Questões de Concurso Sobre literatura

Questões Discursivas

Foram encontradas 2.215 questões

Q3830976 Literatura

Leia o texto abaixo para responder à próxima questão:


A um poeta

 

Longe do estéril turbilhão da rua,

Beneditino escreve! No aconchego

Do claustro, na paciência e no sossego,

Trabalha e teima, e lima, e sofre, e sua!

 

Mas que na forma se disfarce o emprego

Do esforço: e trama viva se construa

De tal modo, que a imagem fique nua

Rica mas sóbria, como um templo grego

 

Não se mostre na fábrica o suplicio

Do mestre. E natural, o efeito agrade

Sem lembrar os andaimes do edifício:

 

Porque a Beleza, gêmea da Verdade

Arte pura, inimiga do artifício,

É a força e a graça na simplicidade

 

                                                                        Olavo Bilac

O poema acima, de autoria de Olavo Bilac, apresenta intenso rigor formal e forte apreço às formas clássicas, como o soneto e o verso decassílabo, por exemplo. Tais características são comuns ao movimento ao qual Bilac faz parte e que recebe o nome de: 
Alternativas
Q3829743 Literatura
Assinale a alternativa que indica corretamente a abordagem mais adequada, de acordo com as orientações da BNCC sobre o ensino de obras literárias no Ensino Fundamental II.
Alternativas
Q3826354 Literatura

Relacione, adequadamente, vanguarda e características.



1. Futurismo


2. Cubismo


3. Dadaísmo.


4. Surrealismo.



(   ) Fugiu da reprodução, busca a supressão da sintaxe.
(   ) Irreverência, sarcasmo, sintaxe estapafúrdia e caótica.
(   ) Pretendia a destruição radical do passado, enaltecendo a ciência e a máquina.
(  ) Visava emancipar o homem, graças ao livramento integral da imaginação, possui sentido de organização e reconstrução.
Alternativas
Q3826338 Literatura

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 


“Gemeu roucamente um rugido abafado.

Ouviu-o Hortência no quarto contíguo e, assustada, julgando o irmão doente, perguntou-lhe:

— Tens alguma coisa, Lourenço?

— Não, não é nada...

E ficou muito quieto durante alguns momentos.

A pouco e pouco foi-se-lhe a imaginação despertando novamente, porém tomando agora outro destino para as suas fantasias. Entrou a pensar na irmã, na idade dela, nas suas bonitas formas de virgem — com uma grande volúpia no fundo dos olhos. Apertou os braços sobre o peito, como abraçando alguém... Idealizava formosamente apetitoso o corpo de Hortência e começou a experimentar vagos desejos de vê-la, de sentir-lhe o calor do sangue de encontro a seu corpo, de afagá-la carinhosamente, longamente, nos êxtases da criminosa paixão, e súbitas erguida em seu dissoluto espírito libérrimo. A norte-americana do circo foi substituída por Hortência. O desejo banal e comum cedeu lugar à aspiração incestuosa.”



Fragmento do romance Hortência, de Marques de Carvalho.

O fragmento do romance Hortência, de Marques de Carvalho, não deixa perceber:
Alternativas
Q3826124 Literatura
"O pobre mogo nem sabe se perdeu o consenso ou se o mundo rodou mais rapido que as mulheres endoidadas. Sabe apenas que esta saindo de um escuro e as luzes pirilampejam, —abrindo solugos no céu" (Terra Sonambula, Mia Couto)
A obra do escritor mogambicano Mia Couto ocupa lugar de destaque na literatura contemporanea de lingua portuguesa. Seus textos articulam meméria, oralidade, identidade cultural e reinvenção da lingua, produzindo uma escrita singular que tensiona os limites entre gêneros literários tradicionais. Considerando essas características, assinale a alternativa que melhor define o estilo predominante na obra de Mia Couto.
Alternativas
Q3826117 Literatura
As obras de Antônio Bispo dos Santos (Nêgo Bispo), Ailton Krenak, Hannah Limulja e o livro A queda do céu, de Davi Kopenawa Yanomami e Bruce Albert, constituem produções fundamentais do pensamento contemporâneo brasileiro e indígena. Embora apresentem diferenças de forma e autoria, esses textos compartilham uma abordagem crítica ao colonialismo, à separação entre natureza e cultura e às epistemologias ocidentais hegemônicas, articulando memória, oralidade, territério, espiritualidade e política Considerando essas características, assinale a alternativa que melhor define o tipo de literatura relacionada a essas obras.  
Alternativas
Q3821067 Literatura
Leia o poema “Ismália” a seguir:
Quando Ismália enlouqueceu, Pôs-se na torre a sonhar… Viu uma lua no céu, Viu outra lua no mar.
No sonho em que se perdeu, Banhou-se toda em luar… Queria subir ao céu, Queria descer ao mar…
E, no desvario seu, Na torre pôs-se a cantar… Estava perto do céu, Estava longe do mar…
E como um anjo pendeu As asas para voar… Queria a lua do céu, Queria a lua do mar…
As asas que Deus lhe deu Ruflaram de par em par… Sua alma subiu ao céu, Seu corpo desceu ao mar…
“Ismália” é um poema ___________ e nele se identifica a temática do(a) ______________________.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas da frase acima.
Alternativas
Q3821066 Literatura
Assinale a alternativa que apresenta um poeta que NÃO fez parte do movimento modernista brasileiro.
Alternativas
Q3819844 Literatura
 “Olhai os Lírios do Campo”, publicado em 1938, é um dos romances mais conhecidos da literatura brasileira, abordando temas como ambição, ética, conflitos existenciais e valores humanos por meio da trajetória do personagem Eugênio Fontes. A obra consolidou a carreira de um importante escritor gaúcho, reconhecido nacional e internacionalmente por sua contribuição à literatura brasileira. Em 2025, completam-se 50 anos de sua morte. Quem é o autor dessa obra? 
Alternativas
Q3818133 Literatura
A literatura brasileira do século XX e do início do século XXI caracteriza-se por profundas transformações estéticas, ideológicas e formais, refletindo as mudanças sociais, históricas e culturais do país e abrindo espaço para múltiplas experiências de linguagem e representação (BOSI, 2020. adaptado.)
De acordo com esse enfoque, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3816116 Literatura

TEXTO PARA A QUESTÃO.


O leito


Mares, de espúmeo albor de rendas revestidos!

Vagas, cheias de aroma, e de torpor fecundas!

Para a febre lenir, que esvaíra-me os sentidos,

Quero nestes lençóis mergulha-los, vencidos,

Num mar de sensações letárgicas, profundas!


Aqui, de regiões apostas, climas vários

Vieram se encontrar, por diversos caminhos,

Para depor, fiéis, submissos tributários,

Os prodígios do gosto, árduos, imaginários,

Em perfume, em cetins, em sedas, em arminhos.


Despenhada do teto, em turbilhão se entorna,

Muda, imóvel cascata, a cortina nitente,

Derramando no ar uma preguiça morna,

Que os músculos distende e os nervos amadorna,

Em íntima volúpia, estranha, inconsciente.


Repassa, embebe a alcova, em toda a plenitude,

A emanação sutil, que enleva, que extasia,

De um corpo virginal e cheio de saúde,

Grato eflúvio do sangue, em plena juventude,

Que do olfato a avidez satura, e não sacia.


Perfumados lençóis! vós sois as brancas tendas,

Onde, árabes do amor, meus vagos pensamentos

Nas solidões da noite ouvem estranhas lendas,

Enquanto sob um céu enublado de rendas

Enerva-me o luar de uns olhos sonolentos!



Autor: Teófilo Dias - Fanfarras.

Ao longo do poema, o autor explora a fusão entre corpo, espaço e imaginação, criando uma experiência estética marcada pela sinestesia e pelo simbolismo. Nesse sentido, analise as assertivas:



I. A alcova é apresentada como um espaço simbólico em que sensações físicas e estados psíquicos se confundem, dissolvendo os limites entre sujeito e ambiente.


II. O uso recorrente de termos ligados ao torpor, à lentidão e à imobilidade sugere negação do desejo e recusa da experiência sensorial.



Das assertivas, pode-se afirmar que:

Alternativas
Q3816114 Literatura

TEXTO PARA A QUESTÃO.


O leito


Mares, de espúmeo albor de rendas revestidos!

Vagas, cheias de aroma, e de torpor fecundas!

Para a febre lenir, que esvaíra-me os sentidos,

Quero nestes lençóis mergulha-los, vencidos,

Num mar de sensações letárgicas, profundas!


Aqui, de regiões apostas, climas vários

Vieram se encontrar, por diversos caminhos,

Para depor, fiéis, submissos tributários,

Os prodígios do gosto, árduos, imaginários,

Em perfume, em cetins, em sedas, em arminhos.


Despenhada do teto, em turbilhão se entorna,

Muda, imóvel cascata, a cortina nitente,

Derramando no ar uma preguiça morna,

Que os músculos distende e os nervos amadorna,

Em íntima volúpia, estranha, inconsciente.


Repassa, embebe a alcova, em toda a plenitude,

A emanação sutil, que enleva, que extasia,

De um corpo virginal e cheio de saúde,

Grato eflúvio do sangue, em plena juventude,

Que do olfato a avidez satura, e não sacia.


Perfumados lençóis! vós sois as brancas tendas,

Onde, árabes do amor, meus vagos pensamentos

Nas solidões da noite ouvem estranhas lendas,

Enquanto sob um céu enublado de rendas

Enerva-me o luar de uns olhos sonolentos!



Autor: Teófilo Dias - Fanfarras.

No poema “O leito”, o eu lírico constrói uma atmosfera sensorial densa, marcada por imagens táteis, olfativas e visuais, que transcendem a descrição física do espaço. A convergência desses elementos produz um efeito estético específico. Considerando o sentido global do poema, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4202253 Literatura

Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Indiscutivelmente, o mais significativo da obra reside no idílio entre a campônia e ingênua Joaninha e o inglesado e conflitivo Carlos. Nele, percebe-se a projeção confessional da própria vida interior de Garrett: Carlos é talvez o mais autêntico de seus alter egos. Em Joaninha e no cenário natural que serve de palco aos acontecimentos, circula o ar de melancólico saudosismo que já vimos na Menina e Moça, de Bernardim Ribeiro. Situa-se precisamente aqui – neste sopro de pureza e inocência, de alada fantasia a envolver a história duma jovem que perece de amor, pois ama um homem tolhido noutras malhas sentimentais –, o mais tocante desse episódio emocional.


(Massaud Moisés. A Literatura Portuguesa, 1997) 

A obra de Garrett referida no texto é:
Alternativas
Q4202251 Literatura

Leia os versos de Cecília Meireles para responder à questão.



Quando meu rosto contemplo,

o espelho se despedaça:

por ver como passa o tempo

e o meu desgosto não passa.

Amargo campo da vida,

quem te semeou com dureza,

que os que não se matam de ira

morrem de pura tristeza?



(Cecília Meireles. Canções.

Em: Alfredo Bosi, História concisa da Literatura Brasileira, 1997)

Em relação aos versos de Cecília Meireles, Alfredo Bosi explica que eles se alinham ao chamado
Alternativas
Q4202249 Literatura

Leia o texto a seguir para responder à questão.



A proeza do caçador contra o curupira


    Lá no coração da floresta amazônica, os velhos do povo Tukano contam a história de um caçador que saiu para caçar porque sua família estava com muita fome e não tinha nada para comer.


    O caçador saiu bem cedinho e andou o dia inteiro e só havia matado um único macaco. Mas era tão pequeno que não seria suficiente para alimentar sua família.


    O dia foi passando bem rapidinho e quando o caçador se deu conta já estava anoitecendo. Ele ficou aflito, pois sabia que passar a noite na mata é sempre muito perigoso. Além dos animais noturnos, há os espíritos da floresta que habitam o lugar. Ficou especialmente com medo do espírito protetor dos animais: o curupira.


    Ele já havia ouvido falar demais desse espírito que, segundo os velhos, enlouquecem os caçadores desavisados que teimam pernoitar no mato.


    A noite já havia caído por completo e nada mais ele podia fazer para encontrar o caminho de volta. De repente ouve um farfalhar de folhas secas e uma batida: tum, tum, tum. Era a bati da do curupira. Na aldeia diziam que ele fazia isso para verificar quais as árvores estariam abaladas pelo vento ou pela idade já que seu trabalho é zelar pela segurança de toda a natureza.


    O som da batida estava bem próximo do caçador. Um vulto se aproximou da árvore em que ele estava e sentou-se na raiz. Como estava muito escuro o curupira não conseguia vê-lo nem mesmo usando sua vasta cabeleira cor de fogo.


(Daniel Munduruku. Contos Indígenas Brasileiros, 2021. Adaptado)

De acordo com Dolz, Noverraz e Schneuwly (Gêneros orais e escritos na escola, 2004), o gênero textual a que pertence o texto de Daniel Munduruku circula no domínio social de comunicação da cultura literária ficcional, estando a sua capacidade de linguagem dominante relacionada a
Alternativas
Q4202244 Literatura

Leia o texto a seguir para responder à questão:



Se o Sacro ardor, que ferve no meu peito,

Não me deixa enganar, vereis que um dia

(Vivendo esse impostor) por seu respeito

Se encherá de Emboabas a Bahia.

Pagaram os Tupis o insano feito,

E vereis entre a bélica porfia

Tomar-lhe esses estranhos, já vizinhos,

Escravas as mulheres c’os filhinhos.


Vereis as nossas Gentes desterradas

Entre os tigres viver no sertão fundo.

Cativa a plebe, as tabas arrombadas,

Levando para além do mar profundo

Nossos filhos, e filhas desgraçadas;

Ou, quando as deixem cá no nosso mundo,

Poderemos sofrer, Paiaiás bravos,

Ver filhos, pais e mães feitos escravos?



(Frei José de Santa Rita Durão, Caramuru. Em: Antonio Candido.

Formação da Literatura Brasileira (volume único), 2000)

Alfredo Bosi (História concisa da Literatura Brasileira, 1997) pondera que a poética de Caramuru se caracteriza por
Alternativas
Q4202243 Literatura

Leia o texto a seguir para responder à questão:



Se o Sacro ardor, que ferve no meu peito,

Não me deixa enganar, vereis que um dia

(Vivendo esse impostor) por seu respeito

Se encherá de Emboabas a Bahia.

Pagaram os Tupis o insano feito,

E vereis entre a bélica porfia

Tomar-lhe esses estranhos, já vizinhos,

Escravas as mulheres c’os filhinhos.


Vereis as nossas Gentes desterradas

Entre os tigres viver no sertão fundo.

Cativa a plebe, as tabas arrombadas,

Levando para além do mar profundo

Nossos filhos, e filhas desgraçadas;

Ou, quando as deixem cá no nosso mundo,

Poderemos sofrer, Paiaiás bravos,

Ver filhos, pais e mães feitos escravos?



(Frei José de Santa Rita Durão, Caramuru. Em: Antonio Candido.

Formação da Literatura Brasileira (volume único), 2000)

Antonio Candido, quando compara Caramuru à obra O Uraguai, de Basílio da Gama, pondera que aquela
Alternativas
Q4188902 Literatura
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Assim, sem nada feito e o por fazer


Q1_4.png (316×357)

Autor: Fernando Pessoa.
No poema, o eu lírico refere-se a si mesmo como Vadio sem andar (l.13), expressão que contribui para a compreensão de sua condição existencial. A partir dessa imagem, é possível inferir que:
Alternativas
Q4183824 Literatura
Leia o texto:
esta vida é uma viagem pena eu estar só de passagem
 (Paulo Leminski, La vie em close. 5a ed. S.Paulo: Brasiliense, 2000, p.134)

No poema de apenas três versos, o poeta lamenta-se:
Alternativas
Q4180108 Literatura

‘‘Flores envenenadas na jarra. Roxas, azuis, encarna- das, atapetam o ar. Que riqueza de hospital. Nunca vi mais belas e mais perigosas. É assim então o teu segredo. Teu segredo é tão parecido contigo que nada me revela além do que já sei. E sei tão pouco, como se o teu enigma fosse eu. Assim como tu és o meu’’. (Teu segredo, Clarice Lispector)


As palavras que melhor sintetizam o tom e o sentido predominante do texto de Clarice Lispector são: 

Alternativas
Respostas
241: D
242: A
243: B
244: A
245: B
246: B
247: B
248: A
249: B
250: A
251: C
252: D
253: E
254: C
255: B
256: D
257: E
258: D
259: A
260: D