Questões de Concurso Comentadas sobre modernismo em literatura

Foram encontradas 292 questões

Q1977848 Literatura
O tema negro não é único ou obrigatório, nem se transforma em uma camisa de força para o autor afro-descendente, o que redundaria em visível empobrecimento. Por outro lado, nada obriga que a matéria ou o assunto negro estejam ausentes da escrita dos brancos, atraídos desde cedo pela busca do exótico e da cor local. Nas primeiras décadas do Modernismo, auge da moda primitivista e negrista na literatura e nas artes de vanguarda, ocorrem inúmeras apropriações, incorporadas a textos hoje clássicos, apesar da advertência de Oswald de Andrade contra a “macumba para turistas”. Por isto mesmo, é preciso enfatizar que a adoção da temática afro não deve ser considerada isoladamente e, sim, em sua interação com outros fatores, como autoria e ponto de vista. 

Eduardo de Assis Duarte. Literatura afro-brasileira: um conceito em construção. In: Estudos de literatura brasileira contemporânea, n.º 31, 2008, p. 14 (com adaptações).
Considerando o texto acima e os diversos aspectos relacionados à literatura afro-brasileira, julgue o item.
O negrismo pode ser encontrado em obras como Poemas negros, de Jorge de Lima, em que a subjetividade negra é representada pelo discurso do branco, em procedimento equiparável ao indianismo dos românticos, quando o nativo surgia reduzido a objeto da fantasia do colonizador.  
Alternativas
Q1888659 Literatura
Analise as afirmativas a seguir:

I. Na literatura brasileira, o Modernismo representou um marco importante, pois tolheu as iniciativas de renovação das concepções sobre a produção escrita em nosso país promovidas por grandes autores nacionais.

II. A principal característica da obra de Mário de Andrade é o uso de assuntos coloquiais e o tom irônico em suas obras. Esses recursos foram utilizados por esse autor com o objetivo de aproximá-lo da Literatura acadêmica da sua época.

Marque a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q1884385 Literatura

Analise as afirmativas a seguir:


I. É possível observar uma influência sobre a obra de João Cabral de Melo Neto de poetas modernistas que o antecederam, como, por exemplo, Carlos Drummond de Andrade.

II. João Cabral de Melo Neto foi um poeta brasileiro inserido na chamada Geração de 45. É o autor da obra Morte e Vida Severina, na qual é narrada a dura trajetória de um migrante sertanejo (retirante) em busca de uma vida mais fácil e favorável na capital pernambucana.


Marque a alternativa CORRETA:

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Q1884384 Literatura

Analise as afirmativas a seguir:


I. Ariano Suassuna valorizava a Literatura portuguesa da Idade Média, especialmente a novela de cavalaria, e a novela picaresca, principal manifestação da Literatura da Renascença.

II. A obra literária de Ariano Suassuna foi tecida a partir das tradições populares do Nordeste e da dramaturgia universal, em autores como Moliére, Plauto, Goethe, Cervantes e outros.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1884377 Literatura

Analise as afirmativas a seguir:


I. A volta aos padrões clássicos da Antiguidade e do Renascimento; a simplicidade; a poesia bucólica, pastoril; o fingimento poético e o uso de pseudônimos são características do Arcadismo no Brasil.

II. Na obra Vidas Secas, de Graciliano Ramos, os personagens Fabiano e Sinhá Vitória enfrentam grandes dificuldades para sobreviver e criar os filhos em um ambiente que não lhes proporciona grandes oportunidades de mudar de vida.


Marque a alternativa CORRETA:

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Q1884048 Literatura
Texto para a questão

Monteiro Lobato

Por Daniela Diana, disponível em https://bit.ly/3IJUqM8. Trecho adaptado.

Como escritor literário, Monteiro Lobato situa-se entre os autores regionalistas do Pré-Modernismo e destaca-se nos gêneros conto e fábula.

Geralmente, o universo retratado pelo escritor são os vilarejos decadentes e as populações do Vale do Paraíba, no momento da crise do plantio do café.

Monteiro Lobato foi um contador de histórias, preso ainda a certos modelos realistas. Dono de um estilo cuidadoso, não perdeu a oportunidade para criticar certos hábitos brasileiros, como a cópia de modelos estrangeiros, nossa submissão ao capitalismo internacional etc. Sua ação, além do círculo literário, como intelectual polêmico, estende-se também ao plano da luta política e social. Moralista e doutrinador, aspirava o progresso material e mental do povo brasileiro. 

Com a publicação de “O Escândalo do Petróleo” (1936), Lobato denunciou o jogo de interesses motivados pela extração do petróleo. Com isso, promoveu uma crítica às autoridades brasileiras.

Jeca Tatu

Jeca Tatu, personagem do livro Urupês, é um tipo caipira acomodado e miserável. Com esse personagem, Lobato realizou uma crítica ao Brasil agrário, atrasado, cheio de vícios e vermes.

Com barba por fazer, Jeca Tatu é um homem bastante pobre, desanimado e aparentemente preguiçoso. Ele vive com sua mulher, dois filhos e é sempre acompanhado pelo seu cão. Mais tarde, se descobriu que Jeca Tatu tinha amarelão e, assim, que vivia sem vontade de trabalhar e desanimado em consequência da doença. 
Leia o texto 'Monteiro Lobato' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. Através da sua obra “Jeca Tatu”, Monteiro Lobato criou o estereótipo de boêmio: um indivíduo bastante pobre, com barba por fazer, desanimado e preguiçoso, afirma a autora do texto. Devido a essa crítica social, Lobato enfrentou sérios problemas com as autoridades da sua época, indica o texto.
II. O texto procura ser informativo em relação a certas características de Monteiro Lobato, chegando a declarar que esse escritor brasileiro se manteve preso a certos modelos realistas.
III. O texto procura deixar claro que Monteiro Lobato era um cidadão ativo e crítico, pois, além de escritor, ele foi um forte apoiador dos governos da sua época e estimulou as iniciativas de importação de novas tecnologias de exploração de petróleo.

Marque a alternativa CORRETA:
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Q1884047 Literatura
Texto para a questão

Monteiro Lobato

Por Daniela Diana, disponível em https://bit.ly/3IJUqM8. Trecho adaptado.

Como escritor literário, Monteiro Lobato situa-se entre os autores regionalistas do Pré-Modernismo e destaca-se nos gêneros conto e fábula.

Geralmente, o universo retratado pelo escritor são os vilarejos decadentes e as populações do Vale do Paraíba, no momento da crise do plantio do café.

Monteiro Lobato foi um contador de histórias, preso ainda a certos modelos realistas. Dono de um estilo cuidadoso, não perdeu a oportunidade para criticar certos hábitos brasileiros, como a cópia de modelos estrangeiros, nossa submissão ao capitalismo internacional etc. Sua ação, além do círculo literário, como intelectual polêmico, estende-se também ao plano da luta política e social. Moralista e doutrinador, aspirava o progresso material e mental do povo brasileiro. 

Com a publicação de “O Escândalo do Petróleo” (1936), Lobato denunciou o jogo de interesses motivados pela extração do petróleo. Com isso, promoveu uma crítica às autoridades brasileiras.

Jeca Tatu

Jeca Tatu, personagem do livro Urupês, é um tipo caipira acomodado e miserável. Com esse personagem, Lobato realizou uma crítica ao Brasil agrário, atrasado, cheio de vícios e vermes.

Com barba por fazer, Jeca Tatu é um homem bastante pobre, desanimado e aparentemente preguiçoso. Ele vive com sua mulher, dois filhos e é sempre acompanhado pelo seu cão. Mais tarde, se descobriu que Jeca Tatu tinha amarelão e, assim, que vivia sem vontade de trabalhar e desanimado em consequência da doença. 
Leia o texto 'Monteiro Lobato' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. A obra “O Escândalo do Petróleo” foi publicada por Monteiro Lobato com o objetivo de desconstruir o jogo de interesses relacionados à extração do petróleo na região Sul do nosso país. A economia ao redor da exploração desse combustível fóssil causou a ampliação do número de brasileiros na linha da miséria, de acordo com a autora do texto.
II. As populações do Vale do Paraíba, os vilarejos decadentes, a crítica a certos hábitos do povo brasileiro e o momento histórico da crise do plantio do café são elementos presentes nas obras de Monteiro Lobato, afirma o texto.
III. Viver desanimado e sem vontade de trabalhar são características do personagem Jeca Tatu, de Monteiro Lobato, causadas por uma doença denominada amarelão, que acomete a todos os moradores de cidades do interior, de acordo com as informações do texto.

