Questões de Concurso Sobre literatura
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( ) A literatura infantil contemporânea busca a autonomia da obra literária, com ênfase em sua especificidade estética, e não mais no caráter pedagógico, como ocorria no passado.
( ) As obras literárias da passagem do século XIX para o século XX eram produzidas, sobretudo, com finalidade pedagógica.
( ) Até a década de 1920, a maior parte da literatura infantil pouco considerava os interesses da criança, sendo produzida do ponto de vista adulto e não da infância.
( ) No final do século XIX e início do século XX, os livros para crianças no Brasil eram, em sua maioria, traduções e adaptações de clássicos europeus.
( ) Os primeiros livros de literatura infantojuvenil voltavam-se à formação da criança, pautando-se em conceitos firmes sobre família, moral, patriotismo e civismo.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Considere a situação a seguir.
Em uma escola, na turma do 2º ano do Ensino Médio, o professor de língua portuguesa e literatura selecionou o romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, para trabalhar com a sua turma ao longo do bimestre. Para isso, o docente adotou os seguintes procedimentos:
● dividiu a turma em 10 grupos, com 4 componentes;
● dividiu os capítulos da referida obra entre os grupos (nove grupos ficaram com 15 capítulos e um grupo com 13);
● orientou que cada grupo produzisse, como tarefa para casa, resumos dos capítulos sorteados;
● solicitou que cada grupo produzisse uma linha do tempo do período histórico em que o romance foi escrito, destacando fatos políticos, datas importantes e características do realismo brasileiro;
● realizou leitura breve de trechos da obra em sala de aula para treinar análise sintática e linguagem denotativa; e
● aplicou uma prova com questões objetivas sobre as características da escola literária, dos dados biográficos do escritor, dos fatos políticos e de sintaxe do período composto;
Não foi possível promover a leitura integral da obra em sala de aula, nem a discussão interpretativa coletiva.
Considerando a discussão sobre letramento literário desenvolvida pelo pesquisador Rildo Cosson, na obra Letramento Literário: teoria e prática (2006), conclui-se que, ao promover a leitura de fragmentos da obra,
Analise o poema reproduzido a seguir.
Rondó dos cavalinhos
(Manuel Bandeira)
Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo...
Tua beleza, Esmeralda,
Acabou me enlouquecendo.
Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo...
O sol tão claro lá fora,
E em minh’alma - anoitecendo!
Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo...
Alfonso Reyes partindo,
E tanta gente ficando...
Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo...
A Itália falando grosso,
A Europa se avacalhando...
Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo...
O Brasil politicando,
Nossa! A poesia morrendo...
O sol tão claro lá fora,
O sol tão claro, Esmeralda,
E em minh’alma - anoitecendo!
BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: Record, s. d. (Mestres da literatura brasileira e portuguesa). (p. 161-162).
Leia os poemas reproduzidos a seguir.
Canção do exílio
(Gonçalves Dias)
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar – sozinho, à noite –
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
DIAS, Gonçalves. Poesia. Coleção "Nossos Clássicos". São Paulo: Agir, 1969.
Canção do exílio
(Murilo Mendes)
Minha terra tem macieiras da Califórnia
onde cantam gaturamos de Veneza.
Os poetas da minha terra
são pretos que vivem em torres de ametista,
os sargentos do exército são monistas, cubistas,
os filósofos são polacos vendendo a prestações.
A gente não pode dormir
com os oradores e os pernilongos.
Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda.
Eu morro sufocado
em terra estrangeira.
Nossas flores são mais bonitas
nossas frutas mais gostosas
mas custam cem mil réis a dúzia.
Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade
e ouvir um sabiá com certidão de idade!
MENDES, Murilo. Poesia completa e prosa. org. por l. Stegagno Picchio. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.
Assinale, entre as alternativas abaixo, a que apresenta (X) o nome de duas famosas obras dele como escritor; (Y) o nome do seu pai, outro famoso escritor; e (Z) os títulos de duas obras escritas pelo pai de Luís Fernando Verissimo.
“Napoleão observou de longe as pirâmides egípcias e refletiu sobre seu valor cultural e religioso; ao mesmo tempo pensava nos problemas políticos que devia enfrentar na sua volta para a França.”
Pelo segmento, o tipo de romance de onde foi copiado o trecho, é
I- Versificação é a arte de fazer versos.
II- Verso é cada linha do poema, é uma unidade rítmica.
III- Ritmo é a cadência de sons produzida pela sucessão de sons fortes, (sílabas tônicas) e sons fracos, (sílabas átonas).
IV- Metro é a medida do verso, é a quantidade de sílabas poéticas.
( ) Podemos considerar Memorial de Aires um romance porque não são narrados só os pensamentos do autor do diário, nem casos meramente episódicos, circunstanciais, há uma unidade narrativa, um enredo coerente que se desenvolve no tempo, num espaço determinado, com personagens definidas.
( ) O tipo de narração que se verifica no Memorial de Aires é a objetiva.
( ) No nível de ação do romance há uma vitória da vida, visto que as personagens jovens Fidélia e Tristão, desprendem-se do mundo dos velhos para realizarem a sua própria vida.
( ) No nível das personagens, há uma vitória da morte, visto que a maioria dos velhos, domina esmagadoramente. É assim que se explica a ausência de nascimentos e de crianças no Memorial.
( ) Com relação ao ponto de vista, há uma vitória da morte, visto que todo romance é contado segundo a perspectiva do Conselheiro Aires, que, como ele próprio confessa, está mais próximo da morte. No nível da temática domina a morte, visto que os motivos relacionados a ela, são mais constantes.