Questões de Concurso
Comentadas sobre gênero épico ou narrativo em literatura
Foram encontradas 63 questões
I – Está dividida em três partes: A terra, o homem e a luta.
II- A parte destinada ao “Homem” trata de um estudo antropológico e sociológico, donde o homem é determinado pela tríade - meio, raça e história - segundo a teoria determinista do historiador francês Hippolyte Taine.
III-A parte destinada “A Luta “ apresenta uma categoria geográfica que Hegel não citou. Como se faz um deserto. Como se extingue o deserto. O martírio secular da terra.
IV – N a primeira parte da obra, Euclides da Cunha aborda sobre os habitantes do local, o sertanejo e o jagunço, os quais fazem parte dessa paisagem. Sendo assim, nesse primeiro momento, apresenta uma região separada geográfica e temporalmente do resto do país.
V- Na Terceira parte da obra “A luta”, o autor descreve os embates que ocorreram entre o sertanejo e o exército nacional do Brasil. Aborda sobre as quatro expedições realizadas pelo exército nacional, enviados para destruir o Arraial de Canudos, que contava com cerca de 20 mil habitantes.
Está correto o que se afirma em:
“‘O dinheiro é para ser movimentado’ dizia meu pai. Às vezes tínhamos muito em casa, outras vezes não tínhamos o suficiente. Minha mãe ficava nervosa. Por isso eu acho o dinheiro desprezível”.
O narrador desse pequeno texto deve ser caracterizado como
I. As observações do narrador relevam um olhar crítico de quem participou como combatente em uma guerra e os desafios enfrentados ao retornar para a vida cotidiana.
II. O narrador, ou seja, a voz escolhida pelo autor para contar os acontecimentos em uma narrativa ficcional, está na terceira pessoa do discurso, já que ele ao mesmo tempo observa e participa dos fatos.
III. Ao informar os leitores sobre o juízo que faz sobre os demais personagens e acontecimentos, o narrador dá ao leitor a consciência de que está tendo contanto com uma história através de um olhar particularizado, ou seja, o olhar dele enquanto narrador.
Está correto apenas o que se afirma em
Mas, para que o leitor ou ouvinte se sinta atraído e até mesmo entenda toda a situação, ela precisa ter uma estrutura e elementos essenciais ao desenvolvimento da história.
Com base no texto abaixo, indique a alternativa cujo elemento estruturador da narrativa não foi interposto no episódio:
"Porque não quis aceitar o acordo, Marcos de Oliveira, pintor, de 45 anos, residente na rua Nossa Senhora da Saúde, 172, Centro, matou ontem no Bar Recantos, o seu colega Gustavo Souza".
Após análise, marque a alternativa CORRETA.
Vários são os elementos que compõem uma narrativa, sendo, em princípio, a introdução, o desenvolvimento e a conclusão. Além desses fatores, existem outros, como o enredo, espaço, tempo, etc.
Em relação às divisões do Enredo, assinale a opção CORRETA.
I – crônica. II – fábula. III – diário. IV – lenda.
As armas e os Barões assinalados
Que da Ocidental praia Lusitana
Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram.
obre os componentes dessa estrofe e sobre suas relações literárias, assinale a afirmativa correta.
Texto para o item.
Canto I
Ouvi, que não vereis com vãs façanhas,
Fantásticas, fingidas, mentirosas,
Louvar os vossos, como nas estranhas
Musas, de engrandecer-se desejosas:
As verdadeiras vossas são tamanhas
Que excedem as sonhadas, fabulosas,
Que excedem Rodamonte e o vão Rugeiro
E Orlando, inda que fora verdadeiro.
Luís de Camões. Os Lusíadas.
Internet: <http://www.dominiopublico.gov.br/>
De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), devido às dificuldades impostas pelo conjunto de referências, pelo vocabulário e pela sintaxe em poemas como Os Lusíadas, deve-se privilegiar a leitura da literatura contemporânea no Ensino Médio.
Texto para o item.
Canto I
Ouvi, que não vereis com vãs façanhas,
Fantásticas, fingidas, mentirosas,
Louvar os vossos, como nas estranhas
Musas, de engrandecer-se desejosas:
As verdadeiras vossas são tamanhas
Que excedem as sonhadas, fabulosas,
Que excedem Rodamonte e o vão Rugeiro
E Orlando, inda que fora verdadeiro.
Luís de Camões. Os Lusíadas.
Internet: <http://www.dominiopublico.gov.br/>
A citação de personagens de outro texto contemporâneo ao de Camões explicita a trama intertextual proposta em Os Lusíadas.
Texto para o item.
