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Comentadas sobre educação dos surdos em libras
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O marco mais significativo na história da educação dos surdos ocorreu no século XVIII, com a fundação da primeira escola para surdos em Paris, França, pelo abade Charles-Michel de l'Épée. A Escola Nacional de Surdos-Mudos, fundada em 1770, foi pioneira no uso de uma língua gestual natural para a educação dos surdos, conhecida como Língua de Sinais Francesa.
A Didática Cultural dos Surdos sempre questiona o que é próprio dos surdos e sobre como alguém se constituí superior a eles, ou seja, questiona as práticas normalizadores dos ouvintes em relação aos surdos. Nessa didática, o surdo é um sujeito multifacetado, com múltiplas identidades.
Os surdos, quando são inseridos em escolas regulares, muitas vez não precisam do apoio dos intérpretes/tradutores de LIBRAS, para que lhes seja repassado o conteúdo.
No Brasil, a primeira escola para surdos foi fundada no Rio de Janeiro, em 1857, o "Imperial Instituto dos Surdos-Mudos", hoje conhecida como "Instituto Nacional de Educação de Surdos". Foi nessa instituição que surgiu a LIBRAS, uma mistura da língua francesa com os sinais já utilizados pelos surdos brasileiros.
O professor de atendimento educacional especializado é responsável por estabelecer parcerias com as áreas intersetoriais na elaboração de estratégias e na disponibilização de recursos de acessibilidade, além de estabelecer articulação com os professores da sala de aula comum, visando à disponibilização dos serviços, dos recursos pedagógicos e de acessibilidade e das estratégias que promovem a participação dos alunos nas atividades escolares.
Para Vygotsky, as crianças com deficiência são consideradas crianças com defeitos, por não estarem dentro dos "padrões" de normalidade impostos pela sociedade. Para ele, a surdez é um obstáculo penoso.
A educação bilíngue para surdos procura não interferir na desconstrução de representações estigmatizadas das pessoas surdas, pois isso não compete às instituições de ensino nas quais os estudantes estão inseridos.
A Educação Bilingue de Surdos teve início no Brasil com a chegada do educador francês Charles L’Épée, que, convidado pelo imperdor D. Pedro I, veio para trabalhar na educação de surdos durante o reinado e cirar o Instituto Nacional dos Surdos-Mudos.
O Congresso de Milão, ocorrido em 1980, reuniu pessoas ouvintes que votaram contra o direito dos surdos de se comunicarem por meio das linguagens de sinais, gerando um atraso no estudo e desenvolvimento dessa língua.
As crianças surdas não adquirem a língua de sinais com mais facilidade com que as crianças ouvintes adquirem a língua oral, mesmo sendo de modos diferentes.
No ano de 2000, a legislação tornou oficial a Língua Brasileira de Sinais como segunda língua do país.
As normas estabelecidas visam à inclusão do aluno surdo, dispondo sobre a inclusão da LIBRAS como disciplina curricular, a formação e certificação de professores, instrutores e intérpretes de LIBRAS. Além disso, preveem o ensino da Língua Portuguesa como segunda língua para alunos surdos e a organização da educação bilíngue no ensino regular.
Eventos como a Conferência Mundial de Educação para Todos, realizada em 1990, e a Declaração de Salamanca, em 1994, são grandes marcos para a criação de leis importantes para a comunidade surda brasileira.
No processo de aquisição da LIBRAS pela criança surda, a mesma passa por vários estágios, sendo que no estágio das primeiras combinações, que se inicia por volta dos dois anos de idade, ela já começa a utilizar palavras nas ordens gramaticais: sujeito-verbo, verbo-objeto e sujeito-verbo-objeto.
A construção da identidade da pessoa surda é influenciada por vários fatores. De acordo com pesquisas, existem três tipos de identidade manifestos por pessoas surdas: identidade surda; identidade híbrida e identidade de transição.
O professor intérprete, principalmente na Educação Infantil, precisa proporcionar a melhor prática de ensino ao seu aluno, tornando a prática individualizada, e sempre subestimando o melhor desse aluno.
Segundo Piaget, há cinco estágios básicos do desenvolvimento cognitivo para as crianças ouvintes, os quais se assemelham aos estágios de aquisição da linguagem dos sinais para as crianças surdas.
O professor intérprete não deve apenas fazer a transmissão dos conteúdos ao aluno surdo em sala de aula, ele também precisa estimulá-lo a participar das atividades diárias da turma e ajudá-lo a desenvolver um posicionamento crítico, seja com palavras ou ações, para que o aluno se torne um cidadão ativo.
A inclusão de estudantes surdos em salas regulares tem se mantido estável, mesmo com o avanço na tecnologia, tanto na identificação quanto na intervenção precoce, o uso de implantes e softwares e professores intérpretes de LIBRAS.
A LIBRAS pode ser estudada da mesma forma que a Língua Portuguesa, pois suas bases gramaticais são as mesmas, independente da língua oral.