Questões de Concurso Comentadas sobre acentuação gráfica: proparoxítonas, paroxítonas, oxítonas e hiatos em português

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Q1862274 Português
A questão refere-se ao texto a seguir e avaliam conhecimentos sobre diferentes itens do conteúdo previsto para a prova. 

Quando não há mais vida, resta à medicina estabelecer a verdade. A missão de desvendar as causas reais de uma morte pertence aos médicos legistas, profissionais que comemoram o seu dia em 7 de abril. Mas, apesar de a ideia recorrente sobre a área remeter ao trabalho com cadáveres, essa é a menor demanda na rotina de um Instituto Médico-Legal. No Paraná, por exemplo, foram 53.322 atendimentos a vítimas vivas e 9.052 casos de óbito em 2015.

“O trabalho realizado por todos os profissionais do Instituto Médico-Legal é muito difícil, sensível, técnico e vem ao encontro da população e demais profissionais da Segurança Pública em momentos críticos. Então, devemos todo respeito, toda consideração e o compromisso de melhorar a qualidade de trabalho, o ambiente de trabalho e o efetivo da Polícia Científica”, declarou o secretário estadual da Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná, Wagner Mesquita.

“Fazer medicina legal é consagrar a cidadania. Quando pratico medicina legal, eu examino pessoas vivas e pessoas mortas e extraio delas as ofensas às quais foram acometidas. Ofensas físicas, que podem acarretar na morte, mas também ofensas psicológicas e emocionais”, explica o médico e diretor do IML, Carlos Alberto Peixoto Baptista, de origem portuguesa. Ele veio para o Brasil em 1976 e atua no IML em Curitiba desde 1984, onde foi responsável por mais de seis mil necropsias nesse período. [...].

 Mas e quando a vítima está morta? “O cadáver ‘conversa’ contigo e começa a mostrar o que efetivamente aconteceu com ele”, afirmou, usando, em sentido figurado, uma das máximas da medicina forense, o médico legista Alexandre Gebran Neto, com 41 anos de experiência. Ele explica que todas as lesões têm uma origem que “revelam” como aconteceram e até qual instrumento foi utilizado. [...].

O médico perito André Ribeiro Langowiski, 42 anos, se interessou pela Medicina Legal ainda na faculdade. “É uma especialidade que possui esse viés jurídico, então acho importante gostar de Direito”, disse. “É gratificante poder ser um dos partícipes de uma situação que muitas vezes é decisiva. Às vezes um laudo nosso elucida toda a questão jurídica e tem um papel preponderante tanto na absolvição como na condenação em um caso”, afirmou.[...]

Calor, dinheiro no bolso e fim de semana. Essa combinação é garantia de “movimento” no necrotério do IML. [...]

Fonte: Dia do médico legista: a sensível tarefa de “conversar” com os mortos. Agência de Notícias do Paraná. Paraná: Governo do Estado. Disponível em: https://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=88588. Acesso em: 2 nov.2021. (Fragmento com adaptações. Texto original publicado em 7/4/2016
Esta questão avalia conhecimentos sobre diferentes itens do conteúdo previsto para a prova. Assinale a alternativa que traz a informação correta sobre o respectivo item. 
Alternativas
Q1860131 Português

TEXTO I

    Durante o período de isolamento social devido à pandemia da Covid-19, ocorreram incidentes por todo o mundo contra o patrimônio cultural. Ainda no mês de março, na Holanda, a famosa obra "Jardim da Primavera" do pintor Vincent Van Gogh foi roubada do Museu Singer Laren. No Brasil, também há diversos casos de crimes contra o patrimônio cultural, podendo ser citados acontecimentos em Pernambuco, Paraíba e Minas Gerais.

    O parque de esculturas Francisco Brennand foi alvo do vandalismo que danificou um dos principais cartões postais da cidade do Recife, considerado patrimônio cultural da cidade e, diante disso, a única informação exposta sobre o ocorrido foi uma nota publicada pela própria instituição e nenhuma medida pública de conservação ou tentativa de preservação do parque foi discutida, além de uma nota da Emlurb afirmando que iria avaliar o caso.

    No local, infelizmente, é comum a ocorrência de atos de vandalismo como esse e, devido ao isolamento social e à menor circulação de pessoas na rua, o patrimônio ficou ainda mais exposto. Mas, apesar do conhecimento por parte das autoridades, nenhuma medida foi imposta nesse período de isolamento, nem houve reforço de segurança.

