Questões de Concurso Comentadas sobre modernismo em literatura

Foram encontradas 314 questões

Q3129750 Literatura

A respeito da obra Vestido de noiva, de Nelson Rodrigues, julgue o item a seguir.



Vestido de noiva é uma peça dividida em três planos narrativos: o plano da realidade, o da alucinação e o da memória.

Alternativas
Q3108213 Literatura
O movimento Modernista brasileiro, em sua fase de 1922 a 1930, foi um marco importante para a redefinição das produções literárias no país. A Semana de Arte Moderna, realizada em 1922, simboliza o rompimento com os estilos tradicionais e a busca por uma arte genuinamente brasileira. Tendo em vista as características dessa fase do Modernismo, indique a alternativa CORRETA sobre a relação entre a produção literária modernista e o contexto histórico-social.
Alternativas
Q3087240 Literatura

Texto 5


Quadrilha


João amava Teresa que amava Raimundo

que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili

que não amava ninguém.


João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,

Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,

Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes

que não tinha entrado na história.


ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia poética. 22ª edição, Rio de Janeiro: Record, 1987, p. 146. 


Texto 6


Refrão da letra da canção Flor da idade

(Chico Buarque)


Carlos amava Dora que amava Lia que amava Léa que amava Paulo que amava Juca que amava Dora que amava


Carlos amava Dora que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava


Carlos amava Dora que amava Pedro que amava tanto que amava a filha que amava Carlos que amava Dora que amava toda a quadrilha

Assinale a alternativa correta considerando o Texto 5 e os estudos das escolas da Literatura Brasileira.
Alternativas
Q3071787 Literatura
A obra poética de Carlos Drummond de Andrade, inserida no Modernismo brasileiro, dialoga com as vanguardas europeias e reflete as transformações sociais e culturais do século XX. Considerando a produção poética de Drummond e o contexto literário da época, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3068392 Literatura
Sobre o Modernismo na literatura brasileira, especialmente no que diz respeito aos principais escritores do movimento, assinale a afirmativa que descreve de maneira precisa a contribuição e o papel desses autores no período.
Alternativas
Q3028665 Literatura
Sobre Carlos Drummond de Andrade, é INCORRETO afirmar que
Alternativas
Q3016460 Literatura
O Modernismo no Brasil, que teve início com a Semana de Arte Moderna em 1922, é caracterizado por uma série de fases distintas. Sobre essas fases e seus autores, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3016456 Literatura
Todas as obras abaixo foram escritas por Carlos Drummond de Andrade, exceto:
Alternativas
Q3014224 Literatura
Relacione as colunas referentes autores/escolas literárias e marque a alternativa correta.

Coluna I.
A) Gregório de Matos Guerra.
B) Tomás Antônio Gonzaga.
C) Gonçalves Dias.
D) Machado de Assis.
E) Aluísio Azevedo.
F) Olavo Bilac.
G) Monteiro Lobato.
H) Cruz e Sousa.
I) Guimarães Rosa.

Coluna II.
1- Naturalismo.
2- Arcadismo.
3- Pré-modernismo.
4- Modernismo.
5- Romantismo.
6-Simbolismo.
7- Parnasianismo.
8- Realismo.
9- Barroco. 
Alternativas
Q2555046 Literatura
Estão, entre as principais características da primeira fase do modernismo em Portugal:

I. Tinha como ideal interrogar o sentido da existência humana. Seus principais representantes foram os escritores José Régio, Miguel Torga, João Gaspar Simões, Adolfo Casais Monteiro e Branquinho da Fonseca.

II. O Orfismo defendeu a liberdade literária e rejeitou a ideia de que a arte pudesse submeter-se a quaisquer princípios que não os artísticos, livrando-se assim dos academicismos e do compromisso com uma literatura socialmente engajada.

III. O Orfismo apresentou uma nova poesia em que o homem e seu espanto de existir eram a principal temática. Houve uma ruptura com a literatura de feição simbolista e com a poesia de caráter histórico: o futuro, e apenas ele, interessava.

IV. Dessa geração, fortemente influenciada pelo romance regionalista brasileiro de 1930, destacam-se os escritores Alves Redol, Manuel da Fonseca, Afonso Ribeiro, Joaquim Namorado, Mário Dionísio, Vergílio Ferreira, Fernando Namora, Mário Braga e Soeiro Pereira Gomes.

V. Entre os principais representantes do Orfismo, estão Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, Almada Negreiros, Raul Leal, Luís de Montalvor e o brasileiro Ronald de Carvalho. 
Alternativas
Q2509408 Literatura
Leia o poema abaixo e, a seguir, complete as lacunas do trecho subsequente.

No meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

O poema acima, intitulado No meio do caminho, foi escrito por ____________________, representante do _____________ brasileiro.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
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Q2495780 Literatura

A questão é baseadas nos textos 4, 5 e 6.


TEXTO 4

Vício na fala


Para dizerem milho dizem mio

Para melhor dizem mió

Para pior pió

Para telha dizem teia

Para telhado dizem teiado

E vão fazendo telhados


ANDRADE, Oswald de. Pau-brasil. 4 ed. São Paulo: Globo, 2000. p.80.



TEXTO 5

Poema autobiográfico


Quando eu nasci meu

pai batia sola

minha mãe pisava milho no pilão

para o angu das manhãs.


Eu sou um trabalhador

Ouvi o ritmo das caldeiras...

Obedeci ao chamado das sirenes...

Morei num mocambo do “Bode”

e hoje moro num barraco na Saúde...


Não mudei nada...


TRINDADE, Solano (1908-1974). Poemas antológicos de Solano Trindade. São Paulo: Nova Alexandria, 2007. p.52.



TEXTO 6

Mestre Amaro


O bater do martelo do mestre José Amaro cobria os rumores do dia que cantava nos passarinhos, que bulia nas árvores açoitadas pelo vento. Uma vaca mugia por longe. O martelo do mestre era forte, mais alto que tudo. O pintor Laurentino foi saindo. E o mestre, de cabeça baixa, ficara no ofício. Ouvia o gemer da filha. Batia com mais força na sola. Aquele Laurentino sairia falando da casa dele. Tinha aquela filha triste, aquela Sinhá de língua solta. Ele queria mandar em tudo como mandava no couro que trabalhava, queria bater em tudo como batia naquela sola. A filha continuava chorando como se fosse uma menina. O que era que tinha aquela moça de trinta anos? Por que chorava, sem que lhe batessem? Bem que podia ter tido um filho, um rapaz como aquele Alípio, que fosse um homem macho, de sangue quente, de força no braço. Um filho do mestre José Amaro que não lhe desse o desgosto daquela filha. 
[...] O mestre José Amaro sacudiu o ferro na sola úmida. Mais uma vez as rolinhas voaram com medo, mais uma vez o silêncio da terra se perturbava com o seu martelo enraivecido. Voltava outra vez à sua mágoa latente: o filho que lhe não viera, a filha que era uma manteiga derretida. Sinhá, sua mulher era culpada de tudo. [...] O pai fizera sela para o imperador montar. E ele ali, naquela beira de estrada, fazendo rédea para um sujeito desconhecido.

REGO, José Lins do. Fogo Morto. 77 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2014. p. 39-40

A produção romanesca da segunda fase do modernismo brasileiro, na qual se insere José Lins do Rego, recebeu, com frequência, a designação de neonaturalista ou neorrealista. Contudo, diferentemente dessa produção, o romance naturalista do século XIX adotou, como princípio, a construção
Alternativas
Q2495775 Literatura

A questão é baseadas nos textos 4, 5 e 6.


TEXTO 4

Vício na fala


Para dizerem milho dizem mio

Para melhor dizem mió

Para pior pió

Para telha dizem teia

Para telhado dizem teiado

E vão fazendo telhados


ANDRADE, Oswald de. Pau-brasil. 4 ed. São Paulo: Globo, 2000. p.80.



TEXTO 5

Poema autobiográfico


Quando eu nasci meu

pai batia sola

minha mãe pisava milho no pilão

para o angu das manhãs.


Eu sou um trabalhador

Ouvi o ritmo das caldeiras...

Obedeci ao chamado das sirenes...

Morei num mocambo do “Bode”

e hoje moro num barraco na Saúde...


Não mudei nada...


TRINDADE, Solano (1908-1974). Poemas antológicos de Solano Trindade. São Paulo: Nova Alexandria, 2007. p.52.



TEXTO 6

Mestre Amaro


O bater do martelo do mestre José Amaro cobria os rumores do dia que cantava nos passarinhos, que bulia nas árvores açoitadas pelo vento. Uma vaca mugia por longe. O martelo do mestre era forte, mais alto que tudo. O pintor Laurentino foi saindo. E o mestre, de cabeça baixa, ficara no ofício. Ouvia o gemer da filha. Batia com mais força na sola. Aquele Laurentino sairia falando da casa dele. Tinha aquela filha triste, aquela Sinhá de língua solta. Ele queria mandar em tudo como mandava no couro que trabalhava, queria bater em tudo como batia naquela sola. A filha continuava chorando como se fosse uma menina. O que era que tinha aquela moça de trinta anos? Por que chorava, sem que lhe batessem? Bem que podia ter tido um filho, um rapaz como aquele Alípio, que fosse um homem macho, de sangue quente, de força no braço. Um filho do mestre José Amaro que não lhe desse o desgosto daquela filha. 
[...] O mestre José Amaro sacudiu o ferro na sola úmida. Mais uma vez as rolinhas voaram com medo, mais uma vez o silêncio da terra se perturbava com o seu martelo enraivecido. Voltava outra vez à sua mágoa latente: o filho que lhe não viera, a filha que era uma manteiga derretida. Sinhá, sua mulher era culpada de tudo. [...] O pai fizera sela para o imperador montar. E ele ali, naquela beira de estrada, fazendo rédea para um sujeito desconhecido.

REGO, José Lins do. Fogo Morto. 77 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2014. p. 39-40

Ao longo do poema de Oswald de Andrade (texto 4), são contrastadas formas do registro oral e escrito da língua portuguesa. Esse procedimento se associa a princípios programáticos do Modernismo de 1922, na medida em que permite reconhecer, no âmbito da poesia, 
Alternativas
Q2486975 Literatura
Macunaíma é um herói preguiçoso e sem nenhum caráter. Ele nasceu na selva e de preto, virou branco. Depois de adulto deixa o sertão em companhia dos irmãos e vive aventuras na cidade. Macunaíma ama guerrilheiras, enfrenta vilões milionários, policiais e personagens de todos os tipos. O filme “Macunaíma” foi inspirado na obra homônima do escritor modernista:
Alternativas
Q2458556 Literatura
Algumas obras da literatura brasileira estão relacionadas a momentos históricos de nosso país.
Assinale a relação indevida entre obra e momento histórico.
Alternativas
Q2458553 Literatura
Entre os autores listados a seguir, assinale aquele que está filiado ao modernismo literário brasileiro.
Alternativas
Q2458412 Literatura
O Regionalismo é uma temática literária muito importante no Brasil. Assinale a opção que indica o autor que se filia quase que exclusivamente a essa corrente.
Alternativas
Q2456888 Literatura
Na primeira fase do Modernismo no Brasil, o Grupo dos Cinco se destacou por suas obras e atividades.
Ele era formado por
Alternativas
Q2371989 Literatura
m terá acesso a todas as funcionalidades do site. Se clicar em "Rejeitar Cookies “A autora paulista, homenageada na edição de 2018 da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), iniciou sua produção literária em São Paulo, com o livro de poemas “Presságio”. Foram produzidos durante sua vida mais de quarenta títulos entre poesia, teatro e ficção, escrevendo por quase 50 anos. Escritora brasileira da terceira geração modernista (ou pós-modernismo); suas obras apresentam fluxo de consciência, questões existenciais e algumas peculiaridades como ironia, erotismo, foco no universo feminino e narrativa não linear.” As informações se referem à escritora:
Alternativas
Q2364049 Literatura

Texto 42A2-III   



       Sou só um sertanejo, nessas altas ideias navego mal. Sou muito pobre coitado. Inveja minha pura é de uns conforme o senhor, com toda leitura e suma doutoração. Não é que eu esteja analfabeto. Soletrei, anos e meio, meante cartilha, memória e palmatória. Tive mestre, Mestre Lucas, no Curralinho, decorei gramática, as operações, regra de três, até geografia e estudo pátrio. Em folhas grandes de papel, com capricho tracei bonitos mapas. Ah, não é por falar: mas, desde o começo, me achavam sofismado de ladino. E que eu merecia de ir para cursar latim, em Aula Régia – que também diziam. Tempo saudoso! Inda hoje, apreceio um bom livro, despaçado. Na fazenda O Limãozinho, de um meu amigo Vito Soziano, se assina desse almanaque grosso, de logogrifos e charadas e outras divididas matérias, todo ano vem. Em tanto, ponho primazia é na leitura proveitosa, vida de santo, virtudes e exemplos – missionário esperto engambelando os índios, ou São Francisco de Assis, Santo Antônio, São Geraldo... Eu gosto muito de moral. Raciocinar, exortar os outros para o bom caminho, aconselhar a justo. Minha mulher, que o senhor sabe, zela por mim: muito reza. Ela é uma abençoável. Compadre meu Quelemém sempre diz que eu posso aquietar meu temer de consciência, que sendo bem-assistido, terríveis bons-espíritos me protegem. Ipe! Com gosto... Como é de são efeito, ajudo com meu querer acreditar. Mas nem sempre posso. O senhor saiba: eu toda a minha vida pensei por mim, forro, sou nascido diferente. Eu sou é eu mesmo. Diverjo de todo o mundo... quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa.



Guimarães Rosa. Grande sertão: veredas., In: João Guimarães Rosa / Ficção completa, vol. II. 


Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. p. 12-4

Acerca do romance de que se extraiu o texto 42A2-III, no qual os acontecimentos são apresentados a partir da perspectiva do sertanejo Riobaldo, e da obra de Guimarães Rosa, assinale a opção correta. 
Alternativas
Respostas
41: C
42: B
43: E
44: B
45: A
46: C
47: A
48: B
49: E
50: A
51: D
52: D
53: C
54: A
55: A
56: B
57: D
58: C
59: A
60: E