Questões de Concurso
Sobre reconstrução democrática : governo sarney em história
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Considere as seguintes afirmações, relativas à história recente do Brasil.
I. O período entre 1986 e 1990 foi marcado pela estabilidade monetária, com a criação do plano cruzado, e pela recuperação da economia após a crise do petróleo da década de 1970.
II. Com ampla participação popular, mobilizada através do movimento das “Diretas Já!”, foram realizadas em 1985 as primeiras eleições diretas para a Presidência da República, sendo vitoriosa a chapa encabeçada por Tancredo Neves e José Sarney.
III. A Constituição de 1988 valorizou direitos políticos e sociais, reconheceu a organização social indígena e alterou o sistema tributário nacional, repassando aos estados e municípios parte dos recursos anteriormente destinados à União.
Quais estão corretas?
Podemos considerar a Constituição de 1988 o marco que pôs fim aos últimos vestígios formais do regime autoritário. A abertura iniciada pelo general Geisel em 1974 levou mais de treze anos para desembocar em um regime democrático.
Bóris Fausto. História do Brasil. São Paulo: EdUSP, 1995, p. 526
Considerando o trecho de texto apresentado acima, julgue (C ou E) o seguinte item.
O governo Sarney caracterizou-se pela garantia do exercício
das liberdades individuais, pelo relativo sucesso na luta
contra a inflação e pelas dificuldades em saldar as obrigações
da dívida externa.
Analisando o percurso da democracia no Brasil, o historiador José Murilo de Carvalho entende que a relação do cidadão brasileiro com o Estado passa principalmente por uma excessiva valorização do poder executivo, o que o autor chama de “estadania”. Leia as afirmativas sobre a “estadania”.
I) A ação política é orientada, sobretudo, para a negociação indireta com o governo, apesar da mediação da representação.
II) Favorece uma visão corporativa dos interesses coletivos.
III) A Constituinte de 1988 foi um dos raros momentos em que corporativismo, fruto da “estadania”, não se manifestou no processo político brasileiro.
IV) A representação política não funciona para resolver os grandes problemas da maior parte da população, reduzindo-se o papel dos legisladores, para a maioria dos votantes, ao de intermediários de favores pessoais perante o poder executivo.
V) Crescimento da impaciência popular com o funcionamento geralmente mais lento do mecanismo democrático de decisão, daí a busca de soluções mais rápidas por meio de lideranças carismáticas e messiânicas.
Assinale a alternativa que apresenta somente as afirmativas CORRETAS.
Com relação ao processo de “Abertura” do Regime Militar, ou seja, de transição para a Democracia, iniciado em 1974, marque (V) para as afirmativas VERDADEIRAS e (F) para as FALSAS.
( ) A “Abertura” começou com a redução das restrições à propaganda eleitoral (em 1974) e deu um grande passo com a revogação do AI-5 em 1978.
( ) As eleições legislativas de 1974, com propaganda eleitoral mais livre, foram marcadas pela expansão da oposição ao Regime Militar. Como resposta, Geisel suspendeu o Congresso por 15 dias e decretou mudanças eleitorais, como a eliminação da exigência de dois terços dos votos dos congressistas para aprovação de reformas constitucionais.
( ) O presidente à época, Ernesto Geisel, pertencia ao grupo militar ligado ao general Castelo Branco, grupo este que nunca pretendeu estender indefinidamente o controle militar do governo.
( ) Em 1973, aconteceu o primeiro choque do petróleo, ou seja, uma queda brusca no preço desse produto, o que comprometeu o “milagre” econômico promovido pelo Regime Militar.
( ) A montagem de aparelhos repressivos criou dentro das forças armadas um grupo quase independente que fortalecia a hierarquia militar.
Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA, de cima para baixo.
Em que ano ocorreram às eleições diretas no Brasil após ser estabelecida pela constituição de 1988?
A transição política para um governo civil, ao fim do regime militar brasileiro, foi marcada
Um Ministro da Cultura que atuou na década de 1980 definiu criatividade como “todo ato que se traduz em enriquecimento de nosso sistema de valores, seja desdobrando suas virtualidades, seja introduzindo rupturas que nele abrem novos horizontes. A criatividade existe sempre em estado virtual, mesmo se submetida aos constrangimentos impostos pela escassez dos meios materiais ou, mais frequentemente, pelas estruturas de poder que aviltam o ser humano. Não basta eliminar estas últimas. É preciso também que a ação dos poderes públicos reforce as correntes autenticamente renovadoras”. O nome desse ministro é:
I. A renovação da historiografia foi acompanhada por uma preocupação crescente com o ensino de História, especialmente a necessidade de considerar as articulações entre os conteúdos ensinados e a realidade social e cultural dos alunos. II. Os estudos de história social e cultural contribuíram para uma análise crítica de currículos com enfoque em uma ordenação dos conteúdos, baseada na primazia da economia sobre as demais dimensões da vida humana. III. A renovação da historiografia brasileira nos anos 1980/90 é o resultado da construção de grandes modelos explicativos baseados nas ideias dos ciclos econômicos, com vistas a analisar o Brasil colonial em sua integração subordinada à metrópole.
Assinale a alternativa correta:
No ano em que ocorreu, a campanha das Diretas Já mobilizou milhares de pessoas, mas, naquele mesmo ano, a mobilização foi logo frustrada, retardando-se com isso o avanço da democracia representativa. Em seguida, assistiu-se no país à nova mobilização da sociedade, agora voltada para a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte. Ou, melhor dizendo, de um Congresso Constituinte. Aí, até a redação final e aprovação da Constituição de 1988, de tudo se discutiu. A Constituição resultante, apesar de tudo, representou o marco de um novo período da história do Brasil contemporâneo.
Adriana Lopez e Carlos Guilherme Mota. História do
Brasil: uma interpretação. São Paulo: Senac
São Paulo, 2008, p. 872 (com adaptações).
A volta do poder civil, depois de duas décadas de regime autoritário sob os militares, deu-se de forma inesperada: eleito indiretamente pelo mesmo colégio eleitoral que a ditadura criara, Tancredo Neves não chegou a tomar posse, abatido por enfermidade que o levaria à morte algum tempo depois. Seu vice, José Sarney, que fizera boa parte de sua carreira política apoiando o regime militar, acabou por ser o condutor do novo cenário político que fazia o país reencontrar-se com as liberdades democráticas.
No ano em que ocorreu, a campanha das Diretas Já mobilizou milhares de pessoas, mas, naquele mesmo ano, a mobilização foi logo frustrada, retardando-se com isso o avanço da democracia representativa. Em seguida, assistiu-se no país à nova mobilização da sociedade, agora voltada para a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte. Ou, melhor dizendo, de um Congresso Constituinte. Aí, até a redação final e aprovação da Constituição de 1988, de tudo se discutiu. A Constituição resultante, apesar de tudo, representou o marco de um novo período da história do Brasil contemporâneo.
Adriana Lopez e Carlos Guilherme Mota. História do
Brasil: uma interpretação. São Paulo: Senac
São Paulo, 2008, p. 872 (com adaptações).
Talvez movidos pelo sentido de repulsa ao autoritarismo do qual o país acabara de sair, em processo semelhante ao que conduziu os trabalhos constituintes de 1946, os congressistas que elaboraram a Carta de 1988 enfatizaram a defesa das liberdades públicas, mas praticamente passaram ao largo dos direitos e garantias individuais e coletivos, possivelmente por terem seguido à risca texto preliminar produzido por uma comissão de juristas nomeada pelo presidente da República.
No ano em que ocorreu, a campanha das Diretas Já mobilizou milhares de pessoas, mas, naquele mesmo ano, a mobilização foi logo frustrada, retardando-se com isso o avanço da democracia representativa. Em seguida, assistiu-se no país à nova mobilização da sociedade, agora voltada para a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte. Ou, melhor dizendo, de um Congresso Constituinte. Aí, até a redação final e aprovação da Constituição de 1988, de tudo se discutiu. A Constituição resultante, apesar de tudo, representou o marco de um novo período da história do Brasil contemporâneo.
Adriana Lopez e Carlos Guilherme Mota. História do
Brasil: uma interpretação. São Paulo: Senac
São Paulo, 2008, p. 872 (com adaptações).
Ao afirmar que “de tudo se discutiu” ao longo do processo constituinte, o texto reitera o fato de que a Carta de 1988 — a “Constituição Cidadã”, na expressão célebre de Ulysses Guimarães — resultou de significativa participação da sociedade, em especial de seus setores organizados, o que pode lhe ter conferido, como muitos críticos apontam, uma certa dimensão corporativa.
Disponível em: <http://www.infoescola.com/historia/diretas-ja/>. Acesso em: 30 maio 2016. Adaptado.
Essa campanha política teve como objetivo principal garantir eleições diretas para o cargo de
Na foto, Ulisses Guimarães apresenta a Constituição da República, promulgada em outubro de 1988
A Constituição de 1988 representou um avanço em relação às anteriores, além de representar o marco entre o regime militar e a democracia. Também significou a conquista de vários direitos trabalhistas e sociais. Marque a alternativa que mostra um avanço desta nova Carta Magna.
O trecho a seguir contextualiza o tema tratado na questão. Leia‐o atentamente.
“O dia 15 de março é considerado por cientistas políticos e por boa parte da população brasileira como um marco na história do Brasil. Para o cientista político e professor da PUC de Minas Gerais, Malco Braga Camargo, é fundamental comemorar a data de hoje até para que as pessoas fiquem alertas para evitar um retrocesso. Malco entende que a transição feita na época foi a possível. ‘Acho que foi a possível naquele contexto. Mais importante do que comemorar os fatos da transição é lembrar os tempos sombrios (da ditadura para que eles não se repitam, principalmente quando vivemos uma crise como a de hoje).’ Para o cientista político Murílo Aragão, a entrega do poder dos militares para os civis há 30 anos deveria ser mais lembrada e divulgada pela importância dessa transição. ‘É muito importante, porque são 30 anos de redemocratização. Tivemos muitos avanços, mas ainda falta avançar em muitos pontos. Estamos longe do ideal. Precisamos avançar na legislação partidária e eleitoral’, afirma Aragão.”
(Disponível em: http://www.jb.com.br/pais/noticias/2015/03/15/ha‐30‐anos‐poder‐voltava‐aos‐civis‐no‐brasil/.)
Sobre os fatos marcantes que ficarão registrados nos 30 primeiros anos de redemocratização do Brasil, analise.
I. Por meio do Partido Trabalhista (PT), o país teve o primeiro presidente da República oriundo da classe operária e a primeira mulher a assumir a principal cadeira do executivo brasileiro.
II. Eleito o primeiro presidente civil do Brasil, após o regime ditatorial, Tancredo Neves, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), faleceu pouco mais de um mês após tomar posse da presidência da República.
III. Enquanto Fernando Collor de Mello entra para a história como o primeiro presidente a sofrer um Impeachment no Brasil, Fernando Henrique Cardoso implanta em seu governo o Plano Real e põe fim à inflação altíssima que o país vivia na década de 1990.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
O trecho a seguir contextualiza o tema tratado na questão. Leia‐o atentamente.
“O dia 15 de março é considerado por cientistas políticos e por boa parte da população brasileira como um marco na história do Brasil. Para o cientista político e professor da PUC de Minas Gerais, Malco Braga Camargo, é fundamental comemorar a data de hoje até para que as pessoas fiquem alertas para evitar um retrocesso. Malco entende que a transição feita na época foi a possível. ‘Acho que foi a possível naquele contexto. Mais importante do que comemorar os fatos da transição é lembrar os tempos sombrios (da ditadura para que eles não se repitam, principalmente quando vivemos uma crise como a de hoje).’ Para o cientista político Murílo Aragão, a entrega do poder dos militares para os civis há 30 anos deveria ser mais lembrada e divulgada pela importância dessa transição. ‘É muito importante, porque são 30 anos de redemocratização. Tivemos muitos avanços, mas ainda falta avançar em muitos pontos. Estamos longe do ideal. Precisamos avançar na legislação partidária e eleitoral’, afirma Aragão.”
(Disponível em: http://www.jb.com.br/pais/noticias/2015/03/15/ha‐30‐anos‐poder‐voltava‐aos‐civis‐no‐brasil/.)
Analise a foto abaixo:

Folha de São Paulo Após a vitória, Tancredo Neves recebe os cumprimentos de José Sarney e correligionários no Congresso Nacional
Em 2015 o Brasil comemora 30 anos do início da
Redemocratização. Sobre esse período da história
brasileira, é correto afirmar que: