Questões de Concurso Comentadas sobre libras
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Existem palavras com significados diferentes que, quando traduzidas, têm a mesma configuração de mãos. A alternativa que corresponde à palavra que tem a mesma configuração de mãos do sinal utilizado para a palavra “manga” é:
A língua de sinais preenche as mesmas funções que a linguagem falada, para os ouvintes e deve ser adquirida na interação com usuários dela fluentes, os quais, envolvendo as crianças surdas em práticas discursivas e interpretando os enunciados produzidos por elas, inserindo-as no funcionamento desta língua, o que reforça o reconhecimento de que a Língua de Sinais possibilita o desenvolvimento do surdo em todos os seus aspectos:
O tradutor necessita ter competências diversas na sua formação para que haja uma atuação de sucesso, uma vez que faz parte de sua prática interpretar discursos de diferentes áreas do conhecimento. Essas competências são consideradas importantes no campo da tradução, visando entender como o surdo elabora a construção dos conceitos e ideias, a partir dos conceitos que o intérprete possui sobre o tema proposto na situação e da forma como repassa a mensagem. Assinale a alternativa que corresponde à competência linguística.
Assinale a opção em que as mesmas configurações de mão, utilizadas para executar os sinais das letras “D”, “B” e “X” nessa ordem, fazem parte da execução dos sinais correspondentes às seguintes palavras, respectivamente:
Skliar (1997) alerta para o fato de que a educação de surdos não abrange somente o domínio de duas línguas (a Libras e a Língua Portuguesa), mas também reflete a posição de discursos e de práticas, que entende o lugar da surdez como diferença, em contraposição à surdez como deficiência, legitimando, dessa forma, o reconhecimento:
Segundo Britto (1995) a Libras é dotada de uma gramática constituída a partir de elementos constitutivos das palavras ou itens lexicais e de um léxico (o conjunto das palavras da língua) que se estruturam a partir de mecanismos:
Os deveres do intérprete foram elencados no Código de Ética presente no Regimento Interno do Departamento Nacional de Intérpretes (FENEIS), aprovado por ocasião do II Encontro Nacional de Intérpretes - Rio de Janeiro/RJ/Brasil - 1992.
Assinale a opção que NÃO consta no referido Código de Ética.
Santaella (1986) descreve que a língua é a parte fixa da linguagem e a linguagem é a língua em movimento, de modo que o ato de compreender, interpretar, traduzir um pensamento em outro, forma um ciclo em movimento ininterrupto. Nessa perspectiva, a linguagem é estabelecida através da associação entre as coisas que são percebidas e as lembranças de sensações, sentimentos e ideias despertadas pela percepção. Na Libras, esse movimento se desdobra por meio da via estrutural de aspectos da iconicidade e da arbitrariedade. Analise as alternativas abaixo, e assinale a única afirmativa CORRETA em relação aos aspectos básicos da iconicidade e arbitrariedade na LIBRAS:
Klein e Martins (2012, p.13), no artigo “Estudos da contemporaneidade: sobre ouvintismo/ audismo”, questionam:
(...) muitos ouvintes que não convivem com a comunidade surda julgam que os surdos são incapazes, já que não ouvem. A comunidade surda é vista como um gueto, como um espaço da exclusão. Porém, os surdos a veem como uma proteção, um local onde preferem viver cotidianamente. No entanto, há sujeitos surdos que não aceitam outros sujeitos surdos, e rejeitam o espaço da comunidade, do compartilhamento da língua de sinais. Nesses diferentes posicionamentos, os movimentos surdos também vivenciam o que poderíamos chamar de etnocentrismo surdo - “surdismo”.
Assinale a opção INCORRETA, em relação a abordagem acima:
Segundo Wadensjö (1998) citado por Leite (2004), ao analisar a maior parte dos enunciados do intérprete, verificou que estes são reformulações dos enunciados originais e denominou os enunciados dos intérpretes como transladações (renditions). A transladação é definida como um texto contínuo que corresponde a um enunciado falado por um intérprete, com base no original, isto é, no enunciado imediatamente precedente.
LEITE, Emeli Marques Costa. A atuação do intérprete de LIBRAS no contexto da sala de aula inclusiva. Anais do Congresso de Educação de Surdos: Múltiplas Faces do Cotidiano Escolar. INES, Rio de Janeiro, 2004.
A respeito da classificação da transladação, assinale (V) para VERDADEIRO e (F) FALSO:
( ) Transladação expandida (expanded renditions), isto é, aumentada. É um texto que acrescenta ao enunciado original mais informações claramente expressas.
( ) Transladação reduzida (reduced renditions). É um texto que apresenta menos informações claramente expressas do que as do discurso original.
( ) Transladação de duas ou mais partes. Este tipo de transladação consiste de dois enunciados do intérprete que correspondem a um enunciado do original, que é dividido em duas partes por meio de um outro enunciado original, cujo conteúdo proposicional não é refletido na transladação.
( ) Transladação zero. É um enunciado de iniciativa e responsabilidade do intérprete e que não corresponde à tradução do enunciado original.
( ) Não transladação. Acontece quando o enunciado original não é traduzido pelo intérprete.
O código de ética do tradutor-intérprete de LIBRAS apresenta diferentes situações que podem ser exemplos do dia a dia do profissional intérprete que exigem dele um posicionamento ético. Sugere-se que, cada intérprete reflita, converse com outros intérpretes e tome decisões em relação a seu posicionamento com base nos princípios éticos destacados no Código de Ética.
Marque a alternativa CORRETA no que diz respeito aos posicionamentos éticos do Tradutor-Intérprete de LIBRAS:
Em relação à questão de neutralidade do tradutor/intérprete da língua de sinais, tendo como base os modelos propostos por Emeli Leite, (2004) citado por Marques, (2012) em Os papéis do intérprete de Libras na sala de aula inclusiva, marque (V) para VERDADEIRO ou (F) para FALSO.
( ) No “modelo ajudador”, adota-se uma postura assistencialista, caritativa, que surgiu antes que a interpretação fosse encarada como profissão. Nessa época, a maioria dos intérpretes eram amigos, professores, religiosos ou familiares de pessoas surdas.
( ) No “modelo ajudador”, os intérpretes não possuíam uma formação especifica e utilizavam a interpretação simultânea, para resumir ou modificar o que julgava estar além da compreensão das pessoas surdas.
( ) No “modelo de condutor”, o intérprete é visto como máquina; o intérprete teria que ser como um telefone, apenas “passando” a informação de um lado para o outro, sem se envolver e sem manifestar sua subjetividade
( ) No “modelo de condutor”, os intérpretes queriam um tratamento mais profissional e se achavam na obrigação de serem invisíveis, neutros e distantes.
( ) No “modelo de especialista bilíngue e bicultural”, a cultura das partes envolvidas no processo comunicativo não é levada em consideração e também encarada como relevante a situação ou o contexto em que esse processo se dá.
( ) No “modelo de especialista bilíngue e bicultural”, o intérprete deveria “ser assistencial, também, com os ouvintes”. E o grande perigo seria esse sujeito tentar acumular “funções na tentativa de ser especialista em tudo, além de tradução: pedagogia, antropologia, sociologia, psicologia etc”.
Assinale a assertiva que apresenta a sequência CORRETA.
No decorrer do tempo, vários estudiosos já desenvolveram e/ou adaptaram um sistema de notação para o registro das línguas de sinais. Dentre os autores abaixo, assinale a opção em que há o nome do autor do sistema de escrita de sinais MAIS ANTIGO.
