Questões de Concurso Sobre linguística

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Q1697378 Linguística
No tocante à Fonologia, julgue os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:

I – Não existe distinção entre Fonética e Fonologia.
II – A Fonologia estuda os sons da língua, sua capacidade de combinação e sua capacidade de distinção.
III – A Fonologia ocupa-se da função dos sons dentro da língua.
Alternativas
Q1693621 Linguística
Texto 

Licença poética

De acordo com o dicionário Houaiss, o termo “Licença Poética” é definido como a “liberdade de o escritor utilizar construções, prosódias, ortografias, sintaxes não conformes às regras, ao uso habitual, para atingir seus objetivos de expressão”. Está presente na literatura, música e também nas propagandas.
Por meio da licença poética, o artista ganha liberdade de expressão e se desprende da normatividade das regras gramaticais e/ou métricas, utilizando, entre outros recursos, versos irregulares, erros ortográficos e/ou gramaticais e rimas falsas. Assim, observa-se uma espécie de erro proposital, empregado para destacar determinado ponto da obra.
Entre os exemplos de uso de licença poética, podemos destacar o poema Indivisíveis, de Mário Quintana, que apresenta a seguinte frase: “Meu primeiro amor sentávamos…”.
Segundo a norma culta da língua portuguesa, observa-se um erro de concordância verbal, uma vez que o verbo (sentar) deve concordar com o sujeito (Meu primeiro amor). Assim, a forma correta da flexão do verbo deveria ser “sentava” em vez de “sentávamos”, no entanto, o poeta optou em utilizar a primeira pessoa do plural para demarcar simbolicamente a fusão entre o casal de amantes.
O poeta Manoel de Barros também utiliza o recurso no trecho: “Gostaria agora de escrever um livro. Usaria o idioma das larvas incendiadas […]”. Nesse caso, ele utiliza a licença poética para criticar a forma como as pessoas costumam usar a linguagem, comparando-a às larvas. 
Na letra da música Socorro, de Arnaldo Antunes, percebe-se a presença da licença poética no trecho a seguir: “Meu coração já não bate, só apanha…”. Sabe-se que o coração não é capaz de bater ou apanhar, no entanto, com a utilização do recurso, o autor reforça que em sua vida afetiva está mais acostumado a sofrer do que a ter alegrias.
Também encontramos a licença poética em romances, roteiros de novela, textos publicitários, jornalísticos, assim como em todas as outras áreas que envolvam um trabalho direto com a língua. 
Além de ser utilizada como recurso estético, a licença poética pode ser utilizada para objetivos mais práticos. Por exemplo, quando há uma novela ambientada ou com núcleo formado por personagens estrangeiros, como ocorreu em Caminho da Índias (Rede Globo, 2009), de Glória Perez, surpreendentemente, observa-se que os mesmos falam português perfeitamente. Isso ocorre devido ao pacto ficcional estabelecido entre o público e o autor da obra. Pelo fato dos telespectadores serem muito variados, seria difícil que todos conseguissem acompanhar o ritmo da trama, caso a mesma fosse legendada, o que resultaria, consequentemente, em uma perda de público. Uma vez que as telenovelas visam, em primeiro lugar, a obtenção da audiência, não seria um bom negócio em termos econômicos. Sem falar do tempo, esforço e investimento que devem ser aplicados para ensinar uma língua estrangeira aos atores, que, no momento da veiculação da obra, precisariam apresentar fluência na mesma.
Assim, pode-se considerar a licença poética como uma manobra linguística válida para diversos gêneros textuais, que permite aos autores expressarem o que desejam do modo que considerem mais adequado.

Fonte: https://www.infoescola.com/literatura/licenca-poetica, acesso em fevereiro de 2020

“... pode-se considerar a licença poética como uma manobra linguística válida para diversos gêneros textuais, que permite aos autores expressarem o que desejam do modo que considerem mais adequado.”, neste fragmento destaca-se o fundamento de:
Alternativas
Q1682612 Linguística

Pronominais


Dê-me um cigarro

Diz a gramática

Do professor e do aluno

E do mulato sabido

Mas o bom negro e o bom branco

Da Nação Brasileira

Dizem todos os dias

Deixa disso camarada

Me dá um cigarro.

(ANDRADE, O. de. Obras completas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1972) 


Para definir o que é ou não adequado para o uso da língua, a prescrição da linguagem e a gramática tradicional estabelecem normas que definem a estética ideal para a escrita, taxando como “erro” as demais convenções. Diante disso, a escola age como disseminadora do “falso uso da língua”, como evidenciado no poema, unificando a gramática.


Diante do texto poético apresentado, aponte como o professor de Língua Portuguesa pode trabalhar o ensino de gramática em sala de aula. 

Alternativas
Q1293674 Linguística
Assinale a alternativa incorreta sob a visão de Saussure a respeito da língua.
Alternativas
Q1278223 Linguística
De acordo com a obra de Rodrigues e Pedrosa (2018, p. 3), o linguista americano que em 1960, atribuiu o status de língua para as línguas de sinais através do estudos acerca da Língua Americana de Sinais (ASL) foi:
Alternativas
Q2027387 Linguística
Bezerra (2013) pontua a relevância em conhecer os tipos de gramática. Com base nessa afirmativa, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1999783 Linguística
TEXTO 6

Nisso reside a grande diferença entre fazer análise linguística e ter aula de gramática (numa perspectiva normativa e estrutural): na primeira, a reflexão está a serviço dos demais eixos do ensino de língua, enquanto que, na segunda, o foco do ensino está na aprendizagem de nomenclaturas e regras, desvinculadas de situações de uso da língua.
MENDONÇA, M. Análise linguística: por que e como avaliar. In. MARCUSCHI, B. e SUASSUNA, L. Avaliação em língua portuguesa: contribuições para a prática pedagógica. Belo Horizonte: MEC-CEEL/ Autêntica, 2006, p. 101.

Considerando as diferenças entre as duas perspectivas de ensino de língua apontadas por Mendonça, analise os seguintes procedimentos:

1. foco nos efeitos de sentido das escolhas sintáticas e lexicais; 2. análise de critérios da textualidade, como a coesão e a coerência; 3. atividades gramaticais de frases e de orações retiradas de textos; 4. ensino da gramática associado ao bom desempenho linguístico.

São procedimentos contemplados na perspectiva da análise linguística: 
Alternativas
Q1999782 Linguística
São comuns, na escola, atividades de oralização da escrita. Um exemplo desse tipo de atividade é evidenciado quando o(a) professor(a) solicita que o discente: 
Alternativas
Q1999766 Linguística

Analise a correlação entre as concepções de língua abaixo e a palavra ou expressão que as representa.


1. Concepção estruturalista – oralidade


2. Concepção instrumental – código


3. Concepção cognitivista – gramática normativa


4. Concepção sociointeracionista – interlocução


A correlação está CORRETA em: 

Alternativas
Q1999765 Linguística

TEXTO 1 


De acordo com as diferentes posições existentes, pode-se ver a língua: 


a) como forma ou estrutura – um sistema de regras que defende a autonomia do sistema diante das condições de produção (posição assumida pela visão formalista);


b) como instrumento – transmissor de informações, sistema de codificação (posição assumida pela teoria da comunicação);


c) como atividade cognitiva – ato de criação e expressão do pensamento, típica da espécie humana (representada pelo cognitivismo);


d) como atividade sociointerativa situada – a perspectiva sociointeracionista relaciona os aspectos históricos e discursivos.


MARCUSCHI, L. A. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola, 2008, p.59. Excerto adaptado



No Texto 1, Marcuschi apresenta diferentes concepções de língua. Acerca dessas concepções, assinale a alternativa CORRETA.. 

Alternativas
Q1999757 Linguística


A língua que nos separa 


(01) Dia desses, no Facebook, o linguista português Fernando Venâncio desabafou: “Poucas coisas me irritam tanto como o antibrasileirismo primário e militante que encontro por estas paragens”. Referia-se ao antibrasileirismo linguístico, marca bandeirosa da cultura lusitana.


(02) Qualquer escritor brasileiro que tenha lançado livros em Portugal nas últimas décadas (sou um desses) sabe o que Venâncio quer dizer. As portas que Jorge Amado escancarou de par em par no século passado se fecharam em algum momento sobre corredores cada vez mais estreitos e labirínticos.


(03) Sim, é claro que muitos editores, críticos, jornalistas e outros portugueses esclarecidos insistem em furar com brio essas defesas. Infiltrando-se nas brechas, porém, os brasileiros que se expressam por escrito logo se veem escalados pelos leitores comuns d’além-mar como representantes de uma versão menor, tosca e corrompida da língua “deles”. 


(04) Nas palavras de Venâncio, há em Portugal uma “desavergonhada altanaria perante os pretensos ‘erros’ de que o português brasileiro estaria inçado”. O linguista vê esse sentimento integrado ao senso comum, cultivado por “gente visivelmente de poucas letras, e poucas luzes”. Refere-se a ele como “assustador”.


(05) Eu prefiro o adjetivo “triste”. Assustador é constatar que um antibrasileirismo tão pimpão e ignorante quanto o luso viceja aqui também. Como reclamar do insulto de nos negarem em terra estrangeira o direito de gozar livremente de algo tão pessoal e profundo quanto a língua materna, sem ouvir sermões abestalhados sobre algum ideal platônico de gramática? Negamos a mesma coisa por conta própria, o que é bem pior.


(06) Parte dessa dissonância é comum às línguas imperiais. A relação de amor e ódio entre o inglês britânico e o americano é tema do recém-lançado “The Prodigal Tongue” (A língua pródiga), de Lynne Murphy, linguista americana que mora e leciona na Inglaterra. Ela identifica em seus compatriotas um “complexo de inferioridade verbal” e, nos britânicos, o que chama de “amerilexofobia”, a versão esnobe a americanismos.


(07) Nada tão diferente assim do que se vê no universo da língua portuguesa ou da espanhola. Ex-colônias crescidinhas e ex-impérios em queda vão sempre se emaranhar em teias complicadas de amor e ódio, admiração e desprezo. Contudo, vale atentar para a diferença que Venâncio, repetindo no post-desabafo o que já defendeu em livros, aponta entre os projetos linguístico-coloniais de Lisboa e de Madri.


(08) “No Brasil, Portugal abandonou a língua portuguesa à sua sorte. E ainda bem! Pense-se na uniformidade lexical, gramatical e ortográfica que a Espanha impõe como ideal à América de fala espanhola”, escreve o linguista, concluindo que “o Português Brasileiro pôde desenvolver em invejável liberdade a sua norma, e vive bem nela”.


(09) O texto termina exigindo, ainda que de forma jocosa, gratidão: “E venha daí um ‘obrigadinho’ a este Portugal que, oh felicidade, nunca teve um projecto linguístico, nem cultural, para o seu Império”.


(10) Muito bem, mas não estou tão certo de que o deus-dará cultural seja algo que devemos agradecer. Seria necessário investigar primeiro até que ponto se funda nele a ridícula autoestima linguística que leva o brasileiro médio a situar nosso português três degraus abaixo do português europeu, e este, pelo menos sete palmos abaixo do inglês. Sérgio Rodrigues Escritor e jornalista, autor de “O Drible” e “Viva a Língua Brasileira”.

Sérgio Rodrigues

Escritor e jornalista, autor de “O Drible” e “Viva a Língua Brasileira”.


COMENTÁRIOS


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1. O brasileiro está cada vez mais distante da língua portuguesa (ou do português brasileiro); basta ler o que se escreve nos jornais, revistas e em qualquer outro meio que se utiliza da língua escrita. Lê-se pouco, fala-se muito e agride-se demais a Última Flor do Lácio. (José Pucci)

2. Como defender o idioma português usando termos como "fake news"? (Jose Campos)

3. Recentemente vi o Paul McCartney num vídeo dizendo da reação de seu pai, ao ouvir o refrão ie, ie, ie em uma de suas músicas, quando ainda iniciava sua carreira. O velho achou que havia muitos "americanismos" desse tipo e aconselhou mudar para yes, yes, yes, pronunciando bem o "s". Nunca saberemos o que seriam dos Beatles se o conselho tivesse sido obedecido.


(José Cláudio) Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergio-rodrigues/2018/07/a-lingua-que-nos-separa.shtml Acesso em: 10/11/2018. Adaptado. 

Releia o parágrafo a seguir.

Nas palavras de Venâncio, há em Portugal uma “desavergonhada altanaria perante os pretensos ‘erros’ de que o portuguêsbrasileiro estaria inçado”. O linguista vê esse sentimento integrado ao senso comum, cultivado por “gente visivelmente depoucas letras, e poucas luzes”. Refere-se a ele como “assustador”.

No referido trecho, o discurso de um brasileiro se entrelaça ao de um português. Para distinguir um discurso do outro, oleitor tem a sua disposição as seguintes marcas linguísticas: 


1. expressão introdutora do discurso alheio: Nas palavras de Venâncio;
2. aspas que separam o discurso citante do discurso citado;
3. vocabulário ‘diferente’ do comumente empregado no Brasil: altanaria  ➜ soberba; inçado    ➜ coberto;
4. flexão do termo “pouco”: poucas letras, poucas luzes.

São marcas linguísticas que distinguem um discurso do outro:
Alternativas
Q1840827 Linguística
Sobre Linguística:
Alternativas
Q1834168 Linguística
Ataliba de Castilho, baseado nos estudos de Charles Morris, define a Pragmática como o estudo do signo na sua relação com
Alternativas
Q1834167 Linguística
Dos excertos a seguir, aquele que se refere ao nível semântico de análise linguística é
Alternativas
Q1834166 Linguística
Uma abordagem funcionalista do nível sintático das línguas implica
I. realizar as análises nos limites da sentença; II. considerar que a função comunicativa da linguagem determina o modo como a língua está estruturada; III. compreender os processos sintáticos pelas relações que mantêm com os processos semântico e discursivo; IV. determinar uma ordem básica para os constituintes da sentença, da qual derivam todas as demais variações.
Estão corretas as afirmativas
Alternativas
Q1834159 Linguística
Uma perspectiva dicotômica entre as modalidades de uso da língua, que faz parte da tradição dos estudos linguísticos, na atualidade é contestada em razão da impossibilidade de
Alternativas
Q1834158 Linguística
A descrição e o registro das unidades e categorias linguísticas de uma determinada variedade da língua em uma abordagem sincrônica, bem como a descrição e o registro dos tipos de construções possíveis com esses elementos e as suas condições de uso é uma definição para um tipo de gramática que se denomina gramática
Alternativas
Q1819142 Linguística
As discussões sobre a variação linguística e o preconceito linguístico chegaram ao ensino de língua principalmente a partir de 1980, quando os cursos de Letras passaram a introduzir em seus currículos disciplinas ligadas à Linguística. Mais tarde foram também apresentados nos Parâmetros Curriculares Nacionais. Assinale a alternativa que apresenta a área da Linguística que estuda os fenômenos decorrentes da fala.
Alternativas
Q1819140 Linguística
Muitas são as discussões acerca do ensino de gramática na escola. Também são muitos os equívocos e contradições. No entanto, uma rápida olhada nos documentos oficiais, como os Parâmetros Curriculares Nacionais e a Base Nacional Comum Curricular, faz com que tenhamos clareza sobre esse ensino. Assinale a alternativa que melhor apresenta o papel da gramática na aula de português.
Alternativas
Q1765592 Linguística
Nos últimos anos, houve grande abertura para a pluralidade de usos da linguagem no contexto escolar. Como consequência direta desse fenômeno, ocorreu uma mudança significativa na configuração dos materiais didáticos. Posts, chats, tweets, memes, gifs… O avanço crescente das tecnologias digitais de comunicação e informação confere às mais diversas práticas sociais novas configurações linguísticas, que lançam mão de multissemioses. Essas mudanças significativas trazem à tona um novo tipo de texto: _______________________________________ aquele cujo significado se realiza por mais de um código semiótico (texto escrito, imagem estática, vídeo, áudio etc.).
Alternativas
Respostas
1221: D
1222: A
1223: B
1224: A
1225: D
1226: D
1227: A
1228: A
1229: C
1230: A
1231: B
1232: B
1233: C
1234: A
1235: B
1236: B
1237: C
1238: A
1239: B
1240: D