Questões de Concurso Comentadas sobre acentuação gráfica: proparoxítonas, paroxítonas, oxítonas e hiatos em português

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Q1305470 Português
Sobre a acentuação das palavras, assinale a alternativa correta:
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Q1300336 Português
Observe as frases abaixo:

I- O coordenador solicitou nova _____ da situação; II- Precisamos que você _____ novamente os resultados do exame; III- Elas _____ uma amizade muito forte com aquele rapaz; IV- Bruno _____ uma relação fora do casamento.
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Q1296683 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO

PRINCESA E O PADEIRO 

Outro dia falei de nomes de gente que soam estranhos. Onomásticos escalafobéticos. Inventados, ou formados com sílabas dos nomes materno e paterno. Como Catacisco e Ciscorina. Nome também é questão de moda. Tareja, por influência de Teresa de Ávila, virou Teresa. Veio Teresinha do Menino Jesus, a carmelita de Lisieux, e uma onda de Teresinhas pipocou por aí. Hoje, a tendência é Teresinha voltar a Teresa. Amanhã poderá regredir a Tareja, por que não?

Entre nomes que já foram nobres e bonitos, citei Urraca. Cem por cento português. Quem está no Brasil há várias gerações e vem do tronco lusitano pode procurar na sua árvore genealógica e logo acha uma remota Urraca. Parece arroto, me telegrafou um leitor. O mau gosto corre por sua conta. Por sinal ele tem um nome que, além de inglês, é family name no mundo anglo-saxão.

Coincidência aconteceu com uma senhora paulista que também nunca tinha ouvido falar em Urraca. Parece pigarro, disse ela, assim que me leu. E foi passar o fim de semana na sua bela fazenda, entre convidados brasileiros e estrangeiros. Uma amiga ficou de levar uma princesa. Italiana, mas encontro de várias casas reais. Na hora da apresentação, como se chama Sua Alteza Sereníssima? Urraca. Há vinte anos não vinha ao Brasil. Titulada e brasonada, 79 anos, Urraca a todos cativou. Mais bonitos do que o dia, só os seus olhos.

Uma Urraca na minha coluna e uma Urraca na vida real. É muita coincidência. Pois não é tanta assim. Coincidências, dezenas, centenas, posso contar. Não só eu, mas muita gente. Há quem estude o fenômeno, como o Luís Edgar de Andrade (que é também genealogista). Nos Estados Unidos, scholars estão atentos à relação entre a sincronicidade e a coincidência. É o caso do prof. Carl Alfred Meier, suíço, 83 anos. Editor da revista Psychological Perspectives, ele conta aí uma coincidência que testemunhou e pesquisou. Teve um cliente, padeiro de profissão. Homem bronco. Tomando conhecimento de que sonhava muito, o prof. Meier lhe pediu que escrevesse os seus sonhos. Com dificuldade, o cliente botou no papel cinco números. Durante cinco meses, o sonho se repetiu. Cinco números diferentes de cada vez. Mais nada. Um belo dia, a revelação: eram os números sorteados na loteria nacional suíça. Sonhados sempre de véspera. Era só jogar e ganhar. Uma barbada. Mas, a partir daí, o padeiro nunca mais sonhou com números. Fenômeno parapsicológico você não controla, diz o prof. Meier.

Otto Lara Resende

Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/5980/a-princesa-e-o-padeiro 

Durante o texto, pode-se perceber a presença de vários vocábulos monossilábicos. Dentre os abaixo, o que possui regra de acentuação diferente dos demais é:
Alternativas
Q1289420 Português
Assinale a opção em que todas as palavras estão grafadas e acentuadas corretamente, segundo a Nova Ortografia:
Alternativas
Q1289416 Português
As palavras cipós e órfãos são acentuadas por serem respectivamente:
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Q1287237 Português
Exposição no Palácio dos Bandeirantes convida a viajar
para o passado 