    Em João Pessoa, bandidos invadiram a Fundação Casa de José Américo e levaram medalhas de antigos governadores, as quais possuem grandioso valor histórico. Além disso, em Belo Horizonte houve ocorrência de várias ações criminosas de invasão a algumas igrejas e depredação de imagens sagradas.

    Em face desses acontecimentos, foram emitidas recomendações pela força-tarefa do Patrimônio Cultural do Ministério Público de Contas do Estado da Paraíba, bem como pelo de Minas Gerais, para o aumento e reforço de segurança nas áreas de patrimônio cultural como forma de prevenir tais acontecimentos.

    Em razão da crise que o mundo vive, as ações de recuperação dessas obras se tornam invisíveis pela razão de não serem prioridade para as autoridades governamentais, por isso a existência da recomendação de prevenção desses atos criminosos.

    Em tempos de pandemia, em que há preocupações veementes nas esferas da saúde, a segurança de nosso povo não deve ser deixada de lado, bem como a segurança de nossa história, através do patrimônio cultural do povo brasileiro.


Camila da Silva Lira e Júlia Melo Vicente da Silva (Adaptado de: https://www.conjur.com.br/2020-mai09/opiniao-patrimonio-protecao-pandemia)

A palavra acentuada por ser uma paroxítona é
Alternativas
Q1859579 Português

Texto para responder à questão.


Jornalismo – crise versus oportunidade 


   O jornalismo está fustigado não apenas por uma crise grave. Vive uma mudança cultural vertiginosa, enlouquecida, mas fascinante. A revolução digital é um processo disruptivo. Quebra todos os moldes e exige uma baita reinvenção pessoal. Quem não tiver disposição de mudar a própria cabeça, rápida e efetivamente, deve comprar uma rede e contemplar as belezas do mar.

   O jornalismo vai morrer? Não. Nunca se consumiu tanta informação como na atualidade. O modelo de negócios está na UTI. A publicidade tradicional evaporou-se. E não voltará. Além disso, perdemos o domínio da narrativa.

   O modo de produzir informação e o diálogo com o consumidor romperam o modelo tradicional. As pessoas rejeitam intermediações – dos partidos, das igrejas, das corporações, dos veículos de comunicação. 

   O que fazer? Olhar para trás? Tentar fazer mudanças cosméticas? Fazer o papel ridículo das velhas de minissaia? Não. Precisamos olhar para a frente e descobrir incríveis oportunidades.

   Mas é preciso, previamente, fazer uma autocrítica corajosa a respeito do modo como vemos o mundo e dialogamos com ele. 

   Qual é o nosso mundo? Antes da era digital, em quase todas as famílias existia um álbum de fotos. Lembra-se disso, amigo leitor? Lá estavam nossas lembranças, nossos registros afetivos, nossa saudade. Muitas vezes abríamos o álbum e a imaginação voava. Era bem legal.

   Agora fotografamos tudo e arquivamos compulsivamente. Nosso antigo álbum foi substituído pelas galerias de fotos de nossos dispositivos móveis. Temos overdose de fotos, mas falta o mais importante: a memória afetiva, a curtição daqueles momentos. Fica para depois. E continuamos fotografando e arquivando. Pensamos, equivocadamente, que o registro do momento reforça sua lembrança, mas não é assim. Milhares de fotos são incapazes de superar a vivência de um instante. É importante guardar imagens. Mas é muito mais importante viver cada momento com intensidade. As relações afetivas estão sucumbindo à coletiva solidão digital.

   Algo análogo, muito parecido mesmo, acontece com o consumo da informação. Navegamos freneticamente no espaço virtual. Uma enxurrada de estímulos dispersa a inteligência. Ficamos reféns da superficialidade. Perdemos contexto e sensibilidade crítica. A fragmentação dos conteúdos pode transmitir certa sensação de liberdade. Não dependemos, aparentemente, de ninguém. Somos os editores do nosso diário personalizado. Será?

   Não creio, sinceramente. Penso haver uma crescente nostalgia de conteúdos editados com rigor, critério e qualidade técnica e ética. Há uma demanda reprimida de reportagem. É preciso reinventar o jornalismo e recuperar, num contexto muito mais transparente e interativo, as competências e a magia do jornalismo de sempre.

   Jornalismo sem alma e sem rigor. É o diagnóstico de uma perigosa doença que contamina redações. O leitor não sente o pulsar da vida. As reportagens não têm cheiro do asfalto. É preciso dar novo brilho à reportagem e ao conteúdo bem editado, sério, preciso, isento.

   É preciso contar boas histórias. Com transparência e sem filtros ideológicos. O bom jornalista ilumina a cena, o repórter manipulador constrói a história.

   Sucumbe-se, frequentemente, ao politicamente correto. Certas matérias, algemadas por chavões inconsistentes que há muito deveriam ter sido banidos das redações, mostram o flagrante descompasso entre essas interpretações e a força eloquente dos números e dos fatos. Resultado: a credibilidade, verdadeiro capital de um veículo, se esvai pelo ralo dos preconceitos.

   A crise do jornalismo está intimamente relacionada com a perda de qualidade do conteúdo, com o perigoso abandono de sua vocação pública e com sua equivocada transformação em produto mais próprio para consumo privado. É preciso recuperar o entusiasmo do “velho ofício”. É urgente investir fortemente na formação e qualificação dos profissionais. O valor do jornalismo se chama informação de alta qualidade, talento, critério, ética, inovação. O Brasil precisa da segurança da informação confiável.


(Carlos Alberto Di Franco. O Estado de São Paulo. Acesso em:

06/09/2021. Adaptado.)

Todas as palavras são acentuadas graficamente pelo mesmo motivo em:
Alternativas
Q1857115 Português

Texto para o item. 

Internet:<tribunadonorte.com.br>  (com adaptações).

Acerca do texto e de seus aspectos linguísticos, julgue o item.


Os vocábulos “Mossoró”, “País”, “deverá” e “Guamaré” são acentuados graficamente de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica. 

Alternativas
Q1856802 Português

Texto para a questão. 

Carolina Fioratti. O formato do corpo de animais está mudando para

lidar com mudanças climáticas, diz estudo. In: Revista

Superinteressante, set./2021.

Internet:<super.abril.com.br>  (com adaptações).

Justifica-se, com base na mesma regra de acentuação, o emprego do acento nas palavras  
Alternativas
Q1856797 Português

Texto para a questão.

Internet: <https://www.opovo.com.br> (com adaptações).


Assinale a alternativa que apresenta uma palavra do texto que obrigatoriamente deve ser acentuada, por ser proparoxítona. 
Alternativas
Q1855342 Português
Leia atentamente o trecho a seguir, extraído de uma crítica de arte escrita por Monteiro Lobato, para responder a próxima questão.

“Há duas espécies de artistas. Uma composta dos que vêem normalmente as coisas e em consequência disso fazem arte pura, guardando os eternos ritmos da vida, e adotados para a concretização das emoções estéticas, os processos clássicos dos grandes mestres. A outra espécie é formada pelos que vêem anormalmente a natureza, e interpretam-na à luz de teorias efêmeras, sob a sugestão estrábica de escolas rebeldes, surgidas cá e lá como furúnculos da cultura excessiva. São produtos de cansaço e do sadismo de todos os períodos de decadência: são frutos de fins de estação, bichados ao nascedouro. Estrelas cadentes, brilham um instante, as mais das vezes com a luz de escândalo, e somem-se logo nas trevas do esquecimento. Embora eles se dêem como novos precursores duma arte a ir, nada é mais velho de que a arte anormal ou teratológica”.
(O Estado de S. Paulo, 20/12/1917, com adaptações)
Em sua crítica, publicada em 1917, Monteiro Lobato escreve que há artistas que “vêem normalmente as coisas”. A partir do Novo Acordo Ortográfico, a grafia do termo “vêem”:
Alternativas
Q1855137 Português

Texto para o item. 

Internet: <agrorondonia.com.br> (com adaptações). ___________________________________________________________________________________________________________ 

A respeito do texto e de seus aspectos linguísticos, julgue o item. 


Os vocábulos “Rondônia”, “anúncio” e “área” são acentuados graficamente de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica. 

Alternativas
Q1853982 Português

Leia o texto a seguir, para responder a questão de 1.


TEXTO 

Seleções do Futuro


O Programa Seleções do Futuro visa incentivar, desenvolver e democratizar o acesso à formação esportiva em futebol para crianças e adolescentes (6 aos 17 anos), buscando garantir com qualidade o direito constitucional ao esporte, por meio da implantação de núcleos de futebol de base, masculino e feminino, em todo o território nacional.

Importante reforçar que o Programa Seleções do Futuro, em seu aspecto conceitual, está alinhado com a Lei Pelé em seu Art. 3º IV, a qual caracteriza o desporto de formação pelo fomento e aquisição inicial dos conhecimentos desportivos que garantam competência técnica na intervenção desportiva, com o objetivo de promover o aperfeiçoamento qualitativo e quantitativo da prática desportiva em termos recreativos, competitivos ou de alta competição, esse último caso pertinente.

O valor público gerado pelo Programa Seleções do Futuro está associado com a possibilidade de gerar condições e oportunidades para a prática da modalidade futebol, ao desenvolver ações no sentido de contribuir para a formação e qualidade de vida (auto-estima, convívio, integração social e saúde).


Seleções do Futuro em números

• Convênios vigentes: 30 municípios

• Público atendido: 6.800 crianças e jovens

• Valor empenhado: R$ 6.420.381,55


Funcionamento do Programa:

• Implantação de “núcleos de futebol de base”, compostos por 200 beneficiados, em atividades desenvolvidas no contraturno escolar.

• A cada beneficiado será assegurada atividades com frequência mínima de duas vezes na semana, com no mínimo de 90 minutos diários e em dias alternados (total de 3h semanais – 12h/aula/mês).

• Fornecimento de equipamentos necessários para a prática desportiva: Camisa, calção, meião e chuteira.


Disponível em: https://bityli.com/Wtc3c.

Acesso em: 9 ago. 2021 (adaptação).

Releia este trecho.


“[...] (auto-estima, convívio, integração social e saúde).”


A palavra destacada é acentuada por se tratar de 

Alternativas
Q1851280 Português

Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.

Os vocábulos “é” e “vêm” são acentuados graficamente de acordo com a regra de acentuação gráfica dos monossílabos tônicos terminados em -e e -em, respectivamente. 

Alternativas
Q1850666 Português
Considere o texto a seguir, extraído de uma carta escrita pelo orador brasileiro Rui Barbosa em 1911, para responder a próxima questão.

“Civilismo quer dizer ordem civil, ordem jurídica, a saber: governo da lei, contraposto ao governo do arbítrio, ao governo da força, ao governo da espada. A espada enche hoje a política do Brasil. O furor dos partidos tem posto muitas vezes os seus adversários fora da lei. Mas, perante a humanidade, perante os direitos dos povos civilizados, perante as normas fundamentais do nosso regime, ninguém, por mais bárbaros que sejam os seus atos, decai do abrigo da legalidade. Todos se acham sob a proteção das leis, que, para os acusados, assenta na faculdade absoluta de combaterem a acusação, articularem a defesa, e exigirem a fidelidade à ordem processual. Esta incumbência, a tradição jurídica das mais antigas civilizações a reservou sempre ao ministério do advogado. A este, pois, releva honrá-lo, não só arrebatando à perseguição os inocentes, mas reivindicando, no julgamento dos criminosos, a lealdade às garantias legais, a eqüidade, a imparcialidade, a humanidade”.
(Carta a Evaristo de Morais, com adaptações).
No texto, ocorre o termo “eqüidade”, o qual, com base nas normas do Novo Acordo Ortográfico, deveria ser grafado:
Alternativas
Q1850661 Português
O trecho a seguir foi extraído da obra Eurico, o Presbítero, escrita por Alexandre Herculano. Leia-o atentamente para responder a próxima questão.

“Para as almas demasiadamente grosseiras, o celibato do sacerdócio não passa de uma condição, de uma fórmula social aplicada a certa classe de indivíduos cuja existência ela modifica vantajosamente por um lado e desfavoravelmente por outro. A filosofia do celibato para os espíritos vulgares acaba aqui. Aos olhos dos que avaliam as coisas e os homens só pela sua utilidade social, essa espécie de insolação doméstica do sacerdote, essa indireta abjuração dos afetos mais puros e santos, os da família, é condenada por uns como contrária ao interesse das nações, como danosa em moral e em política, e defendida por outros como útil e moral. Eu, por minha parte, fraco argumentador, só tenho pensado no celibato à luz do sentimento e sob a influência da impressão singular que desde verdes anos fez em mim a idéia da irremediável solidão da alma a que a igreja condenou os seus ministros, espécie de amputação espiritual, em que para o sacerdote morre a esperança de completar a sua existência na terra. Suponde todos os contentamentos, todas as consolações que as imagens celestiais e a crença viva podem gerar, e achareis que estas não suprem o triste vácuo da soledade do coração. Dai às paixões todo o ardor que puderdes, aos prazeres mil vezes mais intensidade, aos sentidos a máxima energia e convertei o mundo em paraíso, mas tirai dele a mulher, e o mundo será um ermo melancólico, os deleites serão apenas o prelúdio do tédio”
(Prólogo do autor, com adaptações)
No texto selecionado, aparece uma vez a palavra “idéia”, cuja grafia, com base no Novo Acordo Ortográfico, estaria:
Alternativas
Q1848783 Português
Analise as afirmativas abaixo e atribua valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) “Os jabutis machos possuem o plastrão côncavo”. A palavra em destaque é uma proparoxítona e por isso está corretamente acentuada. ( ) “Filantropo é aquele que ama a humanidade”. A palavra em destaque deveria receber acento circunflexo por ser uma proparoxítona. ( ) “Esta instituição desenvolve vários trabalhos filantrópicos”. A palavra em destaque recebe acento circunflexo por ser uma proparoxítona.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
Alternativas
Q1848346 Português
Leia, com atenção, o texto de Lucília Diniz, 66 DIAS PARA | | MUDAR e responda o que se pede no comando da questão.

66 DIAS PARA MUDAR
Eis o tempo médio para incorporarmos um novo hábito.
    Não é fácil incorporar um novo hábito à rotina. Mas também não é especialmente difícil. Não há regra geral. Depende da rotina que se quer mudar, do hábito a ser adquirido e, sobretudo, de cada um de nós. De qualquer maneira, não é algo que ocorra da noite para o dia. Pode levar poucas semanas ou alguns meses. Por mais elástico que seja o prazo, no entanto, é importante termos um horizonte à vista, para calibrar nossas expectativas e aplacar ansiedades naturais.
    Muitos anos atrás, quando eu investi na formação de hábitos saudáveis, responsáveis pela eliminação da metade dos meus 120 quilos, não havia referências confiáveis sobre o tempo que o processo duraria. Nos anos 60, o que estava disponível na praça era o mito de que a automação de um novo comportamento consumia no mínimo 21 dias. Era um número mágico, saído da cartola de um bestseller americano, o médico Maxwell Maltz, que difundiu essa métrica a partir da experiência própria e da observação de alguns pacientes. Mas, na falta de um benchmark baseado em estatísticas robusta, as tais três semanas ganharam ares de verdade absoluta.
    Hoje, estudos mais consistentes sobre o fenômeno de mudança de hábito evitam cravar o intervalo de tempo necessário para a adaptação da mente e do corpo, uma vez que são muitas as variáveis que influenciam a transformação. Uma pesquisa de 2009, publicada numa revista especializada, a European Journal of Social Psychology, mostrou que leva de 254 dias para uma pessoa incorporar um novo hábito. A variação é tão grande que teria pouca utilidade a quem busca um parâmetro. Mas o mesmo estudo conclui que, na média, levamos 66 dias para que um exercício diferente ou nova dieta entrem no modo piloto automático.
    Pela minha própria experiência, considero esse um prazo bastante razoável. Não é tão curto a ponto de criar falsas esperanças, nem tão longo que provoque desânimo. Quando embarquei em minha revolução comportamental teria sido mentalmente reconfortante contar com esse referencial. Na época, eu ignorava quanto deveria insistir para concluir a travessia do deserto - o obstáculo inicial para implementar um novo hábito. Comecei e terminei muitas dietas por imaginar que aquele período duro de adaptação não teria fim. Venci, por fim, vivendo um dia de cada vez, mas é claro que a estratégia adotada intuitivamente teria sido facilitada no caso de uma contagem regressiva em direção a essa linha de chegada imaginária dos 66 dias. A medida não é relevante por si própria, mas por quantificar o desafio. Cada xis rabiscado no calendário é um pequeno passo que nos aproxima de um tempo melhor. O processo de mudança é gradativo. Como dizia Mark Twain, “a gente não se liberta de um hábito atirando-o pela janela; é preciso fazê-lo descer a escada, degrau por degrau”.
    O nosso cérebro, que valoriza a eficiência, gosta da rotina. Afinal, se não precisamos pensar para praticar certas ações, como escovar os dentes ou afivelar o cinto de segurança, liberamos a mente para tarefas mais nobres - como nos preparar para o desafio de normalizar novos hábitos nos próximos 66 dias.
FONTE: DINIZ, Lucilia. Revista Veja, 07/07/2021.
Assinale a alternativa em que a ausência do acento muda a classe gramatical. Exemplo: imaginária (adjetivo), imaginaria (verbo): 
Alternativas
Q1847846 Português
Em relação à acentuação, marcar C para as palavras Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
( ) Núncio. ( ) Tireóide. ( ) Dierése.
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Q1847614 Português
Como sobreviver a um ataque de leão.
    Na noite passada tive um dos sonhos mais desesperadores que alguém pode ter: estar sob a mira do olhar atento, faminto e extremamente ágil de um leão. Aintensidade de um sonho se dá, imagino eu, muito pela quantidade de elementos reais. Enquanto sonhamos, na maioria das vezes, não percebemos que estamos presos a uma ficção. Agimos, sentimos e, principalmente, sofremos como se tudo estivesse acontecendo diante dos nossos olhos, naquela fração de tempo chamada “agora”.
    Lembro-me de que estava em um hotel desses que possuem passeios de safári. Tenho flashes também de estarmos em um carro aberto passeando pela selva. Vi girafas, inclusive filhotes, naquele cenário repleto de relva e animais de todos os portes. Avistei também tigres - que são tão lindos quanto ameaçadores. Sem falar nos hipopótamos que, “DiscoveryChannelmente” falando, conseguem atingir um metro e meio de altura e cerca de mile oitocentos quilos. Digo isso para que você consiga sentir a dimensão da minha imersão dentro de um  simples sonho.
    Estava tudo calmo e tranquilo, até então. Voltamos para um alojamento e estávamos reunidos em uma sala. Era um ambiente rústico, com móveis de madeira. O cansaço derrubou todos nós, amigos no sonho, porém desconhecidos na vida real, nos sofás deliciosamente aconchegante em couro marrom, meio envernizado, combinando em todo resto da decoração. Foi nesse momento que ouvimos aquele rugido. Forte. Seco. Capaz de fazer o chão tremer. Lembro, claramente, e pensar que era o fim dalinha para mim.
    Um rugido de leão é capaz de ecoar por oito quilômetros, mas ele está apenas a algum metros de mim. Senti um suor frio percorrer todo meu corpo. Nesse momento, ouvi as seguintes instruções: “Mantenham-se de pé com os braços erguidos e gritando o mais forte e bravos que conseguirem. O leão não ataca presas que ele percebe que são maiores, se mostrem como gigantes, se quiserem sobreviver”. Esse foi o sábio conselho do guia, que tinha estado em passagens superiores do meu sonho.
    Ficamos então de pé, alguns em cima da cadeiras, dos próprios sofás, outros lutando para não entrar em pânico quando vimos aquela beleza selvagem adentrar o nosso espaço. O animal sentou sobre as patas traseiras, exatamente no limite entre a porta e o corredor, nos encarcerando. O guia repetiu, mas desta vez com mais ênfase, que deveríamos gritar o mais alto possível naquele momento. O leão estaria, naqueles minutos de contemplação, decidindo se seríamos o seu almoço ou se não valeria a pena lutar contra tantos. Éramos aproximadamente dez.
    Não adiantava correr. Essa é a verdade. Se o fizéssemos, precisaríamos de alguns segundos a mais para pular as janelas, já que a sala, apesar de ampla, não oferecia melhor roteiro de fuga. Mas até lá ele já teria nos mordido. Leões atingem a velocidade de oitenta quilômetros por hora. Eu dificilmente conseguiria correr a vinte, seria uma presa bastante fácil. Então, seguimos as sugestões do guia. O leão por sua vez, ficou de pé e passou próximo a alguns de nós, senti sua respiração rente a mim...mas não passou disso. Ele foi embora, como se só quisesse pregar uma peça na gente e testar os nossos limites.
    Assim que ele cruzou a porta, o guia a trancou e disse algumas palavras, como se alguém tivesse entrado em meu sonho para me dizer as frases que eu mais precisava ouvir naqueles momentos da minha vida. “É importante saber que fugir * do problema não o fará sumir. É necessário olhar de frente para ele e se mostrar maior. Mais capaz. Às vezes, a vida nos oferece desafios como o ataque de um leão, mas disfarçados de qualquer outra coisa para que aprendamos como agir. Se demos as costas, somos atacados. Se nos mostrarmos imóveis, somos devorados. Se silenciarmos aos rugidos, perecemos”.
    Acordei quase chorando. Era um misto de alívio por ter me livrado daquele ambiente hostil e medo do ataque iminente que, apesar de criação da minha mente, havia sido real e quase palpável. Fiquei atordoado com a constatação de um homem que apareceu durante o meu sono para me dizer como agir diante da minha própria vida. Sinto um arrepio contando isso, pois aquele conselho veio como um sacolejo em um dos momentos mais oportunos do mundo. Espero que ele sirva também a você. Se há algo que te aflige agora, perceba como você está se comportando diante disso. Talvez o meu guia também possa ajudá-lo a se salvar.
FONTE: ROCHA, Matheus. Pressa de ser feliz: crônicas de um ansioso. 7 ed, p. 75-77.
Sobre o vocábulo “iminente” presente em “ataque iminente”, é correto afirmar que:
Alternativas
Q1847546 Português
Resgatado, lobo-guará vem se recuperando de machucados e lesões de pele
   Um lobo-guará foi encontrado debilitado, com pouco peso, machucado em sua pata dianteira e com sarna. Desde seu resgate, o lobo ________ sendo alimentado, medicado e está em observação no Parque Ecológico.
    “O objetivo é a soltura, ao seu habitat natural, assim que estiver recuperado”, explicou o Biólogo e Diretor do Parque Ecológico de São Carlos (SP).
    Por isso, a recomendação do Diretor do Parque é para que animais domésticos não sejam levados ao Cerrado. “A predação de animais silvestres por domésticos é frequente”, contou Fernando Magnani.
    O contato com animais domésticos apresenta diferentes riscos aos animais silvestres. Dentre os riscos está a transmissão de doenças, como a sarna. “A transmissão cruzada de doenças entre animais domésticos e selvagens geralmente prejudica os selvagens. Animais domésticos já possuem certa __________ a doenças graves, como a cinomose”, complementou o Diretor do Parque Ecológico.
    A simples presença de animais domésticos em um ambiente natural pode ocasionar conflitos. “Os animais silvestres passam a buscar outros espaços sem a presença dos domésticos, ficando vulneráveis à captura, ao atropelamento ou à separação de filhotes de suas mães”, relatou o Diretor do Parque Ecológico.
Fonte: Correio do Povo - adaptado
 Em relação à flexão de número dos substantivos, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(  ) O plural de “cidadão” é “cidadãos”. (  ) O plural de “têxtil” é “têxteis”. 
Alternativas
Q1847542 Português
Resgatado, lobo-guará vem se recuperando de machucados e lesões de pele
   Um lobo-guará foi encontrado debilitado, com pouco peso, machucado em sua pata dianteira e com sarna. Desde seu resgate, o lobo ________ sendo alimentado, medicado e está em observação no Parque Ecológico.
    “O objetivo é a soltura, ao seu habitat natural, assim que estiver recuperado”, explicou o Biólogo e Diretor do Parque Ecológico de São Carlos (SP).
    Por isso, a recomendação do Diretor do Parque é para que animais domésticos não sejam levados ao Cerrado. “A predação de animais silvestres por domésticos é frequente”, contou Fernando Magnani.
    O contato com animais domésticos apresenta diferentes riscos aos animais silvestres. Dentre os riscos está a transmissão de doenças, como a sarna. “A transmissão cruzada de doenças entre animais domésticos e selvagens geralmente prejudica os selvagens. Animais domésticos já possuem certa __________ a doenças graves, como a cinomose”, complementou o Diretor do Parque Ecológico.
    A simples presença de animais domésticos em um ambiente natural pode ocasionar conflitos. “Os animais silvestres passam a buscar outros espaços sem a presença dos domésticos, ficando vulneráveis à captura, ao atropelamento ou à separação de filhotes de suas mães”, relatou o Diretor do Parque Ecológico.
Fonte: Correio do Povo - adaptado
Assinalar a alternativa que preenche as lacunas do texto CORRETAMENTE:
Alternativas
Q1847045 Português
Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão. 

A REDENÇÃO DAS MALDITAS. 
As usinas nucleares podem ser a solução para um mundo poluído que precisa de energia limpa, mas, se quiserem continuar a existir, elas terão de se reinventar.

   Trinta e cinco anos depois do maior acidente nuclear da história, na cidade de Chemobyl, na Ucrânia, então parte da União Soviética, seus impactos ainda são sentidos. Em abril de 1986, uma sucessão de falhas técnicas e erros humanos resultou na explosão de um reator na usina, que acabou por espalhar radiação pela região, ameaçando toda a Europa. Parcialmente ocultado pelas autoridades soviéticas à época, o vazamento poderia ter sido muito pior se um grupo de trabalhadores locais não tivesse sacrificado a saúde - e em muitos casos a própria vida - para isolar o reator. Apesar disso, uma área de 2600 quilômetros quadrados, mais que o dobro da cidade do Rio de Janeiro, continua inabitável. No entanto, mesmo à sombra deste caso - e de outro desastre igualmente grave ocorrido em Fukushima, no Japão, dez anos atrás -, as usinas nucleares ainda pulsam: respondem atualmente por cerca de 10% da eletricidade do planeta, suprindo lares, escritórios, hospitais e fábricas em diversas partes do mundo. São tidas como uma fonte energética que confere estabilidade à malha elétrica, evitando os chamados apagões.
   As usinas nucleares são como grandes chaleiras que produzem vapor de água e, assim, movimentam turbinas para gerar eletricidade. O calor, no entanto, não vem do fogo, mas da fissão controlada de átonos de urânio. Existem hoje 440 reatores em funcionamento em 32 países, incluindo o Brasil. China e Índia pretendem construir novos reatores, assim como Estados Unidos, Reino Unido e Finlândia. A ascensão de fontes alternativas, como as energias eólica e solar, ampliou o leque de opções, mas as usinas nucleares continuam sendo, para muitos países, sinônimo de energia limpa, já que não emitem gases de efeito estufa. Segundo a Agência Internacional de Energia, os reatores atômicos evitaram, nos últimos cinquenta anos, a descarga de 60 gigatoneladas de CO2 na atmosfera, o que talvez justifique o posicionamento da França quanto às usinas nucleares, ora neutro, ora a favor: o país é o segundo maior gerador de eletricidade a partir delas, atrás apenas dos Estados Unidos.
   Os detratores das usinas nucleares costumam apontar o risco sempre presente de contaminação tanto por acidente quanto pelo descarte de combustível, capazes de provocar incontáveis mortes. Os números, porém, dizem o contrário: segundo levantamentos recentes, o carvão e o petróleo são responsáveis, respectivamente, por 24,6 e 38,4 mortes por terawatt de energia fornecida, enquanto a energia nuclear teria provocado 0,07 morte por terawatt - incluindo na conta as tragédias de Chernobyl e Fukushima. Já para o lixo atômico, um subproduto inevitável da operação, existem rigorosas regras de estocagem e reciclagem que têm funcionado a contento.
   Uma alternativa às grandes usinas, que custam caro, levam tempo para ser construídas e exigem rigorosa manutenção, seriam os small modular reactors, reatores modulares pequenos, quase totalmente automatizados, sem necessidade de armazenamento externo e transporte de lixo atômico. Trata-se de uma opção que tem atraído alguns dos mais prestigiados cérebros do planeta. Hoje, a empresa TerraPower - que tem Bill Gates, fundador da Microsoft, como presidente do conselho - está desenvolvendo um dos pequenos reatores mais avançados, capaz de alimentar a rede de uma cidade de 200000 habitantes.
   Por aqui, as usinas de Angra | e Il, no Estado do Rio de: Janeiro, geram cerca 3% de energia elétrica consumida no Brasil. A construção de Angra Ill foi interrompida em 2015 e ainda aguarda investimentos para ser finalizada. Segundo Leonam dos Santos Guimarães, presidente da Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras, as instalações de Angra Ill estão preservadas, faltando apenas 40% para sua conclusão. “Não dá para pensar em um mundo descarbonizado sem energia nuclear”, disse o executivo a VEJA, corroborando a opinião de outros especialistas. O Brasil ainda demandará muita energia para crescer e, em algum nível, dependerá das usinas nucleares, sejam elas pequenas ou grandes. Implementá-las de forma segura será o enorme desafio.
Fonte: VEJA,14 DE ABRIL,2021. 
Analise a separação silábica, a classificação tônica e os encontros vocálicos e consonantais e assinale a alternativa em que ocorre falha:
Alternativas
Q1846976 Português
Considere as seguintes frases.

1  A mesa tem 50 centímetros de cumprimento.
2  Concerteza ela viajará no próximo ano.
3  Derrepente o céu ficou nublado.
4  A compania aérea cancelou o voo.
5  Fritura é gostoso, mais infelizmente não faz bem.
6  Por que você não vem com agente ao cinema?
7  Vieram menas pessoas do que o esperado.
8  O povo tem pressa.
9  Hoje eu começei um curso universitário.
10 Eles não veem a hora de se encontrar de novo. 

A respeito da grafia dos termos utilizados nas frases apresentadas, julgue o item.


A frase 10 apresenta dois erros de grafia: um pelo uso de “veem” — o correto seria vêm — e outro pelo uso de “de novo” — o correto seria denovo

Alternativas
Respostas
2081: B
2082: D
2083: D
2084: E
2085: A
2086: D
2087: B
2088: C
2089: D
2090: E
2091: B
2092: D
2093: A
2094: D
2095: B
2096: B
2097: A
2098: B
2099: C
2100: E