Em conformidade à Lei nº12.319/2010, são atribuições do Tradutor e Intérprete, no exercício de suas competências, EXCETO:
Perlin (1998) elenca cinco tipos de identidade para as pessoas surdas, as quais têm as seguintes características:
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(1) O surdo imita o comportamento dos ouvintes e se identifica com eles. (2) O surdo não consegue captar a representação da identidade ouvinte e se sente frustrado. (3) O contato do surdo com a comunidade surda acontece tardiamente, ele passa da comunicação visual-oral para a comunicação visual sinalizada, acontece um conflito cultural. (4) O surdo nasceu ouvinte e ensurdeceu depois, mas faz uso das duas línguas. (5) O surdo é um ser completamente visual e desenvolve sua experiência na língua de sinais, assume sua identidade como um sujeito cultural. |
PERLIN, G. Identidades surdas. In: SKLIAR, C. (Org.). A surdez: um olhar sobre as diferenças. Porto Alegre: Mediação, 1998.
Assinale a opção em que a nomenclatura destas identidades aparece, RESPECTIVAMENTE, conforme o quadro acima.
Levando em consideração o questionamento de Rodrigues (2010), ao problematizar sobre a formação de intérpretes:
Um único ILS [Intérprete de Língua de Sinais] reuniria conhecimentos, habilidades e estratégias para atuar em distintas esferas (internacional e intra-social) e com tipos específicos de interpretação, tais como a interpretação comunitária (community interpreting), a interpretação em tribunais (court/legal interpreting), a interpretação médica (healthcare/medical interpreting), a interpretação de diálogo (dialogue interpreting), a interpretação na mídia (media interpreting), a interpretação de ligação ou acompanhamento (liaison/escort interpreting) e a interpretação de conferência (conference interpreting).
RODRIGUES, C. H. Da interpretação comunitária à interpretação de conferência: Desafi os para formação de intérpretes de língua de sinais. In: II Congresso Nacional de Pesquisa em Tradução e Interpretação de Língua de Sinais Brasileira, UFSC, Florianópolis, 2010
Segundo os deveres do intérprete, elencados no código de ética presente no Regimento Interno do Departamento Nacional de Intérpretes (FENEIS), aprovado por ocasião do II Encontro Nacional de Intérpretes - Rio de Janeiro/RJ/Brasil - 1992, assinale a opção que melhor soluciona a problemática relatada por Rodrigues.
A direção do olhar, na LIBRAS, é explorada gramaticalmente para:
I. Distinguir entre singular e plural .
II. Distinguir entre os pronomes de 2ª e 3ª pessoa.
III. Contribuir para o estabelecimento de concordância verbal.
IV. Formar substantivos compostos.
Estão CORRETAS as assertivas:
Segundo Ferreira-Brito (1990), a LIBRAS tem sua estrutura gramatical organizada a partir de alguns parâmetros que estruturam sua formação nos diferentes níveis linguísticos. Três são seus parâmetros principais ou maiores; e outros três constituem seus parâmetros menores. Marque a alternativa CORRETA para os parâmetros menores.
FERREIRA-BRITO, L. Uma abordagem fonológica dos sinais da LSCB. Espaço: Informativo Técnico-científico do INES, Rio de Janeiro, v.1, p.23-43, 1990.
Na língua de sinais, assim como em outras línguas naturais, os morfemas podem ser vistos como o pedaço da palavra que tem o poder de modificar a palavra ou dar origem a uma nova palavra ao modificar um dos seus parâmetros, ou ainda, repetir o morfema, fenômeno conhecido como reduplicação, variando a intensidade, velocidade e/ou expressão facial. Os morfemas são unidades que podem ter funções:
“As línguas de sinais utilizam as expressões faciais e corporais para estabelecer tipos de frases, como as entonações na língua portuguesa; por isso, para perceber se uma frase em LIBRAS está na forma afirmativa, exclamativa, interrogativa, negativa ou imperativa, precisa-se estar atento às”:
FELIPE, Tanya A. Libras em contexto: curso básico. 8 ed. Rio de Janeiro: WalPrint Gráfica e Editora, 2007.