Questões de Concurso
Sobre versificação - metrificação em literatura
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Considerando a versificação e as relações entre métrica, ritmo e rima, analise as afirmativas a seguir.
I.A métrica corresponde à medida do verso estabelecida pela contagem das sílabas poéticas, cuja delimitação considera critérios sonoros próprios da escansão e se encerra na última sílaba tônica.
II. O ritmo de um verso decorre da correspondência entre sua extensão silábica e a recorrência de um mesmo padrão métrico, sendo a regularidade da medida responsável pela organização rítmica da composição.
III.A coincidência entre a divisão das sílabas gramaticais e a das sílabas poéticas constitui condição para a manutenção do metro, pois os processos de ligação sonora entre palavras não interferem na escansão.
IV. A rima estabelece correspondências sonoras entre segmentos dos versos a partir da recorrência de fonemas, podendo reunir palavras que apresentam configurações gráficas distintas.
V. O verso livre organiza seu ritmo por recursos como distribuição de acentos, pausas e recorrências sonoras, embora apresente variação na extensão silábica dos versos.
Assinale a alternativa correta.
(__)Na versificação em língua portuguesa, a contagem das sílabas poéticas considera, convencionalmente, as sílabas até a última sílaba tônica do verso.
(__)Métrica e ritmo constituem conceitos relacionados, mas não equivalentes, pois versos com a mesma medida podem apresentar organizações rítmicas diferentes.
(__)A presença de rimas regulares constitui condição necessária para que uma composição seja considerada poema metrificado.
(__)O ritmo pode resultar da distribuição de acentos, pausas, repetições sonoras e outros elementos que organizam temporalmente o verso.
A sequência correta, de cima para baixo,
(1ª parte) O haicai tradicional de origem japonesa, apresenta três versos, tradicionalmente organizados em um esquema de 5, 7 e 5 unidades sonoras.
(2ª parte) A estrutura do soneto tradicional exige a manutenção contínua das mesmas consoantes de apoio em todas as rimas, impedindo a alternância entre rimas intercaladas (ABBA) e cruzadas (ABAB).
Pode-se afirmar que:
A cada canto um grande conselheiro, Que nos quer governar cabana e vinha; Não sabem governar sua cozinha, E podem governar o mundo inteiro.
Em cada porta um bem frequente olheiro, Que a vida do vizinho e da vizinha Pesquisa, escuta, espreita e esquadrinha, Para o levar à praça e ao terreiro.
I. Trata-se de poema satírico, tendo em vista a acidez das palavras com que o eu-lírico descreve os moradores da cidade.
II. No segundo quarteto, tem-se a presença de gradação, figura de linguagem cara ao poeta.
III. Os quartetos empregam esquema de rimas emparelhadas e os versos são decassílabos.
Quais estão corretas?
A poesia organiza-se a partir de escolhas formais que afetam a disposição dos versos, a sonoridade do texto e a percepção rítmica da linguagem. Esses recursos contribuem para a construção estética do poema e variam conforme tradições literárias, estilos de época e projetos expressivos adotados pelos autores (CANDIDO, 2011).
Assinale a alternativa correta.
Qual alternativa é incorreta, em relação à versificação?
Read the excerpt from William Shakespeare's Hamlet (Act III, Scene I):
"To be, or not to be: that is the question:
Whether 'tis nobler in the mind to suffer
The slings and arrows of outrageous fortune,
Or to take arms against a sea of troubles,
And by opposing end them? To die: to sleep;
No more; and by a sleep to say we end"
Source: https://poets.org/poem/hamlet-act-iii-scene-i-be-or-not-be
In the context of Shakespearean verse, the term "blank verse" refers to:
I- Verso livre é aquele que não obedece a nenhuma exigência métrica, apesar de ter o seu ritmo.
II- Refrão ou estribilho é o verso ou conjunto de versos que se repete ao final de cada estrofe. A balada e o rondó são tipos de poesia que têm refrão.
III- Nos poemas, os versos podem formar apenas um grupo ou vários grupos. Cada grupo de versos forma uma estrofe.
IV- Estrofe é o conjunto de versos.
Falando-se sobre versificação, leia os itens e assinale a alternativa correta.
