Questões de Concurso Comentadas sobre libras
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O papel do professor intérprete de Libras precisa ultrapassar a simples "tradução" do que está sendo dito, envolvendo também a promoção coerente da inclusão, e não apenas a inserção dos surdos em uma sala de aula regular.
A Didática Cultural dos Surdos sempre questiona o que é próprio dos surdos e sobre como alguém se constituí superior a eles, ou seja, questiona as práticas normalizadores dos ouvintes em relação aos surdos. Nessa didática, o surdo é um sujeito multifacetado, com múltiplas identidades.
Na Língua Portuguesa, as construções sintáticas não precisam obedecer a uma ordem exata, pois sabemos que existem orações em ordem direta e em ordem indireta. Já na LIBRAS, a ordem dos sinais na construção de um enunciado precisa obedecer a regras que vão interferir na forma que o surdo vai processar a informação que está sendo transmitida.
Os surdos, quando são inseridos em escolas regulares, muitas vez não precisam do apoio dos intérpretes/tradutores de LIBRAS, para que lhes seja repassado o conteúdo.
Na LIBRAS, as palavras não apresentam desinência de gênero, ficando a escrita das palavras representadas com o sinal @ no lugar das desinências "a" e "o" comumente utilizadas na Língua Portuguesa para indicar feminino e masculino, e também o plural, pois não há desinência de número.
No Brasil, a primeira escola para surdos foi fundada no Rio de Janeiro, em 1857, o "Imperial Instituto dos Surdos-Mudos", hoje conhecida como "Instituto Nacional de Educação de Surdos". Foi nessa instituição que surgiu a LIBRAS, uma mistura da língua francesa com os sinais já utilizados pelos surdos brasileiros.
O professor de atendimento educacional especializado é responsável por estabelecer parcerias com as áreas intersetoriais na elaboração de estratégias e na disponibilização de recursos de acessibilidade, além de estabelecer articulação com os professores da sala de aula comum, visando à disponibilização dos serviços, dos recursos pedagógicos e de acessibilidade e das estratégias que promovem a participação dos alunos nas atividades escolares.
O profissional intérprete de LIBRAS não deve se responsabilizar pela manutenção do respeito ao público surdo, tendo em vista que isso faz parte do cunho social e não comunicativo.
Para Vygotsky, as crianças com deficiência são consideradas crianças com defeitos, por não estarem dentro dos "padrões" de normalidade impostos pela sociedade. Para ele, a surdez é um obstáculo penoso.
A educação bilíngue para surdos procura não interferir na desconstrução de representações estigmatizadas das pessoas surdas, pois isso não compete às instituições de ensino nas quais os estudantes estão inseridos.
A Educação Bilingue de Surdos teve início no Brasil com a chegada do educador francês Charles L’Épée, que, convidado pelo imperdor D. Pedro I, veio para trabalhar na educação de surdos durante o reinado e cirar o Instituto Nacional dos Surdos-Mudos.
O professor intérprete de LIBRAS precisa saber que o objetivo principal da didática é contribuir para a construção do conhecimento do aluno, bem como ajudar no processo de desenvolvimento interpretativo e organizacional do aluno.
O Congresso de Milão, ocorrido em 1980, reuniu pessoas ouvintes que votaram contra o direito dos surdos de se comunicarem por meio das linguagens de sinais, gerando um atraso no estudo e desenvolvimento dessa língua.
As crianças surdas não adquirem a língua de sinais com mais facilidade com que as crianças ouvintes adquirem a língua oral, mesmo sendo de modos diferentes.
No ano de 2000, a legislação tornou oficial a Língua Brasileira de Sinais como segunda língua do país.
As normas estabelecidas visam à inclusão do aluno surdo, dispondo sobre a inclusão da LIBRAS como disciplina curricular, a formação e certificação de professores, instrutores e intérpretes de LIBRAS. Além disso, preveem o ensino da Língua Portuguesa como segunda língua para alunos surdos e a organização da educação bilíngue no ensino regular.
Eventos como a Conferência Mundial de Educação para Todos, realizada em 1990, e a Declaração de Salamanca, em 1994, são grandes marcos para a criação de leis importantes para a comunidade surda brasileira.
Para que seja estruturada gramaticalmente, a Libras é organizada em cinco grandes parâmetros, sendo o principal deles a configuração das mãos.
No processo de aquisição da LIBRAS pela criança surda, a mesma passa por vários estágios, sendo que no estágio das primeiras combinações, que se inicia por volta dos dois anos de idade, ela já começa a utilizar palavras nas ordens gramaticais: sujeito-verbo, verbo-objeto e sujeito-verbo-objeto.
A construção da identidade da pessoa surda é influenciada por vários fatores. De acordo com pesquisas, existem três tipos de identidade manifestos por pessoas surdas: identidade surda; identidade híbrida e identidade de transição.