Marque a alternativa CORRETA:
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Q1884046 Literatura
Texto para a questão

Monteiro Lobato

Por Daniela Diana, disponível em https://bit.ly/3IJUqM8. Trecho adaptado.

Como escritor literário, Monteiro Lobato situa-se entre os autores regionalistas do Pré-Modernismo e destaca-se nos gêneros conto e fábula.

Geralmente, o universo retratado pelo escritor são os vilarejos decadentes e as populações do Vale do Paraíba, no momento da crise do plantio do café.

Monteiro Lobato foi um contador de histórias, preso ainda a certos modelos realistas. Dono de um estilo cuidadoso, não perdeu a oportunidade para criticar certos hábitos brasileiros, como a cópia de modelos estrangeiros, nossa submissão ao capitalismo internacional etc. Sua ação, além do círculo literário, como intelectual polêmico, estende-se também ao plano da luta política e social. Moralista e doutrinador, aspirava o progresso material e mental do povo brasileiro. 

Com a publicação de “O Escândalo do Petróleo” (1936), Lobato denunciou o jogo de interesses motivados pela extração do petróleo. Com isso, promoveu uma crítica às autoridades brasileiras.

Jeca Tatu

Jeca Tatu, personagem do livro Urupês, é um tipo caipira acomodado e miserável. Com esse personagem, Lobato realizou uma crítica ao Brasil agrário, atrasado, cheio de vícios e vermes.

Com barba por fazer, Jeca Tatu é um homem bastante pobre, desanimado e aparentemente preguiçoso. Ele vive com sua mulher, dois filhos e é sempre acompanhado pelo seu cão. Mais tarde, se descobriu que Jeca Tatu tinha amarelão e, assim, que vivia sem vontade de trabalhar e desanimado em consequência da doença. 
Leia o texto 'Monteiro Lobato' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. O texto alega que Monteiro Lobato foi um escritor que cultivou um estilo cuidadoso nas suas obras e, ao mesmo tempo, exerceu a crítica a certos hábitos brasileiros, como a nossa submissão ao capitalismo internacional e a cópia de modelos estrangeiros.
II. Jeca Tatu, de acordo com o texto, é um personagem caracterizado por ser um tipo caipira, muito pobre e acomodado. Esse personagem representa uma crítica de Monteiro Lobato ao Brasil escravagista e dependente da exploração de minerais de baixo valor, afirma a autora.
III. A autora do texto em análise afirma claramente que Monteiro Lobato é um autor regionalista do Pré-Modernismo, com produções de destaque nos gêneros fábula e conto.

Marque a alternativa CORRETA:
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Q1884042 Literatura
Texto para a questão

Grande Sertão: Veredas


Disponível em https://bit.ly/3o5wGdj, consultado em janeiro de 2022. Com adaptações.

 A obra “Grande Sertão: Veredas” é um grande romance escrito por Guimarães Rosa, no qual Riobaldo, um exjagunço que, já envelhecido e afastado das funções, põe-se em prosa com um visitante, letrado e urbano, cuja voz não aparece, e que deseja conhecer o sertão mineiro. A obra é narrada em primeira pessoa e Riobaldo é aquele que conta a sua história e a trajetória dos seus pensamentos, refazendo as lembranças dos caminhos percorridos e trazendo à luz novas reminiscências.

De maneira não linear, como no fluxo da memória e das conversas ao pé da fogueira, o narrador conta a história da vingança contra Hermógenes, jagunço traidor, e envereda-se pelo labirinto dos sendeiros que o levaram à jagunçagem, aos recônditos do sertão e a espaços pouco conhecidos do Brasil.

As paisagens por onde transitou Riobaldo apontam marcadamente para os lugares geográficos correspondentes aos estados de Minas Gerais, Goiás e Bahia. Não obstante, o sertão de Rosa, ao mesmo tempo, é e não é real. Não é só sertão geográfico, mas projeção da alma: Grande Sertão: Veredas é a alma de Riobaldo.

Esse sertão é do tamanho do mundo — ali estão os problemas locais, o coronelismo, o jaguncismo, as diferenças sociais. A eles acoplam-se os problemas universais. O sertão de Riobaldo é o palco de sua vida e suas inquietações; todos os episódios que relata são permeados de reflexões sobre o bem e o mal, a guerra e a paz, a alegria e a tristeza, a liberdade e o medo — os paradoxos de que é composta sua própria história e, também, a história de toda a humanidade.

Como nomear e identificar o bem e o mal no sistema jagunço, em que impera a violência e a luta pelo poder? Pelas memórias de Riobaldo, surgem centenas de personagens e informações, inúmeras falas sertanejas, vozes do povo perante uma estrutura de heranças coloniais que não se soluciona.

Também central é o tema do amor, encarnado na personagem de Diadorim, que interpola as lembranças de Riobaldo e que também não se soluciona. Diadorim é colega jagunço de Riobaldo, e em meio a esse universo viril e estruturalmente machista, a homossexualidade não é tolerável. Assim, ao passo em que suscita o desejo de Riobaldo, levanta também o incômodo e a não aceitação do personagem com aquilo que sente. É o conflito, novamente, entre o bem e o mal, em que Diadorim representa o diabólico, aquilo que Riobaldo rejeita, e ao mesmo tempo deseja. 
Leia o texto 'Grande Sertão: Veredas' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. A obra “Grande Sertão: Veredas” apresenta ao leitor problemas locais vivenciados por Riobaldo, como o jaguncismo, o coronelismo e as diferenças sociais, de acordo com as informações presentes no texto.
II. O texto em análise afirma que na obra “Grande Sertão: Veredas”, Riobaldo narra a sua história e a trajetória dos seus pensamentos em primeira pessoa. Ainda de acordo com o texto, esse personagem refaz as lembranças dos caminhos percorridos e traz à luz novas reminiscências.
III. O narrador de “Grande Sertão: Veredas” é um ex-jagunço já envelhecido e afastado das suas funções, de acordo com o texto. Na obra, ele se põe em prosa com um visitante que deseja conhecer o sertão mineiro, como fica claro na análise do texto.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1884025 Literatura
Analise as afirmativas a seguir:

I. A perífrase é a substituição de uma ou mais palavras por outra que a identifique como, por exemplo: “o rugido do rei das selvas é ouvido a uma distância de 5 quilômetros” (o rugido do leão é ouvido a uma distância de 5 quilômetros).
II. A catacrese representa o uso privilegiado de um termo específico devido a uma obrigação retórica ou à imposição do estilo. Um exemplo de catacrese pode ser visto em: embarcou há pouco no avião, pois o termo “embarcar” é colocar-se a bordo de um barco, sendo esse o termo específico também para o avião.
III. Uma metáfora representa uma sobreposição de termos técnicos com o objetivo de provocar no leitor uma miscelânea de sentimentos, como se pode perceber nos seguintes exemplos: a vida é um moinho / você fala como uma arara.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1884024 Literatura
Analise as afirmativas a seguir:

I. A sinestesia acontece pela associação de sensações por órgãos de sentidos diferentes, como, por exemplo: “Com aqueles olhos frios, disse que não gostava mais da namorada” (a frieza está associada ao tato e não à visão).
II. A hipérbole corresponde ao exagero de uma ideia feito de maneira intencional, como, por exemplo: quase morri de estudar.
III. A metonímia é a omissão de significados de palavras compostas, feita através da substantivação de um verbo no infinitivo. Um exemplo de metonímia pode ser visto em: costumava ler Shakespeare / aprecio a sua voz.

Marque a alternativa CORRETA:
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Q2421795 Literatura

A Semana de Arte Moderna, em 1922, representou um ponto de encontro de várias tendências artísticas que vinham se formando desde os anos da I Guerra Mundial. Seus desdobramentos resultaram, em boa medida, na publicação de obras literárias fundamentais desse primeiro modernismo, bem como de um extenso aparato crítico, por meio de revistas e manifestos, que iam delimitando subgrupos e consolidando matizes estéticos e ideológicos.