     A exposição “Arte e história nas coleções públicas paulistas”, em cartaz no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, convida o visitante a passear pelo passado. São mais de 200 peças trazidas do Museu Paulista (mais conhecido como Museu do Ipiranga), da Pinacoteca do Estado e do Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo. Uma coleção de ferros de passar roupa, uma carruagem do século XIX, mobiliário da elite paulista e telas de pintores como Benedito Calixto e Antonio Ferrigno contam episódios da história do Brasil desde os tempos coloniais. É a primeira vez que uma exposição reúne peças dos três mais antigos acervos culturais paulistas num único espaço. 
     Para ajudar os visitantes ____ viajar para o passado, a exposição começa com uma apresentação do grupo de teatro do Instituto Histórico e Geográfico de São Vicente. Vestidos ____ moda do século XIX, cerca de 20 atores interpretam personagens típicos do Brasil _____ vésperas da Independência: escravos, capitães do mato, padeiros portugueses, aristocratas indolentes, polemistas da imprensa e sinhás. Alguns personagens históricos também entram em cena, como a escritora negra Maria Firmina dos Reis, o jornalista Manoel Bastos Tigre e Dona Leopoldina, mulher de Dom Pedro I. 
     Os personagens conversam sobre dilemas do Brasil de 1822: uma escrava exige sua liberdade e o senhor diz que razões econômicas impedem a Abolição; uma portuguesa maldiz as ideias independentistas de certos brasileiros; um menino jornaleiro anuncia notícias da época. A pecinha termina com o grito “Independência ou morte!”, bradado por um Dom Pedro de no máximo 6 anos de idade. 
     Depois da apresentação, os atores passeiam pela exposição com os visitantes. Boa parte do espaço da exposição é dedicada ____ iconografia produzida sobre os bandeirantes, que foram glorificados em pinturas acadêmicas e bucólicas. No início do XX, membros da elite paulista costumavam encomendar obras de arte de temática bandeirante para o Museu do Ipiranga. A exposição tenta problematizar os bandeirantes e lembra as brutalidades cometidas por eles contra populações indígenas. Mas a história que os quadros contam é outra: paulistas orgulhosos, com barbas longas e chapéus de aba larga, índios sempre em segundo plano. 

https://epoca.globo.com... - adaptado. 
Pelo novo Acordo Ortográfico, “éi” e “ói” perdem o acento quando formam sílaba tônica de palavras paroxítonas, por exemplo, “ideias” (terceiro parágrafo). Também perdeu seu acento, após o novo Acordo Ortográfico, a palavra:
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Q1286677 Português
Teoria científica explica por que o tempo “voa” quando envelhecemos

