Questões de Concurso
Comentadas sobre teorias dos estudos da tradução e estudos da interpretação em libras
Foram encontradas 202 questões
Rigo (2014) versa sobre o processo de tradução de canção para a língua de sinais, a saber: "Entende-se que o texto original nas traduções de canções é compreendido de signos verbais e não verbais. Os signos verbais referem-se à língua na qual a letra da canção é escrita, ou seja, a língua fonte. Já os signos não verbais referem-se aos elementos semióticos da música: ritmo, melodia, harmonia, timbre etc. e nas substâncias acústicas [...]".
Com base no trecho acima, pode-se dizer que o processo de tradução de canções para a língua de sinais dialoga com três tipos de tradução:
Leia atentamente o excerto abaixo:
[...] o trabalho de interpretação não pode ser visto, apenas, como um trabalho linguístico. É necessário que se considere a esfera cultural e social na qual o discurso está sendo enunciado, sendo, portanto, fundamental, mais do que conhecer a gramática da língua, conhecer o funcionamento da mesma, dos diferentes usos da linguagem nas diferentes esferas de atividade humana. Interpretar envolve conhecimento de mundo, que mobilizado pela cadeia enunciativa, contribui para a compreensão do que foi dito e em como dizer na língua alvo; saber e perceber os sentidos múltiplos expressos nos discursos [...] (LACERDA, 2009, p. 21).
Considerando a proposição da autora sobre o trabalho do intérprete, nota-se que, no excerto acima, Lacerda (2009) versa, ainda que não indicando nominalmente, sobre as seis categorias de análise do processo de interpretação apresentadas pela publicação do Ministério da Educação e Cultura (BRASIL, 2004), intitulada O tradutor e intérprete de língua brasileira de sinais e língua portuguesa. Sendo assim, selecione a opção em que estão representadas corretamente tais categorias:
O projeto “Educação de Surdos: professores surdos, professores bilíngues e intérpretes de língua de sinais”, financiado pela CAPES/PROESP (2003-2008), executado na Universidade Federal de Santa Catarina, coordenado pela prof. Drª Ronice Muller de Quadros, redundou na publicação de quatro obras: Estudos Surdos I, II, III e IV. As publicações da Série “Pesquisas em Estudos Surdos” são resultados das pesquisas produzidas em torno de conhecimentos e contextos específicos. Assim, leia as afirmativas abaixo e marque-as com V (VERDADEIRO) ou F (FALSO):
( ) A Série “Pesquisas em Estudos Surdos” é uma ideia que surgiu no sentido de tornar públicas as investigações que estão sendo realizadas na perspectiva clínica e de medicalização.
( ) As investigações que estão sendo realizadas no Brasil começam a apresentar outras possibilidades que vão além das abordagens rotineiras, ou seja, rompem com a mesmice na área dos Estudos Surdos.
( ) Os surdos começam a ser autores, embora, desde o primeiro volume da obra, as pesquisas tenham sido produzidas na sua grande maioria por ouvintes. Mesmo assim, esses ouvintes estão sensíveis aos olhares surdos e chamam a atenção para as perspectivas do “outro” surdo, buscando abrir espaços na academia para os surdos participarem efetivamente do processo de produção de conhecimento.
( ) A Série inaugura a coleção que trará pesquisas que estão sendo produzidas no campo dos Estudos Surdos. São pesquisadores surdos, pesquisadores bilíngues e intérpretes de língua de sinais desconstruindo e construindo saberes.
( ) Todos os trabalhos nas obras foram produzidos por meio de reflexão, que teve os surdos enquanto alunos, enquanto entrevistados, enquanto informantes. Nesse processo, esses autores desconstruíram mitos, saberes e pensares.
( ) Vários dos autores que colaboraram com esses trabalhos passaram a olhar o surdo na mesma dimensão da normalização, a partir da deficiência.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
Com base nos estudos apresentados por Pereira (2015), marque (V) para VERDADEIRAS e (F) para as FALSAS.
( ) A autora realiza uma reflexão sobre a tipologia aplicada da interpretação das Línguas de Sinais.
( ) A autora apresenta um estudo de caso sobre o intérprete educacional no ensino superior, em especial na atuação nos cursos de mestrado e doutorado em linguística, literatura e estudos da tradução.
( ) A autora, a partir dos estudos de Schjoldager (1997), distingue a interpretação comunitária da não comunitária a partir de diversos aspectos relacionados ao cliente e à atuação.
( ) O termo intérprete interlíngue/interpretação interlíngue é utilizado pela autora para marcar o sujeito e o fenômeno do bilinguismo, que trata da mediação de interações faladas entre pessoas que não têm ou não se sentem com proficiência suficiente na outra língua, em contraste apenas com intérprete/interpretação, significando a compreensão subjetiva e consequente reação a um enunciado, ideia ou manifestação cultural.
( ) A autora usa materiais de interpretação que podem, também, ser caracterizados como do tipo comunitária, embora em alguns casos, como em uma reunião de professores em que participam docentes ouvintes e surdos, esta distinção não fique muito marcada.
A alternativa que indica a sequência CORRETA é:
Na obra Intérprete de libras em atuação na educação infantil e no ensino fundamental, Lacerda (2009) evidencia a diferença entre os conceitos de traduzir e interpretar. Sobre essa diferença, numere a coluna da direita de acordo com a da esquerda.
1 - Traduzir
2 - Interpretar
( ) Tarefa de versar de uma língua para outra trabalhando com textos escritos.
( ) Há tempo para ler, refletir sobre as palavras utilizadas e os sentidos pretendidos, pode consultar dicionários, livros e pessoas.
( ) Tarefa de versar de uma língua para outra nas relações interpessoais, trabalhando na simultaneidade.
( ) Trabalho que não deixa traços, desaparece quando o evento termina.
( ) Trabalha nas relações face a face, e deve tomar decisões rápidas sobre como versar um termo ou um sentido de uma língua para outra, sem ter tempo para consulta ou reflexões.
( ) Atividade em que o texto de partida estará sempre disponível, poderá ser consultado inúmeras vezes.
Assinale a sequência correta.
Gesser (2015), nos cadernos de tradução organizados por Rodrigues e Quadros (2015), aponta alguns fatores que dificultam o “trânsito” do intérprete educacional.
A que sentido de “trânsito” do intérprete educacional a autora está se referindo?
Numere a coluna da direita, relacionando as premissas extraídas das ideias de Friedrich Schleiermacher, apresentadas por Heidermann (2009), com os respectivos tipos de tradução.
1. Tradução intralingual.
2. Tradução interpessoal.
3. Tradução intrapessoal.
( ) Às vezes, os nossos próprios discursos devem ser traduzidos depois de um certo tempo, se quisermos que continuem sendo nossos.
( ) Não só os diversos dialetos dos diferentes grupos étnicos de um povo e os diferentes desenvolvimentos dessa mesma língua ou dialeto em diferentes séculos já são, num sentido mais restrito, línguas diferentes e, não raras vezes, precisam de uma tradução entre si.
( ) Mesmo os contemporâneos não separados por dialetos, pertencentes a distintas classes sociais que, pouco relacionadas em seu trato, divergem muito em sua formação, muitas vezes só conseguem se entender através de uma intermediação.
( ) Mas, não é que frequentemente precisamos traduzir o discurso de um outro que é igual a nós, porém de personalidade e mentalidade diferentes, quando sentimos que as mesmas palavras teriam um sentido bem diferente na nossa boca ou ao menos um valor mais forte ou mais fraco que na dele e que, se quiséssemos expressar à nossa maneira o mesmo que ele expressou, utilizaríamos palavras e locuções totalmente diferentes?
Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta da coluna da direita, de cima para baixo.