Questões de Concurso Sobre história
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Leia os dois fragmentos de textos a seguir.
Contagem 1968
A greve ocorrida na cidade de Contagem em 1968 mobilizou 16 mil dos 21 mil trabalhadores das indústrias da região. [...] A greve de 1968 em Contagem jamais foi ou será esquecida. Ela significou a novidade na organização e resistência dos trabalhadores. É o embrião de movimentos de bairros, favelas e moderna organização sindical. Fez com que os militares sentissem o poder da classe operária, poder este que lhes é nato, como principal agente de transformação e emancipação social [...].
28º Congresso da UNE realizado em Belo Horizonte, em junho de 1966
A União Nacional dos Estudantes (UNE) foi, durante a década de 1960, um importante instrumento de luta contra a ditadura, organizando eventos de apoio e protesto, campanhas, passeatas e greves. Em 1966, mesmo na ilegalidade, foi realizado o XXVIII Congresso da UNE, em Belo Horizonte. O congresso teve apoio dos padres e freiras para hospedar estudantes vindos de outros estados e cidades.
O que os fragmentos de textos têm em comum?
(In: Divalte Garcia Figueira. História. São Paulo: Ática. 2003, p. 389)
O texto e o conhecimento histórico permitem afirmar que, em 1984 o fim do regime militar no Brasil foi marcado
O texto se refere
O Ato adicional de 1834 promoveu uma relativa descentralização do poder, com a criação das Assembleias provinciais. Aboliu o Conselho de Estado, reduto de políticos conservadores ligados a D. Pedro I e instituiu a Regência Una no lugar da Regência Trina. Esta última medida está ligada ao que foi considerado uma “experiência republicana”. (In: Divalte Garcia Figueira. História. São Paulo: Ática. 2003. p. 271)
O conhecimento histórico sobre o período a que o texto se refere permite afirmar que a Regência Una foi considerada uma “experiência republicana”, em razão de:
Com base na pintura e no conhecimento histórico, é correto afirmar que, com a chegada dos jesuítas ao Brasil, os indígenas O movimento conhecido como Rusga representa um capítulo importante da História do Brasil, compreendido por alguns autores como : “[...] um fenômeno político brasileiro ocorrido em 1834, no Centro-Oeste do Brasil, no período das regências, situava entre o discurso da centralização e descentralização do poder.” (Fanaia, Maria de Lourdes. “O Silêncio sobre a Rusga nos livros didáticos.” 2012).
A partir de seus conhecimentos sobre o assunto assinale a alternativa correta:
UMAS ESCRITAS
Por: Sírio Possenti. Disponível em:
http://www.cienciahoje.org.br/noticia/v/ler/id/4919/n/umas_escritas
Acesso em 29 mai 2017.
O português popular escrito, de Edith Pimentel Pinto (São Paulo: Contexto, 1990), é um volume precioso. Deveria fazer parte da bibliografia dos cursos de letras, pedagogia e jornalismo, pelo menos.
Estudantes de letras teriam à disposição uma bela amostra das principais características da escrita, tanto do ponto de vista textual quanto ortográfico, quando exercida por pessoas não muito escolarizadas. Ao invés de apenas fazer rir (como ocorre com as numerosas ‘placas do meu Brasil’, que podem ser vistas na internet), o livro é um precioso documento de indícios das hipóteses que vão pela cabeça das pessoas quando decidem escrever. Escrever é sempre um pouco solene, e, portanto, nunca se trata de descuido – como muitos poderiam pensar.
Pedagogos teriam nele um mapa das dificuldades pelas quais passa uma criança que aprende a escrever, todas pertinentes, algumas variando de região a região e de classe social a classe social, mas muitas comuns a todas.
Jornalistas, cuja ferramenta é a língua, poderiam aprender a tratar a variação como um fato (que até poderia ser notícia), sem contar que lá estão muitos ‘erros’ que eles mesmos cometem depois de 15 anos de escola e em uma profissão na qual se escreve diariamente...
Quando se encontram grafias como ‘curuja’ ou ‘minino’, a pronúncia dessas vogais e nessas posições explica o fato. É um erro de escrita, evidentemente, mas tem explicação. E está longe da burrice. O mesmo vale para ‘maudade’ (sem contar que a dúvida entre ‘mal’ e ‘mau’ pode continuar pela vida afora).
Esses erros revelam aspectos da língua falada e hipóteses sobre como lidar com casos em que a relação entre fala e escrita é menos transparente (ninguém erra ‘baba’ ou ‘data’).
No entanto, há escritas efetivamente erradas, mesmo que se trate de fatos cuja natureza tem a ver com os acima mencionados, e cuja função é derrisória. São erros produzidos conscientemente, para humilhar. Ocorrem na escrita de gente estudada, que circula pela mídia, e que se vale de certo traço da linguagem de determinados grupos sociais para sugerir que se trata de gente despreparada, inferior, que deveria ficar no seu lugar.
Apesar da evidente função, essa escrita revela a ignorância que caracteriza quem a pratica com a intenção de mostrar que o ignorante é o outro. [...]