Questões de Concurso Comentadas sobre libras

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Q3698552 Libras
A literatura surda, produzida em línguas de sinais, é um recurso metodológico relevante para o ensino de Libras. Além de favorecer o desenvolvimento linguístico e cultural dos estudantes, possibilita o diálogo interdisciplinar com outras áreas do conhecimento escolar, ampliando a circulação da Libras e a valorização das identidades surdas no espaço educativo.

SILVEIRA, Carolina Hessel. Literatura Surda: Análise da Circulação de Piadas Clássicas em Línguas de Sinais. 2015. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2015.

Uma proposta metodológica consistente no ensino de Libras valoriza:
Alternativas
Q3698551 Libras
O ensino de Libras, tanto como primeira quanto como segunda língua, deve considerar a visualidade como eixo linguístico central. Isso significa reconhecer que a língua de sinais se constitui por elementos visuais-especiais, que estruturam o discurso e organizam a interação. Assim, as metodologias de ensino precisam mobilizar práticas pedagógicas que explorem recursos visuais, materiais próprios em Libras e experiências de interação coletiva, assegurando a centralidade da experiência visual na construção do conhecimento.

CAMPELLO, Ana Regina e Souza. Aspectos da Visualidade na Educação dos Surdos. 2008. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2008.

Entre os aspectos metodológicos adequados para o ensino de Libras, é correto destacar:
Alternativas
Q3698550 Libras
A atuação do instrutor de Libras deve ser compreendida como prática de constituição de identidades e de política linguística. Nos territórios educativos, esse trabalho amplia o reconhecimento da Libras, fortalece a experiência visual e legitima a presença de professores surdos como condutores de processos formativos. Dessa forma, a escola bilíngue não é apenas espaço de ensino, mas também de construção coletiva de novas categorias identitárias.

CUNHA JÚNIOR, Elias Paulino da. Surdos professores: a constituição de identidades por meio de novas categorias pelo trabalho em territórios educativos. 2022. Tese (Doutorado em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem: Linguagem e Educação) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2022.

A atuação do instrutor de Libras ganha relevância quando:
Alternativas
Q3698549 Libras
A instrução em Libras na educação de surdos tem sido historicamente atravessada por disputas sobre métodos e lugares de legitimação da língua. Mais recentemente, o papel do instrutor de Libras é compreendido como central para a consolidação da escola bilíngue, pois amplia a circulação da língua, fortalece práticas culturais e pedagógicas, e contribui para a constituição de espaços em que os surdos assumem a condução de processos formativos.

CARVALHO, Daniel Junqueira. A instrução na educação de surdos produzida na modernidade: a tríplice condução de surdos-professores. 2023. Tese (Doutorado em Linguística) – Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, 2023.

O papel do instrutor de Libras pode ser identificado quando:
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Q3698548 Libras
O modelo de escolas polo bilíngues para surdos busca concentrar um número maior de estudantes em uma mesma instituição. Essa organização favorece o uso ampliado da Libras, fortalece o sentimento de pertencimento e amplia as possibilidades de interação entre diferentes faixas etárias. Nesse contexto, a mediação por interpretação torna-se secundária, uma vez que a prioridade é a comunicação direta em Libras entre alunos, professores e comunidade escolar. Ao mesmo tempo, esse modelo exige planejamento de longo prazo, investimento de recursos e formação contínua da equipe escolar para consolidar a proposta.

STUMPF, Marianne; LINHARES, Ramon (org.). Referenciais para o ensino de Língua Brasileira de Sinais como primeira língua para surdos na Educação Bilíngue de Surdos: da Educação Infantil ao Ensino Superior, Vol. 1. Petrópolis, RJ : Editora Arara Azul, 2021.


Alternativas
Q3698547 Libras
A proposta bilíngue reconhece a Libras como língua de instrução e reorganiza o ensino do português escrito como segunda língua. Nesse modelo, a escola passa a ser compreendida como espaço político de implementação da diferença linguística, articulando práticas pedagógicas que se sustentam em políticas públicas voltadas à presença da Libras na educação formal.

DALL’ALBA, Carilissa. Políticas públicas da Escola Helen Keller: Implementação da Libras, documentos e narrativas. 2020. Tese (Doutorado em Linguística) – Universidade Federal de Santa Catarina, Programa de Pós-Graduação em Linguística, Florianópolis, 2020.