    O tempo voa quando ficamos mais velhos. Provavelmente você já ouviu essa frase de algum familiar ou até você mesmo tenha sentido isso. Um pesquisador da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, _____ uma nova teoria sobre o assunto, que foi publicada no periódico científico European Review, em 18 de março. Adrian Bejan, professor de engenharia mecânica na universidade, atribui a sensação de que o ritmo da vida acelera à capacidade de captação e processamento de imagens pelo cérebro, que diminui com o envelhecimento.
    Com a idade, segundo Bejan – que é Ph.D. no MIT e pesquisa sobre temas como termodinâmica, física aplicada e vida e evolução –, o ser humano experimenta cada vez mais a sensação de ter menos poder de processamento cerebral, o que causa a sensação de que tudo ficou mais rápido, como em um vídeo gravado com a técnica chamada time-lapse, que comprime horas inteiras em poucos minutos. Para ele, a mente humana sente essa discrepância temporal ao perceber menos imagens, ou seja, “o presente é diferente do passado porque a visualização mental mudou”.
    Isso seria ocasionado por mudanças no corpo, especialmente em redes nervosas e neurais, que crescem e se tornam mais complexas, tornando mais longo o caminho para os sinais externos recebidos, fora a degradação de tais percursos que acontece com a idade. O pesquisador diz que seria esse o motivo de os olhos das crianças se movimentarem mais rapidamente do que os dos adultos. Como as pessoas mais velhas ______ menos imagens, a percepção de passagem de tempo é alterada.
    “As pessoas frequentemente se mostram admiradas com o quanto conseguem se lembrar de dias que parecem ter durado para sempre quando eram jovens”, disse Bejan, em comunicado. “Não é que essas experiências eram muito mais profundas ou significativas, é apenas porque elas estavam processando tudo em alta velocidade”.
    A teoria de Bejan não é uma resposta definitiva sobre o assunto para a comunidade científica, é claro. No entanto, ela está em linha com uma pesquisa divulgada pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido, em 1993. Ele analisa a capacidade de observação de imagens do mundo. Os olhos de um adulto médio fazem de três a cinco observações por segundo, com fixações de 200 milissegundos a 300 milissegundos, enquanto as crianças observam mais com menor tempo de fixação.
https://exame.abril.com.br/ciencia... - adaptado.
Tendo em vista algumas palavras do texto, assinalar a alternativa em que ambas as palavras são acentuadas por serem proparoxítonas:
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Q1286638 Português
Poeira no ambiente doméstico pode contribuir para
obesidade infantil
           Já ouviu falar dos disruptores endócrinos? São substâncias químicas não produzidas pelo nosso organismo que têm a capacidade de desequilibrar nossos hormônios. Esses compostos do mal estão presentes em vários lugares: embalagens, alimentos, cosméticos… E na poeira dentro de casa também.
         O alerta vem de um estudo apresentado em março no ENDO 2019, Congresso Internacional de Endocrinologia, que aconteceu em Nova Orleans, nos Estados Unidos. De acordo com a pesquisa, as substâncias encontradas na sujeira doméstica podem contribuir para a obesidade infantil.
         Trabalhos anteriores já mostraram que existe relação entre os desreguladores endócrinos e o _________ de peso. Mas esse é um dos primeiros a olhar especificamente para a presença desses compostos na poeira que se acumula dentro de casa e seus efeitos na saúde dos pequenos.
        Para fazer a investigação, os autores coletaram 194 amostras de sujeira presentes em casas da Carolina do Norte, nos EUA. Em laboratório, eles ___________ as substâncias com potencial de desequilibrar o sistema endócrino e analisaram o potencial que elas têm de promover a multiplicação de células de gordura. Foram identificados 70 compostos com essa capacidade e outros 40 que agiriam como precursores de células do tecido adiposo.
          Os resultados mostraram que baixas concentrações de poeira já são suficientes para afetar o organismo dos pequenos. Esse processo acontece aos poucos, mas, no longo prazo, pode levar a um quadro de obesidade. Os pesquisadores identificaram que, nas casas de crianças obesas ou acima do peso, a presença desses disruptores era maior.
        A ideia é continuar as investigações e focar em outras ameaças dentro de casa – detergentes, produtos de limpeza e tintas também propagam as tais substâncias maléficas. Resta saber de que outras maneiras elas podem colocar em risco a nossa saúde.
https://super.abril.com.br/saude... - adaptado.
De acordo com o Novo Acordo Ortográfico, as palavras paroxítonas com ditongos abertos, como “ideia” (último parágrafo), passam a ser escritas sem acento. Assim como a palavra “ideia”, as palavras abaixo também são escritas sem acento após o Acordo Ortográfico, EXCETO:
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Q1285789 Português
As afirmações abaixo corrigem alguns erros comuns que escutamos ou lemos em nosso cotidiano. Em uma das opções a correção foi feita de forma equivocada. Identifique esta opção.As afirmações abaixo corrigem alguns erros comuns que escutamos ou lemos em nosso cotidiano. Em uma das opções a correção foi feita de forma equivocada. Identifique esta opção.
Alternativas
Q1284947 Português

A Paz e a Lei

A paz!! Não a vejo. Não há, como não pode existir, senão uma, é a que assenta na lei, na punição dos crimes, na responsabilidade dos culpados, na guarda rigorosa das instituições livres. Outra espécie de paz, não é senão a paz da servidão, a paz indigna e aviltante dos países oprimidos, a paz abjeta que a nossa índole e o nosso regímen essencialmente repelem, a paz que humilha todos os homens honestos, a paz que nenhuma criatura humana pode tolerar sem abaixar a cabeça envergonhada.

Esta não é a paz que eu desejo. Quando peço a observância da lei, é justamente porque a lei é o abrigo da tolerância e da bondade. Não há outra bondade real, Srs. Senadores, senão aquela que consiste na distribuição da justiça, isto é, no bem distribuído aos bons e no castigo dispensado aos maus.

E a tolerância, que vem a ser senão a observância da igualdade legal? Porventura temos sido nós iguais perante a lei, neste regímen, nestes quatro anos de Governo, especialmente? Há algum chefe de partido, há algum cabeça de grupo, algum amigo íntimo da situação, algum parente ou chegado às autoridades, que não reúna em sua pessoa um feixe de regalias, que não goze de prerrogativas especiais, que não tenha em torno de sua individualidade uma guarda e defesa régia ou principesca?

Essa excursão, Srs. Senadores, me levaria longe e poderia por si só absorver os meus poucos minutos de tribuna nesta sessão.

Nas poucas vezes em que me atrevo a perturbar a serenidade absoluta deste recinto e a contrariar os sentimentos dos meus honrados colegas, tenho consciência, Sr. Presidente, de ter-me colocado sempre em um plano, que não se opõe nem à tolerância nem à paz; que é, ao contrário, o terreno onde a paz e a tolerância se devem estabelecer, o único terreno em que nós todos nos poderíamos aproximar e dar-nos as mãos, o terreno da reconciliação com a lei, com a República, com as suas instituições constantemente postergadas, debaixo da política sem escrúpulos da atualidade.

Fonte: Rui Barbosa. Discurso no Senado Federal, em 13 de outubro de 1914. In: Antologia. Rio de Janeiro, Ediouro, s.d., p. 58-59 – com adaptações. 

Assinale a alternativa cujos vocábulos apresentam a mesma regra de acentuação gráfica da palavra Regímen.
Alternativas
Q1284919 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras têm a sílaba tônica corretamente destacada.
Alternativas
Q1284847 Português
Assinale a alternativa cuja sequência das palavras seja formada apenas por hiato:
Alternativas
Q1283809 Português
Em relação à acentuação gráfica, assinalar a alternativa em que a palavra NÃO poderia estar acentuada:
Alternativas
Q1281875 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras são acentuadas por serem oxítonas:
Alternativas
Q1281872 Português
TEXTO I


Aulas sobre "masculinidade" diminuem índices de violência contra a mulher


Para pesquisadores, meninos devem ser ensinados sobre os aspectos positivos da masculinidade desde o Ensino Fundamental


10/06/2019 - 09H20
POR REDAÇÃO GALILEU


        Aulas sobre os aspectos positivos da "masculinidade" diminuem índices de violência contra a mulher, de acordo com uma análise feita nos Estados Unidos. Pesquisadores chegaram à conclusão após fazerem experimento com alunos do Ensino Fundamental.
        Após uma série de atividades envolvendo a questão, os garotos mostraram entender melhor os problemas do uso de coerção e violência nas relações. Além disso, o programa mudou as crenças da turma sobre atitudes violentas, incluindo assédio e violência sexual.
       "A maioria das pesquisas sobre violência sexual concentra-se em estudantes do Ensino Médio e Superior, mas pesquisas mostram que essas formas de violência também prevalecem entre estudantes do Ensino Fundamental”, disse Victoria Banyard, principal autora do estudo, em comunicado.
     As aulas incluem quatro sessões de uma hora que exploram a normalização, a difusão e a natureza nociva dos pressupostos papéis de gênero. Os meninos envolvidos no programa aprenderam sobre empatia, relacionamentos saudáveis, violência baseada em gênero e receberam treinamento para saber como reagir ao presenciarem agressões físicas.
    “Ao se concentrar em expressões positivas de masculinidade, como a capacidade de ser respeitoso nos relacionamentos, este programa ajuda os meninos a encontrar maneiras positivas de prevenir a violência”, contou Banyard.


Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2019/06/aulas-sobre masculinidade-diminuem-indicesde-violencia-contra-mulher.html. Acesso em 17 de junho de 2019.

Assinale a alternativa em que todas as palavras, retiradas do texto, são acentuadas pela mesma regra gramatical.
Alternativas
Ano: 2019 Banca: FEPESE Órgão: SAP-SC Prova: FEPESE - 2019 - SAP-SC - Agente Penitenciário |
Q1278276 Português
Texto 2
Investir em educação ‘fecha’ prisões

Entrevista da BBC News Brasil com Clara Grisot.
Clara Grisot, formada em ciências políticas e sociologia, é cofundadora da associação francesa Prison Insider, que coleta informações sobre as condições das prisões no mundo.