Canto I
Ouvi, que não vereis com vãs façanhas,
Fantásticas, fingidas, mentirosas,
Louvar os vossos, como nas estranhas
Musas, de engrandecer-se desejosas:
As verdadeiras vossas são tamanhas
Que excedem as sonhadas, fabulosas,
Que excedem Rodamonte e o vão Rugeiro
E Orlando, inda que fora verdadeiro.
Luís de Camões. Os Lusíadas.
Internet: <http://www.dominiopublico.gov.br/>
A epopeia Os Lusíadas introduz nas literaturas de língua portuguesa a inter-relação entre introspecção e ficção histórica.
I. Esaú e Jacó é um dos livros publicados por Machado de Assis pela primeira vez no século XX e tem dois irmãos gêmeos como personagens com nomes diferentes dos que dão título ao romance.
II. Memorial do convento é um dos romances publicados pela primeira vez por José Saramago já no século XXI e tem como foco central as memórias de freiras brasileiras e suas experiências no Brasil.
III. Tempo de menino é um livro do autor contemporâneo paranaense Domingos Pellegrini, que contém narrativas sobre as recordações da infância cercada por jogos eletrônicos e pelos desafios do uni verso da computação.
IV. Quarto de despejo é um livro de Carolina Maria de Jesus com a forma de diário em que são expostos o cotidiano de moradores da favela e reflexões sobre o descaso de autoridades e sobre as condições da mulher.
Assinale a alternativa correta.
13 de Novembro
Ouço sempre o mesmo ruído de morte que devagar rói e persiste...
Uma vila encardida — ruas desertas — pátios de lajes soerguidas pelo único esforço da erva — o castelo — restos intactos de muralha que não têm serventia: uma escada encravada nos alvéolos das paredes não conduz a nenhures. Só uma figueira brava conseguiu meter-se nos interstícios das pedras e delas extrai suco e vida. A torre — a porta da Sé com os santos nos seus nichos — a praça com árvores raquíticas e um coreto de zinco. Sobre isto um tom denegrido e uniforme: a humidade entranhou-se na pedra, o sol entranhou-se na humidade. Nos corredores as aranhas tecem imutáveis teias de silêncio e tédio e uma cinza invisível, manias, regras, hábitos, vai lentamente soterrando tudo. Vi, não sei onde, num jardim abandonado — inverno e folhas secas — entre buxos do tamanho de árvores, estátuas de granito a que o tempo corroera as feições. Puíra-as e a expressão não era grotesca mas dolorosa. Sentia-se um esforço enorme para se arrancarem à pedra. Na realidade isto é como Pompeia um vasto sepulcro: aqui se enterraram todos os nossos sonhos... Sob estas capas de vulgaridade há talvez sonho e dor que a ninharia e o hábito não deixam vir à superfície. Afigura-se-me que estes seres estão encerrados num invólucro de pedra: talvez queiram falar, talvez não possam falar.
Silêncio. Ponho o ouvido à escuta e ouço sempre o trabalho persistente do caruncho que rói há séculos na madeira e nas almas.
BRANDÃO, Raul. Húmus. São Paulo: Carambaia, 2017.
SOARES, Angélica. Gêneros literários. São Paulo: Ática, 1993. p. 21.
Em Gêneros literários, Angélica Soares (1993) procura afastar-se de classificações fechadas − conforme explicita a passagem acima −, adotando, para isso, a proposta elaborada por Emil Staiger em Conceitos fundamentais da poética. Preterindo uma compreensão substantiva das categorias de gênero, que vincularia terminantemente as produções a um ou outro rótulo, Staiger volta-se para os traços estilísticos líricos, épicos ou dramáticos que podem estar presentes em um texto, os quais se manifestam, muitas vezes, de maneira combinada. Essa formulação torna-se bastante útil para a análise de obras como a de Raul Brandão, que não se apresenta nos moldes tradicionais da prosa de ficção.
Qual dos aspectos abaixo corresponde a um traço lírico presente no excerto?
Texto 1
Ali começa o sertão chamado bruto.
Pousos sucedem a pousos, e nenhum teto habitado ou em ruínas, nenhuma palhoça ou tapera dá abrigo ao caminhante contra a frialdade das noites, contra o temporal que ameaça, ou a chuva que está caindo. Por toda a parte, a calma da campina não arroteada; por toda a parte, a vegetação virgem, como quando aí surgiu pela vez primeira.
[...]
Essa areia solta, e um tanto grossa, tem cor uniforme que reverbera com intensidade os raios do Sol, quando nela batem de chapa. Em alguns pontos é tão fofa e movediça que os animais das tropas viageiras arquejam de cansaço, ao vencerem aquele terreno incerto, que lhes foge de sob os cascos e onde se enterram até meia canela.
[...]
Ora é a perspectiva dos cerrados, não desses cerrados de arbustos raquíticos, enfezados e retorcidos de São Paulo e Minas Gerais, mas de garbosas e elevadas árvores que, se bem não tomem, todas, o corpo de que são capazes à beira das águas correntes ou regadas pela linfa dos córregos, contudo ensombram com folhuda rama o terreno que lhes fica em derredor e mostram na casca lisa a força da seiva que as alimenta; ora são campos a perder de vista, cobertos de macega alta e alourada, ou de viridente e mimosa grama, toda salpicada de silvestres flores; ora sucessões de luxuriantes capões, tão regulares e simétricos em sua disposição que surpreendem e embelezam os olhos; ora, enfim, charnecas meio apauladas, meio secas, onde nasce o altivo buriti e o gravata entrança o seu tapume espinhoso.
Nesses campos, tão diversos pelo matiz das cores, o capim crescido e ressecado pelo ardor do Sol transforma-se em vicejante tapete de relva, quando lavra o incêndio que algum tropeiro, por acaso ou mero desenfado, ateia com uma faúlha do seu isqueiro.
TAUNAY, Alfredo d’Escragnolle. Inocência. Porto Alegre: L&PM, 1999.
Texto 2
Assim, de meio assombrado me fui repondo quando ouvi que indagavam:
− Então patrício? está doente?
− Obrigado! Não senhor, respondi, não é doença; é que sucedeu-me uma desgraça: perdi
uma dinheirama do meu patrão...
− A la fresca!...
− É verdade... antes morresse, que isto! Que vai ele pensar agora de mim!...
− É uma dos diabos, é...; mas não se acoquine, homem!
Nisto o cusco brasino deu uns pulos ao focinho do cavalo, como querendo lambê-lo, e logo
correu para a estrada, aos latidos. E olhava-me, e vinha e ia, e tornava a latir...
Ah!... E num repente lembrei-me bem de tudo.
I. A escrita de Guimarães Rosa aboliu as fronteiras entre o texto narrativo e o lírico. Grande Sertão: Veredas e as novelas de Corpo de Baile, por exemplo, além de incluir recursos da expressão poética, revitalizam-nos na construção narrativa. II. Sobre os contos da obra Primeiras Estórias, observa-se que, em A menina de lá, ao qual pertence o fragmento do texto 3, há um apelo ao lúdico e ao mágico, enquanto, em O Burrinho Pedrês, o autor desenvolve uma espécie de mimetismo entre o culto e o folclórico. III. A obra de Guimarães Rosa configura-se como um desafio à forma convencional de construção narrativa, pois seus processos mais frequentes pertencem aos domínios do poético e do mítico.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
As criações artísticas a que Antonio Candido faz alusão no segundo parágrafo correspondem aos gêneros clássicos lírico, épico e dramático, manifestações não populares da humanidade em todos os tempos, as quais independem do contexto de criação e da cultura de origem, pois expressam realidades universais por meio de narrativas ficcionais.
(__)O gênero épico é um texto literário que apresenta aventuras heroicas e eloquentes baseadas na história cultural dos povos, o narrador épico pode construir a narrativa tanto em versos (chama-se versos épicos) quanto em prosa (denominada de narrativa épica).
(__)A logicidade, a racionalidade e a objetividade são o tripé textual que o narrador épico utiliza para dar o tom grandioso na narrativa épica, mas o tom grandioso se descaracteriza justamente pela presença de elementos místicos e aventuras fantásticas, baseados em mitos como a mitologia grega, em razão disso, existe a presença de deuses, semideuses, heróis e figuras fantasiosas que interferem negativamente para atrapalhar o desenrolar dos acontecimentos.
(__)O gênero lírico se refere ao tipo de texto literário onde predomina a expressão de sentimentos e emoções subjetivas do sujeito lírico - o eu lírico. São maioritariamente escritos em verso, sendo textos breves por não apresentarem enredo, mas sim a exteriorização do mundo interior do eu lírico.
(__)Dentre os subgêneros líricos, temos: Ode: Poema lírico de exaltação, entusiasmo e alegria, Elegia: Poema lírico melancólico sobre a morte e a tristeza, Idílio: Poema lírico sobre a vida pastoril e bucólica.
(__)O gênero dramático é representado apenas por ações, rubricas, cenas e atos, tem por finalidade expor os atores e atrizes para causar emoção no público assistente de teatro, centrando-se na tragicomédia.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo: