Questões de Concurso Comentadas sobre estilística em literatura

Questões Discursivas

Foram encontradas 154 questões

Q1856009 Literatura

O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


A UM POETA

(1º§ Quarteto)

Longe do estéril turbilhão da rua,

Beneditino, escreve! No aconchego

Do claustro, na paciência e no sossego,

Trabalha, a teima, e lima, e sofre, a sua!

(2º§ Quarteto)

Mas que na forma se disfarce o emprego

Do esforço, e a trama viva se construa

De tal modo, que a imagem fique nua,

Rica mas sóbria, como um templo grego.

(1º§ Terceto)

Não se mostre na fábrica o suplício

Do mestre. E, natural, o efeito agrade,

Sem lembrar os andaimes do edifício:

(2º§ Terceto)

Porque a Beleza, gêmea da Verdade,

Arte pura, inimiga do artifício,

É a força e a graça na simplicidade.

(Olavo Bilac)

soneto de Olavo Bilac, o "Primeiro Príncipe dos Poetas".

Rima é um recurso estilístico muito utilizado nos textos poéticos, sobretudo nos textos em versos, proporcionando sonoridade, ritmo e musicalidade.
Sobre as rimas do soneto, marque a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q1856007 Literatura

O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


A UM POETA

(1º§ Quarteto)

Longe do estéril turbilhão da rua,

Beneditino, escreve! No aconchego

Do claustro, na paciência e no sossego,

Trabalha, a teima, e lima, e sofre, a sua!

(2º§ Quarteto)

Mas que na forma se disfarce o emprego

Do esforço, e a trama viva se construa

De tal modo, que a imagem fique nua,

Rica mas sóbria, como um templo grego.

(1º§ Terceto)

Não se mostre na fábrica o suplício

Do mestre. E, natural, o efeito agrade,

Sem lembrar os andaimes do edifício:

(2º§ Terceto)

Porque a Beleza, gêmea da Verdade,

Arte pura, inimiga do artifício,

É a força e a graça na simplicidade.

(Olavo Bilac)

soneto de Olavo Bilac, o "Primeiro Príncipe dos Poetas".

Marque o verso construído com polissíndeto.
Alternativas
Q1808294 Literatura
Marque a alternativa com análise INCORRETA.
Alternativas
Q1786930 Literatura

O QUE MAIS DÓI


O que mais dói não é sofrer saudade

Do amor querido que se encontra ausente

Nem a lembrança que o coração sente

Dos belos sonhos da primeira idade.


Não é também a dura crueldade

Do falso amigo, quando engana a gente,

Nem os martírios de uma dor latente,

Quando a moléstia o nosso corpo invade.


O que mais dói e o peito nos oprime,

E nos revolta mais que o próprio crime,

Não é perder da posição um grau.


É ver os votos de um país inteiro,

Desde o praciano ao camponês roceiro,

Pra eleger um presidente mau.


(PATATIVA DO ASSARÉ)

A forma poética usada por Patativa no poema "O que mais dói" é chamada de:
Alternativas
Q1778966 Literatura
Em versificação, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q1774228 Literatura

Quanto à versificação, assinale (V) verdadeiro ou (F) falso e marque a alternativa correta.


( ) Verso é cada linha do poema, é uma unidade rítmica.

( ) Metro é a medida do verso, é a quantidade de sílabas poéticas.

( ) Encadeamento é o termo sintático de um verso anterior que continua no verso seguinte.

( ) Rima é a semelhança de sons que ocorre, principalmente, no final dos versos.

( ) Rimas pobres: ocorrem com palavras de classes gramaticais diferentes.

( ) Rimas agudas, ou masculinas: rimam-se as palavras paroxítonas.

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Q1696065 Literatura

Camelôs

Abençoado seja o camelô dos brinquedos de tostão:
O que vende balõezinhos de cor
O macaquinho que trepa no coqueiro
O cachorrinho que bate com o rabo
Os homenzinhos que jogam boxe
A perereca verde que de repente dá um pulo, que engraçada!
E as canetas-tinteiro que jamais escreverão coisa alguma!
Alegria das calçadas. Uns falam pelos cotovelos:
– “O cavalheiro chega em casa e diz: Meu Filho, vai buscar um
pedaço de banana para eu acender o charuto.
Naturalmente o menino pensará: Papai está malu...”
Outros, coitados, têm a língua atada.

Todos porém sabem mexer nos cordéis com tino ingênuo de
demiurgos de inutilidade.
E ensinam no tumulto das ruas os mitos heroicos da meninice ...
E dão aos homens que passam preocupados ou tristes uma lição de infância.

                                                                                Manuel Bandeira

Com base no texto e em seus conhecimentos adquiridos, responda às questões propostas.

Sobre o Trovadorismo é INCORRETO afirmar que
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Q2425312 Literatura

Maxixe


O chocalho dos sapos coaxa

como um caracaxá rachado. Tudo mexe.

Um vento frouxo enlaga uma nuvem baixa

fofa. E desce com ela, desce.

E não a deixa e puxa-a como uma faixa

e espicha-se e enrolam-se. E o feixe rola

e rebola como uma bola

na luz roxa

da tarde oca


boba


chocha.



(ALMEIDA, Guilherme de. Maxixe. Disponível em:

http://www.jornaldepoesia.jor.br/gu1.html.)


O sistema literário da primeira fase modernista no Brasil apresentava uma estética que rompia com os padrões clássicos, tradicionais da Literatura. O poema anterior demonstra algumas características que refletem tal ruptura. Sobre o poema, pode-se afirmar que:

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Q1713761 Literatura
Em se tratando de versificação, assinale a alternativa correta, quanto aos itens:
I- O poema é um gênero textual estruturado em versos, cada linha corresponde a um verso. Ao conjunto de versos, damos o nome de estrofes. II- Há poemas de apenas uma estrofe, em que os versos aparecem agrupados, sem espaço entre eles. III- O poema pode, ou não, ter rimas. A rima ocorre quando, no fim, ou no meio dos versos de um poema, há palavras que terminem com sons iguais, ou semelhantes. As rimas podem ocorrer em versos diferentes, ou dentro de um mesmo verso. IV- As palavras, ou expressões utilizadas nos poemas, podem ter vários significados e também serem empregadas em linguagem figurada, sendo necessário, a interpretação daquilo que querem expressar. V- O ritmo de um poema é criado pela alternância entre sílabas fortes e fracas nos versos, gerando uma impressão agradável e musical, a que chamamos cadência. Quando os versos apresentam um ritmo constante, que se repete, dizemos que o poema apresenta uma cadência irregular. Quando os períodos rítmicos não apresentam igualdade silábica, a versificação é livre ou regular.
Alternativas
Q1705818 Literatura
Assinale a alternativa que apresenta características da composição poética SONETO.
Alternativas
Q1691556 Literatura

Olhos nos olhos. (Chico Buarque).


Quando você me deixou, meu bem

Me disse pra ser feliz e passar bem

Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci

Mas depois, como era de costume, obedeci 


Quando você me quiser rever

Já vai me encontrar refeita, pode crer

Olhos nos olhos, quero ver o que você faz

Ao sentir que sem você eu passo bem demais


E que venho até remoçando

Me pego cantando

Sem mais nem porquê

E tantas águas rolaram

Quantos homens me amaram


Bem mais e melhor que você.

Quando talvez precisar de mim

Cê sabe que a casa é sempre sua, venha sim

Olhos nos olhos, quero ver o que você diz

Quero ver como suporta me ver tão feliz.


Quanto à versificação, assinale (V) verdadeiro ou (F) falso e marque a alternativa correta.
( ) Ritmo é a cadência de sons produzida pela sucessão de sons fortes (sílabas tônicas) e sons fracos (sílabas átonas). ( ) Estrofe é cada conjunto de versos. ( ) Rimas ricas: ocorrem geralmente com palavras de mesma classe gramatical. ( ) Rimas graves, ou femininas: rimam-se as palavras oxítonas, ou monossílabos tônicos. ( ) Rimas esdrúxulas: rimam-se as palavras proparoxítonas.
Alternativas
Q1716074 Literatura
Sobre versificação, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Ano: 2019 Banca: ND Órgão: UNIPAR Prova: ND - 2019 - UNIPAR - Medicina |
Q1154226 Literatura
Enuncia acertadamente a qualidade maior da produção ficcional de Graciliano Ramos o seguinte comentário crítico:
Alternativas
Ano: 2019 Banca: ND Órgão: UNIPAR Prova: ND - 2019 - UNIPAR - Medicina |
Q1154224 Literatura
Ao afirmar que suas extravagantes memórias foram escritas com a pena da galhofa e a tinta da melancolia, Brás Cubas, o mais inventivo narrador machadiano,
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Q975752 Literatura

Texto VI


                       ELOGIOS E BAJULAÇÕES


Elogios sinceros resistem a vendavais

Bajulações não resistem a uma brisa.

Quem tem paz sobrevive aos chacais.

O amor alimenta o poeta, a poetisa.


Elogio sincero é como sal em alimento,

Bajulação é como sujeira em ferida aberta

Ou não ter bálsamo após ferimento,

Ou como enfrentar o frio sem coberta.


Bajulações não resistem a uma brisa

Mesmo que se ouça a mais linda poetisa

Ou que se apoie em forte viga.


Elogios sinceros resistem aos vendavais

Por todos os lados a verdade impera

A falsidade não se pendura em varais.

DUARTE, Valdeci. Disponível em: <https://pagina20.net/ elogios- e-bajulacoes/>. Acesso em: 13 dez. 2018 (adaptado).

Do ponto de vista formal, pode-se dizer que o poema acima é:
Alternativas
Q1251820 Literatura
Quanto à versificação, atribua (V) para verdadeiro ou (F) para falso aos itens e assinale a alternativa correta: ( ) Em poemas, as palavras podem ser utilizadas em sentido figurado, também chamado sentido conotativo. ( ) Metro é a extensão da linha poética, o número sílabas do verso. ( ) Versificação é a arte de fazer versos. ( ) Verso é o nome da linha do poema. Assim, cada linha constitui um verso. ( ) Ritmo é a música do verso. Para que um verso tenha ritmo, usam-se sílabas fracas, com intervalos regulares. A sequência rigorosa dessas sílabas é que dá ao verso música, harmonia e beleza. ( ) Rima é a identidade ou semelhança de sons, a partir da vogal tônica, entre duas ou mais palavras.
Alternativas
Q1251808 Literatura
Leia atentamente o texto a seguir para responder a próxima questão:

A T...
Álvares de Azevedo

No amor basta uma noite para fazer de um homem um Deus.
(PROPÉRCIO).

Amoroso palor meu rosto inunda,
Mórbida languidez me banha os olhos,
Ardem sem sono as pálpebras doridas,
Convulsivo tremor meu corpo vibra:
Quanto sofro por ti! Nas longas noites
Adoeço de amor e de desejos
E nos meus sonhos desmaiando passa
A imagem voluptuosa da ventura...
Eu sinto-a de paixão encher a brisa,
Embalsamar a noite e o céu sem nuvens,
E ela mesma suave descorando
Os alvacentos véus soltar do colo,
Cheirosas flores desparzir sorrindo
Da mágica cintura.
Sinto na fronte pétalas de flores,
Sinto-as nos lábios e de amor suspiro...
Mas flores e perfumes embriagam,
E no fogo da febre, e em meu delírio
Embebem na minh’alma enamorada
Delicioso veneno.

Estrela de mistério! Em tua fronte
Os céus revela e mostra-me na terra,
Como um anjo que dorme, a tua imagem
E teus encantos, onde amor estende
Nessa morena tez a cor de rosa.
Meu amor, minha vida, eu sofro tanto!
O fogo de teus olhos me fascina,
O langor de teus olhos me enlanguece,
Cada suspiro que te abala o seio
Vem no meu peito enlouquecer minh’alma!

Ah! vem, pálida virgem, se tens pena
De quem morre por ti, e morre amando,
Dá vida em teu alento à minha vida,
Une nos lábios meus minh’alma à tua!
Eu quero ao pé de ti sentir o mundo
Na tu’alma infantil, na tua fronte
Beijar a luz de Deus; nos teus suspiros
Sentir as virações do paraíso;
E a teus pés, de joelhos, crer ainda
Que não mente o amor que um anjo inspira,
Que eu posso na tu’alma ser ditoso,
Beijar-te nos cabelos soluçando
E no teu seio ser feliz morrendo!
De acordo com a letra da poesia, atribua (V) para verdadeiro ou (F) para falso aos itens e assinale a alternativa correta:
( ) Escandindo os seis primeiros versos do poema de Álvares de Azevedo, segunda geração romântica da poesia brasileira, verifica-se que eles são decassílabos. ( ) As estrofes não têm regularidade quanto ao número de versos: a primeira tem vinte versos, a segunda dez, e a última treze versos. ( ) Não há esquema de rimas no poema, os versos são brancos. ( ) No início do poema, o eu lírico descreve seu estado físico, ele tem o rosto pálido, os olhos lânguidos e sente o corpo tremer. ( ) O eu lírico não está apaixonado, ele mente para conseguir uma mulher maliciosa e impura. ( ) A sensualidade da mulher, expressa em alguns versos do poema, sugere um amor platônico, espiritual e imaterial.
Alternativas
Ano: 2018 Banca: MSConcursos Órgão: Câmara de Itaguara - MG
Q1188819 Literatura
Quanto à versificação, atribua (V) para verdadeiro ou (F) para falso aos itens e assinale a alternativa correta:  
( ) Em poemas, as palavras podem ser utilizadas em sentido figurado, também chamado sentido conotativo. 
(  ) Metro é a extensão da linha poética, o número sílabas do verso. 
(  ) Versificação é a arte de fazer versos. 
(  ) Verso é o nome da linha do poema. Assim, cada linha constitui um verso. 
(  ) Ritmo é a música do verso. Para que um verso tenha ritmo, usam-se sílabas fracas, com intervalos regulares. A sequência rigorosa dessas sílabas é que dá ao verso música, harmonia e beleza. 
( ) Rima é a identidade ou semelhança de sons, a partir da vogal tônica, entre duas ou mais palavras. 
Alternativas
Q744910 Literatura

Verso é o nome que se dá a cada uma das linhas que constituem um poema. Ele apresenta quatro elementos principais: metro, ritmo, melodia e rima:

I - Metro: é o nome que se dá à extensão da linha poética. Pela contagem de sílabas de um verso, podemos estabelecer seu padrão métrico e suas unidades rítmicas.

II - Ritmo: é a sequência de notas (no caso da poesia, de sons) que, apresentando organização rítmica com sentido musical, se relacionam reciprocamente, de modo a formar um todo harmônico, uma linha melódica.

III - Melodia: é a sucessão de tempos fortes e fracos que se alternam com intervalos regulares. No verso, a melodia é formada pela sucessão de unidades rítmicas resultantes da alternância entre sílabas acentuadas (fortes) e não-acentuadas (fracas); ou entre sílabas construídas por vogais longas e breves.

IV - Rima: é a igualdade ou semelhança de sons na terminação das palavras: asa, casa; asa, cada. Na rima asa, casa há paridade completa de sons a partir da vogal tônica; na rima asa, cada a paridade é só das vogais. As rimas do primeiro tipo se chamam consoantes; as do segundo, toantes.

Está CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q671350 Literatura

Texto 3

                     Banzo

                                 Raimundo Correia

Visões que n‟alma o céu do exílio incuba,

Mortais visões! Fuzila o azul infando...

Coleia, basilisco de ouro, ondeando

O Níger... Bramem leões de fulva juba...


Uivam chacais... Ressoa a fera tuba

Dos cafres, pelas grotas retumbando,

E a estralada das árvores, que um bando

De paquidermes colossais derruba...


Como o guaraz nas rubras penas dorme,

Dorme em ninhos de sangue o sol oculto...

Fuma o saibro africano incandescente...


Vai co‟a sombra crescendo o vulto enorme

Do baobá... E cresce n‟alma o vulto

De uma tristeza, imensa, imensamente...


(In: RAMOS, Péricles Eugênio da Silva. Panorama da poesia brasileira. Rio, Civilização Brasileira, 1959, v. III, p. 90-1.) 

Dentre os recursos formais a seguir, o poeta evita recorrer apenas ao que se lê em:
Alternativas
Respostas
121: B
122: C
123: B
124: C
125: D
126: D
127: A
128: A
129: C
130: B
131: A
132: B
133: D
134: B
135: C
136: D
137: C
138: C
139: C
140: C