O princípio central da proposta bilíngue é que:
Alternativas
Q3698545 Libras
Aprender Libras como segunda língua envolve a reorganização da percepção linguística do ouvinte. Essa aprendizagem se dá por meio da interação e da compreensão de uma gramática visual-espacial, diferente do português.

SILVEIRA, Luciane Cruz. O ensino de Libras como L2 na formação de professores bilíngues em curso de Pedagogia: uma perspectiva da Linguística Aplicada. 2022. Tese (Doutorado em Letras) – Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2022.

A aquisição da Libras como L2 por ouvintes se caracteriza pela(o):
Alternativas
Q3698544 Libras
A atualidade das pesquisas de aquisição de linguagem em Estudos Surdos mostra que a ausência de acesso à língua de sinais nos primeiros anos de vida pode resultar em atraso linguístico significativo. Isso reforça a importância da Libras como L1, assegurando à criança experiências comunicativas plenas.

STUMPF, Marianne Rossi [et al.]. Aquisição da linguagem em línguas de sinais. Petrópolis: Editora Arara Azul, 2020.

O desafio mais significativo no que diz respeito ao desenvolvimento integral da criança surda na aquisição da Libras como L1 está relacionado à:
Alternativas
Q3698543 Libras
A aquisição da língua de sinais por crianças surdas ocorre em etapas comparáveis às de qualquer outra língua natural, desde que o contato com o meio linguístico aconteça de forma precoce. Esse processo sustenta o desenvolvimento cognitivo, social e comunicativo, garantindo condições para a construção de identidades e vínculos culturais desde a infância.

STUMPF, Marianne; LINHARES, Ramon (org.). Referenciais para o ensino de Língua Brasileira de Sinais como primeira língua para surdos na Educação Bilíngue de Surdos: da Educação Infantil ao Ensino Superior, Vol. 1. Petrópolis, RJ : Editora Arara Azul, 2021.

Na aquisição da Libras como primeira língua em crianças surdas: 
Alternativas
Q3698542 Libras
A compreensão leitora de surdos sinalizantes em português escrito está diretamente ligada ao reconhecimento da Libras como primeira língua. Pesquisas comparativas mostram que contextos de educação bilíngue favorecem a apropriação de estratégias de leitura, pois a Libras funciona como base linguística e cognitiva para o aprendizado da segunda língua.

SILVA, Simone Gonçalves de Lima da. Compreensão leitora em segunda língua de surdos sinalizantes da língua de sinais: um estudo comparativo entre estudantes de uma educação em ambiente bilíngue e não bilíngue. 2016. Tese (Doutorado em Linguística) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2016.

No contexto do ensino bilíngue voltado à compreensão leitora:
Alternativas
Q3698541 Libras
A produção textual de surdos sinalizantes em português escrito é atravessada pela diferença entre a organização visual-espacial da Libras e a linearidade do português. Essa diferença não representa déficit, mas revela modos distintos de estruturar a comunicação. A modelização didática de gêneros textuais busca valorizar essas especificidades, favorecendo que a escrita em português seja compreendida como prática situada no bilinguismo.

OLIVEIRA, José Carlos de. Produção textual de surdos sinalizantes de Libras, em português escrito, a partir da modelização didática de gêneros textuais: a escrita de surdos em foco. Tese (Doutorado em Estudos Linguísticos) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2022.

No contexto da produção textual de surdos, um contraste relevante entre Libras e português é que: 
Alternativas
Q3698540 Libras
Os empréstimos linguísticos na Libras resultam do contato constante com a língua portuguesa e com outras línguas de sinais. Esse processo se manifesta por diferentes modalidades, incluindo adaptações visuais, sinais incorporados ao léxico e estratégias de categorização. A análise desse fenômeno mostra que os empréstimos não fragilizam a Libras, mas ampliam sua capacidade de renovação lexical e de interação entre comunidades linguísticas.

MACHADO, Rodrigo Nogueira. O Processo de Empréstimos Linguísticos na Libras: Modalidades e Categorização. 2022. Tese (Doutorado em Linguística) – Universidade Federal de Alagoas, Maceió, 2022.

A análise dos empréstimos linguísticos na Libras permite concluir que:
Alternativas
Q3698537 Libras
Na Libras, a ordem dos constituintes e os recursos visuais expressam relações sintáticas e de sentido. A organização frasal pode variar, mas segue princípios linguísticos próprios, diferentes da Língua Portuguesa.

ROYER, Miriam. Estrutura Oracional e Transitividade na Libras. Tese (Doutorado em Linguística) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2023.

Na sintaxe da Libras, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3698536 Libras
A morfologia da Libras é caracterizada por processos de composição, derivação e uso de classificadores, que permitem a criação de novos sinais e a expressão de conceitos abstratos. Esses mecanismos revelam a criatividade linguística e a produtividade da língua de sinais.

QUADROS, Ronice; KARNOPP, Lodenir. Língua de sinais brasileira: estudos linguísticos. Porto Alegre: ArtMed, 2004.

Entre os processos morfológicos da Libras, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3698535 Libras
A estrutura fonológica da Libras é composta por parâmetros articulados entre si. A combinação desses elementos configuram a materialidade das línguas de sinais ao dar origem a sinais complexos e significativos. As variações fonológicas das línguas de sinais, como das línguas orais, pode ser vista tanto ao longo do tempo assim como em um mesmo período de tempo em regiões e grupos sociais diferentes.

DINIZ, Heloise Gripp. Variação fonológica das letras manuais na soletração manual em Libras. 2023. Tese (Doutorado em Linguística) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2023.

Na fonologia da Libras, os parâmetros básicos que constituem a formação dos sinais são:
Alternativas
Q3698532 Libras
As discussões em torno da identidade surda desafiam concepções biomédicas, propondo que a diferença não seja vista como deficiência, mas como um marcador cultural e político. Esse deslocamento teórico possibilita compreender a comunidade surda a partir da noção de minoria linguística.

PONTIN, Bianca. Narrativas docentes sobre alunos surdos com implante coclear em escolas de surdos. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2021.

A perspectiva dos Estudos Surdos sobre identidade surda enfatiza:
Alternativas
Q3698531 Libras
A identidade surda é marcada pela experiência visual, pela coletividade e pela língua de sinais como eixo de pertencimento. A cultura surda não se restringe a práticas escolares, mas envolve redes de sociabilidade, arte, esportes e formas próprias de organização comunitária.

SKLIAR, Carlos (org.). A surdez: um olhar sobre as diferenças. Porto Alegre: Mediação, 1998.

A constituição das identidades surdas em comunidades surdas sinalizantes tem como principal característica:
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Q3698530 Libras
O movimento social organizado pelos coletivos surdos no Brasil se fortaleceu especialmente a partir da década de 1980, com a criação de associações locais e nacionais, que reivindicavam o reconhecimento da Libras e políticas educacionais bilíngues.

STROBEL, Karin. As imagens do outro sobre a cultura surda. Florianópolis: Editora UFSC, 2008.

O fortalecimento dos coletivos surdos no Brasil, especialmente a partir dos anos 80, resultou em importantes conquistas.

Entre elas, é correto destacar como a principal:
Alternativas
Q3698529 Libras
A trajetória das associações de pessoas surdas no Brasil sempre esteve ligada à luta por direitos linguísticos, pela valorização das línguas de sinais e pelo protagonismo comunitário em espaços públicos. Esses processos revelam como a história da comunidade surda se entrelaça com a construção de políticas linguísticas no país.

PERLIN, Gladis T.T. O ser e o estar sendo surdos: alteridade, diferença e identidade. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2003.

As associações de surdos foram diretamente fundamentais na:
Alternativas
Q3697218 Libras
As seguintes habilitações são exigidas para atuar como Professor Guia-Intérprete, conforme o Documento Orientador de Educação Especial de Chapecó (2025):

1. Diploma de Curso Superior de Licenciatura Plena em Educação Especial com certificado de formação continuada na área de Libras, Braille, Sorobã e Orientação e Mobilidade.
2. Diploma de Curso Superior de Licenciatura Plena em Pedagogia com formação continuada em Libras, Braille, Sorobã e Orientação e Mobilidade.
3. Diploma de Curso Superior de Licenciatura Plena na área da Educação com formação continuada em Braille, Orientação e Mobilidade e fluência em Libras e em Língua Portuguesa. 
4. Diploma de Curso Superior em Pedagogia Bilíngue com formação continuada em Braille, Sorobã, Orientação e Mobilidade e com experiência comprovada em guia-interpretação.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Respostas
661: E
662: E
663: C
664: E
665: A
666: B
667: B
668: C
669: A
670: E
671: D
672: B
673: A
674: B
675: D
676: D
677: C
678: A
679: B
680: C