I- Há casos em que o final de um verso não coincide com o final de um segmento sintático, de maneira que o verso só termina no verso seguinte. Esse tipo de ligação entre os versos chama-se enjambement ou encadeamento.
II- Os versos são classificados de acordo com o número de sílabas poéticas que possuem: monossílabo, dissílabo, trissílabo, tetrassílabo, pentassílabo, hexassílabo, heptassílabo, octossílabo, eneassílabo, decassílabo, hendecassílabo, dodecassílabo, verso bárbaro, (com mais de doze sílabas poéticas).
III- O verso decassílabo pode ser heroico ou sáfico. O decassílabo heroico possui a acentuação tônica principal na 6ª e 10ª sílabas. O decassílabo sáfico, na 4ª, 8ª e 10ª sílabas.
IV- O verso alexandrino pode ser clássico ou moderno. O alexandrino clássico possui acentuação tônica principal na 6ª e 12ª sílabas. O alexandrino moderno, na 4ª, 8ª e 12ª sílabas, ou na 3ª, 6ª, 9ª e 12ª sílabas.
I- Versificação é a arte de fazer versos.
II- Verso é cada linha do poema, é uma unidade rítmica.
III- Ritmo é a cadência de sons produzida pela sucessão de sons fortes, (sílabas tônicas) e sons fracos, (sílabas átonas).
IV- Metro é a medida do verso, é a quantidade de sílabas poéticas.
A respeito de aspectos estilísticos do poema apresentado, julgue o item a seguir.
Apesar de não apresentarem esquema de rimas, os versos têm métrica regular, medida pelas repetições.
Texto para responder à questão.

(Publicado no livro Broquéis. 1893. In: SOUSA, Cruz e. Poesia completa. Introd. Maria Helena Camargo Régis. Florianópolis: Fundação Catarinense de Cultura, p. 198.)
Leia o Texto I a seguir, estrofe da música “Para Dizer Que Não Falei Das Flores”, de Geraldo Vandré, e responda à questão.
“Vem, vamos embora, que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer
Vem, vamos embora, que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”
Analise o verso a seguir:
“Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”
No verso há
BUSCANDO A CRISTO CRUCIFICADO
A vós correndo vou, braços sagrados,
Nessa cruz sacrossanta descobertos,
Que, para receber-me, estais abertos,
E, por não castigar-me, estais cravados.
A vós, divinos olhos, eclipsados
De tanto sangue e lágrimas cobertos,
Pois, para perdoar-me, estais despertos,
E, por não condenar-me, estais fechados.
A vós, pregados pés, por não deixar-me,
A vós, sangue vertido, para ungir-me,
A vós, cabeça baixa, pra chamar-me.
A vós, lado patente, quero unir-me,
A vós, cravos preciosos, quero atar-me,
Para ficar unido, atado e firme.
Gregório de Matos
I- Na última estrofe, é possível identificar o tema do fusionismo.
II- A estrutura poema de Gregório de Matos está distribuída em dois quartetos e dois tercetos, sendo versos decassílabos e as rimas entre as estrofes estão assim dispostas: (ABBA, ABBA), (CDC e DCD). É um poema com aliteração em “s”.
III- Uma das características presente no poema é o Cultismo.
IV-A construção do texto evidencia a mensagem, a função poética da linguagem, pela figuração intensa, utilizando-se de metáfora, paradoxo e antítese, hipérbole e hipérbato/inversão.
Estão corretas as proposições:
A Máquina do Mundo
E como eu palmilhasse vagamente
uma estrada de Minas, pedregosa,
e no fecho da tarde um sino rouco
se misturasse ao som de meus sapatos
que era pausado e seco; e aves pairassem
no céu de chumbo, e suas formas pretas
lentamente se fossem diluindo
na escuridão maior, vinda dos montes
e de meu próprio ser desenganado,
a máquina do mundo se entreabriu
para quem de a romper já se esquivava
e só de o ter pensado se carpia.
Abriu-se majestosa e circunspecta,
sem emitir um som que fosse impuro
nem um clarão maior que o tolerável
pelas pupilas gastas na inspeção
contínua e dolorosa do deserto,
e pela mente exausta de mentar
toda uma realidade que transcende
a própria imagem sua debuxada
no rosto do mistério, nos abismos.
Abriu-se em calma pura, e convidando
quantos sentidos e intuições restavam
a quem de os ter usado os já perdera
e nem desejaria recobrá-los,
se em vão e para sempre repetimos
os mesmos sem roteiro tristes périplos,
convidando-os a todos, em coorte,
a se aplicarem sobre o pasto inédito
da natureza mítica das coisas,
assim me disse, embora voz alguma
ou sopro ou eco ou simples percussão
atestasse que alguém, sobre a montanha,
a outro alguém, noturno e miserável,
em colóquio se estava dirigindo:
“O que procuraste em ti ou fora de
teu ser restrito e nunca se mostrou,
mesmo afetando dar-se ou se rendendo,
e a cada instante mais se retraindo,
olha, repara, ausculta: essa riqueza
sobrante a toda pérola, essa ciência
sublime e formidável, mas hermética,
essa total explicação da vida,
esse nexo primeiro e singular,
que nem concebes mais, pois tão esquivo
se revelou ante a pesquisa ardente
em que te consumiste… vê, contempla,
abre teu peito para agasalhá-lo.”
As mais soberbas pontes e edifícios,
o que nas oficinas se elabora,
o que pensado foi e logo atinge
distância superior ao pensamento,
os recursos da terra dominados,
e as paixões e os impulsos e os tormentos
e tudo que define o ser terrestre
ou se prolonga até nos animais
e chega às plantas para se embeber
no sono rancoroso dos minérios,
dá volta ao mundo e torna a se engolfar
na estranha ordem geométrica de tudo,
e o absurdo original e seus enigmas,
suas verdades altas mais que tantos
monumentos erguidos à verdade;
e a memória dos deuses, e o solene
sentimento de morte, que floresce
no caule da existência mais gloriosa,
tudo se apresentou nesse relance
e me chamou para seu reino augusto,
afinal submetido à vista humana.
Mas, como eu relutasse em responder
a tal apelo assim maravilhoso,
pois a fé se abrandara, e mesmo o anseio,
a esperança mais mínima — esse anelo
de ver desvanecida a treva espessa
que entre os raios do sol inda se filtra;
como defuntas crenças convocadas
presto e fremente não se produzissem
a de novo tingir a neutra face
que vou pelos caminhos demonstrando,
e como se outro ser, não mais aquele
habitante de mim há tantos anos,
passasse a comandar minha vontade
que, já de si volúvel, se cerrava
semelhante a essas flores reticentes
em si mesmas abertas e fechadas;
como se um dom tardio já não fora
apetecível, antes despiciendo,
baixei os olhos, incurioso, lasso,
desdenhando colher a coisa oferta
que se abria gratuita a meu engenho.
A treva mais estrita já pousara
sobre a estrada de Minas, pedregosa,
e a máquina do mundo, repelida,
se foi miudamente recompondo,
enquanto eu, avaliando o que perdera,
seguia vagaroso, de mão pensa
( ) O poema mantem uma relação intertextual com Os Lusíadas, de Camões. E não só pelo tamanho, mas também pelo termo máquina do mundo também aparecer nos versos de Camões.
( ) A máquina do mundo é um termo usado para representar, de forma alegórica, o sistema como o mundo funciona.
( ) No poema, os versos decassílabos bem construídos, uma reverência ao clássico não tão comum aos modernos, promove uma reflexão sobre o homem e a linguagem e, principalmente, ao seu tempo.
( ) A intertextualidade é um elemento presente no poema.
( ) Drummond usa uma ótica inteiramente pessoal para mostrar como ele enxerga o funcionamento do universo. O início é turvo e um verdadeiro enigma, o começo do poema é inerentemente pesado.
A sequência correta de cima para baixo é:
Fonte: https://www.mundovestibular.com.br/articles/4542/1/versificacao/
Observe o verso a seguir:
"E entra a Saudade... Fiquei
Como assombrado e sem voz!"
(Teixeira de Pascoaes)
Quando o verso não finaliza com um segmento sintático, ocorre __________________, que é a continuação do sentido de um verso no verso seguinte:
Após análise, marque a alternativa CORRETA: