Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação e tradução de línguas de sinais em libras
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Os surdos querem aprender na língua de sinais, ou seja, a língua de sinais é a privilegiada como língua de instrução. O significado disso vai além da questão puramente lingüística. Situa-se, sim, no campo político. Os surdos estão se afirmando como grupo social com base nas relações de diferença. Como diferentes daqueles que se consideram iguais, ou seja, os ouvintes, os surdos buscam estratégias de resistência e de auto-afirmação. São eles que sabem sobre a língua de sinais, são eles que sabem ensinar os surdos, são eles que são visuais-espaciais. Com base nisso, a questão da língua passa a ser também um instrumento de poder nas relações com as crianças e alunos surdos. Sendo a língua de sinais brasileira a língua de instrução, os professores surdos (e/ou instrutores surdos) são os que mais dominam a língua. Quando são professores, são os mais indicados para garantirem o processo de aquisição da língua. (p. 31)
Considerando que as pessoas Surdas têm prioridade para ministrar a disciplina de Libras, conforme garantido no Decreto Federal nº 5.626/05, Capítulo III Da formação do professor de Libras e do Instrutor de Libras, Art. 7º, §1º, aponte qual(is) deve(m) ser o(s) perfil(is) profissional(is) e a titulação das pessoas Surdas para ocupar o cargo de docente de Libras no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia São Paulo (IFSP).
I. Professor de Libras, usuário dessa língua com curso de pós-graduação ou com formação superior e certificado de proficiência em Libras, obtido por meio de exame promovido pelo Ministério da Educação;
II. Instrutor de Libras, usuário dessa língua com formação de nível médio e com certificado obtido por meio de exame de proficiência em Libras, promovido pelo Ministério da Educação;
III. Professor ouvinte bilíngüe: Libras - Língua Portuguesa, com pós-graduação ou formação superior e com certificado obtido por meio de exame de proficiência em Libras, promovido pelo Ministério da Educação.
IV. Profissional surdo, com competência para realizar a interpretação de línguas de sinais de outros países para a Libras, para atuação em cursos e eventos.
Assinale a alternativa CORRETA:
Assinale a alternativa CORRETA.
Segundo Quadros (2004), são tradutores e intérpretes:
I – Professores de surdos proficientes em ambas as línguas, língua brasileira de sinais e língua portuguesa;
II – Filhos de pais surdos que comprovam fluência em Libras e em Língua Portuguesa, além de amplo conhecimento cultural e identitário da comunidade surda Brasileira;
III – Profissional que domina a língua de sinais e a língua falada do país e que é qualificado para desempenhar a função de intérprete;
IV – Profissional intérprete que tenha a formação específica na área de sua atuação (por exemplo, a área da educação);
V - Pessoas ouvintes que dominam a língua de sinais com convívio com a comunidade surda por mais de cinco anos.
Segundo Albres (2010), há algumas considerações preliminares para interpretação da Língua de Sinais para língua portuguesa oral. Analise os excertos que sejam correspondentes.
I – A entonação - A mesclagem de voz consiste da variação emocional (alegria, tristeza, euforia,) e variação da entonação da impostação vocal (projeção, relação grave agudo, ressonância).
II – A invisibilidade da interpretação oral - Nesse tipo de interpretação o profissional deve ficar entre o emissor e o receptor, considerando que o destaque deve ser atribuído ao intérprete e não para o sinalizador.
III – A velocidade da fala - o intérprete deve acompanhar o ritmo do conferencista que faz uso da língua de sinais (emissor), a depender da característica deste, pode utilizar alguns recursos que serão importantes para melhorar a qualidade da sua comunicação.
IV – A articulação - Uma voz bem postada, sonora, com timbre melodioso é o pré-requisito para uma boa interpretação, independente da forma como se fala.
V - Capturar o perfil do Sinalizador - Nesse caso o intérprete tem certa autonomia para captação e imitação do texto-base, sempre levando em consideração as características culturais e linguísticas inerentes ao emissor.
Numere as colunas abaixo, relacionando-as com os seguintes profissionais:
1. Interpretes de Línguas Vocais
2. Intérpretes de Língua de Sinais
( ) Interpretam de/para alguma língua de sinais.
( ) Seus clientes são exclusivamente pessoas ouvintes.
( ) Seu campo de trabalho limita-se, normalmente, a encontros internacionais.
( ) Seus clientes são geralmente pessoas surdas e de diferentes entornos geográficos.
( ) Geralmente são ouvintes do mesmo entorno geográfico.
( ) Interpretam de/para as línguas orais.
( ) Seu campo de trabalho é tão amplo quanto as necessidades comunicativas e de informação de seus clientes.
Assinale a alternativa correta da ordem das respostas:
Segundo Quadros (2004), aos intérpretes educacionais é permitido estabelecer funções específicas.
I – Apresentar informações a respeito do desenvolvimento dos alunos.
II – Se preparar para a interpretação das aulas com o auxílio do professor através da revisão e elaboração das aulas.
III – Ter autoridade somente sobre os alunos surdos.
IV – Intermediar as relações entre os professores e os alunos
V – Intermediar as relações entre os colegas surdos e os colegas ouvintes
Segundo Rodrigues e Silvério (2011), os intérpretes educacionais devem possuir características e habilidades específicas. Marque a alternativa CORRETA.
I – Ter formação superior específica para atuação enquanto intérprete educacional.
II – Compartilhar, de maneira colaborativa, a função educacional do professor.
III – Saber mediar o processo de ensino/aprendizagem.
IV – Saber tratar a tradução/interpretação entre Língua de Sinais e Língua Portuguesa vinculada aos processos educacionais.
Pagura (2003) destaca algumas modalidades de interpretação:
I - Modalidade Consecutiva: é aquela que o intérprete escuta um longo trecho do discurso, toma notas e, após a conclusão de um trecho significativo ou do discurso inteiro, assume a palavra e repete todo o discurso na língua alvo, normalmente sua língua materna.
II - Modalidade simultânea: é a mais amplamente utilizada hoje em dia [...] os intérpretes – sempre em duplas – trabalham isolados numa cabine com vidro, de forma a permitir a visão do orador e recebem o discurso por meio de fones de ouvido.
III - Modalidade Intermitente: é muito estudada por pesquisadores da área e amplamente utilizada em eventos de caráter internacional. É vista mais frequentemente em reuniões nas quais o palestrante não fala as duas línguas [...] é comum algumas pessoas confundirem essa modalidade de interpretação com o que os profissionais chamam de consecutiva.
Inúmeras vezes as funções/responsabilidades dos professores e dos intérpretes são confundidas. Ora por haver uma linha tênue entre as funções, em sala de aula, ora por desconhecimento das funções/responsabilidades de cada um dos profissionais. Em http://deafmall.net/deafinx/useterp2.html (2002) apud Quadros (2004; 61), foram apresentados alguns elementos sobre o intérprete de língua de sinais em sala de aula:
I – Considerando as questões éticas, os intérpretes devem manter-se neutros e garantirem o direito dos alunos de manter as informações confidenciais;
II – Os intérpretes têm o direito de serem auxiliados pelo professor através da revisão e preparação das aulas que garantem a qualidade da sua atuação durante as aulas;
III – Os intérpretes devem tutorar, acompanhar e realizar atividades gerais extraclasse para os alunos surdos, além de preparar as avaliações e apresentar informações a respeito do desenvolvimento dos alunos.
Em Seleskovitch (1978:9) apud Pagura (2003), são apresentados os três estágios que formam o arcabouço básico da Teoria Interpretativa da Tradução:
I – Percepção auditiva de um enunciado linguístico que é portador de significado. Apreensão da língua e compreensão da mensagem por meio de um processo de análise e exegese;
II – Abandono imediato e intencional das palavras e retenção da representação mental da mensagem (conceitos, ideias, etc;);
III – Produção de um novo enunciado na língua-alvo, que deve atender a dois requisitos: deve expressar a mensagem original completa e deve ser voltado para o destinatário.
Em relação às competências de um profissional tradutor-intérprete, segundo Roberts (1992, apud Quadros, 2004), correlacione a coluna A com a coluna B e marque a alternativa correta.
1 – Competência Técnica;
2 – Competência na Área;
3 – Competência de Transferência;
4 – Competência Bicultural;
5 – Competência Metodológica;
6 – Competência Linguística;
( ) habilidade em usar diferentes modos de interpretação (simultâneo, consecutivo, etc), habilidade para escolher o modo apropriado diante das circunstâncias, habilidade para retransmitir a interpretação, quando necessário, habilidade para encontrar o item lexical e a terminologia adequada avaliando e usando-os com bom senso, habilidade para recordar itens lexicais e terminologias para uso no futuro
( ) habilidade em manipular com as línguas envolvidas no processo de interpretação (habilidades em entender o objetivo da linguagem usada em todas as suas nuanças e habilidade em expressar corretamente, fluentemente e claramente a mesma informação na língua alvo), os intérpretes precisam ter um excelente conhecimento de ambas as línguas envolvidas na interpretação (ter habilidade para distinguir as ideias principais das ideias secundárias e determinar os elos que determinam a coesão do discurso).
( ) habilidade para posicionar-se apropriadamente para interpretar, habilidade para usar microfone e habilidade para interpretar usando fones, quando necessário.
( ) não é qualquer um que conhece duas línguas que tem capacidade para transferir a linguagem de uma língua para a outra; essa competência envolve habilidade para compreender a articulação do significado no discurso da língua fonte, habilidade para interpretar o significado da língua fonte para a língua alvo (sem distorções, adições ou omissões), habilidade para transferir uma mensagem na língua fonte para língua alvo sem influência da língua fonte e habilidade para transferir da língua fonte para língua alvo de forma apropriada do ponto de vista do estilo.
( ) profundo conhecimento das culturas que subjazem as línguas envolvidas no processo de interpretação (conhecimento das crenças, valores, experiências e comportamentos dos utentes da língua fonte e da língua alvo e apreciação das diferenças entre a cultura da língua fonte e a cultura da língua alvo).
( ) conhecimento requerido para compreender o conteúdo de uma
mensagem que está sendo interpretada.