BBC News BrasilPesquisas no Brasil indicam que a maioria concorda com a afirmação de que “bandido bom é bandido morto”. Qual seria a reação em outros países desenvolvidos?
Grisot – Esse tipo de discurso não é algo específico do Brasil. É uma visão comum no mundo. Vemos que a sociedade tem uma real falta de empatia em relação [……] pessoas encarceradas. O tratamento dado aos presidiários não interessa [……] quase ninguém, mas constatamos que isso é ainda mais forte nos países com grandes desigualdades sociais.

BBC News BrasilDe que forma a violência no Brasil, que afeta a população diariamente, influencia o olhar dos brasileiros sobre a situação nos presídios?
Grisot – O que acontece dentro das prisões em países com muita violência é a exacerbação do que acontece nas ruas. Isso explica [……] violência que surge regularmente no sistema carcerário brasileiro e, certamente, o olhar dos brasileiros sobre a situação do sistema prisional do país. Já é tão violento fora (nas ruas) que o que acontece dentro das prisões é praticamente algo que não lhes diz respeito.

BBC News BrasilNo Brasil e em outros países, prevalece a visão de que penas mais severas reduziriam os riscos da pessoa cometer um crime. Você concorda com isso?
Grisot – Com base nas informações que pudemos obter em todos os países do mundo, percebemos que a prisão não funciona. Quanto mais as penas forem longas e os prisioneiros forem tratados como um nada, menos preparamos seu retorno [……] sociedade. A prisão destrói. Estudos mostram que quanto menos a pessoa ficar presa, menos ela ficará dessocializada e menores serão as chances de reincidência. Se ela não voltar [……] praticar um delito, não haverá novas vítimas. Todo esse discurso de repressão produz efeitos contrários ao desejado. É paradoxal. Se as pessoas realmente estivessem ao lado das vítimas, elas seriam favoráveis a penas alternativas.

BBC News BrasilMuitos no Brasil acham que um país sem recursos suficientes para a educação não deveria investir em presídios. Qual é a sua avaliação?
Grisot – A corrida para o aprisionamento e a construção de prisões têm um custo extremamente alto tanto economicamente quanto socialmente. O Brasil dá continuidade a uma política repressiva que fracassou, sobretudo nos Estados Unidos, onde certos Estados gastam mais com prisões do que com universidades. Isso tem efeitos devastadores, com consequências sobre comunidades e gerações inteiras. Alguns têm recuado em razão dos estragos constatados. A educação é uma das primeiras muralhas contra a pobreza. São os pobres que são presos em massa e isso em todos os lugares. Construir presídios em detrimento da educação é uma escolha infeliz porque apostar na educação significa fechar prisões.

BBC News Brasil No Brasil, difundiu-se a ideia de que os direitos humanos são os “direitos dos manos”, dos bandidos. O que explica isso?
Grisot – Isso faz parte de uma retórica clássica que chamamos de populismo penal que quer dividir os direitos humanos. Nós dizemos que os direitos humanos são indivisíveis e não podem ser negociados. Todos devem ser tratados com dignidade. Seria um grande retrocesso pensar o contrário.

FERNANDES, Daniela. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-48445684 Acesso em 18 out.2019. [Adaptado]



Texto 3

Projeto leva leitura a presos em Santa Catarina

Santa Catarina tem 5,5 mil presos participando do Projeto Despertar Pela Leitura desenvolvido no sistema prisional do Estado. Viabilizado por meio de uma parceria entre a Secretaria de Administração Prisional e Socioeducativa (SAP) e a Secretaria da Educação (SED), o programa estimula a reinserção social do interno por meio da literatura, podendo resultar em quatro dias de remição de pena por livro lido.

