. “As pesquisas científicas permitem cada vez mais um conhecimento das propriedades físicas e químicas dos componentes, ocasionando um controle quase que absoluto do comportamento desejado de tais substâncias. Desta forma, este domínio permite aplicar na fabricação e durabilidade dos dispositivos”, afirma.
Adaptado de:<http://portaldonic.com.br/jornalismo/2017/06/16/vida-util-dos-produtos-esta-cada-vez-mais-curta-com-a-obsolescencia-programada/>
De acordo com o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa e com base na acentuação gráfica dos ditongos representados por ei e oi da silaba tônica das palavras paroxítonas, a(s) palavra(s) grafada(s) corretamente é(são):
I. Proteico.
II. Idéia.
III. Bóia.
IV. Aldeia.
V. Assembléia.
Está(ão) correta(s):
Com base no Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa e nas regras de acentuação gráfica das palavras paroxítonas, levam acento agudo as seguintes palavras:
I. amável.
II. ímpar.
III. enjôo
IV. córtex.
V. bóia.
Estão corretas:
AMAN
A Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) forma os oficiais combatentes do Exército. Ela ocupa uma área de 67km² estendendo-se da Rodovia Presidente Dutra até as encostas da Serra da Mantiqueira e do Maciço do Itatiaia. Aberta à visitação, a AMAN dispõe de um dos maiores e mais completos parques esportivos do estado do Rio de Janeiro, além de um moderno teatro com capacidade para 2.821 pessoas.
A Cidade Acadêmica, como também é conhecida a área em que a Academia está instalada, abriga uma população aproximada de 12.000 habitantes e dispõe de um complexo arquitetônico e paisagístico dos mais bonitos.
Além do teatro acadêmico, dentro de sua área, estão o Conjunto Principal (comando, administração, salas de aula, museu, bibliotecas e refeitórios) uma ampla praça de esportes (dois estádios, parque aquático, quadras diversas, pista de treinamento utilitário, centro de excelência em reabilitação / academia de musculação, dois ginásios cobertos e centro hípico), uma das mais completas instalações de tiro do mundo, dependências próprias para a instrução militar, um Hospital Escolar, um auditório para 1.150 pessoas, vila residencial com 3 bairros, totalizando 580 moradias e instalações de apoio ao ensino, logísticas e administrativas, tudo sob a supervisão de uma prefeitura militar.
Dispõe, ainda, de agências bancárias, agência dos correios, igrejas, uma escola estadual e dois clubes recreativos - o Círculo Militar das Agulhas Negras (CIMAN) e o Clube de Subtenentes e Sargentos das Agulhas Negras (CSSAN, o antigo GRUMC) - proporcionando apoio e serviços aos cadetes e aos moradores das vilas residenciais.
http://resende.rj.gov.br/turismo/3
Não o suficiente
Carla Dias
Sentado à mesa, cercado por tantos. Entende bem o que acontece ali, mas é experiente em enganar os próprios sentidos, mesmo não gostando dessa qualidade da qual não consegue se livrar. Vale-se dela sempre que a oportunidade se apresenta. É um talento. Um incômodo talento.
Permanece ali, os braços cruzados, a cabeça levemente inclinada, como se observasse o cenário que se estende além.
Já conhece as manifestações que se alardeiam, durante esses encontros sociais. Na verdade, compôs uma canção, certa vez, com uma inquietante letra gerada de combinações de algumas delas: não cabe aqui, não serve para isso, não orna com aquilo, não é sua culpa, mas não vai dar certo.
É bom, só que não o suficiente.
Não ser o suficiente é meio que o slogan da vida dele, alguém considerado nada suficiente, até mesmo quando transborda. Acostumou-se a ser visto dessa forma.
A tal canção tomou conta dele. É capaz de cantá-la de trás para frente, formar novos versos, bagunçar as palavras e, ainda assim, elas continuam ridiculamente cruéis. A melodia, não... Nela ele se recusa a mexer. Ela é a única beleza que reina plena nesse baile da saudade que acontece em seu dentro. Há ternura nessa afiada melodia, ela que é a única cria da qual ele não sente vergonha de ter trazido ao mundo.
Apegou-se a uma frase que escutou um alguém verbalizar, enquanto passava por ele, depois de um dia de inutilidades profissionais. “Equilibrar-se é saber se desequilibrar com elegância.” Achou aquilo de uma sabedoria profunda e profana. De uma dualidade revigorante, porque se considera equilibrado com a boca cheia de palavras engolidas, de mágoas salientes, de lamentos reverberantes. Daqueles que bufa, do nada, assustando a pessoa que dorme sentada ao lado, em alguma sala de espera da vida.
A elegância do desequilíbrio é o que mantém à mesa. Ninguém ali se importa de fato com ele, ou deseja escutar o que ele tem a dizer. Sabem seu nome, porque saber o nome oferece pompa, na hora de chamar o insignificante para o campo, e que ele batalhe pelos que significam. É como se chamassem um animal de estimação. Ele atende, rasteja-se, servil, até eles. Atende aos desejos desses sujeitos que acham que a própria dignidade mora na indignidade do outro.
Os nada suficientes.
