Questões de Concurso
Comentadas sobre educação dos surdos em libras
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Considere o seguinte fragmento:
Pode-se debater se a surdez é ou não “preferível” à cegueira quando adquirida não muito cedo na vida; mas nascer surdo é infinitamente mais grave do que nascer cego pelo menos de forma potencial. Isso porque os que têm surdez pré-linguística, incapazes de ouvir seus pais, correm o risco de ficar seriamente atrasados, quando não permanentemente deficientes, na compreensão da língua, a menos que se tomem providências eficazes com toda a presteza. E ser deficiente na linguagem, para um ser humano, é uma das calamidades mais terríveis [...].
(SACKS, O. Vendo Vozes. Uma jornada pelo mundo dos Surdos. Rio de Janeiro: Imago, 1990, p. 19)
Assinale a alternativa que demonstra o entendimento do autor quanto às relações entre surdez e linguagem.
Graça (2002) cita em um dos seus textos, que a competência do intérprete de língua de sinais e a prática da tradução em relação à cultura tem um sentido mais abrangente, pois a cultura permite reconhecer, experimentar, intuicionar ou investigar hábitos linguísticos e extralinguísticos, as idiossincrasias e os mecanismos inconscientes que podem estar por detrás da produção e recepção do texto de partida e do texto de chegada.
Em relação às competências necessárias desse profissional, observe à palavra destacada em negrito no texto e marque a alternativa correta:
A cultura é um meio que a sociedade integra, identifica as pessoas e logo contribui para a busca da identidade, No caso, a cultura surda apresenta a construção de diversas características próprias. Por esse motivo, não há como falar em Cultura Surda sem citar a questão identitária.
Identifique com V (para verdadeiro) e F (para falso) e marque a alternativa CORRETA:
( ) Se uma criança surda puder aprender a língua de sinais da comunidade surda na qual será inserida, ela terá mais facilidade em aprender a língua oral-auditiva da comunidade ouvinte.
( ) É recomendado que a educação dos surdos seja efetivada primeiramente em língua portuguesa e depois na língua de sinais.
( ) Na comunidade surda ainda não existem processos culturais específicos, mesmo que não haja uma definição da palavra cultura.
( ) Os surdos compartilham hábitos e costumes, mesclados aos aspectos da cultura ouvinte.
Saussure (1987) afirma que a língua não se confunde com a linguagem, pois ela é somente uma parte determinada, essencial dela, indubitavelmente, sendo ao mesmo tempo, um produto social da faculdade de linguagem e um conjunto de convenções necessárias, adotadas pelo corpo social para possibilitar o exercício dessa faculdade nos indivíduos. Toda língua existente é caracterizada de acordo com os sujeitos que se comunicam através dela. Sendo assim, é CORRETO afirmar:
Como pode alguém viver sem ouvir? Como essa pessoa se sente? O que pensa? O que sonha? Como consegue se comunicar? Esses são questionamentos comuns de pessoas ouvintes em relação aos surdos. Essas perguntas sempre estão acompanhadas por estereotipo, ou seja, o indivíduo surdo é visto como incapaz de se desenvolver em alguns aspectos, especialmente nos aspectos relacionados com a linguagem e a aprendizagem. Felizmente a visão em relação ao surdo vem se modificando. Hoje existe a visão da surdez que entende o sujeito surdo como um indivíduo com potencialidades.
Pessoa Surda ou simplesmente Surdo. Esse conceito dado à comunidade surda, usuários de LIBRAS, faz sentido num contexto, onde:
Na maioria dos países, em grande parte do século XX, à implementação de metodologias autoritárias de acordo com o que Skliar (2001:15) denomina de “ouvintismo” e que consistiria num “conjunto de representações dos ouvintes, a partir do qual o Surdo está obrigado a olhar-se e a narrar-se como se fosse ouvinte”, assumindo-se, assim, como um deficiente. Para que isso fosse completamente conseguido, o uso de gestos no contexto reeducativo era proibido e assim, segundo Lullkin (2001, citado por Skliar, 2001), os alunos Surdos eram obrigados a sentarem-se sobre as mãos, ao mesmo tempo que se fazia desaparecer as pequenas janelas das salas de aula para impedir a comunicação visual e se despediam os professores e funcionários Surdos. O autor refere-se à: