Questões de Concurso Comentadas sobre modernismo em literatura

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Q2425312 Literatura

Maxixe


O chocalho dos sapos coaxa

como um caracaxá rachado. Tudo mexe.

Um vento frouxo enlaga uma nuvem baixa

fofa. E desce com ela, desce.

E não a deixa e puxa-a como uma faixa

e espicha-se e enrolam-se. E o feixe rola

e rebola como uma bola

na luz roxa

da tarde oca


boba


chocha.



(ALMEIDA, Guilherme de. Maxixe. Disponível em:

http://www.jornaldepoesia.jor.br/gu1.html.)


O sistema literário da primeira fase modernista no Brasil apresentava uma estética que rompia com os padrões clássicos, tradicionais da Literatura. O poema anterior demonstra algumas características que refletem tal ruptura. Sobre o poema, pode-se afirmar que:

Alternativas
Q1810713 Literatura
Leia as afirmativas a seguir:
I. A obra Macunaíma, de Mário de Andrade, é uma rapsódia (como era qualificada na primeira edição) que conta as aventuras de Macunaíma, um herói de uma tribo amazônica. O livro é construído no encontro de lendas indígenas e da vida brasileira cotidiana, de mistura com lendas e tradições populares. Macunaíma é o “herói sem nenhum caráter”. Nessa obra, o fantástico assume um ar de coisa corriqueira e o lirismo da mitologia se funde a cada passo com as piadas e as brincadeiras. II. O Simbolismo é um movimento literário da poesia e das outras artes que surgiu na França, no final do século XIX, como oposição ao realismo, ao naturalismo e ao positivismo da época. O Simbolismo fixa-se na historiografia literária brasileira com o início da Semana de Arte Moderna de 1922, em São Paulo. Esse movimento literário buscava resgatar os elementos culturais das regiões Sul e Sudeste do Brasil, valorizar a cultura cafeeira e estimular o progresso e inovação nas artes e na literatura.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1717544 Literatura

NÃO: JÁ NÃO FALO DE TI. (Cecília Meireles).


Não: já não falo de ti, já não sei de saudades.

Feche-se o coração como um livro, cheio de imagens,

de palavras adormecidas, em altas prateleiras,

até que o pó desfaça o pobre desespero sem força,

que um dia, pode ser, parece tão terrível.


A aranha dorme em sua teia, lá fora, entre a roseira e o muro.

Resplandecem os azulejos e tudo quanto posso ver.

O resto é imaginado, e não coincide, e é temerário

cismar. Talvez se as pálpebras pudessem

inventar outros sonhos, não de vida...


Ah! rompem-se na noite ardentes violas,

pelo ar e pelo frio subitamente roçadas.

Por onde pascerão, nestes céus invioláveis,

nossas perguntas com suas crinas de séculos arrastando-se...

Não só de amor a noite transborda mas de terríveis

crueldades, loucuras, de homicídios mais verdadeiros.


Os homens de sangue estão nas esquinas resfolegando,

e os homens da lei sonolentos movem letras

sobre imensos papéis que eles mesmos não entendem...

Ah! que rosto amaríamos ver inclinar-se na aérea varanda?

Nem os santos podem mais nada. Talvez os anjos abstratos

da álgebra e da geometria.

“Visão antropocêntrica, Busca pelo equilíbrio, Pastoralismo, Bucolismo, Influência da cultura greco-latina, Convencionalismo amoroso, Influência das ideias iluministas, Contraste entre o ambiente urbano e o campestre”.
Estas são algumas características do: 
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Q1715627 Literatura
Em relação às obras e autores, analise os itens e marque a alternativa verdadeira:
I- O Quinze - Rachel de Queiroz.
II- Menino de Engenho - José Américo de Almeida.
III- Vidas Secas - Graciliano Ramos.
IV- Capitães da Areia - Jorge Amado.
V- Olhai os Lírios do Campo - Érico Veríssimo
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Q1715626 Literatura
É o primeiro romance ideológico brasileiro em que se discute o destino histórico do Brasil, representou uma ponte entre as correntes filosóficas e estéticas do final do século XIX (Realismo, Naturalismo, Simbolismo) e a revolução modernista da segunda década do século XX.
O enredo gira em torno dos debates entre dois colonos alemães que se estabelecem no Espírito Santo: Milkau e Lentz. Milkau representa o otimismo, a confiança no futuro do Brasil e na força regeneradora do amor universal. À maneira de Tolstói, Milkau prega a integração harmônica de todos os povos na naturezamãe, revelando um evolucionismo humanitário.
Já Lentz, é um adepto das teorias racistas. Para ele, os brasileiros, por serem mestiços, estão condenados à dominação por parte de raças “superiores”. Ele profetiza a vitória dos arianos, enérgicos e dominadores, sobre o brasileiro fraco e indolente. Suas ideias deixam entrever a filosofia de Nietzsche e o evolucionismo de Darwin.
Milkau não se limita à defesa de ideias abstratas, seu humanismo desdobra-se em ação quando passa a proteger Maria, jovem colona, expulsa pelos patrões quando estes descobrem a sua gravidez, vindo dar à luz em trágica situação. Após salvar Maria, libertando-a da prisão, onde estava por ter sido acusada de matar o próprio filho (na verdade Maria tem o filho devorado por uma vara de porcos), Milkau foge com Maria, em direção a novos horizontes, numa “corrida no Infinito”, em busca de um lugar onde pudessem ser felizes, onde as feras não fossem homens, onde a vida não fosse uma competição de ódios, mas uma conquista de amor.
Tais comentários pertencem ao romance:
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Q1715586 Literatura
No livro, dividido em duas partes, mesclam-se acontecimentos reais e irreais. Numa cidade fictícia, o autor apresenta, na primeira parte, o progressivo acomodamento das duas facções, os Campolargos e os Vacarianos, as oscilações da política nacional e a união de ambas, em face dos comunistas, como é conhecida, pelos senhores da cidade, a classe operária que reivindica seus direitos.
Na segunda parte, desvela-se o “incidente”: a greve dos coveiros. Morreram inesperadamente, sete pessoas na cidade, incluindo a matriarca dos Campolargos. Os coveiros negam-se a efetuar o enterro, a fim de aumentar a pressão sobre os patrões. Os mortos, insepultos, adquirem “vida” e passam a vasculhar a vida dos parentes e amigos, descobrindo, com isso, a extrema podridão moral da sociedade.
Trata-se do romance de Érico Veríssimo:
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Q1712617 Literatura

Riobaldo, um velho fazendeiro, ex-jagunço, conta sua experiência de vida a um interlocutor, que jamais tem a palavra e cuja fala é apenas sugerida.

Conta histórias de vingança, seus amores, perseguições, lutas pelos sertões de Minas, Goiás e sul da Bahia, tudo isso entremeado de reflexões. As demais personagens falam pela boca de Riobaldo, valendose de seu estilo de narrar e de suas características linguísticas individuais.

As histórias vão sendo emendadas, articulando-se com a preocupação do narrador de discutir a existência ou não do diabo, de que depende a salvação de sua alma.

Ocorre que, em sua juventude, para vencer seu grande inimigo Hermógenes, Riobaldo parece ter feito um pacto com o demo. Embora em muitos momentos isso pareça evidente, a existência ou não deste pacto, fica por conta das interpretações do leitor.

Depois de algum tempo, os acontecimentos se tornam confusos na mente do narrador, impedindo-o de separar o falso do verdadeiro, o vivido do imaginado.

Além dos casos ligados à busca de Hermógenes e Ricardão, assassinos do chefe Joca Ramiro, e que constituem um dos fios da narrativa, existe também o plano amoroso, centrado nas relações existentes entre Riobaldo e Diadorim. O amor por Diadorim é motivo de grandes preocupações para o narrador. Na verdade, Riobaldo conhece Diadorim como homem, o valente guerreiro Reinaldo, e só fica sabendo de sua identidade feminina no final da luta, quando Diadorim é morto por Hermógenes. No final da narrativa, a revelação de que Diadorim era mulher, aparecem as evidências da dor de Riobaldo pela sua morte e a certeza de seu amor.

Trata-se da obra:

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Q1710511 Literatura
Assinale a alternativa, onde temos apenas autores da 1ª Geração Modernista.
Alternativas
Q1705603 Literatura
Em se tratando de período literário, leia os comentários e assinale a alternativa correta. A liberdade é a característica principal do movimento em suas mais diferentes manifestações artísticas, tanto no Brasil, como na Europa. No Continente Europeu, foi um conjunto de tendências artísticas que excediam a liberdade criadora e o rompimento com o passado. Não foi diferente no Brasil, onde a busca pelo novo e pela identidade local permearam esse movimento. Resultado de muitas correntes artísticas, na Europa e no Brasil, resultou da quebra de paradigmas e dos valores tradicionais. Na literatura brasileira, as principais características são: fragmentação, síntese, busca pela linguagem brasileira, nacionalismo, ironia, humor, paródia, relato do cotidiano, revisão crítica do passado histórico e cultural, versos livres.
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Q1693270 Literatura
Em se tratando de período literário, leia as características e assinale a alternativa correta. Oposição ao racionalismo, materialismo e cientificismo; misticismo, religiosidade e sublimação; mistério, fantasia e sensualismo; subjetivismo e individualismo; linguagem fluida e musical; aproximação da poesia e da música; uso das figuras de linguagem (sinestesias); universo onírico e transcendental; valorização da espiritualidade humana; exploração do consciente e inconsciente; combinações sonoras e sensoriais.
Alternativas
Q1692046 Literatura
Em 2020, a escritora Clarice Lispector completaria cem anos de idade. Autora de prosa e ficção, ela é uma representante da terceira geração modernista. As obras produzidas pelos escritores dessa geração ficaram marcadas, entre outras características,
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Q1688677 Literatura

TEXTO II


O apanhador de desperdícios


Uso a palavra para compor meus silêncios.

Não gosto das palavras

fatigadas de informar.

Dou mais respeito

às que vivem de barriga no chão

tipo água pedra sapo.

Entendo bem o sotaque das águas

Dou respeito às coisas desimportantes

e aos seres desimportantes.

Prezo insetos mais que aviões.

Prezo a velocidade

das tartarugas mais que a dos mísseis.

Tenho em mim um atraso de nascença.

Eu fui aparelhado

para gostar de passarinhos.

Tenho abundância de ser feliz por isso.

Meu quintal é maior do que o mundo.

Sou um apanhador de desperdícios:

Amo os restos

como as boas moscas.

Queria que a minha voz tivesse um formato

de canto.

Porque eu não sou da informática:

eu sou da invencionática.

Só uso a palavra para compor meus silêncios.


Manoel de Barros

Disponível em -Memórias Inventadas – As Infâncias de

Manoel de Barros – Manoel de Barros – Editora Planeta, 2008, p.45.

O escritor sul-mato-grossense Manoel de Barros é um dos grandes poetas da literatura brasileira. Com relação ao período literário do qual participou e às características de sua obra, é correto afirmar que
Alternativas
Q1682687 Literatura
Analise as afirmativas a seguir:

I. O Barroco foi uma escola profundamente intimista. A prosa, tanto nos romances como nos contos, aprofunda a tendência já trilhada por alguns autores das décadas anteriores no Brasil, em busca de uma literatura intimista, de sondagem psicológica, introspectiva, com destaque para as crônicas urbanas nas misteriosas cidades de um país recémdescoberto: o Brasil.

II. O período de 1922 a 1930 é o mais radical do movimento modernista no Brasil, justamente em consequência da necessidade de definições e do redescobrimento da cultura da Antiguidade Clássica. Daí o caráter anárquico desta primeira fase modernista e seu forte sentido saudosista, com claras referências às culturas grega e romana, aos deuses do Olimpo e aos heróis da história antiga.

III. O romance naturalista foi cultivado no Brasil por Aluísio Azevedo e Júlio Ribeiro. Aqui, Raul Pompéia também pode ser incluído, mas seu caso é muito particular, pois seu romance “O Ateneu” ora apresenta características naturalistas, ora realistas, ora impressionistas. A narrativa naturalista é marcada pela forte análise social, a partir de grupos humanos marginalizados, valorizando o coletivo. Os títulos das obras naturalistas apresentam quase sempre a mesma preocupação: “O mulato”, “O cortiço”, “Casa de pensão”, “O Ateneu”.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1682678 Literatura
Analise as afirmativas a seguir:

I. Ao mesmo tempo em que se procura o moderno, o original e o polêmico, o nacionalismo dos escritores árcades se manifesta em suas múltiplas facetas: uma volta às origens, à pesquisa das fontes quinhentistas, à procura de uma língua brasileira (a língua falada pelo povo nas ruas), uma volta às paródias, numa tentativa de repensar a história e a literatura brasileiras, e à valorização do índio verdadeiramente brasileiro.

II. A poesia parnasiana preocupa-se com a forma e a objetividade, com seus sonetos alexandrinos perfeitos. Olavo Bilac, Raimundo Correia e Alberto de Oliveira formam a trindade parnasiana. O Parnasianismo é a manifestação poética do Realismo, dizem alguns estudiosos da literatura brasileira, embora ideologicamente não mantenha todos os pontos de contato com os romancistas realistas e naturalistas. Seus poetas estavam à margem das grandes transformações do final do século XIX e início do século XX.

III. Raul Pompéia, Machado de Assis e Aluízio Azevedo são representantes da escola realista no Brasil. Ideologicamente, os autores desse período são antimonárquicos, assumindo uma defesa clara do ideal republicano, como nos romances “O mulato”, “O cortiço” e “O Ateneu”. Eles negam a burguesia a partir da família e a expressão "Realismo" é uma denominação genérica da escola literária, que abriga três tendências distintas: “romance realista”, “romance naturalista” e “poesia parnasiana”

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1680961 Literatura
Assinale a alternativa que apresenta corretamente o nome do(a) autor(a) de “Fogo Morto”:
Alternativas
Q1680960 Literatura
Assinale a alternativa que apresenta corretamente o nome do(a) autor(a) de “A rosa do Povo):
Alternativas
Q1680959 Literatura
Assinale a alternativa que apresenta corretamente o nome do(a) autor(a) de “A Hora da Estrela”:
Alternativas
Q1680958 Literatura
Assinale a alternativa que apresenta corretamente o nome do(a) autor(a) de “Morte e Vida Severina”:
Alternativas
Q1680957 Literatura
Assinale a alternativa que apresenta corretamente o nome do autor de “Triste Fim de Policarpo Quaresma”:
Alternativas
Q1678911 Literatura
Em se tratando de período literário, leia os comentários e assinale a alternativa correta.
Nasceu em decorrência da crise do Renascimento, ocasionada, principalmente, pelas fortes divergências religiosas e imposições do catolicismo e pelas dificuldades econômicas, decorrentes do declínio do comércio com o Oriente. Todo o rebuscamento presente na arte e literatura é reflexo dos conflitos dualistas entre o terreno e o celestial, o homem (antropocentrismo) e Deus (teocentrismo), o pecado e o perdão, a religiosidade medieval e o paganismo presente no período renascentista.
A ideologia é fornecida pela Contrarreforma. Em nenhuma outra época se produziu tamanha quantidade de igrejas, capelas, estátuas de santos e monumentos sepulcrais. As obras de arte deviam falar aos fiéis com a maior eficácia possível, mas em momento algum descer até eles. A arte tinha que convencer, conquistar e impor admiração.
O Renascimento definiu-se pela valorização do profano, pondo em voga o gosto pelas satisfações mundanas. Os intelectuais deste período, no entanto, não alcançam tranquilidade agindo de acordo com essa filosofia. A influência da Contrarreforma fez com que houvesse oposição entre os ideais de vida eterna em contraposição com a vida terrena e do espírito em contraposição à carne. Na visão, não há possibilidade de conciliar essas antíteses: ou se vive a vida sensualmente, ou se foge dos gozos humanos e se alcança a eternidade. A tensão de elementos contrários causa no artista uma profunda angústia: após arrojar-se nos prazeres mais radicais, ele se sente culpado e busca o perdão divino. Assim, ora ajoelha-se diante de Deus, ora celebra as delícias da vida.
O homem assume consciência integral no que se refere à fugacidade da vida humana (efemeridade): o tempo, veloz e avassalador, tudo destrói em sua passagem. Por outro lado, diante das coisas transitórias 6 (instabilidade), surge a contradição: vivê-las, antes que terminem, ou renunciar ao passageiro e entregar-se à eternidade?
O estilo apresenta forma conturbada, decorrente da tensão causada pela oposição entre os princípios renascentistas e a ética cristã. Daí a frequente utilização de antíteses, paradoxos e inversões, estabelecendo uma forma contraditória, dilemática. Além disso, a utilização de interrogações revela as incertezas do homem, frente ao seu período, a inversão de frases, a sua tentativa na conciliação dos elementos opostos.
Alternativas
Respostas
121: A
122: B
123: A
124: B
125: C
126: B
127: D
128: B
129: D
130: A
131: A
132: C
133: B
134: C
135: B
136: C
137: E
138: A
139: E
140: A