De uma destas revistas, extraiu-se o seguinte excerto da “Carta aberta a Alberto de Oliveira”, de Mario de Andrade, datada de 20 de abril de 1925:


“Estamos fazendo isso: Tentando. Tentando dar caráter nacional prás nossas artes. Nacional e não regional. Uns pregando. Outros agindo. Agindo e se sacrificando conscientemente pelo que vier depois. Estamos reagindo contra o preconceito da fórma. Estamos matando a literatice. Estamos acabando com o dominio espiritual da França sobre nós. Estamos acabando com o dominio gramatical de Portugal. Estamos esquecendo a pátria-amada-salve-salve em favor duma terra de verdade que vá enriquecer com o seu contingente característico a imagem multiface da humanidade. O nosso primitivismo está sobretudo nisso: Arte de intenções práticas [...]”


(Manteve-se a escrita original do texto)


Pela análise do excerto acima, conjugada às reflexões de Alfredo Bosi acerca dos desdobramentos da Semana de Arte Moderna, é correto afirmar que o trecho, extraído da carta publicada originalmente na Revista

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Q2006235 Literatura
Bosi (2006) faz uma análise sob a perspectiva de Lucien Goldmann, que propõe uma abordagem genético-estrutural do romance tendo como ponto de partida a tensão entre o escritor e a sociedade. Ao estabelecer essa tensão como dado existencial primário, Goldmann define uma “hipótese explicativa do romance moderno, na sua relação com a totalidade social”, em que o romance se funda na oposição ego e sociedade. Dessa hipótese, deriva uma classificação que estabelece a existência de romances em que o herói ou empreende uma busca por valores pessoais que vençam a hostilidade do meio em que vive, como em Dom Quixote, ou se fecha em si mesmo, como em A Educação Sentimental, de Flaubert, podendo, ainda, aprender a viver, como em Wilhelm Meister, de Goethe.
Uma revisão do esquema de Goldmann possibilita a análise do romance brasileiro moderno, após 1930, a partir da observação de um grau crescente de tensão entre o herói e o seu meio.
Sobre essa análise, é INCORRETO afirmar que
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Q1999133 Literatura
A lenda do rei capenga

Em certo reino um rei havia
De nobre estirpe secular
Que começou, um belo dia,
Do pé direito capengar.

Um calo enorme era o motivo
Que dava ao rei um tal cacoete:
Calo feroz, duro, agressivo,
Plantado sobre o real joanete.

Mas essa causa assim plebeia
Ficava mal de publicar;
E toda a corte teve a ideia
De andar coxeando, a capengar.

Príncipes, duques e marqueses,
Viscondes, condes e barões
Andavam, coxos e corteses,
Com mil mesuras a capengar.

Desde a nobreza solarenga
Ao camponês da rude grei,
Tudo no reino era capenga
Para “engrossar” o velho rei.

E o rei sorria, satisfeito,
Por ser benquisto e popular;
Não era mais nenhum defeito,
Naquele reino, o capengar.

Mas eis que, um dia, um tipo surge,
Em passo firme, andando bem
O povo, unânime, se insurge,
E a corte a fúria não contém.

Possessa, diz toda a cidade:
‒ Castigo dê –se -lhe, exemplar!
Crime é de lesa-majestade
Viver, aqui, sem capengar.

É preso o infame; e logo o júri
Se reúne ali dos cidadãos,
Para que o crime, enfim, se apure,
E o vil, da lei, caia nas mãos.

E clama o júri: ‒ o reino insulta!
O nosso rei tenta aviltar!
E ruge e freme a turbamulta,
De um lado a outro, a capengar.

Mas fala o réu: ‒ Por Jesus Cristo,
Não me mandeis para as galés!
Se ando direito é só por isto:
Eu sou capenga dos dois pés.

 Bastos Tigre
O autor do texto filia-se à Escola Literária
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Q1911163 Literatura
Leia o seguinte trecho do poema de abertura de Alguma poesia, a primeira obra publicada por Carlos Drummond de Andrade.
Poema de sete faces [...] As casas espiam os homens que correm atrás de mulheres. A tarde talvez fosse azul, não houvesse tantos desejos.
O bonde passa cheio de pernas: pernas brancas pretas amarelas. Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração. Porém meus olhos não perguntam nada. [...]

Na segunda geração modernista, esse poema representou a seguinte fase:
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Q1911159 Literatura
Marque a opção que apresenta a CORRETA periodização da literatura brasileira. 
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Q1887276 Literatura
     Fechemos este livro.

    Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a história, resistiu até ao esgotamento completo. Expugnado palmo a palmo, na precisão integral do termo, caiu no dia 5, ao entardecer, quando caíram os seus últimos defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados.


Euclides da Cunha. Os Sertões. São Paulo: Círculo do Livro, 1975, p. 476.
A obra Os Sertões, de Euclides da Cunha, está dividida em três partes e apresenta, nas duas primeiras, uma descrição da caatinga e do sertanejo. O texto acima é o final da parte III, que trata da guerra e de seu significado. Considerando a obra citada, a teoria literária e a literatura brasileira, julgue o item.

O regionalismo é um traço comum entre o romance romântico Inocência, de Visconde Taunay, Os Sertões, de Euclides da Cunha, e Vidas Secas, de Graciliano Ramos, bem como de outras obras da literatura brasileira do segundo momento modernista. Essa tendência relaciona-se a uma tentativa de descobrir o País e revelar sua realidade para os brasileiros, entretanto se pode observar que cabe aos autores do século XX revelar, criticamente, os problemas nacionais.
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Q1887275 Literatura
     Fechemos este livro.

    Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a história, resistiu até ao esgotamento completo. Expugnado palmo a palmo, na precisão integral do termo, caiu no dia 5, ao entardecer, quando caíram os seus últimos defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados.


Euclides da Cunha. Os Sertões. São Paulo: Círculo do Livro, 1975, p. 476.
A obra Os Sertões, de Euclides da Cunha, está dividida em três partes e apresenta, nas duas primeiras, uma descrição da caatinga e do sertanejo. O texto acima é o final da parte III, que trata da guerra e de seu significado. Considerando a obra citada, a teoria literária e a literatura brasileira, julgue o item.

O obra do poeta Augusto dos Anjos ilustra o fato de a literatura pré-modernista apresentar múltiplas tendências. Não há, entre 1902, início do Pré-Modernismo, e 1922, início do Modernismo, uma unidade estilística como a presente em escolas como o Romantismo ou o Arcadismo. O poeta citado, por exemplo, recorre à ciência, mas não por questões sociais, e sim para definir suas preocupações com a angústia moral, que considera atormentar a humanidade.
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Q1887274 Literatura
     Fechemos este livro.

    Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a história, resistiu até ao esgotamento completo. Expugnado palmo a palmo, na precisão integral do termo, caiu no dia 5, ao entardecer, quando caíram os seus últimos defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados.


Euclides da Cunha. Os Sertões. São Paulo: Círculo do Livro, 1975, p. 476.
A obra Os Sertões, de Euclides da Cunha, está dividida em três partes e apresenta, nas duas primeiras, uma descrição da caatinga e do sertanejo. O texto acima é o final da parte III, que trata da guerra e de seu significado. Considerando a obra citada, a teoria literária e a literatura brasileira, julgue o item.

Os Sertões é narrado em primeira pessoa, por um narrador personagem, como se observa na linha 1 do trecho apresentado, em que a metaliguagem, recurso estilístico recorrente nos romances da fase realista de Machado de Assis, é utilizada: “Fechemos este livro”.
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Q1887273 Literatura
     Fechemos este livro.

    Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a história, resistiu até ao esgotamento completo. Expugnado palmo a palmo, na precisão integral do termo, caiu no dia 5, ao entardecer, quando caíram os seus últimos defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados.


Euclides da Cunha. Os Sertões. São Paulo: Círculo do Livro, 1975, p. 476.
A obra Os Sertões, de Euclides da Cunha, está dividida em três partes e apresenta, nas duas primeiras, uma descrição da caatinga e do sertanejo. O texto acima é o final da parte III, que trata da guerra e de seu significado. Considerando a obra citada, a teoria literária e a literatura brasileira, julgue o item.

No início do século XX, o projeto literário do Pré-Modernismo, com autores como Euclides da Cunha e Lima Barreto, por exemplo, antecipa o Modernismo ao apresentar crítica à realidade social, econômica e política do País, mostrando o Brasil real aos brasileiros, mas, ao mesmo tempo, suas obras apresentam características da literatura do século passado, marcando, assim, a transição que configura esta época.
Alternativas
Respostas
81: C
82: D
83: A
84: A
85: A
86: B
87: B
88: C
89: D
90: B
91: C
92: C
93: B
94: E
95: D
96: A
97: C
98: C
99: E
100: C