Questões de Concurso
Comentadas sobre educação dos surdos em libras
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Analise as afirmações abaixo
I - É correto usar a expressão surdo-mudo, pois se trata de uma pessoa que tem uma língua visuo-gestual, e, sua fala é sinalizada
II - O Surdo é mudo, pois ele não fala porque não ouve.
III - A LIBRAS-Língua Brasileira de sinais teve influência da língua de sinais francesa. A LIBRAS é a única língua de sinais no mundo que recebe a classificação de Língua Universal.
IV - O Surdo que se reconhece enquanto pessoa que tem uma cultura e identidade diferente aceita o uso da língua de sinais.
A surdez consubstancia experiências visuais do mundo, e o surdo é o sujeito que apreende o mundo por meio de experiências visuais e tem o direito e a possibilidade de apropriar-se da Língua Brasileira de Sinais e da Língua Portuguesa (escrita), de modo a propiciar seu pleno desenvolvimento e garantir o trânsito em diferentes contextos sociais e culturais.
As línguas de sinais foram se tornando cada vez mais estruturadas e, com o uso frequente pelos surdos dessa língua, foram surgindo alternativas educacionais orientadas para uma educação bilíngue. Essa proposta defende a ideia de que a língua de sinais é a língua natural dos surdos, que, mesmo sem ouvir, podem desenvolver plenamente uma língua viso-gestual. Assim, tem-se que o modelo de educação 22 bilíngue que se contrapõe ao modelo oralista porque considera o canal viso-gestual de fundamental importância para a aquisição de linguagem da pessoa surda. E contrapõe-se à comunicação total porque defende um espaço efetivo para a língua de sinais no trabalho educacional.
Marque aassertiva CORRETA:
Em 1880, foi realizado o II Congresso Internacional, em Milão, que trouxe uma completa mudança nos rumos da educação de surdos e, justamente por isso, ele é considerado um marco histórico. O congresso foi preparado por uma maioria oralista com o firme propósito de dar força de lei às suas proposições no que dizia respeito à surdez e à educação de surdos. O método alemão vinha ganhando cada vez mais adeptos e estendendo-se progressivamente para a maioria dos países europeus, acompanhando o destaque político da Alemanha no quadro internacional da época. As discussões do congresso foram feitas em debates acaloradíssimos. Apresentaram-se muitos surdos que falavam bem, para mostrar a eficiência do método oral. Com exceção da delegação americana (cinco membros) e de um professor britânico, todos os participantes, em sua maioria europeus e ouvintes, votaram por aclamação a aprovação do uso exclusivo e absoluto da metodologia oralista e a proscrição da linguagem de sinais. Acreditava-se que o uso de gestos e sinais desviasse o surdo da aprendizagem da língua oral, que era a mais importante do ponto de vista social. As resoluções do congresso (que era uma instância de prestígio e merecia ser seguida) foram determinantes no mundo todo, especialmente na Europa e na América Latina.
É CORRETO afirmar que:
Várias pessoas acreditam em coisas que não necessariamente sejam verdadeiras. Observamos nos discursos das pessoas que não conhecem os surdos e as línguas de sinais que há uma série de crenças que não correspondem à realidade. As pessoas pensam essas coisas sobre as línguas de sinais, porque por muitos anos houve ideias a respeito que foram disseminadas por questões filosóficas, religiosas, políticas e econômicas. Talvez você mesmo pense que essas coisas sejam verdadeiras. Não se sinta culpado, pois isso é fruto do desconhecimento. Apesar do impacto dessas concepções, as pesquisas avançaram muito e nos mostraram que tais concepções são equivocadas. Um Mito: “Haveria uma única e universal língua de sinais usada por todas as pessoas surdas”.
Com base neste Mito, assinale a assertiva que corresponde a evidências que contribuem para desmistificar ideias equivocadas acerca do surdo e da língua de sinais, segundo Quadros e Karnopp (2004:31-37):
Dentre os diferentes tipos de Identidades Surdas descritos por Perlin, em 1998, qual deles é definido pela dificuldade em identificar-se com o surdo e, seja pelo estereótipo ou pelo desconhecimento?
Sobre o pensamento educacional brasileiro do ensino aos surdos, qual a alternativa nomeia e define CORRETAMENTE uma das teorias existentes?
Os cursos superiores de Educação Especial, Fonoaudiologia e de Magistério receberam regulamentação para inclusão do ensino da LIBRAS em sua formação como parte integrante dos Parâmetros Curriculares Nacionais a partir de:
Assim como nas línguas orais, as línguas visuo-espaciais também apresentam variações por dialetos. Dentre as alternativas abaixo, qual aquela que NÃO nomeia uma dessas variações?
“A Língua Brasileira de Sinais - Libras _____________ substituir a modalidade escrita da língua portuguesa”. De acordo com a Lei nº. 10.436/02, qual alternativa completa CORRETAMENTE a lacuna?
Segundo Quadros (2004), parte do problema relacionado ao não entendimento da interpretação é pertinente à falta do desenvolvimento de algumas competências, dentre elas, a competência linguística. O TILS precisa conhecer as estruturas constituintes e a modalidade expressiva distintas entre o par de línguas envolvido, ao entender que a língua de sinais
A Lei n. 12.319/2010, ao regulamentar a profissão TILS, lista as atribuições desse profissional no exercício de suas competências, que envolvem, além de prestar serviços de depoimento em juízo:
A Associação Brasileira de Tradutores – ABRATES –, criada em 1974, é a primeira organização dos profissionais tradutores de línguas orais no Brasil (GESSER, 2011). Já a Federação Brasileira das Associações dos Profissionais Intérpretes e Guias-intérpretes de Línguas de Sinais – FEBRAPILS – foi criada
O Tradutor Intérprete de Língua de Sinais – TILS –, em contato com a comunidade surda, é interpelado por elementos identitários que a constituem, tais como os sociais e culturais. Nesse sentido, Steiner (1975), ao se referir à mediação linguística, sugere a ideia do tradutor como agente mediador. Assim, esse agente atua de forma a
Na perspectiva dos Estudos Culturais, a identidade dos – Intérpretes de línguas de Sinais – ILS – é concebida como múltipla e não essencialista. Assim, não há uma identidade homogênia, única e centrada e sim aspectos que funcionam como marcadores constituintes da identidade dos ILS (SANTOS, 2006). Esta autora identifica os marcadores ou artefatos constituintes como sendo os seguintes elementos:
Santos (2006) assinala que em meados da década de 1980, no Brasil, surgem os primeiros trabalhos de interpretação da língua de sinais. A afirmação da autora é devido ao surgimento
Leia o texto a seguir e responda às questões 41 a 43.
“Os intérpretes existem desde a Antiguidade, assim como os tradutores, com quem são frequentemente confundidos; o tradutor trabalha com a palavra escrita, o intérprete com a palavra falada”. Assim começa o livreto da União Européia (Commission of the European Communities, s/d) com informações para os candidatos e seus cursos de formação de intérpretes que atendem às necessidades da instituição, o maior empregador de tradutores e intérpretes do mundo (PAGURA, 2003, p. 210). |
Segundo Pagura (2003), o tradutor atua com o texto escrito. Há a possibilidade de o profissional atuar na atividade de traduzir, envolvendo uma língua na modalidade oral e uma língua na modalidade sinalizada, pois a Libras