Para integrar o projeto e obter o benefício, não basta apenas ler o livro. Depois de participar de uma prova de nivelamento, os internos selecionados recebem as orientações e um livro, que deverá ser lido na cela em até 30 dias. Passado o período, retornam à sala de aula para escrever uma resenha. O texto é avaliado pela comissão de ensino da unidade prisional e lhe é atribuída uma nota, sendo que a média de aprovação é 6,0 (seis). Se o reeducando for aprovado, o documento é encaminhado para o juiz da Vara de Execuções Penais, que concede ou não a remição de quatro dias de pena. Se não conseguir alcançar a média, tem mais uma chance para escrever nova resenha. Caso ainda não obtenha a pontuação mínima, o detento precisa começar a leitura de um novo livro. Cada interno pode ler até 12 livros por ano o que garante remição de 48 dias de pena.

Os livros que fazem parte do projeto são selecionados e devem seguir critérios como contribuir para a formação intelectual do interno e não estimular a violência. De acordo com a professora que atua no projeto, os textos produzidos pelos detentos revelam uma reflexão acerca dos atos que cometeram e que os levaram a estar atrás das grades. Além promover a autoanálise, o projeto tem se mostrado bastante eficiente na melhoria da produção textual, tanto que 160 internos estão cursando o ensino superior.

A Gerente de Desenvolvimento Educacional do Departamento de Administração Prisional (Deap) assinala que, no início, o objetivo do interno é apenas a remição da pena. “Mas a partir do momento em que ele começa a ter contato com a literatura, em muitos casos, é possível notar uma mudança no seu comportamento para melhor”, comenta. Segundo ela, “nosso objetivo, enquanto estado, é devolver essa pessoa privada de liberdade para a sociedade, para sua família, para sua comunidade, com uma perspectiva de vida melhor do que quando entrou no sistema”.

Para o titular da SAP, a educação constitui-se também em uma estratégia de segurança prisional. “Na medida em que podemos oferecer trabalho e ensino para o interno, ele começa a ter uma nova perspectiva de vida, se aproxima dos familiares e tem a possibilidade de recuperar os laços sociais.”

IENSEN, Jacqueline. Disponível em: http://www.sed.sc.gov.br/secretaria/imprensa/noticias/30389- projeto-leva-leitura-a-5-5-mil-presos-em-santa-catarina Acesso em: 18 out 2019. [Adaptado]


Assinale a alternativa em que todas as palavras seguem a mesma regra de acentuação gráfica.
Alternativas
Q1275633 Português
Leia o Texto  para responder a questão.

TEXTO

FISCALIZAÇÃO DE BARRAGENS: ÓRGÃO FEDERAL DE CONTROLE É O 2º MAIS EXPOSTO A FRAUDES E CORRUPÇÃO, DIZ TCU

Segundo o TCU, a Agência Nacional de Mineração, responsável por garantir a segurança das barragens do Brasil, não tem mecanismos de controle para evitar conflitos de interesse, nepotismo, fraudes e corrupção.

Nathalia Passarinho, da BBC News Brasil em Londres. 13 fevereiro 2019 

    A Agência Nacional de Mineração (ANM), instituição responsável por fiscalizar mineradoras e garantir a segurança de barragens, como a que rompeu em Brumadinho (MG), é o segundo órgão federal mais exposto à fraude e à corrupção no país. A conclusão é de uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), concluída no final do ano passado. Para a pesquisa, auditores do TCU analisaram a existência de mecanismos internos de prevenção e combate a irregularidades em quase 300 órgãos federais. 
    Foram verificados, por exemplo, os modelos de nomeação para diretorias, transparência de dados, existência ou não de mecanismos para evitar conflitos de interesses e capacidade de fazer auditorias internas. O resultado foi uma espécie de ranking dos órgãos mais propensos a serem cooptados por interesses, levando em conta, também, os poderes econômicos e de regulação de cada um deles. A Agência Nacional de Mineração (ANM), pelo seu alto poder de regulação e os poucos mecanismos de combate a irregularidades que possui, só aparece atrás da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em risco de se envolver em fraudes e corrupção.
[...]
     Cabe à ANM, subordinada ao Ministério de Minas e Energia, planejar e fiscalizar todas as atividades de exploração mineral. Para isso, deve fazer auditorias próprias em barragens e analisar laudos de estabilidade apresentados pelas mineradoras, como o que atestou a segurança da barragem da Vale em Brumadinho (MG) no final do ano passado. Mas por falta de pessoal, a ANM acaba dependendo fortemente de inspeções encomendadas e pagas pelas próprias mineradoras.
     A estrutura de armazenamento de rejeitos que se rompeu matando ao menos 165 pessoas e deixando 155 desaparecidas estava classificada nos registros da ANM como "de baixo risco de rompimento" e "alto potencial de danos"
  "Quando você tem um órgão com estrutura tão precária e vulnerável à corrupção, uma consequência é que as atividades finalísticas (no caso, a fiscalização de barragens) ficam prejudicadas em quantidade, qualidade e confiabilidade", disse à BBC News Brasil o secretário de Infraestrutura Hídrica e Mineração do TCU, Uriel de Almeida Papa.
   [...]

   Em 2016, após o rompimento da barragem da Samarco em Mariana (MG), uma fiscalização do tribunal verificou "graves falhas" nos procedimentos de fiscalização da agência, além de falta de funcionários especializados, de treinamento e de orçamento para viabilizar vistorias.
   Desde então, segundo Papa, a agência melhorou mecanismos de coleta e digitalização de informações sobre barragens.
   No entanto, possui atualmente menos funcionários que há três anos - não há concurso desde 2009 - e continua a depender de laudos de estabilidade feitos por empresas contratadas pelas próprias mineradoras interessadas em ter barragens e minas em atividade.
    Mas, além da estrutura precária, o que faz da ANM um órgão propenso a se envolver em fraudes e corrupção?

Critérios do estudo

    O TCU avaliou o funcionamento de 287 instituições ligadas de alguma forma ao Poder Executivo Federal, como Banco do Brasil, Petrobras, Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
   Para determinar o risco de exposição a irregularidades, os auditores consideraram um modelo acadêmico chamado Triângulo da Fraude de Donald Cressey, usado em estudos do Banco Mundial e da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
    Esse modelo estabelece que algumas condições estão sempre presentes em casos de fraude e corrupção - como oportunidade e motivação. Uma instituição com sistema deficiente de prevenção, identificação e punição de irregularidades seria mais vulnerável à corrupção.
 [...] 
   Para calcular essa predisposição dos órgãos federais, o TCU analisou cinco fatores: designação de dirigentes; gestão de riscos e controles internos; gestão da ética e existência de programa de integridade; procedimentos de auditoria interna; e práticas de transparência e accountability [prestação de contas].
     "Quanto menor o grau de robustez dos controles, maior será a fragilidade da instituição no enfrentamento da fraude e da corrupção", diz o estudo do TCU.
    Além disso, os auditores consideraram poder econômico, calculado por orçamento, e poder de regulação, para posicionar cada órgão.
    A ideia é que quanto maior o poder econômico e a prerrogativa de regular de uma instituição, maior a sua exposição a fraudes e corrupção, devido aos interesses econômicos nos setores regulados. Esses órgãos precisariam adotar mecanismos mais robustos de controle, já que são particularmente visados por empresas interessadas em manter e incrementar suas atividades.
     A ANM não possui um orçamento robusto, mas tem poder sobre a atividade de mineradoras em todo o país, podendo, por exemplo, interromper a extração de minérios em determinadas regiões ou as operações em barragens, em caso de riscos ou irregularidades.
   E o setor de mineração tem peso econômico e político relevante no Brasil, que é o segundo maior exportador de minério do mundo, atrás apenas da Austrália.
   "É um setor que corresponde a 17% do nosso PIB e que faturou US$ 32 bilhões em 2017. Cerca de 30% da nossa balança comercial advém da exportação de minérios. E conta com um órgão fiscalizador com estrutura muito precária", ressalta Uriel Papa, secretário de Infraestrutura Hídrica e Mineração do TCU.

Ausência de controle interno contra corrupção

   Um dos pontos considerados essenciais pelo TCU para evitar corrupção sistêmica num determinado órgão é a existência de controles internos contra irregularidades.
[...]
   Os auditores verificaram, no entanto, que a ANM não possui estrutura adequada para detectar desvios cometidos por servidores e colaboradores. "Os critérios de avaliação de riscos institucionais e de fraude e corrupção não estão definidos, e não há controles proativos de detecção de transações incomuns", diz o relatório.
   A ANM também falha, de acordo com o TCU, nos procedimentos destinados a punir eventuais irregularidades.
    Não há atribuições bem definidas para a atuação dos auditores internos da agência. E eles não têm autoridade, segundo o TCU, para recomendar mudanças de procedimentos.
    "Na ANM, o Regulamento da Auditoria Interna não contém vedação para que os auditores internos participem em atividades que possam caracterizar cogestão, nem atribui à Auditoria Interna a competência para avaliar a eficácia e 5 contribuir para a melhoria dos processos de controle relacionados ao risco de fraude e corrupção", diz o relatório do TCU.
[...]

Falta de Código de Ética

   Outro fator que chamou a atenção dos auditores do TCU é a ausência, na ANM, de um código de ética e conduta próprio.
    A agência reguladora adota o Código de Ética do Servidor Público, um decreto de 1994 que prevê normas genéricas de comportamento pertinentes a todos os funcionários da administração pública.
   Seria importante, conforme o TCU, haver normas específicas que abordem a forma como os servidores devem se portar no relacionamento com as mineradoras.
  "Não há ações específicas de promoção da ética na instituição, seja pela divulgação, ou mesmo por iniciativas de conscientização sobre o Código de Ética, nem assinatura de termo de compromisso com regras éticas quando da posse no cargo", diz ainda a auditoria.

O que esses resultados revelam?

     A coordenadora da pesquisa, Renata Normando, auditora federal de controle externo do TCU, destacou que o fato de ANM ter tido resultados ruins na auditoria não significa necessariamente que esteja envolvida em irregularidades.
   "O estudo mostra que a ANM não tem controles dentro da própria instituição capazes de prevenir e detectar casos de fraude e corrupção. Não significa que tem corrupção, mas sim que ela se expõe mais ao risco", afirmou.
    Segundo ela, o objetivo da pesquisa do TCU é estimular que os órgãos analisados adotem melhorias nos controles internos contra irregularidades. [...]
    Mas, para Uriel Papa, a ausência de mecanismos de combate à corrupção, aliada à estrutura precária da ANM, colocam em xeque a credibilidade do órgão.
   "Quando consideramos todas essas questões, como confiar no resultado do trabalho de fiscalização feito pela agência?", questiona.

Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/brasil-47211131. Acesso em: 15/02/2019. (Adaptado)
Leia as palavras retiradas do Texto.
existência – espécie – agência – transparência
A regra que explica CORRETAMENTE a acentuação dessas palavras é:
Alternativas
Q1275598 Português
Leia o texto.

Defender a língua é, de modo geral, uma tarefa ambígua e até certo ponto inútil. Mas também é quase inútil e ambíguo dar conselhos aos jovens de uma perspectiva adulta e, no entanto, todo adulto cumpre o que julga ser seu dever. (...) Ora, no que se refere à língua, o choque ou oposição situam-se normalmente na linha divisória do novo e do antigo. Mas fixar no antigo a norma para o atual obrigaria este antigo a recorrer a um mais antigo, até o limite das origens da língua. A própria língua, como ser vivo que é, decidirá o que lhe importa assimilar ou recusar. A língua mastiga e joga fora inúmeros arranjos de frases e vocábulos. Outros, ela absorve e integra a seu modo de ser.

Vergílio Ferreira
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1267545 Português

Esperança

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano

Vive uma louca chamada Esperança

E ela pensa que quando todas as sirenas

Todas as buzinas

Todos os reco-recos tocarem

Atira-se

E

- ó delicioso voo!

Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,

Outra vez criança...

E em torno dela indagará o povo:

- Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?

E ela lhes dirá

(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)

Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:

- O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...

Mário Quintana. Nova antologia poética. 12. Ed. São Paulo: Globo, 2007

Assinale das palavras abaixo aquela que foi acentuada pela mesma regra da palavra indagará, presente no texto:
Alternativas
Respostas
2601: D
2602: B
2603: B
2604: C
2605: B
2606: C
2607: A
2608: A
2609: A
2610: B
2611: E
2612: D
2613: D
2614: A
2615: A
2616: C
2617: E
2618: D
2619: A
2620: A