Questões de Concurso
Comentadas sobre educação dos surdos em libras
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Sobre o aprendizado da língua portuguesa por pessoas surdas, assinale com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas.
( ) A idade em que se instalou e / ou foram detectados a surdez e o grau de perda auditiva influenciam no aprendizado da língua portuguesa na modalidade oral.
( ) O grau de perda auditiva do surdo em nada interfere na apropriação da modalidade escrita da língua portuguesa por pessoas surdas.
( ) A legislação brasileira prevê que os surdos sejam alfabetizados na língua portuguesa na modalidade escrita.
( ) O ensino da língua portuguesa para surdos numa perspectiva bilíngue deve considerar que a LIBRAS funciona numa estrutura gramatical distinta.
Assinale a sequência CORRETA.
Leia a afirmativa a seguir.
Carolina é surda e aprendeu LIBRAS desde cedo. Ela tem __________________ que a define como parte da ____________________. Já a ________________________ é composta pela LIBRAS, pela vida em associações e pelas artes Surdas.
Assinale a alternativa que apresenta as palavras que preenchem as lacunas corretamente.
No Brasil, as comunidades surdas urbanas utilizam a LIBRAS, mas, além dela, há registros de uma outra língua de sinais que é utilizada
Há algumas décadas, o termo “CODA” vem sendo utilizado pela comunidade surda, sendo uma sigla em inglês, que significa Child of Delf Adults. No Brasil, é escrito “coda” porque é considerado um adjetivo para designar
No Brasil, no final da década de oitenta, os estudos sobre línguas de sinais foram se tornando cada vez mais estruturados e com eles foram surgindo também alternativas educacionais orientadas para uma educação bilíngue. Assim, o Bilinguismo é hoje uma das principais filosofias presentes na educação dos surdos em todo o país. Analise as assertivas sobre a Filosofia Bilíngue e assinale a alternativa que aponta as corretas.
I. O Bilinguismo afirma que a criança surda deve adquirir, como língua materna, a língua de sinais. Essa aquisição deve ocorrer, preferencialmente, por meio do convívio da criança surda com outros surdos mais velhos, que dominem a língua de sinais.
II. O Bilinguismo, como o próprio nome diz, deve privilegiar as duas línguas, a língua de sinais e a língua oficial do país na modalidade oral e o processo de alfabetização deve acontecer simultaneamente.
III. Um dos conceitos mais importantes que a filosofia bilíngue traz é de que os surdos formam uma comunidade, com cultura e língua próprias.
IV. Na educação bilíngue, a criança surda passa a ter acesso à língua de sinais e ao português nos processos de ensino-aprendizagem. A língua brasileira de sinais, como primeira língua, e a língua portuguesa, em sua modalidade escrita, como segunda língua.
Com o Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005, que regulamenta a lei da língua de sinais, a inclusão da libras como disciplina curricular, passa a ser
Sobre a história da educação de surdos no Brasil, assinale a alternativa INCORRETA.
Ao longo da história, a ideia que a sociedade tinha das pessoas com deficiência foi por muito tempo negativa e com os surdos não foi diferente. Na antiguidade, os sujeitos surdos eram vistos como
Assinale a palavra ou expressão da língua portuguesa correspondente ao sinal da língua brasileira de sinais cuja execução é descrita da seguinte forma: “mão direita em 'V', palma para a esquerda, à frente, dobrando o pulso, para cima, para baixo e para frente”.
Observe e assinale a alternativa correta para os sinais a seguir em suas devidas categorias:
Diferentemente das crianças ouvintes, grande parte das crianças surdas chega com pouco ou nenhum conhecimento da língua portuguesa, cabendo à escola a tarefa de ensiná-la. Na educação de surdos, a adoção da concepção de segunda língua como código somente escrito, realizado através do ensino de estruturas frasais da língua portuguesa, resultou em um ensino:
A língua de sinais preenche as mesmas funções que a linguagem falada, para os ouvintes e deve ser adquirida na interação com usuários dela fluentes, os quais, envolvendo as crianças surdas em práticas discursivas e interpretando os enunciados produzidos por elas, inserindo-as no funcionamento desta língua, o que reforça o reconhecimento de que a Língua de Sinais possibilita o desenvolvimento do surdo em todos os seus aspectos:
Klein e Martins (2012, p.13), no artigo “Estudos da contemporaneidade: sobre ouvintismo/ audismo”, questionam:
(...) muitos ouvintes que não convivem com a comunidade surda julgam que os surdos são incapazes, já que não ouvem. A comunidade surda é vista como um gueto, como um espaço da exclusão. Porém, os surdos a veem como uma proteção, um local onde preferem viver cotidianamente. No entanto, há sujeitos surdos que não aceitam outros sujeitos surdos, e rejeitam o espaço da comunidade, do compartilhamento da língua de sinais. Nesses diferentes posicionamentos, os movimentos surdos também vivenciam o que poderíamos chamar de etnocentrismo surdo - “surdismo”.
Assinale a opção INCORRETA, em relação a abordagem acima:
Em relação à questão de neutralidade do tradutor/intérprete da língua de sinais, tendo como base os modelos propostos por Emeli Leite, (2004) citado por Marques, (2012) em Os papéis do intérprete de Libras na sala de aula inclusiva, marque (V) para VERDADEIRO ou (F) para FALSO.
( ) No “modelo ajudador”, adota-se uma postura assistencialista, caritativa, que surgiu antes que a interpretação fosse encarada como profissão. Nessa época, a maioria dos intérpretes eram amigos, professores, religiosos ou familiares de pessoas surdas.
( ) No “modelo ajudador”, os intérpretes não possuíam uma formação especifica e utilizavam a interpretação simultânea, para resumir ou modificar o que julgava estar além da compreensão das pessoas surdas.
( ) No “modelo de condutor”, o intérprete é visto como máquina; o intérprete teria que ser como um telefone, apenas “passando” a informação de um lado para o outro, sem se envolver e sem manifestar sua subjetividade
( ) No “modelo de condutor”, os intérpretes queriam um tratamento mais profissional e se achavam na obrigação de serem invisíveis, neutros e distantes.
( ) No “modelo de especialista bilíngue e bicultural”, a cultura das partes envolvidas no processo comunicativo não é levada em consideração e também encarada como relevante a situação ou o contexto em que esse processo se dá.
( ) No “modelo de especialista bilíngue e bicultural”, o intérprete deveria “ser assistencial, também, com os ouvintes”. E o grande perigo seria esse sujeito tentar acumular “funções na tentativa de ser especialista em tudo, além de tradução: pedagogia, antropologia, sociologia, psicologia etc”.
Assinale a assertiva que apresenta a sequência CORRETA.
No decorrer do tempo, vários estudiosos já desenvolveram e/ou adaptaram um sistema de notação para o registro das línguas de sinais. Dentre os autores abaixo, assinale a opção em que há o nome do autor do sistema de escrita de sinais MAIS ANTIGO.