Estranhamente, essas pessoas significam para ele. Há algo de aprendizado nessa labuta de dissonantes inseguranças travestidas de hierarquia. Estranhamente, ele se alimenta da espera pelo dia em que, rebelde como jamais antes, ele se levantará e partirá dali, deles. Sumirá das vistas, das teias, das inseguranças desses significantes que não sabem significar sem desidentificar o outro.
Equilibrar-se ao desequilibrar-se com elegância, para ele, é combater, na singeleza do insignificante, uma diplomacia mimada, das que atendem a todos os clichês abrandadores de mal-estar. Então, quando dão a vez a ele, permitem ao insuficiente se manifestar, ele sorri e se cala, enquanto rumina a ciência de que, sim, ele sabe que não é o suficiente, ao menos não para atender ao catálogo dos desejos impróprios. Porque acha de uma impropriedade sibilante ter de atender aos desejos alheios, enquanto sufoca os próprios.
Ele sorri a certeza de que acontecerá o dia em que ele os reconhecerá, os desejos que vem diluindo em vulgares ironias, recebidas assim, embrulhadas em pequenas doses de falseada gentileza. O dia em que os libertará de uma polidez adquirida como proteção e os soltará no mundo, rebeldes e eletrizantes. Livres.
E isso será o suficiente. Ele será o suficientemente corajoso para se despedir de seus apaixonantes flagelos. Desequilibradamente equilibrado, dará a vez a si.
Disponível em:<http://www.cronicadodia.com.br/2019/08/nao-o-suficiente-carla-dias.html>
Considere o seguinte texto:
O exercicio fisico é considerado pela medicina um remedio natural contra infarto, acidente vascular cerebral, depressão e cancer. Mais recentemente, surgiram evidencias dos beneficios para o cerebro, especialmente para conter a perda de memoria e o declinio cognitivo que marcam a doença de Alzheimer. Na semana passada, pesquisadores brasileiros confirmaram os efeitos positivos da pratica e foram alem, mostrando o mecanismo pelo qual exercitar-se regularmente é uma boa forma de prevenção e de tratamento da enfermidade. Em artigo publicado na versão online da revista cientifica Nature Medicine, a equipe da Universidade Federal do Rio de Janeiro responsavel pelo estudo mostrou que a explicação esta na irisina, hormonio liberado durante a execução das atividades.
(Adaptado de: https://istoe.com.br/exercicio-protege-contra-o-alzheimer/)
Quantas palavras, nesse trecho, deveriam estar acentuadas, mas não estão?
I. O plural de "Juiz" não deve receber acento visto que é formado por hiato tônico acompanhado da letra "z". II. “Deixe de ser paranóico". A palavra destacada está corretamente acentuada porque é uma paroxítona formada por ditongo tônico aberto. III. Coreia, assembleia, colmeia, ideia e geleia são exemplos de palavras que deixaram de ser acentuadas com o novo acordo ortográfico.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
Analise as frases abaixo, em conformidade com o acordo ortográfico da Língua Portuguesa vigente.
▪ Os ......................nas Sagradas Escrituras.
▪ Os fatos .................. poder para modificar as palavras.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
Leia o texto abaixo para responder à questão.
Quer viver mais? Adote um cachorro, diz estudo
A presença do animal em casa ajuda a reduzir os níveis de stress, pressão arterial e colesterol, além de promover melhor saúde mental. [...] Agora, pesquisadores descobriram que ter um cachorro pode diminuir em 24% o risco de morte prematura por qualquer causa. Os benefícios podem ser ainda maiores para pacientes que já tiveram um ataque cardíaco (até 33%) e AVC (27%). Os achados foram publicados, nesta manhã, na revista Circulation.
“Sabemos que a solidão e o estilo de vida sedentário são importantes fatores de risco para morte prematura. Os cães são uma excelente motivação para seus donos saírem ao ar livre ao levá-los para passear”, explicou Tove Fall, da Universidade de Uppsala, na Suécia, ao NBC News. [...] A companhia de um cachorro pode reduzir os níveis de cortisol, conhecido como hormônio do stress. “Quando o stress é ativado com muita frequência, leva à degradação no corpo em geral”, disse Neda Gould, da Faculdade de Medicina Johns Hopkins, nos Estados Unidos, à NBC News.
Estudos anteriores sugerem que a presença do bichinho de estimação melhora os níveis de colesterol e da pressão arterial. “Um estudo, o meu favorito, descobriu que apenas o efeito de acariciar um cão pode reduzir sua pressão arterial tanto quanto um medicamento”, contou Caroline K., da Univ. de Toronto, no Canadá, à CNN. Outra possível explicação para o fenômeno é a prática do cuidado com o outro. “As pessoas não adotam um cachorro para ter benefícios de saúde, elas o adotam para beneficiar o animal. Este altruísmo traz inúmeros benefícios à saúde mental”, completou Haider W., da E. Medicina de Harvard (EUA), à NBC News.
(Fonte: Redação. Publicado em 8 out 2019/ adaptado.)
( )A palavra em destaque no último parágrafo apresenta o mesmo sentido de “egotismo”.
( )As palavras “níveis” e “possível”são proparoxítonas. Isto justifica o uso de acento agudo.
( )As palavras “saúde” e “saírem” são paroxítonas que possuem vogal tônica (i ou u) em hiato.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.