Questões de Concurso
Comentadas sobre revolução intelectual do século xviii: iluminismo em história
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Analise as afirmaçõescom relação ao Iluminismo.
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I. O iluminismo foi um movimento global, ou seja, filosófico, político, social, econômico e cultural, que defendia o uso da razão como o melhor caminho para se alcançar a liberdade, a autonomia e a emancipação.
II. O iluminismo foi um movimento que defendeu o absolutismo e as ideias mercantilistas.
III. Defendia a visão teocêntrica sobre o domínio da razão.
IV. O Iluminismo foi mais intenso na França, onde influenciou a Revolução Francesa através de seu lema: Liberdade, igualdade e fraternidade.
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Assinale a alternativa correta.
Trecho I
“No século XVIII, filósofos iluministas e enciclopedistas se levantaram através de escritos contra as ideias da época, principalmente contra o absolutismo. O Estado, tão presente durante o Mercantilismo, deveria se afastar. Sua função seria: defender a propriedade privada e vigiar o cumprimento de contratos. A natureza seria o melhor guia do homem. Alguns deles defendiam, entre outras coisas, que Deus (a Providência) dispôs as coisas de tal forma que, se as pessoas forem deixadas livres para alcançar seus sonhos, eles vão naturalmente agir favorecendo o melhor para a sociedade. Independente de terem ou não a intenção, as pessoas ajudam umas às outras, no intuito de auxiliar a si mesmas. Segundo esse pensamento, até mesmo os mais gananciosos levam, frequentemente, aos mais favoráveis resultados para todos. Considera-se este o trabalho da ‘mão invisível’ da Providência.”
(Disponível em: http://www.portaleducacao.com.br/administracao/artigos/37072/adam-smith.)
Trecho II
“Esse processo remonta a dois momentos diversos: 1) à virada do século XIX para o século XX e 2) ao período dos anos 1980 e 1990. Nele acentuam duas grandes exigências gerais e complementares: privatizar empresas estatais e serviços públicos, por um lado; por outro, ‘desregulamentar’, ou antes, criar novas regulamentações, um novo quadro legal que diminua a interferência dos poderes públicos sobre os empreendimentos privados. O Estado deveria transferir ao setor privado as atividades produtivas em que indevidamente se metera e deixar a cargo da disciplina do mercado as atividades regulatórias que em vão tentara estabelecer.”
(Disponível em: https://reginaldomoraes.files.wordpress.com/2016/01.)
Os trechos anteriormente citados tematizam dois processos econômicos distintos, mas ao mesmo tempo complementares. Referem-se respectivamente:
Disponível em: <http://commons.wikimedia.org>. Acesso em: 6 out 2015.
Presente dos franceses em comemoração do primeiro centenário de Independência dos EUA, a Estátua da Liberdade se tornou um importante cartão postal do país. Esse símbolo patriótico vai muito além da estética e, propositalmente, ostenta objetos carregados de valores político econômicos, tal como uma tocha e um livro.
A simbologia da estátua em questão pode ser associada ao:
Sobre Hobsbawm(1)
“Se eu me arrependo? Não, não creio. Tenho plena consciência de que a causa que abracei revelou-se infrutífera. Talvez não devesse ter seguido esse caminho. Mas, por outro lado, se os homens não cultivam o ideal de um mundo melhor, eles perdem algo. Se o único ideal dos homens é a busca da felicidade pessoal, por meio do acúmulo de bens materiais, a humanidade é uma espécie diminuída” Eric Hobsbawm - 1999
Com base nas publicações de Eric Hobsbawm analise os itens abaixo, julgue-os e assinale a alternativa correta.
I. Seria necessário muito esforço para vislumbrar no conjunto da obra de Eric Hobsbawm a presença da política. Seu projeto assim como seus métodos foram de uma complexidade desde seu primeiro livro, passando pelos artigos e incluindo até as mais informais entrevistas.
II. Sob a égide de valores que remontam ao século XVIII Iluminista, senão mesmo ao humanismo cívico renascentista, construiu e buscou delinear de forma coerente toda a sua trajetória intelectual.
III. O ideal da razão permeou, inclusive, seu olhar retrospectivo em sua autobiografia: Tempos Interessantes: uma vida no século XX. O comunismo, para Hobsbawm, foi parte da tradição da civilização moderna, desde as “Revoluções Americana e Francesa”, ou seja, do compromisso com a melhoria das condições de vida de todos os seres humanos.
IV. Fundamentou sua própria concepção de política, aquela que se desenvolve numa “esfera pública”, “na qual as pessoas articulam suas opiniões e se unem para alcançar objetivos coletivos”.
V. Concebeu a política como um sistema, não diferindo da definição apresentada por Robert Dahl, a saber, “qualquer estrutura persistente de relações humanas que envolva controle, influência, poder ou autoridade, em medida significativa”.
(1) CORREA, P. G. História, política e
revolução em Eric Hobsbawm e
François Furet. 2006. 241 folhas.
Dissertação (Mestrado) – Universidade
de São Paulo (USP). Disponível em: <
http://www.teses.usp.br/teses/disponive
is/8/8138/tde-06072007-120331/ptbr.php>
. Acesso em 20 ago. 2016.
Acerca da vida cultural no mundo moderno, julgue (C ou E) o item subsequente.
Característica comum a diferentes meios de expressão artística
do Romantismo europeu foi a crítica ao racionalismo
cientificista associado, entre outras, à figura de Isaac Newton.
“Os acontecimentos são como a espuma da história, bolhas que, grandes ou pequenas, irrompem na superfície e, ao estourar, provocam ondas que se propagam a maior ou menor distância”. São de Georges Duby essas observações. De acordo com ele, “acontecimentos sensacionais” — a exemplo da chegada da corte portuguesa à cidade do Rio de Janeiro, em 1808; da criação do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, em 1815; da oficialização do rompimento entre Brasil e Portugal, em 1822; da outorga da Carta Constitucional do Império, em 1824; e da abdicação de D. Pedro I, em 1831 — podem apresentar valor inestimável para a compreensão das circunstâncias históricas nas quais se evidenciaram.
Cecília Helena de Salles Oliveira. Repercussões da revolução: delineamento do império do Brasil, 1808/1831. In: Keila Grinberg e Ricardo Salles (Orgs.). O Brasil imperial (vol. I - 1808-1831). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009, p. 17 (com adaptações).
Tendo o fragmento de texto precedente como referência inicial e considerando aspectos marcantes do processo de independência do Brasil, julgue (C ou E) o item seguinte.
As teses libertárias do Iluminismo, que embalaram a
Revolução Francesa de 1789 e impulsionaram a independência
das treze colônias inglesas na América do Norte, em 1776,
também chegaram ao Brasil, presentes em movimentos
emancipacionistas como as Conjurações Baiana (1798) e
Mineira (1789).
“... é uma unidade real de tudo isso em uma e mesma pessoa, instruída por pacto de cada homem com os demais de tal forma como se cada um dissesse a todos: autorizo e transfiro a este homem ou assembleia de homens meu direito de governar-me a mim mesmo, com a condição de que todos vós transferireis a ele, vosso direito, e autorizareis todos seus atos da mesma maneira.”
Este pensamento apresentou expressiva
influência sobre as sociedades ocidentais
na Modernidade, sobretudo a partir da
emergência dos Estados Nacionais. O
fragmento expressa as ideias de
“É significativo que os dois principais centros dessa ideologia fossem também os da dupla revolução, a França e a Inglaterra; embora de fato as ideias iluministas ganhassem uma voz corrente internacional mais ampla em suas formulações francesas (até mesmo quando fossem simplesmente versões galicistas de formulações britânicas).”
(HOBSBAWM, Eric J. A Era das Revoluções: 1789-1848. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2009.)
As formulações francesas do Iluminismo estão associadas às transformações políticas mais importantes da “Era das Revoluções”.
Assinale a opção que indica uma dessas transformações, ocorrida na França revolucionária, que já era realidade, na Inglaterra, em 1789.
A transição do mundo moderno para o contemporâneo foi marcada por uma série de transformações, que vieram consolidar o sistema capitalista, seja nos aspectos sociais, ideológicos, econômicos, políticos ou culturais.
Entre essas transformações se encontra
Em uma concepção mítica, comum na Antiguidade, a história é entendida como uma progressão linear em direção ao futuro, enquanto a historiografia científica, surgida a partir do século XIX, entende a trajetória temporal do homem como um círculo que retorna ao mesmo ponto após um determinado período.
A ideia de Iluminismo surgiu na França do século XVIII e foi erigida em torno da valorização da razão e do anticlericalismo.
Na historiografia, é comum encontrar qualificativos para o Iluminismo em Portugal, como iluminismo católico, ilustração de compromisso, iluminismo de Estado ou mesmo luzes mitigadas e fraco iluminismo. Isso se deve à ênfase de alguns filósofos franceses — matrizes de uma interpretação genérica do Iluminismo — identificados com o anticlericalismo e a oposição ao absolutismo, o que não ocorreu no país ibérico.
O Iluminismo alemão, chamado de esclarecimento (Aufklärung), defendia o controle do pensamento pelo Estado como meio de evitar os excessos da Igreja e as rebeliões populares. Tal ideia foi o que a historiografia chamou de ‘despotismo esclarecido’.
Demétrio Magnoli e Elaine Senise Barbosa. Liberdade versus igualdade. In: O mundo em desordem (1914-1945), v. I. Rio de Janeiro: Record, 2011, p. 21-2 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando o contexto histórico que antecedeu a Primeira Grande Guerra, julgue (C ou E) o item seguinte.
Comprovada a participação direta do governo sérvio no assassinato do sucessor ao trono austro-húngaro, o governo da Áustria radicalizou sua posição em relação ao de Belgrado. Ao apresentar seu ultimato à Sérvia, a Áustria demonstrou, ainda que de maneira sutil, apoio ao movimento nacionalista eslavo na região balcânica.
Texto 1: “À luz de uma vela de sebo, Morelos escreve as bases da Constituição nacional. Propõe uma América livre, independente e católica; substitui os tributos dos índios pelo imposto de renda e aumenta o salário diário do pobre; confisca os bens do inimigo; estabelece a liberdade de comércio, mas com barreiras alfandegárias; suprime a escravidão e a tortura e liquida o regime de castas, que fundamentava as diferenças sociais na cor da pele, de modo que só distinguirão um americano de outro, o vício e a virtude”.
[GALEANO, Eduardo. A Independência é Revolução ou Mentira. In GALEANO, Eduardo. Memórias de Fogo 2 – As Caras e as Máscaras. Porto Alegre: L&PM, 1997, p. 157]
Texto 2: “A velha escrava, íntima dos deuses, afunda o facão na garganta de um javali negro. A terra do Haiti bebe o sangue, sob a proteção dos deuses da guerra e do fogo, duzentos negros cantam e dançam o juramento de liberdade. Na proibida cerimônia do vodu, iluminada por relâmpagos, os duzentos escravos decidem converter em pátria essa terra de castigo. É fundada no Haiti a língua créole. Como o tambor, o créole é o idioma comum que os arrancados da África falam em várias ilhas antilhanas.[...] Graças ao créole, os haitianos sentem que se tocam quando se falam”.
[GALEANO, Eduardo. Os Conjurados do Haiti. In GALEANO, Eduardo. Memórias de Fogo 2 – As Caras e as Máscaras. Porto Alegre: L&PM, 1997, p. 113]
Ao apresentar aos alunos do 8º ano os textos acima para abordar o processo de independência latino-americano entre fins do séc. XVIII e início do séc. XIX, o professor destacará como semelhança na luta pela independência política nos contextos citados:
I - Os iluministas foram grandes críticos do Antigo Regime e das conservadoras instituições sociais e políticas francesas.
II - Os iluministas produziram escritos em larga medida, porém sofreram com perseguições, censura e expulsão de instituições.
III - Os iluministas utilizaram largamente as cartas como forma de comunicação, por serem um veículo a salvo da censura e que permitia a circulação de suas ideias.
IV - A principal publicação dos iluministas foi a Enciclopédia, que constituiu o lugar de difusão das suas ideias, tendo caráter colaborativo, com cerca de trezentos autores, e objetivando reunir todos os conhecimentos científicos e filosóficos.
Quais estão corretas?
A economia industrial no continente europeu foi dinamizada, entre outros importantes fatores, pela inexistência, até a década de 60 do século XIX, de políticas protecionistas de comércio exterior.

É correto afirmar que, hoje, interpretar o passado de forma científica é